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Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Centros de Saúde com horários reduzidos

A reforma dos cuidados de saúde primários conduziu ao encerramento dos horários nocturnos de 30 Centros de Saúde e mais 46 vão ter os seus horários alterados, segundo uma nota divulgada pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a tutela, as alterações dos horários de funcionamento dos Centros de Saúde têm por objectivo “disponibilizar mais consultas aos cidadãos no período normal de funcionamento” de cada Centro de Saúde”, estando relacionadas com “uma melhor gestão dos recursos humanos”. [Dos recursos humanos ou dos financeiros?!].
Por esta razão, e desde 2005, deixaram de funcionar entre as 00h00 e as 8h00 os Centros de Saúde de Caminha, Alijó, Murça, Vila Pouca de Aguiar, Oliveira do Bairro, Sever do Vouga, Aveiro, Mealhada, Condeixa a Nova, Lousã, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Penacova, Penela, Soure.
A medida afectou igualmente os Centros de Saúde de Vila Nova de Poiares, Gorjão Henriques e Arnaldo Sampaio (Leiria), Nazaré (SAP Verão), São Pedro do Sul, Vouzela, Silves, Beja, Azambuja, Lourinhã, Cadaval, Ourém, Grândola, Caminha e Cadaval.
Além destes, mais 46 irão sofrer alterações nos horários, com “a reorganização dos horários nocturnos” dessas unidades. O Ministério da Saúde lembra que o funcionamento nocturno dos Centros de Saúde “implica ter um médico, um enfermeiro e um administrativo para atender situações não urgentes em períodos em que os cidadãos recorrem em número diminuto, a partir da meia-noite”.
A reestruturação dos cuidados de saúde primários implicou ainda que alguns centros de saúde tenham sido transformados em SUB - Serviços de Urgência Básica.
Este encerramento dos serviços de urgência foi uma das medidas mais polémicas dos dois últimos ministros da Saúde: António Correia de Campos que foi substituído em Janeiro de 2008 por Ana Jorge 1.
O que não há dúvida é que a Saúde continua a ser um negócio para alguns. Lembremo-nos do caso do encerramento de algumas maternidades que, nos locais onde foram desactivadas, logo nasceram centros privados de apoio às parturientes. Muitas outras tiveram mesmo que rumar a maternidades espanholas, correndo o risco de nascimentos prematuros acontecerem durante o trajecto nas viaturas que as transportavam.
Só o Hospital de Badajoz atendeu, em dois anos até ao Verão passado, um total de ‘1.471 grávidas’ oriundas dos concelhos de Elvas e de Campo Maior. “Destas, 746 mulheres necessitaram de ser hospitalizadas durante a gravidez” 2.
Para o Governo, o risco de vida de mães e filhos continua a ser secundário em relação ao equilíbrio orçamental.
 
1. Ver http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/814d4d8d8b4c6131bbcf76.html
2. Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=350476&visual=26&rss=0
publicado por Sobreda às 00:10
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Sábado, 15 de Novembro de 2008

Mulheres continuam a ser as maiores vítimas

O facto mais preocupante é o caso da violência doméstica que mata mais mulheres do que o cancro, de tal modo que, em Portugal, registam-se 5 mortes por mês, colocando o nosso país acima da média mundial

As vítimas de violência doméstica são homens, pessoas idosas, crianças e jovens; são pais, avós, filhos e cônjuges ou companheiros ou namorados, mas são, sobretudo, mulheres... A violência doméstica continua, por isso, marcada por ser uma violência contra o género feminino.
O indicador de Violência Doméstica das Estatísticas da APAV 2006 revela que chegam à APAV (na sua rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e número nacional 707 200 077) 16 mulheres vítimas de violência por dia, a uma alarmante média de 112 por semana 1.
Também o Relatório Anual das Nações Unidas estima que normas e tradições podem perpetuar a violência de género em muitas culturas.
A cada minuto há uma mulher que morre por falta de cuidados de saúde reprodutiva e cerca de 10 milhões de mulheres morrem na altura do parto. Cerca de dois terços dos 900 milhões de adultos que não sabem ler, são mulheres e cerca de 70% das mais de 100 milhões de crianças que não vão à escola são raparigas.
A Associação para o Parlamento da Família já apelou a que “os países europeus, o nosso Governo e os parlamentos nacionais para que, até 2015, atribuam e confirmem 0,7 por cento do rendimento nacional bruto para a ajuda pública ao desenvolvimento” 2.
Mas não só em situações de pobreza. Uma mulher que tentava fugir de um ritual iniciático do Ku Klux Klan (KKK) foi morta pelo responsável do grupo nos pântanos do Luisiana (Sul). A vítima fora trazida de Tulsa (Oklahoma, Sul) a fim de ser iniciada pela organização racista e recrutar outros membros.
Chegada à Luisiana, foi submetida pelo KKK a vários rituais, entre os quais rapar o cabelo, e depois conduzida a um campo acessível apenas por barco para prosseguir a iniciação. Contudo, domingo à noite, a mulher tentou deixar o local e travou-se de razões com o chefe do grupo, que lhe deu um tiro com uma pistola. De seguida terá depois tentado “retirar a bala do corpo” da mulher com uma faca, pedindo então ao seu grupo para queimar os pertences pessoais da vítima e lançar o corpo para a berma de uma estrada.
Os factos foram descobertos quando, numa loja, perguntaram como podiam tirar manchas de sangue da roupa, tendo o vendedor, que já os conhecia, telefonado para o gabinete do xerife, que imediatamente se dirigiu ao local da reunião do KKK.
O Ku Klux Klan foi fundado em 1866 por antigos oficiais depois da derrota da Confederação sulista que se opunha à abolição da escravatura. Os seus membros defendiam a supremacia da raça branca e aterrorizavam os negros com linchamentos e outros actos de violência. No seu apogeu, em 1925, o grupo chegou a ter cinco milhões de membros, entre os quais políticos e um juiz do Supremo Tribunal 3.
 
1. Ver http://mulher.sapo.pt/articles/actualidade/solidariedade/744006.html
2. Ver www.tvnet.pt/noticias/detalhes.php?id=36617
3. Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=372610&visual=26&tema=2
publicado por Sobreda às 02:36
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Domingo, 12 de Outubro de 2008

Eugénio Rosa sobre a descriminação salarial das mulheres

Este novo Estudo de Eugénio Rosa demonstra que não só a descriminação salarial da mulher continua a ser muito grande em Portugal, como ainda que essa sobre exploração garante um lucro extra aos patrões superior a 6,1 mil milhões de Euros por ano.

Ler Estudo em PDF

publicado por teresa roque às 09:10
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Domingo, 11 de Maio de 2008

Precariedade da mão-de-obra feminina

O secretário-geral do PCP defendeu ontem que as alterações, “para pior”, ao Código do Trabalho atingem principalmente as mulheres trabalhadoras e confirmam o retrocesso nos direitos das mulheres.
“Sendo uma proposta que visa atingir e atacar todos os trabalhadores, atinge as mulheres em particular, se tivermos em conta os níveis de desemprego e precariedade, os sectores mais vulneráveis onde existem uma elevada feminização da mão-de-obra e os salários mais baixos”, apontou Jerónimo de Sousa durante o seu discurso no Encontro do PCP sobre direitos das mulheres que decorreu ontem em Lisboa.
Para o líder comunista, “é uma proposta perversa em relação ao espírito e letra da Constituição da República” que traz “mãos livres para despedir com ou sem justa causa”, horários feitos ao gosto do patronato e o fim da contratação colectiva, para além de um retrocesso nos direitos das mulheres.
É por isso preciso lutar contras as políticas de direita deste Governo, responsáveis pelo “retorno a dinâmicas de perpetuação do tradicional ciclo de discriminação em função do sexo, que pesam sobre a situação da mulher no trabalho e que se repercutem negativamente na sua situação na família e na sua situação social e politica”.
“O retrocesso nos direitos das mulheres incorpora uma profunda limitação aos direitos individuais das mulheres e aos direitos colectivos, como se espelha na tentativa de proibição da sindicalização e do exercício da actividade sindical”, acusou.
Jerónimo de Sousa fez ainda questão de garantir que da parte do PCP “a luta pela melhoria da qualidade de vida das mulheres e pela promoção da igualdade de direitos” será contínua.
 
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9daa83a855b3b2c8bc4b6f.html
publicado por teresa roque às 10:28
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Quinta-feira, 8 de Março de 2007

Um Dia de adiamentos

Como surgiu o Dia Internacional da Mulher ?

O dia 8 de Março vem sendo comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher desde 1975. Neste dia, no ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica em Nova Iorque entraram em greve ocupando o edifício, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, um incêndio deflagrou, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar a data de 8 de Março como “Dia Internacional da Mulher”.

Para o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACDH), a violência contra as mulheres e as raparigas é considerada como um “dos problemas mais sérios e importantes” da actualidade. Contudo, apenas 5% dos julgamentos celebrados no mundo por violação sexual acabam com uma sentença para os acusados. Alertando para a necessidade de uma mudança de atitudes, o ACDH destaca que a violência (incluindo a familiar e no emprego) é uma das maiores violações dos direitos humanos e as suas vítimas “têm direito à justiça, a receber indemnizações e a conhecer a verdade sobre as violações” e que “garantir estes direitos é um passo para acabar com a impunidade destes delitos”.

Portugal acaba por não conseguir fugir a esta realidade mundial, pois uma em cada cinco mulheres sofre uma violação ou uma tentativa de violação pelo menos uma vez na vida, tanto às mãos de conhecidos e familiares como de membros de forças de segurança, segundo dados da Amnistia Internacional. Em 2006, segundo a Associação de Apoio à Vítima (APAV: www.apav.pt), registaram-se em Portugal 22 casos de homicídio ou tentativa de homicídio contra mulheres e mais de 13 mil crimes de violência doméstica. Cerca de 30 por cento das vítimas de homicídio ou tentativa de homicídio residiam no concelho de Cascais, mas também em Sintra, Porto e Vila Nova de Gaia registaram valores na ordem dos 9%.

Por isso mulheres (e homens) lutam pela igualdade de direitos, por um mundo sem injustiças, sem explorados e exploradores. Porque continuam os outros 364 dias do ano a ser permanentemente adiados?

publicado por cdulumiar às 23:35
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