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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

Aguarda-se solução para o cemitério de Carnide

A CML deverá propor ainda este mês uma solução para o cemitério de Carnide, cuja falta de qualidade dos solos tem impedido enterros nos últimos anos. A autarquia estará a analisar um relatório elaborado pelo LNEC que aponta para a possibilidade de ser necessário exumar sete mil cadáveres, a fim de substituir o solo.
O presidente da Junta de Freguesia de Carnide lamentou “o desinvestimento por parte da Câmara neste cemitério”. “Temos um cemitério que não está a ter o uso que devia e não é só porque o solo não tem qualidade. O projecto inicial previa nove fornos crematórios, mas nem um está a funcionar”, criticou Paulo Quaresma. Além disso, acrescentou, “só metade daquele espaço está a ser usado. O resto, que também devia ser ocupado com campas, continua um baldio”.
Inaugurado em 1996, há já alguns anos que o recinto não cumpre a função de sepultamento, a não ser em casos excepcionais. “Desde 2001 que não é possível levantar os corpos, por isso não há espaço para novos”, explicou Paulo Quaresma, adiantando que ainda não foi informado pela Câmara acerca das conclusões do relatório do LNEC.
Em Lisboa existem actualmente sete cemitérios municipais: Alto de S. João, Prazeres, Ajuda, Benfica, Olivais, Lumiar e Carnide.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=83628
publicado por Sobreda às 21:17
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

Gestão do orçamento cemiterial

As cremações representam já quase de metade dos funerais feitos em Lisboa. Até Setembro deste ano realizaram-se na capital 4.769 funerais, dos quais 2.089 foram cremações, que representam 43,8 por cento do total. Em 2006, realizaram-se 8.791 funerais, dos quais 3.570 foram cremações (40,6%).

Por isso, o cemitério dos Olivais vai receber no próximo ano um segundo forno crematório para responder ao crescimento dos pedidos de cremação que representam já quase metade dos funerais realizados em Lisboa, afirmou fonte da autarquia. A sua compra integra um conjunto de investimentos para os cemitérios lisboetas - Alto de S. João, Benfica, Lumiar, Prazeres, Ajuda e Carnide - implicando ainda a reparação de jazigos, ossários municipais e sepulturas temporárias. “A aquisição de um segundo forno crematório para o cemitério dos Olivais deverá concretizar-se (...) já que se revelou que o forno construído em 2002 está a tornar-se insuficiente para os pedidos que existem”.

Desconhece-se o valor do investimento a realizar, por estar dependente da aprovação do Orçamento da CML para 2008. Fonte da divisão cemiterial da autarquia esclareceu que actualmente a gestão dos cemitérios continua influenciada pelas “restrições orçamentais que afectam a gestão de todo o município” e que “a situação encontrada no início do actual mandato era preocupante”, pois, para além da questão dos crematórios, havia ainda casos de falta de fatos e luvas descartáveis para fazer exumações.

Lisboa tem actualmente dois fornos crematórios - um nos Olivais e outro Alto de S. João -, estruturas que para além de começarem a revelar dificuldades de resposta ao crescente número de pedidos de cremação, em Julho correram mesmo o risco de fechar por falta de pagamento à empresa fornecedora do gasóleo. Prevista está igualmente a compra de dois elevadores para jazigos municipais, bem como duas câmaras de refrigeração para o cemitério do Alto de S. João. Identificada foi também a necessidade de intervir ao nível da pavimentação e das redes de água, esgotos e electricidade dos cemitérios.

 

Recorda-se que no cemitério de Carnide deixou de haver novos enterros ou exumação de corpos, devido aos altos níveis freáticos que percorrem o seu subsolo.

 

Ver Lusa doc. nº 7654117, 31/10/2007 - 12:30

publicado por Sobreda às 01:25
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Quinta-feira, 5 de Julho de 2007

Cremação sem combustível

A falta de investimento nos cemitérios lisboetas tem-se agravado ao longo dos últimos cinco anos, tendo-se atingido uma situação de ruptura depois da queda do executivo.

Um episódio que ocorreu há 15 dias no cemitério dos Olivais (um dos dois que possuem forno crematório) ilustra bem o desnorte a que chegou a gestão camarária. Uma cremação que estava a decorrer teve de ser interrompida por falta de combustível. O fornecedor - um revendedor de combustível da Amadora - tinha cortado o fornecimento de gasóleo por falta de pagamento da CML. Também os arranjos das campas estão de momento sem contrato de manutenção, e o mesmo se passa com a segurança assegurada por uma empresa privada.

Alguns operadores de mercado aproveitam o momento e vêm preconizar a concessão da gestão dos cemitérios a privados, de modo a que a CML possa ter uma receita adicional. E é incompreensível como, por um lado, alguns candidatos falam em excesso de funcionários no município, enquanto por outro nada têm a opor à concessão da ‘viagem para a última morada’ a empresas privadas. Ou seja, até a gestão cemiterial está à beira da privatização. Talvez porque o lucro esteja ‘pela hora da morte’.

Recorde-se que existem em actividade em todo o país cerca de 1300 agências funerárias. Só em Lisboa realizam-se 8700 funerais por ano, com os cemitérios do Alto de S. João, Benfica e Lumiar a serem aqueles que têm uma maior actividade. Em 2005, o então presidente da CML alterara as regras de funcionamento das funerárias, de modo a que as agências, que no mínimo tinham de possuir quatro empregados, vissem reduzido para um o número de trabalhadores necessários para funcionar. Pior é o facto de cerca de 40 por cento do total do custo de um funeral poder ser canalizado para o pagamento das chamadas comissões 1.

Porém, esta notícia apenas poderá constituir novidade para os mais desatentos. Já se sabia que os crematórios dos cemitérios de Lisboa poderiam deixar de funcionar, já este mês, por o departamento que tutela o serviço não dispor de verbas para a compra de gasóleo. Neste momento, as urnas também estão a descer à terra à moda antiga, em força braçal. “Os elevadores estão parados, pois não há dinheiro para a manutenção”, garantiu fonte camarária. A própria segurança dos espaços está em risco. “Os contratos dos trabalhadores terminam em Julho e se não forem renovados agora não haverá ninguém a vigiar nos próximos tempos”. Donde, “há serviços da CML que já esgotaram todo o orçamento que tinham até ao final do ano. Se não lhes forem atribuídas verbas orçamentais extras, deixarão de funcionar”.

A Comissão Administrativa (CA) desvalorizou a existência de um cenário caótico. “São situações normais no funcionamento da autarquia, que vamos conseguir resolver com a dotação orçamental para este ano. Há alturas em que são aprovadas duas alterações orçamentais por mês”.

Porém, para o Sindicato dos Trabalhadores da CML a situação de ruptura está longe de ser normal. “Há muito que alertamos para o funcionamento dos serviços e para a precariedade dos vínculos laborais de alguns trabalhadores. No dia a seguir à tomada de posse da comissão pedimos uma reunião urgente, não obtivemos resposta”, referiu o presidente do sindicato.

Mas as situações caricatas não ficam por aqui. Fontes camarárias explicaram que neste momento, a frota de camiões de recolha de lixo está a meio gás, pois “não há dinheiro para a manutenção”. Mais. “Foram comprados 16 tractores para os espaços verdes que estão parados por não terem seguro. As piscinas dos Olivais e da Penha da França estão fechadas por falta de cloro. Os cantoneiros não têm luvas ou máscaras. Há parques infantis que já não substituem o equipamento inutilizado. O canil e gatil não têm sequer dinheiro para medicamentos. Não há sequer verbas para lâmpadas e repor iluminação” 2.

Morbidamente falando, temos tido um município ‘enterrado’ e parece não ser só em dívidas. A Câmara está à beira da campa, quem a impede de dar o último passo em frente?

 

1. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=248862&idselect=10&idCanal=10&p=200

2. Ver http://dn.sapo.pt/2007/06/16/cidades/camara_lisboa_dinheiro_para_cremator.html

publicado por Sobreda às 00:16
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