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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Indisponíveis disponíveis - parte 7

Sobreda, 01.08.07

O novo executivo tenta tudo por tudo para alargar uma maioria que, por si, nunca proporcionará ao presidente eleito uma maioria de governação, pois o PS elegeu seis vereadores e, para se fazer essa maioria, são precisos pelo menos nove vereadores. Entretanto, os eleitos do PS, do movimento ‘Cidadãos por Lisboa’ e do BE continuam a negociar um acordo na CML.

O BE impõe para a negociação um ‘caderno de encargos’ com seis condições, entre as quais a proibição de novos empreendimentos na frente ribeirinha e o cancelamento da permuta que permitiu à Bragaparques ficar com metade dos terrenos da Feira Popular (entretanto desactivada), cedendo em troca à CML os terrenos do Parque Mayer. Também recusa governar se o elenco camarário integrar, com pelouro, membros da antiga maioria camarária (ou seja, do grupo de três eleitos do PSD e do grupo de três eleitos de Carmona Rodrigues). Outras condições prendiam-se com a implementação em Lisboa do Plano Verde e ainda com uma política de habitação que obrigasse qualquer novo empreendedor a colocar no mercado 20 % dos imóveis vendíveis sob preços controlados.

O presidente eleito conversou também com Roseta, estando à espera de um entendimento com o BE para fazer avançar essas conversas de forma mais consequente. Aparentemente, Roseta enfrentava problemas com o seu número dois que recusava qualquer espécie de entendimento com o PS. A confirmar-se uma divisão entre os dois eleitos da lista ‘independente’ de Roseta, isso faria com que a ‘nova’ maioria, mesmo com a ex-militante do PS alinhando com Costa, ficasse a um vereador de ser absoluta. Ao longo de toda a campanha, a ex-militante do PS colocou duas condições para colaborar com o PS na governação da cidade: que o pelouro do urbanismo fosse gerido no executivo camarário de forma colectiva, e o que do plano de revitalização da Baixa-Chiado fosse eliminado o projecto de construir três parques de estacionamento.

A dificultar o acordo Costa/Roseta estará também o facto de a número três da lista do PS, Ana Sara Brito, ter com a ex-militante do PS uma relação péssima. As duas desentenderam-se na campanha presidencial de Manuel Alegre 1.

A eventual atribuição de pelouros aos eleitos do BE e do movimento ‘Cidadãos por Lisboa’ continua assim, na véspera da tomada de posse do executivo que irá gerir a cidade durante nos próximos dois anos, em cima da mesa do futuro presidente da autarquia, mantendo-se em aberto a hipótese de partilharem cargos com a vereação rosa. Isto, mediante condições específicas e sem qualquer tipo de compromisso quanto à votação de propostas. Ambos confirmam que “as conversações não estão encerradas”.

O entendimento estará mais longe de se concretizar com as restantes forças que se candidataram ao escrutínio intercalar para a autarquia. A CDU mantém-se indisponível para aceitar pastas por discordar do projecto do PS para a cidade, enquanto que o ex-presidente Carmona afirmou estar à espera de um novo contacto de Costa “Ele conversou comigo há cerca de dez dias, mas não disse mais nada. Admito a possibilidade de aceitar pelouros, mas sem qualquer tipo de coligação” 2.

Apesar das conversações ainda em curso com os ‘muito (in)indisponíveis’, quase tudo parece apontar para um cenário em que o PS terá de gerir a Câmara contando apenas com um executivo minoritário e alguns acordos pontuais com as restantes forças da Oposição.

Provisoriamente, pois a ‘telenovela’ dos (in)disponíveis disponíveis já pouco ‘suspense’ origina. Vai uma aposta que no dia da tomada de posse vai haver ‘fumo branco’?

 

1. Ver http://dn.sapo.pt/2007/07/31/nacional/costa_tenta_acordos_bloco_e_roseta.html

2. Ver http://jn.sapo.pt/2007/07/31/pais/roseta_e_fernandesaguardam_sinal_cos.html

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