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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Autarquia e Estradas de Portugal podem ser processadas

Sobreda, 02.11.08
As vítimas das inundações em Sete Rios ponderam avançar com uma acção judicial contra a CML e as Estradas de Portugal, pois querem ser ressarcidos dos prejuízos provocados pela tromba de água que atingiu aquela parte da cidade, há duas semanas.
Duas semanas depois ainda está bem viva na memória a enxurrada de água que entrou por vários restaurantes e casas de Sete Rios. Aquela zona da capital transformou-se num verdadeiro lago e as contas aos prejuízos ainda estão a ser feitas. Para já está a ser estudada a hipótese de avançar com uma acção contra a autarquia e as Estradas de Portugal, explica o proprietário de um dos restaurantes afectados.
Grande parte da água que inundou Sete Rios caiu do Eixo Norte-Sul, que passa por cima daquela praça, e também dos algerozes daquele viaduto. Estes problemas de escoamento começaram, entretanto, a ser arranjados, como testemunham alguns comerciantes.
Mas Sete Rios não foi a única zona da capital que inundou naquela altura. Outras das ruas de Lisboa transformaram-se também em verdadeiros rios, no passado dia 18.
Por exemplo, a Avenida de Berna foi do mesmo modo atingida pela tromba de água e as inundações de 18 de Outubro. Os comerciantes que trabalham cara a cara com a Fundação Calouste Gulbenkian avançam várias explicações para o sucedido.
Do que não há dúvida é que, quer nestes locais, quer na Praça do Chile, aponta-se o dedo à responsabilidade da CML, devido ao estado de entupimento das sarjetas 1. Problema que neste blogue fora já alertado no final do passado mês de Setembro 2.
 

Loteamentos entre a Estrada de São Bartolomeu e a Azinhaga de Santa Susana

Sobreda, 29.10.08

Os vereadores do PCP na CML acabaram de entregar, no passado dia 16 de Outubro, o seguinte Requerimento sobre a freguesia da Ameixoeira, com pedido de explicações ao executivo camarário:

“A exposição por nós recebida, da parte da empresa SIMOSAN – Sociedade Imobiliária Santos, Lda, a propósito das sucessivas respostas dadas pela Câmara à pretensão de loteamento/edificação, num seu terreno situado na freguesia da Ameixoeira, entre a Estrada de São Bartolomeu e a Azinhaga de Santa Susana, que instruiu o processo 1078/EDI/2003, suscitam-nos um conjunto de questões por esclarecer, razão pela qual, nos termos do exercício do direito à informação estabelecido na alínea s), do n.º 1 do art. 68º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5 A/2002, de 11 de Janeiro, os Vereadores do PCP na Câmara Municipal de Lisboa requerem a V. Exa. informação sobre:
1. Quais os fundamentos da viabilização das operações urbanísticas, mais ou menos recentes (localização em anexo), situadas a norte do terreno objecto do processo 1078/EDI/2003, acima referido, bem como a situação de armazém localizado em terreno situado a nascente, todos confinantes à Estrada de São Bartolomeu, junto à rotunda/nó do Eixo Norte-Sul, igualmente enquadráveis na classe de aptidão de uso do solo de “reconversão urbanística habitacional”, nos termos do PDM de Lisboa, uma vez que não existe qualquer plano de urbanização ou de pormenor em vigor capaz de lhes conferir viabilidade;
2. Qual o fundamento específico do realojamento do Sr. Francisco Ribeiro Silva Aparício, decidido por despacho do, então Vereador do Pelouro da Habitação, em 07/02/2001, sobre a informação 201/DGPSR/2001, no âmbito do PER, atendendo à condição de arrendatário da sua residência precária no terreno da empresa SIMOSAN;
3. Quais instrumentos estão previstos, nomeadamente de planeamento como pressupõe o PDM de Lisboa para a zona em causa, ao classificá-la como de reconversão urbanística, no sentido de dar urgente resposta às condições caóticas de acessibilidade ao Eixo Norte-Sul, no nó em questão, tão mais premente, quando os fluxos viários gerados na envolvente poente ao nó ocorrem através da dotação exígua da Azinhaga da Cidade/Estrada de São Bartolomeu”.

 

 

Nota: O terreno expectante em causa é aquele que se encontra visível no centro da foto.
 

Novo acidente corta circulação no Eixo Norte-Sul

Sobreda, 29.10.08

O despiste de um veículo pesado, esta terça-feira, no Eixo Norte-sul obrigou ao corte do trânsito no mesmo sentido até ao nó Segunda Circular.

De acordo com informação da Brigada de Trânsito (BT) da PSP, o acidente, do qual resultou um ferido ligeiro, ocorreu cerca das 14h45 junto ao nó de Telheiras no sentido Norte-Sul do eixo Norte/Sul. Durante a tarde o trânsito foi desviado para a Avenida das Nações Unidas, no nó de Telheiras, podendo voltar ao eixo Norte/Sul no nó da Segunda Circular, acrescentou a mesma fonte.
Parte do separador central da via foi derrubando devido ao acidente, que também danificou um poste de energia eléctrica que teve que ser removido, motivos que levaram a que a circulação de trânsito se fizesse apenas nas faixas direita e central no sentido Sul/Norte.
Neste sentido, o trânsito foi desviado para a Avenida das Nações Unidas, podendo voltar a circular pela entrada da Avenida Padre Cruz ou no Lumiar 1.
Recorda-se a péssima iluminação existente, quer nos acessos de Telheiras ao e do Eixo Norte-Sul, quer em no troço da Segunda Circular ao longo de toda a zona do Campo Grande, o que, obviamente, dificulta uma circulação rodoviária em segurança.
 

Do lusco-fusco à escuridão total

Sobreda, 01.10.08

É frequente encontrar-se uma sequência de vários candeeiros apagados, um pouco por toda a cidade. Exemplo da falta de iluminação pública é o de uma via muito frequentada, como a Segunda Circular, nos seus acessos nas imediações do Campo Grande. Não será, talvez, por isso de estranhar a frequência com que aí ocorrem acidentes rodoviários 1.

Se no caso da sua zona de residência existirem lâmpadas fundidas, lixo acumulado na via pública, buracos nas ruas e nos passeios, anomalias de sinalização ou jardins em mau estado, os munícipes deverão contactar o programa Lisboa Alerta para o número 808 203 232.
Bastante anormal, porém, será existirem ruas sem um único candeeiro.

 

 

Mas tal é o que acontece, precisamente, numa zona de construção consolidada, vai já para 8 anos, no Parque dos Príncipes em Telheiras, quer na Rua Frei São Bento Menni, quer na Rua professor Simões Raposo, bem em frente ao Eixo Norte-Sul.
Nem um único candeeiro!! É a escuridão total 2, foco óbvio de insegurança para os transeuntes e os residentes nesses locais. Que medidas já tomaram a Junta de Freguesia e a CML para resolver o problema? Lamentavelmente, até ao momento, nenhumas.
 
2. O lusco-fusco, e a má visibilidade daí decorrente, dura muito mais tempo do que o considerado pelo Gato Fedorento em http://www.youtube.com/watch?v=kwYyvfpksw4 ou www.youtube.com/watch?v=T6IN4Rwy_zQ

Azinhagas ‘entupidas’ na Ameixoeira

Sobreda, 23.08.08
Um morador da Rua Fernando de Gusmão gostaria de saber se está previsto algum tipo de ligação entre esta rua e a rua que dá acesso à rotunda do Eixo Norte Sul. Todos os dias ele e centenas de moradores têm de se deslocar através de estreitas ruas, onde dois carros mal se cruzam sendo que, segundo afirma o próprio, já danificou o carro com toques e raspagens nos muros, pois “muitas daquelas casas estão inabitadas e em avançado estado de degradação”.
Em resposta à mensagem enviada para a o blogue CDU Lumiar 1, devemos esclarecer que os acessos do Eixo Norte/Sul foram sofrendo várias alterações ao plano inicial, pelo que nos é difícil perceber hoje, tal como à população, qual será o resultado final 2.
Mesmo a CML não esclarece devidamente quanto às infra-estruturas viárias da sua responsabilidade, alterando muitos projectos com o argumento financeiro como factor determinante para a falta de concretização dos melhoramentos necessários.
No entanto, parece haver alguma certeza de que os acessos ao Eixo mais próximos da Rua Fernando Gusmão são o Nó da Ameixoeira que já está a funcionar, e cujo acesso é feito através do Núcleo Histórico da Ameixoeira, que presumimos serem as tais ruas estreitas por si referidas.
Neste caso a CDU defende há muito tempo que será necessário realizar o reordenamento viário desta Zona Antiga através de circulação em sentidos únicos, mas que estará comprometida pelo encerramento definitivo da antiga Azinhaga de São Gonçalo, aquando da construção do Eixo, e que poderia ser reformulada e reaberta. Outra solução poderia passar pela concretização de uma via que estava projectada para ligação dos Bairros junto à chamada Casa da Cultura até à Estrada de São Bartolomeu/Nó da Ameixoeira através da Rua Manuel Martins da Hora, embora esta hipótese implicasse a demolição de uma área considerada de génese ilegal - a Quinta da Mourisca - junto ao Núcleo Histórico, o que seria bastante demorado, pois implica expropriações e realojamentos.
Na verdade a urgência de cumprir a obra do Eixo Norte/Sul foi remetendo as alternativas de acessos ao impossível porque nem a CML nem a EP - Estradas de Portugal se preocuparam com os residentes na Ameixoeira, e com as dificuldades que iria criar uma via desta envergadura. Esta situação sempre foi denunciada por nós mas infelizmente não teve grandes repercussões na política de ordenamento da Câmara, que preferiu deixar por conta de um construtor dos edifícios o alargamento da curva na Estrada de São Bartolomeu / Azinhaga da Cidade em vez de cumprir o projecto atrás referido, o qual era muito mais abrangente.
Existe ainda outro acesso ao Eixo Norte/Sul, previsto através do Nó do Alto do Lumiar na Charneca, junto à Feira das Galinheiras, mas essa entrada e saída só devera funcionar mais tarde quando for concluída a nova Av. Santos e Castro.
Resumindo, as soluções são urgentes e algumas hipóteses já estão ou estiveram previstas, mas a inércia do Município na defesa dos interesses da Ameixoeira parece não preocupar quem apenas olha para os mapas sentados nas secretárias e até a própria Junta de Freguesia que sofre, na nossa opinião, de uma falta de actividade nas reivindicações necessárias.
Pela nossa parte temos denunciado estas situações através de publicações periódicas 3 e dos eleitos da CDU na Câmara e na Assembleia municipais, mas as propostas ou sugestões não têm sido bem aceites pelo actual Executivo. Apelamos também por isso à reclamação dos munícipes através dos seus próprios meios junto dos Órgãos Autárquicos eleitos, reforçando também estas e outras necessidades que temos apresentado, de modo a torná-las mais consistentes, reais e unitárias.
 
1. Extracto da resposta preparada por Bruno Rolo, anterior presidente da Junta de Freguesia da Ameixoeira, pela CDU
2. Recorde-se o recente corte local de vias na Ameixoeira IN http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/280320.html

Acessos cortados ao Eixo Norte/Sul

Sobreda, 18.08.08

Na sequência do Projecto de Beneficiação do IP17-Eixo Viário Norte/Sul e para além dos condicionamentos já a decorrer ao longo da via, vão ser efectuados cortes de trânsito nos ramos de entrada e saída no Eixo Viário Norte/Sul.

Os trabalhos irão desenvolver-se por fases no troço entre a Av. Padre Cruz e a A5, em período nocturno das 21h às 6h, sendo os cortes de trânsito, bem como os respectivos desvios, acompanhados por elementos policiais devidamente sinalizados 1.

 

Porém, para as obras, que têm uma duração prevista de cerca de dois meses, não é fornecida qualquer indicação das datas precisas para o início e conclusão dos trabalhos.
Mais grave é o facto de a sinalética rodoviária não apontar quais as alternativas viárias ao corte nocturno de trânsito (como se pode constatar na foto), por exemplo, em caso de trânsito de urgência em direcção ao Hospital de Santa Maria. Preocupante é ainda a obstrução que a placa produz sobre a movimentação em segurança dos peões e pessoas com mobilidade reduzida, que são obrigados a circular no asfalto.
 

Eixo Norte-Sul a todo o gás

Sobreda, 09.06.08
Um acidente rodoviário envolveu esta tarde duas viaturas no Eixo Norte-Sul, uma delas de transporte de gás, tendo as autoridades cortado a circulação no sentido Sul/Norte, disse a Divisão de Trânsito da polícia.
Uma viatura de transporte de botijas de gás capotou e bateu numa viatura ligeira, cerca das 15h17 no Eixo Norte-Sul, tendo originado dois feridos e o corte da via, com desvio do trânsito para a rotunda do Forte da Ameixoeira.
A carrinha de transporte de gás capotou e projectou a carga para a faixa de rodagem, o que, por medidas de segurança, levou as autoridades policiais e de socorro a desviarem o trânsito, explicou a Divisão de Trânsito.
No local estiveram efectivos da PSP e dos bombeiros, além de ambulâncias para o transporte dos dois feridos, de quem se desconhece o estado de gravidade. As causas do acidente ainda não foram avaliadas, estando uma equipa da esquadra de acidentes no local a efectuar as avaliações e relatórios preliminares.
Porventura acabarão por 'descobrir' que as viaturas costumam por ali passar 'a todo o gás'...
 

Circular no Eixo do ruído

Sobreda, 16.03.08
Telheiras e o Bairro Fonsecas e Calçada sofrem com o trânsito da 2ª Circular e do Eixo Norte-Sul. Por estas estradas há contrastes, com barreiras apenas na zona residencial conotada como mais abastada.
Há assim os que moram do lado errado da estrada. É como se a 2ª Circular fosse, naquele troço junto ao Eixo Norte-Sul, de apenas algumas dezenas de metros, a fronteira entre dois países distintos. Ou, por outras palavras, eis um péssimo exemplo das desigualdades sociais que colocam Portugal no topo do respectivo ‘ranking’ europeu.
As diferenças entre o bairro de realojamento Fonsecas e Calçada, em Telheiras Sul, e o bairro situado do outro lado daquela via, no lado Norte, não só dão nas vistas por alguma degradação e abandono do edificado e do espaço público, como nos ouvidos, graças à inexistência de barreiras acústicas para travar o barulho do tráfego à porta dos moradores que, há mais de 20 anos, para ali foram transferidos das barracas da antiga Quinta das Fonsecas e do Bairro da Calçada, na freguesia do Campo Grande.
“Não se percebe como é que daquele lado há barreiras e nós aqui temos de gramar com esta barulheira”, diz uma residente bem perto do ‘zumbido’ contínuo dos pneus no asfalto. Apesar de tudo, está conformada porque “já estou habituada”. Ainda assim, “incomoda ouvir barulho logo às cinco da manhã até às nove da noite, às vezes com as motas a piorar as coisas”.
A colocação de vidros duplos alivia o stress sonoro, mas “nem toda a gente tem dinheiro para isso”, como sublinha outra moradora que dispõe daquele sistema. “Mas no Verão, com o calor, não se pode ter a janela aberta por causa do barulho”, queixa-se. Problemas agravados no caso de quem tem bebés ou filhos de tenra idade, situação que esteve, aliás, na origem de um abaixo-assinado que uma mãe indignada fez circular pelo bairro, há cerca de um ano, em busca de uma solução que, pelos vistos, tarda em chegar.
O presidente da Junta de Freguesia diz que conhece o problema, do qual já deu conta ao vereador do pelouro do Ambiente. “Falámos do assunto no âmbito dos protocolos de descentralização de competências para as juntas e ele ficou de atender ao problema”.
O que significa que será preciso fazer bastante mais... barulho, para resolver os problemas de ruído.
 
Ver JRegião 2008-03-14, p. 8

Saltitar sobre rodas

Sobreda, 08.02.08
Por habitar na zona de Loures, há quem use diariamente o eixo Norte-Sul por ser a rodovia que “melhor facilita a vida”. Mas para uma estrada que foi inaugurada à tão pouco tempo, estranham, e com razão, que o seu piso seja já bastante irregular, “pois o seu pavimento é ondulado em grande parte do novo troço”.
Por outras palavras, assim que entram na saída da C.R.I.L. até Telheiras, dizem que se anda “sempre com o meu carro aos ‘saltinhos’, o que para além de provocar danos na suspensão e folgas na direcção do carro que é recente (quem paga o prejuízo, não é?! o do costume!), não é aceitável para uma estrada pavimentada tão recentemente”.
Estranham por isso que os grandes arautos da defesa dos direitos dos lisboetas ainda não se tenham pronunciado sobre esta matéria. Talvez por alguns se terem chegado ao “poder” e depois se “calarem” 1.
Mas parte do problema dos ‘saltinhos’ podia facilmente resolver-se e em parte com melhor mobilidade, pelo recurso ao uso dos transportes públicos, designadamente para quem vem de Odivelas, da linha amarela do Metropolitano. São outras opções.