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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Caos no Eixo Norte-Sul

O último troço do Eixo Norte-Sul foi inaugurado no dia 10 de Outubro, mas a obra ainda não está completa.
“O nó do Lumiar ficou reduzido a metade, o da Ameixoeira desemboca numa azinhaga e o da Charneca/Galinheiras simplesmente não existe”, segundo explicou um arquitecto e antigo director de Planeamento da CML.

A Estradas de Portugal (EP), empresa responsável pela via, remete para a autarquia a responsabilidade pela conclusão da obra. No entanto, o gabinete da presidência da CML não avança datas para o arranque da construção dos nós de acesso.
O resultado é filas de trânsito que se prolongam até à Segunda Circular e o agravamento dos engarrafamentos no bairro de Telheiras. Uma situação confirmada pelo subcomissário da PSP de Lisboa, que adianta terem sido já destacados quatro agentes para o local “todos os dias, às horas de ponta” 1. Pelos vistos, sem resultados práticos.
Recorda-se que os agrupamentos municipais de “Os Verdes” e do CDS apresentaram duas Recomendações diferentes sobre o Eixo Norte-Sul, na AML de 3ª fª passada 2.
 
1. Ver Metro 2007-11-23, p. 4
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/166405.html
publicado por Sobreda às 02:59
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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

O Mi(ni)stério das Estradas

Não será difícil perceber por que é que os donos da Brisa e da Aenor já exultaram com o anúncio da negociata e consideraram uma boa notícia a ‘concessão’ das Estradas de Portugal.

Afinal, as opções do Governo podem ser difíceis de explicar, mas o objectivo de transferir património e lucros milionários para a posse e o usufruto privados são bem límpidos e claros!...

Estas decisões vão custar bem caro aos portugueses, que começarão por pagar sempre que saiam do Porto ou de Lisboa para Norte, Sul ou Leste, pagarão o futuro túnel do Marão, as ligações para Bragança, todos os IC e IP a construir e tudo o que já estiver construído sem portagens a partir do final das actuais concessões (ou a partir do momento em que aquelas empresas passem a ser os donos efectivos do ‘Ministério’ das Estradas.

Qualquer dia, o Governo obriga-nos também a pagar portagem por sair de casa e uma taxa pelo ar que respiramos. Para além de todos os outros impostos, é claro.

 

Ler Honório Novo IN http://jn.sapo.pt/2007/11/19/opiniao/o_ministerio_estradas.html

publicado por Sobreda às 00:43
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

O atraso da Santos e Castro

A renovação e construção da nova Avenida Santos e Castro, entre o Eixo Norte/Sul e a Segunda Circular, está atrasada mais de dois anos, devido a falta de verbas camarárias e a demoras nas expropriações a realizar pela Câmara de Lisboa. O atraso na obra deverá causar um aumento dos custos previstos, ultrapassando os 45 milhões de euros inicialmente orçados pela CML.
Foi em 2003 que a CML deu início à construção da Avenida Santos e Castro, uma via que deveria substituir em 2005 a antiga avenida com o mesmo nome, na Alta de Lisboa. O objectivo era ligar, numa extensão com cerca de 3,5 quilómetros, o Eixo Norte/Sul (na zona do Alto do Lumiar) à Segunda Circular (na zona de Calvanas), através de uma via adjacente ao aeroporto de Lisboa que desviaria parte do tráfego rodoviário do Eixo Norte/Sul pela Alta de Lisboa, em direcção à Segunda Circular.
De acordo com o projecto, a nova avenida deverá ter duas faixas de rodagem com três vias de circulação em cada sentido, um separador central e passeios laterais. O projecto foi entregue pela CML à SGAL, numa obra cujo custo final estava estimado em “45 milhões de euros”, referiu o presidente da comissão executiva da SGAL.
Passados quatro anos, a obra encontra-se parada porque existem terrenos que ainda não estão desocupados, impedindo a construção de continuar. “Existem negociações da CML com terceiros que têm que ser resolvidas para a obra poder avançar, como a expropriação e deslocação de arrendatários”.
“Do nosso lado está tudo tratado” para que a obra continue, garantiu o presidente, que adiantou que a SGAL tem tido reuniões com o executivo municipal, mas “tudo depende agora» da Câmara”. “Fomos construindo, mas só podemos continuar quando tivermos os terrenos livres”, salientou o presidente, apontando a “exclusiva responsabilidade” da demora à CML, porque o município acabou por não solucionar todos os processos de expropriação e deslocação.
Não existem estimativas, por parte da SGAL, de quanto poderá ser o valor final da obra, nem, segundo fonte do gabinete do pelouro do Urbanismo e Planeamento Estratégico da CML, “ainda não é possível fixar uma data” para a conclusão da obra, por ainda estarem a “decorrer um conjunto de processos” que têm que ser resolvidos pelo município, nomeadamente “no que concerne a expropriações”.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=67215
publicado por Sobreda às 01:13
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Domingo, 18 de Novembro de 2007

Radares em Lisboa

publicado por Sobreda às 00:31
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Sábado, 17 de Novembro de 2007

Traçado da CRIL gera queixa

O Governo adjudicou ontem a construção do último lanço dos 4,4 kms em falta para conclusão da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL) por 111,6 milhões de euros, tornando-se esta na “estrada mais cara de sempre, custando 25,3 milhões de euros por km”. A obra inclui a construção do lanço de 3,65 quilómetros do IC17 entre os nós da Buraca e da Pontinha e o lanço de 770 metros do IC16 entre o nó da Pontinha e a rotunda de Benfica. Integra também a reformulação do nó da Buraca, a conclusão do nó da Pontinha e ligações aos nós da Damaia e Portas de Benfica, Alfornelos, Pedralvas e Benfica 1.

O traçado aprovado, onde estão previstos circular mais de 120.000 veículos dia, atravessando zonas urbanas com elevada densidade de habitação obrigando à demolição de vários edifícios 2, deverá estar concluído no final de 2009. Os moradores nesses locais desde há muito vêm propondo um trajecto alternativo menos poluente, menos agressivo para a sua qualidade de vida e para o ambiente 3.

Perante a incapacidade de diálogo entre as partes, a Associação de Moradores do Bairro de Santa Cruz vai apresentar uma queixa contra o Estado português por “desrespeito” da Declaração de Impacto Ambiental do último troço da CRIL. A queixa será igualmente subscrita pelas Associações de Moradores de Alfornelos e da Damaia.

Segundo os moradores, a insistência do Governo em terminar o último troço da CRIL é “irregular e ilegal” por não respeitar a norma da Declaração de Impacto Ambiental (DIA) - do antigo Instituto de Ambiente - que obriga à implementação de três vias para cada sentido em túnel fechado entre os quilómetros 06.75 e o 1.700.

O traçado que o Governo impõe contempla a existência de quatro faixas em cada sentido com 310 metros a céu aberto, abrangendo toda a zona de Santa Cruz, Benfica e Damaia, que os moradores afirmam violar a lei portuguesa e uma decisão do Instituto do Ambiente.

Para o representante da comissão de moradores do bairro de Santa Cruz, é ainda “inadmissível” que o Governo insista num traçado “todo em curvas e perigoso, que obriga à colocação de radares e a um limite de velocidade de 50 quilómetros por hora” quando tinha “hipótese de optar por um traçado a direito”. Para os locais, o Governo está desde Julho estar a enviar cartas de expropriação “com carácter de urgência” aos moradores, classificando-o como um acto de “puro terrorismo do Estado”.

Na cerimónia de adjudicação da obra, o presidente da CML afirmou que a conclusão da CRIL vai permitir à cidade “recuperar de um atraso de décadas” e reinventar a Segunda Circular, para que se transforme “numa avenida urbana”, e que será uma obra que, servindo dois milhões de pessoas, será “uma peça fundamental nas melhorias da rede viária lisboeta” 4.

O que o Governo e a CML não explicam é o que acontecerá a todo o trânsito que será ‘despejado’ da Pontinha para Lisboa, invadindo e atravessando quer a Freguesia de Carnide, através da Avenida Marechal Teixeira Rebelo/Envolvente Carnide, e o próprio Lumiar, via Avenida das Nações Unidas/Telheiras/Eixo Norte-Sul. Os residentes nestes locais que se preparem para verem prolongados os engarrafamentos que o Eixo Norte-Sul veio trazer, pelo menos, ao troço Ameixoeira-Telheiras.

 

1. Ver http://dn.sapo.pt/2007/11/16/cidades/ultimo_lanco_cril_ser_a_estrada_mais.html

2. Ver http://jn.sapo.pt/2007/11/16/pais/fecho_cril_e_adjudicado_hoje.html

3. Ver www.cril-segura.com

4. Ver Lusa doc. nº 7709946, 16/11/2007 - 14:00

Foto: Público 2007-11-17

publicado por Sobreda às 00:52
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Domingo, 11 de Novembro de 2007

Trânsito no Eixo Norte-Sul

O último troço do eixo Norte-Sul - numa extensão de 4,4 quilómetros e com um custo de 25 milhões de euros, 15% dos quais suportados pelo Estado português e o restante pela União Europeia - foi inaugurado a 10 de Outubro. O número de veículos que passou pelo eixo Norte-Sul desde que foi inaugurado o último troço, fez no sábado passado um mês, cifra-se em 639.054, mais 50.067 veículos do que antes da sua abertura, segundo dados fornecidos pela Estradas de Portugal (EP).

O eixo Norte-Sul tem oito sub-lanços: Benfica/Nó 2ª Circular-Eixo Norte-Sul (sentido oeste/este); Nó 2ª Circular - Eixo Norte-Sul/Benfica (sentido este/oeste); Telheiras/Nó 2ª Circular - Eixo Norte-Sul (sentido norte/sul); Nó 2ª Circular - Eixo Norte-Sul/Telheiras (sentido sul/norte); Campo Grande/Nó 2ª Circular/Eixo Norte-Sul (sentido este/oeste); Nó 2ª Circular - Eixo Norte-Sul/Campo Grande (sentido oeste/este); Laranjeiras / Nó 2ª Circular - Eixo Norte-Sul (sentido sul-norte) e Nó 2ª Circular - Eixo Norte-Sul /Laranjeiras (sentido norte-sul).

Do novo lanço Lumiar/CRIL fazem parte quatro viadutos, oito passagens superiores, três inferiores, o túnel do Grilo junto ao Forte da Ameixoeira e quatro nós de ligação desnivelados: Ameixoeira, Alto do Lumiar, Camarate e CRIL.

O primeiro troço do Eixo Norte/Sul começa depois da ponte 25 de Abril até à Avenida Padre Cruz e está concluído há mais de 10 anos. O último troço do eixo Norte-Sul localiza-se entre o Lumiar e a Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL) e demorou 20 anos a ser construído.

Este último troço visou descongestionar o trânsito actualmente existente nos acessos a Lisboa pelo Itinerário Complementar (IC) 22 e pela auto-estrada do Norte, bem como o fluxo de veículos provenientes da auto-estrada 8 e da Estrada Nacional 8, que chegam à cidade através da Calçada de Carriche.

O custo total do Eixo Norte-Sul foi de 73,6 milhões de euros - sem contar com as indemnizações das expropriações -, segundo declarações do presidente da EP proferidas durante a inauguração do último troço da via.

 

Ver http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=303753

publicado por Sobreda às 02:36
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O peão e a Avenida Padre Cruz

Reduzir as barreiras causadas pelas grandes vias rodoviárias e pelo mau aproveitamento do espaço público, devolvendo a cidade aos cidadãos, foi o tema da intervenção de Daniel Melo, morador no Alto da Faia 3, na audição preparatória do orçamento participativo da CML, realizado na 6ª fª passada, na BMOR 1.

Foi usado o exemplo concreto das dificuldades de mobilidade provocadas pelo isolamento do bairro de Telheiras face ao Lumiar, com o fosso originado pelo Eixo Norte-Sul e a Avenida Padre Cruz, e que aqui se transcreve:

 

 

“Parto do pressuposto da necessidade de melhorar a ligação e circulação entre as partes contíguas nesta zona da cidade (Telheiras e Lumiar novo e antigo), para facilitar o usufruto (via acesso por marcha pedonal) de vários equipamentos colectivos aí existentes: a escola secundária, o mercado, a junta de freguesia e as finanças do Lumiar; o Parque do Monteiro-Mor, o cemitério e os museus do Traje e Teatro no Lumiar antigo; e a zona residencial e campo de jogos em Telheiras.

Assim, na Av. Pe. Cruz (e no desvio para esta que sai do Eixo N-S) deviam-se fazer várias passadeiras para cortar o efeito de grande via rápida com que hoje é encarada a Av. Pe. Cruz. Também pensei em passagens subterrâneas, e falei em passagens aéreas, mas estas não são boa ideia, sobretudo para quem tem bicicletas, compras e carrinhos para transporte de crianças.

Além destas passadeiras, devia-se ajardinar os espaços que funcionaram como estaleiro de obras do viaduto recém-inaugurado (frente ao mercado e do outro lado da Pe. Cruz) e criar ligações entre o Alto da Faia e o Lumiar antigo, ou seja, um corredor que permita às pessoas irem directamente para o Parque do Monteiro-Mor e o cemitério pela parte baixa do Alto da Faia ou pela zona do Lumiar defronte ao mercado (passando por debaixo do viaduto do Eixo N-S desde o baixo do Alto da Faia e acompanhando o muro do cemitério até à entrada do Monteiro-Mor).

Depois, a própria Av. Pe. Cruz devia ser desnivelada, ou seja, passar em túnel até próximo do Estádio de Alvalade, pois o ruído do trânsito é muito elevado e é a melhor solução para acabar com aquele fosso na malha urbana. Existe esse projecto na CML, devia ser pensado para o futuro, não chega pôr barreiras anti-ruído no Eixo Norte-Sul” 2.

Uma intervenção pertinente. Recorda-se que o boletim ART informação nº 23 trazia já este alerta dos moradores do Alto da Faia III como tema de capa 3. Assim a CML tenha a vontade e os recursos para implementar as medidas sugeridas.

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/157297.html

2. Ver http://avezdopeao.blogspot.com/2007/11/palavra-aos-muncipes-lisboa-tambm-j-tem.html

3. Ver ART Informação nº 23 (Junho 2006), p. 1 e 11 IN www.artelheiras.pt/files/boletins/informacao_23.pdf

publicado por Sobreda às 02:29
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Zonas 30 (parte 2)

Quais são hoje os principais problemas da sinistralidade urbana?

- Em Lisboa, o problema maior é a sinistralidade pedonal e a seguir a dos veículos de duas rodas. Lisboa é uma cidade cosmopolita. Há uma grande circulação de peões e, aliada a isso, a indisciplina destes, que atravessam em qualquer lado, com o vermelho e fora dos locais apropriados. Por outro lado, temos também a velocidade dos veículos dentro das localidades. E há que actuar nestes dois níveis.

Como?

- Sou defensor do limite de 30 km/h dentro da cidade e em zonas residenciais, naquelas vias que não são de circulação de tráfego. Isso permitiria reduzir drasticamente o risco. Mas tem de haver mais fiscalização. Porque uma coisa é haver um limite outra é respeitá-lo. A solução tem que ir pelas vias da penalização e da educação. Só uma não chega.

 

Ler entrevista a João Dias IN http://dn.sapo.pt/2007/11/10/cidades/6_perguntas_a__joao_dias_professor_i.html

publicado por Sobreda às 02:24
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Sábado, 10 de Novembro de 2007

Zonas 30

Na reunião da CML da próxima 4ª fª, o movimento Cidadãos por Lisboa vai propor a criação de ‘zonas 30’, limitando a velocidade dos automóveis junto de zonas com muitos peões, como escolas, para se aumentar a segurança rodoviária na cidade.

Assinalando o “estado calamitoso dos espaços públicos rodoviários” em várias zonas da cidade de Lisboa, o movimento lembra as vítimas do triplo atropelamento ocorrido a semana passada numa passadeira na Avenida Infante D. Henrique. A proposta defende ainda que sejam criadas “medidas correctivas” nas passadeiras do Terreiro do Paço e a “concretização urgente” de um plano iniciado no mandato anterior que limita a velocidade máxima a 30 quilómetros por hora junto de escolas, bairros residenciais e zonas com “elevada frequência de peões”.

Para além de uma proposta de requalificação da Segunda Circular, é referido no Alto do Lumiar um “cruzamento perigoso” na junção da avenida Helena Vaz da Silva com a Rua Arnaldo Ferreira onde se cruzam “dezoito faixas” que obrigam a “atravessamentos muito longos” e mais sujeitos a acidentes.

Tratando-se de “um dos locais de maior risco de acidente rodoviário de toda a zona do Lumiar”, invocam um estudo que “propõe a construção de uma rotunda como forma de resolução deste problema”, ressalvando que devem ser preservados os terrenos do Parque das Conchas, um espaço verde junto ao nó rodoviário. O movimento defende ainda a colocação de lombas junto das passadeiras nas Avenidas Krus Abecassis e Helena Vaz da Silva, propensas a “situações recorrentes de corridas ilegais” nocturnas.

 

Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1310219

Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

Via urbana sem distribuição de trânsito local

Transformar a 2ª Circular numa “via urbana de facto” parece ser o objectivo que preside à grande intervenção que a autarquia de Lisboa está a preparar para esta estrada. Desse conjunto de obras “a executar de imediato”, segundo um relatório a que o Expresso terá tido acesso, prevê-se o encerramento de alguns nós e ligações 1.

Algumas das situações consideradas pelos peritos camarários como de “conflito extremamente perigoso, quer para os utentes da 2ª Circular, quer para os habitantes do bairro”, e tidas em conta para sofrer modificações, incluem o acesso ao Bairro da Encarnação. Também em alternativa, vão ser inseridas vias de aceleração em locais como o acesso das Calvanas para quem segue para a A1, das entradas da Rotunda do Aeroporto, ou do Eixo Norte-Sul e da Estrada da Luz. Para além destas alterações nos acessos haverá também remodelações entre a Av. da Pontinha (Colombo) e a Av. Lusíada, bem como na saída para a Estrada da Luz, em direcção a Sete Rios.

Mas uma outra intervenção prevista é na saída da 2ª circular para Telheiras, localizada logo após o Colégio Alemão. Curiosamente, uma das entradas para a urbanização, via Bairro Jardim, com uma faixa de rodagem extra para desaceleração antes da saída, e com lombas - por sinal de fraca qualidade - redutoras de velocidade à entrada da zona habitacional e de atravessamento da pista ciclável entre Telheiras e Entrecampos.

Neste acesso, a supressão da saída da via constituirá uma situação verdadeiramente inexplicável. Mais. Metodologicamente costuma descrever-se e estudar-se um problema antes de se adoptar a melhor solução, porém, para já não aparece qualquer justificação baseada no número e tipo de acidentes registados no local, o que já por si não é um bom sinal. Diz a sabedoria popular que “cadelas apressadas têm crias cegas”.

Noutras entradas em Lisboa, como pela auto-estrada do Norte e pela Radial de Sintra, vão ser “marcadas” pela criação de ‘Portas da Cidade’ - uma forma “de garantir a transição entre ambientes rodoviários distintos, induzindo à redução da velocidade de circulação”. No nó do Ralis vão ser removidos todos os painéis publicitários e árvores e rectificadas as copas das árvores existentes junto ao viaduto do relógio. Fonte ligada ao processo disse estar ainda “a Câmara a fazer a avaliação dos custos da intervenção”, não estando por enquanto definido o calendário da sua execução 2.

A alternativa viária seria, bem pelo contrário, a transformação da 2ª circular em via de circulação local, permitindo um outro tipo de escoamento do trânsito. Espera-se também que o programa de obras tenha uma apresentação pública, seguida de debate pelas diversas associações de moradores das zonas afectadas.

 

1. Ver http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/151017

2. Ver http://radares50-80.blogspot.com/2007/10/cmara-de-lisboa-muda-acessos-segunda.html

3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/149540.html

publicado por Sobreda às 03:38
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Barreiras e rotundas na 2ª circular

A estrutura viária é um dos elementos fundamentais da organização e forma de uma área urbana. A hierarquia da rede viária é função da sua qualidade - principal ou distribuidora, ou secundária ou local. Ressalta ainda, como qualidade de uma rede viária, a topografia, a exposição ao sol e aos ventos dominantes, a presença de indústria ou de habitação (tipo de ocupação do território), o fluxo previsto e as expansões.

Ao abordar-se a mobilidade, deve ser incluída a proposta de circulação pedonal, de ciclovias, de circulação automóvel e de transporte pesado. Estas últimas geram fluxos de poluições sonora e atmosférica, de tempo gasto em deslocações, stress, insegurança, incidentes, acidentes e conflitualidade social.

Na definição de uma nova via implica considerar focos de poluições, segurança e isolamento, cortando o território e gerando novos hábitos e necessidades que geram isolamento e até segregação social. Para se atravessar uma via rápida, é normalmente necessário percorrer distâncias quase sempre superiores.

No caso da 2ª circular, esta via funciona como um muro, não só de carácter físico ‘obstáculo’, efectivamente é intransponível na sua grande parte, mas também como barreira de poluição sonora e atmosférica. Basta observar a orientação dos edifícios - ou voltados de costas para a circular ou protegidos por barreiras acústicas que acentuam ainda mais o carácter de barreira.

A 2ª Circular tem génese no Plano Geral de Urbanização de Lisboa do arquitecto e urbanista Meyer-Heine de 1967 (publicado em 1977). As estatísticas mostram que ao longo do seu traçado a população residente decresceu cerca de 15% entre 1991 e 2001. As freguesias com aumento populacional são a Encarnação (3,8%), o Lumiar (6,5%), a Charneca (9,8%) e Carnide (28,6%).

Há quem proponha que a 2ª circular seja transformada em via de circulação local devido a três factos em prospectiva: a (eventual) saída do Aeroporto da Portela, a entrada em funcionamento do (deficiente) Eixo Norte/Sul, o (futuro) fecho da CRIL. Parte-se do pressuposto que a conclusão destas três obras viria reduzir o volume de circulação automóvel que hoje utiliza a 2ª circular para atravessamento da cidade e eliminar quase todo o tráfego com destino ao aeroporto 1. Actualmente não é essa a realidade 2.

Como alternativa viária, a transformação da 2ª circular em via de circulação local poderia vir a permitir um outro tipo de escoamento do trânsito local, conseguido através do nivelamento de alguns cruzamentos com, por exemplo, a criação de rotundas.

Nós continuamos a apostar na entrada em funcionamento de uma Autoridade Metropolitana que reorganize eficazmente a intermodalidade entre os transportes públicos.

 

1. Ver http://arquitecturacidade.blogspot.com/2007/10/2-circular-de-lisboa-mobilidade-e.html

2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/148675.html

publicado por Sobreda às 03:36
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Problemas de segurança mantêm-se no novo Eixo

O Eixo Norte/Sul, que ficou concluído há três semanas com a abertura do troço entre o Lumiar e a CRIL, demorou 20 anos a construir e envolveu queixas na Procuradoria-Geral da República por alegados problemas de segurança.

O primeiro troço, que começa após a Ponte 25 de Abril e termina na Avenida Padre Cruz, estava já concluído há mais de 10 anos. Com a inauguração deste último lanço, entre a Avenida Padre Cruz e a Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL), os automobilistas que se deslocam entre a Margem Sul e o Norte deixam de ter necessidade de entrar na 2ª circular para chegarem a Sacavém, onde começa a auto-estrada do Norte (A1).

Todavia, por resolver ficaram os alegados problemas de segurança do troço existente, desde 1997, entre a Ponte 25 de Abril e a Av. Padre Cruz, alvo de uma queixa-crime do Observatório de Segurança das Estradas e Cidades (OSEC) por alegadas deficiências no traçado.

O OSEC é uma organização não governamental - constituída por juízes, engenheiros e advogados -, que pretende provar que os erros cometidos na construção ou manutenção das estradas são causadores da grande maioria dos acidentes de viação.

O seu presidente explicou que o OSEC não teve ainda qualquer resposta quanto às queixas apresentadas. “Só lhe posso dizer que ainda não fui chamado para qualquer diligência, mas continuamos a reunir mais documentação para juntar ao processo”

Na origem da queixa está um estudo de 2005 que identificava várias vias com traçados perigosos, com curvas que violam regras de segurança, entre as quais o Eixo Norte/Sul. “Comunicámos os resultados às diversas entidades competentes e esperámos que alguma coisa fosse feita. O que é certo é que quanto ao Eixo Norte/Sul nada foi corrigido a estrada lá continua a provocar acidentes com os seus defeitos”, acrescentou.

O estudo elaborado por engenheiros membros do OSEC em 2005 referia que o Eixo Norte/Sul - entre a Calçada de Carriche e a Avenida da Ponte 25 de Abril - têm curvas que violam regras de segurança estabelecidas por normas de traçado e que são sinalizadas com limites de velocidade acima do que é seguro.

Um dos protestos que mais marcou este último lanço foi encabeçado pelos moradores da Freguesia da Ameixoeira, que alegam que a construção da via os isolava do resto da freguesia. Outro problema era o mercado municipal do Lumiar, já que estava previsto que a obra passasse por aquela zona. A solução passou pela construção de um viaduto com um dos pilares a assentar no interior do próprio mercado.

A conclusão do Eixo Norte/Sul permitiria criar um novo acesso à capital a partir do nó de ligação com CRIL e que a via serviria para descongestionar o trânsito actualmente existente nos acessos a Lisboa pelo Itinerário Complementar (IC) 22, a auto-estrada do Norte e, sobretudo, o fluxo de veículos resultantes da auto-estrada 8 e da Estrada Nacional 8, que chegam à cidade através da Calçada de Carriche.

Contudo, por dia entram em Lisboa cerca de 80 mil veículos através da A1, provenientes do Norte, mas também dos concelhos de Loures, Vila Franca de Xira e Alenquer. Pelo IC22 entram na capital 30 mil veículos por dia, com origem na Circular Regional Exterior de Lisboa (CREL), na sua maioria do concelho de Loures. Por seu lado, a A8 e a N8 deslocam para o centro de Lisboa 90 mil veículos originários do distrito de Leiria e dos concelhos mais a norte do distrito de Lisboa, sendo os mais representativos Torres Vedras, Mafra, Odivelas e Loures.

O Governo estimava que entre Camarate e o Marquês de Pombal o tempo de viagem fosse reduzido na ordem dos 30%, prevendo que o desvio para o Eixo Norte/Sul de cerca de 20% do tráfego, que hoje entra em Lisboa pela 2ª circular na zona Norte, iria ajudar a descongestionar o trânsito intenso daquela via 1. Ora, passadas duas semanas, constata-se que nada disso está a acontecer. Bem pelo contrário: o congestionamento de trânsito nas horas de ponta da manhã agravou-se, entupindo agora todas as vias 2.

 

1. Ver http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/137351

2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/148675.html

publicado por Sobreda às 03:35
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Código Penal já prevê o ‘street racing’ como crime

O comissário do comando da PSP de Lisboa diz ter conhecimento de que o novo troço do Eixo Norte-Sul tem servido de pista para ‘street racers’, ainda que a polícia não tenha sido oficialmente chamada para agir nesta zona. “O fenómeno é recente e não temos conhecimento oficial e visualizado de nenhuma corrida”. “No entanto, há uma semana e meia que temos tido carros-patrulha no local”, garante. “Até hoje não foi necessário intervir, ao contrário do que se verificou no mês passado, junto à Ponte Vasco da Gama, onde realizámos dez detenções”.

Assegurou também que a PSP tenciona intervir a longo prazo. “Temos estado atentos à situação do Eixo Norte-Sul. Este fim-de-semana estaremos no local outra vez e as operações não vão cessar até se verificar que o fenómeno foi extinto.”

Acontece que o novo Código Penal prevê o “street racing” como crime. O comissário do comando da PSP de Lisboa, explica quais as infracções que justificam a detenção dos ‘street racers’. “Por um lado, averiguamos se há alteração das características dos veículos que ponham em causa a segurança” e, por outro lado, “a PSP pode e deve punir qualquer indivíduo que conduza em excesso de velocidade”.

A polícia também pode agir se existir condução perigosa: “Verifica-se muito nestas corridas, já que estes indivíduos ocupam geralmente várias faixas de rodagem, a velocidades muito altas, o que põe em risco a circulação dos outros condutores”. O comissário acrescenta por fim que “a PSP pode fazer detenções se se provar que os condutores fizeram uma aposta”.

As corridas ilegais de automóveis põem em risco a segurança de outros veículos que estejam no momento em circulação e o novo Código Penal já prevê o ‘street racing’ como crime.

 

Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/148810.html

publicado por Sobreda às 03:33
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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Um troço destroçado

O que poderia ter sido um acontecimento e uma satisfação para os lisboetas e para aqueles que nesta cidade trabalham, acabou por se tornar um pesadelo para as populações locais: o recentemente inaugurado último troço do Eixo N/S entre o Lumiar e a IC 17.

Concretizando uma velha aspiração de retirar trânsito de passagem do interior da cidade, esta via sofreu uma alteração entre esse conceito inicial (PDM de 1967) e o actual (PDM de 1994) no sentido de lhe atribuir também funções de trânsito local. Esta modificação implicou assim um aumento do número de nós e das respectivas saídas.

Esta opção justificar-se-ia por a zona a poente da via, que no primeiro PDM constituía o Parque Periférico, foi sendo entretanto preenchida com loteamentos, cujo peso do aumento populacional começa agora a manifestar-se.

Não foi sem algum espanto que a abertura ao público se realizou em condições deploráveis, mais próprias de um país do terceiro mundo do que de um Estado que se diz de direito e democrático. Das funções a que se propunha apenas o problema do trânsito de passagem ficou resolvido e mesmo este mal (vide, entre outros, os engarrafamentos no Nó do Grilo).

Dir-se-á que a situação é provisória e que vai ser resolvida. A experiência aconselha-nos a não alimentar grandes expectativas. Primeiro, porque nos locais problemáticos não se vê ninguém a trabalhar. Depois, porque é de duvidar que a obra final corresponda ao que foi aprovado pela Câmara, nomeadamente as saídas completas dos nós rodoviários. Finalmente porque não haverá alguém dentro ou fora da Câmara realmente preocupado com as questões referidas. Porque, se assim não fosse, estariam a ser realizadas algumas pequenas obras nestes acessos, mesmo precárias, que poderiam ter minimizado alguns dos problemas mencionados.

As inventariadas razões de crítica estão expressas num artigo do Fórum Cidadania 1. Concluindo: erros técnicos, negligência, desprezo pelas populações e demissionismo do Poder Central e da Câmara. Mais um mau serviço prestado à cidade e ao País.

O aparentemente inexplicável é que, de manhã, as três vias de entrada em Lisboa pelo Norte estão permanentemente engarrafadas: 2ª circular, Av. Padre Cruz e Eixo Norte-Sul. Aparentemente a CML terá entretanto mexido no sistema de semaforização das vias que circundam o Eixo Norte-Sul. Ou seja, sinais que estavam abertos com maior período de tempo em locais como Carnide, Lumiar, Telheiras, Laranjeiras, etc., demoram agora menos tempo. Por exemplo: utentes que, de Telheiras às Avenidas Novas demoravam 18 minutos, agora demoram 1 hora. E desta hora, 40 minutos são passados em Telheiras, junto à entrada/saída do referido Eixo, como na Avenida das Nações Unidas 2.

O problema real centra-se em que, sem investimento efectivo em transportes públicos de qualidade, o resultado é o de um novo caos diário na circulação rodoviária em Lisboa, num troço que deixa os munícipes verdadeiramente destroçados.

 

1. Ver artigo do arquitecto Guilherme Alves Coelho http://cidadanialx.blogspot.com/2007/10/algumas-crticas-acerca-do-ltimo-troo-do.html

2. Ler nota a http://lxtelheiras.blogspot.com/2007/10/impresso-minha.html

publicado por Sobreda às 01:48
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

Multas por estacionamento ilegal

Mais de 5.000 viaturas foram multadas por estacionamento ilegal em segunda fila em Lisboa durante o primeiro mês da operação de “tolerância zero” àquela infracção promovida pela autarquia da capital. Na operação, foram autuados 5.024 veículos, 1.534 foram bloqueados e 277 rebocados.

Os dados referem-se ao período entre 12 de Setembro e 12 de Outubro, o primeiro mês daquela operação que implicou o reforço do policiamento nas zonas abrangidas. O aumento da intensidade média do trânsito foi detectado pelos ‘contadores’ da autarquia instalados nas zonas do Marquês de Pombal, Saldanha e Campo Pequeno. As faixas “bus” foram onde se registou maior aumento da fluência do trânsito.

Na faixa “bus” da avenida Braancamp para o Marquês de Pombal registou-se um aumento de 22% de manhã e de 12% à tarde. Na faixa “bus” da Rua Alexandre Herculano para a Avenida da Liberdade o aumento foi de 20% de manhã e de 15% à tarde. No troço da rua Conde Redondo para a Avenida da Liberdade ganhou-se 1% de manhã e três% à tarde. Na Avenida Álvares Cabral para o Rato o ganho foi de 9% de manhã e 1% à tarde. Entre a rua Alexandre Herculano e a Avenida da Liberdade aumentou 13% de manhã e 6% à tarde. O troço da Avenida D. João V para o Rato aumentou a velocidade média em 16% de manhã e 2% à tarde. Na zona do Saldanha, na Avenida João Crisóstomo, o aumento foi de 16% de manhã e 14% à tarde. Na zona do Campo Pequeno, a Avenida 5 de Outubro, sentido Norte-Sul, houve um ganho de 7%, de manhã e à tarde. Na Avenida de Berna, no sentido Avenida de Roma, o aumento foi de 8% de manhã e de 3% à tarde.

A operação de ‘tolerância zero’ ao estacionamento ilegal incidiu sobre as vias: Avenida Júlio Dinis, Berna, Barbosa du Bocage, Elias Garcia, Visconde de Valmor, Miguel Bombarda, João Crisóstomo, Duque D´Ávila, 5 de Outubro, Defensores de Chaves, António Augusto de Aguiar, Marquês da Fronteira, Duque de Loulé, Álvares Cabral, Infante Santo, Rua Castilho, Alexandre Herculano, S. Bento, Praça Marquês de Pombal e Largo do Rato.

Na zona do Chiado, incluiu: largo Trindade Coelho, Rua Nova da Trindade, Largo da Trindade, Rua da Trindade, Serpa Pinto, Travessa e Largo do Carmo, Rua Anchieta, Garrett, Calçada do Sacramento, Rua do Carmo, 1º de Dezembro, Calçada do Carmo, Rua Condessa, Ivens, Largo da Academia das Belas Artes, Calçada de São Francisco, Rua Nova do Almada, S. Nicolau, do Crucifixo e da Vitória.

Como a “tolerância zero” ainda não chegou ao Lumiar, os estacionamentos abusivos mantém-se ‘impávidos e serenos’.

Ver Lusa doc. nº 7623336, 22/10/2007 - 17:53

publicado por Sobreda às 01:00
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Domingo, 14 de Outubro de 2007

Estacionamentos incobráveis

A presidente da EPUL admite que há pelo menos quatro mil lugares de estacionamento incobráveis em Lisboa, correspondentes a zonas tarifadas através de parquímetros. Motivo: a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) mantém há muito as máquinas avariadas e não possui fiscais em número suficiente para actuar. Tal acontece no Príncipe Real, Rua da Escola Politécnica, Rato, Av. Álvares Cabral e Campo de Ourique, tal como na Alameda Afonso Henriques, Morais Soares e Pascoal de Melo.

Caso estes lugares fossem cobrados poderiam dar origem a receitas anuais da ordem dos 1,3 milhões de euros, fazendo as contas a uma média de 1,38 euros por lugar e por dia útil, que é quanto rendem os parquímetros de Alvalade. Mesmo assim, as receitas geradas pelos parquímetros em 2006 deverão ter duplicado as de 2005, que não ultrapassaram os 5,5 milhões.

A EMEL propõe agora um novo modelo: reservar a maioria dos lugares para residentes, criando bolsas especiais de lugares para os automobilistas que são de fora. Isso permitiria a quem mora no bairro ter mais facilidade em estacionar, até porque a ideia é que os habitantes possam também usar os lugares dos não residentes.

Também desde que a EMEL começou recentemente a multar quem está parado em segunda fila os casos de agressão aumentaram. Quanto às agressões verbais e por vezes físicas de que são alvo os fiscais, a empresa promete promover acções de formação comportamental que lhes permitam lidar com estas situações. Por exemplo, uma das estratégias que vai ser ensinada aos funcionários é o evitar olhar condutores irados directamente nos olhos.

 

Ver Público 2007-10-12

publicado por Sobreda às 00:07
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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

Inauguração da Calçada de Carriche

Ontem foi o dia perfeito para inaugurar um novo blogue sobre a Calçada de Carriche e o Lumiar.

Nomeadamente sobre o abandono crescente da Calçada e o olhar exacerbado sobre o Lumiar, tão acentuado que descer em direcção a Odivelas praticamente corresponde a descer de classe social e, por outro lado, corresponde a descer na ordem de prioridades da autarquia.

No dia em que foi inaugurado o troço final do Eixo Norte-Sul, um morador na Calçada de Carriche, espera “ver igual intervenção na Calçada e que seja intervenção urgente, caso contrário mantém-se este atentado à qualidade de vida e este promotor de degradação urbanística”.

 

Foto e texto de http://decarricheaolumiar.blogspot.com

publicado por Sobreda às 01:09
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007

Um Eixo atravessado na Freguesia

Como hoje é dia de inauguração, ontem um canal de rádio foi ouvir a opinião dos moradores da Alta de Lisboa acerca das vantagens e prejuízos que o novo troço do Eixo Norte-Sul trará ao Lumiar e à zona da Alta de Lisboa 1.

Para poderem fazer um pequeno balanço sobre as vantagens e desvantagens da abertura deste troço de auto-estrada urbana no dia-a-dia dos habitantes da região de Lisboa, o colega blogue “Viver na Alta de Lisboa” decidiu pedir a colaboração dos seus leitores através do envio de fotografias e/ou de pequenos textos (devidamente identificados) que ilustrem as vantagens ou desvantagens da existência desta via 2. E logo deram o exemplo iconográfico do impacto da obra na vida futura daqueles que na zona, no seu dia a dia, ali vivem e trabalham.

Num primeiro pré-balanço, lançam ironicamente uma palavra de apreço a “todos os executivos da Junta de Freguesia (do Lumiar, da Alta de Lisboa 3) que souberam manter um silêncio salomónico durante o processo. Ao longo de todos estes anos, nem uma palavra publicada sobre esta temática, nem uma tomada de posição, nem um protesto pela destruição do centro do Lumiar, nem uma proposta para a requalificação da zona das demolições, naqueles boletins de propaganda que chegam tarde e a más-horas às caixas de correio” 4.

Só que, a partir de agora, a voz, a caneta e o teclado são dos residentes na Freguesia. Participe também com o seu contributo. A notícia ‘oficial’ da inauguração pode ser lida aqui.

 

1. Ver http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/10/o-viver-na-antena-1.html

2. Ver http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/10/o-troo-do-eixo-norte-sul-que-abre-amanh.html

3. Um esclarecimento: não há nem nunca existiu uma Junta de Freguesia da Alta de Lisboa. A cidade tem 53 freguesias, ver www.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=25&Itemid=64

4. Ver http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/10/um-triste-tigre.html

publicado por Sobreda às 02:33
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2007

Lisboa, um estaleiro permanente

Para o ministro das Obras Públicas, a capital tem sido “martirizada por obras permanentes”. Uma das que está em vias de conclusão é a do Eixo Norte-Sul.

Obra que se espera venha retirar muito trânsito à Segunda Circular e à Calçada de Carriche - o troço que conclui o Eixo Norte–Sul, entre o Lumiar e o nó de ligação com a CRIL - é inaugurado amanhã, garantiu o ministro das Obras Públicas. Com esta ligação, os automobilistas vão poder evitar a Segunda Circular entre a zona do Colégio Alemão e Sacavém (no início da auto-estrada do Norte), um dos troços mais congestionados da capital.

O troço a inaugurar tem uma extensão de 4,4 quilómetros e custou cerca de 25 milhões de euros. O primeiro lanço do Eixo Norte-Sul está concluído há mais de dez anos e liga actualmente a Ponte 25 de Abril à Avenida Padre Cruz. Com o traçado completo, prevê-se a retirada de 20 mil veículos, por dia, da Calçada de Carriche.

E já existem sugestões para, considerando que “o trânsito da zona do Lumiar aumentou imenso e por outro lado faltam lugares para estacionamento dos automóveis pertencentes a quem se dirige para a estação de Metro para ir para os seus empregos” (…) “aproveitar a zona por debaixo do viaduto para parque de estacionamento (livre), tanto mais que fica próximo de uma das saídas do Metro” 1.

Quanto ao lanço Lumiar/CRIL, dele fazem parte quatro viadutos, oito passagens superiores, três inferiores, o túnel do Grilo junto ao Forte da Ameixoeira e quatro nós de ligação desnivelados: Ameixoeira, Alto do Lumiar, Camarate e CRIL.

O primeiro troço do Eixo Norte/Sul, que começa após a Ponte 25 de Abril e termina na Avenida Padre Cruz, está porém já concluído há mais de 10 anos 2. Tem sido obra!

 

Foto retirada de http://dn.sapo.pt/2007/10/09/cidades/ultimo_troco_eixo_nortesul_abre_aman.html

1. Ver www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=261012&idselect=10&idCanal=10&p=200

2. Ver www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=863153&div_id=291

publicado por Sobreda às 01:07
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Comissão (re)avalia radares

O aumento dos limites de velocidade nos troços “tipo via rápida” sujeitos a vigilância por radar vai ser discutido hoje na primeira reunião da Comissão para avaliação do sistema de radares de Lisboa. O aumento da velocidade máxima, de 50 para 80 quilómetros/hora, naqueles troços, com quatro faixas de rodagem e baixa frequência de atravessamentos, foi pedido numa petição que recolheu mais de 10 mil assinaturas.

A Comissão de avaliação do sistema de controlo de velocidade e vigilância de tráfego de Lisboa foi criada por despacho do presidente da CML, a 13 de Setembro. É coordenada pelo vice-presidente da CML e vereador da Mobilidade, e integram-na um vereador e dirigente da ACA-M, o director municipal de Segurança e Tráfego, a Polícia Municipal, a Divisão de Trânsito da PSP, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, o presidente do Automóvel Clube de Portugal, o Centro Rodoviário Português, e o promotor da petição, Fernando Penim Redondo.

Este afirmou que “cada caso é um caso e é, por isso, difícil, haver uma opinião generalizada” sobre as vias em que a velocidade máxima deve diminuir. “Queremos que se faça um estudo para que nas vias com duas faixas de rodagem de cada lado e separador central os limites sejam reavaliados”, sustentou.

Exemplificou ainda com o limite de 50 Km/h controlado por radar na Avenida Marechal Gomes da Costa, onde há um separador central e duas faixas de rodagem em ambos os sentidos e uma passagem superior de peões. Segundo o promotor da petição, “há pequenas obras que podiam eliminar factores de risco, como intervalos no separador central que permitem o atravessamento pelos peões”.

Entre o dia 16 de Julho, quando os 21 radares da capital entraram em funcionamento, e o dia 6 de Setembro, a Polícia Municipal de Lisboa registou em fotografia um total de 92.772 infracções, das quais 75.386 leves, 16.175 graves e 1.211 muito graves. A primeira reunião da comissão deverá apenas “discutir o método de trabalho a adoptar”.

 

Ver Lusa doc. nº 7551894, 02/10/2007 - 06:30

publicado por Sobreda às 12:55
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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

Acessibilidades no Bairro da Cruz Vermelha

Em face da necessidade de se proceder a uma obra referente à execução das infra-estruturas gerais, rede viária, esgotos domésticos e pluviais, na zona de implantação da Malha 14 e dos arruamentos envolventes sitos no Alto do Lumiar, irão ocorrer condicionamentos no local, que obrigam à interrupção parcial da circulação de trânsito na Rua Maria Margarida.

A CML refere que a implementação do referido plano de ocupação e desvio, tem o seu início marcado para Outubro de 2007 e a duração prevista de cinco meses, garantindo que a circulação pedonal será sempre assegurada, tal como o acesso viário e pedonal à Escola Básica nº 91.

Para facilitar a mobilidade local, a CML informa ainda que a PSP-DT ou a PM estarão no local para acompanhar a implantação das alterações viárias e pedonal na Rua Maria Margarida 1. Segundo outra fonte, o início do condicionamento de trânsito está previsto para ter início já hoje mesmo 2.

 

1. Ver www.cm-lisboa.pt/index.php?id_item=14851&id_categoria=11

2. Ver Global notícias 2007-10-01, p. 6

publicado por Sobreda às 17:06
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Domingo, 30 de Setembro de 2007

Eixo mantém condicionamentos ao trânsito

O restabelecimento da via e da sinalização na Avenida Padre Cruz vai condicionar o trânsito entre o cruzamento com o Eixo Norte/Sul e a Rua do Lumiar. As obras na via começam já amanhã, 2ª feira, e vão decorrer durante a primeira semana de Outubro 1.

A conclusão do Eixo Norte-Sul está na sua recta final, com a finalização dos trabalhos do viaduto sobre a Avenida Padre Cruz. Segundo a Estradas de Portugal, a obra, que promete retirar milhares de veículos dos engarrafamentos da Segunda Circular e da Calçada de Carriche, deverá ser inaugurada no próximo mês, não estando ainda agendada qualquer data.

O troço a abrir entre o Lumiar e o nó de ligação com a Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL) a Norte de Lisboa, numa extensão de 4,4 quilómetros, tem um custo de cerca de 25 milhões de euros, cabendo ao Estado o pagamento de 15 por cento, e sendo o restante assumido pela União Europeia.

Do lanço a inaugurar, com os trabalhos praticamente concluídos figuram quatro viadutos, oito passagens superiores, três inferiores, o pequeno túnel do Grilo junto ao Forte da Ameixoeira e quatro nós de ligação desnivelados: Ameixoeira, Alto do Lumiar, Camarate e CRIL.

A obra de maior complexidade, e cujos trabalhos estão mais atrasados, é o viaduto sobre a Avenida Padre Cruz e a Rua do Lumiar. O viaduto tem uma extensão de 773 metros e 32,4 metros de largura. Conta com três faixas em cada via e separador central.

Concluído há mais de dez anos está o primeiro lanço da obra, que nasce após a Ponte 25 de Abril e termina na Avenida Padre Cruz. A vantagem desta primeira fase foi retirar do centro da cidade o trânsito que estabelecia a ligação entre a Margem Sul e a Segunda Circular.

Com a inauguração, no próximo mês, do lanço entre o Lumiar e a CRIL as maiores vantagens são para os automobilistas que se deslocam entre a Margem Sul e o Norte, pois deixam de ter necessidade de efectuar o percurso pela muito congestionada Segunda Circular até atingirem Sacavém, onde começa a auto-estrada do Norte (A1).

Beneficiada sai também a ligação entre a Ponte 25 de Abril e a auto-estrada 8 (A8), com destino à região Oeste. Neste percurso deixará de ser necessário percorrer a Calçada de Carriche. Uma vantagem que também beneficia habitantes de Cascais, Sintra, Amadora e Oeiras nas ligações à parte leste da Grande Lisboa, enquanto não fica concluído o troço de três quilómetros da CRIL entre a Buraca e a Pontinha.

Ao nível da circulação interna da cidade de Lisboa, o troço a abrir facilitará a circulação entre a Alta de Lisboa e o Lumiar. A conclusão do Eixo Norte-Sul permitirá atravessar Lisboa de Norte a Sul ao limite legal de 80 quilómetros/hora sem necessidade de parar em semáforos. A via tem início na ligação com a CRIL e, dirigindo-se para sul, passa junto da Alta de Lisboa. Depois de efectuado o cruzamento desnivelado com a Avenida Padre Cruz, no Lumiar, segue para Telheiras, cruza a Segunda Circular, possibilitando depois o acesso a Sete Rios, Entrecampos e Praça de Espanha.

Pouco antes de entrar na Ponte 25 de Abril há ainda um acesso ao Marquês de Pombal. A conclusão do Eixo Norte-Sul termina também a construção do Itinerário Principal 7, que atravessa o País desde a fronteira entre Elvas e Badajoz até Lisboa. Um dos pontos mais marcantes da via rápida, pelo efeito paisagístico, é quando atravessa o Aqueduto das Águas Livres.

Segundo um comentário on-line, “cruzar Lisboa sem semáforos até dá vontade de rir. Resolveram o problema do Lumiar e arranjaram um ainda maior que é a entrada na A8 , que para quem vem do túnel para entrar junto a Frielas aquilo até parece a roleta russa”.

A obra que representa o maior empreendimento em fase de construção das Estradas de Portugal cumpre uma promessa que se arrasta há mais de duas décadas. Em Novembro de 2006, o ministro das Obras Públicas, previa a sua conclusão para Abril deste ano. Seis meses depois dessa meta, o Eixo Norte-Sul poderá finalmente ficar concluído.

A obra terá um impacto visual significativo, sobretudo devido à construção do viaduto junto a prédios da Avenida Padre Cruz e da Alameda das Linhas de Torres 2.

 

1. Ver Metro 2007-09-26, p. 6

2. Ver www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=259776&idselect=10&idCanal=10&p=200

publicado por Sobreda às 00:55
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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

Segunda Circular é um perigo

Pelo menos um acidente por dia é o negro cenário que caracteriza a 2ª circular, a via que lidera a lista de sinistralidade em todo o país, fruto das altas velocidades praticadas, segundo o comandante dos Bombeiros Sapadores de Lisboa 1.

Falta de visibilidade em várias curvas, piso não aderente, acumulação de água, perigo de hidroplanagem, existência de sumidouros em vez de valas para escoar a água da chuva e inexistência de faixas de aceleração. Estas são algumas das falhas graves existentes na Segunda Circular (Avenida Norton de Matos), em Lisboa. Os problemas integram um extenso relatório do Observatório de Segurança das Estradas e Cidades (OSEC), no DN qual se pede à autarquia o fecho imediato, por perigo elevado, do acesso pela Rua Cidade do Porto. A CML está a estudar o dossier.

“Tendo-se verificado a existência de várias situações que atentam gravemente contra a segurança rodoviária na Segunda Circular, e põem em perigo a vida dos seus utentes, apresenta-se este relatório para despoletar as urgentes correcções que se impõem antes da ocorrência da próxima época das chuvas”, lê-se no documento. Mais: “Verifica-se que a velocidade de tráfego praticada na estrada está acima das condições de segurança que a estrada oferece”.

O valor da velocidade de tráfego, calculada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) num estudo datado de 2004, é de 107 quilómetros/hora. No entanto, “o pavimento defeituoso não é adequado para a prática da velocidade de tráfego”, denuncia o estudo, explicando que “o principal defeito deste pavimento prende-se com a sua má macrorrugosidade, que não consegue garantir níveis mínimos de atrito aos pneus dos veículos, o que está intimamente associado à génese das zonas de acumulação de acidentes”. Sobre a acumulação de água, o documento frisa o perigo de “formação de lençóis de água que potenciam o risco de ocorrência de fenómenos de hidroplanagem”.

O raio e a extensão de algumas curvas sujeitam “os condutores ao risco de despiste ou de perda de controlo de direcção do veículo. Em muitas zonas o próprio traçado constitui-se como um obstáculo à visibilidade fundamental”, denuncia o OSEC. O ambiente que envolve a Segunda Circular também não é o correcto: “As suas imediações retiram aos condutores, de forma muito grave, as necessárias condições de visibilidade para que estes possam executar manobras com a antecedência suficiente, aumentando o risco de ocorrência de travagens perigosas, embates com outros veículos ou com outros obstáculos”.

No que toca aos radares instalados pela autarquia lisboeta (dois, um em cada sentido), o OSEC é peremptório: “Note-se que a velocidade de tráfego praticada resulta das características da estrada e, como esta é defeituosa, por erro ou omissão do Estado, torna-se obrigatório que o número de radares tenha de ser aumentado por forma a garantir que a velocidade não coloque os condutores em perigo”. Isto porque os aparelhos instalados naquela via só controlam a velocidade nos poucos metros que antecedem e se seguem aos radares 2.

Recorda-se que o grupo municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” apresentou, na Assembleia Municipal de 27 de Fevereiro deste ano, uma Recomendação similar sobre as condições de segurança do eixo Norte/Sul, que, tendo sido aprovada por Unanimidade, propunha a correcção técnica das imprecisões e os impactos acústicos da referida via 3.

 

1. Ver “Perigo na Circular”, Sol 2006-09-30, p. 38

2. Ver http://dn.sapo.pt/2007/08/25/cidades/segunda_circular_e_perigo_para_condu.html

3. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=41&Itemid=36

Quinta-feira, 5 de Julho de 2007

Radares em velocidade zero

Há alguns meses foram instalados radares em algumas vias da capital com o objectivo de “prevenir e diminuir a sinistralidade na cidade de Lisboa, agindo sobre o excesso de velocidade”.

Dos 21 radares três estão colocados na Segunda Circular, avenidas das Descobertas, da Índia, Cidade do Porto, Brasília, de Ceuta (dois), Infante D. Henrique (dois), Estados Unidos da América, Marechal Gomes da Costa e Gago Coutinho e nos túneis do Campo Grande (dois), do Marquês de Pombal e da Avenida João XXI (dois) e na Radial de Benfica (dois). Os critérios que estiveram na base da escolha destas 14 vias foram o elevado índice de sinistralidade, a inexistência de semáforos e serem saídas de túneis. Só é pena terem-se esquecido da Av. Padre Cruz.

O limite de velocidade é de 50 quilómetros por hora, com excepção da Radial de Benfica, Segunda Circular e um troço da Avenida Estados Unidos da América, onde o limite é de 80 quilómetros/hora. Os automobilistas só serão autuados se não abrandarem a velocidade até à permitida, através de uma fotografia que é enviada em tempo real à Central de Controlo de Vigilância da Polícia Municipal de Lisboa.

A Comissão Administrativa da Câmara de Lisboa pondera colocar em funcionamento os 21 radares, que se encontram em fase experimental desde Janeiro e a aguardar o parecer da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) desde Fevereiro, pelo que deveriam ter entrado em funcionamento em Abril. Este sistema de detecção de excesso de velocidade está orçado em 2,5 milhões de euros e inclui também seis painéis de informação nas 13 vias da cidade com mais sinistralidade. A CNPD é uma entidade administrativa que funciona junto da Assembleia da República.

Em princípio “está tudo legal, certificado, a Polícia Municipal preparada, o equipamento informático a funcionar, só falta começar a multar os automobilistas”, sendo preocupante “o excesso de atraso dos procedimentos administrativos face aos valores que estão em causa”. “Entrámos no Verão, os jovens começam a andar com mais velocidade e é um crime não se poder evitar isso”, afirmou a presidente da Comissão Administrativa, apelando aos candidatos à CML para debaterem os problemas da sinistralidade rodoviária na cidade.

Embora a CML tenha pressa em acelerar as multas, o presidente da CNPD acrescentou que ainda está por esclarecer se esta entidade precisa de autorizar o funcionamento dos radares de velocidade em Lisboa. Pelo que a decisão sobre os radares permanece em velocidade zero.

 

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