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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Segurança ferido num hipermercado em Telheiras

Sobreda, 01.09.09

Um segurança foi hoje ferido na face “com um objecto cortante” dentro de um Hipermercado localizado na Av. das Nações Unidas, em Telheiras, segundo informou fonte do INEM.

Os primeiros socorros foram prestados por um médico e um enfermeiro do INEM que, embora não se encontrassem de serviço, estavam no local e de imediato assistiram o homem.
O incidente foi reportado ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e enviada uma ambulância para transportar o ferido para o Hospital de Santa Maria.
A única indicação disponibilizada pelo INEM refere que o ferido é um “segurança, do sexo masculino, agredido na face com um objecto cortante”.
Uma funcionária do hipermercado, que preferiu não se identificar, disse que a agressão estará relacionada com um grupo de rapazes apanhados a furtar no estabelecimento. O grupo terá sido interceptado e levado para o gabinete dos seguranças.
A agressão de hoje poderá ser uma represália pelo incidente. Fonte da PSP de Telheiras confirmou apenas o registo de “distúrbios” no hipermercado e que foi enviado para o local um carro-patrulha.
No local, agentes da polícia escusaram-se a falar e apenas referiram que o agressor não foi detido. Os responsáveis do hipermercado também se escusaram a prestar declarações.
 
Ver Lusa doc. nº 10068077, 01/09/2009 - 13:31

Mercados procuram sobreviver

Sobreda, 28.03.09

A vereadora com o pelouro do abastecimento na CML diz que andou de bloco e caneta em punho em alguns mercados da cidade, em missão de investigação. E disse que as conclusões a que chegou nem sempre foram lisonjeiras: no Lumiar, por exemplo, encontrou produtos básicos, como batatas e cebolas, mais baratos no supermercado.

Por isso, algumas das iniciativas que vai propor aos comerciantes passam precisamente por criar um dia da batata ou um dia da cebola, para que a baixa de preço de determinado produto possa aumentar a afluência de visitantes. No fundo, uma estratégia parecida com aquela que é praticada pelos supermercados.
O facto surge na sequência de, na reunião do executivo da CML, a vereadora ter sido confrontada pelos eleitos do PCP com a degradação a que chegou o mercado de Sapadores.
E a deterioração a que chegou o exterior do edifício não é o único problema: segundo o comunista Carlos Moura, “a limpeza é deficiente, os mata-moscas não funcionam e os produtos frescos não têm acesso às câmaras frigoríficas”, apesar das rendas pagas pelos comerciantes à autarquia. A maioria socialista que governa o município tem vindo a prometer obras para aquele local, mas até agora elas não aconteceram.
Agora, a CML quer que os mercados municipais da cidade prolonguem o seu horário de funcionamento pelo período da tarde, sob pena de desaparecerem por inadequação às necessidades da clientela.
Ou seja, à hora a que a maior parte das pessoas sai do emprego só há um sítio onde podem comprar peixe fresco: nos supermercados. E já são poucos os que têm tempo de se abastecer antes de ir trabalhar. Nas praças, as peixeiras queixam-se da crescente perda de clientela, mas têm-se mostrado pouco dispostas a abrir mão da parte da tarde, com o argumento de que iniciam a jornada de trabalho logo de madrugada.
Donde, “se os comerciantes dos mercados não se adaptarem às necessidades da população, acabarão por ter que fechar”, observa a vereadora, que vai tentar convencer peixeiras, talhantes e vendedores de frutas e hortaliças das vantagens de praticarem um horário alargado.
Já em Benfica, Campo de Ourique e Alvalade, as coisas nem vão mal: há clientela com fartura. Mas o mesmo não se passa no popular Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré, onde, nos últimos tempos, fecharam vários talhos e os turistas dificilmente encontram qualquer atractivo que os leve a abrir os cordões à bolsa, apesar das tentativas de promover o espaço para os visitantes estrangeiros.
Para este espaço, os planos especiais podem passar pelo regresso do mercado das flores, que até há poucos anos ali tinha lugar várias tardes por semana, e também mercados de produtos biológicos, de artesanato e de roupa usada. Sempre depois da hora de almoço. São estes os engodos com que a autarca conta para convencer os comerciantes tradicionais deste espaço a continuar a venda da parte da tarde: o afluxo de outro tipo de clientela.
 

Faltam apoios à actividade produtiva

Sobreda, 25.03.09

«A politica de crédito dos bancos portugueses, de apoio essencialmente às actividades especulativas (empresas de construção, actividades imobiliárias e à habitação), e de não apoio às actividades produtivas (agricultura, pesca e indústria transformadora) contribuiu também para a grave crise que o País enfrenta, o que prova que o mercado não é o melhor instrumento para fazer uma afectação eficiente dos recursos para o País, nem a crise actual é apenas uma crise de confiança (psicológica) no sistema financeiro como se pretende fazer crer.

Entre 2005 e 2008, ou seja, nos 4 anos de governo de Sócrates, o défice da Balança Corrente Portuguesa agravou-se significativamente. De acordo com o Banco de Portugal, entre 2005 e 2008, o défice da Balança Corrente aumentou de 14.139 milhões de euros para 20.163 milhões de euros. Como consequência, entre 2005 e 2008, este défice passou de 9,5% para 12,1% do PIB.
Apesar do défice das relações de Portugal com o estrangeiro em 2008 ser superior a 4 vezes o défice orçamental, a obsessão do governo pelo défice orçamental era e é tão grande que o levou a ignorar completamente o défice da Balança Corrente, apesar da sua extrema gravidade.
E toda a política seguida por este governo nos últimos quatro anos levou ao seu agravamento como prova o facto de ter aumentado 42,6%. E não é com o “restabelecimento da confiança” que se resolve. Como consequência, a divida ao estrangeiro disparou (…)
É evidente que não é com o “restabelecimento da confiança na banca” que se resolve este grave problema nacional.
E com maioria de razão se se tiver presente que uma das causas importantes da destruição do aparelho produtivo nacional, que teve como consequência o crescente défice da Balança Corrente e o vertiginoso endividamento do País, foi precisamente a política de crédito do sistema financeiro, que tem privilegiado o apoio às actividades especulativas em claro desprezo pelas actividades produtivas.
De acordo com o Banco de Portugal, em 2004, o crédito concedido às actividades essencialmente produtivas, ou seja, à Agricultura, Pesca e Indústria Transformadora era apenas de 13.705 milhões de euros, enquanto o concedido a empresas de construção, de actividades imobiliárias e à habitação somava 112.758 milhões de euros, ou seja, 8,2 vezes mais. Esta situação agravou-se ainda mais durante os quatro anos de governo de Sócrates (…)
E, em 2008, representava apenas 6,6% do crédito total (entre 2004 e 2008, diminuiu de 7,9% para 6,6%), enquanto o crédito concedido às empresas de construção, de actividade imobiliária e à habitação representava, em 2008, 67,9% do crédito total concedido pelo sistema bancário (entre 2004 e 2008, aumentou de 65,1% para 67,9%).
É por esta razão que afirmamos que a crise actual é uma crise sistémica, inerente ao próprio funcionamento do sistema capitalista no seu afã de conseguir lucros elevados e imediatos, e não meramente um problema de “falta de confiança no sistema financeiro”, como agora o pensamento único dominante nos media pretende fazer crer».
 
Ler o estudo do economista Eugénio Rosa “Uma politica de crédito não orientada para apoiar a actividade produtiva”

Café e pastéis de nata contra a crise no comércio

Sobreda, 24.12.08

Durante uma semana, 2.500 compradores de prendas de Natal na Baixa lisboeta beneficiaram da oferta de um pequeno lanche, um ‘mimo’ que partiu da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, a que se somam outras iniciativas individuais, mas que os comerciantes consideram inútil se a zona continuar a ser ‘maltratada’.

Ao fazer compras, em alguns casos com um valor mínimo exigido, os compradores recebiam uma senha, que podia ser usada em pastelarias locais, para receberem um café e um pastel.
“Já falámos com as pessoas e toda a gente achou uma simpatia. Falta agora recolher as senhas consumidas e saber quantas pessoas foram efectivamente às pastelarias, mas as pessoas estão bastante satisfeitas”.
São pequenas atenções como esta que, a par do profissionalismo, do atendimento pessoal e do conhecimento do produto, diferenciam o comércio tradicional dos centros comerciais, que procuram oferecer ‘tectos’, estacionamento e espaços de entretenimento, como salas de cinema, mas não simpatia personalizada.
A “loja que disser que não está com dificuldades, está a mentir, porque isto afecta todas as classes”, afirma. “A crise é enorme, não haja ilusões”, concorda o gerente de uma loja centenária loja. E, “se criarem dificuldades para se chegar aqui, não vale a pena ter as ideias mais fantásticas. O preço do estacionamento é um escândalo, se tiver um buraco à porta a CML não o tapa em 24 horas e até já estivemos três meses com os candeeiros intermitentes”.
“Todos gostaríamos de dar melhores condições aos clientes, mas isso não está nas nossas mãos”. Um café e um pastel de nata foram apenas uma forma original de “cativar pelo pormenor”. Falta agora a CML passar de intenções, planos e mais projectos para a execução de obra visível na cidade.
 

Vendedores de castanhas contestam taxa camarária

Sobreda, 16.12.08

Os vendedores de castanhas da baixa de Lisboa contestaram ontem a decisão da CML de taxar, pela primeira vez, a extensão de horário até às 22 horas. Este protesto teve origem na decisão da autarquia de cobrar mais 194 euros pela extensão do horário de venda, a que se soma a taxa já existente de 466 euros por semestre.

Para a vendedora e presidente da Associação de Vendedores de Castanhas e Gelados da Região de Lisboa, o negócio “não está a correr bem”, até porque o tempo de “crise afecta a venda”.
A CML não quer saber se “as vendas correm bem ou mal, aplicam as taxas para receber o dinheiro”, sem se preocupar “se os vendedores facturam ou não” desabafou a dirigente, que tem lugar de venda na esquina da Rua Augusta com o Rossio. “Este ano foi o pior ano na venda de castanha porque as pessoas não têm dinheiro”, explicou por seu lado outra vendedora, de 76 anos, com sítio na Praça da Figueira “há 28 anos”.
Para agravar a venda das castanhas a CML “autorizou a instalação de uma barraca de farturas” ao lado, o que vai piorar mais o negócio da castanha na Baixa, lamentou. “Agora parece uma feira, e a quem vai às farturas não come castanhas”. “Durante o dia já se vende pouco, o pedido de extensão de horário era para ver se conseguiam ganhar mais alguma coisita”, reforçou.
Os vendedores disponibilizam castanhas durante o Inverno e gelados e águas durante o Verão, fora destas épocas estão em casa sem fazer nada, explicaram ambas as comerciantes de rua.
 

Crise convida ao desenrascanço

Sobreda, 09.11.08
Tem fama de ser um antro de larápios e gente que se orienta na obscuridade de negócios pouco recomendáveis para candidatos à sacristia. O jornalista esteve lá ontem, sábado, montou um estaminé com tralha de casa e vendeu tudo por tuta e meia.
A chegada aconteceu em simultâneo com o nascer do sol. Já abundava a azáfama, gente por todo o lado a estender plásticos e a exibir o stock de objectos e produtos para venda. Essa é a hora dos espertalhões: indivíduos munidos de lanterna abordavam os recém-chegados e ofereciam quantias irrisórias por tudo aquilo que brotava das mochilas - e isso, claro, para ser revendido mais tarde, ao lado, a outros preços.
Cedo deu para perceber onde é a zona ‘hardcore’ da Feira, bem redor da estátua de Bernardino António Gomes. Bastou passar lá para se sentir uma certa tensão no ar. Proliferavam os ‘mitras’ com as suas indumentárias hip-hop, murmurando ao transeunte se acaso desejavam algum telemóvel topo de gama (larapiado horas antes, está visto).
Na zona mais alta do Campo de Santa Clara, na Freguesia de São Vicente de Fora, o ambiente era mais leve. Muitos dos vendedores são reformados que fazem pela vida e procuram um extra para completar a parca quantia que recebem da reforma. Estudantes também os havia. E muitos desempregados que ali parecem ter a sua única fonte de rendimento.
Mas também havia, e não pouca, gente da classe média eventualmente ‘à rasca’ com a prestação da casa e afins - e lá foram tentar angariar mais uns trocos para serem canalizados para as contas do supermercado.
A clientela era da mesma estirpe, ainda que fosse notória a predominância de imigrantes: cerca de dois terços daqueles que nos abordaram eram estrangeiros, com particular relevo para os africanos e os de países do Leste da Europa. Procuravam, essencialmente, roupa quente para o Inverno: camisolas de lã a um euro, casacos de fazenda a dois e por aí fora.
Um senegalês que não sabia falar português, comprou um par de sapatilhas usadas, não obstante serem um número abaixo e ficarem-lhe apertadas. Pediu desconto com a justificação de que iria gastar mais uns euros no sapateiro para alargar o calçado. Os portugueses, por seu turno, pareciam ter particular interesse nos telemóveis, não obstante serem daqueles de 1997 em avançado estado de decomposição.
Às tantas, surgiu uma personagem de colete reluzente (seria da ASAE?) de expressão carrancuda imprimida na face e ar soberano que questionou: “A sua licença?”. Curiosamente, não fez o mesmo aos comerciantes vizinhos - até porque o vendedor ao lado zarpara para parte incerta antes que a autoridade lá chegasse.
Todo aquele que se aventura a vender na Feira da Ladra deve fazê-lo com um espírito de flexibilidade: não pode, ou não deve, haver obstinação nos preços fixos. Tudo deve ser regateado. Alguns dos vendedores queixaram-se do crescente aparecimento de tendas para venda exclusiva de produtos novos, algo que consideram ser uma descaracterização da Feira.
Todavia, e no que diz respeito aos artigos usados, não deixou de ser curioso e hilariante observar a vastíssima panóplia dos objectos que lá se encontram. De electrodomésticos com ar suspeito, pedaços de ferrugem de proveniência e utilidade desconhecida, telemóveis e dvd´s, toneladas de roupa, tupperwares recheados com moedas de um escudo ou frascos de perfume, mesmo que vazios.
Tudo vale - desde que dê dinheiro e pão para a boca. É a crise.
 

Estórias das luzes de Natal

Sobreda, 09.11.08

No ano passado, a autarquia pagou à União de Comerciantes um milhão de euros de dívida referente às iluminações natalícias de anos anteriores, tendo a de 2008 ficado cingida estritamente à verba de cerca de 400 mil euros estabelecida num protocolo entre a União de Comerciantes e a Câmara.

Até que a CML acabou por perceber que a situação era “insustentável”, justificando agora o lançamento de um procedimento por concurso para um projecto de iluminação e animação exclusivamente pago por patrocinadores 1.
É que, apesar da crise financeira estar a afectar duramente os cidadãos, com reflexos no comércio e provocando o fecho de muitas empresas, as iluminações de Natal permanecerão acesas, visto serem uma oportunidade para o comércio sair da estagnação em que se encontra [à custa das compras de Natal].

 

 

Na capital, as iluminações de Natal serão assim financiadas pela primeira vez inteiramente por privados, depois de um concurso lançado pela autarquia, através do qual os patrocinadores garantem um investimento entre dois e três milhões de euros, em substituição dos 400 mil euros gastos no ano passado 2.
Porém, a este investimento dos privados junta-se ainda uma verba de 200 mil euros que a autarquia irá transferir para as Juntas de Freguesia da capital, no âmbito das iluminações de bairro. Trata-se de uma situação pouco compreensível para inúmeros munícipes.
Com efeito, porquê atribuir subsídios públicos - ou, por outra palavras, gastar o dinheiro dos nossos impostos - para gerar iluminação publicitária, com o objectivo de atrair os munícipes aos espaços comerciais, para os potenciais compradores gastarem depois as suas poupanças nas lojas daqueles comerciantes? Trata-se, com efeito, de uma ‘penalização’, com duplo financiamento por parte dos cidadãos 3.
Entretanto, este ano, as iluminações de Natal em Lisboa vão poder ser vistas em 24 ruas e 15 praças, sendo muitas delas estórias bem conhecidas. Sob o tema “conto de luz”, as iluminações terão como fio condutor os contos de Natal e como epicentro a Praça do Rossio dedicada à história do ‘Quebra-Nozes’, o bailado com música de Tchaikovsy e libreto de Lev Ivanov, que estreou em 1892 na cidade russa de São Petersburgo.
As iluminações serão divididas em quatro eixos: História, Natureza, Sonho e Inclusão Social. Para além do “Quebra-Nozes” no Rossio, haverá “o quarto rei mago” na zona ribeirinha, “as três árvores” nas avenidas novas e os “gnomos mágicos” nas Amoreiras vão ser histórias contadas com luz a partir de dia 15 deste mês 1.
Estórias ‘luminosas’ que, em alguns bairros, continuarão a ser financiadas com os nossos impostos.
 

Até os saldos de Verão foram os piores dos últimos 10 anos

Sobreda, 20.09.08
A campanha de saldos de Verão, que terminou a 15 de Setembro, foi “a pior em vendas dos últimos 10 anos”, revelou a presidente da Associação Comercial Moda do Distrito de Lisboa.
As vendas nos dois meses de “saldos de Verão foram muito fracas”, o que reflecte uma “incapacidade financeira dos empresários, muitos impossibilitados de adquirirem novas colecções por falta de dinheiro”.
Diz que não conseguiu quantificar “o valor real em perdas” até porque a “campanha só terminou na 2ª fª”, mas após conversar com muitos dos cerca de 1.500 associados “os resultados são muito negativos” e “o volume de vendas no comércio a retalho tem vindo a cair desde 1999”, mas “a decrescer mais drasticamente desde 2005”, explicou aquela responsável 1.
A crise sentida no sector do comércio tradicional também foi mais acentuada com o “excesso de grandes superfícies e centros comerciais”, até porque Portugal é “o país com maior número deste tipo de estabelecimentos por habitante”, afirmou.
“O fraco crescimento económico, o endividamento das famílias portuguesas e o desemprego” são algumas das causas que a presidente da associação encontra para justificar o “fraco desempenho nas vendas deste ano”, rematou 2.
 

Ricos carros para pessoas ricas

Sobreda, 20.09.08
O mercado nacional vai receber, entre este ano e o próximo, verdadeiras ‘bombas’ de quarto rodas, a preços proibitivos para a maioria dos portugueses. É que a crise não afecta o segmento dos topo de gama da mesma maneira que os carros mais baratos. Os clientes procuram sobretudo modelos em que a exclusividade é a imagem de marca.
O segmento dos carros de luxo desconhece o que isso é. No mercado nacional, os carros de luxo mais procurados são os Jaguar e os Porsche. Mas existem verdadeiras jóias a circularem nas estradas.
Neste momento, estão em produção, para virem para Portugal, sete Mercedes McLaren, cada um custando a módica quantia de 580 mil euros. As reservas foram feitas este ano. A marca alemã recebeu ainda seis encomendas para o mesmo modelo, mas na versão coupé, cada um com um preço de qualquer coisa como 530 mil euros.
Também a Bentley e a Lamborghini têm firmes cerca de seis encomendas para o mercado nacional. Entretanto, a produção do superdesportivo da Nissan destinada a Portugal “já está toda tomada”, apesar de o veículo só chegar ao mercado em 2009.
Os responsáveis destas marcas são unânimes em considerar que a crise no segmento dos carros de luxo não é idêntica à que se verifica nos segmentos mais baixo, visto tratar-se de “supernichos de mercado muito específicos”.
Afinal, há crise? Qual crise e para quem?
 

Avenida da Liberdade com quiosques encerrados

Sobreda, 13.08.08
Teve hoje início o desmantelamento de quiosques na Avenida da Liberdade que estão sem actividade desde 2006, anunciou a autarquia de Lisboa, recordando que esta medida conta com uma decisão judicial favorável.
Segundo um comunicado divulgado hoje pela CML, os trabalhos de desmantelamento deverão estar concluídos até ao final da semana, “sendo repostas as condições iniciais em termos de pavimentos, iluminação e elementos verdes”.
Os dois quiosques, anexos ao antigo Café Lisboa, estavam concessionados pela CML desde 1987 mas encontravam-se desactivados desde o início de 2006, tendo sido agora desmantelados após uma decisão judicial favorável à autarquia.
Ainda na Avenida, a situação repete-se com o café Grogue, que está instalado num quiosque e não tem pago rendas à CML desde 2000. O proprietário terá recorrido para o tribunal, aguardando-se para breve uma decisão.
Também o Trimar, localizado na mesma Avenida e que tem pago regularmente a renda, já foi notificado para abandonar o espaço quando terminar a sua concessão, em 2009.