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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Portela por expandir

Sobreda, 31.07.07

O novo terminal da Portela vai ser inaugurado 4ª fª, mas o ex-presidente da Portugália, não participará na estreia. Ele deixou de liderar a companhia há menos de um mês, depois de a PGA ter sido comprada pela TAP. No entanto, tem uma opinião clara sobre o terminal 2 e sobre a Portela. “É mais uma obra de aparente melhoria do aeroporto que falhará os seus objectivos. A obra está mal pensada, como de resto todo o aeroporto, e não vai ajudar a descongestionar quase nada. Só serve para acomodar a posição fechada do Governo: que a Portela está esgotada e que é preciso fazer a Ota. Não é verdade. É completamente falso”.

E justifica o seu cepticismo com vários argumentos. Antes de os referir, sublinha que apesar de ter sido presidente da Portugália durante 16 anos, o ministro responsável pelas Obras Públicas só o ouviu uma vez sobre o assunto. “Chamou-me na véspera da apresentação do aeroporto da Ota. Eram 19 horas quando me recebeu. Não houve tempo para nada. Julgo que o convite serviu apenas como cosmética. Serviu para manter as aparências: assim, ninguém poderia dizer que eu, presidente da PGA, não tinha sido consultado”. Na verdade, diz Ribeiro da Fonseca, os instantes que esteve com Mário Lino foram inúteis: “Estava tudo decidido. A minha presença servia apenas a matar qualquer acusação futura. Ninguém poderia dizer que era um escândalo não ter sido ouvido o gestor da empresa responsável por 10% dos movimentos do aeroporto de Lisboa”.

Para o antigo gestor da PGA, o assunto é grave e tem provocado um forte movimento de “manipulação da opinião pública” para defender a inevitabilidade da Ota. “Para chegarmos à conclusão que a Portela vai esgotar-se nos próximos anos, seria preciso demostrá-lo. Como? Simples: com um estudo sobre a Portela. Ora, a não ser que exista um estudo secreto, na realidade nunca foi avaliada a optimização da Portela. Nunca. Parece mentira, mas ninguém sabe, o Governo não sabe, até onde poderia crescer o actual aeroporto. Pura e simplesmente nunca foi pedido este trabalho”. Diz que conhece os consultores internos da ANA (entidade gestora da Portela) e que lhes perguntou se tinha sido alguma vez posto sobre a mesa a questão da optimização da Portela. “Disseram-me que nunca lhes tinham perguntado o que era preciso fazer para remodelar o aeroporto de modo a aumentar a capacidade e os anos de vida”.

O ex-gestor da PGA sublinha que não está a defender a manutenção da Portela para sempre, mas que antes de a abandonar, há outras soluções mais baratas, melhores para a cidade e para as companhias aéreas. Primeiro, seria preciso fazer obras bem planeadas no Aeroporto de Lisboa. Isso prolongaria o prazo de validade da Portela. Depois, bastaria usar a base do Montijo como segundo aeroporto. Nessa pista aterrariam os voos ‘charters’, as ‘low cost’, os aviões de carga e os táxis aéreos. Ao todo, o Montijo absorveria 20% do tráfego, o que já seria uma enorme ajuda. Para construir este aeroporto, não seria necessário um investimento pesado. “O Montijo poderia ser construído em módulos, à medida das necessidades, sem luxos. Uma coisa prática e eficiente, ao contrário do que se quer fazer na Ota. Economicamente seria mais razoável para o país pobre que somos”.

Além disso, Lisboa continuaria a ter um segundo aeroporto a 15 minutos de distância Mais tarde, se fosse preciso um aeroporto maior, o que levaria muitos anos, Alcochete seria o terreno ideal. Para isso, bastava agora “reservar o espaço” para esse efeito. “A Ota é que não: é um erro trágico para o país.”

 

Ver http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/empresas/pt/desarrollo/1021204.html

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