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Sábado, 28 de Junho de 2008

Sete Medidas Urgentes para Responder à Crise

Na abertura do debate de dia 26 de Junho na Assembleia da República, Agostinho Lopes referiu que sem abdicar "da necessidade absoluta de outras opções e políticas para o País, hoje é indispensável que, no imediato, se enfrente a gravíssima situação social que vivemos".

 

 

 

É nesse sentido que o PCP apresenta um conjunto de 7 medidas que são absolutamente indispensáveis para responder à "situação de brutal agravamento das condições de vida dos trabalhadores e da generalidade da população".

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publicado por teresa roque às 20:21
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Terça-feira, 17 de Junho de 2008

Debate ‘O Ambiente e a Economia’

Porque está o petróleo mais caro? Porque há falta de cereais? Porque está o clima anormal?
As questões ligadas ao Ambiente são hoje em dia tema de debates e discussões. O aquecimento global, a disponibilidade de água potável, a biodiversidade… Mas quase ninguém se atreve a fazer a relação directa entre estas questões e o modelo de desenvolvimento capitalista em que vivemos. A valorização de bens escassos, a apropriação dos recursos, a má distribuição da riqueza produzida, a globalização e a perda de direitos laborais.
Para debater estas questões, fazendo as interligações necessárias entre estes temas, e para melhor se compreender que a degradação do meio ambiente não é uma fatalidade e que um desenvolvimento sustentável é possível, com satisfação actual e futura das necessidades humanas sem pôr em causa os recursos do planeta, a CDU de Lisboa organiza o Debate ‘O Ambiente e a Economia’.
Dia 18 de Junho, a partir das 15 horas, no Jardim do Campo Grande (junto ao Caleidoscópio), e com a participação de Carlos Moura (vereador do PCP na CML) e de José Luís Ferreira (deputado Municipal de “Os Verdes” na AML).
Participe!
publicado por Sobreda às 00:30
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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Estudo de Eugénio Rosa sobre os especulativos lucros da GALP

A GALP acabou de apresentar publicamente as contas referentes ao 1º Trimestre de 2008, onde obteve 175 milhões de euros de lucros líquidos, ou seja, mais 22,4% do que em idêntico período de 2007. E isto quando são exigidos tantos sacrifícios aos portugueses. Eugénio Rosa demonstra neste estudo que o que as petrolíferas andam a fazer é beneficiar-se da especulação para aumentarem os seus lucros.

Ler Estudo de Eugénio Rosa em PDF  

 

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publicado por teresa roque às 20:05
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

A crise económica e social


protestogeral.jpgBernardino Soares, em declaração política na AR, denunciou os efeitos da política anti-social e de agravamento das desigualdades levada a cabo pelo Governo, que tem como resultado o aumento do desemprego, da precariedade, o acentuar do peso dos empregos não qualificados, a falência de pequenas empresas e o comprometimento de sectores fundamentais da nossa economia, designadamente sectores produtivos.
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publicado por teresa roque às 17:48
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Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Três Estudos de Eugénio Rosa - Um apoio ao esclarecimento e mobilização

Eugénio Rosa publicou um importante estudo, estruturado em perguntas e respostas, sobre "As Leis e Projectos de Decretos e de Leis do Governo de Sócrates para a Administração Pública", e suas consequências para os trabalhadores e para a população. Um instrumento fundamental para melhor intervir no esclarecimento e mobilização dos trabalhadores para a luta. Divulgamos ainda outros dois Estudos, sobre o aumento de Combustíveis e sobre o Desemprego.

Ver Estudos de Eugénio Rosa em PDF:

- 25 perguntas e respostas sobre projectos para a Administração Pública
- Sobre Aumentos de Combustíveis
- Sobre o desemprego em Portugal
 

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publicado por cdulumiar às 10:13
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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

O preço da alimentação


produtos-alimentares.jpgEm intervenção na AR, Agostinho Lopes denunciou a “subida desenfreada dos preços dos produtos alimentares básicos” como resultado de “opções e escolhas políticas feitas por interesses económicos, países, organizações internacionais, partidos e responsáveis políticos”. Agostinho Lopes declarou ainda que estes efeitos também se fazem sentir no nosso país, num contexto de “2 milhões de cidadãos no limiar da pobreza, profundas desigualdades sociais, baixos salários e baixas pensões " o que representa um “motivo para grande alarme social e a tomada de sérias medidas de emergência”.
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publicado por teresa roque às 11:46
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Estudo de Eugénio Rosa sobre os impostos pagos pelo sector bancário

O ministro das Finanças e o próprio 1º ministro, durante o debate do Orçamento do Estado de 2007, comprometeram-se tomar medidas para que a banca pagasse uma taxa de imposto efectiva igual à paga pelas outras empresas. Tudo palavras ocas, como o demonstra este Estudo, que utilizando os próprios dados divulgados pela Associação Portuguesa de Bancos, demonstra que apesar dos lucros obtidos pela banca serem superiores aos de 2006, o valor do imposto pago pela banca baixou em cerca de 29%.

Ler Estudo Completo 

 

publicado por teresa roque às 10:29
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Estudo de Eugénio Rosa sobre a substimação da inflação e suas implicações

O aumento da taxa de inflação em Portugal tem sido superior ao divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pelos órgãos de informação. E isto porque a estrutura das despesas das famílias portuguesas que o INE tem utilizado no Índice de Preços no Consumidor, que era a de 2000,  estava desactualizada pois já não correspondia à realidade. Assim, a Redução do poder de compra em Portugal foi ainda maior que o divulgado porque a inflação estava subestimada

Ler Estudo em PDF
publicado por cdulumiar às 11:33
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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Bancários comunistas sobre a situação na Banca

O Boletim dos Bancários Comunistas de Lisboa, no seu número de Fevereiro, começa por tratar "A Banca, Hoje...", para logo abordar temas mais concretos como "Montepio, Está chegando a hora dos «donos» do Banco exercerem os seus poderes", "Responsabilidade Social: A «nova» anedota dos banqueiros", "BBPI, o que custam os milionários lucros", "Governo Britânico nacionaliza Banco e "Assim vai o BES...", terminando com a informação do reatar das comemorações do Aniversário da Nacionalização da Banca.

Ler Boletim em PDF
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publicado por teresa roque às 12:09
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Portugal e a crise económica internacional

sistema-financeiro.jpg A Comissão Política do PCP considera que os recentes desenvolvimentos da situação financeira internacional confirmam as preocupações e alertas que tem manifestado desde o passado mês de Agosto e rejeita que «sejam os trabalhadores, os reformados e as populações a pagar os custos da actual crise financeira – como o Governo PS se prepara para fazer – deixando uma vez mais de fora aqueles que são os verdadeiros responsáveis e beneficiários da política de especulativa e de financeirização da nossa economia em que o país mergulhou, ou seja, os grandes grupos económicos e o capital financeiro».
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publicado por teresa roque às 11:39
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Domingo, 3 de Fevereiro de 2008

O choque

Dados oficiais indicam que a indústria portuguesa está a passar da baixa tecnologia para a média-baixa ‘qualidade’, já que nos últimos dois anos interrompeu o ímpeto para a modernização dos produtos fabricados.
Desde 2001 que o peso da venda de alta tecnologia não varia na composição das exportações nacionais. Isto significa que a indústria portuguesa não consegue ‘dar saltos tecnológicos’ de topo, resultando num enorme custo para o País. É que no ano passado - e segundo dados provisórios até Outubro - Portugal vendeu sofisticação no valor de 3,33 mil milhões de euros, mas pela mesma categoria de produtos pagou ao estrangeiro cerca de 6,7 mil milhões de euros, cerca de 4,1% da riqueza gerada em 2007 (PIB).
As estatísticas são claras e contradizem a propaganda governamental: nos últimos dois anos, o ‘Portugal tecnológico’ estagnou. Pela primeira vez na década, entre 2006 e 2007 a expansão deste tipo de vendas ficou abaixo do desempenho das exportações, o que deverá encontrar explicação no baixo investimento empresarial.
Muitos economistas portugueses e o próprio ministro da Economia defendem que a economia no País poderia galgar degraus tecnológicos e com isso crescer acima dos parceiros europeus.
Mas, se não é isso que os números demonstram, onde está afinal o anunciado choque tecnológico?
 
Ler http://dn.sapo.pt/2008/02/03/economia/portugal_conseguiu_salto_tecnologico.html
publicado por Sobreda às 19:13
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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

Só com benzina e esfregando com força

A coisa está mesmo preta: à excepção de um pequeníssimo grupo – uns escassos 10 por cento – que não deve fazer a mais pálida ideia de que coisa é essa do «país real», os portugueses andam chateados, pessimistas, desencantados, desiludidos, ralados, consumidos em preocupações. A conclusão consta do mais recente Eurobarómetro do Eurostat, que nos coloca na cauda da Europa a 27, a par dos húngaros, muito depois dos romenos, e a léguas de distância do primeiro lugar da Dinamarca.
Estes resultados reportam-se ao Outono de 2007, ou seja, logo a seguir à «rentrée», pelo que não podem ser vistos como reflexo do agravamento da instabilidade económica que veio a registar-se no início deste ano. Esse facto é ainda mais significativo se tivermos em conta que a falta de confiança se agravou em relação a 2006, ano em que 88 por cento dos portugueses classificavam de má a situação económica e 91 por cento tinha idêntica posição em relação ao emprego.
É verdade que, tirando Sócrates, Correia de Campos, Mário Lino ou Teixeira dos Santos, para citar os casos mais mediáticos, ninguém acredita que Portugal esteja em franco progresso, na senda do desenvolvimento, à beira do oásis. Não é por teimosia ou por espírito de contradição que se regista tal cepticismo, mas apenas e tão só porque o pessoal olha à volta e, por mais que se esforce, só vislumbra nuvens negras no horizonte nacional. Veja-se o caso dos espanhóis. Zapatero esteve aí, a anunciar projectos, unha com carne com Sócrates, mas na hora da verdade, zás, ficou a saber-se que as pensões mínimas de lá são o dobro das de cá e que o salário mínimo no país vizinho passou de 570,6 para 600 euros mensais este ano, podendo vir a ser de 800 euros se o actual primeiro-ministro vencer as eleições de Março.
Não há quem aguente! E não é só dor de cotovelo, não, é que por cá não se cumprem promessas e agrava-se a desgraça. Foi o que sucedeu com o emprego, ou a falta dele, para o caso tanto faz, já que dos 150000 prometidos não há novas nem mandadas, e o monstro continua a crescer, a crescer, oficialmente já vai perto dos oito por cento, pelo que não é de surpreender que 94 por cento dos portugueses considerem a situação do emprego má e 89 por cento não acreditem em melhorias económicas. Com tamanho pessimismo – ou deverá dizer-se realismo? – é natural que na lista das preocupações nacionais ocupem lugares cimeiros as preocupações com a inflação, a saúde, os impostos, justamente os sugadouros por onde se esvai o parco salário.
Dizem os especialistas que o Governo «faz o seu papel» quando tenta transmitir optimismo aos portugueses. Será? Num barco a afundar não parece de bom tom fazer a promoção de sais de banho, que é o que Sócrates e o seu governo fazem quando insistem e persistem na política que está a deixar os portugueses na miséria, sem trabalho, sem saúde, sem direitos. Pela amostra, nem para papel de embrulho servem, quanto mais para acalentar a esperança.
Correia de Campos e Pires de Lima já foram. Se fosse medido hoje, o pessimismo dos portugueses era bem capaz de estar mais comedido. Parafraseando o grande Eça, «Este governo não cairá porque não é um edifício, sairá com benzina porque é uma nódoa».
Anabela Fino – Avante Nº 1783 – 31.Janeiro.2008
publicado por teresa roque às 18:48
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Descida do défice em 2007 também à custa de desempregados e pensionistas

Estudo de Eugénio Rosa sobre a redução do défice em 2007
30-Jan-2008

Este Estudo de Eugénio Rosa sobre a redução do défice em 2007, revela que a tal "descida" foi conseguida também à custa dos desempregados e dos reformados com pensões mais baixas.

Ler Estudo em PDF

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publicado por teresa roque às 10:01
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

Tratado da confusão

Convidado para o debate sobre Globalização e Igualdade Social - uma iniciativa promovida pelo Governo Civil de Coimbra - o antigo Presidente da República criticou, domingo à noite, em Coimbra, o texto final do tratado europeu, que será assinado em Lisboa na próxima 5ª fª.
Mário Soares não teve pejo a apontar que “o Tratado de Lisboa não é muito especial. Naquilo que conheço, o tratado é muito confuso. Nem é pequeno nem é claro. É o mais confuso possível”.
Sobre o fenómeno da globalização, criticou duramente a vertente neoliberal, cujo primado do dinheiro e do mercado “está a arrastar-nos para uma situação gravíssima, a de pôr em perigo a própria civilização ocidental”.
 
Ver http://dn.sapo.pt/2007/12/10/nacional/soares_que_tratado_e_o_mais_confuso_.html
publicado por Sobreda às 02:51
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Domingo, 7 de Outubro de 2007

Lutar contra o agravamento das desigualdades

Sabia que em 2006, os lucros das 500 maiores empresas não financeiras (não incluindo nem os bancos nem as seguradoras) a funcionar em Portugal somaram 5.817 milhões de euros?

Sabia que tal representa, em relação a 2005, que os lucros atingiram 3.488 milhões de euros, um aumento de 66,8% ?

Sabia que, em 2006, os vencimentos dos trabalhadores da Administração Pública aumentaram 1,5%, e a subida nas remunerações dos trabalhadores do sector privado foi somente de 3,1% (em toda a economia, o aumento das remunerações no nosso País foi apenas de 2,4%, segundo o Banco de Portugal)?

É que se considerarmos uma período mais longo (2003-2006), a subida dos lucros das 500 maiores empresas atingiu 150,2%, pois passaram de 2.325 milhões de euros para 5.817, enquanto o aumento verificado nas remunerações foi apenas de 6,4% na Administração Pública e de 13,3% no sector privado. Durante este período a taxa de inflação aumentou 11%, o que determinou uma redução importante do poder de compra das remunerações nominais.

Portanto, a diferença é impressionante entre o crescimento dos lucros e dos salários, o que contribuiu para o agravamento das desigualdades.

E sabia que se dividirmos a riqueza criada (VAB) e os Lucros pelo número de trabalhadores destas empresas se constata que entre 2003 e 2006, o VAB por trabalhador aumentou 13,3% enquanto os lucros por trabalhador cresceram 119,5% ?

Fica assim claro que se está a verificar em Portugal uma forte redistribuição da riqueza criada nas 500 maiores empresas a favor do capital e em prejuízo dos seus trabalhadores.

Esta diferença tão grande de produtividade, prova que a causa da baixa produtividade da economia portuguesa não está nem na chamada ‘rigidez’ das leis laborais portuguesas, nem no elevado custo do trabalho, mas sim na gestão e na organização da produção, bem como na qualidade do investimento realizado. E isto porque empresas sujeitas às mesmas leis laborais e com ‘custos do trabalho’ idênticos apresentam valores de produtividade muito diferentes.

 

Ler mais no estudo de Eugénio Rosa IN www.resistir.info/e_rosa/lucros_500_maiores_empresas_2006.html

publicado por Sobreda às 00:08
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

O anti-marasmo

A CGTP-IN procedeu no início da semana ao diagnóstico do “marasmo da situação económica desde 1999”.

O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, disse num almoço de celebração do 37º aniversário da organização sindical, que “aquilo a que se chama crise não é crise, é uma opção que interessa a alguns”. “Instituiu-se a crise, mas a crise não é para todos. Choca que no país haja uns quantos que determinam quanto querem enriquecer e depois, em nome da crise, pedem sacrifícios”, afirmou ainda o dirigente sindical.

Segundo o líder da CGTP, este ambiente de crise serve para impor sacrifícios sociais. “A aposta em Portugal é levar o sacrifício social até ao limite” 1.

É que, pela primeira vez em mais de duas décadas, a taxa de desemprego em Portugal superou a registada na vizinha Espanha. Os dados comparáveis relativos a Agosto, ontem divulgados pelo Eurostat, revelam que o universo dos desempregados abrange agora 8,3% da população activa portuguesa, o que converte Portugal no 5º país com mais desemprego entre os 27 Estados-membros da União Europeia (UE), e no 3ª da Zona Euro, à frente da vizinha Espanha (8%) que tradicionalmente tem assumido a dianteira do desemprego 2.

Os trabalhadores exigem por isso novas políticas. A CGTP apresenta assim, desde já, um ‘Caderno Reivindicativo’ para 2008, visto as políticas actuais, delineadas no plano europeu e nacional, conduzirem a uma menor coesão social, ao crescimento das desigualdades e à acentuação da flexibilidade e da desregulamentação do mercado de trabalho 3.

A CGTP vai também promover uma manifestação a 18 de Outubro, para “por em causa o marasmo”, defender o salário mínimo nacional de 426,5 euros, o emprego e este modelo social europeu.

 

1. Ver www.jornaldenegocios.pt/default.asp?CpContentId=303162

2. Ver www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Economia&CpContentId=303227

3. Ver www.cgtp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=743&Itemid=113

publicado por Sobreda às 00:35
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

O Agravamento das Condições de Vida dos Trabalhadores

Eugénio Rosa, O Agravamento das Condições de Vida dos Trabalhadores
21-Set-2007
Este Estudo de Eugénio Rosa, apresenta como título  "AS CONDIÇÕES DE VIDA DOS TRABALHADORES TÊM-SE A AGRAVADO EM PORTUGAL NÃO SÓ DEVIDO À DIMINUIÇÃO DOS SALÁRIOS REAIS MAS TAMBÉM À RECOMPOSIÇÃO DO EMPREGO". E destaca que em Portugal, as condições de vida dos trabalhadores têm-se agravado não só porque a inflação tem aumentado mais do que os salários nominais, mas também porque tem-se verificado uma recomposição do emprego nos últimos anos, que se tem traduzido na substituição de emprego mais qualificado, a tempo completo e permanente, portanto com salários mais elevados, por emprego menos qualificado, a tempo parcial e precário, portanto com salários mais baixos.
 
publicado por teresa roque às 10:24
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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007

Sacudir o marasmo

A CGTP-IN pediu ontem ao Presidente da República “uma afirmação mais forte da política em Portugal”, que possa sacudir “o marasmo económico” que considera estar a atingir o país desde há alguns anos.

“É preciso uma afirmação mais forte da política em Portugal e uma responsabilização do poder político e não esta entrega total ao poder financeiro”, apelou Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, no final de uma audiência de cerca de hora e meia com o Presidente da República.

Para a CGTP, “o país vive há número significativo de anos neste marasmo económico, não há crescimento, não há desenvolvimento”. É preciso sacudir isto”, frisou Carvalho da Silva, salientando que “não é possível pedir mais sacrifícios aos trabalhadores”.

Na audiência, que tratou de temas como economia, desemprego, administração pública ou saúde, o secretário-geral da CGTP salientou a necessidade de se “acabar com a pressão sobre os trabalhadores”, propondo o aumento dos seus salários reais.

 

Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1304636&idCanal=12

publicado por Sobreda às 11:05
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