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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Volta a Portugal vai passar pelo Rossio

 

O pelotão da Volta a Portugal em bicicleta vai passar durante uma tarde entre o Marquês de Pombal e o Rossio, num curto e original prólogo na 71ª prova velocipédica portuguesa deste ano.

Para além do primeiro dia de competição, um contra-relógio individual de dois quilómetros, na Avenida da Liberdade, a apresentação das equipas que vão disputar a 71ª edição da Volta a Portugal vai decorrer na tarde de 4 de Agosto, precisamente na Praça D. Pedro V (Rossio), com transmissão em directo pela RTP.
A autarquia e a organização da corrida estão já a ultimar os preparativos do evento, nomeadamente em termos de segurança e regulação do trânsito, sobretudo a 5 de Agosto, dia no qual a zona entre o Marquês de Pombal e o Rossio estará reservada.
A capital volta assim a acolher o pelotão nacional, depois da chegada da 3ª etapa da 68ª edição da Volta a Portugal (2006), então em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, mas a “serpente colorida” não vai visitar o Sul do País, como sucedia desde há três anos, com partidas consecutivas de Portimão e passagens pelo Alentejo. Além do regresso a Lisboa, a Volta a Portugal voltará a terminar em Viseu a 16 de Agosto, à semelhança da edição de 2007.
 
Ver http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1386108
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publicado por Sobreda às 00:21
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Excessos de rivalidade entre as claques da 2ª circular

O conteúdo de uma pen-drive apreendida a um elemento do 'No Name Boys' (NNB) foi apenas um indício para o Ministério Público avançar para a acusação de associação criminosa.

Dentro do dispositivo encontravam-se informações detalhadas sobre elementos da rival Juve Leo: fotografias dos dirigentes, acompanhadas por notas sobre "namoradas, cônjuges e restantes familiares". A recolha de informação fazia parte da forma de actuação dos NNB. Os 38 elementos ligados a esta claque foram acusados pelo DIAP de Lisboa de crimes de associação criminosa e tráfico de estupefacientes.
A acusação é feita após um grupo de 30 suspeitos ter sido detido em Novembro de 2008, na operação 'Fair Play' realizada pela PSP de Lisboa. Nas buscas domiciliárias, a polícia apreendeu droga, armas e material pirotécnico.
Terá sido a metódica recolha de informação que levou elementos do NNB ao encalço de um adepto do Sporting e membro do grupo ‘1143’ que integra a Juventude Leonina. Em Fevereiro de 2008, quatro elementos do NNB, abordaram o rival junto à casa deste.
O jovem ainda tentou fugir para uma esquadra da PSP em Telheiras. Porém foi alcançado pelo grupo. Um dos agressores, segundo a acusação, "desferiu diversos golpes no corpo do ofendido com uma faca que trazia consigo". Os restantes, “utilizando tochas incendiárias queimaram o corpo do ofendido, nomeadamente na anca esquerda e no abdómen, ao mesmo tempo que, utilizando um taco, desferiram com ele pancadas no corpo daquele, atingindo-o em várias zonas letais, nomeadamente na cabeça”.
Este é apenas um caso relatado no despacho de acusação do DIAP de Lisboa neste caso, o qual resultou na junção de vários processos dispersos por diferentes comarcas. Um destes veio da comarca do Seixal e diz respeito à agressão e destruição do carro de um jornalista no centro de estágio dos ‘encarnados’. O episódio ocorreu em Abril de 2008 e o envolvimento dos NNB foi ‘apanhado’ em escutas telefónicas.
No dia da agressão, em deles telefonou ao outro (ambos acusados no processo), contando que um grupo esteve no Seixal onde “partiram a boca toda a um” jornalista.
Os membros da claque partiram ainda o vidro do carro do jornalista, e tentaram introduzir no interior da viatura uma tocha incendiária que poderia ter destruído por completo o carro. “Partimos o carro todo do jornalista, (…) mandei uma tocha para dentro do carro, só não incendiou porque saiu fora”, disse numa escuta que está transcrita na acusação.
Os líderes da claque são ainda suspeito de revenderem ilegalmente bilhetes para os jogos do Benfica. Os ingressos seriam cedidos à claque a um preço reduzido, mas depois eram colocados mais caros no mercado. O DIAP de Lisboa sustenta que o lucro obtido era ‘investido’ depois no negócio da droga.
 
Ver http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1236871
publicado por Sobreda às 00:52
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Torneio AGIT

trnagit.jpg

Como é costume, todos os anos, a JCP e o Jornal AGIT, organizam um torneio de futebol, aberto a todos os jovens de norte a sul do país. Sendo uma iniciativa de carácter desportivo, é também uma forma de aproximar os jovens da luta travada pela JCP.

Todas as partidas se tornam, rapidamente, em locais de discussão dos problemas que afectam tanto os estudantes como os jovens trabalhadores. Por isso, esta iniciativa, será certamente uma oportunidade de fazer novos amigos e de trazer os que já se têm, dando a este torneio uma característica fortemente ligada a união de todos os jovens na defesa dos seus direitos e aspirações.

Lê aqui o Regulamento e inscreve-te já!

publicado por teresa roque às 14:34
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Homenagem a Nelson Évora no 126º aniversário de A Voz do Operário

 

A ‘Voz do Operário’ celebra hoje o seu 126º Aniversário, aproveitando para homenagear Nelson Évora, numa Sessão Solene que se realiza ao final da tarde.

O prestigiado campeão olímpico de triplo salto, título que conquistou nas Olimpíadas de 2008, realizadas em Pequim, irá conviver com crianças e jovens, alunos de ‘A Voz do Operário’, durante a tarde desse dia.
Às 18 horas terá lugar a Sessão Solene, para a qual foram feitos convites a associados, trabalhadores de ‘A Voz do Operário’ e à população para estarem presentes, bem como a inscreverem-se no Jantar de Confraternização do 126º Aniversário que se segue, às 19h30, de confraternização entre convidados, associados, trabalhadores e amigos de ‘A Voz do Operário’. 

A Voz está de parabéns!
Ver www.vozoperario.pt
publicado por Sobreda às 02:31
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Desmantelamento das piscinas municipais

O actual executivo PS na CML poderá 'não estar recordado', mas foi no tempo da gestão de 1990 a finais de 2001 que a prática desportiva cresceu exponencialmente em Lisboa, sempre com o Pelouro do Desporto à responsabilidade de vereadores do PCP.

Durante tal período, evoluiu-se dos cerca de 3 mil praticantes desportivos, nos Jogos de Lisboa, em 1990, para 30 mil em 2001. (Com a gestão PSD/CDS, e, hoje, com a gestão PS/BE, os Jogos de Lisboa, não têm qualquer expressão para as colectividades e para a população de Lisboa).
Foi, também, neste período que os Jogos de Lisboa envolveram vários Municípios Portugueses e mesmo, além fronteiras, na vizinha Espanha. Nesse período construíram-se equipamentos desportivos para todos e não apenas para alguns.
Igualmente nesse período, as colectividades foram apoiadas de forma democrática, participando no processo de discussão e atribuição de subsídios, os quais eram aprovados em sessão pública, destinados quer às suas actividades quer à melhoria das suas sedes e equipamentos desportivos. Foi, também, nesse período que foram reabilitadas algumas piscinas municipais para a prática do ensino, prática desportiva e lazer.
Foi, também, construída uma nova piscina coberta de 25 metros no Complexo Desportivo dos Olivais, subsidiada com fundos da União Europeia, a qual, foi inaugurada em 2000, passando a servir a população dos Olivais.
Foi a coligação PSD/CDS, que não só desmantelou a empresa municipal (LIS Desporto), como deixou de atender e depois encerrou, sem motivo imperativo, as piscinas (e complexo desportivo) dos Olivais, Campo Grande e Areeiro.
Mais recentemente, e por incumprimento, a CML teve de devolver o financiamento da UE, devido ao facto do encerramento da mais recente piscina integrada no Complexo Desportivo, que acabou por ser também arrastada pelo encerramento de todo o Complexo quando, já então, no segundo meio-mandato, a direita pretendia “negociar” com privados toda área.
De facto, em 2006, o Complexo Desportivo dos Olivais foi encerrado, situação que conduziu à sua total vandalização e destruição. Pelo que, em 2008, uma fiscalização da União Europeia detecta o estado de degradação da piscina que financiou e exige ao município a devolução do financiamento.
Agora, com o agendamento da Proposta nº 68/2009, o executivo PS vem propor desmantelar aquelas três piscinas, alienando-as a privados através de um concurso público internacional.
Se o Presidente e o Vice-presidente não sabiam os antecedentes, deveriam ter-se informado. Se sabiam, por que mentiram intencionalmente, imputando ao PCP, na pessoa dos seus Vereadores, o encerramento das instalações desportivas e a responsabilidade do prejuízo financeiro decorrente da devolução da comparticipação da Comunidade Europeia?
A intencionalidade da mentira é ainda relevada pelo facto de o Vice-Presidente, na reunião de CML da manhã do dia 4 de Fevereiro de 2009, ter ouvido, tal como toda a Câmara, da vereadora Rita Magrinho, o esclarecimento de todos estes factos, bem como a posição sobre a proposta incompleta do concurso que agora aprovaram, para a reconstrução das referidas piscinas, que não passa de uma privatização por 40 anos, prejudicando os munícipes de Lisboa, que passarão, apenas, a usufruir de 2 horas e meia para utilização a custos municipais, ficando o restante tempo de utilização a cargo do concessionário ao custo que muito bem entender.
Em suma: Costa e Perestrello, contrariamente ao que propagandeiam, estão mais longe da política autárquica da gestão de esquerda que governou Lisboa e estão bem mais perto da política de direita que se lhe seguiu!
 
Ver http://cdudelisboa2.blogspot.com/2009/02/nota-da-coligacao-democratica-unitaria.html
Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

Gestão privada para piscinas municipais?

A CML quer entregar a privados a gestão de três piscinas municipais, encerradas há dois anos. No pacote está incluído o complexo do Areeiro que, apesar de classificado, poderá ser demolido pelo concessionário.

Para tal, a CML pretende lançar um concurso público internacional onde prevê que venha a concessionar de uma só vez, por um período de 40 anos e apenas a uma única empresa, os três complexos aquáticos: Areeiro, Campo Grande e Olivais.
O concessionário teria de investir cerca de 30 milhões de euros na requalificação dos equipamentos, mas poderia taxar como quisesse as entradas nos novos serviços que aqueles complexos venham a ter, com a contrapartida de excepção de uma determinado horário, que seria cedido ao município.
A proposta nº 68/2009 do executivo foi aprovada em sede da CML, apenas com os votos favoráveis do PS e do ex-vereador do BE, e a abstenção dos vereadores dos movimentos ‘Cidadãos por Lisboa’ e ‘Lisboa com Carmona’.
Porém, o plano poderá vir a ser chumbado na Assembleia Municipal pelos deputados do PSD (não só porque têm a maioria, mas porque a vereação social-democrata votou contra ele), tal como pelos deputados municipais do PCP e de “Os Verdes”.
De acordo com o vice-presidente da CML do PS, as piscinas terão de continuar a taxar os mesmos valores que são cobrados a determinados grupos - crianças e idosos, sendo a concessão a melhor forma de requalificação perante a incapacidade financeira do município, com a “cedência de duas horas e meia por dia à Câmara, que as utilizará como entender”.
Todavia, a vereadora do PCP Rita Magrinho (ex-vereadora com o pelouro do Desporto durante os executivos da coligação de esquerda na cidade) acusou-o de omitir no caderno de encargos essas mesmas garantias e - situação ainda mais grave - de alienar “o serviço público”.
A vereadora denunciou a não existência de um qualquer “estudo económico-financeiro que sustente este plano”, acrescentando que uma alegada “pressa” em lançar o concurso omitiu os estudos geotécnicos, arquitectónicos e topográficos, deveras importantes quando se prevê a demolição da piscina do Areeiro - classificada como património municipal - e o rebaixamento das outras duas.
 
Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1130642
publicado por Sobreda às 02:09
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

CML propõe gestão privada para piscinas municipais

A CML quer vender a privados a gestão de três piscinas municipais, encerradas há dois anos. No pacote está ainda incluído o complexo do Areeiro que, apesar de classificado, poderá ser demolido pelo concessionário.

O concurso público internacional prevê que a CML venha a concessionar de uma só vez, por um período de 40 anos e apenas a uma única empresa, os três complexos aquáticos: Areeiro, Campo Grande e Olivais.
O concessionário terá de investir cerca de 30 milhões de euros na requalificação dos equipamentos, mas poderá taxar como quiser as entradas nos novos serviços que aqueles complexos venham a ter, à excepção de uma determinado horário, que serão cedidos ao município.
Aprovado na 4ª fª pelo executivo - apenas com os votos favoráveis de PS e vereador independente, e a abstenção dos vereadores dos movimentos ‘Cidadãos por Lisboa’ e ‘Lisboa com Carmona’ -, o plano poderá ser chumbado pelos deputados do PSD na Assembleia Municipal, porque a vereação social-democrata e os vereadores do PCP votaram contra.
A vereadora do PCP, Rita Magrinho, acusou o vice-presidente de omitir no caderno de encargos algumas garantias e de alienar ‘o serviço público’, precisando que “não há nenhum estudo económico-financeiro que sustente este plano”, acrescentando que há uma alegada ‘pressa’ em lançar o concurso, omitindo os estudos geotécnicos, arquitectónicos e topográficos, importantes quando se prevê a demolição da piscina do Areeiro - classificada como património municipal - e o rebaixamento das outras duas.
 
Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1130642
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publicado por Sobreda às 01:05
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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Orçamento da EPUL apresenta financiamentos a clubes de futebol

O relatório e contas da EPUL de 2004 é categórico e vem confirmar o que já neste blogue se transcrevera antes 1.

“Na conta de Outros Devedores encontra-se registado um saldo devedor de 19,95 milhões de euros relativo a adiantamentos efectuados pela EPUL, em 31 de Dezembro de 2004, ao Sport Lisboa e Benfica [SLB], de 9,975 milhões de euros, e ao Sporting Clube de Portugal [SCP], de igual montante, por conta de lucros relativos à construção e venda promovidos pela EPUL de 200 fogos sitos no Vale de Santo António (para o SLB) e 200 fogos na Quinta José Pinto (para o SCP), na sequência do previsto nos contratos-programa celebrados entre a CML, a EPUL, o SLB e o SCP, em que os resultados líquidos destas operações serão repartidos em partes iguais pela EPUL e por cada uma destas entidades”.
A EPUL, que na altura era liderada por Eduarda Napoleão (PSD), e perante a falta de liquidez para tamanho compromisso, na sequência do contrato-programa assinado por Santana Lopes em Julho de 2002 para a construção dos estádios do Euro’2004, acabaria por pedir um crédito intercalar de 45 milhões de euros à banca. Para fazer face a este encargo, a EPUL contactou, entre outros, a CGD e o BPN, mas este terá oferecido as melhores condições de financiamento.
O relatório e contas precisa ainda que foi celebrado um contrato de empréstimo junto de vários bancos estrangeiros “para a reestruturação do passivo a médio e longo prazo da EPUL e a consequente liquidação, nomeadamente dos empréstimos contraídos junto do BBVA, de 14,85 milhões de euros, e de um empréstimo intercalar contratado com o Banco Efisa e o BPN, de 45 milhões de euros”.
Como compensação, a EPUL cedeu terrenos camarários, o que constitui a peça-chave para esta empresa municipal adiantar ao SLB e ao SCP aquelas verbas. A 11 de Novembro de 2002, a CML aprovara duas deliberações (nºs 577 e 578) que permitiram a transmissão daqueles terrenos camarários da autarquia para a EPUL. A 8 de Abril de 2003, o então presidente da EPUL, assinava um despacho com as regras de colaboração entre a EPUL e o SLB para a concretização daquele projecto.
Dizia esse despacho que “a EPUL será responsável pela promoção, construção e comercialização dos mencionados fogos (e) os respectivos proveitos serão repartidos em partes iguais pela EPUL e pelo SLB, sendo expectável que cada parte possa encaixar 9,975 milhões de euros”. Os mesmos princípios foram aplicados ao SCP. O contrato de execução entre a EPUL e os dois clubes seria depois assinado em 16 de Maio de 2003.
Quatro anos depois do adiantamento das verbas, por conta de lucros futuros dos fogos no Vale de Santo António e na Quinta José Pinto, a EPUL continuava sem nenhuma construção naqueles locais. Finalmente, o Tribunal de Contas veio agora considerar estas verbas como apoios indirectos da autarquia aos dois clubes.
O projecto está também sob suspeita devido a um terreno adquirido por uma Sociedade de Construções, por cerca de 30 milhões de euros, em Dezembro de 2004, após a aprovação de uma urbanização para aquela zona pela autarquia. Como o projecto não tinha plano de pormenor, na altura o PCP avançou com uma queixa em tribunal 2.
Recorda-se que a empresa se encontra hoje em falência técnica 3.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/387808.html
2. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=E411A748-2CD5-4217-89FB-4EA2A5FC73B3&channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181
3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/365647.html
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publicado por Sobreda às 01:59
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

As contrapartidas financeiras do Casino de Lisboa

Foi publicado no Diário da República da passada 6ª fª um despacho do Secretário de Estado do Turismo que, finalmente, desbloqueia as verbas provenientes das contrapartidas de instalação do Casino Lisboa, para financiar projectos na cidade, bem como o respectivo calendário.

 

 

Assim, a CML vai receber dez milhões de euros para recuperar o Teatro Capitólio, no Parque Mayer e ainda a concessão de um financiamento de 1,7 milhões de euros ao município para a recuperação do Pavilhão Carlos Lopes.
Este financiamento para o Parque Mayer inclui o concurso de ideias realizado no ano passado (25 mil euros), o plano de pormenor (400 mil), que deverá estar concluído a 31 de Dezembro de 2009, a reabilitação do Capitólio (8,8 milhões de euros), cujo prazo de execução termina a 31 de Dezembro de 2010, além de infra-estruturas e arranjos exteriores (775 mil euros), a realizar até à mesma data.
A verba para o Pavilhão Carlos Lopes destina-se a reabilitar a rede de rega (558.126 euros), recuperar o edifício de restauração (127.050 euros), requalificar o miradouro (241.836 euros), restauro das estátuas (135 mil euros) e revitalização da zona de recreio (630.000 euros) até 31 de Dezembro deste ano.
Ambos os financiamentos são disponibilizados em tranches e as regras relativas à sua libertação e outras condições, incluindo o acompanhamento dos investimentos, são estabelecidas em contratos a celebrar entre a CML e o Turismo de Portugal.
Lê-se no diploma que “as verbas referentes a projectos não executados até ao final de 2010 são consideradas perdidas a favor do Turismo de Portugal”. A CML fica ainda incumbida de apresentar os demais projectos relativos à recuperação do Pavilhão Carlos Lopes e ao outro equipamento cultural do Parque Mayer, cujo prazo de execução não pode exceder a data indicada.
A assinatura do contrato do concurso de reabilitação do Teatro Capitólio, cujo contrato de reabilitação foi assinado a 4 de Dezembro, bem como a escolha da equipa vencedora do concurso de ideias que elaborará o plano de pormenor para a zona do Parque Mayer foi considerada pelo presidente da Câmara como um meio para tirar aquele recinto “do impasse”.
O Prémio Valmor e o primeiro lugar da Bienal de Arquitectura Ibero-Americana são alguns dos galardões que constam no currículo do vencedor do concurso para a requalificação do Parque Mayer 1. No caso do Pavilhão Carlos Lopes, o Governo vai alienar os seus fins para outros usos que não o das habituais actividades desportivas 2.
Também não fica claro porque se demorou tanto tempo a disponibilizar aquelas verbas. Há mesmo quem julgue que o Governo as veio desbloquear mesmo a tempo do executivo camarário preparar a pré-campanha eleitoral de 2009.
 
1. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354746
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/372646.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/386493.html
publicado por Sobreda às 00:31
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Petição em defesa do Pavilhão Carlos Lopes

Na sequência da apresentação pública do projecto de um futuro Museu do Desporto, a localizar no Pavilhão Carlos Lopes (PCL), e que resulta de uma parceria entre o Instituto do Desporto e a CML, feita na semana passada 1, foi lançada uma petição que está a circular na Internet 2.

Dela constam já cerca de 550 assinaturas contra a transformação do PCL em Museu Nacional do Desporto, pois, segundo os proponentes, “não queremos que o Pavilhão Carlos Lopes seja apenas um lugar de memórias desportivas. Queremos que volte a estar ao serviço da prática desportiva de Lisboa”, refere o documento que conta com as assinaturas de desportistas como Manuela Miranda (andebol), Arnaldo Pereira (futsal), Teresa Diniz da Fonseca (andebol) e Rita Isabel Martins (futsal).
Os signatários defendem que, “se existe capacidade financeira para se proceder a esta remodelação museológica, certamente que na ordem de prioridades caberá também a capacidade financeira para reabilitar o Pavilhão, para a prática desportiva regular”.
A petição, que recorda as várias gerações de desportistas que por ali passaram, irá ser entregue ao presidente da Assembleia da República 3.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/386493.html
2. Ver www.petitiononline.com/pvclopes/petition.html
3. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20081227%26page%3D16%26c%3DA
publicado por Sobreda às 00:25
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Domingo, 28 de Dezembro de 2008

EPUL pagou 1,3 milhões a mais ao Benfica

O Euro’2004 teve um impacto financeiro considerável nos cofres da CML e da EPUL, entre 2002 e Julho de 2005, data até à análise do Tribunal de Contas, em que o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Clube de Portugal beneficiaram de um apoio total superior a 59,5 milhões de euros. Desse total, 32,4 milhões de euros dizem respeito à compra dos terrenos do Benfica, “sitos na zona envolvente ao Estádio”, por parte da EPUL.

Um relatório elaborado pelo Tribunal de Contas deixa claro que “as contrapartidas exigidas por parte do Município e da EPUL não oneraram excessivamente os clubes, podendo-se daí induzir que existe um significativo desequilíbrio a favor dos clubes que beneficiaram das cláusulas de ordem financeira”.
Desde logo, o apoio ao SLB e ao SCP resultou da constatação de que a EPUL ficou vinculada, por contratos, aos os dois clubes, a construir, “em terrenos da propriedade de que era titular”, 200 fogos para venda a jovens. Por estes compromissos, a EPUL pagou ao SLB 9,975 milhões de euros e igual montante ao SCP. A EPUL deu, ainda, apoios para a instalação de bombas de gasolina aos dois clubes.
A EPUL reencaminhou agora, ao Procurador-geral da República, o relatório de um inquérito interno sobre “as facturas relativas à conclusão de ramais de ligação às infra-estruturas de subsolo para o novo estádio do SLB”.
O ex-Instituto de Estradas de Portugal, através de um protocolo com a CML e o SLB, havia financiado a construção dos ramais de acesso ao novo estádio com 11 mil euros. Mas o Departamento de Auditoria Interna da autarquia veio agora dizer que “não existe qualquer evidência de que este contrato de Execução [dos ramais] tenha sido objecto de aprovação pela CML”.
Os pagamentos ao SLB foram autorizados, segundo um documento da autarquia, pelos na altura presidente e vogais da EPUL.
Este inquérito veio afinal apurar “indícios da eventual prática de ilícitos criminais” relacionados com o pagamento da EPUL ao Benfica de mais de 8,1 milhões de euros, quando o contrato de execução da obra refere pouco mais de 6,8 milhões de euros. A confirmar-se as suspeitas, a EPUL poderá pedir uma indemnização civil de acordo com os prejuízos sofridos.
A partir dos dados apurados, o inquérito deixa claro que há “comportamentos de intervenientes neste processo susceptíveis de integrarem a título de negligência ou dolo o tipo de ilícito de abuso de poder, favorecimento pessoal, burla, abuso de confiança, entre outros”. E tudo porque foram identificadas várias situações suspeitas nas facturas do SLB para a EPUL.
Por exemplo, há “facturas emitidas antes da outorga do contrato-programa, ou referentes a serviços realizados antes da celebração do aludido contrato”. E depois há também “facturas emitidas entre a celebração do contrato-programa [25/07/2002) e o contrato de execução da cláusula segunda [28/02/2003, que fixa o valor máximo a pagar pela EPUL]”.
Em ambos os casos, diz-se que as facturas não deviam ter sido pagas pela EPUL, porque “na primeira situação estão excluídas do âmbito de qualquer contrato” e “na segunda situação em nenhum dos contratos se prevê pagamentos anteriores ao contrato de execução”.
Mais: apesar de o contrato ter por objecto a construção de infra-estruturas e equipamentos desportivos, “mais de 80% das facturas apresentadas pelo SLB dizem respeito a assessorias e consultorias e apenas as restantes ao pagamento de obras de construção”.
Só que “no processo não se vislumbra qualquer fundamentação/justificação para estes pagamentos não contemplados no referido contrato-programa”. E a factura nº 12.180, de 16/08/2004, “não contém qualquer autorização de pagamento por parte da administração da EPUL”.
Resultado: só o SLB recebeu 1,3 milhões a mais à custa do erário público.
 
Ver www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=E531084C-C537-47C3-8D49-B6828E19343F&channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181
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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Governo projecta demolir parte do Pavilhão Carlos Lopes

Poderá parecer um inconcebível pesadelo pós-natalício, mas o Governo anunciou na 3ª fª a remodelação do Pavilhão Carlos Lopes, para ali instalar o Museu Nacional do Desporto, autorizando os gabinetes de arquitectura a poderem habilitar-se, durante o programa preliminar do projecto, a planear a sua transformação, sendo “livres de propor a demolição parcial” do edifício.

O programa, elaborado pelo Instituto do Desporto, refere que o Pavilhão Carlos Lopes “está inserido numa zona abrangida pelas servidões administrativas do património classificado sujeito a parecer do Instituto do Património”. Pelo que, “qualquer intervenção obriga a manter inalteradas as fachadas e a cobertura no que se refere à composição geométrica e forma da estrutura”.
Todavia, o documento assegura também que “será possível demolir parcialmente o edifício e utilizar na cobertura e nas fachadas novos materiais, com características mais resistentes”, apenas “mantendo os elementos mais estruturantes da memória” do Pavilhão, bem como de proporem a instalação do Museu “em construção nova, fora do perímetro e área do edifício existente”, embora no Parque Eduardo VII.
Como é possível um Pavilhão inaugurado em 1923, que possui peças ornamentais inspiradas no barroco joanino do Convento de Mafra, como marcenarias, cantarias, painéis de azulejo e estatuária, ser assim delapidado?

 

 

O imóvel foi concebido pelos arquitectos Guilherme e Carlos Rebelo de Andrade e Alfredo Assunção Santos para representar Portugal na Exposição Internacional do Rio de Janeiro de 1922, finda a qual foi desmontado e transferido para Lisboa. Três décadas mais tarde, chegou a ser equacionada a sua demolição. Depois de ter servido de palco a eventos desportivos e a concertos, foi encerrado há cerca de cinco anos, por falta de condições. O interior encontra-se em estado de decadência, tendo parte dos seus emblemáticos azulejos, feitos na Fábrica de Louças de Sacavém, sido roubada.
Mas foi neste espaço, logo após a revolução de 1974, que os lisboetas vibraram com a vitória portuguesa no campeonato mundial de hóquei em patins. Uma memória que ficará cada vez mais longínqua.
Quanto aos custos, o Governo não revela os valores estimados. Certo é que se trata de uma parceria entre a CML, proprietária do Pavilhão, e o Governo, cabendo à autarquia investir parte das verbas do Casino de Lisboa que lhe cabem por lei, num montante inferior a cinco milhões de euros. Todavia, se o Pavilhão for desvirtuado da sua função, as verbas do Casino deixarão de ali poder ser investidas.
Por tudo isto, a entrega do imóvel municipal ao Governo tem sido contestada pelas forças da oposição na CML, quer por se desconhecerem contrapartidas da cedência para a autarquia, quer porque o Governo também pretende vender as instalações do Complexo Desportivo da Lapa, local onde se previa o embrião original deste Museu, temendo-se que a população do bairro fique privada da prática de desporto 1.
De tal modo que até existe uma petição exigindo que o Pavilhão Carlos Lopes “volte a estar ao serviço da prática desportiva de Lisboa” 1. Para os lisboetas pende mais um equipamento a juntar à “vasta colecção de equipamentos desportivos fechados em Lisboa”. Pior parece impossível.
 
1. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20081224%26page%3D18%26c%3DA
2. Subscrever em www.petitiononline.com/pvclopes/petition.html
publicado por Sobreda às 00:58
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

O Pavilhão Carlos Lopes deve servir para a prática desportiva

Na Ordem de Trabalhos da 68ª Reunião Pública da CML do passado dia 26 de Novembro, estava agendada a proposta nº 1136/2008, subscrita pelo Vice-Presidente da CML, com a finalidade de ‘Autorizar a instalação do Museu Nacional de Desporto no Pavilhão Carlos Lopes’.

Ao longo de várias décadas, o Pavilhão Carlos Lopes (PCL) foi o local de referência do desporto na cidade de Lisboa. Várias gerações de desportistas, mulheres e homens, jovens e adultos, tinham no PCL o seu pavilhão desportivo onde treinavam ou jogavam “em casa”.
Quem acompanha o desporto em Lisboa sempre acreditou que uma intervenção de fundo permitisse restituir aos desportistas a sua ‘casa’ e que de novo o PCL voltasse a ser um local de referência da prática desportiva de Lisboa, até porque a cidade ostenta uma carência acentuada em instalações cobertas para a prática de desportos colectivos de usufruto dos clubes, nomeadamente, dos escalões etários mais jovens.
Depois de vários anos com muitas promessas e de ‘certezas’ sobre a aplicação das contrapartidas do Casino, o actual executivo da CML quer livrar-se do problema e oferecer o PCL para a instalação do Museu Nacional do Desporto.
A existência de um Museu Nacional do Desporto constituiu um objectivo importante para afirmar o desporto e as práticas associativas como parte integrante da cultura humana.
Contudo, tal propósito não pode anular ou impedir a importância da própria prática desportiva e antes lhe deve estar associada. E se existe capacidade financeira para se proceder a esta remodelação museológica, certamente que na ordem de prioridades caberá também a capacidade financeira para reabilitar o PCL para a prática desportiva regular.
A(o)s subscritoras/es da petição não querem que o PCL seja apenas mais um lugar de memórias desportivas. Querem que o PCL volte a estar ao serviço da prática desportiva de Lisboa.
 
Solicita-se, por isso, que leia, subscreva e divulgue a Petição inserida em www.petitiononline.com/pvclopes/petition.html
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publicado por Sobreda às 00:08
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Domingo, 30 de Novembro de 2008

Alienação do Complexo Desportivo da Lapa

O fecho do Complexo Desportivo da Lapa e a venda dos terrenos em que está instalado foi anteontem objecto de dois requerimentos dirigidos ao Governo pelo deputado comunista Manuel Tiago. Entre outras coisas, o deputado quer saber se os cerca de 10 mil m2 do complexo foram originalmente doados ao Estado e, se assim aconteceu, a sua futura alienação está sujeita a condições impostas pelo doador.

Aquele espaço inclui uma piscina e numerosos outros equipamentos desportivos, além de um museu, uma biblioteca e os serviços de cinco federações de modalidades amadoras.
O deputado pergunta ao ministro da Presidência, que tutela o Desporto, e ao ministro das Finanças, que tem a seu cargo o património do Estado, que negociações já ocorreram com vista à venda do terreno e que medidas foram tomadas “para privilegiar o carácter público” e a preservação dos equipamentos ali existentes. Nos seus considerandos, o eleito afirma que a alienação deste património representa “um desperdício de recursos e investimentos públicos, bem como uma objectiva perda para os praticantes, para as federações e associações que utilizam o espaço em causa".
Apesar da venda do complexo à imobiliária de capitais públicos Estamo (que agora o negociará com privados) implicar um encaixe de 6,3 milhões de euros para o Instituto do Desporto de Portugal (IDP), Manuel Tiago defende que, “uma vez mais, os interesses imobiliários condicionam a intervenção do Estado e do Governo, demonstrando que não são os interesses públicos que regem esta operação de venda de terreno”.
De acordo com o deputado, o fecho daquelas instalações “remeterá, mais ainda, os praticantes e utilizadores daquele espaço para outros, nomeadamente os que se espalham pela cidade de Lisboa, na sua maioria privados com quotas, jóias e mensalidades proibitivas para a grande parte da população”.
 
Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20081129%26page%3D23%26c%3DA
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publicado por Sobreda às 00:10
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Sábado, 29 de Novembro de 2008

Apoios a associações desportivas

A CML atribuiu ontem 867 mil euros a 70 associações desportivas do concelho que se candidataram a apoios para a prática desportiva, eventos e obras em infra-estruturas. A maior fatia destas verbas (402 mil euros) destinam-se a obras de conservação e beneficiação de infra-estruturas, 308 mil referem-se ao apoio a actividade desportiva regular e 156 mil euros para projectos ou eventos.

Segundo revelou o presidente da autarquia, os critérios para a atribuição de verbas para obras em infra-estruturas passaram pela urgência da intervenção, a relevância desportiva do equipamento e sustentabilidade financeira, sendo igualmente ponderada a ausência de uma sede social do clube.
Para a atribuição das verbas a actividades desportivas regulares, a autarquia levou em consideração a prática desportiva adaptada a deficientes e destinada à população idosa, o número total de praticantes, as percentagens de praticantes até 16 anos e praticantes femininos.
Para o apoio a projectos ou eventos desportivos, foi levado em conta a capacidade de auto-financiamento e a percentagem de receitas com praticantes, bem como a sustentabilidade das actividades e percentagem de financiamento por parte de entidades parceiras.
Além da introdução de critérios na atribuição dos apoios, o presidente da CML afirmou que este processo tem como objectivo aumentar a qualidade das práticas desportivas e diversificar a sua oferta, sublinhando igualmente a concretização do programa de apoio à natação nas escolas do primeiro ciclo do ensino básico, que no ano lectivo passado envolvem 900 alunos, número que aumentou para seis mil crianças no corrente ano lectivo.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=118356
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publicado por Sobreda às 00:09
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Pavilhão Carlos Lopes fica para Museu?

A Secretaria de Estado dos Desportos quer transferir para o Pavilhão Carlos Lopes o Museu Nacional do Desporto, actualmente instalado no complexo da Lapa.

O projecto, que implica a remodelação integral do antigo Pavilhão dos Desportos, estava para ser oficialmente apresentado na próxima 3ª fª, mas o anúncio foi adiado, devido ao facto de o executivo camarário não ter ainda aprovado a proposta governamental. Prevista para a reunião dos vereadores de 4ª fª, a votação da proposta na CML acabou por não se realizar por ter sido distribuída demasiado tarde.
De acordo com o texto, “a conjugação de esforços” do município e do Estado “permite recuperar este edifício municipal e criar no Parque Eduardo VII um pólo cultural e de atracção para os que vivem e visitam Lisboa”.
A ideia - do Governo e da CML - consiste em criar cinco espaços museológicos distintos, que ocuparão um total de 1900m2 no interior do pavilhão e que seriam consagrados ao “corpo, à actividade física, ao desporto internacional, ao desporto nacional e à variabilidade histórica e antropológica do desporto”.
Além disso, estão previstos mais 700m2 para exposições temáticas (desporto e arte, coleccionismo e memorabilia, e desporto e comunicação social), e ainda 1450m2 para o centro de documentação e mediateca, dois auditórios (400 + 200 lugares) e serviço de formação, animação e acção educativa.
O projecto de transformação e consolidação do Pavilhão Carlos Lopes deverá ser elaborado por uma equipa a seleccionar através de um “concurso por convite” promovido pelo Instituto de Desporto de Portugal, mas a proposta nada adianta sobre a parte do investimento que caberá à Câmara e aquela que será suportada pelo Governo 1.
Anunciado está já o protesto de um grupo de atletas e de outros cidadãos lisboetas, que contestam a retirada deste ‘histórico’ Pavilhão do seu uso desportivo.
 
1. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20081127%26page%3D20%26c%3DA
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publicado por Sobreda às 03:20
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

2ª Prova Luzia Dias

 

Realiza-se no dia 23 de Novembro, a partir das 10 horas, a 2ª Prova de Atletismo Luzia Dias. O percurso estende-se por 10 Km ao longo da Freguesia do Lumiar.
A Organização prepara uma reunião prévia para 6ª fª, dia 21 de Novembro, pelas 21h30, na Sede da Associação de Moradores do BCVL 1. A inscrição tem um custo de 3€ e é limitada a 600 atletas.
Luzia Dias, atleta do Águias da Musgueira e do Sporting C. P., foi medalha de Bronze no Campeonato do Mundo na Noruega em 19 de Março de 1989 e esteve presente no Campeonato da Europa de 23 a 27- de Agosto de 1989 em Warazidym (Jugoslávia) 2.

 

 

1. Ver www.revistaatletismo.com/LuziaDias07.htm e www.memoriascomvida.com/index.php?option=com_content&task=view&id=104&Itemid=88888902
2. Ver http://aguiasmusgueira.blogs.sapo.pt/43496.html
publicado por Sobreda às 00:24
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Roadshow rasga coração de Lisboa

No próximo fim-de-semana de 25 e 26 de Outubro, uma empresa automobilística, em parceria com a CML, irá organizar, na Avenida da Liberdade, um evento denominado de ‘Roadshow’.

Ou seja, a CML autorizou a realização de uma prova automobilística no centro de Lisboa. Diz a publicidade que não serão só os monolugares das equipas da Fórmula 1 estrangeiras a marcar presença, visto a prestação de vários pilotos lusos também fazer parte do programa 1.

 

 

Segundo o Director de Comunicação e Imagem, este evento consiste num conjunto de animações (?) nas ruas da cidade de Lisboa, para um público vasto e diversificado que abrangerá todas as idades e que culminará na apresentação e demonstração de um Fórmula 1. Tratando-se um evento gratuito e de livre acesso, e também pelo carácter inédito do mesmo, é convicção da organização que comparecerão na Avenida da Liberdade dezenas de milhar de pessoas de todo o país.
Claro que devido à sua natureza, o ‘Roadshow’ terá impactos viários e ambientais, nomeadamente nos dias 25 e 26, no trânsito e no estacionamento nas zonas circundantes à Avenida da Liberdade, Marquês de Pombal e Restauradores, apesar do plano desenvolvido pela Divisão de Trânsito da PSP para assegurar que todos os serviços indispensáveis (cargas e descargas, acessos de passageiros aos hotéis, etc.) possam ser executados dentro da normalidade 2.
Mas…, uma ruidosa prova automobilística no coração da cidade, em plena Avenida da Liberdade?! Não existem locais próprios, como os autódromos, para a realização destas provas? Agora o espaço público da capital está à venda por qualquer preço? Já não bastaram as polémicas no Jardim das Flores e no Jardim da Estrela? É ou não esta decisão contraditória com o recente programa de redução dos horários de ruído dos bares no Bairro Alto? Ou a poluição sonora e a qualidade de vida dos munícipes passaram a ser irrelevantes quando estão em causa as alucinantes velocidades da Fórmula 1?
 
1. Ver http://news.automotor.xl.pt/?s=13&n=20907&nivel=3
2. Ver www.renault.ptwww.renaultroadshow-lx.pt
publicado por Sobreda às 02:15
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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Olhar Carnide em Setembro

 

De 11 a 28 de Setembro a Junta de Freguesia promove mais uma edição do programa ‘Olhar Carnide’, um vasto programa cultural que conta com a participação do movimento associativo local.
Este ano a festa continuará a ter o seu ponto alto no último domingo do mês com a Procissão em Honra de Nossa Senhora da Luz, que mais uma vez irá trazer milhares de populares e irá percorrer as ruas do Centro Histórico. Nessa mesma manhã terá lugar um passeio de bicicleta por algumas ruas de Carnide. Uma oportunidade diferente para conhecer Carnide. Essa pode ser uma manhã de domingo diferente, juntando os amigos e familiares e participando nesta iniciativa.
Mas se não sabe andar de bicicleta pode participar no dia 20 de Setembro ao final do dia em mais uma iniciativa. Desta vez é uma caminhada por Carnide, um passeio a pé acessível a quase todos. O encontro é nos bairros às 17h30 e depois pelas 18h todos juntos seguem por Carnide fora.
Pelo meio haverá muita música, teatro, exposições, animações de rua entre tantas outras actividades.
O programa ‘Olhar Carnide’ está aí para que todos possam saborear e conhecer um pouco mais este lugar único e mágico que dá pelo nome de Carnide.
 
Consulte o programa integral em www.jf-carnide.pt/cr_agenda_detalhe.php?aID=661
publicado por Sobreda às 01:34
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Domingo, 31 de Agosto de 2008

Carnide em Movimento

Durante o mês de Setembro, Carnide voltará a encher-se de inúmeras iniciativas culturais e desportivas para todas as idades, para além da habitual Feira. De 12 a 28 de Setembro, a Junta de Freguesia em colaboração com as várias Associações da freguesia, unirão esforços prosseguindo um trabalho de animação comunitária 1.

 

 

 

Por exemplo, na manhã de domingo dia 28 de Setembro, conviva em Carnide de forma diferente e saudável. Depois do sucesso da primeira edição do Passeio de Cicloturismo que decorreu em Setembro de 2007, a Junta, em articulação com algumas associações locais, irá organizar a 2ª edição do passeio de cicloturismo por alguns bairros da freguesia, dando a conhecer Carnide em cima de uma bicicleta.
Esta iniciativa não é uma competição mas antes um momento de convívio aberto à participação de todos os interessados. É uma forma diferente e saudável de conhecer a freguesia ao ritmo de cada um. Passe a palavra, junte os amigos e a família e desfrute de uma manhã de domingo diferente, aproveitando para conhecer melhor a freguesia. As inscrições deverão ser feitas até ao dia 23 de Setembro. Pelo meio está prometida muita animação 2.
Este ano o programa cultural ‘Olhar Carnide’ lança um outro desafio: conhecer a freguesia através de uma caminhada por algumas ruas da Freguesia. A par do cicloturismo, a caminhada é outra forma acessível a quase todos para conhecerem uma rua, um largo, uma casa, um jardim de Carnide de forma diferente.
A iniciativa irá decorrer no dia 20 de Setembro, a partir das 17h30 e a intenção é reunir as pessoas, promovendo uma caminhada por alguns locais da freguesia. Um final de tarde diferente, saudável e bem acompanhado 3.
Esteja atento ao programa integral !
 
1. Ver www.jf-carnide.pt/cr_agenda_detalhe.php?aID=661
2. Ver www.jf-carnide.pt/cr_agenda_detalhe.php?aID=666
3. Ver www.jf-carnide.pt/cr_agenda_detalhe.php?aID=667
publicado por Sobreda às 00:44
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Jogos Olímpicos - já a pensar em 2012...

 

 

 

Monginho
In "Jornal Avante" nº 1813 de 2008.08.28

 

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publicado por teresa roque às 17:19
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Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Pista Moniz Pereira com novas valências

Ontem ao fim da tarde houve ‘continuação’ da inauguração da Pista prof. Mário Moniz Pereira, parcialmente inaugurada em 28 de Fevereiro de 2007.

Tratava-se de mais um equipamento inacabado. Sem portaria, vestiários/balneários, e com cabines provisórias a funcionar em contentores, o “piso da pista (era) muito macio não permitindo competições para grandes velocidades” e as “bancadas de cimento se situam numa curva e não numa recta, como deveria acontecer” 1.

 

Agora, algumas novas fotos acabaram de ser publicadas no blogue Viver 2.

As fotos não podem, claro, noticiar uma outra nova ‘luta’ entre freguesias vizinhas, sobre a futura responsabilidade pela gestão daquele complexo desportivo. Mas lá que a há, lá isso há.

 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/16400.html

2. Ver http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2008/07/corrida-lanamentos-e-saltos.html

publicado por Sobreda às 00:38
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

AMBCV de parabéns

 

E já vão 14 anos... No passado dia 25 de Maio, celebrou-se, com grande festividade, a comemoração dos 14 anos de existência da Associação de Moradores do Bairro da Cruz Vermelha do Lumiar.
O evento ficou assinalado com a presença da fanfarra dos Bombeiros Voluntários do Montijo e com o inicio às 9h30 do 4º passeio de Cicloturismo com a presença de 281 participantes num percurso de 52 km pela cidade de Lisboa, com o regresso pelas 12h45. No final os participantes tiveram a sua espera um churrasco.
No período da tarde, pelas 16h, foi feita a oferta de um beberete aos convidados de honra, nomeadamente aos eleitos, ou seus representantes, da Assembleia de Freguesia, à Gebalis, ao Centro Social da Musgueira, ao K’cidade, ao blogue Viver na Alta de Lisboa, aos sócios em geral e restante população presente.
A nova direcção da Associação compromete-se a cada vez mais procurar o trabalho em rede, como um estado de espírito permanente, procurando sempre o prosseguimento do bem comum.
Deste blogue se enviam os nossos sinceros parabéns, com votos que a AMBCV tenha sempre por objectivo imediato o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida dos habitantes do bairro.
publicado por Sobreda às 01:11
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Sábado, 12 de Abril de 2008

Campo da malha

É este o estado do Campo do Jogo da Malha do Bairro da Alta de Lisboa Sul - PER 12, localizado na Rua Tomás del Nero, mesmo em frente ao Águias da Musgueira...

 

 

... tendo por entidade fiscalizadora a CML e por entidade (ir)responsável a Gebalis.

 

 

Manutenção zero; condições para a prática desportiva zero; segurança dos utentes zero. É uma freguesia de Lisboa, com certeza.

Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

A roleta do casino

Segundo o Decreto 15/2003, que permitiu abrir um casino em Lisboa, a empresa que ganhasse a concessão da nova zona de jogo da capital, teria à partida de pagar ao Estado uma contrapartida de 30 milhões de euros.
Desses 30 milhões, que teriam um pagamento faseado, como determinado no decreto, 33,5% (10,5 milhões de euros) seriam para um teatro no Parque Mayer; 16,5% (4,95 milhões de euros) para um outro espaço cultural também no Parque Mayer; a mesma quantia para a recuperação do Pavilhão Carlos Lopes; e ainda 10,5 milhões de euros para um novo museu na cidade “a criar pelo Governo”.
O decreto determina ainda que “os prazos e condições de utilização” dessas verbas sejam estabelecidos por despacho do ministro da Economia, “ouvida a Câmara Municipal de Lisboa”.
Acontece que, da referida importância, o Turismo de Portugal já tem nos seus cofres 21 milhões de euros recebidos do Casino Lisboa para obras no Parque Mayer, recuperação do Pavilhão Carlos Lopes e ainda para um novo museu na cidade.
Um dos assessores da administração do Turismo de Portugal confirma que já entraram no Instituto projectos camarários para as obras em causa. Só que… estão a ser apreciados. Só depois o Instituto despachará para o ministro da Economia, a quem compete desbloquear a verba. E por aí adiante…
Donde, o precioso dinheiro continua a não seguir para os cofres da autarquia, aliviando-os dos atrasos na concessão do empréstimo, apesar de o novo casino ter sido inaugurado há quase dois anos (20 de Abril de 2006). Ou seja, a roleta já produz ‘pilim’, mas até ao momento nada ‘tilintou’ ainda para a CML.
 
Ver http://dn.sapo.pt/2008/02/23/cidades/milhoes_casino_chegaram_a_cml.html
publicado por Sobreda às 13:23
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Domingo, 20 de Janeiro de 2008

A última partida de Bobby Fischer

Despediu-se esta 5ª fª dos tabuleiros mundiais o antigo campeão do mundo de xadrez Bobby Fischer 1. Nascido norte-americano e naturalizado islandês, desta vida e dos ‘tabuleiros de 64 casas’ fez a sua partida exactamente com… 64 anos, deixando para trás uma mistura de génio e ‘loucura’. De acordo com o seu porta-voz, o antigo campeão do mundo morreu num hospital islandês, em Reikjavik, onde vivia desde 2005. A causa da morte ainda não foi adiantada.
A conquista histórica do ceptro mundial de xadrez em 1972, no duelo, exactamente nesta mesma Reikjavik, frente ao russo Boris Spassky, o conflito com os EUA, que teve ponto alto em 1992, quando furou o embargo internacional para jogar na antiga Jugoslávia, o exílio no Japão e depois na Islândia são alguns dos momentos que marcam a vida do magistral Fischer.
Polémico, Fischer refugiara-se na Islândia, por ser procurado nos EUA, devido a ter quebrado sanções internacionais impostas pelo seu país natal. Obteve a nacionalidade islandesa para evitar ser deportado. O antigo campeão também ficou também conhecido por ter feito declarações anti-semitas e por ter manifestado apoio aos ataques de 11 de Setembro de 2001. Antes de se mudar para a Islândia, Fischer viveu anonimamente no Japão durante vários anos.
Bobby Fischer foi o mais jovem campeão de xadrez de sempre nos campeonatos dos EUA, título que conquistou com apenas 14 anos. Um ano mais tarde, entrou para a galeria dos grande mestres, ficando incontornavelmente ligado à divulgação internacional do xadrez. Numa eleição feita pelo principal periódico internacional de xadrez, o ‘Sahovski Informator’, Bobby foi considerado pelos grandes mestres como o melhor xadrezista do século XX, à frente de Alekhine, Capablanca, Karpov ou Kasparov.
De 1962 até o fim da sua carreira, em 1992, Fischer venceu todos os torneios que disputou, excepto dois, nos quais terminou em segundo lugar: Capablanca Memorial, de 1965, vencido por Boris Spassky e a Piatigorsky Cup, 1966, vencida por Smyslov. Geralmente Fischer conquistava todos os grandes torneios em que participava com 3 ou 3,5 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado 2.
Do primeiro campeonato dos EUA em que se sagrou campeão, e logo como o vencedor mais jovem e com 100% de vitórias, se transcreve uma partida disputada (com negras) contra o grande-mestre D. Byrne, denominada pelos xadrezistas como o ‘Jogo do Século’, pela sequência de sacrifícios e ataque continuado que contempla.
1. Cf3 Cf6 2. c4 g6 3. Cc3 Bg7 4. d4 O-O 5. Bf4 d5 6. Db3 dxc4 7. Dxc4 c6 8. e4 Cbd7 9. Td1 Cb6 10. Dc5 Bg4 11. Bg5 {11. Be2 seguido de 12. O-O seria mais prudente por parte das brancas} Ca4 12. Da3 {Com 12. Cxa4 Cxe4 as brancas enfrentariam sérios problemas} Cxc3 {À primeira vista, muitos podem pensar que este movimento só ajuda as brancas a criarem um centro de peões mais forte; porém, o plano de Fischer é bem o oposto. Ao eliminar o cavalo em c3, torna possível um sacrifício via Cxe4 e esmagar o centro de peões brancos enquanto o rei continua preso no centro} 13. bxc3 Cxe4 {A continuação natural do plano das pretas} 14. Bxe7 Db6 15. Bc4 Cxc3 16. Bc5 Tfe8+ 17. Rf1 Be6!! {Se este foi o ‘Jogo do Século’, então Be6 foi o lance do século. Fischer troca sua rainha pela possibilidade de atacar com suas peças menores. Negar a oferta de dama não é tão simples: 18. Bxe6 leva ao Mate de Philidor (mate sufocado) com 18. Db5+ 19. Rg1 Ce2+ 20. Rf1 Cg3+ 21. Rg1 Df1+ 22. Txf1 Ce2#. Outras formas de negar a captura da dama também deixam as brancas em perigo, como, por exemplo: 18. Dxc3 Dxc5} 18. Bxb6 Bxc4+ 19. Rg1 Ce2+ 20. Rf1 Cxd4+ {Este golpe táctico, onde o rei toma vários cheques descobertos em seguida, é por vezes chamado de pêndulo, ou, ainda, moinho de vento} 21. Rg1 Ce2+ 22. Rf1 Cc3+ 23. Rg1 axb6 24. Db4 Ta4 25. Dxb6 Cxd1 26. h3 Txa2 27. Rh2 Cxf2 28. Te1 Txe1 29. Dd8+ Bf8 30. Cxe1 Bd5 31. Cf3 Ce4 32. Db8 b5 {Todas as peças (inclusive peões) das pretas estão defendidas; a rainha branca não tem nada a fazer} 33. h4 h5 34. Ce5 Rg7 35. Rg1 Bc5+ 36. Rf1 Cg3+ {Agora Byrne já está preso na teia mortal de Fischer. O resto é apenas a continuação lógica do jogo} 37. Re1 Bb4+ 38. Rd1 Bb3+ 39. Rc1 Ce2+ 40. Rb1 Cc3+ 41. Rc1 Tc2 # 0-1
Finalmente, sabe que em Telheiras tem onde praticar esta modalidade? 3
1. Ver Biografia IN http://pt.wikipedia.org/wiki/Bobby_Fischer
2. Ver http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/219692
3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/164334.html
publicado por Sobreda às 02:43
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Sábado, 5 de Janeiro de 2008

O terrorismo do Rali

A ameaça terrorista forçou ontem, pela primeira vez, o cancelamento de um grande evento desportivo internacional, o rali todo-o-terreno Lisboa-Dakar, cuja 30ª edição deveria arrancar hoje, junto ao Mosteiro dos Jerónimos.
Cerca das 12h de ontem, a organização do Lisboa-Dakar, a cargo de uma empresa francesa, confirmava o que já muitos esperavam: o cancelamento da prova, um dia após o Governo francês ter desaconselhado fortemente os seus cidadãos, incluindo os participantes no rali, a deslocarem-se à Mauritânia, tendo o director da prova, Etienne Lavigne, anunciado o cancelamento da 30ª edição, justificando a decisão com as tensões políticas internacionais, ameaças terroristas e o recente atentado mortal que vitimou quatro franceses na Mauritânia.
A posição do Executivo francês, que foi decisiva para esta decisão inédita foi tomada na sequência do assassínio de quatro turistas franceses na Mauritânia, a 24 de Dezembro, numa acção alegadamente perpetrada por uma célula de uma organização terrorista.
Não foi apenas o Governo português que sofreu um revés com o investimento feito na prova. Patrocinadores e pilotos poderão não ver reembolsados os seus investimentos e as Câmaras Municipais de Lisboa e Portimão, os concelhos de onde iam largar as primeira e segunda etapas, também terão de lidar com perdas significativas 1.
A mensagem de um dos ramos de um grupo terrorista no Magreb islâmico, que critica o que chama de colaboração do regime mauritano com os “cruzados, os apóstatas e os infiéis” era já conhecida desde o dia 29 de Dezembro 2. A empresa francesa responsável pelo Rali equaciona agora devolver até 28 de Fevereiro cerca de 21 milhões de euros aos 570 participantes 3.
O principal patrocinador - a Santa Casa da Misericórdia - ia investir 5 milhões de euros 4. A autarquia algarvia investiu 1,5 milhões de euros e o presidente da edilidade já anunciou que irá solicitar à organização do Rali o retorno do investimento. É público que em Dezembro a CML aprovou a atribuição de um subsídio de cerca de 400.000 euros à organização portuguesa do Rali.
Por outras palavras, os nossos impostos, incluindo os municipais, destinavam-se ao dispêndio de combustível (agora que o petróleo passou a barreira dos 100 dólares), a ‘agressões terroristas’ sobre paisagens protegidas e ao próprio deserto. Esperemos agora que ‘jamais, jamais’.
 
1. Ver Lusa doc. nº 7862445, 04/01/2008 - 16:57
2. Ver www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=39&ContentId=231728
3. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=272382&idselect=9&idCanal=9&p=200
4. Ver www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=39&ContentId=231732
publicado por Sobreda às 02:10
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

As 64 casas da Biblioteca

A antiguidade do Xadrez originou muitas lendas sobre a sua invenção. Apesar desta diversidade, há aspectos que são comuns à maioria das histórias, como aquele que atribui o seu aparecimento à necessidade de entreter personalidades importantes, como monarcas e chefes militares.

É o caso da lenda que tem por cenário as guerras entre Gregos e Troianos: terá sido durante o prolongado cerco de Tróia, que Palamedes, chefe do exército Grego, para ocupar o tempo dos seus soldados inventou um jogo chamado “Petteia”, que muitos consideram antepassado do xadrez.

Mas a versão mais consensual entre os praticantes é o de o Xadrez terá nascido na Índia, tendo a história como personagem principal um sábio de nome Sissa que, para ajudar o rei a ultrapassar a tristeza resultante da morte de um filho, inventou um jogo - num tabuleiro de 8 por 8 casas - que se chamava “Chaturanga”. Este rei ter-se-á entusiasmado desejando compensar o sábio pelos seus serviços. O sábio terá então pedido um grão de trigo pela primeira casa do tabuleiro de xadrez, dois grãos pela segunda casa, quatro pela terceira, oito pela quarta e assim por diante. Os matemáticos chamados a calcular o número de grãos de trigo que o rei teria de pagar ao sábio chegaram ao espantoso resultado de 18.446.744.073.709.551.615! Pelo que não havia terra suficiente para garantir tamanha produção.

Em Telheiras, a A.R.T. obteve da CML, no início da década, a cedência de dez tabuleiros. Com esse material passou a ministrar com regularidade aulas de iniciação aos mais jovens, tendo estes chegado a participar em simultâneas e torneios dos então Jogos de Lisboa. Mais tarde a A.R.T. optou por divulgar o xadrez junto da comunidade local e dos utilizadores da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro (BMOR), transferindo, por empréstimo, esses tabuleiros para esta biblioteca.

A curiosidade de aprender, a vontade de jogar, a presença de parceiros, a qualidade do espaço e sabe-se lá que mais motivações foram chamando e fidelizando jogadores à BMOR. Hoje há já muitos que não dispensam uma visita, às 4ªs fªs ao fim da tarde, à sala de leitura do rés-do-chão da BMOR para uma relaxante partida com dois entusiastas animadores do referido bairro.

Entre na Biblioteca e descubra também o jogo das ’64 casas’ que entusiasmou os reis de outros tempos e entusiasma de novo os jovens leitores de hoje.

 

Ver http://blx.cm-lisboa.pt/noticias/detalhes.php?id=320

Sábado, 17 de Novembro de 2007

Arte do movimento

Telheiras é considerada por muitos ‘traceurs’ nacionais como uma das melhores zonas do país para a prática do ‘Parkour’ 1. Para alguns, a 6ª fª tornou-se um dia especial. Todas as semanas, pelas 18h, agendam um treino físico e/ou técnico para quem quiser assistir ou participar, logo à saída do metro de Telheiras, antes de irem rodar os vários ‘spots’ em Telheiras 2.

Também um par de praticantes criaram, em meados do passado mês de Outubro, um blogue sobre esta actividade na Zona T(elheiras) 3.

Já em Julho do ano passado um semanário nacional editava uma reportagem, também iconográfica, sobre estes ‘ninjas urbanos’ 4.

Sendo uma versão estilizada do francês, ‘Parkour’ significa percurso - não sendo propriamente um desporto, porque não há competição, a sua essência residirá na superação dos próprios limites humanos, não sendo uma arte marcial, mas aliando mente e movimento. Poderá ser considerado tanto uma disciplina como uma forma de arte contemporânea, conjugando aspectos da ginástica, atletismo, dança e artes marciais 5.

 

1. Ver http://pkportugal.blogspot.com/2007/11/notcias.html

2. Ver http://parkourminhavisao.blogspot.com/2007/11/6-feira-o-dia-agendado.html

3. Ver www.parkourtelheiras.info

4. Ver suplemento Única do Expresso nº 1757, de 2006-07-01.

5. Mais informações podem ser encontradas no URL www.parkourpt.com/parkour/#parkour

Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Salários à tona de água

Cerca de 50 monitores, desde professores de natação, de hidroginástica e nadadores-salvadores, a trabalhar nas piscinas municipais de Lisboa em regime de avença, estão sem receber ordenado desde Setembro, um atraso que a autarquia afirma que será regularizado em Dezembro.

Um destes funcionários das piscinas relata que os atrasos no pagamento dos salários são frequentes, mas que este ano a situação está a arrastar-se mais do que o habitual.

Segundo afirma um professor de natação, que há quatro anos trabalha nas piscinas municipais durante a época desportiva (entre Setembro e Julho), “nunca conseguimos receber a horas. Este ano é mais um em que isso acontece e está a demorar mais do que o costume”.

Ainda de acordo com o monitor, os trabalhadores fizeram os contratos de avença com a CML a 7 de Setembro e ainda não lhes foi pedido que passassem os recibos para receberem os ordenados, o que, por esta altura em anos anteriores, “já costumava ter acontecido”.

Ao que parece o atraso dever-se-á a um problema jurídico nos contratos. Segundo afirmou fonte camarária “é verdade que existe algum atraso na regularização do pagamento, porque os contratos inicialmente assinados tinham algumas deficiências, de natureza jurídica, que tiveram de ser corrigidas, o que implicou que o processo que, normalmente, sem este problema, já demoraria dois meses, tivesse de voltar ao início”.

Entretanto, estes e outros trabalhadores da CML tentam sobreviver 'à tona de água'.

Ver Lusa doc. nº 7702942, 14/11/2007 - 17:39

publicado por Sobreda às 01:27
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

Dar ao pedal

A propósito do seu 37º aniversário, a CGTP-IN promove o seu XVI Encontro de Cicloturismo, que decorre no dia 5 de Outubro, com início e fim na Cidade Universitária, após passagem pelo Lumiar. A partida será dada às 8h da manhã e o percurso conta com dois controlos devidamente assinalados.

A organização, que está a cargo da Direcção da União dos Sindicatos de Lisboa (USL/CGTP-IN), conta com três centenas de participantes nesta tradicional iniciativa de convívio desportivo, que terão de ‘mostrar o que valem’ ao longo de 65 km. Os ciclistas desfrutarão de uma boa oportunidade para usufruir da paisagem e descobrir novidades que só se pode alcançar montado numa bicicleta.

 

Ler www.agendalx.pt/cgi-bin/iportal_agendalx/A0001166.html?area=Ar%20Livre&tabela=arlivre&genero=Desporto&datas=&dia=&mes=&ano=&numero_resultados=

publicado por Sobreda às 00:31
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Domingo, 30 de Setembro de 2007

CDU exige reabertura das Piscinas dos Olivais

CDU exige reabertura das Piscinas dos Olivais

28-Set-2007

A CDU dinamizou a entrega na sessão da Câmara Municipal de Lisboa de dia 26 de Setembro de um abaixo-assinado em defesa das Piscinas Municipais dos Olivais, subscrito por 1823 cidadãos. Aí exigiu o fim da política de encerramento e privatização destes equipamentos na Cidade.

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publicado por cdulumiar às 10:47
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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

A malha está (re)lançada

É mesmo verdade. Os antigos jogadores estão a juntar-se e os rapazes novos também estão a aparecer. A rua anima-se em tardes de sábado e domingo ensolarado, e um qualquer vazio urbano de, pelo menos, dez por trinta metros torna-se campo suficiente para a malha.

O antigo tesoureiro do Centro Cultural de Telheiras, de 72 anos, é um dos jogadores. Com ele estão muitos outros que já passaram as sete décadas. Os mais novos dominam já as regras do tradicional jogo da malha. E novas equipas se estão a formar, fazendo regressar a prática aos terrenos de Telheiras, tal e qual com nos tempos da aldeia viva.

“É uma maravilha, muito melhor do que andar pelos cafés”, afirma entusiasmado e imaginando ali um banquinho para as cartas, como solicitou à Junta de Freguesia do Lumiar. Mas logo o olhar se ensombra de susto. “Mas já me falaram que iam fazer um prédio aqui!”

O terreno em causa é o que fica entre a Rua Prado Coelho e o Eixo Norte-Sul. A ART espera que a EPUL não venha a encher com mais prédios aquele tão estimado espaço ‘vazio’. Por isso, para dar energia comunitária àquela área expectante, vão-se aceitando novas inscrições no grupo da malha 1.

Também durante todo o dia do próximo 23 de Setembro, na Rua Prista Monteiro, Bairro da Horta Nova, se vai realizar um torneio do jogo da malha, inserido em “Olhar Carnide em Setembro”, integrado nas Festas da Freguesia. Aproveite e durante todo este mês passe pela Feira mais antiga de Lisboa, no Largo da Luz 2.

Aceite igualmente estes desafios. E…, boa malha!

 

1. Ler artigo de Ana Contumélias no Boletim ‘ART informação’, nº 25

2. Ver Programa em www.jf-carnide.pt

publicado por Sobreda às 14:51
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Sábado, 14 de Julho de 2007

Ex-piscina de referência no Campo Grande

Projectada na década de 50 por Francisco Keil do Amaral, foi durante anos piscina de referência dos lisboetas, principalmente durante o Verão, quando era retirada a cobertura e funcionava como espaço ao ar livre. Hoje é ponto de encontros sexuais e abrigo de toxicodependentes. Usada em tempos pelo Sporting Clube de Portugal, servia ainda para a prática de natação durante o Inverno, até que em Setembro de 2006 foi encerrada por falta de condições de utilização, nomeadamente dos balneários.

Fechada há quase um ano, a antiga piscina do Campo Grande, em Lisboa, é por isso hoje local privilegiado para encontros sexuais e abrigo de toxicodependentes, onde o lixo e a vegetação conquistam cada vez mais espaço. Actualmente, ferros, bidões, tubos, oleados, cadeiras partidas, caruma de pinheiros e latas de refrigerantes ocupam o recinto, que recentemente foi vandalizado.

“Isto está tudo abandonado, a rede foi cortada há dois meses e desde aí isto tem servido para virem para aqui com os rapazes fazer já se sabe o quê”, disse um jardineiro que trabalha no Campo Grande há mais de duas décadas, referindo-se aos encontros sexuais que ali têm lugar. Embrenhado na tarefa de cortar a já alta vegetação que protege a piscina dos olhares de quem passa, o jardineiro - que recusou identificar-se - acredita que um espaço mais exposto desencorajará tais práticas, pelo menos durante o dia.

João Donato, de 80 anos, que lidera a indignação do grupo de quatro reformados que passa os dias no Campo Grande em torno de uma mesa de cartas a jogar a sueca, considera “absurdo” e “inacreditável” o estado de abandono e de degradação a que chegaram as instalações da antiga piscina. “Chegam-se a ver casais, sobretudo de homens, em actos sexuais em pleno dia. É inacreditável”. Vítor Silva, 72 anos, outro elemento do grupo, revolta-se com o chão “pejado” de preservativos nas imediações da piscina e em várias áreas do jardim.

Um antigo utente da piscina, funcionário público de 52 anos e residente no Bairro das Colónias, não esconde a tristeza que a degradação do espaço lhe provoca. “Quando me lembro de que há 10/15 anos vinha para a piscina, custa-me, dói-me ver aquilo fechado e naquele estado de abandono”, pois tinha na piscina e no jardim do Campo Grande “uma referência” na animação da capital, particularmente durante o Verão. Este funcionário público, que trabalha naquela zona há cerca de um ano, passa frequentemente a sua hora de almoço no Campo Grande, um jardim que, segundo diz, em 40 anos beneficiou apenas da construção de um parque infantil e de um circuito de manutenção.

“O jardim está num estado de abandono terrível, muito sujo, há papéis, fezes e urina por todo o lado, um cenário que só chama mais marginais. Não me admira que a piscina seja um refúgio de droga”. Lamenta o fim do serviço de aluguer de bicicletas e o encerramento dos ringues de patinagem e dos campos de ténis, estruturas que traziam gente ao jardim.

Mas as queixas dos utentes do Campo Grande estendem-se também à falta de casas-de-banho, à degradação dos equipamentos (bancos e mesas), à falta de bocas de incêndio e de pontos de água, à insegurança e aos assaltos e roubos. “As torneiras e os lavatórios dos balneários foram roubados, rouba-se tudo aqui, até mesmo as ninhadas de patos que nascem no lago”.

O lago é outro dos pontos críticos do jardim, já que, segundo o concessionário da Esplanada do Lago, uma das poucas estruturas que continua a funcionar, há sete anos que a água não é mudada e os tradicionais barcos apenas ao domingo registam alguma actividade. O comerciante diz que tem hoje 10% dos clientes que tinha há oito anos, uma realidade que atribui por um lado à perda de hábitos dos lisboetas e por outro à falta de atractivos e ao estado de conservação do jardim.

A Comissão Administrativa (CA) da CML disse “desconhecer completamente” que o recinto da piscina esteja a ser usado para encontros sexuais e que há um projecto para a reabilitar e transformar num espaço ao ar livre “enquadrado na recuperação” daquela zona, mas tudo depende agora do novo executivo camarário.

Pois sim, só não esclareceu que esse projecto de recuperar a antiga piscina do Campo Grande passa pelo luxo de “um health club a concessionar”. Megalomanias.

 

A situação desta e de outras piscinas municipais foi já denunciada no comunicado disponível em www.dorl.pcp.pt/cdulisboa/index.php?option=com_content&task=view&id=374&Itemid=43

Fonte: Cristina Fernandes Ferreira, Lusa nº 7286063, 2007-07-13

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publicado por Sobreda às 00:04
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

Democratizar as actividades desportivas

Acentuando que a “prática desportiva” é um direito de toda a população, a candidata da CDU, Rita Magrinho, lembrou que esta deverá ser garantida “pelo associativismo desportivo, os pequenos e médios clubes, as secções desportivas dos grandes clubes, as colectividades de cultura e de recreio, as associações e federações de modalidades desportivas”.

Da sua acção, em especial a dirigida à população mais jovem, “resultará um forte contributo para a construção de um país melhor, mais livre e mais justo”, porque “temos, na CDU, uma experiência e um conhecimento da realidade desportiva de Lisboa resultante da direcção do pelouro do desporto, ao longo de 12 anos, na década de 90, na Câmara”, afirmou.

Algumas das medidas concretas incluem as seguintes acções:

• Criar um plano de intervenção específico, dirigido à população que ainda não pratica desporto, a fim de promover a sua adesão progressiva;

• Propor à população de Lisboa e a todos os parceiros (associativismo, escolas, empresas) a recuperação dos “Jogos de Lisboa”, interrompidos pelos mandatos camarários dos últimos seis anos;

• Apresentar o seguinte cronograma intercalar para relançar os “Jogos de Lisboa”:

- Proposta, discussão e aprovação do projecto de relançamento – de Setembro a Dezembro de 2007;

- Lançamento dos Jogos - 2008

- Realização dos Jogos de Lisboa - 2009

• Retomar a Carta de Equipamentos Desportivos;

• Reabilitar o Pavilhão Carlos Lopes, conferindo-lhe utilização polivalente;

• Garantir um bom funcionamento dos equipamentos desportivos, designadamente as piscinas e os pavilhões municipais, sob gestão pública e ao serviço de toda a população.

publicado por Sobreda às 01:06
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Terça-feira, 10 de Julho de 2007

Uma ‘seca’ de piscinas

O encerramento e a degradação do Complexo Desportivo Municipal dos Olivais e das Piscinas Municipais do Areeiro e Campo Grande são mais um exemplo da desastrosa gestão de direita na CML nos últimos seis anos de governação e da incapacidade de responder adequadamente às necessidades lúdicas e desportivas da população de Lisboa.

Os projectos de requalificação destas instalações, que estavam preparados e organizados pelos serviços camarários, anteriormente a 2002, foram desde então ignorados e metidos na gaveta. A ausência de obras de manutenção conduziu por isso à sua contínua degradação, contribuindo para um serviço deficiente para os seus utentes. Estes equipamentos desportivos passaram mesmo há vários meses a estar sob a ameaça de demolição.

Na situação concreta do Complexo Desportivo Municipal dos Olivais, os interesses da população foram gravemente atingidos pelo encerramento da piscina nova de 25 m, aberta ao público em 2000, incluindo valências de aprendizagem para crianças e jovens e hidroginástica, tão apreciada pela população menos jovem, além da utilização livre.

A degradação e o encerramento do referido complexo bem como das piscinas do Areeiro e do Campo Grande têm como claro objectivo a sua privatização, cerceando o acesso da população da cidade a estes equipamentos, restringindo a sua utilização à população com maiores recursos financeiros.

Nos últimos meses têm sido várias as peripécias que se sucedem nas piscinas municipais de Lisboa: inauguradas e encerradas logo de seguida por incapacidade de gestão camarária ou devido a rachas e infiltrações, depois de reabertas ou faltam cacifos ou exige-se um modelo único de cadeado, faltam tapetes de borracha nos balneários e as quedas com acidentes de ‘bate cabeças’ a sucederem-se, até ao já famoso fecho por falta de dinheiro para aquisição de cloro. Só falta a EPAL mandar fechar as torneiras para se aprender um novo estilo: natação a seco. Mais grave foi ainda o caso de outra piscina inicialmente preparada para assistência a deficientes ter sido remodelada para piscina normal e a sua gestão ter sido entregue a privados.

 

Por isso a CDU na CML, com o conhecimento profundo com que tem acompanhado esta realidade, exige que, em nome do interesse público:

- sejam definidos e concretizados programas de valorização destas piscinas, respeitando o seu significado histórico e arquitectónico;

- as mesmas continuem a ser geridas pelo município em função das necessidades de todos os utentes que as procurem;

- se mantenham integradas no património desportivo municipal;

- após a respectiva recuperação sejam devolvidos ao usufruto público.

 

Recorde-se que há seis anos a gestão de direita na CML decidira encerrar os "Jogos de Lisboa", uma organização municipal que diversificava modalidades e democratizava a participação lúdica e desportiva popular, designadamente, de dezenas de milhares de jovens na cidade.

 

Ver www.dorl.pcp.pt/cdulisboa/index.php?option=com_content&task=view&id=374&Itemid=43

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publicado por Sobreda às 01:45
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Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

Proibida a entrada !

Onde, onde? Na pista municipal de atletismo prof. Moniz Pereira, recém inaugurada na Alta de Lisboa, no passado dia 15, na presença do actual e anterior Presidentes da República, do chefe do executivo camarário e respectivos vereadores, entre outras individualidades.

Não pode ser! Não haverá qualquer engano? Então acabou de ser ‘inaugurada’ e já encerrou? De facto, a placa à entrada avisa: “Proibida a entrada a pessoas estranhas à obra” ! Mas qual obra? Será já para obras de ‘restauro’?

Não ! Trata-se apenas de mais um equipamento inacabado. Ou, por outras palavras, de mais uma trapalhada à altura dos executivos camarários lisboetas dos últimos cinco anos. De facto, houve mais uma sessão de corta-fitas, mas o equipamento vai continuar em obras durante mais... seis meses.

“Construída em frente ao Parque Oeste, no Alto do Lumiar, a pista com que Lisboa e o país homenagearam o carismático treinador de atletismo - Mário Moniz Pereira - não tem portaria, vestiários/balneários, os acessos não estão em condições de utilização e a zona envolvente à pista encontra-se num estado caótico”. E segundo o vereador do desporto, "já estão instaladas na pista cabines provisórias, a funcionar em contentores” e "a pista pode começar a ser utilizada. Claro que não há duchinho de água quente no final".

Mas as críticas ao equipamento não se ficam por aquilo que ainda não existe. Entidades ligadas ao mundo do desporto consideram que o "piso da pista é muito macio não permitindo competições para grandes velocidades" e que as bancadas de cimento se situam numa curva e não numa recta como deveria acontecer". Acresce a localização do equipamento - a poucos metros do Eixo Norte-Sul - o que não será "propício à prática desportiva que se deseja para o local".

Até estão previstos um restaurante, SPA e pista de ski, embora para já não possa ser utilizada para a prática desportiva. E tudo porque a envolvente do equipamento desportivo inaugurado a semana passada está em estado caótico. Mas lá que a ‘fitinha’ já foi cortada...

Pista de atletismo aberta sem balneários nem acessos por Ana Fonseca, ver os URLs http://jn.sapo.pt/2007/02/28/sul/pista_atletismo_abertasem_balnearios.html e www.rtp.pt/index.php?article=272444&visual=16&rss=0

publicado por Sobreda às 19:46
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