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Domingo, 2 de Novembro de 2008

Autarquia e Estradas de Portugal podem ser processadas

As vítimas das inundações em Sete Rios ponderam avançar com uma acção judicial contra a CML e as Estradas de Portugal, pois querem ser ressarcidos dos prejuízos provocados pela tromba de água que atingiu aquela parte da cidade, há duas semanas.
Duas semanas depois ainda está bem viva na memória a enxurrada de água que entrou por vários restaurantes e casas de Sete Rios. Aquela zona da capital transformou-se num verdadeiro lago e as contas aos prejuízos ainda estão a ser feitas. Para já está a ser estudada a hipótese de avançar com uma acção contra a autarquia e as Estradas de Portugal, explica o proprietário de um dos restaurantes afectados.
Grande parte da água que inundou Sete Rios caiu do Eixo Norte-Sul, que passa por cima daquela praça, e também dos algerozes daquele viaduto. Estes problemas de escoamento começaram, entretanto, a ser arranjados, como testemunham alguns comerciantes.
Mas Sete Rios não foi a única zona da capital que inundou naquela altura. Outras das ruas de Lisboa transformaram-se também em verdadeiros rios, no passado dia 18.
Por exemplo, a Avenida de Berna foi do mesmo modo atingida pela tromba de água e as inundações de 18 de Outubro. Os comerciantes que trabalham cara a cara com a Fundação Calouste Gulbenkian avançam várias explicações para o sucedido.
Do que não há dúvida é que, quer nestes locais, quer na Praça do Chile, aponta-se o dedo à responsabilidade da CML, devido ao estado de entupimento das sarjetas 1. Problema que neste blogue fora já alertado no final do passado mês de Setembro 2.
 
1. Ler www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=53&ContentId=265338
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/335173.html
publicado por Sobreda às 00:46
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Loteamentos entre a Estrada de São Bartolomeu e a Azinhaga de Santa Susana

Os vereadores do PCP na CML acabaram de entregar, no passado dia 16 de Outubro, o seguinte Requerimento sobre a freguesia da Ameixoeira, com pedido de explicações ao executivo camarário:

“A exposição por nós recebida, da parte da empresa SIMOSAN – Sociedade Imobiliária Santos, Lda, a propósito das sucessivas respostas dadas pela Câmara à pretensão de loteamento/edificação, num seu terreno situado na freguesia da Ameixoeira, entre a Estrada de São Bartolomeu e a Azinhaga de Santa Susana, que instruiu o processo 1078/EDI/2003, suscitam-nos um conjunto de questões por esclarecer, razão pela qual, nos termos do exercício do direito à informação estabelecido na alínea s), do n.º 1 do art. 68º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5 A/2002, de 11 de Janeiro, os Vereadores do PCP na Câmara Municipal de Lisboa requerem a V. Exa. informação sobre:
1. Quais os fundamentos da viabilização das operações urbanísticas, mais ou menos recentes (localização em anexo), situadas a norte do terreno objecto do processo 1078/EDI/2003, acima referido, bem como a situação de armazém localizado em terreno situado a nascente, todos confinantes à Estrada de São Bartolomeu, junto à rotunda/nó do Eixo Norte-Sul, igualmente enquadráveis na classe de aptidão de uso do solo de “reconversão urbanística habitacional”, nos termos do PDM de Lisboa, uma vez que não existe qualquer plano de urbanização ou de pormenor em vigor capaz de lhes conferir viabilidade;
2. Qual o fundamento específico do realojamento do Sr. Francisco Ribeiro Silva Aparício, decidido por despacho do, então Vereador do Pelouro da Habitação, em 07/02/2001, sobre a informação 201/DGPSR/2001, no âmbito do PER, atendendo à condição de arrendatário da sua residência precária no terreno da empresa SIMOSAN;
3. Quais instrumentos estão previstos, nomeadamente de planeamento como pressupõe o PDM de Lisboa para a zona em causa, ao classificá-la como de reconversão urbanística, no sentido de dar urgente resposta às condições caóticas de acessibilidade ao Eixo Norte-Sul, no nó em questão, tão mais premente, quando os fluxos viários gerados na envolvente poente ao nó ocorrem através da dotação exígua da Azinhaga da Cidade/Estrada de São Bartolomeu”.

 

 

Nota: O terreno expectante em causa é aquele que se encontra visível no centro da foto.
 
Ver www.cm-lisboa.pt/?id_categoria=79&id_item=18416
publicado por Sobreda às 00:58
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Novo acidente corta circulação no Eixo Norte-Sul

O despiste de um veículo pesado, esta terça-feira, no Eixo Norte-sul obrigou ao corte do trânsito no mesmo sentido até ao nó Segunda Circular.

De acordo com informação da Brigada de Trânsito (BT) da PSP, o acidente, do qual resultou um ferido ligeiro, ocorreu cerca das 14h45 junto ao nó de Telheiras no sentido Norte-Sul do eixo Norte/Sul. Durante a tarde o trânsito foi desviado para a Avenida das Nações Unidas, no nó de Telheiras, podendo voltar ao eixo Norte/Sul no nó da Segunda Circular, acrescentou a mesma fonte.
Parte do separador central da via foi derrubando devido ao acidente, que também danificou um poste de energia eléctrica que teve que ser removido, motivos que levaram a que a circulação de trânsito se fizesse apenas nas faixas direita e central no sentido Sul/Norte.
Neste sentido, o trânsito foi desviado para a Avenida das Nações Unidas, podendo voltar a circular pela entrada da Avenida Padre Cruz ou no Lumiar 1.
Recorda-se a péssima iluminação existente, quer nos acessos de Telheiras ao e do Eixo Norte-Sul, quer em no troço da Segunda Circular ao longo de toda a zona do Campo Grande, o que, obviamente, dificulta uma circulação rodoviária em segurança.
 
1. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=043A5388-D09C-42E5-BFA1-3D95FF2B23D6
publicado por Sobreda às 00:47
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

Do lusco-fusco à escuridão total

É frequente encontrar-se uma sequência de vários candeeiros apagados, um pouco por toda a cidade. Exemplo da falta de iluminação pública é o de uma via muito frequentada, como a Segunda Circular, nos seus acessos nas imediações do Campo Grande. Não será, talvez, por isso de estranhar a frequência com que aí ocorrem acidentes rodoviários 1.

Se no caso da sua zona de residência existirem lâmpadas fundidas, lixo acumulado na via pública, buracos nas ruas e nos passeios, anomalias de sinalização ou jardins em mau estado, os munícipes deverão contactar o programa Lisboa Alerta para o número 808 203 232.
Bastante anormal, porém, será existirem ruas sem um único candeeiro.

 

 

Mas tal é o que acontece, precisamente, numa zona de construção consolidada, vai já para 8 anos, no Parque dos Príncipes em Telheiras, quer na Rua Frei São Bento Menni, quer na Rua professor Simões Raposo, bem em frente ao Eixo Norte-Sul.
Nem um único candeeiro!! É a escuridão total 2, foco óbvio de insegurança para os transeuntes e os residentes nesses locais. Que medidas já tomaram a Junta de Freguesia e a CML para resolver o problema? Lamentavelmente, até ao momento, nenhumas.
 
1. Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1019712 e http://aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200809308837042
2. O lusco-fusco, e a má visibilidade daí decorrente, dura muito mais tempo do que o considerado pelo Gato Fedorento em http://www.youtube.com/watch?v=kwYyvfpksw4 ou www.youtube.com/watch?v=T6IN4Rwy_zQ
publicado por Sobreda às 01:25
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Sábado, 23 de Agosto de 2008

Azinhagas ‘entupidas’ na Ameixoeira

Um morador da Rua Fernando de Gusmão gostaria de saber se está previsto algum tipo de ligação entre esta rua e a rua que dá acesso à rotunda do Eixo Norte Sul. Todos os dias ele e centenas de moradores têm de se deslocar através de estreitas ruas, onde dois carros mal se cruzam sendo que, segundo afirma o próprio, já danificou o carro com toques e raspagens nos muros, pois “muitas daquelas casas estão inabitadas e em avançado estado de degradação”.
Em resposta à mensagem enviada para a o blogue CDU Lumiar 1, devemos esclarecer que os acessos do Eixo Norte/Sul foram sofrendo várias alterações ao plano inicial, pelo que nos é difícil perceber hoje, tal como à população, qual será o resultado final 2.
Mesmo a CML não esclarece devidamente quanto às infra-estruturas viárias da sua responsabilidade, alterando muitos projectos com o argumento financeiro como factor determinante para a falta de concretização dos melhoramentos necessários.
No entanto, parece haver alguma certeza de que os acessos ao Eixo mais próximos da Rua Fernando Gusmão são o Nó da Ameixoeira que já está a funcionar, e cujo acesso é feito através do Núcleo Histórico da Ameixoeira, que presumimos serem as tais ruas estreitas por si referidas.
Neste caso a CDU defende há muito tempo que será necessário realizar o reordenamento viário desta Zona Antiga através de circulação em sentidos únicos, mas que estará comprometida pelo encerramento definitivo da antiga Azinhaga de São Gonçalo, aquando da construção do Eixo, e que poderia ser reformulada e reaberta. Outra solução poderia passar pela concretização de uma via que estava projectada para ligação dos Bairros junto à chamada Casa da Cultura até à Estrada de São Bartolomeu/Nó da Ameixoeira através da Rua Manuel Martins da Hora, embora esta hipótese implicasse a demolição de uma área considerada de génese ilegal - a Quinta da Mourisca - junto ao Núcleo Histórico, o que seria bastante demorado, pois implica expropriações e realojamentos.
Na verdade a urgência de cumprir a obra do Eixo Norte/Sul foi remetendo as alternativas de acessos ao impossível porque nem a CML nem a EP - Estradas de Portugal se preocuparam com os residentes na Ameixoeira, e com as dificuldades que iria criar uma via desta envergadura. Esta situação sempre foi denunciada por nós mas infelizmente não teve grandes repercussões na política de ordenamento da Câmara, que preferiu deixar por conta de um construtor dos edifícios o alargamento da curva na Estrada de São Bartolomeu / Azinhaga da Cidade em vez de cumprir o projecto atrás referido, o qual era muito mais abrangente.
Existe ainda outro acesso ao Eixo Norte/Sul, previsto através do Nó do Alto do Lumiar na Charneca, junto à Feira das Galinheiras, mas essa entrada e saída só devera funcionar mais tarde quando for concluída a nova Av. Santos e Castro.
Resumindo, as soluções são urgentes e algumas hipóteses já estão ou estiveram previstas, mas a inércia do Município na defesa dos interesses da Ameixoeira parece não preocupar quem apenas olha para os mapas sentados nas secretárias e até a própria Junta de Freguesia que sofre, na nossa opinião, de uma falta de actividade nas reivindicações necessárias.
Pela nossa parte temos denunciado estas situações através de publicações periódicas 3 e dos eleitos da CDU na Câmara e na Assembleia municipais, mas as propostas ou sugestões não têm sido bem aceites pelo actual Executivo. Apelamos também por isso à reclamação dos munícipes através dos seus próprios meios junto dos Órgãos Autárquicos eleitos, reforçando também estas e outras necessidades que temos apresentado, de modo a torná-las mais consistentes, reais e unitárias.
 
1. Extracto da resposta preparada por Bruno Rolo, anterior presidente da Junta de Freguesia da Ameixoeira, pela CDU
2. Recorde-se o recente corte local de vias na Ameixoeira IN http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/280320.html
3. Ver, como ex., http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/277621.html
publicado por Sobreda às 00:52
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Acessos cortados ao Eixo Norte/Sul

Na sequência do Projecto de Beneficiação do IP17-Eixo Viário Norte/Sul e para além dos condicionamentos já a decorrer ao longo da via, vão ser efectuados cortes de trânsito nos ramos de entrada e saída no Eixo Viário Norte/Sul.

Os trabalhos irão desenvolver-se por fases no troço entre a Av. Padre Cruz e a A5, em período nocturno das 21h às 6h, sendo os cortes de trânsito, bem como os respectivos desvios, acompanhados por elementos policiais devidamente sinalizados 1.

 

Porém, para as obras, que têm uma duração prevista de cerca de dois meses, não é fornecida qualquer indicação das datas precisas para o início e conclusão dos trabalhos.
Mais grave é o facto de a sinalética rodoviária não apontar quais as alternativas viárias ao corte nocturno de trânsito (como se pode constatar na foto), por exemplo, em caso de trânsito de urgência em direcção ao Hospital de Santa Maria. Preocupante é ainda a obstrução que a placa produz sobre a movimentação em segurança dos peões e pessoas com mobilidade reduzida, que são obrigados a circular no asfalto.
 
1. Ver www.cm-lisboa.pt/?id_item=17166&id_categoria=11
publicado por Sobreda às 22:28
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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Eixo Norte-Sul a todo o gás

Um acidente rodoviário envolveu esta tarde duas viaturas no Eixo Norte-Sul, uma delas de transporte de gás, tendo as autoridades cortado a circulação no sentido Sul/Norte, disse a Divisão de Trânsito da polícia.
Uma viatura de transporte de botijas de gás capotou e bateu numa viatura ligeira, cerca das 15h17 no Eixo Norte-Sul, tendo originado dois feridos e o corte da via, com desvio do trânsito para a rotunda do Forte da Ameixoeira.
A carrinha de transporte de gás capotou e projectou a carga para a faixa de rodagem, o que, por medidas de segurança, levou as autoridades policiais e de socorro a desviarem o trânsito, explicou a Divisão de Trânsito.
No local estiveram efectivos da PSP e dos bombeiros, além de ambulâncias para o transporte dos dois feridos, de quem se desconhece o estado de gravidade. As causas do acidente ainda não foram avaliadas, estando uma equipa da esquadra de acidentes no local a efectuar as avaliações e relatórios preliminares.
Porventura acabarão por 'descobrir' que as viaturas costumam por ali passar 'a todo o gás'...
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1331803
publicado por Sobreda às 23:16
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Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Falta de iluminação no Eixo Norte-Sul

Eixo Norte sul

A CDU Camarate denuncia em comunicado de imprensa que, passados seis meses da sua inauguração, ainda falta instalar iluminação em troços do Eixo Norte-Sul, com grave prejuizo para a segurança das populações. 

Ler mais

publicado por cdulumiar às 10:14
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Domingo, 16 de Março de 2008

Circular no Eixo do ruído

Telheiras e o Bairro Fonsecas e Calçada sofrem com o trânsito da 2ª Circular e do Eixo Norte-Sul. Por estas estradas há contrastes, com barreiras apenas na zona residencial conotada como mais abastada.
Há assim os que moram do lado errado da estrada. É como se a 2ª Circular fosse, naquele troço junto ao Eixo Norte-Sul, de apenas algumas dezenas de metros, a fronteira entre dois países distintos. Ou, por outras palavras, eis um péssimo exemplo das desigualdades sociais que colocam Portugal no topo do respectivo ‘ranking’ europeu.
As diferenças entre o bairro de realojamento Fonsecas e Calçada, em Telheiras Sul, e o bairro situado do outro lado daquela via, no lado Norte, não só dão nas vistas por alguma degradação e abandono do edificado e do espaço público, como nos ouvidos, graças à inexistência de barreiras acústicas para travar o barulho do tráfego à porta dos moradores que, há mais de 20 anos, para ali foram transferidos das barracas da antiga Quinta das Fonsecas e do Bairro da Calçada, na freguesia do Campo Grande.
“Não se percebe como é que daquele lado há barreiras e nós aqui temos de gramar com esta barulheira”, diz uma residente bem perto do ‘zumbido’ contínuo dos pneus no asfalto. Apesar de tudo, está conformada porque “já estou habituada”. Ainda assim, “incomoda ouvir barulho logo às cinco da manhã até às nove da noite, às vezes com as motas a piorar as coisas”.
A colocação de vidros duplos alivia o stress sonoro, mas “nem toda a gente tem dinheiro para isso”, como sublinha outra moradora que dispõe daquele sistema. “Mas no Verão, com o calor, não se pode ter a janela aberta por causa do barulho”, queixa-se. Problemas agravados no caso de quem tem bebés ou filhos de tenra idade, situação que esteve, aliás, na origem de um abaixo-assinado que uma mãe indignada fez circular pelo bairro, há cerca de um ano, em busca de uma solução que, pelos vistos, tarda em chegar.
O presidente da Junta de Freguesia diz que conhece o problema, do qual já deu conta ao vereador do pelouro do Ambiente. “Falámos do assunto no âmbito dos protocolos de descentralização de competências para as juntas e ele ficou de atender ao problema”.
O que significa que será preciso fazer bastante mais... barulho, para resolver os problemas de ruído.
 
Ver JRegião 2008-03-14, p. 8
publicado por Sobreda às 00:29
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Saltitar sobre rodas

Por habitar na zona de Loures, há quem use diariamente o eixo Norte-Sul por ser a rodovia que “melhor facilita a vida”. Mas para uma estrada que foi inaugurada à tão pouco tempo, estranham, e com razão, que o seu piso seja já bastante irregular, “pois o seu pavimento é ondulado em grande parte do novo troço”.
Por outras palavras, assim que entram na saída da C.R.I.L. até Telheiras, dizem que se anda “sempre com o meu carro aos ‘saltinhos’, o que para além de provocar danos na suspensão e folgas na direcção do carro que é recente (quem paga o prejuízo, não é?! o do costume!), não é aceitável para uma estrada pavimentada tão recentemente”.
Estranham por isso que os grandes arautos da defesa dos direitos dos lisboetas ainda não se tenham pronunciado sobre esta matéria. Talvez por alguns se terem chegado ao “poder” e depois se “calarem” 1.
Mas parte do problema dos ‘saltinhos’ podia facilmente resolver-se e em parte com melhor mobilidade, pelo recurso ao uso dos transportes públicos, designadamente para quem vem de Odivelas, da linha amarela do Metropolitano. São outras opções.
 
1. Ver http://oprofano.blogspot.com/2008/02/eixo-norte-sul-lx.html
Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Caos no Eixo Norte-Sul

O último troço do Eixo Norte-Sul foi inaugurado no dia 10 de Outubro, mas a obra ainda não está completa.
“O nó do Lumiar ficou reduzido a metade, o da Ameixoeira desemboca numa azinhaga e o da Charneca/Galinheiras simplesmente não existe”, segundo explicou um arquitecto e antigo director de Planeamento da CML.

A Estradas de Portugal (EP), empresa responsável pela via, remete para a autarquia a responsabilidade pela conclusão da obra. No entanto, o gabinete da presidência da CML não avança datas para o arranque da construção dos nós de acesso.
O resultado é filas de trânsito que se prolongam até à Segunda Circular e o agravamento dos engarrafamentos no bairro de Telheiras. Uma situação confirmada pelo subcomissário da PSP de Lisboa, que adianta terem sido já destacados quatro agentes para o local “todos os dias, às horas de ponta” 1. Pelos vistos, sem resultados práticos.
Recorda-se que os agrupamentos municipais de “Os Verdes” e do CDS apresentaram duas Recomendações diferentes sobre o Eixo Norte-Sul, na AML de 3ª fª passada 2.
 
1. Ver Metro 2007-11-23, p. 4
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/166405.html
publicado por Sobreda às 02:59
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

O Eixo Norte-Sul regressa à Assembleia Municipal

Após anteriores iniciativas - moções e requerimentos à CML - assumidas pelo Partido Ecologista “Os Verdes”, e na sequência de repetidas queixas apresentadas pelos moradores, o grupo municipal do PEV voltou a apresentar uma Recomendação sobre o “Ruído no Eixo Norte-Sul” na Assembleia Municipal do dia 20 de Novembro.
Apesar da sua aprovação por Unanimidade, a comunicação social, mesmo a presente no plenário realizado na 3ª fª passada, não fez, vá-se lá saber porquê, qualquer eco do facto.
Partindo dos princípios expressos na Constituição da República Portuguesa e na Lei de Bases do Ambiente, a Recomendação pugnava pela prevenção do ruído e o controlo da poluição do ar, sonora e visual provocada pela proximidade do Eixo Norte-Sul às habitações que o rodeiam, pondo em causa a salvaguarda da saúde pública e o bem-estar das populações, designadamente, dos residentes ao longo daquela via e dos entroncamentos com as Avenidas General Norton de Matos e Padre Cruz, especialmente, junto a Laranjeiras, Quinta dos Barros, Parque dos Príncipes, Telheiras, Alto da Faia, Paço do Lumiar e centro do Lumiar.
Nessas vias, os vários tipos de poluição encontram-se muito acima do legal e sanitariamente aceitável, como demonstram as medições que constam do mapa de ruído, interferindo na qualidade de vida dos moradores. Mesmo a pontual existência de pequenas zonas verdes ladeando o Eixo não é justificação para a não existência de um piso adaptado e de barreiras de protecção complementares que protejam aquelas zonas habitacionais.
Neste sentido, Os Verdes” na AML recomendaram à CML que implementasse “as medidas necessárias que conduzam à eliminação dos impactos sonoros nos referidos troços que forem da sua competência, por meio de ‘barreiras sonoras’ que incluam filas de árvores, vegetação arbórea e painéis absorventes do ruído”, bem como recorresse “a outras entidades competentes, como a Estradas de Portugal, para a solução dos impactos acústicos do eixo Norte/Sul e vias circundantes, que preveja a introdução de barreiras acústicas, a aplicação de pavimento betuminoso flexível com reciclado de borracha e a implementação de radares de controlo de velocidade”.
Compete agora à CML e à Estradas de Portugal executarem a deliberação unânime da Assembleia Municipal, sempre com o acompanhamento atento dos moradores das zonas afectadas.
 
Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=140&Itemid=36
publicado por Sobreda às 01:02
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Domingo, 11 de Novembro de 2007

Trânsito no Eixo Norte-Sul

O último troço do eixo Norte-Sul - numa extensão de 4,4 quilómetros e com um custo de 25 milhões de euros, 15% dos quais suportados pelo Estado português e o restante pela União Europeia - foi inaugurado a 10 de Outubro. O número de veículos que passou pelo eixo Norte-Sul desde que foi inaugurado o último troço, fez no sábado passado um mês, cifra-se em 639.054, mais 50.067 veículos do que antes da sua abertura, segundo dados fornecidos pela Estradas de Portugal (EP).

O eixo Norte-Sul tem oito sub-lanços: Benfica/Nó 2ª Circular-Eixo Norte-Sul (sentido oeste/este); Nó 2ª Circular - Eixo Norte-Sul/Benfica (sentido este/oeste); Telheiras/Nó 2ª Circular - Eixo Norte-Sul (sentido norte/sul); Nó 2ª Circular - Eixo Norte-Sul/Telheiras (sentido sul/norte); Campo Grande/Nó 2ª Circular/Eixo Norte-Sul (sentido este/oeste); Nó 2ª Circular - Eixo Norte-Sul/Campo Grande (sentido oeste/este); Laranjeiras / Nó 2ª Circular - Eixo Norte-Sul (sentido sul-norte) e Nó 2ª Circular - Eixo Norte-Sul /Laranjeiras (sentido norte-sul).

Do novo lanço Lumiar/CRIL fazem parte quatro viadutos, oito passagens superiores, três inferiores, o túnel do Grilo junto ao Forte da Ameixoeira e quatro nós de ligação desnivelados: Ameixoeira, Alto do Lumiar, Camarate e CRIL.

O primeiro troço do Eixo Norte/Sul começa depois da ponte 25 de Abril até à Avenida Padre Cruz e está concluído há mais de 10 anos. O último troço do eixo Norte-Sul localiza-se entre o Lumiar e a Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL) e demorou 20 anos a ser construído.

Este último troço visou descongestionar o trânsito actualmente existente nos acessos a Lisboa pelo Itinerário Complementar (IC) 22 e pela auto-estrada do Norte, bem como o fluxo de veículos provenientes da auto-estrada 8 e da Estrada Nacional 8, que chegam à cidade através da Calçada de Carriche.

O custo total do Eixo Norte-Sul foi de 73,6 milhões de euros - sem contar com as indemnizações das expropriações -, segundo declarações do presidente da EP proferidas durante a inauguração do último troço da via.

 

Ver http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=303753

publicado por Sobreda às 02:36
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O peão e a Avenida Padre Cruz

Reduzir as barreiras causadas pelas grandes vias rodoviárias e pelo mau aproveitamento do espaço público, devolvendo a cidade aos cidadãos, foi o tema da intervenção de Daniel Melo, morador no Alto da Faia 3, na audição preparatória do orçamento participativo da CML, realizado na 6ª fª passada, na BMOR 1.

Foi usado o exemplo concreto das dificuldades de mobilidade provocadas pelo isolamento do bairro de Telheiras face ao Lumiar, com o fosso originado pelo Eixo Norte-Sul e a Avenida Padre Cruz, e que aqui se transcreve:

 

 

“Parto do pressuposto da necessidade de melhorar a ligação e circulação entre as partes contíguas nesta zona da cidade (Telheiras e Lumiar novo e antigo), para facilitar o usufruto (via acesso por marcha pedonal) de vários equipamentos colectivos aí existentes: a escola secundária, o mercado, a junta de freguesia e as finanças do Lumiar; o Parque do Monteiro-Mor, o cemitério e os museus do Traje e Teatro no Lumiar antigo; e a zona residencial e campo de jogos em Telheiras.

Assim, na Av. Pe. Cruz (e no desvio para esta que sai do Eixo N-S) deviam-se fazer várias passadeiras para cortar o efeito de grande via rápida com que hoje é encarada a Av. Pe. Cruz. Também pensei em passagens subterrâneas, e falei em passagens aéreas, mas estas não são boa ideia, sobretudo para quem tem bicicletas, compras e carrinhos para transporte de crianças.

Além destas passadeiras, devia-se ajardinar os espaços que funcionaram como estaleiro de obras do viaduto recém-inaugurado (frente ao mercado e do outro lado da Pe. Cruz) e criar ligações entre o Alto da Faia e o Lumiar antigo, ou seja, um corredor que permita às pessoas irem directamente para o Parque do Monteiro-Mor e o cemitério pela parte baixa do Alto da Faia ou pela zona do Lumiar defronte ao mercado (passando por debaixo do viaduto do Eixo N-S desde o baixo do Alto da Faia e acompanhando o muro do cemitério até à entrada do Monteiro-Mor).

Depois, a própria Av. Pe. Cruz devia ser desnivelada, ou seja, passar em túnel até próximo do Estádio de Alvalade, pois o ruído do trânsito é muito elevado e é a melhor solução para acabar com aquele fosso na malha urbana. Existe esse projecto na CML, devia ser pensado para o futuro, não chega pôr barreiras anti-ruído no Eixo Norte-Sul” 2.

Uma intervenção pertinente. Recorda-se que o boletim ART informação nº 23 trazia já este alerta dos moradores do Alto da Faia III como tema de capa 3. Assim a CML tenha a vontade e os recursos para implementar as medidas sugeridas.

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/157297.html

2. Ver http://avezdopeao.blogspot.com/2007/11/palavra-aos-muncipes-lisboa-tambm-j-tem.html

3. Ver ART Informação nº 23 (Junho 2006), p. 1 e 11 IN www.artelheiras.pt/files/boletins/informacao_23.pdf

publicado por Sobreda às 02:29
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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007

Despiste no Eixo

O trânsito no Eixo Norte-Sul, no sentido Lisboa/Almada esteve na 3ª fª passada cortado devido a um acidente entre várias viaturas. O acidente envolveu dois camiões pesados e uma viatura ligeira, com derrame de óleos e mercadorias na faixa de rodagem.

De acordo com fonte da Brigada de Trânsito, o acidente ocorreu por volta das 9h10, a 200 metros do Aqueduto das Águas Livres, e levou ao corte total da circulação no sentido Norte/Sul com a consequente acumulação de trânsito, tendo apenas sido reaberto várias horas depois 1.

No acidente resultaram dois feridos ligeiros, que foram assistidos no local pelo INEM. No local estiveram duas gruas pesadas da PSP, para a remoção dos dois camiões envolvidos no acidente, bem como elementos da divisão de trânsito para orientar os automobilistas. O trânsito foi desviado para a radial de Benfica, para se proceder ao socorro e remoção das viaturas acidentadas 2.

Recorda-se que naquela acidentada via, há curvas com limites de velocidade desajustados e com inclinações ao contrário, facilitando o despiste das viaturas. Por isso o Observatório das Estradas e das Cidades (OSEC) vem desde há muito alertando as entidades oficiais competentes para estas situações.

O OSEC tem realizado estudos onde vem identificando “vias com curvas que violam as regras de segurança”, tendo por diversas vezes apresentado “participação criminal na Procuradoria-Geral da República relativa às situações encontradas. O objectivo da queixa é o apuramento de responsabilidades.” 3.

Para o presidente do OSEC, “se não tivesse o separador central, o Eixo Norte-Sul seria das estradas mais mortais do País” 4.

 

1. Ver www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=875640&div_id=291

2. Ver www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=875777&div_id=291

3. Ver www.antram.pt/history_details.aspx?ido=10631

4. Ver http://dn.sapo.pt/2007/02/08/cidades/eixo_nortesul_sob_vigilancia.html

publicado por Sobreda às 00:25
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Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

Via urbana sem distribuição de trânsito local

Transformar a 2ª Circular numa “via urbana de facto” parece ser o objectivo que preside à grande intervenção que a autarquia de Lisboa está a preparar para esta estrada. Desse conjunto de obras “a executar de imediato”, segundo um relatório a que o Expresso terá tido acesso, prevê-se o encerramento de alguns nós e ligações 1.

Algumas das situações consideradas pelos peritos camarários como de “conflito extremamente perigoso, quer para os utentes da 2ª Circular, quer para os habitantes do bairro”, e tidas em conta para sofrer modificações, incluem o acesso ao Bairro da Encarnação. Também em alternativa, vão ser inseridas vias de aceleração em locais como o acesso das Calvanas para quem segue para a A1, das entradas da Rotunda do Aeroporto, ou do Eixo Norte-Sul e da Estrada da Luz. Para além destas alterações nos acessos haverá também remodelações entre a Av. da Pontinha (Colombo) e a Av. Lusíada, bem como na saída para a Estrada da Luz, em direcção a Sete Rios.

Mas uma outra intervenção prevista é na saída da 2ª circular para Telheiras, localizada logo após o Colégio Alemão. Curiosamente, uma das entradas para a urbanização, via Bairro Jardim, com uma faixa de rodagem extra para desaceleração antes da saída, e com lombas - por sinal de fraca qualidade - redutoras de velocidade à entrada da zona habitacional e de atravessamento da pista ciclável entre Telheiras e Entrecampos.

Neste acesso, a supressão da saída da via constituirá uma situação verdadeiramente inexplicável. Mais. Metodologicamente costuma descrever-se e estudar-se um problema antes de se adoptar a melhor solução, porém, para já não aparece qualquer justificação baseada no número e tipo de acidentes registados no local, o que já por si não é um bom sinal. Diz a sabedoria popular que “cadelas apressadas têm crias cegas”.

Noutras entradas em Lisboa, como pela auto-estrada do Norte e pela Radial de Sintra, vão ser “marcadas” pela criação de ‘Portas da Cidade’ - uma forma “de garantir a transição entre ambientes rodoviários distintos, induzindo à redução da velocidade de circulação”. No nó do Ralis vão ser removidos todos os painéis publicitários e árvores e rectificadas as copas das árvores existentes junto ao viaduto do relógio. Fonte ligada ao processo disse estar ainda “a Câmara a fazer a avaliação dos custos da intervenção”, não estando por enquanto definido o calendário da sua execução 2.

A alternativa viária seria, bem pelo contrário, a transformação da 2ª circular em via de circulação local, permitindo um outro tipo de escoamento do trânsito. Espera-se também que o programa de obras tenha uma apresentação pública, seguida de debate pelas diversas associações de moradores das zonas afectadas.

 

1. Ver http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/151017

2. Ver http://radares50-80.blogspot.com/2007/10/cmara-de-lisboa-muda-acessos-segunda.html

3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/149540.html

publicado por Sobreda às 03:38
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Problemas de segurança mantêm-se no novo Eixo

O Eixo Norte/Sul, que ficou concluído há três semanas com a abertura do troço entre o Lumiar e a CRIL, demorou 20 anos a construir e envolveu queixas na Procuradoria-Geral da República por alegados problemas de segurança.

O primeiro troço, que começa após a Ponte 25 de Abril e termina na Avenida Padre Cruz, estava já concluído há mais de 10 anos. Com a inauguração deste último lanço, entre a Avenida Padre Cruz e a Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL), os automobilistas que se deslocam entre a Margem Sul e o Norte deixam de ter necessidade de entrar na 2ª circular para chegarem a Sacavém, onde começa a auto-estrada do Norte (A1).

Todavia, por resolver ficaram os alegados problemas de segurança do troço existente, desde 1997, entre a Ponte 25 de Abril e a Av. Padre Cruz, alvo de uma queixa-crime do Observatório de Segurança das Estradas e Cidades (OSEC) por alegadas deficiências no traçado.

O OSEC é uma organização não governamental - constituída por juízes, engenheiros e advogados -, que pretende provar que os erros cometidos na construção ou manutenção das estradas são causadores da grande maioria dos acidentes de viação.

O seu presidente explicou que o OSEC não teve ainda qualquer resposta quanto às queixas apresentadas. “Só lhe posso dizer que ainda não fui chamado para qualquer diligência, mas continuamos a reunir mais documentação para juntar ao processo”

Na origem da queixa está um estudo de 2005 que identificava várias vias com traçados perigosos, com curvas que violam regras de segurança, entre as quais o Eixo Norte/Sul. “Comunicámos os resultados às diversas entidades competentes e esperámos que alguma coisa fosse feita. O que é certo é que quanto ao Eixo Norte/Sul nada foi corrigido a estrada lá continua a provocar acidentes com os seus defeitos”, acrescentou.

O estudo elaborado por engenheiros membros do OSEC em 2005 referia que o Eixo Norte/Sul - entre a Calçada de Carriche e a Avenida da Ponte 25 de Abril - têm curvas que violam regras de segurança estabelecidas por normas de traçado e que são sinalizadas com limites de velocidade acima do que é seguro.

Um dos protestos que mais marcou este último lanço foi encabeçado pelos moradores da Freguesia da Ameixoeira, que alegam que a construção da via os isolava do resto da freguesia. Outro problema era o mercado municipal do Lumiar, já que estava previsto que a obra passasse por aquela zona. A solução passou pela construção de um viaduto com um dos pilares a assentar no interior do próprio mercado.

A conclusão do Eixo Norte/Sul permitiria criar um novo acesso à capital a partir do nó de ligação com CRIL e que a via serviria para descongestionar o trânsito actualmente existente nos acessos a Lisboa pelo Itinerário Complementar (IC) 22, a auto-estrada do Norte e, sobretudo, o fluxo de veículos resultantes da auto-estrada 8 e da Estrada Nacional 8, que chegam à cidade através da Calçada de Carriche.

Contudo, por dia entram em Lisboa cerca de 80 mil veículos através da A1, provenientes do Norte, mas também dos concelhos de Loures, Vila Franca de Xira e Alenquer. Pelo IC22 entram na capital 30 mil veículos por dia, com origem na Circular Regional Exterior de Lisboa (CREL), na sua maioria do concelho de Loures. Por seu lado, a A8 e a N8 deslocam para o centro de Lisboa 90 mil veículos originários do distrito de Leiria e dos concelhos mais a norte do distrito de Lisboa, sendo os mais representativos Torres Vedras, Mafra, Odivelas e Loures.

O Governo estimava que entre Camarate e o Marquês de Pombal o tempo de viagem fosse reduzido na ordem dos 30%, prevendo que o desvio para o Eixo Norte/Sul de cerca de 20% do tráfego, que hoje entra em Lisboa pela 2ª circular na zona Norte, iria ajudar a descongestionar o trânsito intenso daquela via 1. Ora, passadas duas semanas, constata-se que nada disso está a acontecer. Bem pelo contrário: o congestionamento de trânsito nas horas de ponta da manhã agravou-se, entupindo agora todas as vias 2.

 

1. Ver http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/137351

2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/148675.html

publicado por Sobreda às 03:35
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Código Penal já prevê o ‘street racing’ como crime

O comissário do comando da PSP de Lisboa diz ter conhecimento de que o novo troço do Eixo Norte-Sul tem servido de pista para ‘street racers’, ainda que a polícia não tenha sido oficialmente chamada para agir nesta zona. “O fenómeno é recente e não temos conhecimento oficial e visualizado de nenhuma corrida”. “No entanto, há uma semana e meia que temos tido carros-patrulha no local”, garante. “Até hoje não foi necessário intervir, ao contrário do que se verificou no mês passado, junto à Ponte Vasco da Gama, onde realizámos dez detenções”.

Assegurou também que a PSP tenciona intervir a longo prazo. “Temos estado atentos à situação do Eixo Norte-Sul. Este fim-de-semana estaremos no local outra vez e as operações não vão cessar até se verificar que o fenómeno foi extinto.”

Acontece que o novo Código Penal prevê o “street racing” como crime. O comissário do comando da PSP de Lisboa, explica quais as infracções que justificam a detenção dos ‘street racers’. “Por um lado, averiguamos se há alteração das características dos veículos que ponham em causa a segurança” e, por outro lado, “a PSP pode e deve punir qualquer indivíduo que conduza em excesso de velocidade”.

A polícia também pode agir se existir condução perigosa: “Verifica-se muito nestas corridas, já que estes indivíduos ocupam geralmente várias faixas de rodagem, a velocidades muito altas, o que põe em risco a circulação dos outros condutores”. O comissário acrescenta por fim que “a PSP pode fazer detenções se se provar que os condutores fizeram uma aposta”.

As corridas ilegais de automóveis põem em risco a segurança de outros veículos que estejam no momento em circulação e o novo Código Penal já prevê o ‘street racing’ como crime.

 

Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/148810.html

publicado por Sobreda às 03:33
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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Um troço destroçado

O que poderia ter sido um acontecimento e uma satisfação para os lisboetas e para aqueles que nesta cidade trabalham, acabou por se tornar um pesadelo para as populações locais: o recentemente inaugurado último troço do Eixo N/S entre o Lumiar e a IC 17.

Concretizando uma velha aspiração de retirar trânsito de passagem do interior da cidade, esta via sofreu uma alteração entre esse conceito inicial (PDM de 1967) e o actual (PDM de 1994) no sentido de lhe atribuir também funções de trânsito local. Esta modificação implicou assim um aumento do número de nós e das respectivas saídas.

Esta opção justificar-se-ia por a zona a poente da via, que no primeiro PDM constituía o Parque Periférico, foi sendo entretanto preenchida com loteamentos, cujo peso do aumento populacional começa agora a manifestar-se.

Não foi sem algum espanto que a abertura ao público se realizou em condições deploráveis, mais próprias de um país do terceiro mundo do que de um Estado que se diz de direito e democrático. Das funções a que se propunha apenas o problema do trânsito de passagem ficou resolvido e mesmo este mal (vide, entre outros, os engarrafamentos no Nó do Grilo).

Dir-se-á que a situação é provisória e que vai ser resolvida. A experiência aconselha-nos a não alimentar grandes expectativas. Primeiro, porque nos locais problemáticos não se vê ninguém a trabalhar. Depois, porque é de duvidar que a obra final corresponda ao que foi aprovado pela Câmara, nomeadamente as saídas completas dos nós rodoviários. Finalmente porque não haverá alguém dentro ou fora da Câmara realmente preocupado com as questões referidas. Porque, se assim não fosse, estariam a ser realizadas algumas pequenas obras nestes acessos, mesmo precárias, que poderiam ter minimizado alguns dos problemas mencionados.

As inventariadas razões de crítica estão expressas num artigo do Fórum Cidadania 1. Concluindo: erros técnicos, negligência, desprezo pelas populações e demissionismo do Poder Central e da Câmara. Mais um mau serviço prestado à cidade e ao País.

O aparentemente inexplicável é que, de manhã, as três vias de entrada em Lisboa pelo Norte estão permanentemente engarrafadas: 2ª circular, Av. Padre Cruz e Eixo Norte-Sul. Aparentemente a CML terá entretanto mexido no sistema de semaforização das vias que circundam o Eixo Norte-Sul. Ou seja, sinais que estavam abertos com maior período de tempo em locais como Carnide, Lumiar, Telheiras, Laranjeiras, etc., demoram agora menos tempo. Por exemplo: utentes que, de Telheiras às Avenidas Novas demoravam 18 minutos, agora demoram 1 hora. E desta hora, 40 minutos são passados em Telheiras, junto à entrada/saída do referido Eixo, como na Avenida das Nações Unidas 2.

O problema real centra-se em que, sem investimento efectivo em transportes públicos de qualidade, o resultado é o de um novo caos diário na circulação rodoviária em Lisboa, num troço que deixa os munícipes verdadeiramente destroçados.

 

1. Ver artigo do arquitecto Guilherme Alves Coelho http://cidadanialx.blogspot.com/2007/10/algumas-crticas-acerca-do-ltimo-troo-do.html

2. Ler nota a http://lxtelheiras.blogspot.com/2007/10/impresso-minha.html

publicado por Sobreda às 01:48
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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

Street racers no Eixo Norte-Sul

A CML aprovou, na 2ª fª e por unanimidade, uma moção proposta pelo movimento Cidadãos por Lisboa que defende “apertada fiscalização” da PSP para combater as corridas de automóvel ilegais (“street racing”) que começaram a realizar-se no novo troço do Eixo Norte-Sul.

Segundo os vereadores, desde que foi inaugurado o último troço do Eixo Norte-Sul, na semana passada, a via começou a “atrair os chamados ‘street racers’, especialmente na zona do viaduto sobre o Lumiar”, onde o som das viaturas transformadas consegue suplantar a eficácia das barreiras sonoras implantadas no viaduto, originando grande número de reclamações por parte dos moradores da zona.

Tendo por base as queixas dos munícipes, a moção estipula “não só uma apertada fiscalização desta via por parte da PSP, como a instalação urgente de medidas de controlo e abrandamento de velocidade em permanência”.

 

Ver Lusa doc. nº 7595793, 15/10/2007 - 16:08 e Destak 2007-10-16, p. 3

publicado por Sobreda às 00:51
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007

Um Eixo atravessado na Freguesia

Como hoje é dia de inauguração, ontem um canal de rádio foi ouvir a opinião dos moradores da Alta de Lisboa acerca das vantagens e prejuízos que o novo troço do Eixo Norte-Sul trará ao Lumiar e à zona da Alta de Lisboa 1.

Para poderem fazer um pequeno balanço sobre as vantagens e desvantagens da abertura deste troço de auto-estrada urbana no dia-a-dia dos habitantes da região de Lisboa, o colega blogue “Viver na Alta de Lisboa” decidiu pedir a colaboração dos seus leitores através do envio de fotografias e/ou de pequenos textos (devidamente identificados) que ilustrem as vantagens ou desvantagens da existência desta via 2. E logo deram o exemplo iconográfico do impacto da obra na vida futura daqueles que na zona, no seu dia a dia, ali vivem e trabalham.

Num primeiro pré-balanço, lançam ironicamente uma palavra de apreço a “todos os executivos da Junta de Freguesia (do Lumiar, da Alta de Lisboa 3) que souberam manter um silêncio salomónico durante o processo. Ao longo de todos estes anos, nem uma palavra publicada sobre esta temática, nem uma tomada de posição, nem um protesto pela destruição do centro do Lumiar, nem uma proposta para a requalificação da zona das demolições, naqueles boletins de propaganda que chegam tarde e a más-horas às caixas de correio” 4.

Só que, a partir de agora, a voz, a caneta e o teclado são dos residentes na Freguesia. Participe também com o seu contributo. A notícia ‘oficial’ da inauguração pode ser lida aqui.

 

1. Ver http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/10/o-viver-na-antena-1.html

2. Ver http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/10/o-troo-do-eixo-norte-sul-que-abre-amanh.html

3. Um esclarecimento: não há nem nunca existiu uma Junta de Freguesia da Alta de Lisboa. A cidade tem 53 freguesias, ver www.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=25&Itemid=64

4. Ver http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/10/um-triste-tigre.html

publicado por Sobreda às 02:33
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2007

Lisboa, um estaleiro permanente

Para o ministro das Obras Públicas, a capital tem sido “martirizada por obras permanentes”. Uma das que está em vias de conclusão é a do Eixo Norte-Sul.

Obra que se espera venha retirar muito trânsito à Segunda Circular e à Calçada de Carriche - o troço que conclui o Eixo Norte–Sul, entre o Lumiar e o nó de ligação com a CRIL - é inaugurado amanhã, garantiu o ministro das Obras Públicas. Com esta ligação, os automobilistas vão poder evitar a Segunda Circular entre a zona do Colégio Alemão e Sacavém (no início da auto-estrada do Norte), um dos troços mais congestionados da capital.

O troço a inaugurar tem uma extensão de 4,4 quilómetros e custou cerca de 25 milhões de euros. O primeiro lanço do Eixo Norte-Sul está concluído há mais de dez anos e liga actualmente a Ponte 25 de Abril à Avenida Padre Cruz. Com o traçado completo, prevê-se a retirada de 20 mil veículos, por dia, da Calçada de Carriche.

E já existem sugestões para, considerando que “o trânsito da zona do Lumiar aumentou imenso e por outro lado faltam lugares para estacionamento dos automóveis pertencentes a quem se dirige para a estação de Metro para ir para os seus empregos” (…) “aproveitar a zona por debaixo do viaduto para parque de estacionamento (livre), tanto mais que fica próximo de uma das saídas do Metro” 1.

Quanto ao lanço Lumiar/CRIL, dele fazem parte quatro viadutos, oito passagens superiores, três inferiores, o túnel do Grilo junto ao Forte da Ameixoeira e quatro nós de ligação desnivelados: Ameixoeira, Alto do Lumiar, Camarate e CRIL.

O primeiro troço do Eixo Norte/Sul, que começa após a Ponte 25 de Abril e termina na Avenida Padre Cruz, está porém já concluído há mais de 10 anos 2. Tem sido obra!

 

Foto retirada de http://dn.sapo.pt/2007/10/09/cidades/ultimo_troco_eixo_nortesul_abre_aman.html

1. Ver www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=261012&idselect=10&idCanal=10&p=200

2. Ver www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=863153&div_id=291

publicado por Sobreda às 01:07
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Domingo, 30 de Setembro de 2007

Eixo mantém condicionamentos ao trânsito

O restabelecimento da via e da sinalização na Avenida Padre Cruz vai condicionar o trânsito entre o cruzamento com o Eixo Norte/Sul e a Rua do Lumiar. As obras na via começam já amanhã, 2ª feira, e vão decorrer durante a primeira semana de Outubro 1.

A conclusão do Eixo Norte-Sul está na sua recta final, com a finalização dos trabalhos do viaduto sobre a Avenida Padre Cruz. Segundo a Estradas de Portugal, a obra, que promete retirar milhares de veículos dos engarrafamentos da Segunda Circular e da Calçada de Carriche, deverá ser inaugurada no próximo mês, não estando ainda agendada qualquer data.

O troço a abrir entre o Lumiar e o nó de ligação com a Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL) a Norte de Lisboa, numa extensão de 4,4 quilómetros, tem um custo de cerca de 25 milhões de euros, cabendo ao Estado o pagamento de 15 por cento, e sendo o restante assumido pela União Europeia.

Do lanço a inaugurar, com os trabalhos praticamente concluídos figuram quatro viadutos, oito passagens superiores, três inferiores, o pequeno túnel do Grilo junto ao Forte da Ameixoeira e quatro nós de ligação desnivelados: Ameixoeira, Alto do Lumiar, Camarate e CRIL.

A obra de maior complexidade, e cujos trabalhos estão mais atrasados, é o viaduto sobre a Avenida Padre Cruz e a Rua do Lumiar. O viaduto tem uma extensão de 773 metros e 32,4 metros de largura. Conta com três faixas em cada via e separador central.

Concluído há mais de dez anos está o primeiro lanço da obra, que nasce após a Ponte 25 de Abril e termina na Avenida Padre Cruz. A vantagem desta primeira fase foi retirar do centro da cidade o trânsito que estabelecia a ligação entre a Margem Sul e a Segunda Circular.

Com a inauguração, no próximo mês, do lanço entre o Lumiar e a CRIL as maiores vantagens são para os automobilistas que se deslocam entre a Margem Sul e o Norte, pois deixam de ter necessidade de efectuar o percurso pela muito congestionada Segunda Circular até atingirem Sacavém, onde começa a auto-estrada do Norte (A1).

Beneficiada sai também a ligação entre a Ponte 25 de Abril e a auto-estrada 8 (A8), com destino à região Oeste. Neste percurso deixará de ser necessário percorrer a Calçada de Carriche. Uma vantagem que também beneficia habitantes de Cascais, Sintra, Amadora e Oeiras nas ligações à parte leste da Grande Lisboa, enquanto não fica concluído o troço de três quilómetros da CRIL entre a Buraca e a Pontinha.

Ao nível da circulação interna da cidade de Lisboa, o troço a abrir facilitará a circulação entre a Alta de Lisboa e o Lumiar. A conclusão do Eixo Norte-Sul permitirá atravessar Lisboa de Norte a Sul ao limite legal de 80 quilómetros/hora sem necessidade de parar em semáforos. A via tem início na ligação com a CRIL e, dirigindo-se para sul, passa junto da Alta de Lisboa. Depois de efectuado o cruzamento desnivelado com a Avenida Padre Cruz, no Lumiar, segue para Telheiras, cruza a Segunda Circular, possibilitando depois o acesso a Sete Rios, Entrecampos e Praça de Espanha.

Pouco antes de entrar na Ponte 25 de Abril há ainda um acesso ao Marquês de Pombal. A conclusão do Eixo Norte-Sul termina também a construção do Itinerário Principal 7, que atravessa o País desde a fronteira entre Elvas e Badajoz até Lisboa. Um dos pontos mais marcantes da via rápida, pelo efeito paisagístico, é quando atravessa o Aqueduto das Águas Livres.

Segundo um comentário on-line, “cruzar Lisboa sem semáforos até dá vontade de rir. Resolveram o problema do Lumiar e arranjaram um ainda maior que é a entrada na A8 , que para quem vem do túnel para entrar junto a Frielas aquilo até parece a roleta russa”.

A obra que representa o maior empreendimento em fase de construção das Estradas de Portugal cumpre uma promessa que se arrasta há mais de duas décadas. Em Novembro de 2006, o ministro das Obras Públicas, previa a sua conclusão para Abril deste ano. Seis meses depois dessa meta, o Eixo Norte-Sul poderá finalmente ficar concluído.

A obra terá um impacto visual significativo, sobretudo devido à construção do viaduto junto a prédios da Avenida Padre Cruz e da Alameda das Linhas de Torres 2.

 

1. Ver Metro 2007-09-26, p. 6

2. Ver www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=259776&idselect=10&idCanal=10&p=200

publicado por Sobreda às 00:55
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Domingo, 2 de Setembro de 2007

Atrasos no Eixo Norte-Sul

Apesar de o Ministro das Obras Públicas ter marcado novo prazo e afirmado que tudo estaria concluído em Abril passado, o último troço do Eixo Norte-Sul deverá apenas abrir em Outubro, ou seja, com mais seis meses de atraso, pois falta acabar o viaduto sobre a Av. Padre Cruz e a Rua do Lumiar.

Prometido e adiado há mais de 20 anos, o Eixo Norte-Sul está agora a registar aquele que talvez seja o seu último atraso. A conclusão dos trabalhos do troço final, entre a Av. Padre Cruz e a CRIL, junto ao túnel do Grilo, foi anunciada pelo ministro das Obras Públicas em Novembro de 2006 para Abril deste ano.

Acabados há meses, com acessos, sinalização e vedações, estão os 3,7 km que ligam o termo do viaduto da Padre Cruz à CRIL, sendo visível do Alto da Ameixoeira, o tapete de três vias de circulação em cada sentido que se estende, pronto a ser utilizado, em direcção ao Lumiar e, para o lado contrário, a Camarate e ao túnel do Grilo, já no concelho de Loures.

No total, este lanço apresenta quatro viadutos, oito passagens superiores, três inferiores, um pequeno túnel junto ao Forte da Ameixoeira e quatro nós de ligação desnivelados: Ameixoeira, Alto do Lumiar, Camarate e CRIL. A parte respeitante à ligação da Ponte 25 de Abril à zona do Lumiar está aberta à circulação há vários anos, desembocando desde então, e quase sempre em longas filas de trânsito, na Av. Padre Cruz e, já agora acrescente-se, inacreditavelmente sem iluminação nocturna no acesso do Lumiar ao Eixo Norte-Sul em direcção a Telheiras.

Será que a Junta de Freguesia, decorridos tantos meses de obras, nunca se lembrou de alertar a CML para esta grave falha na segurança rodoviária?

 

 

Para que a ligação da Ponte à CRIL fique completa e, entre muitas outras melhorias no trânsito, permita retirar da Segunda Circular uma parcela significativa dos veículos que por ali se dirigem em direcção à A1, falta acabar uma extensão de 700 metros e 32,4 metros de largura, que obrigou à demolição de vários prédios e tem ainda uma zona central por betonar, para além de acabamentos específicos aprovados por unanimidade na Assembleia de Freguesia.

De acordo com a Estradas de Portugal, o consórcio Lena Construções/MSF deverá dar o trabalho por concluído “na primeira quinzena de Outubro”. Num discurso proferido em 27 de Fevereiro do ano passado, Mário Lino tinha afirmado que tudo ficaria pronto “até Abril de 2007”. Qual o porquê destes atrasos? O jornal Público quis saber as razões de mais este atraso e se o consórcio tinha sido penalizado pelo facto, mas não obteve resposta da Estradas de Portugal.

 

Ver “Último troço do Eixo Norte-Sul deverá abrir em Outubro com mais seis meses de atraso” IN Público 2007-08-28

Foto: URL http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/08/o-eixo-virio-que-divide-o-lumiar.html com agradecimentos a Mário Oliveira e Pedro Veiga

publicado por Sobreda às 10:12
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Quarta-feira, 21 de Março de 2007

Fora dos Eixos

As atenções de quem mora na parte mais setentrional da Alta de Lisboa viram-se para o Eixo Norte-Sul, um eixo rodoviário considerado fundamental para esta zona de Lisboa uma vez que, quando estiver completo e em funcionamento, poderá melhorar a acessibilidade e a qualidade de vida dos seus moradores. Só “é confrangedor ver o Lumiar partido ao meio por uma auto-estrada” 1.

Mas notícias mais recentes dão também conta de que afinal o Eixo Norte-Sul não irá abrir ao tráfego automóvel, pelo menos na sua totalidade, no próximo mês de Abril.

Segundo a Junta de Freguesia, a construção do viaduto do Eixo Norte/Sul torna necessário deslocar temporariamente o Mercado do Lumiar, pelo que se prevê que, de Abril a Agosto de 2007, os comerciantes instalados no Mercado sejam transferidos para o Pavilhão insuflável climatizado, instalado no parque de estacionamento, situado entre o Mercado e a Av. Padre Cruz 2.

A CML arrisca agora uma previsão para Maio, só que, para além do troço mais setentrional, o troço que falta construir ainda está num preocupante estado de atraso.

 

Será que irá ser inaugurado ‘aos bochechos’? Se assim for, será mais uma inauguração de ‘estilo parcial’, a somar a tantas outras 3.

De facto, como prova o andamento dos trabalhos e como alguns órgãos autárquicos já começam a admitir, o mais provável é que a obra só fique pronta no final do ano e venha a ser inaugurada apenas algures durante o primeiro semestre de 2008.

Por outras palavras: os prazos estão ‘fora dos eixos’.

1. Ver o URL http://forumaltalisboa.blogspot.com/2007/02/evoluo-da-alta-de-lisboa.html

2. Ver Avisos no URL www.jf-lumiar.pt

3. Ver o URL http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/03/eixo-norte-sul.html

publicado por Sobreda às 01:42
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Quinta-feira, 1 de Março de 2007

Segurança no Eixo Norte-Sul

O Eixo Norte-Sul, obra a cargo da Estradas de Portugal, é considerado um elo fundamental para completar o anel de radiais rodoviárias na área metropolitana de Lisboa, permitindo a quem chega à cidade, vindo pela A1, A8 ou ponte Vasco da Gama, dirigir-se, por exemplo, à ponte 25 de Abril sem passar pelo centro da cidade e vice-versa, sem recorrer a duas vias habitualmente alvo de grandes congestionamentos de tráfego, como a Segunda Circular ou a Calçada de Carriche.

A sua construção começou em 1992, mas a última fase dos trabalhos arrancou apenas em 2004. Tem uma extensão de cinco quilómetros e o seu custo final será de 60 milhões de euros. Calcula-se que nesta via circulem 50 mil viaturas por dia. A sua rápida conclusão trará benefícios à cidade, pois permitirá desviar tráfego, não apenas de outras vias estruturantes como a Avenida Marechal Gomes da Costa ou a Avenida Padre Cruz, por exemplo, bem como do interior dos bairros que a ladeiam. Esta via “fundamental em termos de acessibilidades e desenvolvimento da cidade” teve, em Agosto de 2005, a sua data de conclusão prevista para o Verão de 2006, segundo declarações públicas da Secretaria de Estado das Obras Públicas e da Estradas de Portugal.

Ora, o Observatório de Segurança das Estradas e Cidades (OSEC) elaborou um estudo onde foram detectadas deficiências nos traçados que violam regras de segurança, como no troço entre o Viaduto Duarte Pacheco e o Aqueduto das Águas Livres, tendo alertado as entidades competentes para os erros de construção e manutenção responsáveis por grande parte dos desastres. De acordo com o OSEC são registados quase 300 acidentes por ano no Eixo Norte-Sul. A visibilidade em algumas das zonas é apenas de 80 metros, quando se aconselha que nunca deveria ser inferior a 180 metros, de modo a procurar reduzir significativamente a sinistralidade rodoviária.

 

Um segundo problema relaciona-se com as sucessivas queixas que os moradores de ambos os lados do Eixo Norte-Sul têm vindo, quer a título individual, quer através de Associações, como a Associação de Residentes de Telheiras, a alertar repetidamente os órgãos competentes para a salvaguarda da saúde e o bem-estar das populações, concretamente, para a prevenção do ruído e o controlo da poluição do ar, sonora e visual, alegando o não cumprimento do Regulamento Geral do Ruído, Decreto-Lei nº 292/2000, de 14 de Novembro. A própria Junta de Freguesia do Lumiar confirma que se têm verificado “níveis de ruído acima dos valores normais”. Por este motivo, e pelos níveis de poluição que os afectam directamente, os moradores vêem insistentemente alertando para esta situação, solicitando a rápida resolução do problema, para o qual têm enumerado diversas soluções técnicas.

Conscientes destas duas denúncias, o Agrupamento Municipal “Os Verdes” propôs na AML da passada 3ª feira que a CML requeresse à Estradas de Portugal e ao Ministério das Obras Públicas para proceder à:

- correcção técnica das imprecisões da via detectadas no relatório do OSEC, designadamente com a revisão do traçado e a correcção das curvas, de modo a aumentar as condições de segurança do eixo Norte/Sul;

- solução dos impactos acústicos do eixo Norte/Sul, prevendo a introdução de barreiras acústicas, que incluam filas de árvores, vegetação arbórea e painéis absorventes do ruído, bem como a aplicação de pavimento betuminoso flexível com reciclado de borracha e a implementação de radares de controlo de velocidade para os limites mais adequados a cada troço da via.

A Moção apresentada pelos deputados do Partido Ecologista “Os Verdes” na Assembleia Municipal de Lisboa foi aprovada por UNANIMIDADE por todas as forças políticas.

publicado por Sobreda às 01:57
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