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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Mínimos olímpicos

Apenas um em cada quatro lisboetas registados nos cadernos eleitorais votaram no domingo nos partidos com assento parlamentar (24,42%). O valor sobe um pouco (25,87%) somando os resultados das cinco pequenas forças. Mas mantém-se a ordem de grandeza: três em cada quatro pessoas distanciaram-se das formações tradicionais, pelas quais tem passado a vida política portuguesa desde a instauração da democracia.

Como se chegou a este ponto? Fazendo as contas, percebe-se porquê.

O afastamento assumiu formas diversas: a não ida às urnas (incluindo a abstenção técnica), a que aderiram quase 2/3 dos inscritos; a opção por movimentos independentes (Carmona Rodrigues e Helena Roseta convenceram mais de 1/4 dos votantes); e até a dimensão dos brancos e nulos, superiores à média nacional. Para se ter uma ideia, os 7645 lisboetas que ‘inutilizaram’ o voto daquelas duas formas são mais do que aqueles que escolheram Telmo Correia (7258) ou o conjunto dos partidos com menos expressão (7607).

Nenhum dos 12 candidatos “pode cantar vitória”. “Com este nível de abstenção não é possível fazer análises comparativas, pois ao mudar a escala perdem todos”. Em Lisboa, com tanta gente em liça, bateu-se outro recorde: seis forças têm lugar no executivo municipal. Nunca tal se verificara em Portugal. E só pode acontecer, na prática, nos municípios com mais mandatos (Lisboa, 17, e Porto, 13). Assim, com tanta abstenção e dispersão, foi pouco expressiva a votação do novo edil: apenas 11% dos inscritos.

António Costa entrou mesmo num grupo restrito: o de presidentes eleitos com menos de 30%. Segundo pesquisa do Expresso, nos cerca dos 2800 escrutínios desde 1976, apenas 10 conseguiram tal feito. Costa detém a 7ª menor maioria de sempre. O recordista é Rui Paulo Valadares, do PS, que em 1989 conquistou Lamego com 28,7%. Mas o mais difícil foi feito pelo social-democrata António Carlos Álvaro, no Bombarral: bisou a façanha (1993 e 2001).

Para os analistas de sociologia política, desde 1974 “a sociedade portuguesa mudou muito. Mas o sistema de partidos nem tanto (com as excepções do PRD, efémero, e do BE). Para as pessoas, alguns partidos tornaram-se quase, e só, uma agência de empregos”. “O sistema partidário não gerou novidades e o sistema político fica imobilizado” 1.

É curioso que estes “estudiosos” não analisem o papel desvirtuador da comunicação social, sob a clara influência dos grupos económicos que os controlam, nem o afastamento de algumas campanhas políticas das preocupações dos cidadãos e dos trabalhadores em geral, invertendo-as pelos conluios com ‘outros’ interesses alheios 2. Por outras palavras, conseguiram-se os mínimos ‘olímpicos’ para se aceder ao executivo camarário.

 

1. Ver http://expresso.clix.pt/Actualidade/Interior.aspx?content_id=407263

2. Ler também “Reflexão sobre os ‘independentes’ de domingo passado” IN http://lisboalisboa.blogspot.com/2007/07/reflexo-sobre-os-independentes-de.html

publicado por Sobreda às 01:00
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