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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Segurança ferido num hipermercado em Telheiras

Um segurança foi hoje ferido na face “com um objecto cortante” dentro de um Hipermercado localizado na Av. das Nações Unidas, em Telheiras, segundo informou fonte do INEM.

Os primeiros socorros foram prestados por um médico e um enfermeiro do INEM que, embora não se encontrassem de serviço, estavam no local e de imediato assistiram o homem.
O incidente foi reportado ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e enviada uma ambulância para transportar o ferido para o Hospital de Santa Maria.
A única indicação disponibilizada pelo INEM refere que o ferido é um “segurança, do sexo masculino, agredido na face com um objecto cortante”.
Uma funcionária do hipermercado, que preferiu não se identificar, disse que a agressão estará relacionada com um grupo de rapazes apanhados a furtar no estabelecimento. O grupo terá sido interceptado e levado para o gabinete dos seguranças.
A agressão de hoje poderá ser uma represália pelo incidente. Fonte da PSP de Telheiras confirmou apenas o registo de “distúrbios” no hipermercado e que foi enviado para o local um carro-patrulha.
No local, agentes da polícia escusaram-se a falar e apenas referiram que o agressor não foi detido. Os responsáveis do hipermercado também se escusaram a prestar declarações.
 
Ver Lusa doc. nº 10068077, 01/09/2009 - 13:31
publicado por Sobreda às 13:57
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Sábado, 28 de Março de 2009

Mercados procuram sobreviver

A vereadora com o pelouro do abastecimento na CML diz que andou de bloco e caneta em punho em alguns mercados da cidade, em missão de investigação. E disse que as conclusões a que chegou nem sempre foram lisonjeiras: no Lumiar, por exemplo, encontrou produtos básicos, como batatas e cebolas, mais baratos no supermercado.

Por isso, algumas das iniciativas que vai propor aos comerciantes passam precisamente por criar um dia da batata ou um dia da cebola, para que a baixa de preço de determinado produto possa aumentar a afluência de visitantes. No fundo, uma estratégia parecida com aquela que é praticada pelos supermercados.
O facto surge na sequência de, na reunião do executivo da CML, a vereadora ter sido confrontada pelos eleitos do PCP com a degradação a que chegou o mercado de Sapadores.
E a deterioração a que chegou o exterior do edifício não é o único problema: segundo o comunista Carlos Moura, “a limpeza é deficiente, os mata-moscas não funcionam e os produtos frescos não têm acesso às câmaras frigoríficas”, apesar das rendas pagas pelos comerciantes à autarquia. A maioria socialista que governa o município tem vindo a prometer obras para aquele local, mas até agora elas não aconteceram.
Agora, a CML quer que os mercados municipais da cidade prolonguem o seu horário de funcionamento pelo período da tarde, sob pena de desaparecerem por inadequação às necessidades da clientela.
Ou seja, à hora a que a maior parte das pessoas sai do emprego só há um sítio onde podem comprar peixe fresco: nos supermercados. E já são poucos os que têm tempo de se abastecer antes de ir trabalhar. Nas praças, as peixeiras queixam-se da crescente perda de clientela, mas têm-se mostrado pouco dispostas a abrir mão da parte da tarde, com o argumento de que iniciam a jornada de trabalho logo de madrugada.
Donde, “se os comerciantes dos mercados não se adaptarem às necessidades da população, acabarão por ter que fechar”, observa a vereadora, que vai tentar convencer peixeiras, talhantes e vendedores de frutas e hortaliças das vantagens de praticarem um horário alargado.
Já em Benfica, Campo de Ourique e Alvalade, as coisas nem vão mal: há clientela com fartura. Mas o mesmo não se passa no popular Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré, onde, nos últimos tempos, fecharam vários talhos e os turistas dificilmente encontram qualquer atractivo que os leve a abrir os cordões à bolsa, apesar das tentativas de promover o espaço para os visitantes estrangeiros.
Para este espaço, os planos especiais podem passar pelo regresso do mercado das flores, que até há poucos anos ali tinha lugar várias tardes por semana, e também mercados de produtos biológicos, de artesanato e de roupa usada. Sempre depois da hora de almoço. São estes os engodos com que a autarca conta para convencer os comerciantes tradicionais deste espaço a continuar a venda da parte da tarde: o afluxo de outro tipo de clientela.
 
Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20090326%26page%3D19%26c%3DA
publicado por Sobreda às 00:11
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Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Faltam apoios à actividade produtiva

«A politica de crédito dos bancos portugueses, de apoio essencialmente às actividades especulativas (empresas de construção, actividades imobiliárias e à habitação), e de não apoio às actividades produtivas (agricultura, pesca e indústria transformadora) contribuiu também para a grave crise que o País enfrenta, o que prova que o mercado não é o melhor instrumento para fazer uma afectação eficiente dos recursos para o País, nem a crise actual é apenas uma crise de confiança (psicológica) no sistema financeiro como se pretende fazer crer.

Entre 2005 e 2008, ou seja, nos 4 anos de governo de Sócrates, o défice da Balança Corrente Portuguesa agravou-se significativamente. De acordo com o Banco de Portugal, entre 2005 e 2008, o défice da Balança Corrente aumentou de 14.139 milhões de euros para 20.163 milhões de euros. Como consequência, entre 2005 e 2008, este défice passou de 9,5% para 12,1% do PIB.
Apesar do défice das relações de Portugal com o estrangeiro em 2008 ser superior a 4 vezes o défice orçamental, a obsessão do governo pelo défice orçamental era e é tão grande que o levou a ignorar completamente o défice da Balança Corrente, apesar da sua extrema gravidade.
E toda a política seguida por este governo nos últimos quatro anos levou ao seu agravamento como prova o facto de ter aumentado 42,6%. E não é com o “restabelecimento da confiança” que se resolve. Como consequência, a divida ao estrangeiro disparou (…)
É evidente que não é com o “restabelecimento da confiança na banca” que se resolve este grave problema nacional.
E com maioria de razão se se tiver presente que uma das causas importantes da destruição do aparelho produtivo nacional, que teve como consequência o crescente défice da Balança Corrente e o vertiginoso endividamento do País, foi precisamente a política de crédito do sistema financeiro, que tem privilegiado o apoio às actividades especulativas em claro desprezo pelas actividades produtivas.
De acordo com o Banco de Portugal, em 2004, o crédito concedido às actividades essencialmente produtivas, ou seja, à Agricultura, Pesca e Indústria Transformadora era apenas de 13.705 milhões de euros, enquanto o concedido a empresas de construção, de actividades imobiliárias e à habitação somava 112.758 milhões de euros, ou seja, 8,2 vezes mais. Esta situação agravou-se ainda mais durante os quatro anos de governo de Sócrates (…)
E, em 2008, representava apenas 6,6% do crédito total (entre 2004 e 2008, diminuiu de 7,9% para 6,6%), enquanto o crédito concedido às empresas de construção, de actividade imobiliária e à habitação representava, em 2008, 67,9% do crédito total concedido pelo sistema bancário (entre 2004 e 2008, aumentou de 65,1% para 67,9%).
É por esta razão que afirmamos que a crise actual é uma crise sistémica, inerente ao próprio funcionamento do sistema capitalista no seu afã de conseguir lucros elevados e imediatos, e não meramente um problema de “falta de confiança no sistema financeiro”, como agora o pensamento único dominante nos media pretende fazer crer».
 
Ler o estudo do economista Eugénio Rosa “Uma politica de crédito não orientada para apoiar a actividade produtiva”
publicado por Sobreda às 02:05
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Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Café e pastéis de nata contra a crise no comércio

Durante uma semana, 2.500 compradores de prendas de Natal na Baixa lisboeta beneficiaram da oferta de um pequeno lanche, um ‘mimo’ que partiu da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, a que se somam outras iniciativas individuais, mas que os comerciantes consideram inútil se a zona continuar a ser ‘maltratada’.

Ao fazer compras, em alguns casos com um valor mínimo exigido, os compradores recebiam uma senha, que podia ser usada em pastelarias locais, para receberem um café e um pastel.
“Já falámos com as pessoas e toda a gente achou uma simpatia. Falta agora recolher as senhas consumidas e saber quantas pessoas foram efectivamente às pastelarias, mas as pessoas estão bastante satisfeitas”.
São pequenas atenções como esta que, a par do profissionalismo, do atendimento pessoal e do conhecimento do produto, diferenciam o comércio tradicional dos centros comerciais, que procuram oferecer ‘tectos’, estacionamento e espaços de entretenimento, como salas de cinema, mas não simpatia personalizada.
A “loja que disser que não está com dificuldades, está a mentir, porque isto afecta todas as classes”, afirma. “A crise é enorme, não haja ilusões”, concorda o gerente de uma loja centenária loja. E, “se criarem dificuldades para se chegar aqui, não vale a pena ter as ideias mais fantásticas. O preço do estacionamento é um escândalo, se tiver um buraco à porta a CML não o tapa em 24 horas e até já estivemos três meses com os candeeiros intermitentes”.
“Todos gostaríamos de dar melhores condições aos clientes, mas isso não está nas nossas mãos”. Um café e um pastel de nata foram apenas uma forma original de “cativar pelo pormenor”. Falta agora a CML passar de intenções, planos e mais projectos para a execução de obra visível na cidade.
 
Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1061955
publicado por Sobreda às 02:06
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Vendedores de castanhas contestam taxa camarária

Os vendedores de castanhas da baixa de Lisboa contestaram ontem a decisão da CML de taxar, pela primeira vez, a extensão de horário até às 22 horas. Este protesto teve origem na decisão da autarquia de cobrar mais 194 euros pela extensão do horário de venda, a que se soma a taxa já existente de 466 euros por semestre.

Para a vendedora e presidente da Associação de Vendedores de Castanhas e Gelados da Região de Lisboa, o negócio “não está a correr bem”, até porque o tempo de “crise afecta a venda”.
A CML não quer saber se “as vendas correm bem ou mal, aplicam as taxas para receber o dinheiro”, sem se preocupar “se os vendedores facturam ou não” desabafou a dirigente, que tem lugar de venda na esquina da Rua Augusta com o Rossio. “Este ano foi o pior ano na venda de castanha porque as pessoas não têm dinheiro”, explicou por seu lado outra vendedora, de 76 anos, com sítio na Praça da Figueira “há 28 anos”.
Para agravar a venda das castanhas a CML “autorizou a instalação de uma barraca de farturas” ao lado, o que vai piorar mais o negócio da castanha na Baixa, lamentou. “Agora parece uma feira, e a quem vai às farturas não come castanhas”. “Durante o dia já se vende pouco, o pedido de extensão de horário era para ver se conseguiam ganhar mais alguma coisita”, reforçou.
Os vendedores disponibilizam castanhas durante o Inverno e gelados e águas durante o Verão, fora destas épocas estão em casa sem fazer nada, explicaram ambas as comerciantes de rua.
 
Ver http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=363621
publicado por Sobreda às 00:13
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Domingo, 9 de Novembro de 2008

Crise convida ao desenrascanço

Tem fama de ser um antro de larápios e gente que se orienta na obscuridade de negócios pouco recomendáveis para candidatos à sacristia. O jornalista esteve lá ontem, sábado, montou um estaminé com tralha de casa e vendeu tudo por tuta e meia.
A chegada aconteceu em simultâneo com o nascer do sol. Já abundava a azáfama, gente por todo o lado a estender plásticos e a exibir o stock de objectos e produtos para venda. Essa é a hora dos espertalhões: indivíduos munidos de lanterna abordavam os recém-chegados e ofereciam quantias irrisórias por tudo aquilo que brotava das mochilas - e isso, claro, para ser revendido mais tarde, ao lado, a outros preços.
Cedo deu para perceber onde é a zona ‘hardcore’ da Feira, bem redor da estátua de Bernardino António Gomes. Bastou passar lá para se sentir uma certa tensão no ar. Proliferavam os ‘mitras’ com as suas indumentárias hip-hop, murmurando ao transeunte se acaso desejavam algum telemóvel topo de gama (larapiado horas antes, está visto).
Na zona mais alta do Campo de Santa Clara, na Freguesia de São Vicente de Fora, o ambiente era mais leve. Muitos dos vendedores são reformados que fazem pela vida e procuram um extra para completar a parca quantia que recebem da reforma. Estudantes também os havia. E muitos desempregados que ali parecem ter a sua única fonte de rendimento.
Mas também havia, e não pouca, gente da classe média eventualmente ‘à rasca’ com a prestação da casa e afins - e lá foram tentar angariar mais uns trocos para serem canalizados para as contas do supermercado.
A clientela era da mesma estirpe, ainda que fosse notória a predominância de imigrantes: cerca de dois terços daqueles que nos abordaram eram estrangeiros, com particular relevo para os africanos e os de países do Leste da Europa. Procuravam, essencialmente, roupa quente para o Inverno: camisolas de lã a um euro, casacos de fazenda a dois e por aí fora.
Um senegalês que não sabia falar português, comprou um par de sapatilhas usadas, não obstante serem um número abaixo e ficarem-lhe apertadas. Pediu desconto com a justificação de que iria gastar mais uns euros no sapateiro para alargar o calçado. Os portugueses, por seu turno, pareciam ter particular interesse nos telemóveis, não obstante serem daqueles de 1997 em avançado estado de decomposição.
Às tantas, surgiu uma personagem de colete reluzente (seria da ASAE?) de expressão carrancuda imprimida na face e ar soberano que questionou: “A sua licença?”. Curiosamente, não fez o mesmo aos comerciantes vizinhos - até porque o vendedor ao lado zarpara para parte incerta antes que a autoridade lá chegasse.
Todo aquele que se aventura a vender na Feira da Ladra deve fazê-lo com um espírito de flexibilidade: não pode, ou não deve, haver obstinação nos preços fixos. Tudo deve ser regateado. Alguns dos vendedores queixaram-se do crescente aparecimento de tendas para venda exclusiva de produtos novos, algo que consideram ser uma descaracterização da Feira.
Todavia, e no que diz respeito aos artigos usados, não deixou de ser curioso e hilariante observar a vastíssima panóplia dos objectos que lá se encontram. De electrodomésticos com ar suspeito, pedaços de ferrugem de proveniência e utilidade desconhecida, telemóveis e dvd´s, toneladas de roupa, tupperwares recheados com moedas de um escudo ou frascos de perfume, mesmo que vazios.
Tudo vale - desde que dê dinheiro e pão para a boca. É a crise.
 
Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1041368
publicado por Sobreda às 02:47
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Estórias das luzes de Natal

No ano passado, a autarquia pagou à União de Comerciantes um milhão de euros de dívida referente às iluminações natalícias de anos anteriores, tendo a de 2008 ficado cingida estritamente à verba de cerca de 400 mil euros estabelecida num protocolo entre a União de Comerciantes e a Câmara.

Até que a CML acabou por perceber que a situação era “insustentável”, justificando agora o lançamento de um procedimento por concurso para um projecto de iluminação e animação exclusivamente pago por patrocinadores 1.
É que, apesar da crise financeira estar a afectar duramente os cidadãos, com reflexos no comércio e provocando o fecho de muitas empresas, as iluminações de Natal permanecerão acesas, visto serem uma oportunidade para o comércio sair da estagnação em que se encontra [à custa das compras de Natal].

 

 

Na capital, as iluminações de Natal serão assim financiadas pela primeira vez inteiramente por privados, depois de um concurso lançado pela autarquia, através do qual os patrocinadores garantem um investimento entre dois e três milhões de euros, em substituição dos 400 mil euros gastos no ano passado 2.
Porém, a este investimento dos privados junta-se ainda uma verba de 200 mil euros que a autarquia irá transferir para as Juntas de Freguesia da capital, no âmbito das iluminações de bairro. Trata-se de uma situação pouco compreensível para inúmeros munícipes.
Com efeito, porquê atribuir subsídios públicos - ou, por outra palavras, gastar o dinheiro dos nossos impostos - para gerar iluminação publicitária, com o objectivo de atrair os munícipes aos espaços comerciais, para os potenciais compradores gastarem depois as suas poupanças nas lojas daqueles comerciantes? Trata-se, com efeito, de uma ‘penalização’, com duplo financiamento por parte dos cidadãos 3.
Entretanto, este ano, as iluminações de Natal em Lisboa vão poder ser vistas em 24 ruas e 15 praças, sendo muitas delas estórias bem conhecidas. Sob o tema “conto de luz”, as iluminações terão como fio condutor os contos de Natal e como epicentro a Praça do Rossio dedicada à história do ‘Quebra-Nozes’, o bailado com música de Tchaikovsy e libreto de Lev Ivanov, que estreou em 1892 na cidade russa de São Petersburgo.
As iluminações serão divididas em quatro eixos: História, Natureza, Sonho e Inclusão Social. Para além do “Quebra-Nozes” no Rossio, haverá “o quarto rei mago” na zona ribeirinha, “as três árvores” nas avenidas novas e os “gnomos mágicos” nas Amoreiras vão ser histórias contadas com luz a partir de dia 15 deste mês 1.
Estórias ‘luminosas’ que, em alguns bairros, continuarão a ser financiadas com os nossos impostos.
 
1. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1348642
2. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1349331&idCanal=59
3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/172881.html
publicado por Sobreda às 02:23
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Sábado, 20 de Setembro de 2008

Até os saldos de Verão foram os piores dos últimos 10 anos

A campanha de saldos de Verão, que terminou a 15 de Setembro, foi “a pior em vendas dos últimos 10 anos”, revelou a presidente da Associação Comercial Moda do Distrito de Lisboa.
As vendas nos dois meses de “saldos de Verão foram muito fracas”, o que reflecte uma “incapacidade financeira dos empresários, muitos impossibilitados de adquirirem novas colecções por falta de dinheiro”.
Diz que não conseguiu quantificar “o valor real em perdas” até porque a “campanha só terminou na 2ª fª”, mas após conversar com muitos dos cerca de 1.500 associados “os resultados são muito negativos” e “o volume de vendas no comércio a retalho tem vindo a cair desde 1999”, mas “a decrescer mais drasticamente desde 2005”, explicou aquela responsável 1.
A crise sentida no sector do comércio tradicional também foi mais acentuada com o “excesso de grandes superfícies e centros comerciais”, até porque Portugal é “o país com maior número deste tipo de estabelecimentos por habitante”, afirmou.
“O fraco crescimento económico, o endividamento das famílias portuguesas e o desemprego” são algumas das causas que a presidente da associação encontra para justificar o “fraco desempenho nas vendas deste ano”, rematou 2.
 
1. Ver www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=992688&div_id=1730
2. Ver http://dn.sapo.pt/2008/09/19/dnbolsa/piores_saldos_verao_ultimos_anos.html
publicado por Sobreda às 01:56
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Ricos carros para pessoas ricas

O mercado nacional vai receber, entre este ano e o próximo, verdadeiras ‘bombas’ de quarto rodas, a preços proibitivos para a maioria dos portugueses. É que a crise não afecta o segmento dos topo de gama da mesma maneira que os carros mais baratos. Os clientes procuram sobretudo modelos em que a exclusividade é a imagem de marca.
O segmento dos carros de luxo desconhece o que isso é. No mercado nacional, os carros de luxo mais procurados são os Jaguar e os Porsche. Mas existem verdadeiras jóias a circularem nas estradas.
Neste momento, estão em produção, para virem para Portugal, sete Mercedes McLaren, cada um custando a módica quantia de 580 mil euros. As reservas foram feitas este ano. A marca alemã recebeu ainda seis encomendas para o mesmo modelo, mas na versão coupé, cada um com um preço de qualquer coisa como 530 mil euros.
Também a Bentley e a Lamborghini têm firmes cerca de seis encomendas para o mercado nacional. Entretanto, a produção do superdesportivo da Nissan destinada a Portugal “já está toda tomada”, apesar de o veículo só chegar ao mercado em 2009.
Os responsáveis destas marcas são unânimes em considerar que a crise no segmento dos carros de luxo não é idêntica à que se verifica nos segmentos mais baixo, visto tratar-se de “supernichos de mercado muito específicos”.
Afinal, há crise? Qual crise e para quem?
 
Ver http://dn.sapo.pt/2008/09/19/dnbolsa/ricos_carros_para_pessoas_ricas.html
publicado por Sobreda às 01:54
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

Avenida da Liberdade com quiosques encerrados

Teve hoje início o desmantelamento de quiosques na Avenida da Liberdade que estão sem actividade desde 2006, anunciou a autarquia de Lisboa, recordando que esta medida conta com uma decisão judicial favorável.
Segundo um comunicado divulgado hoje pela CML, os trabalhos de desmantelamento deverão estar concluídos até ao final da semana, “sendo repostas as condições iniciais em termos de pavimentos, iluminação e elementos verdes”.
Os dois quiosques, anexos ao antigo Café Lisboa, estavam concessionados pela CML desde 1987 mas encontravam-se desactivados desde o início de 2006, tendo sido agora desmantelados após uma decisão judicial favorável à autarquia.
Ainda na Avenida, a situação repete-se com o café Grogue, que está instalado num quiosque e não tem pago rendas à CML desde 2000. O proprietário terá recorrido para o tribunal, aguardando-se para breve uma decisão.
Também o Trimar, localizado na mesma Avenida e que tem pago regularmente a renda, já foi notificado para abandonar o espaço quando terminar a sua concessão, em 2009.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=105376
publicado por Sobreda às 22:13
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Sábado, 12 de Julho de 2008

Multibanco foi de férias

Mesmo ‘aqui’ ao lado, a moda dos assaltos às caixas multibanco chegou à capital em período de férias estivais.
Uma caixa multibanco do centro comercial Fonte Nova, foi roubada ontem de madrugada e colocada numa viatura em menos de um minuto, confirmou uma fonte daquela superfície comercial.
O incidente ocorreu cerca das 5 h da manhã, quando um grupo de assaltantes - em número não divulgado - partiu os vidros de uma das portas do Fonte Nova e arrancou o equipamento.
“O segurança accionou o alarme e a polícia chegou em dois minutos, mas já não foi suficiente. Fizeram tudo em pouco mais de 50 segundos”, adiantou a mesma fonte, acrescentando que o funcionamento do centro comercial não ficou prejudicado. “Quando abrimos, de manhã, a porta já tinha sido substituída”, referiu.
O roubo está agora a ser investigado pela Polícia Judiciária. Entretanto, as notas da caixa foram de férias.
 
publicado por Sobreda às 00:02
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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Espaços públicos de Lisboa em leilão

Os partidos da oposição na CML contestaram na 4ª fª hoje as cedências de espaço público na cidade para eventos publicitários, considerando que ao receber contrapartidas dos privados, como reabilitação de jardins, a autarquia abdica de obrigações suas.
Em causa estão eventos comerciais como o que tem decorrido na Praça das Flores, e a aprovação na reunião do executivo municipal de uma iniciativa semelhante, em que uma rede de hipermercados irá reabilitar a zona de jogos do Jardim da Estrela, podendo em contrapartida usar o espaço para eventos. Também a Praça das Flores tem estado vedada ao público, a certas horas do dia, para uma acção promocional de uma marca de automóveis que, em contrapartida, financiará as obras de requalificação do jardim daquele local.
Por isso os vereadores da oposição decidiram responsabilizar, por incúria, o vereador dos Espaços Verdes da maioria PS/BE pela generalização destas iniciativas, qualificando-o de “leiloeiro do espaço público”. O vereador “descobriu uma maneira de fazer negócio e demitiu-se da sua função de vereador dos Espaços Verdes”, o que é inconcebível. Consideraram mesmo que é “lamentável que, numa Câmara que se diz de esquerda, se esteja a alienar o espaço público que resta” e teme que “qualquer dia, os lisboetas acordem com os jardins todos fechados”.
A rede de hipermercados que irá doar equipamentos para a zona de jogos do Jardim da Estrela não está a fazer mecenato mas “um negócio”, cuja contrapartida é “poder vir a fechar o jardim para eventos seus”. Ora “o ambiente urbano (poderá) incluir uma reversa de publicidade”, mas as iniciativas publicitárias devem ser “altamente restringidas”. “O espaço urbano não é todo ele um espaço publicitário”, não se podendo por isso deixar de por em causa a criação de “poluição visual”.
Para o vereador da CDU Ruben de Carvalho, está em causa a “dignidade do espaço público”. Ruben de Carvalho encara as contrapartidas prestadas pelas empresas à autarquia como uma “substituição de obrigatoriedades da Câmara”. “Abdica-se de obrigações municipais perante cedências a privados”, sustentou. O vereador contesta também a “poluição visual” que, considera, advém destas iniciativas.
Haverá então que elaborar um “projecto de regulamento municipal sobre direito ao ambiente urbano e à reserva de publicidade no espaço público”, onde se defenda, por exemplo, que antes da sua realização, os eventos sejam publicitados em editais nas Juntas de Freguesia, sendo os moradores chamados a pronunciarem-se.
Também a Comissão Permanente de Ambiente e Qualidade de Vida da Assembleia Municipal de Lisboa vai reunir de urgência, na próxima 2ª fª, com o vereador dos espaços verdes, para que este preste esclarecimentos sobre esta grave situação.
 
Ver Lusa doc. nº 8433498, 11/06/2008 - 20:58
publicado por Sobreda às 00:44
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Domingo, 20 de Janeiro de 2008

Grandes (pequenas) superfícies

Confessa o autor de um outro blogue que lhe faz falta o Carrefour de Telheiras, embora não vá verter uma lágrima pelo seu funeral.
Ao contrário de outras grande superfícies, tinha um ar lavado e arrumado, e muitos dos produtos da marca eram de qualidade e a preços convidativos. É verdade que na área não alimentar o pessoal era escasso e a sua preparação para prestar informações técnicas era muito deficiente, mas em contrapartida o serviço pós-venda era do melhor que conheci em Lisboa.
A galeria de lojas, embora já tivesse conhecido tempos melhores, tinha algumas ofertas interessantes. Porém quando hoje fui ao Continente que o veio substituir, senti um vazio e fiquei convencido que não volto a pôr lá os pés. Aquele espaço parece-me agora uma mercearia grande com aspecto sórdido, escuro e pouco acolhedor.
Eu gosto de mercearias de bairro, da cortesia do 'sr. Casimiro' que encolhe o peso do fiambre, mas tem sempre um sorriso quando lá entro e uma pequena “lembrança” no Natal. Não sei explicar o que mudou no espaço para além do nome, mas sei que não gosto deste novo ar asséptico, daquele aspecto sombrio onde os produtos não ganham vida. Por isso, dei meia volta e vim-me embora.
Provavelmente, o que me levava ao Carrefour era conhecer a história daquela cadeia de distribuição, (chamava-se assim, porque a primeira loja que abriu em França ficava num ‘Carrefour’) que para mim significava algo que não sei explicar. Não me perguntem porquê, mas ao contrário do que acontece noutras grandes superfícies (nomeadamente em centros comerciais) no Carrefour não sentia aquela incomodativa sensação de claustrofobia, nem era invadido por uma insuportável dor de cabeça.
A verdade é que senti essas estranhas sensações na minha visita (à reestruturada superfície comercial), por isso não tenho intenção de lá voltar. Nos próximos tempos, enquanto não encontrar um outro espaço onde me sinta bem, quem vai ficar a ganhar é o ‘sr. Casimiro’ 1.
E, entretanto, o pequeno comércio local procura continuar a resistir às grandes superfícies 2.
 
1. Ler Carlos Barbosa de Oliveira  IN http://cronicasdorochedo.blogspot.com/2008/01/saudades-do-carrefour.html
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/208464.html
publicado por Sobreda às 02:25
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

Ainda se lembra?

Sabia que o primeiro hipermercado a surgir em Portugal foi o Ibérico?
Este hipermercado situava-se entre Telheiras e o Paço do Lumiar, no mesmo local onde hoje se encontra o Feira Nova, ao lado do hospital da Força Aérea. Lembra-se?
E qual a primeira designação do hipermercado que antecedeu o ex-Carrefour?
Era o Euromarché, também em Telheiras. Lembra-se?
Porém, há quem entretanto já tenha entrado na renovada superfície comercial que substitui o ex-Carrefour e, sentindo-se órfão das anteriores marcas, já ande a experimentar escolher uma outra alternativa.
Consta que esta nova superfície comercial, embora tenha procurado manter os produtos nas mesmas secções e prateleiras, não só substituiu as marcas de ‘melhor’ qualidade do antigo Carrefour por outras de manifesta inferioridade, como ainda tabela agora os restos do anterior stock a preços mais elevados, para, diz-se, não comprometer a venda dos “seus” produtos 1.

Entretanto, o pequeno comércio local procura resistir. Muitos desapareceram ao longo da velha Estrada de Telheiras, engolidos pelo ‘progresso’ urbanístico. E da padaria, das lojas do Afonso e do António, da ‘tasca’ junto ao chafariz ou do hortelão na Quinta de Sant’Ana? Lembra-se?
 
1. Ver http://euviassim.blogspot.com/2008/01/carrefourvolta-ests-perdoado.html
publicado por Sobreda às 03:08
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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008

O jogo dos hipers

O hipermercado Carrefour de Telheiras mudou ontem de visual, após ter sido adquirido por outra cadeia nacional de hipermercados. A Autoridade da Concorrência não se opôs ao negócio que ficara acordado no final de Julho do ano findo.
Nos próximos dias a entidade reguladora deverá ainda dar autorização para 13 projectos de instalação de novos hipermercados 1.
Ou melhor, ao ‘jogo de cadeiras’ entre cadeias de hipers. Do tema havia já sido dado notícia neste blogue há mais de 5 meses 2.
 
1. Ver http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/20080102SONAE+comprou+Carrefour.htm
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/83636.html
publicado por Sobreda às 01:04
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

Globalização dos saldos natalícios

Este ano, a época de saldos começa mais cedo, já hoje, sob protesto da Associação dos Comerciantes do Porto (ACP), para quem se trata de uma antecipação feita à medida dos interesses das grandes cadeias multinacionais. A nova lei dos saldos, que é de Março deste ano, prevê dois períodos: um compreendido entre 28 de Dezembro e 28 de Fevereiro, e o outro entre 15 de Julho e 15 de Setembro.
A Associação “é contra esta alteração nos saldos (que) infelizmente vão começar mais cedo”. As datas fixadas são para todo o país, mas promover as rebaixas depende da vontade de cada lojista. Para explicar a relutância, uma dirigente da Associação notou, por exemplo, que o cliente pode acabar por não comprar os presentes de Natal até dia 24, e decidir esperar mais uns dias pelos saldos. O que considera ser prejudicial para o bolso dos comerciantes locais. “É cedo demais, quer nesta época de Natal, quer no Verão”.
E afirma não ter dúvidas de que a antecipação se prende com “interesses de cadeias internacionais”, cujos “produtos são importados do Oriente, “onde a mão-de-obra é mais barata”. “Para eles, quanto mais cedo melhor, mas não para os empresários portugueses”. Para “o comércio independente, era preferível os saldos começarem só em Janeiro”, contrapõe.
“Também para a pequena indústria nacional esta alteração é negativa”. Em suma, regista que “são as multinacionais que ditam as leis”, em prejuízo das pequenas e médias empresas (PME). Perante o novo cenário, que terá lugar já esta semana, fala-se mesmo em “concorrência desleal, sobretudo para a indústria portuguesa”.
 
Ver http://jn.sapo.pt/2007/12/26/porto/saldos_comecam_esta_semana.html
publicado por Sobreda às 01:01
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Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

Comerciantes de domingo sem clientela

Poderá haver quem já não passe um domingo sem ir a esta praça lisboeta, mas os vendedores com negócios montados nas arcadas da Praça do Comércio queixam-se da falta de movimento e de vendas. Quatro meses passados desde o arranque da iniciativa ‘Aos Domingos o Terreiro do Paço É das Pessoas’, a maioria dos comerciantes envolvidos no projecto da autarquia queixa-se da fraca afluência de pessoas à Baixa lisboeta e pondera desistir do negócio.
De facto, de novo durante a manhã de domingo passado, as arcadas daquela praça estavam vazias, não se vendo praticamente ninguém além dos vendedores de artesanato, flores, livros e velharias que ali instalam as suas bancas aos domingos. No centro do Terreiro do Paço, cruzado de quando em quando por utilizadores de bicicletas, cerca de 30 pessoas assistiam a um espectáculo natalício de teatro. E era tudo.
Uma das comerciantes queixava-se que após quatro horas de trabalho continuava com uma banca cheia de flores por vender: “Estou aqui desde as dez horas e hoje ainda não fiz nada. Isto está mau”. O lamento da florista foi partilhado por vários dos artesãos que semanalmente expõem as suas peças numa feira instalada no lado nascente das arcadas do Terreiro do Paço, junto à galeria de exposições do Ministério das Finanças.
Outra das vendedoras, que ontem em mais de seis horas vendeu apenas “três dúzias de castanhas”, garante que, se as vendas não melhorarem nos próximos domingos, vai desistir de fazer negócio no local. “Isto hoje não está muito bem. Nos outros domingos tem corrido mais ou menos, mas acho que a feira não está muito divulgada. Ainda por cima estamos um bocadinho escondidos e quem está do outro lado dos autocarros não nos vê”, criticou uma das artesãs. Idêntica opinião tinha um dos organizadores da feira de artesanato, que explicou que o negócio piorou a partir de Novembro, quando diminuiu a afluência de turistas a Lisboa.
Ao início da tarde, uma iniciativa das paróquias da Baixa e do Chiado e a actuação da charanga a cavalo da GNR acabaram por atrair à praça centenas de pessoas, naquele que foi seguramente, e apesar de tudo, um dos domingos mais concorridos desde o arranque da iniciativa camarária. Apesar disso, os comerciantes foram praticamente unânimes em queixar-se da pouca divulgação que tem sido feita das actividades existentes e da falta de vendas. Também pouca atenção tiveram as estruturas montadas junto ao Arco da Rua Augusta, nas quais uma cronologia ilustrada dava conta dos principais momentos da história da União Europeia. A exposição atraiu poucos olhares e acabou por ser utilizada como encosto por quem assistia às exibições.
Por isso, quando iniciativas públicas como esta não têm a participação das organizações populares na sua organização, merecem ser rapidamente repensadas e reestruturadas.
 
Ver Público 2007-12-24
publicado por Sobreda às 00:22
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Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Natal não é quando o comércio quiser

As compras de Natal são sempre, para mim, momentos de enorme prazer. Nunca percebi muito bem as pessoas para quem as prendas desta época são uma obrigação instituída, uma coisa que tem de ser, uma espécie de competição para ver quem despacha mais e no mais curto espaço de tempo, tudo a correr e como se estivessem a libertar de um terrível frete sazonal e que, de lista na mão, vão riscando os nomes, ‘a tia já está, a prima já está, o chefe já está’, tudo com um ar mercenário que muito me aflige.
Eu demoro imenso tempo a pensar no que cada pessoa gostará, porque o Natal é também isso, pensar mais um bocadinho nas pessoas, e fazê-las sentir que são importantes para nós, que não são apenas um nome no meio de uma lista, que aquela prenda que lhe damos foi pensada para ela, e só podia mesmo ser para ela. E depois vêm ainda as horas que passo em casa a fazer os embrulhos, porque também esses têm de ser especiais - já para não falar dos cartões que os acompanham.
Resumindo as compras desta época, para mim, são também um ritual, tal como espalhar pela casa os presépios todos, e armar a árvore, e enfeitá-la - e como tal necessita de tempo 1… Mas para que o comércio aumente as suas vendas durante o período de férias, é habitual proceder-se à iluminação das vias localizadas em zonas comerciais.
Ora o orçamento previsto pela CML para as iluminações natalícias na capital ascendem este ano, apesar dos cortes, a 406 mil euros. Algumas das ruas a iluminar são as abrangidas pelo protocolo assinado em 1996 entre a CML e a União das Associações de Comerciantes do Distrito de Lisboa. Mas a iluminação da zona central, do Rossio à Av. da Liberdade, será feita com base num patrocínio. 
Sejamos justos. Não pondo em causa a beleza da época natalícia, como se pode justificar o facto da CML e as Juntas estarem a pagar, à conta dos impostos municipais, a iluminação que serve de publicidade às lojas dos comerciantes, para de seguida, nós, consumidores, nos dirigirmos a essas lojas para adquirir produtos e pagar os respectivos impostos indirectos sobre o consumo?
Ou seja, se os comerciantes pretendem aumentar as vendas, não deverão ser eles mesmos a associarem-se e a quotizar-se para promoverem os seus produtos através da iluminação natalícia? Não seria incompreensível, aos olhos das populações, que tal se fizesse à custa de mais impostos municipais 2.
 
1. Ler Alice Vieira IN http://jn.sapo.pt/2007/11/25/opiniao/quando_o_comercio_quiser.html
2. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=143&Itemid=33
publicado por Sobreda às 00:44
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Natal menos luminoso

Vai ser um Natal menos iluminado nas principais cidades do País. O investimento das autarquias nas luzes natalícias diminuiu. Só em Lisboa, são menos 800 mil euros do que em 2006. Quem perde são os comerciantes e os amantes deste tipo de decorações. Quem ganha é o orçamento camarário e os contribuintes autárquicos, que, espera-se, verão os seus impostos aplicados em áreas mais urgentes.

Lisboa é o principal município a contribuir para esta queda. No ano passado foram gastos 1,2 milhões de euros. Este ano, 406 mil, porque o actual executivo teve de pagar dívidas do ano passado. A organização da iluminação ficou a cargo da União das Associações de Comércio e Serviços (UACS), que acabou por não conseguir angariar mais financiamentos.

“A iluminação tem importância para o comércio e turismo”. “Tínhamos o patrocínio de um banco, mas era necessário que a CML autorizasse a publicidade por parte do patrocinador, e acharam que era muito excessiva. A CML não tem dinheiro, nós também não”, lamenta o vice-presidente da UACS.

Resultado: só as artérias da Baixa, Chiado e Campo de Ourique e a Avenida de Roma, Avenida João XXI e Avenida da Igreja terão iluminação. As luzes começam a piscar dia 24.

Segundo um comunicado da Junta, também o Natal da Freguesia de Alcântara vai este ano ficar às escuras. É que com a aprovação da nova Lei das Finanças Locais, a Junta viu diminuir em 2007 as transferências financeiras por parte da Direcção-Geral de Autarquias Locais e da CML em € 26.073,00.

A Junta esclarece que, a não atribuição de um subsídio, no mínimo igual ao do ano passado e a redução das transferências no montante anteriormente referido, implicam uma redução de receitas no montante de € 38.583,00, pelo que, nesta Quadra Natalícia não é possível iluminar as ruas de Alcântara, sem se porem em causa apoios sociais às famílias mais carenciadas ou o apoio à realização de pequenas reparações.

Mas, para compensar, basta olhar para a outra margem do Tejo. Em Almada, o monumento ao Cristo-Rei recebe, pela primeira vez, luzes de Natal.

Ver www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=266227&idselect=230&idCanal=230&p=200

publicado por Sobreda às 01:10
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Quarta-feira, 25 de Julho de 2007

Hipermercado de saída

Uma cadeia de hipermercados nacional voltou antes de ontem a negar o seu suposto envolvimento na compra de uma rede de hipermercados francesa, que dispõe de 12 espaços comerciais em Portugal, e que chegou ao nosso país em 1992, altura em que inaugurou uma grande superfície em Telheiras. A empresa tem ainda 11 licenças já aprovadas para a abertura de novos espaços comerciais, entre as quais estão localizações em Valongo, Famalicão e Maia.

Fonte oficial da empresa afirmou que a sua posição se mantém, “desmentindo categoricamente qualquer rumor que tenha sido posto a circular”. Face a notícias novamente publicadas ontem, onde mais uma vez se abordou a saída de Portugal da referida cadeia francesa, os seus responsáveis escusaram-se a fazer qualquer comentário, sustentando que não passam de rumores. Atitude idêntica tiveram os potenciais interessados na aquisição.

Neste âmbito, o grupo havia anunciado, a 1 de Junho, a venda dos quatro hipermercados que detinha na Eslováquia, enquanto, em Espanha, a empresa comprou recentemente uma outra pequena rede de supermercados. Fontes do mercado acreditam por isso que existem conversações entre as partes, desde que foi anunciada a estratégia de privilegiar os mercados onde aquela empresa tem uma posição de liderança e desinvestir naqueles onde não tem, como é o caso português 1.

A empresa francesa tem-se, porém, escusado a informar sobre a estratégia que pretende seguir em Portugal. Alguns analistas acreditam que a venda das lojas do grupo em Portugal terá apenas sido antecipada pela aquisição de outra cadeia em Espanha 2.

Entre os principais motivos para a saída do grupo do País está o facto de não ser um dos principais ‘players’ do mercado. A política internacional do grupo tem sido apostar em mercados onde tem posições privilegiadas e desinvestir nos outros, onde acaba por ser mais um operador. A liderança em Portugal seria sempre uma missão impossível, considerando os últimos dados avançados pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) que comprovam isso mesmo, e onde a cadeia aparece apenas em 6º lugar com um volume de vendas que se distancia dos seus concorrentes, com uma facturação a apresentar um crescimento pouco significativo 3.

É reconhecida a contiguidade entre duas grandes superfícies em Telheiras, o trânsito que originam na zona e o lixo de embalagens que alguns utentes, com muita frequência e pouca cidadania, espalham nas redondezas, designadamente na paragem da carreira nº 47 da Carris que lhe fica fronteira. Independentemente da percentagem de lucro do negócio, o mínimo que se pediria ao hipermercado era que colaborasse na higiene pública das suas zonas envolventes. Os moradores agradeceriam que se assumisse como um ‘player’ no mercado da limpeza, naturalmente, antes da sua saída.

 

1. Ver http://dn.sapo.pt/2007/07/24/economia/auchan_volta_a_negar_compra_carrefou.html

2. Meia hora 2007-07-24, p. 11

3. Ver http://goldentiger-pois.blogspot.com/2007/07/carrefour-passa-jumbo.html

publicado por Sobreda às 01:46
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