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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Chegada do Metro ao aeroporto deverá valorizar terrenos da Portela

A chegada do Metro de Lisboa ao Aeroporto da Portela, prevista para o primeiro semestre de 2011, deverá valorizar os terrenos onde está instalada a infra-estrutura, com encerramento previsto para 2017 e respectiva deslocalização para Alcochete.

O plano de expansão da linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa até à Portela, um investimento de 220 milhões de euros, inclui a construção de três novas estações - Moscavide, Encarnação e Aeroporto - e mais 3,6 quilómetros de rede.
É o próprio presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) quem afirma que o “património imobiliário” existente naquela zona “vai beneficiar com a chegada do metro. Pelo património já construído nestas zonas é difícil antever qualquer tentativa ou qualquer tentação especulativa no plano imobiliário, sendo certo que o património imobiliário ali existente vai beneficiar com a chegada do metro”.
Os terrenos do aeroporto da Portela prometem assim gerar polémica quando a infra-estrutura for desactivada, em 2017, recuperando o diferendo entre a autarquia lisboeta e os familiares dos antigos proprietários relativamente à propriedade dos 500 hectares.

 

 

A CML tem reclamado a propriedade dos terrenos, que começaram a ser expropriados em 1937, afirmando que alguns já era municipais e que outros foram expropriados para a construção do aeroporto.
Mas os familiares dos antigos proprietários, por seu turno, reclamam a titularidade, alegando que foram expropriados com a justificação de que os terrenos seriam usados para fins públicos.
Com a desactivação do aeroporto, inaugurado há quase 67 anos, caberá à autarquia lisboeta decidir qual será o futuro dos terrenos, para os quais o PDM só prevê a construção de infra-estruturas aeroportuárias naqueles terrenos.
 
Ver http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1324517
publicado por Sobreda às 00:29
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Um aeroporto cercado de pombais

Em 2007, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves recebeu 126 notificações de casos de ‘Bird Strikes’ registados nos aeroportos portugueses. Só na Portela foram 51 choques de aves com aviões no Aeroporto Internacional de Lisboa.

Os pilotos garantem que a maioria das situações não é reportada e alertam que a Portela está “completamente cercada” de pombais, pelo que, aos olhos dos aviadores, a quantidade de pombais junto ao Aeroporto de Lisboa assemelha-se a uma “bateria anti-aérea”: as aves que rondam as pistas são uma “ameaça” à segurança de passageiros e tripulação.
“A existência de aves pode provocar problemas, como o que aconteceu recentemente em Nova Iorque”, avisa o comandante responsável pelo Departamento de Segurança de Voo da Associação Portuguesa dos Pilotos de Linha Aérea (APPLA), para quem estes dados são apenas “uma pequena percentagem do verdadeiro número de embates com pássaros”.
Em Lisboa, quase todos os pilotos já tiveram “uma situação de embate com um pássaro ou avistamento e quase embate”. Consciente do perigo, a ANA - Aeroportos de Portugal fez um levantamento do número e localização de todos os pombais existentes nos arredores. O mapa foi enviado para o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), entidade reguladora, e apresentado no final do ano passado à APPLA.
Os pilotos ficaram “assustados”. “Estamos completamente cercados de pombais. Assustou-nos a todos a sua quantidade e localização. Aterramos sempre com uma série de pombas a voar em redor do aeroporto, é uma bateria anti-aérea”, critica o comandante da APPLA, explicando que, para um piloto, tentar desviar-se dos pássaros é uma manobra difícil quando se está a aterrar ou a descolar e, muitas vezes, as aves também não o conseguem fazer a tempo, “lembrando que estes choques podem provocar danos nas superfícies de voo dos aviões, vidros e até motores”.
Na Associação Columbófila do Distrito de Lisboa (ACDL) estão registados cerca de 5.000 pombos-correio. Além destes, existem ainda os pombais ilegais, uma realidade reconhecida pelas Câmaras de Lisboa e de Loures.
Para a ACDL, a ameaça real não é o pombo-correio mas sim os pombos errantes. “Lisboa tem milhares de pombos que se formam em bandos e vão à procura de comer”. De acordo com a autarquia lisboeta, são cerca de 20 mil.
Para afugentar as aves da rota dos aviões, o gabinete de segurança da ANA tem experimentado vários sistemas, desde canhões de gás que emitem explosões sonoras, sistemas de ultrasons só audíveis pelos pássaros e alguns falcões, que assim que são soltos afastam toda a passarada. Na ANA, os investigadores estão também a conceber uma tecnologia que recorre a um laser de cor verde que, dizem, afugenta os pássaros.
 
Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=384319&visual=26&rss=0
publicado por Sobreda às 00:08
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Domingo, 21 de Dezembro de 2008

Empresários querem Portela para aviões de negócios e TGV

Os empresários decidiram juntar-se e aprovar a intenção de vir a ser construída a futura estação central de Lisboa, servindo os comboios de alta velocidade, nos terrenos da Portela, quando o aeroporto for desactivado em 2017 e deslocalizado para o Campo de Tiro de Alcochete.

O argumento é que este projecto poderá ser viável, técnica e financeiramente, segundo conclui um estudo desenvolvido pela Adfer - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário, a pedido da AIP - Associação Industrial Portuguesa, e que contou com o apoio da CIP - Confederação da Indústria Portuguesa e da AEP - Associação Empresarial de Portugal, apresentado numa sessão promovida, na 5ª fª,  pela Adfer e subordinada ao tema ‘A nova estação central de Lisboa’.
O estudo prevê ainda que a Portela mantenha “funções aeroportuárias limitadas à aviação geral e à aviação de negócios”. Mas a AIP pretende que o actual terminal de passageiros seja aproveitado para realizar o check-in avançado do novo aeroporto de Lisboa, que ficará ligado à Portela por um novo serviço aéreo designado por ‘vertiport’ (aeronaves de descolagem vertical).
Ou seja, para além de funcionar como ponto de chegada e de partida do TGV e dos comboios suburbanos, as três associações empresariais defenderam, para o local, a construção de um novo centro de feiras e congressos de Lisboa nos terrenos do aeroporto, bem como a instalação de um pólo tecnológico.
Fonte da Adfer considerou mesmo que uma das principais vantagens da Portela seria a de permitir a construção de uma estação de ‘raiz’, ao contrário da decisão do Governo, que aprovou a expansão da actual Gare do Oriente. O projecto poderá contar com o apoio da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo.
Ainda segundo o estudo, a estação na Portela ficaria ligada à linha de cintura, na zona do Areeiro, e atravessaria todo o Vale do Chelas, em paralelo à Avenida Gago Coutinho, com duas linhas ferroviárias - a de alta velocidade e a convencional, sempre em túnel, só voltando à superfície dentro dos terrenos do aeroporto.
O argumento é que esta ligação teria como principal vantagem o facto de se desenvolver numa zona plana, reduzindo não só o tempo de viagem, mas também o volume de obras necessárias. Sobre o facto de o projecto poder vir a atrasar o desenvolvimento da rede de alta velocidade, a mesma fonte da Adfer questiona a ‘pressa’ do Governo em avançar com um projecto ‘questionável’ 1.
Mas a assim ser, as tarifas baixas - a esmagadora maioria dos voos - iriam para Alcochete, e os ‘jets’ privados beneficiariam de ficar perto do centro da capital.
Entretanto, recorda-se que o executivo camarário sempre tem defendido a ocupação dos desactivados terrenos da Portela por um espaço verde, e que o novo PDM deveria contemplar a zona do aeroporto da Portela como futuro ‘pulmão verde’ da cidade, depois da desactivação da infra-estrutura aeroportuária 2.
 
1. Ver http://dn.sapo.pt/2008/12/18/economia/empresarios_querem_portela_para_avio.html
2. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1295080&idCanal=undefined e http://arquitectura.pt/forum/f29/lisboa-futuro-do-aeroporto-de-lisboa-varios-autores-11719.html
publicado por Sobreda às 00:27
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Domingo, 17 de Agosto de 2008

Lisboa não é competitiva

O turismo tem uma voz mais activa desde que (a Confederação) está na concertação social?

- Sem dúvida. Tem a vantagem imediata de dar voz ao turismo na discussão dos problemas nacionais. Para ultrapassar os obstáculos, é preciso mudar o paradigma do turismo e da economia. E aumentar a competitividade dos destinos, sobretudo de Lisboa (…) Lisboa tem de se tornar competitiva enquanto capital de negócios. Pode vir a ser a 5ª ou 6ª cidade europeia nesta matéria (…)
A situação da TAP, com 136 milhões de euros de prejuízos no primeiro semestre, preocupa-o?
- Estivemos no mês passado com a administração da TAP e os dois pontos que nos preocupam (atrasos e perdas de bagagens) melhoraram espectacularmente. O problema não era das instalações da Portela. O pior é estarmos num extremo da Europa, dependentes da acessibilidade aeroportuária, sem alta velocidade. A partir de Outubro/Novembro vai haver grande redução de voos da TAP e de outras companhias para cá. Perder 136 milhões é muito, mas não quer dizer nada. Será muito pior a redução de voos. A TAP sabe muito melhor do que eu o que há a fazer.
A TAP já devia ter sido privatizada?
- Como as companhias estão, a tendência era quase a contrária: ser nacionalizada. Mas isso ela já é. Estamos sempre ao lado da consolidação. Há sempre a impressão de que há assuntos cruciais para o nosso desenvolvimento que são pensados em cima da crise, sem um estudo aprofundado, como os sectores estratégicos da nossa economia.
Sou claramente contra a privatização da CGD, fazem-nos falta alguns símbolos de independência nacional (…) Na capital, o investimento planeado para a Frente Ribeirinha precisa de consistência e viabilidade económica.
As intervenções na zona ribeirinha podem ajudar esse objectivo?
- Gosto dos projectos, mas falta o evidente para o empresário: a viabilidade económica. Não temos dinheiro para aquilo. Falta uma ideia económica forte, que dê a certeza de que se ganha valor com aquele projecto e se cria riqueza para toda a gente.
É um plano teoricamente bom, mas economicamente inviável?
- Como está apresentado, não há ninguém que ponha dinheiro naquilo. O mundo que eu conheço é a Câmara de Lisboa sem dinheiro, que vai ter eleições dentro de ano e meio. Se arrancar com uma ideia ‘Lisboa, capital de negócio’, agregada a este projecto, que faça empresas de fora (??) instalarem-se cá, com terrenos que passam a valer o dobro nesse caso, aí acredito que tudo aquilo é possível.
 

Extracto da entrevista ao presidente da Confederação do Turismo Português IN www.semanarioeconomico.com/entrevista/entrevista_index.html

publicado por Sobreda às 22:08
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Adjudicação dos trabalhos para o Novo Aeroporto

A localização do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete foi aprovada em Conselho de Ministro em de 8 de Maio passado e o calendário do Governo aponta 2017 como data prevista para a entrada em funcionamento do Novo Aeroporto.

 

A NAER acaba agora de adjudicar os primeiros trabalhos do Novo Aeroporto às empresas Artop e Geocontrole que serão responsáveis, respectivamente, pelas áreas de cartografia e geotecnia e prospecções no terreno, anunciou ontem a empresa responsável pelo projecto. Em comunicado, a NAER informa que os trabalhos no Campo de Tiro de Alcochete “estão agora a arrancar, pretendendo-se que estejam concluídos antes do final do ano”.
Os trabalhos de cartografia, geotecnia e prospecções no terreno surgem após os estudos preliminares efectuados pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), no âmbito da Avaliação Ambiental Estratégica, que determinou a localização do novo aeroporto em Alcochete em detrimento da zona da Ota.
Actualmente, a NAER está a desenvolver o seu trabalho para o Novo Aeroporto actuando em quatro áreas: caracterização do Campo de Tiro de Alcochete (que inclui, por exemplo, estudos cartográficos e sondagens geotécnicas), desenho do novo aeroporto, acessibilidades para pessoas, para mercadorias e ambiente.
Para estes trabalhos, estão pré-qualificadas 21 empresas, nacionais e estrangeiras, que estão a ser convidadas a apresentar propostas de prestação de serviços à medida que os trabalhos vão tendo início. Apesar de já existirem empresas pré-qualificadas, a NAER deixa a lista aberta a outras empresas que entretanto decidam candidatar-se.
As principais conclusões dos trabalhos de caracterização deverão estar prontas no final do primeiro trimestre de 2009, de modo a que a construção do novo aeroporto arranque em 2011, prevendo-se a conclusão das obras cinco ou seis anos, de acordo com a NAER 1.
Fica ainda por resolver o destino dos terrenos da Portela. Ideias não faltam, mas os projectos conhecidos até ao momento são contraditórios entre si. Não menos grave é a contaminação dos solos e da água subterrânea, infiltrado, durante anos, com combustíveis e materiais poluentes 2.
 
1. Ver Lusa doc. nº 8650996, 13/08/2008 - 13:53

2. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=68&Itemid=36

Temas:
publicado por Sobreda às 00:36
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

O futuro da Portela

O actual presidente da CML não questiona o encerramento do aeroporto da Portela, embora defenda que “a escolha da localização para o Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) era competência do Governo”.
Para Lisboa afirma que sempre pediu “um acesso fácil, rápido, cómodo e barato” entre o centro da cidade e a nova infraestrutura, fosse qual fosse o local escolhido, considerando ainda ‘positivo’ que o processo de decisão esteja, finalmente, a concluir-se. No entanto, a visão para o futuro da Portela passa pelo desejo de vir a ser “um pulmão verde” para a cidade, admitindo que zonas já construídas possam ser reutilizadas com o mesmo fim.
Por isso a CML analisou ontem, em reunião extraordinária, o estudo do LNEC que indica o Campo de Tiro de Alcochete como a melhor localização para o novo aeroporto de Lisboa. Em cima da mesa esteve ainda a Terceira Travessia do Tejo, ou seja, a ponte prevista para entre Chelas e o Barreiro 1.
Entretanto, a Associação Profissional dos Urbanistas Portugueses (APROURB) já veio alertar que “não se pode permitir a especulação imobiliária nestes terrenos (Portela). É preciso um plano urbanístico para esta nova área, não esquecendo a revisão do PDM que está a decorrer”.
Com o desmantelamento da Portela, depois de construído o NAL, a maior parte deste terrenos deve ser de utilização pública, “mas sem perder novas oportunidades de infra-estruturas que possam aparecer (…) devolvendo o espaço às pessoas”. “Deve ser um parque urbano com outros equipamentos que fazem falta à cidade”.
É essencial, por exemplo, “estabelecer um equilíbrio desta área com o Parque de Monsanto”, mas também não esquecer que “a zona tem bairros degradados e recentes urbanizações e é preciso fazer esse remate com as zonas marginais 2.
Em suma, é preciso desde já travar a especulação imobiliária naquela zona, com os arredores já tão urbanisticamente sobrecarregados, vide a Alta do Lumiar, salvaguardando-se os terrenos ocupados pelo actual aeroporto para uma utilização pública colectiva.
 
1. Ler www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=904260&div_id=291
2. Ver Lusa doc. nº 7892109, 14/01/2008 - 14:13
publicado por Sobreda às 03:49
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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008

Volte-face

O primeiro-ministro anunciou ontem a decisão preliminar de escolher Alcochete para construir o novo aeroporto internacional de Lisboa (NAL). O estudo encomendado pelo Governo ao LNEC concluiu que a localização do NAL em Alcochete é do ponto de vista técnico e financeiro “globalmente mais favorável” do que a Ota e recomenda ainda ao Governo que a opção por Alcochete seja acompanhada pela construção de uma ponte rodo-ferroviária Chelas-Barreiro.
Logo a seguir, o primeiro-ministro evidenciou as diferenças apontadas pelo LNEC ao nível dos sete factores críticos entre Ota e Alcochete para a escolha do novo aeroporto. “A maioria dos factores críticos tende para Alcochete, nomeadamente quatro do total de sete: segurança, eficiência e capacidade das operações do tráfego aéreo; sustentabilidade dos recursos naturais e riscos; competitividade e desenvolvimento económico e social; e avaliação financeira”. Perante estes dados, Sócrates disse não haver agora “margem para dúvidas qual a opinião técnica do LNEC” 1.
Todavia, a ex-ministra do Ambiente Elisa Ferreira, que em 1999 escolheu a Ota em detrimento de Rio Frio como localização do novo aeroporto internacional, defendeu hoje que a opção por Alcochete deve ressalvar eventuais danos irreversíveis para o ambiente. “Ao contrário do que aconteceu com a Ota, a opção por Alcochete está a ser tomada sem ter sido feito um estudo de impacte ambiental”. A actual deputada socialista do parlamento europeu defendeu uma reserva da opção Alcochete: “Podem surgir surpresas ambientais quando for concluído o estudo de impacte ambiental. Se surgir um grande dano ambiental irreversível, o governo deve recuar na opção por Alcochete” 2.
Ou seja, poderá acontecer um terceiro volte-face! E sobre a reabilitação dos terrenos da Portela nada ainda se diz. Entretanto, a própria NAER acaba de alterar o seu sítio na web e retirar a referência à Ota da sua página principal 3.
Para o PCP, a escolha do Governo por Alcochete em detrimento da Ota “sustentada em pareceres técnicos, é a correcção de um erro”. “Não é mal assumir e corrigir um erro. A autocrítica (por parte do Governo) já está verificada”. Quanto ao futuro, para os comunistas, é preciso um “combate à especulação”, a ANA deve ter “um papel estratégico” e “não deve haver precipitações” quanto ao aeroporto da Portela, mantendo-o “em funcionamento” 4.
Para “Os Verdes” o processo do NAL está “descredibilizado”, e consideram que tomar qualquer decisão antes dos estudos de impacte ambiental “é um crime político”, sendo a “prova provada” de que existem alternativas de construção, pelo que se deve “pegar em todas as possíveis para promover estudos de impacte ambiental muito rigorosos e só depois tomar uma decisão política em função dos resultados” 5.
Até os ambientalistas da Quercus admitem apresentar queixa à Comissão Europeia e ao Ministério Público caso o Governo avance com o NAL de Alcochete sem estudar o impacte ambiental de “todas” as localizações propostas para o NAL, pois “parece que o estudo de impacte ambiental vai incidir apenas sobre a opção de Alcochete, sem contemplar todas as outras opções em cima da mesa” como a Portela mais Alcochete ou mais Montijo e a OTA”. No caso de o estudo de impacte ambiental estratégico incidir apenas sobre Alcochete, a Quercus vai avançar com uma queixa à Comissão Europeia e ao Ministério Público.
Concordando com “Os Verdes”, a Quercus considera que “a lei exige que o estudo de impacte ambiental incida sobre todas as opções. O procedimento normal seria fazer o estudo e apresentar a opção definitiva depois. Temos esperança que o primeiro-ministro tenha manifestado apenas a sua preferência por Alcochete e que vá ainda ver o impacte das várias opções, para depois escolher a localização”, adiantou o presidente da Quercus.
Também à semelhança do PCP, os ambientalistas pedem ainda que o Governo imponha medidas cautelares imediatas que travem a especulação imobiliária dos terrenos de Alcochete. “E estas medidas cautelares têm agora de ser a sério, e não como as tomadas para a Ponte Vasco da Gama. É preciso impedir alterações dos Planos de Desenvolvimento Municipal, para travar a especulação imobiliária”, adiantou outro dirigente da Quercus 6.
Entretanto que desespera cpm este ziguezagueante impasse é a Comissão Europeia que já advertiu para a urgência de uma decisão definitiva sobre o futuro aeroporto de Lisboa, e para que o projecto se desenvolva no quadro dos fundos estruturais da UE destinados a Portugal entre 2007-2013.
Bruxelas sublinha que afinal o Governo português ainda “não tem uma posição pré-estabelecida sobre a localização” do NAL, pelo que o executivo comunitário indicou que, “como é hábito, devem ser realizados todos os estudos necessários de modo a que a Comissão possa apreciar a oportunidade de financiamento do projecto pelos 'fundos de coesão' e decidir em consequência”. E Bruxelas adverte que “uma decisão definitiva deve ser tomada nos prazos mais rápidos, se é desejo realizar este projecto no quadro da programação dos Fundos Estruturais e do Fundo de Coesão para 2007-2013, onde está previsto actualmente”. Em Novembro passado, Bruxelas já decidira destinar 69 milhões de euros para estudos e obras do NAL, no âmbito do programa Redes Transeuropeias de Transportes 7.
Pelo que, como novos volte-faces e a manterem-se os avanços e recuos do Governo português, até os fundos comunitários ‘jamais’.
 
1. Ver http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/5f51d8964ccc6ea4b8fe4d.html
2. Ver http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/58b4fc4d333cb1bdc279f9.html
3. Ver www.naer.pt/portal/page/portal/NAER
4. Ver http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/d435bf354be96131c25fc4.html
5. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2008/01/estudos-sobre-o-novo-aeroporto.html
6. Ver http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/62e666f517bfe2db7683de.html
7. Ver http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/3dbd21135c9217f400faa4.html
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publicado por Sobreda às 00:26
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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

Decisão sobre aeroporto adiada para Fevereiro

O LNEC adiou para meados de Janeiro de 2008 a entrega do estudo comparativo sobre o Novo Aeroporto de Lisboa, que estava previsto para 12 de Dezembro. O adiamento é explicado pelo LNEC com a necessidade de mais tempo para compatibilizar os estudos fragmentados que estão a ser elaborados por vários especialistas, não apenas portugueses, mas também estrangeiros.
O estudo do LNEC deveria ser apresentado na 4ª fª da próxima semana, mas sendo adiado para meados de Janeiro, remete para Fevereiro a decisão do Governo sobre a localização do futuro aeroporto de Lisboa.
Espera, por isso, que este adiamento seja sinal de que o LNEC está a comparar todas as alternativas. Para o PCP “este adiamento vem confirmar a complexidade dos estudos que estão em causa e o facto da posição do Governo estar a ser precipitada quando no princípio deste ano procurou forçar uma posição num determinado sentido” 1.
Nos últimos meses, o LNEC tem feito vários estudos parcelares, pelo que agora, para a redacção do documento final, precisa de harmonizá-los. E foi para realizar esta tarefa que pediu mais tempo ao Governo.
O LNEC estará, pelo menos, a fazer um estudo comparativo entre a Ota e Alcochete, um estudo próprio que nada tem a ver com os outros que têm sido apresentados 2. Desconhece-se se a viabilidade de manutenção ou não da Portela acabará entretanto também por ser considerada neste estudo comparado.
 
1. Ver www.tsf.pt/online/economia/interior.asp?id_artigo=TSF186143
2. Ver http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=39&SubSubAreaId=79&ContentId=228397
Temas:
publicado por Sobreda às 01:21
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Estudos comparativos sem critério

O PCP lamentou ontem que o Governo não tenha promovido, desde o início, regras e critérios para um estudo comparativo das várias hipóteses de localização para o novo aeroporto de Lisboa.
Sobre o estudo da Associação Comercial de Porto divulgado na 3ª fª passada e que aponta como melhor opção para o novo aeroporto de Lisboa a continuação e rentabilização dos actuais investimentos em curso na Portela, o deputado Bruno Dias escusou-se a fazer comentários, alegando que o grupo parlamentar comunista ainda não teve ocasião de o ler.
“Desde o princípio que o PCP tem afirmado que não temos complexos nem recusamos opções à partida”. Mas “o facto do Governo ter recusado analisar as várias opções faz com que aconteça isto, que entidades privadas se disponibilizem para financiar estudos. Somos enredados numa discussão que poderia ser mais séria”.
Para o deputado, esta proliferação de estudos financiados por entidades privadas pode conduzir a “uma situação pouco transparente e pouco clara”. “O Estado tem de ter uma estratégia, o Governo tem de promover estudos para uma opção que é determinante para o país”.
Só que “o Governo deveria ter, desde o início, estudado regras e critérios para estudos comparativos”, acrescentou, considerando que o “interesse nacional” tem de estar acima de tudo.
 
Ver Lusa doc. nº 7750815, 28/11/2007 - 15:55
Temas:
publicado por Sobreda às 01:58
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

Rosalinda se aterrares na Portela...

Aeroporto de Barajas, Madrid. Impecavelmente limpo e organizado, com uma tangível preocupação de promoção da Espanha e dos produtos espanhóis. Ali não se brinca. Sabe-se que a imagem do País começa e acaba nas primeiras e nas últimas impressões do viajante.

Aeroporto da Portela, uma hora depois. Um autocarro recebe os passageiros. Empoleirados nos varões, iniciam um supliciante percurso de braços esticados, dorsos hirtos e pernas instáveis, suportando, com a firmeza possível, a sinuosidade do traçado, por entre aviões, contentores, outros autocarros, escadas, cargas, etc. Segue-se a interminável espera das malas, numa gare atulhada de papéis e de restos de etiquetas que alcatifavam um chão já sem memória da última limpeza. A incúria, a sujidade, o desleixo estão patentes em todo o lado. Não apenas no lixo espalhado. Em tudo.

Poderá dizer-se que a ANA não investe na reforma do Aeroporto atenta a iminência da aprovação do novo. Mas, o que é certo e indesmentível é que a inauguração do anunciado virá longe e, por enquanto, em local e prazo incertos. Até lá, milhões de pessoas utilizarão a Portela. E formarão a sua ideia de Portugal conhecendo, e sofrendo, o actual Aeroporto Internacional de Lisboa.

Porventura lobrigarão a imagem correcta do País. Ou terão a surpresa de descobrir que este é um pouco menos desorganizado e caótico do que o Aeroporto que os recebeu. Eis mais uma singularidade portuguesa: conseguimos aparentar ser ainda piores do que realmente somos.

Entretanto, um leitor comentou também a péssima gestão do aeroporto de Lisboa.

Mais parece uma tenda, dando uma imagem muito negativa sobre o país. Atafulham-se os passageiros em autocarros em condições que nem para gado seriam aceitáveis. Quinze minutos para passar o controle de fronteiras. Quarenta minutos de espera pela bagagem. Falta de informação adequada e coordenada quando se desembarca, sem instalações condignas. Más ligações entre o aeroporto e a cidade para quem queira evitar a roubalheira e abuso de muitos taxistas.

Para quem chega, as primeiras impressões sobre Portugal são negativas. Para quem parte, a roubalheira praticada pelas lojas e bares do aeroporto não deixa saudades. Falta de profissionalismo quando se pede apoio a algum funcionário incomodado por lhe interromperem a conversa pessoal ou o prazer do cigarro que não deveria sequer ser admitido. A impressão geral dum pequeno grupo que recentemente levei a Portugal é que o aeroporto nem é melhor nem pior do que aquilo que, por vezes, designamos de terceiro mundo. A ANA terá muito a fazer se quiser dar a imagem dum aeroporto civilizado, e o ICEP deverá acordar e despertar para o muito que pode e deveria fazer no aeroporto 1.

Adaptando o poema de Fausto Bordalo Dias: Rosalinda se aterrares na Portela, se tu fores ver os aviões, cuidado não te descaia o teu pé de catraia em lixo e óleo sujo à beira do aeroporto 2. Tem cuidado...

 

1. Ler José Luís Seixas IN Destak 2007-10-31, p. 27

2. Ler http://natura.di.uminho.pt/~jj/musica/html/fausto-rosalinda.html

publicado por Sobreda às 01:35
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Demasiados decibéis

Portugal é o terceiro país da União Europeia mais afectado pela poluição sonora, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Por isso, até Dezembro, as Câmaras Municipais de Lisboa e do Porto têm de apresentar em Bruxelas um “mapa de ruído”, com um levantamento pormenorizado dos níveis registados e ainda planos de redução da poluição sonora nos casos mais problemáticos.

Actualmente, existem zonas da cidade de Lisboa expostas a níveis de decibéis muito elevados, passíveis de causar problemas auditivos, segundo os especialistas.

A Ponte de Abril é um dos locais com mais ruído de Lisboa e, nos principais eixos rodoviários da cidade, os níveis chegam a ultrapassar os 60 decibéis. As queixas dos moradores verificam-se também, por exemplo, em zonas no centro, como perto do Bairro Alto, situação que se agrava nos bairros que se localizam na periferia do Aeroporto de Lisboa.

Com efeito, olhando para a “carta de ruído”, verifica-se que nos bairros à volta da Portela, os níveis chegam a ultrapassar os 60 decibéis (ponto a partir do qual o ruído pode causar problemas auditivos).

Segundo a OMS, o ruído provocado pelo trânsito automóvel causa mesmo mais mortes por ataques cardíacos e hipertensão, do que a poluição do ar 1.

Incómodo, distúrbios e sensação de desconforto na maioria das pessoas expostas, são os primeiros sintomas, que levam ao aumento da produção de hormonas reveladoras de stress. A conclusão é de um relatório da OMS que aponta um aumento de 40% deste factor sobre a poluição atmosférica.

De referir que os dados são relativos a 2000, o que faz prever que, sete anos depois, a situação esteja ainda pior 2.

 

1. Ver Metro 2007-10-26, p. 5

2. Ver http://q3.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ae.stories/6221

publicado por Sobreda às 01:47
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Sábado, 11 de Agosto de 2007

Entre passageiros e bagagens

O novo terminal de passageiros do aeroporto da Portela, destinado a partidas de voos domésticos com origem em Lisboa e com destino aos aeroportos de Faro, Porto, Bragança, Vila Real, Madeira e Açores, entrou em funcionamento a 1 de Agosto. Ocupando uma área total de 7.700 m2 e com capacidade para movimentar 1500 passageiros por hora, este Terminal 2 vai dispor de uma zona de ‘check-in’ com 22 balcões, seis quiosques electrónicos, uma posição para processamento de bagagem fora de formato, seis postos de controlo de segurança, espaço de restauração e instalações técnicas de apoio.

Até lá, as críticas têm sido muitas e diversificadas, incluindo a falta de condições do Terminal 2, exigindo-se que os passageiros com destino às ilhas voltem a utilizar a infra-estrutura principal, por não serem ‘admissíveis’ as condições oferecidas, os ‘deficientes níveis de conforto’, a ausência de zonas comercial e de restauração e a inexistência de espaços de estacionamento para os passageiros que possuam viatura própria ou de ‘rent-a-car’.

Para o subdirector do aeroporto de Lisboa, o Terminal 2 é uma ‘infra-estrutura digna’, ‘extremamente funcional’ que, ‘como todas as infra-estruturas novas, tem problemas de juventude’ 1.

Não se entende, porém, as queixas sobre o Sistema de Transferência de Bagagens (TBT) do Terminal principal, que encaminha as malas dos passageiros que fazem escala em Lisboa e que dão conta de complicações, com atrasos na entrega e extravio das bagagens no Terminal principal, que tem décadas de existência. Para além de que se este foi descongestionado com o Terminal 2, não se compreende que, mesmo com o aumento do tráfego durante o Verão, existam problemas em ambos que leve a que “a imagem da infra-estrutura (esteja) a ser ‘seriamente afectada’ pelas notícias que têm dado conta de atrasos na entrega das bagagens”.

Para o subdirector do aeroporto de Lisboa a ANA, a culpa é das empresas de assistência em terra aos aviões e das companhias aéreas, que têm de ‘partilhar’ as responsabilidades pelas situações de atrasos e extravio de bagagens. Isto porque, conforme explicou, ‘o aeroporto de Lisboa está a funcionar no limite das suas capacidades’, pelo que ‘qualquer desequilíbrio provoca uma situação de ruptura que pode fazer parar todo o sistema’.

Actualmente, “o TBT tem capacidade para processar 900 bagagens por hora, mas no pico do tráfego (entre as 6h e as 9h30), quando chegam os voos intercontinentais, que exigem níveis de segurança mais apertados, a situação complica-se”. Mesmo com os cinco sistemas de transporte de bagagens do aeroporto a processar 7.800 bagagens por hora, terá de haver novas obras de ampliação até ao final do primeiro semestre de 2008.

A alteração mais significativa consistirá na substituição do sistema de triagem de bagagem manual por um sistema automático 2. Afinal os atrasos devem-se também a processamentos desenquadrados de sistemas de transportes do século XXI.

Entretanto o Governo decidiu congelar a OTA, assegurando que o estudo de impacte ambiental e o concurso para plano director daquela possível localização do novo aeroporto de Lisboa foram suspensos e que o Governo socialista não quer que seja gasto “em mais um tostão com estudos sobre a Ota”. “É que, se optar antes por Alcochete, o estudo de impacte ambiental e o plano director [da Ota] não valem nada. Vai ser preciso começar de novo”, diz a mesma fonte da NAER.

Em relação ao concurso para o plano director, o Governo confirma ter sido ‘congelado’ alegando que isso implicaria um compromisso por parte do Estado e um gasto de milhões de euros, que correm o risco de vir a ser um desperdício. Este concurso iria seleccionar o consórcio que desenvolveria o plano director de referência, que determina, entre outros factores, a localização das várias infra-estruturas que constituiriam o novo aeroporto 3.

 

1. Ver http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/empresas/pt/desarrollo/1025464.html

2. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=49959

3. Ver

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=49895
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publicado por Sobreda às 02:30
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Quinta-feira, 9 de Agosto de 2007

Ota seria engolida em caso de terramoto

Se o distrito de Lisboa for afectado por um sismo com forte poder destrutivo, a Ota será a zona mais devastada. O terreno da Ota só seria sólido com 235 mil estacas de betão, afirma um professor do Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST) e especialista em engenharia sísmica, que está convencido de que, no caso de ocorrer um terramoto com intensidade idêntica ao de 1755, a região de Alenquer apontada como um dos locais para a construção de um novo aeroporto correrá o risco de se afundar.

“Um sismo com forte potencial destrutivo não pouparia nenhuma região de Lisboa, mas são as condições do solo que amplificam ou diminuem os efeitos sísmicos”, adverte. Embora a região da Ota não seja o único local vulnerável aos ricos sísmicos, neste caso os terrenos são “do pior”: “Estamos perante solos atravessados por lodos, logo com um elevado risco de liquefacção”. Esta é, aliás, uma das razões que irá encarecer a obra: “O conhecimento da geologia da Ota mostra que uma parte significativa da área de implantação do aeroporto é constituída por lodos sem capacidade de suporte de cargas”.

Viabilizar o aeroporto no concelho de Alenquer implicaria, portanto, a construção de cerca de 235 mil estacas de brita (pedra de pequenas dimensões) para solidificar os solos da Ota. Mas, para o professor no IST, o risco sísmico não é o factor mais determinante na escolha do local para o novo aeroporto: “Do ponto de vista da engenharia, é sempre possível acautelar esse tipo de perigos e, em última análise, até se pode construir uma pista no oceano Atlântico ou na serra da Estrela”. A questão de fundo, esclarece o especialista, é saber que custos isso implicaria.

No caso da Ota, o engenheiro defende que os encargos são “demasiado elevados”. Isto porque, além de se ter em conta os trabalhos para minimizar os riscos sísmicos, os terrenos da Ota teriam de ser aplanados. Um procedimento que obrigaria a movimentar cerca de 51 milhões de metros cúbicos de terra: “Isso significa encher um camião de terras de oito em oito segundos durante três anos, incluindo fins-de-semana e feriados” (...)

 

Ver http://dn.sapo.pt/2007/08/08/cidades/ota_seria_engolida_caso_terramoto.html

publicado por Sobreda às 01:16
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

Estudo sobre 1 + Portela

O presidente da Associação Comercial do Porto (ACP) optou por preservar em sigilo os técnicos e as instituições que estão a elaborar o anunciado estudo sobre a viabilidade de manter a funcionar o aeroporto da Portela, com o apoio de um outro (e mais pequeno) aeroporto civil. O objectivo é evitar polémicas enquanto os trabalhos não estão concluídos, como a que recentemente afectou a equipa da CIP que está a preparar uma outra análise, sobre a localização do novo aeroporto em Alcochete.

Ainda assim, os trabalhos seguem em ritmo acelerado, para que os resultados da análise, sobre a solução ‘Portela + 1’, possam ser integrados na comparação de opções final, a cargo do LNEC. Se assim for, o LNEC (encarregue pelo ministro de apresentar resultados até ao final do ano) terá ainda dois meses para integrar estes novos dados 1.

Depois de, na semana passada o professor do Instituto Superior Técnico, José Manuel Viegas, que participou no estudo da Confederação da Indústria Portuguesa, ter vindo a público defender que a avaliação comparativa entre Alcochete e a Ota que o Governo encomendou ao LNEC deve incluir ‘um pequeno anexo’ sobre as vantagens da manutenção da Portela, o presidente do ACP evita reacender polémicas e centra-se no objectivo que motivou a iniciativa da Associação: “o nosso estudo visa avaliar a possibilidade e o interesse em manter o aeroporto da Portela, numa perspectiva de custo-benefício. A CIP fará os estudos que entender e nós vamos fazer a nossa avaliação”.

Ultrapassada a controvérsia que marcou a apresentação pública do estudo da CIP, ao qual a ACP esteve associada numa fase inicial e do qual se desvinculou, mantendo-se firme na opção ‘Portela + 1’, o presidente do ACP não faz qualquer comentário sobre a proposta do professor Viegas, que recupera de algum modo uma alternativa que aparentemente estaria excluída, e na qual considerou que a opção por Alcochete para a localização do novo aeroporto “não obriga a tomar decisões imediatas sobre a Portela”. Admitiu ainda que a solução ‘Portela + 1’, que, no final, se transformaria em ‘1 + Portela’, quando o novo aeroporto em Alcochete ficasse construído, absorvendo “novos tráfegos domésticos” e de aviões pequenos e pouco ruidosos.

A Associação Comercial do Porto pediu entretanto o apoio da Universidade Católica para o estudo da ‘Portela + 1’ 2.

Mas para a análise pormenorizada das condições de segurança da Portela e dos habitantes das freguesias vizinhas é que nenhum dos estudos avança 3. Porquê? Que outros valores ‘mais altos’ levantam aí voo?

 

1. Ver http://jn.sapo.pt/2007/08/07/nacional/estudo_sobre_portela_finalizado_outu.html

2. Ver artigo de Filomena Fontes IN Público 2007-08-07

3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/90142.html

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publicado por Sobreda às 00:36
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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2007

Destino: Confusão doméstica

As primeiras horas de funcionamento do Terminal 2 do aeroporto da Portela ficaram marcadas por críticas dos passageiros e longas filas no acesso aos balcões de ‘check-in’. Uma situação que foi melhorando ao longo do dia, quando o fluxo de viajantes foi também diminuindo, já que a nova infra-estrutura, para já, serve apenas para partidas de voos domésticos, os quais ocorrem sobretudo durante o período matinal.

A falta de cadeiras na sala de ‘check-in’ - os passageiros lamentavam que apenas existissem meia dúzia à disposição - e a escassa informação nos painéis electrónicos encabeçavam as queixas. Também a abertura tardia do snack-bar que serve a zona foi alvo de reparos, já que os passageiros queixavam-se de não ter sequer onde tomar um café.

O presidente da ANA - Aeroportos e Navegação Aérea de Portugal, reconheceu a existência de algumas falhas e deixou a promessa de rever a situação nos próximos dias. Já durante a tarde, a situação vivida foi substancialmente mais calma. Neste período, para lá de “pontuais e talvez inevitáveis falhas (...) correu tudo muito bem”.

Não terá então acontecido a tradicional confusão, quando se trocam as voltas àqueles que, habitualmente, partiam de Lisboa para o Porto, Açores ou Madeira de um terminal e ontem tiverem de estrear outro? Para isso terá contribuído também o serviço de ‘navetes’ (isto é, pequenos autocarros) que roda continuamente entre os dois terminais, resolvendo eventuais enganos. Por enquanto, o novo terminal funciona apenas na valência de partidas, mas no final do próximo ano, com a construção de um piso subterrâneo, já deverá servir também como terminal de chegadas.

Nota curiosa para um dos suportes de informação aos passageiros. “Se vai para a Madeira já vai mal, este não é o terminal”. Um aviso verdadeiramente esclarecedor... de mais confusão. O aviso publicitário num painel rotativo à entrada do velho Terminal 1 poderia nomear, em vez da Madeira, outro qualquer destino doméstico, já que desde o início de Agosto todos os voos para território nacional partem do Terminal 2.

Enfim, é um destino doméstico: tudo ‘pequenas’ confusões à portuguesa.

 

Ver http://jn.sapo.pt/2007/08/02/pais/confusao_matinal_estreia_terminal_2.html

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publicado por Sobreda às 01:40
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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007

Estudem a Portela

Dizem os especialistas sobre um eventual futuro novo aeroporto (antigos e actuais Ministros, Universidade de Aveiro, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Confederação da Indústria Portuguesa, Associação Comercial do Porto, Instituto Superior Técnico, a NAV, militares e a lista já vai longa):

Os autores de um estudo ‘encomendado’ estão a chegar a novas conclusões. O trabalho de campo tem estudado muita coisa.

Na vertente dos custos um leva a melhor sobre o outro. Se o aeroporto for a norte custa 7.200 milhões. A lógica é a de complementaridade e não concorrência.

Apontam nova possível solução. Há a vantagem de se ir fazendo uma pista, em vez de duas.

Não há - à partida - conflitualidade nas rotas de aproximação, o suficiente para evitar conflitos, mas um dos estudiosos admite que possa haver algum conflito nos movimentos de espera no ar quando as aeronaves aguardam por disponibilidade para aterrar (há ou não há? Decidam-se).

Uma outra Associação para a semana também irá trabalhar no estudo e que será “sério e sustentado” (hum, então os outros não o devem ser...).

O Ministério disse que não faria comentários e fonte oficial lembrou que o Governo não labora em cenários (lá terá as suas razões).

Mas as conclusões do Ministro são de que não há condições para dar resposta às necessidades do país e que é preciso um novo aeroporto.

Entretanto, o novo terminal de passageiros domésticos da Portela foi aberto ontem, mas é importante não esquecer que são os contribuintes que vão pagar “isto” nos próximos 30 ou 40 anos 1.

Os Verdes” bem fizeram aprovar - por Unanimidade -, na AML de Dez. de 2005, uma Recomendação para que a Câmara diligenciasse que fossem “urgentemente elaborados e tornados públicos estudos de avaliação do risco de acidente aéreo na área de influência da Portela, incluindo estudos de impacto ambiental sobre o ar, o ruído e o grau de contaminação dos solos e das águas subterrâneas na zona do Aeroporto de Lisboa”. Mas o que hoje se estuda é apenas a viabilidade do negócio de um eventual novo aeroporto. Também um grupo de cidadãos têm a correr uma petição e continuam a aguardar respostas a um conjunto de perguntas sobre a Portela 2.

Irra! Mas quando é que o Governo ou os doutos especialistas na matéria decidem estudar de vez as actuais e futuras condições do aeroporto internacional da Portela? Já não há paciência!

 

1. Ver http://dn.sapo.pt/2007/08/01/nacional/cip_propoe_alcochete_para_portela1.html

2. Petição do Fórum Cidadania no URL www.petitiononline.com/naoaerop/petition.html e http://cidadanialx.blogspot.com/2007/05/o-novo-aeroporto-e-as-perguntas-que.html

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publicado por Sobreda às 01:44
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Terminal doméstico

O terminal de passageiros que ontem entrou em funcionamento no aeroporto de Lisboa tem capacidade para processar cinco mil voos domésticos por dia. A infra-estrutura - a primeira a ser construída no âmbito do Plano de Expansão da Portela - contará, a partir do próximo ano, com um piso subterrâneo de forma a poder ser utilizada para chegadas.

Este Terminal 2, situado no extremo sul do aeroporto, frente à Segunda Circular, destina-se aos passageiros que tenham como destino um dos aeroportos nacionais: Porto, Faro, Bragança, Vila Real, Madeira e Açores. A abertura do equipamento, que implicou um investimento de 20 milhões de euros, visa “descongestionar o grande pico de tráfego que actualmente se verifica, principalmente entre as seis e as nove horas”, podendo “minimizar alguns constrangimentos operacionais que inevitavelmente ocorrerão durante o período de obras de expansão do aeroporto”.

Dentro de aproximadamente quatro anos, “o terminal será activado também para chegadas, ficando desde já preparado para tal e podendo ser utilizado por qualquer companhia aérea, incluindo as ‘low-cost’ e ‘charter’”. Além destas valências, o terminal será também utilizado por passageiros em transferências de curta duração entre voos nacionais e internacionais.

O acesso à nova infra-estrutura é feito através de uma estrada com entrada junto à actual zona de partidas na Alameda das Comunidades Portuguesas. Porém, como o terminal não tem parques de estacionamento, o acesso só permite a largada de passageiros que se desloquem de táxi, autocarros de turismo, ou que sejam transportados em viaturas particulares. A partir do terminal principal estão, contudo, disponíveis ‘shuttles’ permanentes e gratuitos. Quem optar por viatura própria tem como opção de estacionamento os parques do terminal principal.

O director do aeroporto considera que existem algumas falhas a apontar no novo terminal, por não ter rampas de acesso para os portadores de deficiência ou para os carrinhos de bagagem, chega-se a sugerir para os utentes irem de táxi para o aeroporto, por no estacionamento apenas existir um espaço para descarregar bagagem, por não haver lugares sentados nas salas de espera do ‘check-in’ do novo terminal, uma situação que o presidente da entidade que gere os aeroportos portugueses não sabe ainda como resolver, ou os exagerados preços do bar 1. Em resumo:

Acessibilidade: O terminal 2 não tem parques de estacionamento. O acesso de passageiros poderá ser feito de táxi, carros particulares, autocarros de turismo ou ‘shuttles’.

Atendimento: Ocupando uma área total de 7.700 metros quadrados, a infra-estrutura integra 22 balcões de ‘check-in’, seis quiosques para ‘check-in’ electrónico, uma posição para pesagem de bagagem e outra para processamento.

Serviços: Em funcionamento no terminal 2 estarão ainda seis postos de segurança, balcões para as companhias aéreas e um espaço de restauração (um café e um queque custam 4 euros!) e de comércio. A sala de embarque tem capacidade para 480 passageiros.

Transferências: Os passageiros em transferência serão encaminhados para uma área específica, o QTC (Quick Transfer Center), com dez postos de controlo de passaportes, uma zona de espera com 24 lugares sentados, cinco balcões de ‘check-in’ e portas para passageiros ‘Schengen’ e ‘Não/Schengen’.

Bagagens: Integra um terminal com capacidade para processar 1800 bagagens por hora, através de dois carrocéis, mas não dispõe de área de recolha de bagagens, por se destinar a partidas 2.

 

1. Ver http://tsf.sapo.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF182523

2. Ver http://jn.sapo.pt/2007/08/01/pais/terminal_para_voos_domesticosem_func.html

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publicado por Sobreda às 01:42
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Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Portela por expandir

O novo terminal da Portela vai ser inaugurado 4ª fª, mas o ex-presidente da Portugália, não participará na estreia. Ele deixou de liderar a companhia há menos de um mês, depois de a PGA ter sido comprada pela TAP. No entanto, tem uma opinião clara sobre o terminal 2 e sobre a Portela. “É mais uma obra de aparente melhoria do aeroporto que falhará os seus objectivos. A obra está mal pensada, como de resto todo o aeroporto, e não vai ajudar a descongestionar quase nada. Só serve para acomodar a posição fechada do Governo: que a Portela está esgotada e que é preciso fazer a Ota. Não é verdade. É completamente falso”.

E justifica o seu cepticismo com vários argumentos. Antes de os referir, sublinha que apesar de ter sido presidente da Portugália durante 16 anos, o ministro responsável pelas Obras Públicas só o ouviu uma vez sobre o assunto. “Chamou-me na véspera da apresentação do aeroporto da Ota. Eram 19 horas quando me recebeu. Não houve tempo para nada. Julgo que o convite serviu apenas como cosmética. Serviu para manter as aparências: assim, ninguém poderia dizer que eu, presidente da PGA, não tinha sido consultado”. Na verdade, diz Ribeiro da Fonseca, os instantes que esteve com Mário Lino foram inúteis: “Estava tudo decidido. A minha presença servia apenas a matar qualquer acusação futura. Ninguém poderia dizer que era um escândalo não ter sido ouvido o gestor da empresa responsável por 10% dos movimentos do aeroporto de Lisboa”.

Para o antigo gestor da PGA, o assunto é grave e tem provocado um forte movimento de “manipulação da opinião pública” para defender a inevitabilidade da Ota. “Para chegarmos à conclusão que a Portela vai esgotar-se nos próximos anos, seria preciso demostrá-lo. Como? Simples: com um estudo sobre a Portela. Ora, a não ser que exista um estudo secreto, na realidade nunca foi avaliada a optimização da Portela. Nunca. Parece mentira, mas ninguém sabe, o Governo não sabe, até onde poderia crescer o actual aeroporto. Pura e simplesmente nunca foi pedido este trabalho”. Diz que conhece os consultores internos da ANA (entidade gestora da Portela) e que lhes perguntou se tinha sido alguma vez posto sobre a mesa a questão da optimização da Portela. “Disseram-me que nunca lhes tinham perguntado o que era preciso fazer para remodelar o aeroporto de modo a aumentar a capacidade e os anos de vida”.

O ex-gestor da PGA sublinha que não está a defender a manutenção da Portela para sempre, mas que antes de a abandonar, há outras soluções mais baratas, melhores para a cidade e para as companhias aéreas. Primeiro, seria preciso fazer obras bem planeadas no Aeroporto de Lisboa. Isso prolongaria o prazo de validade da Portela. Depois, bastaria usar a base do Montijo como segundo aeroporto. Nessa pista aterrariam os voos ‘charters’, as ‘low cost’, os aviões de carga e os táxis aéreos. Ao todo, o Montijo absorveria 20% do tráfego, o que já seria uma enorme ajuda. Para construir este aeroporto, não seria necessário um investimento pesado. “O Montijo poderia ser construído em módulos, à medida das necessidades, sem luxos. Uma coisa prática e eficiente, ao contrário do que se quer fazer na Ota. Economicamente seria mais razoável para o país pobre que somos”.

Além disso, Lisboa continuaria a ter um segundo aeroporto a 15 minutos de distância Mais tarde, se fosse preciso um aeroporto maior, o que levaria muitos anos, Alcochete seria o terreno ideal. Para isso, bastava agora “reservar o espaço” para esse efeito. “A Ota é que não: é um erro trágico para o país.”

 

Ver http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/empresas/pt/desarrollo/1021204.html

Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

Pistas da Portela

Para o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil “é possível que um avião possa sair de pista na Portela, como em qualquer outro aeroporto europeu, mas existem margens de segurança nas pistas que têm de ser cumpridas”.

No caso do aeroporto brasileiro, a causa do acidente ainda não foi determinada, mas problemas da pista são apontados como a causa mais provável para a queda do avião. Embora não descartem a hipótese de erro humano ou de falha no aparelho de travagem da aeronave, especialistas do sector deixam claro que a autorização de funcionamento da pista de Congonhas, com obras inacabadas, era um prenúncio de tragédia anunciada. A pista passou por reformas durante 45 dias, mas ainda não recebeu o chamado ‘grooving’ - ranhuras no chão que melhoram o escoamento da água -, medida que ajudaria na travagem dos aviões em dias de chuva.

No caso do aeroporto português, “estar a comparar o aeroporto da Portela com o de Cangonhas, em São Paulo, é muito difícil, já que um é usado para voos internacionais, enquanto o brasileiro recebe voos domésticos”.

Segundo um porta-voz da Ana que gere a Portela, “as pistas são monitorizadas através do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, cumprindo a legislação nacional e internacional”, acrescentando que a monitorização daquilo que se conhece como coeficiente de átrio “é feita consoante o movimento do aeroporto que, no caso da Portela, é grande. Por isso, acontece de três em três meses”.

No ar fica a dúvida se o voo inaugural da rota Lisboa-Brasília será mantido para hoje, como afirma o Destak, ou se como refere o Público, “a gravidade do acidente da TAM acabou por prejudicar os planos que a TAP tinha para o primeiro voo entre Lisboa e Brasília, que chega hoje ao destino às 16h25 (hora local). A companhia aérea optou por cancelar a cerimónia de inauguração da nova rota para a capital brasileira”, confirmou o porta-voz da empresa.
 
Ver Destak 2007-07-19, p. 6 e Público 2007-07-19
publicado por Sobreda às 18:28
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Segurança em aeroportos

“Enquanto assistimos a mais um trágico acidente de aviação que vitimou mais de 200 pessoas pergunto-me o que dirão aqueles que ainda hoje defendem a ideia absurda de manter os aeroportos no interior das cidades, mormente em Lisboa onde os aviões aterram quase na 2ª Circular, Campo Grande e Telheiras... Qualquer dia ainda veremos o nariz de um A380 enfiado na baliza do Estádio do Glorioso de cauda levantada, e se o azar for colossal a desgraça será trágica, porque podem, num ápice, morrer 200 mil alminhas a assistir a um jogo de futebol. (…)

Ironias à parte, de facto as cidades que há 30 ou 50 anos tinham uma baixa densidade de urbanização, e, portanto, gozavam de espaço e vistas largas, é hoje uma situação contrariada pela pressão demográfica e pela procura de melhores condições de vida por parte dos grandes agregados humanos - que levou a essa migração interna dos espaços rurais para a cidades. De modo que as cidades cresceram desmesuradamente, e as infra-estruturas que outrora se revelavam de dimensão adequada no cômputo geral do ordenamento do território na gestão das cidades revela-se hoje - com a contínua pressão para a urbanização - um desastre completo. Dantes estávamos distantes uns dos outros, podíamos racionalizar o espaço, hoje, ao invés, estamos todos na praia da Costa da Caparica, encavalitados uns nos outros...

Confesso que sempre que estou parado num semáforo do Campo Grande, ou parado na 2ª Circular (...) estou sempre à espera quando é que um avião aterra em pleno jardim do Campo Grande onde, curiosamente, também existe uma bomba de gasolina - creio que a Cipol do antigo presidente do Sporting, Sousa Cintra.

Se pensarmos um pouco, e sem querer ser oportunista na linha de raciocínio (pelo efeito de proximidade do acidente trágico que ocorreu em S. Paulo), se um avião tem uma falha técnica ou um dos pilotos comete uma falha humana na manobra do aparelho e nas aproximações à pista - Lisboa fica em chamas...”

 

Ver http://macroscopio.blogspot.com/2007/07/segurana-das-cidades-que-tm-aeroportos.html

publicado por Sobreda às 00:37
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

Acessos condicionados

As obras de ampliação da capacidade do Aeroporto de Lisboa têm implicado condicionamentos no trânsito na zona envolvente da Portela durante o mês de Maio, motivo pelo qual os acessos rodoviários ao aeroporto foram alterados a partir do dia 11, devido às obras do seu Plano de Desenvolvimento. Segundo a ANA, as obras representam um investimento de 350 milhões de euros, para aumentar a capacidade da actual estrutura, até à construção do aeroporto na Ota. A tutela admite, porém, que as mudanças, que incluem a criação de um terminal, não conseguirão suportar a subida de movimentos 1.

O acesso às partidas pela Rotunda do Relógio é quem sofre os maiores condicionamentos, mas em toda a zona circundante deverá ser “evitada a circulação” de veículos. Ou seja, quem circula no sentido aeroporto/Rotunda do Relógio deixa de poder aceder à Segunda Circular pela Alameda das Comunidades Portuguesas. O acesso até agora existente, construído aquando da Expo'98 em terrenos da ANA - Aeroportos de Portugal, passou a servir exclusivamente o Terminal 2. Nesse sentido continuarão a existir quatro faixas de rodagem, três das quais em túnel. No sentido ascendente, a Alameda passa a ter apenas duas vias de circulação, tendo também sido estudadas com a Carris mudanças quanto à localização das paragens. Estes trabalhos deverão prolongar-se por cerca de um mês.

Devido às obras, a ANA aconselha a que os automobilistas que não tenham como destino final o aeroporto não circulem nas ruas internas enquanto os trabalhos estiverem a decorrer. “Não vamos impedir ninguém, que venha de Figo Maduro, de utilizar a zona do aeroporto, mas aconselhamos a que não o façam durante a fase de obra”. Uma vez aberto ao tráfego o Terminal 2, o acesso de passageiros a esta infra-estrutura deverá ser feito “preferencialmente” de táxi ou nas navetes disponibilizadas pela ANA, uma vez que os parques de estacionamento apenas estarão disponíveis no próximo ano 2.

O actual plano de expansão pretende dar resposta ao aumento de passageiros previsto para os próximos anos. Para além das obras de alargamento, o número de aviões em pista para descolagem tem vindo a ser alargado, com a diminuição da distância entre os aparelhos para três milhas, contra as actuais cinco. O crescimento das operações da TAP e das companhias ‘low cost’ explica a necessidade de adaptar a infra-estrutura aeroportuária, que se tem afirmado como placa giratória entre a Europa e a América Latina 3.

Mas mesmo “este terminal não serve para resolver o problema do aumento do tráfego aéreo, pelo que o Governo teve de encontrar mais soluções alternativas, como o aeroporto militar de Figo Maduro e o aeródromo de Tires, no concelho de Cascais” 4, nem o novo terminal abre em Julho, pois, segundo previsões da ANA, as datas inicialmente previstas para a conclusão das obras derrapam para o mês de Agosto 5. Em termos de estacionamento é que não há grandes melhoras: quando abrir este Verão, apenas continuará a haver um acesso para largar passageiros 6.

1. Ver www.destak.pt/artigos.php?art=248 

2. Ver http://jn.sapo.pt/2007/05/04/pais/terminal_2_aeroporto_inaugurado_a_de.html 

3. Ver http://dn.sapo.pt/2007/02/08/economia/obras_avancam_aeroporto_lisboa_const.html

4. Ver http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/20070511-Novo+terminal+da+Portela+pronto+em+Agosto.htm

5. “Novo terminal de passageiros na Portela derrapa para Agosto”, DNotícias 2007-04-20, p. 14.

6. “Novo terminal descola”, Jornal da Região 2007-04-17, p. 6.

publicado por Sobreda às 01:47
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2007

Só a torre do radar vem abaixo



No âmbito do plano de expansão do aeroporto da Portela, a ANA-Aeroportos de Portugal está a demolir a torre do radar, junto à Segunda Circular. Segundo o assessor de imprensa da ANA, no espaço ocupado pela torre de radar - que já estava desactivada “há muitos anos” - vai ser construído o terminal 2 e várias vias de acesso.

As actuais obras de expansão do aeroporto de Lisboa iniciaram-se há um mês. Entre as obras previstas neste plano de expansão consta a ampliação e remodelação do terminal de passageiros, que vai obrigar a construir uma segunda gare de passageiros provisória, bem como um novo depósito de combustível, bem junto à Av. Santos e Castro.

O plano de expansão do aeroporto de Lisboa foi apresentado em Novembro pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. As obras vão decorrer até 2010 e envolvem um investimento de 380 milhões de euros.

Os objectivos do plano de expansão passam por aumentar os níveis de qualidade, conforto e segurança, criar oportunidades para negócios não relacionados com a aviação como os de natureza comercial e consolidar a posição do aeroporto de Lisboa como ‘hub’ europeu.

Por outras palavras, se pudessemos excluir as graves questões de segurança e ambientais da existência de um aeroporto dentro da cidade, a Portela teria ainda muitos anos de vida 1.

1. Ver www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1290886&idCanal=59

 

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publicado por Sobreda às 21:35
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Domingo, 18 de Março de 2007

Deficiências em voo rasante

Os principais problemas apontados por um relatório da Navegação Aérea de Portugal (NAV), a empresa que gere o espaço aéreo nacional, alerta para que a capacidade de um eventual aeroporto na Ota se poderá esgotar ao fim de 13 anos, que o espaço aéreo do novo equipamento colide com o da base militar de Monte Real e que a capacidade máxima da infra-estrutura poderá ficar abaixo do número de 80 movimentos por hora que o Governo deseja.

Um professor do Instituto Superior Técnico, especialista em Sistemas de Transporte, diz que não está surpreendido com os problemas apontados pela NAV porque as falhas já eram espectáveis e que há um ano, numa conferência sobre o novo aeroporto, tinha alertado para os possíveis problemas de navegação, resultantes da orografia do terreno e da proximidade da base militar de Monte Real, onde estão sediados os F16.

De imediato, o ministro das Obras Públicas veio defender que o estudo da NAV apenas serve para resolver os "pequenos problemas" (?) que forem surgindo. Também a Naer veio afirmar, em comunicado, que a decisão de construir o novo aeroporto na Ota "tornou imperativos os estudos de reconfiguração da gestão do espaço aéreo nacional civil e militar". Quase em simultâneo, a NAV veio esclarecer que o estudo entregue à Naer em meados de Fevereiro apenas (?) apontava constrangimentos, que uma comissão com elementos da NAV, da Naer e da Força Aérea iria discutir esses problemas e que "qualquer localização tem de passar pelo crivo do ordenamento aéreo e em qualquer escolha há constrangimentos e obstáculos a ultrapassar".

O ministro confirmou que será criado um "grupo de trabalho com o Ministério da Defesa, envolvendo a Força Aérea, para resolver a compatibilização entre tráfego aéreo civil e militar", mas não respondeu, porém, por que é que um par de dias antes havia negado num canal televisivo ter conhecimento da existência de qualquer relatório técnico que apontasse problemas ao aeroporto da Ota 1.

Recorde-se que, actualmente, o aeroporto de Lisboa se encontra em obras de expansão, avaliadas em 380 milhões de euros, de modo a aumentar a sua capacidade dos actuais 10 milhões de passageiros/ano para os 16 milhões em 2010 2. Donde, ao se reequacionar a capacidade de resposta da Portela, parece desnecessário fugir ou criar polémicas. Seria isso sim bem mais importante, sopesar a relação custo/benefício daquele novo investimento e ter a certeza de que ele vai efectivamente beneficiar uma economia com debilidades e não enfraquecê-la ainda mais.

No entanto, o que parece tornar-se evidente é que as mais recentes bem como as anteriores deficiências entretanto detectadas para o futuro aeroporto parecem estar a ser sufocadas por voos rasantes.

1. “Estudo técnico da NAV aponta deficiências à Ota” por Mariana Oliveira, com C.V. e F.F., Público 2007-03-18

2. Ver o URL http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/12531.html

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publicado por Sobreda às 23:57
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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

Portela expande-se para junto da Av. Santos e Castro

Numa 1ª fase o aeroporto de Lisboa vai entrar em obras permanentes até 2010, num projecto de expansão a sul e a poente cujos efeitos os utilizadores vão notar a partir da próxima semana. Como a Portela opera já claramente acima da sua capacidade, tendo em 2006 servido 12 milhões de passageiros, as obras irão permitir aumentar a sua capacidade dos actuais 10 milhões de passageiros/ano para os 16 milhões em 2010.

Desde Novembro de 2006, quando foi anunciado o plano de expansão avaliado em 380 milhões de euros, o aeroporto já sofreu intervenções na plataforma central e caminhos de acesso, com um aumento da capacidade de estacionamento de aeronaves de 37 para 51 posições, nas saídas rápidas de pista, no terminal de bagagens em transferência e na extensão do terminal de bagagens.

O novo terminal de passageiros vai custar cerca de 18 milhões de euros e deverá estar construído num prazo de seis meses. Com sete posições de estacionamento, vai situar-se na zona sul, paralelamente à Segunda Circular, e vai permitir que a Portela não perca tráfego durante o período de operações.

A esta intervenção juntam-se já, a partir de Maio, obras para um novo complexo de carga com capacidade para 100 mil toneladas e espaço de expansão para os dois operadores de ‘handling’ que actuam na Portela. Esta mudança irá permitir aumentar o actual terminal de passageiros, dotando-o de 13 novas pontes telescópicas de acesso aos aviões.

No final, o aeroporto da Portela passará a ter 47 portas de embarque (30 das quais Schengen), mais 21 que actualmente, e 20 mangas de acesso aos aviões (mais 13), aumentando igualmente a capacidade de carga das actuais 80.000 toneladas/ano para 100.000 a 150.000 toneladas/ano.

Fonte: Lusa

E é aqui que os moradores do Lumiar mais irão sentir os reflexos da obra no seu dia a dia. Primeiro, porque, durante esse período, a remoção de terras será feita para este lado da Freguesia, atravessando-a pela nova… Av. Santos e Castro. Segundo, porque após a conclusão da obra o tráfego de acesso às 13 novas pontes poderá também ser efectuado por este lado da Freguesia.

Aquando da análise do “Resumo Não Técnico de Estudo de Impacte Ambiental”, em Julho passado, a CDU apresentou as seguintes preocupações:

Que durante a construção do Novo Complexo de Carga, a protecção devida e necessária da área em construção e respectivos estaleiros, junto à Av. Santos e Castro, seja suavizada no seu impacto visual, amenizando os inconvenientes causados e protegendo-se pessoas, animais e bens;

Que as entradas e saídas de veículos pesados e demais maquinaria necessária ao desenvolvimento da infra-estrutura, se faça obviando, dentro do possível, os diversos problemas de tráfego, dado que este movimento se fará pela Av. Santos e Castro e acarretará, necessariamente, problemas acrescidos para aquela zona;

Que sejam amenizados os impactos causados pelos trabalhos de construção, quer em termos sonoros, quer em qualidade do ar, por levantamento de poeiras e/ou arrastamento de lamas por rodados de veículos, com o escrupuloso respeito pelas horas de descanso dos moradores, principalmente, os do Alto do Lumiar;

Que o armazenamento de terras contaminados com os óleos do subsolo e a remoção de entulhos provenientes da demolição de edifícios, cuja estrutura contenha amianto, seja efectuado em condições de inteira segurança, dentro do perímetro das instalações da obra, até à sua evacuação de forma absolutamente segura, aquando da passagem pela freguesia do Lumiar;

Que aquando da construção do novo depósito de combustível seja protegida toda a área adjacente (incluindo o subsolo) junto ao novo terminal de carga, tendo em consideração que o Novo Complexo de Carga será confinante com a Av. Santos e Castro;

Que sejam acautelados os interesses dos moradores nas proximidades, quer pelo expectável aumento de tráfego naquela zona, quer minimizando os efeitos da poluição do ar e sonora, por meio da instalação de barreiras sonoras em toda a extensão da cerca que divide os terrenos do aeroporto da Av. Santos e Castro, bem como proceda à arborização da mesma linha por forma a esbater os esperados efeitos do aumento da poluição.

Portela por quanto tempo mais? Numa 2ª fase, depois de as obras ficarem prontas a Portela poderá (ou não) ter de começar a preparar as suas malas com o destino turístico de “ir para fora cá dentro”…

publicado por Sobreda às 03:21
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