Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

O movimento associativo popular - Elemento de emancipação das populações

teresa roque, 16.03.10


Na ligação do Partido às massas, um elo importante reside na intervenção dos comunistas no movimento associativo popular.

O aparecimento das primeiras colectividades em Portugal remonta o fim do século XVIII e o início do século XIX, associado ao início da industrialização. Sem direitos, sem nenhuma protecção social e com um elevado nível de analfabetismo, os operários começaram a organizar-se, para que, colectivamente pudessem responder às suas necessidades. Deste modo nasceram as primeiras associações de socorro mútuo na doença, as sociedades cooperativas de consumo e produção, caixas de crédito e as associações de instrução popular.

As primeiras colectividades surgem com o objectivo da instrução e cultura, assentes nos princípios da solidariedade e da cooperação. Rapidamente se tornaram pólos de criatividade, das artes e das letras e como espaços de recreio e convívio dos operários e da comunidade local. Muitas actividades desenvolveram-se para além da instrução, como o ensino da música e a criação de bandas filarmónicas, a biblioteca, os grupos de teatro e as tertúlias.

A constituição destas estruturas associativas representa a evolução da consciência social dos operários que entenderam as desigualdades existentes. As colectividades constituíram-se como elemento de formação pessoal, cívica e política dos operários e das populações locais.
No período da ditadura fascista, as colectividades não só continuaram a desenvolver as suas actividades, culturais e recreativas, como as aprofundaram. Foram também pólos de grande resistência anti-fascista, de organização, de luta e de consciencialização do povo. Mesmo antes do 25 de Abril, as colectividades já exerciam o direito de livre associação, de reunião, de expressão e de opinião. A prática da democracia e da liberdade era uma realidade na vida interna destas.
A Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense na ditadura fascista realizou um conjunto de iniciativas, como por exemplo, o concerto de Carlos Paredes, o colóquio com o poeta soviético Ievtuchenko ou o concerto do Coro da Academia dos Amadores de Música, dirigido pelo maestro Fernando Lopes Graça, que levou o Governo Civil a proibir sessões culturais. Esta colectividade foi mesmo encerrada. A PIDE procurava controlar a vida e as iniciativas das colectividades, reprimindo tudo o que pudesse indiciar perigo e contribuísse para acções que colocasse em causa o regime fascista.

Com a Revolução de Abril, o movimento associativo popular conheceu um novo e diversificado crescimento, ao nível das colectividades de cultura, recreio e desporto, e com o surgimento de associações de âmbito social, de reformados, deficientes, associações juvenis e estudantes, associações ambientais, associações de moradores, associações de pais, entre outras.
Num país onde era preciso fazer quase tudo, o movimento associativo popular, os seus dirigentes e associados deram um contributo insubstituível para o desenvolvimento e progresso das localidades onde se inserem, acompanhando as dinâmicas do Poder Local Democrático consagrado pela Constituição da República Portuguesa.

Hoje, o movimento associativo popular continua a desempenhar um papel inestimável junto dos trabalhadores e das populações, continua a ser o garante da democratização do acesso à criação e fruição cultural e à prática desportiva, direitos conquistados pelo 25 de Abril, mas que o Estado não assegura. Se os jovens hoje têm a possibilidade de praticar desporto, ou de aprender a tocar um instrumento musical, deve-se ao Movimento Associativo Popular. É nas colectividades e nas associações que os trabalhadores continuam a fazer ponto de encontro e de convívio, mas também a partilhar os problemas e as dificuldades do quotidiano.

Segundo dados recolhidos pela Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, existem no país mais de 18 mil colectividades e associações, com mais de 234 mil dirigentes associativos, que envolvem mais de 3 milhões de associados. O movimento associativo popular constitui efectivamente um grande potencial de organização, intervenção e reivindicação a nível nacional. A sua capacidade de realização e mobilização em torno de aspectos culturais e desportivos, mas também sociais é enorme.

Pelas suas características e natureza, o movimento associativo popular mantém as suas actividades e iniciativas com uma grande proximidade às populações. É por isso um grande potencial de denúncia de problemas, de esclarecimento e mobilização, com capacidade para promover, organizar e liderar movimentos e luta reivindicativa para a solução dos problemas concretos dessa comunidade. Esta capacidade de organização e de luta em torno de problemas concretos, é o caminho para a consciencialização das populações para os problemas de âmbito mais geral que interferem com as suas condições de vida.

A intervenção dos comunistas no movimento associativo popular é essencial para alargar a influência do Partido Comunista Português a mais homens e mulheres, dar a conhecer o nosso projecto, e de certa forma implementar alguns dos seus aspectos, do ponto de vista social, cultural e desportivo, e da participação democrática das populações e das associações na vida política local. A proximidade com as populações é uma mais-valia para o Partido, permite não só conhecer os problemas concretos, mas dá capacidade de intervenção que corresponda aos seus anseios.
É responsabilidade dos comunistas contribuir para o reforço do papel do movimento associativo popular, afirmando a sua intervenção social e política local, assumindo-se como um grande movimento social de massas. Através do estímulo e dinamização de espaços de participação das populações conjuntamente com o Poder Local Democrático, na definição das políticas locais, não só nas áreas culturais, desportivas e sociais, mas também de outras áreas como a educação ou saúde, acessibilidades ou higiene e limpeza urbana; é possível concretizar uma verdadeira democracia participativa, onde a voz das populações e das associações contam, para o desenvolvimento e progresso da localidade onde estão inseridos. Deve-se ainda incentivar a participação das populações para encontrar soluções para os problemas comuns. Muitos deles passaram por um processo de reivindicação e luta dirigida aos seus responsáveis.

Muitos exemplos poderiam ser referidos, mas optemos pelo exemplo da luta pelo hospital no concelho do Seixal, uma luta que envolveu várias instituições do concelho, autarquias, comissões de utentes de saúde, associações de reformados, associações de pais, associações juvenis, colectividades, escolas, entre outros. O movimento associativo popular compreendendo esta necessidade e reivindicação da população do concelho, e também enquanto sua representante, empenhou-se directa e activamente nesta luta. Simultaneamente, a sua intervenção permitiu alargar a consciencialização e mobilização de mais populares para esta luta concreta.

Desde o primeiro momento o movimento associativo popular do concelho do Seixal, conjuntamente com as autarquias e as comissões de utentes de saúde do Seixal, foi elemento essencial para o esclarecimento da população sobre a necessidade de se organizar para reivindicar o hospital, que garantisse o direito à saúde. Dinamizou abaixo-assinados, distribuiu documentos, realizou debates e sessões de esclarecimento, elaborou vários materiais de propaganda - faixas, cartazes, mobilizou para as acções de massas, colocou à disposição instalações, viaturas, tudo para contribuir para alcançar o objectivo desta luta. E foi devido à luta unida de autarquias, comissões de utentes de saúde, movimento associativo e outras instituições que se conseguiu que o Governo decidisse a construção do hospital no concelho do Seixal. Mas o movimento associativo popular assim como as restantes entidades estarão atentos ao desenvolvimento deste processo até que o hospital abra as portas à população. Continuam disponíveis para levar a luta adiante até o objectivo final ser alcançado, o hospital construído e a desempenhar a sua função à população.

Outros exemplos podemos dar de participação, organização e mobilização do movimento associativo, não só no âmbito dos problemas locais que afectam a comunidade envolvente, mas também ao nível de aspectos mais amplos, como a sua grande presença nas comemorações do 25 de Abril, quer na realização de iniciativas nas suas instalações, quer no habitual Desfile do 25 de Abril em Lisboa. Mais uma vez, no concelho do Seixal, o movimento associativo popular conjuntamente com a Câmara Municipal do Seixal e a população do Concelho do Seixal, comemoram o 25 de Abril nas ruas, com numa grande saudação ao Poder Local Democrático, reafirmando os valores e conquistas de Abril, exercendo os direitos e liberdades consagrados na Constituição da República Portuguesa.

O movimento associativo popular participa diariamente em diversas dimensões da vida local, no desporto, na cultura, na acção social e cooperação, na educação e juventude, como parceiros na organização de iniciativas conjuntamente com as autarquias, como é exemplo no concelho do Seixal, a Seixalíada, os Jogos do Seixal, o Festival Internacional de Bandas da Arrentela, o Encontro de Bandas do Seixal, Semana social, o Projecto Municipal Teatro Sénior ou a Feira de Projectos Educativos.

A Seixalíada, que realizou a sua 26.ª edição em 2009, é seguramente uma das maiores iniciativas de desporto popular. A Seixalíada é resultado do 25 de Abril, do Poder Local Democrático, e da Constituição considerar o desporto como o direito do povo, pelo que as autarquias e o movimento associativo entenderam promover o desporto para todos. Em 1982 começa a primeira Seixalíada. Desde a primeira edição participam crianças, jovens, idosos, atletas federados ou não, individualmente ou através do envolvimento não só das colectividades mas também das escolas e associações de reformados. A Seixalíada é organizada totalmente pelo movimento associativo popular do concelho do Seixal, com o apoio da Câmara Municipal do Seixal e as Juntas de Freguesia do concelho. É eleita anualmente a Comissão Organizadora, constituída por dirigentes associativos das colectividades e associações que, conjuntamente com a Associação de Colectividades do concelho do Seixal, assumem todos os aspectos de planeamento, organização e execução do trabalho. São ainda criadas várias Comissões Técnicas Especializadas, com a participação dos técnicos das colectividades que preparam o quadro das diversas modalidades desportivas. A organização revela um carácter democrático e participativo, envolvendo cerca de 700 voluntários.
Ao longo dos anos a Seixalíada afirmou-se a nível nacional como uma grande manifestação desportiva e popular. A participação popular, as modalidades desportivas e o número de iniciativas têm crescido ao longo dos anos. No ano de 2008, ano de comemoração dos 25 anos da Seixalíada, registaram-se mais de 12 mil praticantes e de 43 mil participações, em 5371 jogos, de 66 modalidades desportivas. Em 2009 as modalidades desportivas foram cerca de 70, um número recorde desta iniciativa. Durante um mês, o concelho do Seixal é palco do desporto de massas. Mais uma vez, é confirmado o potencial de intervenção, de organização, de capacidade de realização e de autonomia do movimento associativo popular junto das populações, seja na luta e reivindicação dos seus direitos, seja na promoção de grandes eventos.

O movimento associativo popular continua a promover a participação das populações na vida local, partilhando as suas preocupações e encontrando soluções para a sua resolução, contribuindo para o desenvolvimento local. No passado, como no presente o movimento associativo popular assume-se como um espaço de formação pessoal e cívica, de aprendizagem e exercício dos valores democráticos, da participação e da liberdade. Afirma-se como espaço de exercício e de reivindicação de direitos, mas acima de tudo, aprofunda o seu papel de consciencialização e emancipação das populações, de que a união na luta é o único caminho para uma vida melhor.
 
Escrito por Revista «O Militante»  

Março/2010

 

Inválidos do Comércio apresenta projectos

Sobreda, 06.10.09

Ainda durante a recente visita de sábado, dia 3 de Outubro, parte do dia de campanha do cabeça de lista da CDU à CML, Ruben de Carvalho, e restantes candidatos à CML, AML e Freguesias da Ameixoeira, Carnide, Charneca e Lumiar, foi passada em contactos com as diversas colectividades destas freguesias.

O presidente dos Inválidos do Comérico, engº Vitor Damião, recebe Ruben de Carvalho, cabeça de lista da CDU e restantes candidatos à AML, CML e Freguesias 

A direcção dos Inválidos do Comércio apresenta os seus novos projectos

Na foto de cima reconhecem-se elementos da direcção da cidade de Lisboa e os vereadores Ruben de Carvalho, Rita Magrinho e Manuel Figueiredo

 

Através desses encontros, nos quais os membros da Coligação Democrática Unitária foram particularmente muito bem recebidos, os candidatos da CDU procuraram fazer um balanço das dificuldades que aquelas associações têm sentido, durante os mandatos de direita na Câmara de Lisboa, desde 2002. 

 

 Na foto de cima, Teresa Roque, cabeça da lista da Freguesia do Lumiar e Ruben de Carvalho

 

Na foto, reconhecem-se, da esquerda para a direita, David de Castro, cabeça de lista à Freguesia da Charneca, o vereador Manuel Figueiredo, Alberto Grijó e Teresa Roque 

 

 

Na foto, da esquerda para a direita, Alberto Grijó, Teresa Roque (candidatos no Lumiar), Ruben de Carvalho, Vitor Damião, presidente da direcção dos Inválidos do Comércio, a vereadora Rita Magrinho e Carlos Chaparro.

Arraiais começam amanhã a colorir as ruas de Lisboa

Sobreda, 31.05.09

 

A partir de manhã e até 30 de Junho a capital é invadida por cheiros, sons e cores que indicam a chegada de um dos eventos mais tradicionais das Festas de Lisboa: os arraiais. À semelhança dos outros anos, os dias fortes serão os fins-de-semana e os feriados.
Ao calor juntam-se as sardinhas, o manjerico e a música popular que se espalham pelas ruas da capital. É já amanhã que os arraiais dos Santos Populares tomam conta dos bairros históricos, onde 25 colectividades já têm tudo preparado para a festa.
O ritual vem desde a Idade Média e graças às organizações e à vontade popular, as festividades continuam com grande vitalidade. Há 18 freguesias prendadas com arraiais mas nem todas começam já amanhã. Aliás, como explicam os organizadores, os dias mais fortes são “os fins-de-semana e as vésperas de feriado de Junho”.
Apesar do primeiro arraial na zona de S. Vicente de Fora se realizar apenas no dia 9, um exército de voluntários já tem quase tudo preparado. O coordenador das festas populares d'A Voz do Operário, Vitor Agostinho, conta que no beco onde costuma decorrer a animação “as paredes já estão todas pintadas com desenhos naif de zonas emblemáticas da cidade”.
O mesmo acontece com o Centro de Cultura Popular de Santa Engrácia, responsável pelos arraiais naquela zona, onde apesar dos “bailaricos” só arrancarem dia 6, já foram ultimados os preparativos. “Ainda hoje [ontem] de madrugada estivemos até às 6 da manhã a embelezar o arraial”.
Todos estes locais têm formas diferentes de viver o Santo António. A Voz do Operário decidiu animar a rua com noites de fado. Vítor Agostinho explica que a ideia é ter “fadistas amadores, sem grandes nomes, para ter um arraial calminho”.
No ringue do Clube Sportivo de Pedrouços, na zona de Santa Maria de Belém, também “já está tudo decorado. Já temos bandeiras, festão, luzes e manjerico, só falta umas palmeiras”, conta o seu vice-presidente.
Já a estratégia do Club Sportivo de Pedrouços passa por ter um "bom preço" nas sardinhas: "80 cêntimos". Assim, Vítor Santos acredita que o arraial "vai ficar cheio, porque vem tudo de Alfama para comer aqui uma sardinhada".
Apesar de todos quererem um “ambiente familiar” para os seus arraiais e reconhecerem que estes só são possíveis devido a uma solidariedade bairrista, tal não significa que os forasteiros sejam indesejados. Todos os organizadores revelam que “vem sempre muita gente de fora” 1.
Também em Telheiras, a A.R.T. está a começar a organizar um convívio popular - sardinhada, claro - no próximo dia 26 de Junho. Por isso, quem gosta de arraiais basta escolher um local ou então seguir o mais fiel dos sinais: o cheiro a sardinha! Conviva!
 

Assembleia Geral de Inválidos do Comércio

Sobreda, 29.05.09

De acordo com os preceitos estatutários foi convocada a Assembleia Geral de Inválidos do Comércio a reunir-se no dia 30 do corrente, às 13h30, na sede da instituição, na Rua Alexandre Ferreira, 48-A, em Lisboa, em primeira convocação, com a seguinte ordem de trabalhos:

1 - Estratégia de desenvolvimento de Inválidos do Comércio e suas implicações no que se refere ao Património.
2 - Alienação do espaço da Casa de Repouso Possidónio da Silva.
3 - Alienação do Edifício do Hotel Portugal, sito em Lisboa, na Rua João das Regras, 4 a 4-H.
 
 
Se é sócio, participe.

AMBCV 100% em movimento

Sobreda, 19.05.09

 

No passado domingo dia 17, a Associação de Moradores do Bairro da Cruz Vermelha festejou os seus 15 anos, com a inauguração das instalações do ‘Espaço Senior’.
Com este novo espaço, a AMBCV tem em vista possibilitar aos idosos momentos de convívio com actividades de interacção e de lazer.
A Associação, que foi fundada em 12 de Maio de 1994 e conta actualmente com 500 sócios, está assim duplamente de parabéns.

 

À esquerda, na foto, Teresa Roque, cabeça de lista da CDU à Freguesia do Lumiar. Ao seu lado, o presidente da AMBCV, José Bandeira.

Novo blogue da AMBCVL

Sobreda, 14.04.09

A Associação de Moradores do Bairro da Cruz Vermelha do Lumiar (AMBCVL) foi fundada no ano de 1994 (Diário da República nº 146, III série, de 27 de Junho) em resultado do esforço de um grupo de moradores residentes no bairro que dá nome a esta Associação situada na freguesia do Lumiar.

A motivação destes moradores foi a de tentar que os problemas do seu bairro não caíssem no esquecimento dos autarcas e governantes da cidade e do país. A totalidade dos fundadores residia na Rua Maria Margarida, lotes 3, 4 e 5, do bairro da Cruz Vermelha. Dos fundadores só um era natural de Portugal, os restantes eram naturais de Cabo Verde.
A sede actual - a terceira desde 1994 - situa-se na Rua Maria Carlota, nº 8, Loja A, junto à zona do bairro que acolheu várias centenas de habitantes oriundos de outras zonas de realojamento.
O objectivo estatutário da associação consiste em criar e melhorar as infra-estruturas de apoio directo à comunidade residente, nomeadamente, através de uma melhor iluminação pública, de uma eficaz segurança policial, da criação de recintos desportivos e zonas verdes, da resolução dos problemas relacionados com habitação, da promoção o aperfeiçoamento social, cultural, físico e cívico.
Um dos desafios, entretanto conquistado, foi a de ter uma sede definitiva para a associação.
Desde o seu início a associação de moradores teve o cuidado de informar regularmente os moradores do bairro das principais questões do seu interesse, quer por correio, quer organizando sessões de esclarecimento, quer apelando à sua participação em sessões públicas da Junta de Freguesia e da CML.
Para além de informar, a Associação de moradores preocupa-se em exercer uma forte pressão política, quer através da sua presença nas reuniões públicas na Junta e Assembleia de Freguesia do Lumiar, quer através de reuniões com as várias vereações da CML, quer com os vários partidos políticos representados na Assembleia da República, quer ainda reunindo com outras associações de moradores.
Entre as actividades culturais, sociais e desportivas é de referir a organização de festas populares, passeios regulares a várias zonas do país, campanhas de sensibilização cívica, organização de um espaço para explicações escolares, organização de uma equipa de futebol, criação de um grupo de ciclismo, criação de um espaço de convívio para os associados, entre outras.
No que diz respeito à resolução dos problemas ligados à habitação, vêm manifestando uma actuação especialmente empenhada, nomeadamente, na legalização de situações irregulares, transferências e desdobramentos de famílias de forma a viverem de forma condigna e legal em casas no bairro. Graças à actuação persistente da Associação foi possível incluir as mais de 200 famílias no programa PER (Programa Especial de Realojamento) que habitavam na zona mais antiga do bairro.
Um outro exemplo expressivo da sua actuação foi a luta contra o desaparecimento de um edifício histórico do bairro (situado ao lado da creche) que se encontrava em escombros, e cujo futuro estava bloqueado por divergências entre a Santa Casa da Misericórdia e a CML, e após a intervenção conciliadora desta associação foi possível resolver o problema a favor do bairro, sendo hoje um Centro de Artes e Formação, gerido pela Junta.
Esta Associação pretende, em síntese, preparar o presente para construir e melhorar o futuro, certos de que só com uma intervenção participativa e reivindicativa dos moradores é que as suas expectativas e necessidades poderão ser alcançadas! Agora diversificam os seus meios de comunicação através do seu primeiro blogue.
 

Longevidade em seminário

Sobreda, 10.03.09

 

A Associação Inválidos do Comércio protagoniza em Lisboa desde 1929 uma resposta social organizada que assegura à população fragilizada pelas intempéries do tempo e a desatenção do poder instituído um envelhecimento condigno.
A ideia de encarar a velhice como um lado sombrio da vida e o envelhecimento como uma ameaça ao equilíbrio da sociedade sempre foi energicamente combatida pelos Inválidos do Comércio.
Nesse sentido, a Associação vai organizar um Seminário no próximo dia 13 de Março, no auditório do LNEC, sob o lema ‘O impacto da longevidade no séc. XXI’.
A instituição foi fundada em 1929, completando este ano o seu 80º aniversário.
 

Telheiras, um bairro em mudança

Sobreda, 06.03.09
A Associação de Residentes de Telheiras completou 20 anos em 2008. Durante as primeiras 2 décadas de vida da Associação, Telheiras foi um bairro em construção e a ART teve um papel relevante na discussão das questões ligadas ao urbanismo do bairro.
Hoje, Telheiras é um bairro em fase de consolidação e os problemas são outros: a população envelheceu, os adolescentes ocuparam o lugar das crianças, sobram algumas zonas expectantes e espaços verdes por concluir, o bairro é atravessado por trânsito de passagem, começam a surgir problemas de segurança.
Vivem-se actualmente tempos de crise e as organizações locais irão ter, no futuro, uma importância acrescida.
Com este encontro pretende-se:
* Pensar a ART, reflectir sobre a sua missão nos tempos que correm;
* Preparar a ART para os próximos 20 anos;
* Promover um maior e melhor relacionamento dos sócios com a ART.
Assim, sábado, dia 7 de Março, venha ao Centro Comunitário de Telheiras (em frente à ART) e participe. A sua opinião conta para melhorar a qualidade de vida no bairro!
Tragam todos os associados empenhados na problemática do bairro, porque vai valer a pena.
 

2ª Prova Luzia Dias

Sobreda, 19.11.08

 

Realiza-se no dia 23 de Novembro, a partir das 10 horas, a 2ª Prova de Atletismo Luzia Dias. O percurso estende-se por 10 Km ao longo da Freguesia do Lumiar.
A Organização prepara uma reunião prévia para 6ª fª, dia 21 de Novembro, pelas 21h30, na Sede da Associação de Moradores do BCVL 1. A inscrição tem um custo de 3€ e é limitada a 600 atletas.
Luzia Dias, atleta do Águias da Musgueira e do Sporting C. P., foi medalha de Bronze no Campeonato do Mundo na Noruega em 19 de Março de 1989 e esteve presente no Campeonato da Europa de 23 a 27- de Agosto de 1989 em Warazidym (Jugoslávia) 2.