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Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Porque razão a GALP tem lucros tão elevados?

A Autoridade da Concorrência apresentou recentemente na Assembleia da República um extenso relatório com mais de 500 páginas e, como era previsível, refém das petrolíferas, concluiu que tudo está bem no mercado dos combustíveis em Portugal e que nada há a fazer. Mas uma análise objectiva utilizando apenas dados oficiais revela que a situação é bem diferente.

De acordo com dados divulgados pela Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, entre Janeiro de 2008 e Fevereiro de 2009, exceptuando o mês de Janeiro de 2009, em todos os restantes 13 meses o preço em Portugal da gasolina 95, sem impostos, que reverte na sua totalidade para as empresas, foi sempre superior ao preço médio da União Europeia, variando essa diferença entre +0,3% (Junho de 2008) e +9,3 (Novembro de 2008).
Em Fevereiro de 2009, último mês de que se dispõe de dados, o preço da gasolina 95 em Portugal foi superior ao preço médio da U.E. em 5,4%. E no mesmo mês, o preço do gasóleo em Portugal era superior ao preço médio da U.E. em 5,1%. Como consequência, os consumidores portugueses tiveram de pagar, em 2008, pela gasolina 95 e pelo gasóleo que adquiriram mais 125,7 milhões de euros do que pagariam se tivessem pago aos preços médios da U.E.15.
Ora em 2009, e só relativamente aos dois primeiros meses, os portugueses já pagaram a mais 27,4 milhões de euros. Apesar de ser um sobrelucro das empresas conseguido à custa da imposição aos consumidores portugueses de preços superiores aos preços médios da U.E.15, a Autoridade da Concorrência acha que tudo está bem no mercado dos combustíveis em Portugal e que nada há a fazer.
Uma das mensagens que as petrolíferas e os seus defensores têm procurado sistematicamente fazer passar, muitas vezes com a conivência de alguns dos media importantes, para confundir a opinião pública, é que os preços de venda ao publico dos combustíveis em Portugal são superiores aos preços médios da U.E.
Isso não é verdade. De acordo com dados divulgados pela Direcção Geral de Energia, os impostos que incidem sobre o gasóleo em Portugal representam 50,9% do preço final de venda ao público, enquanto a média nos restantes países da U.E.15 é 53,3%, portanto ainda superior ao peso em Portugal.
É isto o que as petrolíferas procuram esconder. Pior é que este comportamento sistemático das empresas é reconhecido pela própria Autoridade da Concorrência.
Assim, segundo o relatório que apresentou (p. 383), o PMAI (Preço Médio Antes dos Impostos) do gasóleo leva 3 semanas a se ajustar à subida da cotação do “Brent” (petróleo), mas o dobro (6 semanas) à descida do “Brent” (quando a nível da U.E. a média nas descidas é metade, ou seja, 3 semanas).
Os comentários são inúteis e os interesses que a Autoridade da Concorrência defende ficam também claros (…)
 
Ler o estudo “Preços dos combustíveis em Portugal continuam a ser superiores aos preços médios da U.E.15” do economista Eugénio Rosa
publicado por Sobreda às 00:23
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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Preços leoninos do gás e da electricidade em Portugal

galp_ao_assaltoq.jpg

O presidente da Entidade Reguladora dos Serviços de Energia (ERSE), tem-se multiplicado, desde a última semana, em declarações aos órgãos de comunicação social, para dizer que os preços do gás pagos pelas famílias em Portugal vão descer em média 4,1% a partir de Junho de 2009, como isso representasse um grande medida e também um grande beneficio para os portugueses.
Mas o que ele não fala nem explica é a situação escandalosa que se verifica no mercado de gás em Portugal e também no da electricidade, igualmente da sua responsabilidade, em que as famílias portuguesas continuam a pagar preços muito superiores aos praticados na União Europeia.
De acordo com dados que a Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia acabou de divulgar, em 2008, os preços do gás natural em Portugal sem impostos, ou seja, aqueles preços que revertem na sua totalidade para as empresas, e que constituem a fonte dos seus lucros, que são pagos também pelas famílias portuguesas, eram muito superiores aos preços médios da União Europeia.
E a diferença para mais era a seguinte: +49,2% para as famílias que consomem anualmente até 20 Gigajoule; +53,5% para as famílias que consomem anualmente de 20 a 200 Gigajoule, e +46,2% para as famílias que consomem anualmente 200 ou mais Gigajoule. Por outro lado, o preço do gás natural no mercado internacional, entre 1 de Janeiro de 2008 e 15 de Abril de 2009, passou de 22,96 euros por megawatt-hora para apenas 11,24 euros por megawatt-hora, ou seja, para cerca de metade.
Estes dados oficiais ocultados pelo presidente da ERSE nas suas declarações aos media, mostram que este ao “anunciar com pompa e circunstância” uma redução média de apenas 4,1% nos preços do gás pagos pelas famílias portuguesas, quando os preços do gás em Portugal, sem impostos, ou seja, à saída das empresas são cerca de 49% superiores aos preços médios praticados na União Europeia, e quando, entre Janeiro de 2008 e Junho de 2009, o preço do gás no mercado internacional desceu 51%, o que está a fazer, objectivamente, é satisfazer os interesses da GALP, dominada por grandes grupos estrangeiros (ENI, Sonangol) e portugueses (Amorim), que tem 90% do mercado de gás em Portugal, defendendo a manutenção dos seus elevados lucros.
Tal facto torna-se mais escandaloso num altura de grave crise económica e quando as famílias portuguesas enfrentam dificuldades crescentes.
Situação semelhante também se verifica no mercado da electricidade em Portugal que é dominado pela EDP. De acordo também com dados divulgados pela Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, os preços de electricidade sem impostos, ou seja, aqueles preços que revertem na sua totalidade para as empresas e que constituem a fonte dos seus lucros, que são pagos também pelas famílias portuguesas, em 2008, eram em Portugal também muito superiores aos preços médios da União Europeia.
E a diferença para mais era a seguinte: (a) Famílias que consomem por ano até 1000 kWh: +84,8% (b) Famílias que consomem por ano entre 1000 kWh e 2500 kWh:+ 35%; (c) Famílias que consomem por ano entre 2500 kWh e 5000 kWh: +34,7%; (d) Famílias que consomem por ano entre 5.000 e 15.000 kWh: +32,8%; (e) Famílias que consomem por ano mais de 15.000 kWh: +33,3%.
Daí que as dificuldades para as famílias portuguesas vão continuar a aumentar com a crise, mas os lucros da GALP e da EDP não vão certamente diminuir, devido à total inércia do governo e da ERSE que nada fazem para por cobro ao escândalo que são os preços leoninos praticados por aquelas empresas dominadas por grandes grupos económicos portugueses e estrangeiros.
A solução para o presidente da ERSE é ainda uma maior liberalização do mercado do gás. E isto quando a experiência já mostrou que a liberalização dos preços em Portugal determinou que os preços da electricidade, do gás, dos combustíveis e de outros bens essenciais já são, actualmente, muito superiores aos preços médios da U.E. Por aqui também se vê que interesses defendem as chamadas entidades de supervisão apresentadas agora pelos governos e pelos seus defensores como solução para evitar futuras crises financeiras.
 
Ler o estudo “Preços leoninos do gás e da electricidade, mas Governo e ERSE nada fazem para defender os consumidores” do economista Eugénio Rosa
publicado por Sobreda às 01:07
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Sábado, 28 de Março de 2009

Cidades portuguesas apagam luzes para alertar para alterações climáticas

Sete cidades portuguesas juntam-se hoje, pela primeira vez, a mais 3.000 no Mundo que durante uma hora vão 'ficar às escuras' para alertar para a necessidade de medidas urgentes contra as alterações climáticas.

Durante uma hora, locais e monumentos emblemáticos de Lisboa, Tomar, Águeda, Vila Nova de Famalicão, Funchal, Almeirim e Guimarães vão ficar apenas iluminados pelas estrelas entre as 20h30 e as 21h30 de sábado, no âmbito da ‘Hora do Planeta’, uma iniciativa do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), que visa alertar para a necessidade de se adoptarem medidas urgentes contra as alterações climáticas.
A responsável pela comunicação da WWF-Portugal explicou que a acção é “simbólica e pretende alertar as pessoas para a necessidade de, na sua vida quotidiana, pensarem na pressão que exercem sobre o planeta, e reduzirem a sua 'pegada' ecológica”.
À iniciativa mundial da WWF deste ano “aderiram já 3.000 cidades de 81 países”, o que, segundo estimativas desta entidade, vai levar “mil milhões de pessoas a apagarem as luzes durante uma hora no Mundo, cerca de 500 mil em Portugal”.
É a primeira vez que Portugal adere ao movimento, dois anos depois da primeira edição, em 2007, que levou “dois milhões de pessoas a apagarem as luzes em Sidney”, Austrália, reduzindo “o consumo de energia eléctrica em cerca de 10%. Isto só em Sidney. Esperamos que mil milhões de pessoas apaguem as luzes, mas esse número vai ser largamente ultrapassado: vamos dar uma oportunidade ao Planeta para se regenerar”, salientou a responsável do WWF-Portugal
Segundo a responsável, todos “os portugueses estão convidados a apagar as luzes das suas casas e poupar”.
A Ponte 25 de Abril, o Cristo Rei, o Palácio de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Padrão das Descobertas, o Castelo de São Jorge, os Paços do Concelho e o Museu da Electricidade são alguns dos muitos espaços da capital que vão “estar de luzes apagadas” durante 60 minutos.
No entanto, esta iniciativa pode ser “perturbadora da segurança da rede” e “provocar instabilidade de transporte da energia eléctrica a nível europeu”, conforme o presidente da empresa que gere as redes de transporte de electricidade em Portugal (REN), pois, “teoricamente, se houver uma grande adesão, poderá haver alguma perturbação da rede”, quando, em simultâneo, todos decidirem reacender as luzes.
As preocupações da REN resultam do funcionamento dos geradores que colocam a energia da rede, que têm de estar equilibrados com o consumo, uma vez que quando não há consumo a energia injectada na rede está em sobrecarga, o que pode destruir os pontos de rede.
Confrontada com esta possibilidade, a responsável do WWF Portugal disse que “a REN não alertou a organização” para estes eventuais problemas, explicando que quando a iniciativa foi lançada “houve um contacto com a EDP”, que garantiu que “haveria um ajuste de rede” e que o consumo menor na noite da acção “seria controlado”.
[Esperemos para… ver ou ficar às escuras]
 
Ver Lusa doc. nº 9481469, 26/03/2009 - 15:23
publicado por Sobreda às 00:15
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