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Sábado, 1 de Março de 2008

Ainda se lava roupa à mão fora de casa

Em Lisboa ainda há quem saia de casa com uma trouxa de roupa suja para lavar nos tanques dos lavadouros públicos que resistem em certas zonas da cidade.

Para o presidente da Junta de Freguesia de Carnide, “o lavadouro tem ainda hoje uma vertente social. Ainda há uma ou outra situação de pessoas que vêm aqui porque não têm água em casa”. Segundo o autarca, há dias em que aparecem no lavadouro público de Carnide, situado na Estrada da Correia, cerca de dez pessoas para lavarem roupa nos tanques, na sua maioria idosos, habitantes dos bairros da freguesia, como o centro histórico, o Bairro Padre Cruz ou a Horta Nova.
Também há quem aproveite a ida ao lavadouro para conviver. “O local serve também de ponto de encontro. As pessoas trazem uma ou outra peça para lavar e depois acabam por ficar à conversa com quem encontram por cá”.
O mesmo acontece no lavadouro da Rua dos Corvos, na zona de Alfama. “Acaba por se transformar num local de convívio. É uma forma de os utilizadores, na sua maioria idosos, fugirem à solidão”, disse a presidente da Junta de Santo Estêvão. A autarca contou ainda que a média de ‘visitas’ semanal ao espaço na Rua dos Corvos é de 15 a 20 pessoas.
Em Alfama, os tanques são mais utilizados para lavar peças de roupa grandes, como tapetes ou colchas, ou para lavar roupa para fora. Este lavadouro tem também a vertente de lavandaria social, projecto que a Junta já apresentou à CML e sobre o qual aguarda uma decisão. A lavandaria social é direccionada para pessoas com fracos recursos económicos e prevê a colocação de máquinas de lavar e secar roupa no mesmo espaço onde existem os tanques.
Já em Carnide não há funcionários afectos ao lavadouro. “O funcionamento deste equipamento é um trabalho comunitário. O lavadouro está situado ao lado do Centro Paroquial de Carnide, são eles que têm a chave, abrem a porta e fazem limpeza do espaço. Depois a Junta transfere verbas e articula trabalho com o Centro”.
Os lavadouros públicos de Lisboa são todos municipais, mas são as Juntas de Freguesia que fazem a gestão destes espaços, através de um protocolo de gestão de competências. Na zona de Alfama há ainda um outro lavadouro a cargo da Junta de Santo Estêvão, mas que está fechado há três anos para obras. “Contamos reabrir em Março o lavadouro do Beco do Mexias que esteve fechado para obras de recuperação, devido ao rebentamento de um recoletor”.
Os dois lavadouros têm ainda outra função: quer o de Carnide, quer o de Alfama, são palco de iniciativas culturais, mais ou menos regulares. Desde Setembro de 2007, em Carnide, há ‘cultura de sabão’. Exposições, concertos, poesia e até teatro promovidos por uma associação local, com o apoio da Junta. “Gostávamos muito de ocupar ainda mais o lavadouro. Conseguimos que tenha esta ocupação uma noite por mês, mas estamos abertos a que possa ir além de apenas um dia”. Em Alfama, também “já cedemos o espaço a grupos de teatro amadores para que mostrem o seu trabalho. É uma forma de apoiarmos os grupos de jovens da zona”.
O da Estrada da Correia, situado bem perto da estação de Metro de Carnide e funciona de 2ª a 6ª fª entre as 8h30 e as 18h30. Já o lavadouro e lavandaria social da Rua dos Corvos, em Alfama, está aberto entre as 9h e as 12h e as 14h e as 18h, apenas nos dias úteis.
 
Ver Lusa doc. nº 8044274, 27/02/2008 - 11:30
publicado por Sobreda às 00:40
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