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Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Milhares de famílias já não pagam renda

30 mil famílias portuguesas já deixaram de pagar as prestações dos empréstimos relativos à sua habitação, estudando agora com os bancos o modo de resolver o problema.

As instituições de crédito contactadas foram unânimes em dizer que começam por “privilegiar a negociação com o cliente”, mas mesmo com a descida das taxas de juro, o endividamento excessivo ‘levam-nas’ a fazer mossa nos orçamentos familiares.
Pela primeira vez, a Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (Deco) está a receber pedidos de ajuda em que os salários em atraso são a causa da asfixia financeira. Daí até cerca de 30 mil famílias deixarem de pagar a prestação da casa foi um pequeno passo.
A estimativa baseia-se no cruzamento de dados do Banco de Portugal e do Instituto Nacional de Estatística. Em Fevereiro, havia 1,665 mil milhões de euros de crédito para habitação de cobrança duvidosa (ou seja, que não eram pagos há mais de três meses). Como o montante médio de dívida no crédito à habitação é de 55.134 euros, segundo o INE, chega-se às 30 mil famílias em incumprimento, num total de 1,9 milhões de contratos.
Aplicando o mesmo raciocínio aos números de Fevereiro de 2008, verifica-se que, nessa altura, havia 25 mil famílias com prestações da casa em falta, o que mostra um aumento de 20% num ano. Mesmo com a descida da Euribor desde Outubro do ano passado, o incumprimento não parou de aumentar.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=134423
publicado por Sobreda às 00:06
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Terça-feira, 3 de Março de 2009

Idosos deixam de aviar medicamentos por falta de dinheiro

A falta de dinheiro está a levar cada vez mais portugueses a abdicar de medicamentos receitados pelos médicos. As farmácias entendem o problema e, muitas vezes, cedem os remédios a troco da promessa de pagamento no final do mês

“Destes medicamentos qual deles me faz mais falta?” é uma pergunta que os farmacêuticos ouvem diariamente nas farmácias muito frequentada por idosos. A directora técnica de uma farmácia conta que acaba “por lhes dar os medicamentos” e ironiza que “qualquer dia tem de mudar de ramo” porque não consegue dizer “não” quando um idoso diz que não tem dinheiro para um remédio essencial para a sua saúde.
Para facilitar o acesso aos medicamentos, muitos clientes idosos pagam no final do mês, quando recebem a pensão. “Há pessoas que entram, perguntam o preço, hesitam e acabam por não comprar. Muitas vezes, são medicamentos com preços de dois e três euros”. “O que vale é que a farmácia me deixa pagar aos bocadinhos”, diz uma idosa, que, todos os meses, faz contas de cabeça para pagar a conta na farmácia. Os 200 euros da reforma mal chegam para as despesas do dia-a-dia.
Há por isso muitos idosos que estão semanas sem tomar medicamentos, à espera que chegue o dinheiro da reforma ou então aviam apenas parte da receita. “Nós colocamos os medicamentos receitados pelo médico em cima do balcão e eles escolhem os que querem levar”, diz uma técnica de farmácia. “São pessoas muito honestas”, frisou, revelando que os idosos pagam sempre as suas contas. “O pior é os mais novos, que muitas vezes se queimam por uma ninharia”.
Os “calotes” têm aumentado com a crise. “Estou há 13 anos nesta farmácia. Nos últimos dois anos tive mais pessoas a não pagar as contas do que nos restantes onze", assegura, acrescentando que também “trabalha muito com pagamentos no final do mês” 1.
O Movimento de Utentes da Saúde 2 alerta que o corte nas despesas com a saúde é uma “realidade triste”, principalmente quando são os idosos os mais afectados. “Os idosos com pensões mais baixas vivem com muitas dificuldades. Muitas vezes adquirem o medicamento, olham para a conta e deixam ficar parte desses remédios na farmácia”, afirmou o seu porta-voz do movimento.
É uma situação “preocupante” especialmente porque são “idosos cujas defesas em termos de saúde estão em níveis muito baixos e ficam piores porque deixam de fazer a medicação necessária”.
 
1. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=127703
2. Ver www.mus-portugal.org/index2.html
publicado por Sobreda às 00:22
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Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

Dar música com solução ‘economicista’

Numa conferência que teve lugar em Azeitão, na passada 4ª fª, um ex-Ministro da Economia, dizendo que está a assistir à maior crise económica de sempre, fez questão de deixar um alerta aos empresários deste país: “Este é um tempo de sofrimento, mas a regra de ouro é sobreviver. Quem sobreviver, no final disto tudo, estará muito melhor”.

Começou por esclarecer que “até não me importo de receber algum em Certificados de Aforro, ou que me cortem uma parte do vencimento. Eu não posso é aceitar que a crise seja um pretexto para agravar a vida seja a quem quer que seja”.
O economista, não deixando de referir que a crise é “particularmente dura”, insurgiu-se contra a proposta apresentada pelo secretário-geral do PCP, que apontou os aumentos salariais como uma saída para a recessão em Portugal, estimulando não apenas o consumo e a economia, como o poder de compra dos portugueses.
Qual foi então a solução ‘economicista’ preconizada?
Não arriscando apontar o fim da crise, sublinhou que não tem dúvidas que quem resistir vai colher dividendos. “As empresas não dão lucros suficientes para remunerarem os accionistas aos preços a que estão capitalizadas em Bolsa”.
Passará, portanto, a solução por equilibrar os lucros dos accionistas?
Entre as previsões, o economista admite que no final da recessão, os banqueiros passem a “andar atrás” dos clientes para venderem crédito. “As taxas já estão a cair e com os spreads também vão baixar”.
Será então que é a venda de mais crédito que vai aliviar as dívidas dos já tão penhorados trabalhadores?
O economista apenas compara a actual crise a uma espécie de “purga que elimina um conjunto de erros e desconformidades” (do sistema capitalista, claro!), admitindo que ficam criadas condições que favorecem “salários mais baixos e produtividades mais altas”.
Trata-se, afinal, de repercutir a ‘voz do dono’ ou de música velha em rabeca desafinada.
 
Ver http://dn.sapo.pt/2009/02/12/economia/quem_sobreviver_a_crise_estara_muito.html
publicado por Sobreda às 02:04
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Procurar no lixo o pão para a boca

Restos dos supermercados que diariamente são colocados nos contentores de rua constituem a fonte de alimentação de várias famílias que, embora tendo um lar, enfrentam sérias dificuldades económicas.

Numa noite de Inverno, onde não falta a chuva, cerca das 19 horas, numa rua do centro de Lisboa, abre-se uma porta das traseiras do supermercado de uma cadeia bem conhecida. Em poucos minutos, uma empregada coloca uma dezena de contentores de lixo no passeio.
Escassos metros ao lado, uma senhora búlgara faz de conta que olha para a montra de uma sapataria. A porta das traseiras do supermercado fecha-se e, sem demoras, aproxima-se dos contentores, abre a tampa e desata a mexer no que está lá dentro. Tem fome. Não sabe falar português. Diz-nos apenas, os dedos todos na mão aberta: “Cinco filhos, cinco filhos”. Também têm fome. Num ápice, surgem dois senhores de sacos na mão, um idoso e outro de meia idade. Debruçam-se sobre o interior dos contentores, os braços agitados a revolver o lixo.
Que lixo? Os restos do dia, as sobras daquilo que ninguém comprou. E muita comida com o prazo de validade esgotado: frangos ou coelhos inteiros, peixe ou hortaliças. Pão, croissants e outros bolos, então, - ui! - são às dezenas. Ainda embalados nos sacos, com o respectivo preço, código de barras e data de validade a expirar no próprio dia.
Com os olhos sempre postos no contentor, não parecem querer grande conversa. Desconfiam. E mexem e remexem em embalagens, sacos plásticos, caixas de esferovite. A senhora búlgara, convencida de que o jornalista está ali para o mesmo, toma a iniciativa de estender o braço para lhe dar um saco de croissants.
Como na casa de um idoso, que diz receber 350 euros de reforma, não tendo orçamento para o mês inteiro. É isso que o faz vir aqui mexer em restos de fiambre, separar as fatias que se lhe deparem decentes de outras mais impróprias.
Não passam mais de quatro minutos até chegar uma senhora com os seus 70 anos e aspecto cuidado. Assusta-se com a presença de uma máquina fotográfica, mas aceita falar sob anonimato. É uma história como tantas outras: trabalhou durante décadas como empregada doméstica, nunca descontou, foi despedida e agora vive sem reforma.
“Há muita gente que vem aqui, mas diz que é para levar comida para os animais”, observa, antes de criticar aqueles “que vêm aqui mexer e deixam tudo espalhado no chão”. Diz-nos que o mais habitual é aproveitar para levar pão e massa. “Eu acho que não estou a roubar nada a ninguém”.
O fenómeno não é novo, nem tão pouco circunscrito a este estabelecimento em particular. É algo que acontece em todo o país, onde quer que a fome aperte. E há fome em muitos lados.
É esta a dura e crua realidade diária de muita gente: procurar a comida no lixo que os supermercados deixam na rua. Não são pessoas sem abrigo. É gente perfeitamente integrada na sociedade, mas que vive ‘à rasca’, com parcas reformas ou no desemprego.
 
Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1135834
publicado por Sobreda às 01:48
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Sábado, 17 de Janeiro de 2009

Quem tem mentido aos portugueses?

O secretário-geral do PCP acusou hoje o primeiro-ministro de ter "mentido" ao povo português, servindo não a maioria que o elegeu mas os interesses dos que hoje "dramatizam uma situação de caos para o país sem Sócrates".

Jerónimo de Sousa recordou que o Governo socialista "anda há quatro anos a apregoar o sucesso económico e a modernidade da sociedade, mas termina a legislatura sem cumprir nenhum dos grandes objectivos económicos e sociais que anunciou ao país".
Afirmando que o PS conseguiu a maioria absoluta porque prometeu desenvolvimento económico, baixa de impostos, criação de 150.000 novos postos de trabalho, reformas superiores a 300 euros, o líder comunista disse que essas foram "bandeiras" que "enganaram tanta gente".
"Aqui chegados, há razão para dizer que José Sócrates mentiu ao povo português. Não cumpriu porque se pôs do lado, não da maioria que lhe deu os votos, mas do grande capital. A esses sim, serviu os interesses", afirmou.
São estes interesses que, segundo Jerónimo de Sousa, hoje "estão preocupados com o destino do Governo do PS e de José Sócrates" e "dramatizam uma situação de caos para o país sem Sócrates", desenvolvendo uma "campanha que anuncia um país ingovernável sem Sócrates".
Acusando o PS de protagonizar "a mais cínica forma de acção política" ao "dar-se ares de esquerda", Jerónimo de Sousa considerou "hipocrisia" vir garantir-se aos portugueses que "vão passar a viver melhor, com mais rendimentos em 2009, apesar da crise e da recessão económica".
"É espantoso. É, no mínimo, preciso ter lata, que, num quadro de crise, venha um ministro dizer que o ano até nem vai ser mau para os rendimentos das famílias. É quase como dizer então viva a crise", afirmou.
O secretário-geral do PCP afirmou ainda que o PS apenas espera que passe o período eleitoral para "retomar o mesmo caminho de destruição" do Serviço Nacional de Saúde, só travado graças à "luta ampla e vigorosa das populações".

Notícias Sapo.pt Lusa 17/1/2009

publicado por cdulumiar às 20:34
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Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

Uma crise sem precedentes

O alerta vem dos presidentes da Cáritas portuguesa e do Banco Alimentar: estamos perante “uma crise sem precedentes” e “ pior ainda pode estar para vir durante 2009”.

E a dureza das palavras apenas vem apoiar a crueza dos factos. Os pedidos de auxílio das famílias à AMI subiram 20 % em 2008 e as previsões para 2009. Pelo que não são boas as notícias para o Ano Novo. A pobreza tem novos rostos e novos contornos: classe média endividada e sem futuro 1.
Há mais gente a pedir apoio, desde aqueles que eram já carenciados e estão agora pior até àqueles pertencentes à classe média mas tão sobreendividados que não são já capazes de pagar as contas ao final do mês.
O panorama negro traçado pela Cáritas é reforçado pela Assistência Médica Internacional, que enfrentou este ano um aumento de 20% dos pedidos de auxílio.
Também o Banco Alimentar dá conta de um aumento das pessoas necessitadas a quem acode, com 245 mil a pedirem apoio em 2008, mais 25 mil que em 2007. E todos sentem que “2009 vai ser um ano ainda pior” 2.
Pudera, com um minoria de ricos cada vez mais ricos e a maioria dos pobres cada vez mais pobres.
 
1. Ver http://dn.sapo.pt/2008/12/26/sociedade/caritas_acode_a_crise_precedentes.html e http://dn.sapo.pt/2008/12/26/sociedade/pedidos_auxilio_familias_a_subiram__.html
2. Ver http://dn.sapo.pt/2008/12/26/editorial/e_preciso_intervir_contra_a_indiscip.html
publicado por Sobreda às 01:38
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Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Café e pastéis de nata contra a crise no comércio

Durante uma semana, 2.500 compradores de prendas de Natal na Baixa lisboeta beneficiaram da oferta de um pequeno lanche, um ‘mimo’ que partiu da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, a que se somam outras iniciativas individuais, mas que os comerciantes consideram inútil se a zona continuar a ser ‘maltratada’.

Ao fazer compras, em alguns casos com um valor mínimo exigido, os compradores recebiam uma senha, que podia ser usada em pastelarias locais, para receberem um café e um pastel.
“Já falámos com as pessoas e toda a gente achou uma simpatia. Falta agora recolher as senhas consumidas e saber quantas pessoas foram efectivamente às pastelarias, mas as pessoas estão bastante satisfeitas”.
São pequenas atenções como esta que, a par do profissionalismo, do atendimento pessoal e do conhecimento do produto, diferenciam o comércio tradicional dos centros comerciais, que procuram oferecer ‘tectos’, estacionamento e espaços de entretenimento, como salas de cinema, mas não simpatia personalizada.
A “loja que disser que não está com dificuldades, está a mentir, porque isto afecta todas as classes”, afirma. “A crise é enorme, não haja ilusões”, concorda o gerente de uma loja centenária loja. E, “se criarem dificuldades para se chegar aqui, não vale a pena ter as ideias mais fantásticas. O preço do estacionamento é um escândalo, se tiver um buraco à porta a CML não o tapa em 24 horas e até já estivemos três meses com os candeeiros intermitentes”.
“Todos gostaríamos de dar melhores condições aos clientes, mas isso não está nas nossas mãos”. Um café e um pastel de nata foram apenas uma forma original de “cativar pelo pormenor”. Falta agora a CML passar de intenções, planos e mais projectos para a execução de obra visível na cidade.
 
Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1061955
publicado por Sobreda às 02:06
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Domingo, 21 de Dezembro de 2008

Reformados vão perder poder de compra

Este Estudo de Eugénio Rosa alerta-nos para que a pensão média em Portugal é de apenas 404,61 Euros, sendo que o Governo só a pretende aumentar em 11 Euros. E que 83,5% dos reformados da Segurança Social recebem actualmente pensões inferiores ao SMN.

Em 4 anos de governo de Sócrates não se verificou uma melhoria sensível na situação dos reformados em Portugal, e as perspectivas futuras não são animadoras.

 

Ler Estudo em PDF

publicado por teresa roque às 12:09
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Ano novo, preços novos

Segundo o INE, os preços caíram 0,6% em Novembro face ao mês anterior, com a taxa de inflação homóloga a desacelerar 9 décimos, para 1,4%.

A electricidade e as rendas vão aumentar mais do que a inflação prevista para 2009, ou seja, acima de 2,5%. Este será o valor máximo de referência para os aumentos nos transportes públicos e abaixo do qual vai ficar a subida dos preços das portagens das auto-estradas (2,3%). Na prática, apesar de os preços ao consumidor estarem a descer, há sectores onde isso não se reflecte nos preços realmente pagos.
O aumento das rendas, das portagens, dos transportes e da electricidade, apesar de serem preços administrativos e não dependerem só do mercado, mas também de fórmulas de cálculo específicas, registam as maiores subidas: as rendas de casa vão subir 2,8% na maior parte do País e 4,2 nos contratos mais antigos de Lisboa e Porto. A electricidade sobe 4,3%.
Neste caso, o aumento reflecte a subida dos preços dos combustíveis fósseis (petróleo e carvão), a contribuição para as energias renováveis e para a co-geração, custos que são repercutidos na factura mensal. Por outro lado, o preço a que é vendida a electricidade não reflectiu inteiramente os seus custos, o que gerou um défice tarifário de 1,27 mil milhões de euros, que serão pagos em 15 anos, por decisão do Governo.
Noutros sectores, em que os preços são ditados pelo mercado, prevê-se que os valores se mantenham, dada a crise financeira e o abrandamento do consumo. Entretanto, os sucessivos alertas do Governo para os ‘tempos difíceis’ que se avizinham começaram já a ter reflexos no consumo, com a taxa de inflação registada em Novembro a apresentar o nível mais baixo de sempre 1.
Apenas os combustíveis deverão segurar os passes sociais. Com efeito, o Governo deverá decidir “não efectuar qualquer actualização nas tarifas de transporte público em 1 de Janeiro de 2009”.
Qual a explicação? Segundo o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, “a evolução verificada nos preços dos combustíveis nos últimos meses permite agora absorver o efeito desse congelamento como ainda fazer face aos aumentos normais derivados da inflação, justificando desta forma a manutenção do tarifário” 2.
 
1. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=0736FED6-03BE-4A21-8F90-A5EC09B1C124&channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009
2. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=120628
publicado por Sobreda às 00:24
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Quem lucra com o bolo e quem paga as migalhas

Face à dramática situação dos que não conseguem suportar os crescentes custos com os créditos à habitação, o PCP, que tem denunciado este sério e real problema, apresentou uma proposta no sentido de exigir a baixa das taxas de juro e de limitar o ‘spread’ (uma parte do lucro dos bancos) a 0,5%, nos contratos da CGD, garantindo, por um lado, uma redução nas prestações na ordem das dezenas de euros e, por outro, um inevitável efeito de arrastamento nos restantes bancos.

Qual a reacção do Governo e do PS? Apelidam-na de irrealista e rejeitam-na sem apelo nem agravo. Como resposta, o Governo lançou mão de um Fundo Financeiro para intervir na área da habitação. A coisa carece de ser ainda melhor compreendida, mas as pinceladas que vão sendo conhecidas desvendam já um monumental embuste.
Deixando apenas o registo de que foi este tipo de moscambilhas que deu um buraco enorme nos EUA e que foi a mola impulsionadora da actual crise do capitalismo, dá-se por boa a informação de que as famílias em dificuldades poderiam vender a sua casas a este Fundo, ficando a pagar um renda pelas mesmas, até conseguirem comprá-las de novo.
Não se conhecendo ainda em que condições é que isto se processa, nem o que acontece no caso deste fundo falir (como aconteceu aos dos EUA) a coisa é apresentada como ideal para dar um fôlego momentâneo às famílias.
Mas são só as famílias que podem vender as casas ao Fundo? Não. A banca, as seguradoras, os grandes empreiteiros e os diversos agentes imobiliários também podem vender os milhares de casas que têm paradas. Ainda por cima com um conjunto de isenções e benefícios fiscais para estas transacções, que foram os primeiros a ser anunciados.
Ou seja, o Fundo, disfarçado de obra de caridade para os mais desfavorecidos, é, na verdade, um poço sem fundo para os especuladores se livrarem de monos que não conseguem vender, nem nos leilões a preços de saldo. Para estes, é tudo lucro garantindo entradas de liquidez, com a venda de 400 mil casas nestas condições, muitas dos quais já resultaram de hipotecas de famílias que não conseguiram pagar as prestações.
Na prática, estamos aqui perante um enorme bolo que, uma vez mais, é para ser comido pelos ‘trutas’ do costume. E como o bolo é grande, vai deixar cair umas migalhas para serem apanhadas por quem realmente precisa. Mas estes, ainda assim, vão ter que pagar pelas suas próprias migalhas.
publicado por Sobreda às 00:50
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Domingo, 26 de Outubro de 2008

Situações de pobreza afectam cada vez mais a classe média

Para um número crescente de pessoas, ter um emprego já não é suficiente para fazer face às despesas. Aumento dos alimentos e dos juros agravaram uma situação que tende a piorar.

Nos primeiros nove meses deste ano, o número de pedidos de ajuda que chegaram aos vários centros sociais da AMI aumentou 20% em relação a igual período de 2007. “O nível da procura tem aumentado. Mas o que mais preocupa é que há já uma grande percentagem de pessoas que até trabalham mas que não conseguem esticar o orçamento até ao fim do mês e que vêm pedir sobretudo alimentos”, descreve o presidente da AMI em Portugal.
Estas dificuldades acrescidas estão já a ser vividas pelas famílias de classe média/média baixa. Dantes, até ajudavam com donativos. Agora são muitas vezes elas que pedem ajuda.
O presidente da AMI refere vários números que mostram como os orçamentos familiares parecem estar a ficar cada vez mais curtos para fazer face às necessidades básicas, perante o aumento dos juros dos empréstimos e a subida dos alimentos. “87% das pessoas que nos solicitam invocam dificuldades financeiras, mas só 40% estão desempregadas. Ou seja, a maioria até está a trabalhar, mas têm empregos precários, com baixas remunerações e que são insuficientes para fazer face às solicitações”.
Mais: há “13% dos sem-abrigo que vivem na rua e em vãos de escada, mas que estão empregados”. E nesta comunidade há mais sinais de que a situação pode estar a agravar-se, pelo menos junto de pessoas que fugiam habitualmente a este drama. “Antigamente, os sem-abrigo eram esmagadoramente homens. Agora, as mulheres já são uma parte significativa”.
“Há um aumento das solicitações, nomeadamente por parte dos que seriam de classe média, e que pedem, sobretudo, alimentos e roupa. Os idosos também estão a aumentar imenso e já há jovens a procurar ajuda. Por estarem desempregados ou por terem insuficiência de rendimentos”.
Ao Banco Alimentar contra a Fome, que distribui comida a 240 mil pessoas através de 1.600 instituições, os ecos que chegam são os mesmos. “O que nos tem sido dito pelas instituições é que há um número crescente de pessoas a pedir apoio, por várias razões”, diz a presidente da organização. “Há uma pobreza mais estrutural, vivida pelos idosos, desempregados de longa duração e famílias com menos qualificações. E há os outros pobres mais conjunturais, cujos problemas decorrem do sobre-endividamento”.
A situação não tem melhorado, nem para uns nem para outros. No caso dos idosos, foi o aumento dos alimentos - que, a par dos medicamentos, consomem a maior fatia das baixas pensões - que veio complicar as contas. E a situação tende a piorar: “Não tenho a mínima dúvida de que as dificuldades ainda não atingiram o seu apogeu e que a classe média/média baixa vai ser particularmente afectada”.
 
Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20081023%26page%3D8%26c%3DA
Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Famílias com menos dinheiro

As previsões apontam para famílias com menos dinheiro no final do mês, empresas com projectos de investimento em suspenso e contas públicas mais apertadas em Portugal.
Do lado das famílias, as grandes responsáveis pelo consumo privado (que vale dois terços da economia), a situação será de aperto, com a inflação ainda pressionada em alta pelo petróleo e alimentos, as famílias portuguesas estão entre as mais endividadas da zona euro. “As famílias mais endividadas vão sentir um impacto, isso é incontornável”.
Portugal é também o país da zona euro com maior aperto das condições de crédito, uma tendência transversal às economias ditada pelo sucessivos máximos da Euribor, mas que afecta com especial gravidade os segmentos nacionais de crédito à habitação e às empresas. Dados do BCE relativos à taxa de juro média antes de encargos e comissões (a taxa nominal média cobrada pelos bancos que inclui a margem ou lucro dos bancos em sede de taxa de juro) mostram que o custo do crédito à habitação em Portugal foi o que teve o maior aumento desde o início da crise financeira, há mais de um ano.
Por isso os consumidores gastam menos.
  
Ver http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/financas/pt/desarrollo/1167368.html
publicado por Sobreda às 00:04
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Sábado, 20 de Setembro de 2008

Até os saldos de Verão foram os piores dos últimos 10 anos

A campanha de saldos de Verão, que terminou a 15 de Setembro, foi “a pior em vendas dos últimos 10 anos”, revelou a presidente da Associação Comercial Moda do Distrito de Lisboa.
As vendas nos dois meses de “saldos de Verão foram muito fracas”, o que reflecte uma “incapacidade financeira dos empresários, muitos impossibilitados de adquirirem novas colecções por falta de dinheiro”.
Diz que não conseguiu quantificar “o valor real em perdas” até porque a “campanha só terminou na 2ª fª”, mas após conversar com muitos dos cerca de 1.500 associados “os resultados são muito negativos” e “o volume de vendas no comércio a retalho tem vindo a cair desde 1999”, mas “a decrescer mais drasticamente desde 2005”, explicou aquela responsável 1.
A crise sentida no sector do comércio tradicional também foi mais acentuada com o “excesso de grandes superfícies e centros comerciais”, até porque Portugal é “o país com maior número deste tipo de estabelecimentos por habitante”, afirmou.
“O fraco crescimento económico, o endividamento das famílias portuguesas e o desemprego” são algumas das causas que a presidente da associação encontra para justificar o “fraco desempenho nas vendas deste ano”, rematou 2.
 
1. Ver www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=992688&div_id=1730
2. Ver http://dn.sapo.pt/2008/09/19/dnbolsa/piores_saldos_verao_ultimos_anos.html
publicado por Sobreda às 01:56
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Ricos carros para pessoas ricas

O mercado nacional vai receber, entre este ano e o próximo, verdadeiras ‘bombas’ de quarto rodas, a preços proibitivos para a maioria dos portugueses. É que a crise não afecta o segmento dos topo de gama da mesma maneira que os carros mais baratos. Os clientes procuram sobretudo modelos em que a exclusividade é a imagem de marca.
O segmento dos carros de luxo desconhece o que isso é. No mercado nacional, os carros de luxo mais procurados são os Jaguar e os Porsche. Mas existem verdadeiras jóias a circularem nas estradas.
Neste momento, estão em produção, para virem para Portugal, sete Mercedes McLaren, cada um custando a módica quantia de 580 mil euros. As reservas foram feitas este ano. A marca alemã recebeu ainda seis encomendas para o mesmo modelo, mas na versão coupé, cada um com um preço de qualquer coisa como 530 mil euros.
Também a Bentley e a Lamborghini têm firmes cerca de seis encomendas para o mercado nacional. Entretanto, a produção do superdesportivo da Nissan destinada a Portugal “já está toda tomada”, apesar de o veículo só chegar ao mercado em 2009.
Os responsáveis destas marcas são unânimes em considerar que a crise no segmento dos carros de luxo não é idêntica à que se verifica nos segmentos mais baixo, visto tratar-se de “supernichos de mercado muito específicos”.
Afinal, há crise? Qual crise e para quem?
 
Ver http://dn.sapo.pt/2008/09/19/dnbolsa/ricos_carros_para_pessoas_ricas.html
publicado por Sobreda às 01:54
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Domingo, 14 de Setembro de 2008

Preços dos alimentos sobem bem acima da inflação

De acordo com os dados divulgados na 6ª fª pelo INE, os produtos alimentares da mesa portuguesa aumentaram 5,1% entre Agosto do ano passado e o mesmo mês deste ano, enquanto o conjunto dos gastos gerais com a casa, em água, electricidade e gás, subiram 3,6%, bem acima do referencial de inflação média (2,1%), usado pelo Governo para actualizações salariais durante o corrente ano.
Em geral, os preços subiram 3% desde Agosto do ano passado, com a inflação média - a partir do qual se compara o aumento dos salários - a atingir os 2,8%. Se os funcionários públicos estão a perder dinheiro, o mesmo não sucede com muitos empregados no sector privado. É que, de acordo com os últimos dados oficiais, a contratação colectiva indicava aumentos de 3%, abrangendo, em Junho, pouco mais de um milhão de trabalhadores, 20% da força laboral portuguesa.
Também pressionados pela alta do custo das matérias-primas internacionais, os óleos de cozinha aumentaram 16,4% em apenas um ano. O pão ‘fermentou’ 12% e a fileira do leite, queijo e ovos, 10,5%. Os produtos hortícolas aumentaram 5,7% e, por fim, à laia de sobremesa, a fruta esteve em Agosto 6,8% mais cara.
Apesar destes dados inequívocos, “Portugal está, no domínio da inflação, a conseguir aguentar o impacte dos desenvolvimentos internacionais, nomeadamente a alta do preço dos combustíveis e outras matérias-primas”, declarou (satisfeito?) o Ministro das Finanças, à margem de uma reunião dos ministros das Finanças da UE, realizada em França 1.
Recorde-se que os valores desta ‘carestia de vida’ estão ainda amenizados pela luminosidade dos preços das promoções de Verão. Mas para as depauperadas famílias portuguesas, há muito que a luz foi apagada ao fundo do túnel, ou os ideais de Abril metidos no fundo de uma gaveta.
 
Ver http://dn.sapo.pt/2008/09/13/economia/precos_alimentos_sobem_acima_inflaca.html
publicado por Sobreda às 00:10
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Lisboa é a região do País com mais desigualdades

Mais de dois terços (71%) das famílias residem em áreas urbanas.

Uma família portuguesa gasta, em média, 17.607 dos 22.136 euros que ganha por ano.
Depois de pagar a casa, água, luz e electricidade, a alimentação, os transportes ou a saúde resta-lhe 377 euros por mês.
Os portugueses gastam, em média, 997 euros por ano em cultura e lazer.
As despesas feitas em restaurantes ou cafés sobem para 1800 euros anuais.
10,7% da população não tem máquina de lavar roupa e apenas 1% não tem frigorífico.
Mais de metade das casas tem leitor de CD e 44% computador.
Mas, contas feitas, cada agregado familiar tem 12,5 euros para gastar por dia.

 

 

Estes indicadores, referentes aos anos de 2005 e 2006 - quando os rendimentos dos portugueses ainda cresciam a uma média de 2,1% -, resultam do Inquérito às Despesas das Famílias (IDEF) divulgado, na 3ª fª, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em risco de pobreza estão, pelo menos, 16% dos portugueses. É no Norte e na Madeira onde há mais casos, “estimando-se que em cada uma destas regiões cerca de 19% da população tenha um rendimento inferior ao limiar de pobreza”. Mesmo assim, o INE encontrou uma ligeira melhoria em relação a 2000, quando 18% estava nesta situação.
É em Lisboa que as pessoas têm ordenados líquidos mais altos, mas é também na capital que as despesas são maiores. Nesta região é onde há as maiores desigualdades de rendimento – 37% no índice que retrata a disparidade da distribuição, quando a média nacional é de 34%. Refere o INE que de 1999 para 2005 a riqueza do País ficou melhor distribuída, tendo agora este índice diminuído um ponto percentual.
A habitação é responsável pela maior fatia dos pagamentos feitos pelas famílias (26,6%). Os filhos fazem subir para 50% a despesa, mas a maioria dos agregados (58%) não inclui crianças ou jovens 1.
Ainda segundo dados do relatório do IDEF, os habitantes da região de Lisboa são os portugueses que, em média, usufruem de um rendimento anual mais elevado. Mas a capital e seus arredores são o espaço geográfico do País onde se registam maiores desigualdades.
Em Lisboa a desigualdade de rendimentos ascendia aos 37%, sendo mesmo a única região do País que ultrapassava a média ponderada. Apesar de ser a zona geográfica com menos recursos, o Alentejo era o sítio onde as desigualdades eram mais baixas, atingindo apenas 29%.
E embora os lisboetas e seus vizinhos tenham auferido, em 2006, mais 9.000 euros que os alentejanos - com um diferencial que vai dos 27.463 para os 18.276 euros -, os habitantes da região da capital só gastam, em média, mais cerca de 6.600 euros por ano do que os que moram nas grandes planícies, ou seja, 20.715 euros contra 14.067.
Por outro lado, os portugueses gastam cada vez mais em habitação e menos em vestuário e calçado. Quando comparados com o inquérito realizado em 2000, os dados agora avançados demonstram que a despesa com habitação levava cerca de 20% do rendimento enquanto que, seis anos mais tarde, sorvia 27%. Já a roupa e os sapatos passaram de 7% na despesa total para apenas 4% nos cinco anos que intervalam os dois inquéritos. Nos últimos anos, a habitação terá mesmo ultrapassado a alimentação no peso percentual das despesas familiares 2.
 
1. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=36D05827-B318-4503-8B9D-0B240D732AD9&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010
2. Ver http://dn.sapo.pt/2008/08/13/economia/lisboa_regiao_pais_mais_desigualdade.html
publicado por Sobreda às 00:42
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

Medicamentos a duas velocidades

Vai haver alteração no preço de venda ao público (PVP) dos genéricos, com os medicamentos a serem vendidos com dois preços.
O diploma que o Governo enviou às farmácias e à indústria farmacêutica, para descer o preço dos genéricos em 30%, estipula que os novos preços terão de ser enviados para o regulador do medicamento, o Infarmed, até ao final desta semana. Depois, o Infarmed terá de conferir as contas e publicar até ao final do mês, em Diário da República, os novos preços de venda, que serão então marcados nas embalagens.
Mas atenção. Não são as farmácias que têm de fazer cumprir o abaixamento do PVP dos medicamentos genéricos. O que vem exposto em Portaria, proposta pelos Ministérios da Economia e da Inovação e da Saúde, no seu Artigo 2º, é o seguinte:
“1-... as empresas titulares de autorização de introdução no mercado dos medicamentos genéricos abrangidos ou os seus representantes legais apresentam a DGAE e ao INFARMED, até 15 de Agosto de 2008, as listagens dos preços que pretendem praticar, de acordo com as regras estabelecidas no Artigo 1º.
2- Os preços comunicados à DGAE e ao INFARMED nos termos do número anterior entram em vigor até dia 1 de Setembro de 2008”.
Deste modo, as farmácias terão de aplicar um novo preço 30% inferior aos medicamentos genéricos já a partir de 1 de Setembro, o que poderá gerar uma situação em que existam genéricos no mercado vendidos a um preço diferente do inscrito na embalagem!!
 
Ler http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/economia/pt/desarrollo/1154909.html
publicado por Sobreda às 00:18
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

A inflação mais elevada dos últimos 16 meses

Apesar do período de saldos, a inflação no primeiro mês do ano não abrandou. Com efeito, a taxa de inflação média apurada em Janeiro situou-se nos 2,5%, bem acima das estimativas do Governo para este ano, que apontavam para uma subida média dos preços de ‘apenas’ 2,1%, e ao qual foi indexado o aumento dos salários.
O relatório de Janeiro, do Índice de Preços no Consumidor (IPC) do INE, conclui ainda que, no primeiro mês de 2008, a inflação homóloga atingiu o valor mais elevado dos últimos 16 meses - 2,9% - mais duas décimas de ponto percentual do que o registado em Dezembro de 2007 (2,7%).
Os aumentos de preços mais significativos deram-se entre os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis. Nestas categorias, foram mais evidentes as variações mensais dos preços do peixe, que subiu 4,7%, e da electricidade, com um aumento de 5,2%.
Na comparação, entre a taxa de variação homóloga do IPC de Janeiro de 2008, com o último trimestre de 2007, há, igualmente, acelerações nos preços na habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis, assim como nos hotéis e restaurantes.
 
Ver http://jn.sapo.pt/2008/02/16/economia_e_trabalho/inflacao_nivel_mais_elevado_ultimos_.html
publicado por Sobreda às 18:37
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Domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Pagar menos impostos

Mais de três em cada quatro portugueses é de opinião que não se deveria pagar impostos sobre os rendimentos do trabalho. Segundo um estudo de opinião, 77,8% dos portugueses acha que pura e simplesmente não se deveria descontar nada sobre o ordenado que se aufere mensalmente. Ou seja, dito por outras palavras, o IRS deveria ser extinto.
E quando perguntados sobre quais as áreas que deveriam pagar mais ou menos impostos, tendo em linha de conta “os valores éticos, morais e culturais da sociedade portuguesa e mantendo o Estado o nível de receitas necessário ao seu correcto funcionamento”, numa escala de 1 a 6, 83,1% os portugueses defendem que se deve pagar menos impostos sobre o trabalho.
Os portugueses, acham igualmente que não se deve pagar impostos sobre o consumo (70,6%), a habitação (70,1%) e sobre o investimento (63,3%). Dinheiro nos cofres do Estado só o que advenha da taxação de ‘vícios’ (álcool, jogo e tabaco), posição defendida por 61,7%. Mais do que isso só o número dos que sustentam o pagamento de impostos pela emissão de ‘poluição’, os quais ascendem a 68,6%.
Reveladora é a ideia que os portugueses têm das áreas em que mais se deve investir. Quando questionados sobre “quais os sectores que devem ser mais apoiados pelo Estado e pela sociedade, de modo a promover o aumento do crescimento económico e do nível de vida dos portugueses durante os anos de 2008/2009”, os inquiridos preferem a “construção de saneamento básico”. Apesar de mais de 90% da população portuguesa ser já abrangida por este bem, quase 70% dos inquiridos ainda acha que esta deve ser uma prioridade.
Seguem-se o ‘abastecimento de água’, com quase 90% de respostas. Mas se a hipótese for ‘obras públicas’ e ‘estradas e auto-estradas’ a convicção da necessidade de investimento quebra drasticamente, já que em qualquer dos casos mais de metade dos inquiridos opta pela resposta negativa.
Por grandes áreas, 89,4% dos portugueses pensam que “para aumentar o crescimento económico do País e o nível de vida dos portugueses” durante os dois próximos anos, o Estado e a sociedade devem investir em ‘saúde e segurança social’ e de maneira nenhuma em ‘indústria, comércio e exportações’ ou ‘turismo e ambiente’ 1.
São portanto errados, no entender dos portugueses, os milhares de milhões de euros actualmente dispendidos em projecto nestes sectores. As razões parecem óbvias: quem paga impostos, ou quem lhes foge, são sempre os mesmos.
 
1. Ver http://dn.sapo.pt/2008/02/10/economia/pagar_menos_impostos_preferencia_nen.html
publicado por Sobreda às 11:43
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

Metro fica mais caro

A substituição dos bilhetes simples, ou de ida de volta, pelos cartões 7 Colinas ou Viva Viagem (títulos de transporte sem contacto) vai obrigar os passageiros do Metropolitano de Lisboa (ML) a desembolsarem mais 0,50 cêntimos. Para os recuperar, os clientes terão de se dirigir a um posto de venda e apresentar o cartão em bom estado e o recibo comprovativo da sua compra.
A partir de 2ª fª, o tradicional bilhete magnético simples de uma e de duas zonas, com um preço de 0,75 euros e de 1,05 euros, respectivamente, bem como o de ida e volta, serão substituídos por títulos carregados no cartão 7 Colinas ou Viva Viagens.
Desta forma, segundo o ML, “para adquirir um bilhete simples ou de ida e volta o cliente terá de adquirir também o cartão 7 Colinas ou Viva Viagem, reutilizável durante o prazo de validade de um ano, com um custo de 0,50 cêntimos”.
Para recuperar o custo do cartão, o cliente terá de se dirigir a um posto de venda, no prazo de cinco dias, entregar o cartão (que tem de estar em bom estado de conservação) - que só será aceite no caso de ter sido carregado apenas com bilhetes simples e de ida e volta comprovado com a apresentação do respectivo recibo.
Entre 11 e 17 de Fevereiro o ML oferece o cartão aos seus clientes, inserindo-se esta substituição na unificação da bilhética na região de Lisboa e permitindo a redução do consumo de papel na ordem das oito toneladas 1.
Curiosamente, a companhia usa a expressão ‘cliente’ - “pessoa pobre que está sob protecção de outra mais poderosa e rica, chamada patrono” - e não ‘utente’ - “pessoa que usa ou tem o direito de usar um bem ou serviço público ou privado”, por exemplo, utilizador dos transportes públicos 2. São estes os critérios ‘comerciais’ de serviço público da empresa.
 
1. Ver CManhã 2008-02-07, p. 24
2. Ver Dicionário da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa. – Edições Verbo, 2001.
publicado por Sobreda às 02:13
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Era uma vez... a inflação

O primeiro-ministro prometera, em Novembro, que os funcionários públicos não perderiam poder de compra este ano. Ontem, admitiu o engano nos cálculos do ano passado, mas mostrou-se confiante de que ‘este ano os objectivos serão alcançados’.
Menos confiantes estão os sindicatos da Função Pública que face aos dados ontem revelados pelo INE vieram, mais uma vez, exigir uma correcção salarial em 2008 para que “trabalhadores e pensionistas não continuem a ser massacrados”. Em causa está o facto de o Governo prever uma inflação de 2,1%, quando organismos internacionais e nacionais apontam para 2,4% e mesmo 2,5%.
Para que serve o engano na previsão da taxa de inflação? No ano passado permitiu ao Estado poupar cerca de 50 milhões de euros em remunerações certas e permanentes dos funcionários públicos.
A diferença entra a taxa de inflação prevista pelo Governo, de 2,1%, e a verificada e ontem anunciada pelo INE, que se fixou nos 2,5%, fez com que os portugueses tenham perdido poder de compra. Uma situação que se arrasta há uma década e que já levou a uma perda de 35 euros mensais para um salário de 500 euros.
Tendo em conta que até Novembro último o Estado gastou 12,59 mil milhões de euros em remunerações para uma execução orçamental de 94%, se tivesse corrigido o aumento salarial dos funcionários públicos nos 0,4% de diferença entre a inflação prevista e a real, o Estado teria gasto mais 50 milhões de euros.
Em Outubro último, na apresentação do Orçamento de Estado para 2008, o Governo reviu em alta a previsão da inflação para 2007, para os 2,3%; porém, não procedeu à actualização dos salários. Os sindicatos fizeram as contas para os últimos dez anos - durante os quais o Governo falhou sempre as previsões da inflação - e concluiu que os trabalhadores nacionais perderam 7,1 pontos percentuais em poder de compra.
Por isso, a diferença entre as estimativas governamentais e a inflação real levaram mais uma vez os sindicatos a destacar o “irrealismo” das previsões do Executivo, considerando que estas têm sido “um elemento de forte perturbação da política económica, mas têm sido sobretudo um elemento de desestabilização da política de rendimentos”, motivos pelos quais apelam a “mais verdade” nas estimativas, para que as negociações salariais não se baseiem em previsões erradas. Ou que não nos voltem a contar a repetida 'estória' de 'era uma vez...'
 
Ver Lusa doc. nº 7895435, 15/01/2008 - 11:30 e www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=273839&idselect=11&idCanal=11&p=0
publicado por Sobreda às 03:14
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Sábado, 12 de Janeiro de 2008

O que dizem as famílias sobre o custo de vida

Sobe o preço do pão, da água, da luz, do gás, da gasolina, dos transportes públicos, das portagens, do tabaco, da cerveja e, até, dos refrigerantes. De repente, parece que tudo o que tem um preço em Portugal vai aumentar neste ano novo. Tudo, menos os salários dos portugueses. Pelo menos, à mesma escala que a subida dos preços dos bens e serviços.
Nas ruas não se fala de outra coisa e os receios entre os consumidores vão aumentando. Não é caso para menos, uma vez que vai ganhando maior força, entre os economistas, a ideia de que as previsões do Governo para a subida de 2,1% dos preços, ou seja da inflação, em 2008, deverá ser demasiado conservadora.
A Comissão Europeia, por exemplo, estima que a inflação portuguesa venha a situar-se nos 2,4%. Um valor que ameaça o poder de compra das famílias. Usando as previsões de 2,4% de Bruxelas para a subida dos preços no consumidor, os economistas concluem que os depósitos a prazo poderão ser o melhor recurso para não deixar que a inflação afecte o seu orçamento.
É que até os 44 fundos que são actualmente vendidos em Portugal, como os de aforro, registam uma rentabilidade média anual insuficiente para proteger as famílias da subida dos preços 1. Mas quem consegue chegar ao fim do mês dispondo ainda de dinheiro para depositar?
Donde o dilema monetário das famílias é grande: sobe, sobe, sobe tudo, menos os salários.
 
1. Ver www.jornaldenegocios.pt/default.asp?CpContentId=308730
publicado por Sobreda às 02:29
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O que dizem os economistas sobre a inflação

A inflação é uma das grandes incógnitas e ameaças ao crescimento das economias e à estabilidade dos mercados financeiros em 2008. Tudo porque a escalada dos preços das matérias-primas, e em particular do petróleo, prenuncia a quase inevitável subida dos preços.
Acresce o facto de que conter as pressões inflacionistas não será tão fácil como no passado recente. Tudo por causa da crise do crédito de alto risco, que ameaça arrastar os Estados Unidos para uma recessão económica. Um cenário até agora contido pela intervenção dos bancos centrais.
A Reserva Federal norte-americana já cortou a taxa de juro central em um ponto percentual, só desde Agosto, enquanto o Banco Central Europeu tem mantido os juros da Zona Euro inalterados. No entanto, o seu presidente já avisou que não irá tolerar que a inflação ultrapasse, este ano, os 2,5%.
O dilema das autoridades monetárias é grande: baixar os juros para estimular as economias ou subir os juros para travar as pressões inflacionistas.
 
Ver www.jornaldenegocios.pt/default.asp?CpContentId=308730
publicado por Sobreda às 02:27
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

Previsões do Governo saem furadas

O Banco de Portugal (BP) acabou de publicar na 3ª fª o seu Boletim Económico de Inverno.
Para o BP, as exportações devem voltar a desacelerar e as importações vão abrandar. Prevê também que o crescimento da economia portuguesa se situe nos 2%, valor que contraria as previsões optimistas do Governo, que estimava um crescimento de 2,2%. Até o FMI prevê para Portugal que o crescimento não ultrapasse sequer os 1,8%.
O pior para as famílias portuguesas é que o BP vem confirmar que antevê que a inflação atinja os 2,4%, superando os 2,1% do Governo. Ou seja, o BP está bem mais pessimista sobre a evolução dos preços e do custo de vida em Portugal que o executivo socialista.
Nada que os trabalhadores não o tenham já há muito detectado, com a catadupa de novos aumentos no início deste ano. Donde, com o aumento salarial dos funcionários públicos a cifrar-se nuns escassos 2,1%, e confirmando-se a previsão do banco (já sem argumentar com os 1,8% do FMI), estes trabalhadores voltarão a sair penalizados e a perder poder de compra de novo este ano.
Por outras palavras, Ano Novo, políticas velhas.
 
Ver Global notícias 2008-01-09, p. 3
publicado por Sobreda às 02:45
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Terça-feira, 1 de Janeiro de 2008

Prendas de Ano Novo

É inevitável a perda de poder de compra. Apesar das animadoras (?) estimativas governamentais, poucas dúvidas existem de que o clima de “sufoco” venha a manter-se neste novo ano. Sobem os preços nos combustíveis, nos transportes, na electricidade e nos produtos de primeira necessidade. Um aumento generalizado no custo de vida que os aumentos salariais não vão inverter. São os altos e baixos, pela negativa, esperados para 2008.
O aumento nas tarifas dos transportes públicos já foi anunciado pelo Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. A partir de Janeiro, sobem 3,9%. Dizem que é o reflexo da subida no preço dos combustíveis, mas o Governo sempre vai adiantando que não descarta a hipótese de ocorrer um aumento intercalar nas tarifas durante o ano 1.
Também os preços do pão tiveram aumentos acentuados nos últimos anos sendo, depois dos combustíveis e do leite, o produto com maior inflação. Após os 6,4% contabilizados no final de Novembro, a carcaça já sofreu em Dezembro novas actualizações em algumas zonas do País, e a escalada de preços vai continuar em 2008, por força do agravamento dos custos de produção 2.
O preço da água vai subir entre 2 e 7%, consoante as regiões. O preço do gás natural para clientes domésticos e pequenas e médias indústrias vai sofrer aumentos que vão oscilar entre 1,2% e 5,96%. Menos consensual foi o aumento na Função Pública: depois de muitos protestos, o Governo acabou mesmo por levar a sua avante e fixar a tabela dos ordenados dos funcionários do Estado em 2,1% 3.
Enquanto isso, os departamentos de ‘research’ dos bancos portugueses, apostam numa taxa de inflação entre os 2,4 e os 2,5%. E todos sabemos que “nos últimos sete anos, o Governo falhou o seu objectivo para a variação de preços e sempre por defeito” 4. Em comparação, “os cinco maiores bancos a operar em Portugal obtiveram nos primeiros nove meses deste ano, lucros na ordem dos 2.204, 8 milhões de euros, mais 13% do que em igual período do ano passado” 5.
Também o ex-Presidente da República Mário Soares escreveu um artigo publicado esta 2ª fª num diário espanhol onde afirma que, se o ano de 2007 “não deixa saudades”, o de 2008 “não parece ter um bom auspício” 6.
Aumentos nos impostos ‘só’ no sapatinho dos contribuintes e seus agregados familiares. Ano Novo e custo de vida velho são as prendas retardadas de Natal deste Governo.
 
3. Ver Mundo à sexta 2007-12-28, p. 31
6. Ver
www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=898160&div_id=291
publicado por Sobreda às 09:30
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

Lisboetas também pagam crise

Depois da batalha pela aprovação do empréstimo previsto no Plano de Saneamento, que acabou por passar para os 400 milhões de euros, o presidente da CML avançou agora com as prioridades para o próximo ano.
No orçamento para 2008, a receita desce, mas nem por isso os lisboetas vão pagar menos impostos. Comparando as previsões do orçamento de 2007 e 2008 - a receita de IMI (ex-contribuição autárquica), IMT (ex-sisa), Imposto de circulação e derrama - a receita sobe mais de 10%.
E, entre os impostos directos que os lisboetas vão pagar em 2008, o IMI é aquele cuja receita mais cresce: 24%. Em matéria de contenção da despesa, as empresas municipais sofrem um corte de 50% nas transferências e os trabalhadores da autarquia sofrem um corte de 5%. 1
Há momentos, o orçamento para 2008 da CML acabou de ser aprovado em reunião extraordinária do executivo municipal, com os votos contra do PCP e do Movimento Cidadãos por Lisboa, as abstenções de PSD e do Movimento Lisboa com Carmona, e os votos favoráveis de PS e BE 2. O debate sobre as Grandes Opções do Plano e o Orçamento seguem hoje para a Assembleia Municipal.
Porém, feitas as contas, os lisboetas vão pagar a factura da crise: mais 10% de impostos em 2008.
 
1. Ver www.semanarioeconomico.com/pol.economica/pol.economica_index.html
2. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1314115&idCanal=59
publicado por Sobreda às 00:54
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Portugueses perdem poder de compra

O poder de compra do português médio registou uma quebra no ano passado, tendo descido para os 75% da média europeia, segundo os dados divulgados ontem pelo Gabinete Europeu de Estatística (Eurostat).
Portugal encontra-se já abaixo da Eslovénia e da República Checa em termos de poder de compra. No mesmo período de tempo os gregos viram as suas possibilidades de compra aumentar de 97 para 98% da média europeia, valores semelhantes aos dos espanhóis, que passaram de 103 para 105% da média europeia 1.
Portugal aparece em 19º lugar e dos 15 Estados-membros da antiga UE, só Portugal e a Grécia não atingem a média. Os números ainda mostram que até os quatro novos países da UE - Malta, República Checa, Eslovénia e Chipre - já ultrapassaram Portugal.
O Luxemburgo é o Estado-membro onde os cidadãos têm mais poder de compra, quase duas vezes mais do que a média da UE. A Espanha continua também a distanciar-se. Em 2006 o poder de compra dos espanhóis estava já 5% acima da média dos europeus. O nosso poder de compra está assim 25% abaixo da média da UE 2.
 
1. Ver http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/economia/pt/desarrollo/1069377.html
2. Ver http://tsf.sapo.pt/online/economia/interior.asp?id_artigo=TSF186508
publicado por Sobreda às 00:38
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Sindicatos devolvem prendas de Natal ao Governo

Dirigentes, delegados e activistas da União dos Sindicatos de Lisboa, trajados à Pai Natal e entoando cânticos da época, devolveram ao Governo as funestas ‘prendas’ com que tem brindado os trabalhadores.
Primeiro pela Baixa lisboeta e depois junto à residência oficial do primeiro-ministro, desfilaram as prendas, com laçarote e papel de embrulho, carregadas em padiolas. Cada uma enunciava as dificuldades criadas pelo Governo PS aos trabalhadores, referindo, nomeadamente, que seis em cada dez jovens têm contratos precários, que o acesso à Justiça é cada vez mais difícil, que o Estado perdeu 404 milhões de euros em receitas fiscais, enquanto os lucros da banca continuam sem estar sujeitos a uma justa tributação, ou que Portugal tem o salário mínimo nacional mais baixo da UE a 15.
O rol de prendas era muito vasto e abrangente, como o são as políticas de direita do Governo PS: o endividamento médio das famílias, que atinge 124% do rendimento disponível, os 10% do poder de compra perdidos pelos trabalhadores da Administração Pública, entre 2000 e 2007, o aumento de 7,4% nas despesas de saúde dos utentes, os 20% da população que vive no limiar da pobreza, sendo que 35% destes trabalham.
Ao primeiro-ministro foram ainda devolvidos: o aumento de 3,7% em despesas das famílias com educação os lucros de 2.200 milhões de euros alcançados pelos cinco maiores bancos nacionais, em apenas nove meses deste ano, sem uma adequada tributação, a taxa de 9% de desemprego na região de Lisboa, onde 269 mil trabalhadores (24,4%) têm contratos precários.
A redução do valor das pensões e o aumento da idade de reforma foram também ‘prendas’ devolvidas ao máximo responsável político por estas e muitas outras graves medidas para os trabalhadores e o País.
publicado por Sobreda às 00:37
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A prenda (de Natal) do Governo

A derrapagem, este ano, na inflação média já é de 0,3 pontos percentuais, o que significa uma perda no poder de compra de três euros em cada mil de salário, mas a inflação homóloga, que mede a evolução de preços face a Novembro do ano passado, já está nos 2,8%, repete-se, DOIS VÍRGULA OITO POR CENTO.
É por isso irrealista a meta de 2,1% de inflação para o próximo ano. Pior ainda: os aumentos para a Administração Pública estão de acordo com esta bitola, sendo que as actualizações para a Função Pública são seguidas como uma ‘recomendação’ por parte substancial das empresas privadas. Como não é previsível que o Governo actualize em alta os aumentos para 2008, isso significa que os funcionários públicos e parte significativa dos trabalhadores do sector privado e pensionistas vão voltar a perder poder de compra.
Será mais um ano de sacrifícios, a que se junta a pressão dos juros, que era suposto aliviar, mas a crise financeira internacional está a aumentar a Euribor, o que significa que a partir de Janeiro, além dos transportes, luz, pão, leite e carne, a prestação mensal do crédito aumentará mais que a inflação oficial 1.
Por isso os Sindicatos que fazem parte da Frente Comum vão equacionar com os trabalhadores todas as formas de luta, inclusive nova greve, depois do Governo ter mantido uma postura de “quero, posso e mando” na reunião de negociação suplementar para discutir a actualização salarial.
“O Governo mostrou-se intransigente” ao manter os aumentos salariais nos 2,1% para 2008 e o aumento dos descontos dos aposentados para a ADSE, o que mostra “um autoritarismo que não se compreende” numa sociedade democrática. “Este autoritarismo não augura nada de novo para o futuro do país”.
A reunião Sindicatos-Governo serviu apenas para confirmar o mundo ‘irreal’ ficcionado pelo Governo. “Ficámos a saber que os pensionistas estão numa situação boa, que não pagam nada, vivem bem; portanto, ficamos todos satisfeitos”, ironizam, sublinhando que “infelizmente, a realidade é outra” 2.
Parece que afinal alguém nos está aqui a sair ‘uma grande prenda’, e não é com certeza de Natal.
 
1. Ler A. E. Pereira IN www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=269946&idselect=93&idCanal=93&p=200
2. Ver http://tsf.sapo.pt/online/economia/interior.asp?id_artigo=TSF186122
publicado por Sobreda às 00:35
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Domingo, 18 de Novembro de 2007

Imobilidade salarial

Em Outubro, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) situou-se em 2,6%, cinco décimas de ponto percentual superior ao valor registado em Setembro de 2007. A variação mensal foi 0,5% e a variação média nos últimos doze meses manteve-se em 2,4%.

 

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação de 2,5% face a Outubro do ano anterior. O IHPC apresentou uma variação de 0,5% entre Setembro e Outubro de 2007. A taxa de variação média dos últimos doze meses manteve-se em 2,4%.

 

No entanto, como o Governo apenas prevê aumentos de 2,1% para a Função Pública, o poder de compra dos funcionários públicos e, por tabela, da generalidade dos trabalhadores, depois de sete anos consecutivos em perda, vai este ano voltar a marcar passo. Situação agravada com a intenção governamental de despedir ou colocar milhares de trabalhadores na situação de mobilidade especial.

 

Fonte: INE, Outubro 2007

publicado por Sobreda às 00:33
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Sábado, 17 de Novembro de 2007

Novo aumento do desemprego. Um problema estrutural do país

Os dados ontem divulgados pelo INE a propósito da evolução do desemprego em Portugal, no que se refere ao 3º Trimestre de 2007 – uma taxa de desemprego de 8,1% no final de Setembro –, confirmam a análise e as preocupações do PCP: o desemprego é hoje um problema estrutural da sociedade portuguesa que tem sido agravado pela política do Governo PS.

Os números que foram tornados públicos revelam que:

• a taxa de desemprego em sentido restrito atingiu no final do 3º trimestre de 2007, os 7,9%, o que corresponde a 444 400 trabalhadores no desemprego. Este é o valor mais elevado registado no 3º trimestre desde 1998;

• para uma taxa de desemprego de 6,6% nos homens e 9,3% mulheres, entre os jovens este valor atinge 16%, o que corresponde ao dobro da média nacional;

• o número de desempregados subiu 0,9% em relação ao trimestre anterior (+3 900 trabalhadores no desemprego) e 6,8% em relação a igual período de 2006 (+27 000 trabalhadores no desemprego);

• do lado do emprego é de registar o aumento do seu nível de precariedade não só porque em termos homólogos diminuiu em 60 500 o número de trabalhadores com contrato sem termo, como aumentou em 28 100 o número de trabalhadores com contrato a termo.

O aumento do desemprego em Portugal e o seu carácter estrutural, bem como, a generalização do trabalho precário, são o resultado de uma política injusta, anti-social e anti-popular, que tem origem no desmantelamento do aparelho produtivo e na crescente financeirização da economia nacional, no desinvestimento público, no fraco crescimento económico que se tem registado.

Os dados agora apresentados sobre o terceiro trimestre são tão mais graves quanto é sabido que, em regra, por efeito do emprego sazonal criado durante o período do Verão, os números do desemprego tendem a diminuir face ao segundo trimestre.

publicado por cdulumiar às 19:06
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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Preço do pão dispara em Lisboa

A disparidade de preços do pão em Portugal vai ao ponto de provocar diferenças na ordem dos 300%.

Neste caso, as regiões do Interior Norte saem beneficiadas em relação ao Litoral e ao Sul. Mas na zona de Lisboa, a carcaça custa 15 cêntimos, contra os cinco cêntimos praticados em algumas padarias nos distritos de Bragança e Viseu.

Os industriais de panificação queixam-se do facto de a liberalização do preço provocar situações gritantes de concorrência desleal. Empresas familiares e guerras comerciais levam à quebra de preços mais acentuada, ridicularizando os protestos dos empresários contra o agravamento dos custos de produção e progressiva anulação de margens de lucro.

Conforme manifestaram no X Encontro Nacional de Panificação e Pastelarias, que terminou ontem em Braga, “é insustentável manter esta situação de aperto” perante os aumentos do preço da farinha - com a carência de produção mundial a ser agravada pela utilização de cereais para a produção de biocombustíveis - e do petróleo e a “excessiva” carga fiscal.

Só que a concorrência feroz é que manda no preço e “isto é um desgoverno total que só leva a que se abra guerras que destroem toda a gente e não ajudam nada a economia 1.

O pão é uma das necessidades básicas do cabaz de compras a que a bolsa de muitos dos 2 milhões de pobres no nosso país já não consegue chegar. Tanto se aperta o cinto ao pobre, que qualquer dia ‘faz farinha’.

1. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=263553&idselect=11&idCanal=11&p=200

publicado por Sobreda às 02:18
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