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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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Um jardim de infância com prazo indefinido

Sobreda, 28.09.09

Finalmente vai ser construído um jardim de infância no Lumiar. E o que todos os moradores, e os pais em particular, gostariam de saber é: mas quando?

 

 

A placa camarária afixada no tapume da Rua Mário Sampaio Ribeiro, entre o ISEC e a Escola Secundária do Lumiar, refere o nº e o valor da empreitada, bem como prevê um prazo para a execução da obra: 270 dias, ou seja, 9 meses.
O problema que a CML e a sua placa não esclarecem é: como são considerados os 270 dias? Quando começa a contagem decrescente para o ‘trabalho de parto’? Ou qual a data esperada para o previsto nascimento no referido prazo de 9 meses?
Assim é fácil o executivo camarário publicitar que vai de ‘obra em obra’. Quem não deve ficar nada agradado com este indefinido ‘parto tardio’ serão as mães e os pais que aguardam para lá colocar os seus filhos. Talvez, (com sorte ou azar) as crianças acabem por transitar directamente para a Escola Básica que lhe fica a escassa centena de metros.

Última escola pré-fabricada da capital vai ser demolida

Sobreda, 08.09.09

A última escola pré-fabricada do concelho de Lisboa, que está em avançado estado de degradação fica, nem mais, nem menos, no ‘jovem’ bairro de Telheiras, na Rua Fernando Namora 1.

 

O Ministério acabou finalmente de dar razão às queixas da comunidade escolar, sobre o deficiente estado daquele equipamento, e decidiu que estava na hora de ser demolido para dar lugar, em 2010, à nova escola básica integrada de Telheiras.
A construção da nova escola insere-se num programa governamental de requalificação de 50 escolas básicas cujas instalações foram identificadas como estando em condições de degradação.
No caso desta Escola Básica dos 2º e 3º ciclos de Telheiras nº 2, o equipamento funcionava há cerca de 30 anos em pavilhões pré-fabricados, com “poucas condições e a necessitar de obras urgentes”, como acabou por reconhecer o Ministério da Educação.
Para dar resposta à situação, foi decidido demolir as actuais instalações e construir em duas fases uma nova escola que deverá estar a funcionar em pleno a partir do ano lectivo 2011-2012.
A par deste novo equipamento, num protocolo assinado 6ª fª entre o Ministério da Educação, a CML e a Parque Expo, ficou estabelecido ainda a construção da nova escola básica integrada da zona Sul do Parque das Nações, e a requalificação da escola básica Luís António Verney, situada no Bairro Madre de Deus 2.
No mapa da rede escolar de Telheiras 3, tem sido um equipamento escolar ‘provisório’ que se transformou em definitivo durante três décadas. As queixas de professores, associação de pais, alunos e moradores repetiam-se ano após ano. E valeu a pena. Já não era sem tempo.
 
2. Ver Lusa doc. nº 10080368, 04/09/2009 - 14:41

Escola de Telheiras vai para obras

Sobreda, 29.04.09

O Governo assinou um conjunto de acordos com autarquias com vista à requalificação do parque escolar dos 2º e 3º ciclos do ensino básico, que abrange a requalificação de 50 escolas básicas, cujas instalações foram identificadas como sendo as mais degradadas em todo o país, representando um investimento total na ordem dos 175 milhões de euros.

Na Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo, mais concretamente em Lisboa, apenas está prevista a substituição das actuais instalações da Escola Básica dos 1º, 2º e 3º ciclos de São Vicente de Telheiras.
 

Escolas de Telheiras

Sobreda, 27.02.09

Foi aprovada por Unanimidade, na reunião da CML de 4ª fª passada, a Proposta nº 197/2009 que indica uma transferência de verba no valor €1.044,00 para o Agrupamento de Escolas de Telheiras.

Não é indicado, no entanto, qual o destino concreto desta pequena ‘fortuna’.

Moradores dos Olivais querem melhores transportes e escolas em boas condições

Sobreda, 08.02.09

A degradação dos estabelecimentos de ensino, o abandono de complexos municipais, as débeis acessibilidades e a deterioração dos espaços verdes foram apontados pelos moradores da freguesia de Santa Maria dos Olivais como os problemas prioritários a serem resolvidos pela CML.

Estas questões foram abordadas na passada 4ª fª à noite, nas instalações da Sociedade Filarmónica União e Capricho, nos Olivais, em mais uma reunião descentralizada promovida pela autarquia lisboeta.
No que respeita à área educativa, uma moradora na zona do Parque das Nações, reclamou a insuficiência a nível de estabelecimentos de ensino naquele local, sendo que a escola mais perto fica em Loures. Outro munícipe dos Olivais, denunciou a degradação do parque escolar, afirmando que “o orçamento previsto no modelo de financiamento é mínimo para uma requalificação completa do espaço”. Por sua vez, outra munícipe levantou a problemática relativa ao projecto de design - Cinco Escolas, Cinco Designers - prometido na Escola Básica Almada Negreiros, e ao estado de degradação em que o complexo educativo se encontra.
A vereadora responsável pela área da Educação, Juventude e Cultura, ainda procurou apresentar soluções e planos em curso para a reabilitação e gestão dos espaços educativas nos Olivais e na zona do Parque das Nações, salientando um projecto relativo à instalação de uma escola na zona sul do Parque das Nações, o que não satisfez os residentes por, exactamente, “ainda só ser um projecto”.
Outro dos problemas levantados pelos munícipes refere-se à “deficiente” rede de transportes públicos e “má acessibilidade” para quem se queira deslocar até ao Parque das Nações. Neste ponto, o vereador responsável pelo Urbanismo e Planeamento Estratégico, admitiu estar a decorrer um projecto que consiste numa nova rua que poderá vir a ligar os Olivais a Moscavide, assim como a construção de um acesso mecânico entre o Bairro das Laranjeiras e o Parque das Nações, mas… “que ainda não está definido” 1.
Em conclusão, o executivo foi célebre a apresentar projectos e mais projectos, lamentavelmente ainda ‘em carteira’.
 

Professores levam aquecedores para salas de aula geladas

Sobreda, 09.01.09

As equipas de Protecção Civil que estão a ajudar a população a proteger-se do frio, no âmbito de uma campanha de proximidade em Lisboa, já identificaram cerca de 30 situações de risco.

Esta campanha, que está em curso desde as 9h de 4ª fª, visa minimizar os efeitos das baixas temperaturas, informando a população sobre as medidas de auto-protecção a adoptar, através da distribuição de folhetos com recomendações, tendo ainda as equipas a função de identificar situações de maior vulnerabilidade.
No total, foram contactadas 700 a 800 pessoas, na rua e em casa. “Normalmente, são pessoas idosas, isoladas e sem apoio familiar, que vivem em casas com más condições de habitabilidade. Esses casos são reportados à central de Protecção Civil e encaminhados para a Santa Casa da Misericórdia”, explica o director do departamento de Protecção Civil do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSBL).
Os dez grupos que estão a desenvolver esta campanha incluem 200 elementos pertencentes a entidades como o RSBL, a Polícia Municipal, corporações de bombeiros voluntários e voluntários de algumas Juntas de Freguesia. As equipas, distribuídas de acordo com as áreas de influência dos quartéis dos bombeiros, percorrem “áreas mais vulneráveis à pobreza e onde residem mais idosos, sobretudo no casco histórico”.
A vaga de frio, que deve continuar até sábado, levou a também a CML a criar uma linha de emergência (através do número 213 944 481) e a accionar um plano de contingência para os sem-abrigo 1. Mas não só.
Com efeito, e a pensar nas escolas menos preparadas para as baixas temperaturas, a Protecção Civil de Lisboa enviou também às escolas um conjunto de recomendações para proteger as crianças do 1º ciclo.
Da parte do presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, estas recomendações fazem todo o sentido, já que “as escolas não estão preparadas para estes picos de frio”.
Os alunos do 5º ano no Liceu D. Filipa de Lencastre, por exemplo, descrevem que nos seus dias de aulas durante o Inverno, especialmente agora que o País atravessa uma vaga de frio, têm de estar lá dentro munidos de cachecol, gorro e luvas porque “as salas às vezes estão geladas”. Outros até preferem os contentores onde agora provisoriamente têm aulas, por, graças ao ar condicionado, serem mais acolhedores que as instalações da própria escola. Noutros casos são os professores quem levam aquecedores para salas de aula geladas.
Neste liceu, que tem estado em obras, e que abrange alunos do 1º ciclo ao secundário, alguns estudantes do 8º ano contam que na 3ª fª ficaram sem aulas de manhã porque a chuva inundou salas do último andar. “Depois da inundação fomos avisados para não ligar as luzes porque podia haver curto-circuito” 2.
E ainda há quem diga que as aulas são uma ‘seca’.
 

O fim da volta ao mundo

Sobreda, 19.11.08

E o Magalhães terminou repentinamente a sua ‘viagem’. É que afinal nas escolas de Ponte de Lima as prendas eram… fictícias. Foi só para fotografia.

Em dia de visita do primeiro-ministro para as inaugurações dos centros escolares de Freixo e Refoios, no concelho de Ponte de Lima, 260 alunos foram expostos nas salas de aula, sentados à frente daquele que seria o seu computador ‘Magalhães’. Só que, logo após as cerimónias da passada 4ª fª, os pequenos portáteis foram recolhidos e encaixotados de novo.
Afinal, nenhum aluno tem ainda o seu computador, ao contrário do que foi anunciado durante a visita liderada pelo primeiro-ministro, que chegou a perguntar aos alunos se estavam “satisfeitos com a prenda” que tinham acabado de receber, sublinhando até “o brilho nos olhos” das crianças.
“Os computadores foram como uma faísca. Vieram e esfumaram-se logo”, comentou ontem o pai de um aluno, lamentando que as escolas “tenham levado as crianças a participar numa farsa”.
Em causa estão os atrasos nos processos de candidatura dos alunos ao ‘Magalhães’, como confirmaram vários professores. A desculpa da responsável da Direcção Regional de Educação do Norte foi negar que os portáteis tenham sido retirados, garantindo que apenas estão na escola até que os alunos se socializem com a nova ferramenta 1.
Se calhar os alunos ‘queriam’ uma volta ao mundo, navegando na ‘net’ do seu novo computador! Poderão ficar a olhar para ele encaixotado e já vão com muita sorte.
 

Escolas e sindicatos desvalorizam declarações do Ministério

Sobreda, 13.11.08

Três dias após a manifestação de Lisboa, o Ministério diz-se disponível para não aplicar os dados da avaliação nos próximos concursos de colocação. A oferta em nada muda a avaliação em si e os professores consideram-na mesmo uma ‘falácia’.

Trata-se de “uma cortina de fumo”. A frase é da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), que resume assim a reacção das estruturas e movimentos dos professores à proposta feita ontem pelo secretário de Estado adjunto e da Educação de não considerar as avaliações de desempenho para efeitos dos próximos concursos de colocação de professores, em 2009.
O que está em causa é apenas o adiamento, por quatro anos, de uma das consequências que o Governo pretende associar a estas classificações - a sua consideração, a par da formação e da antiguidade, para as listas hierárquicas que ordenam os professores que concorrem à colocação nas escolas.
Segundo os representantes dos professores, o problema é que até essa aparente abertura é discutível: “O que o Ministério fez foi um reconhecimento de que, na prática, nunca poderia aplicar as avaliações aos concursos de 2009, porque só um número muito reduzido de professores [12 mil, a título experimental] foram avaliados no último ano lectivo. E mesmo que a presente avaliação corresse lindamente, só daria resultados em Junho, já depois dos concursos”.
De resto, para o sindicalista, as estruturas que integram a “plataforma” docente irão “evidentemente” recusar a proposta, que continua a basear-se num princípio de que discordam: “Na prática, não é nenhum sinal de boa vontade. É o retomar de uma imposição que os sindicatos não aceitam, porque inclui as avaliações nas listas graduadas é injusto” 1.
Entretanto, várias escolas, um pouco por todo o país, continuam a suspender a avaliação de desempenho.
Depois da escola melhor classificada no ‘ranking’ nacional, agora foi a vez da Escola Secundária Luís de Camões, em Lisboa, mais conhecida por Liceu Camões, onde ficou também suspensa a avaliação de desempenho de docentes. A decisão foi tomada pela maioria dos professores, que defendem que se está na presença de um modelo não exequível.
Os professores avaliadores demitiram-se mesmo de funções, por não conseguirem levar avante o modelo do Ministério. Dizem que as orientações do Ministério são confusas, incoerentes e que, ainda por cima, estão em constante mudança 2.
 

Alunos manifestam-se por todo o país

Sobreda, 07.11.08

 

O país assistiu na 4ª fª a manifestações de Norte a Sul dos alunos do secundário que contestavam contra o novo Estatuto do Aluno. A adesão em todo o país ficou estimada em de cerca de 10 mil alunos.
Os protestos em Lisboa e Almada foram os mais significativos, reunindo mais de mil estudantes cada, mas o Barreiro, Évora, Coimbra, Vila Real e Porto foram algumas das cidades que também contaram com manifestações. Houve ainda manifestações mais pequenas na Marinha Grande, na Nazaré, nas Caldas da Rainha, no Funchal e em Loulé.
Segundo a PSP, só em frente ao Ministério da Educação, em Lisboa, concentraram-se mais de 1500 alunos do básico e secundário
Para o coordenador da plataforma estudantil ‘directores não!’, esta manifestação foi “histórica”, tendo em conta a fraca adesão verificada em protestos idênticos nos dois últimos anos. “Existe um grande descontentamento nas escolas e este é o resultado das várias acções que já se realizaram nos estabelecimentos de ensino desde o início do ano”, afirmou o estudante.
As críticas vão para a substituição dos conselhos executivos pela figura do director, por ver a sua influência reforçada e por este “poder até nem ser um professor da escola”. O aluno rejeitou ainda as críticas feitas 3ª fª pela JS de que a manifestação estaria a ser organizada com o apoio da JCP. É falso. “Mais de 95% dos estudantes que se estão a manifestar hoje não têm ligação partidária. Isso foi uma forma de condicionar o protesto e tentar que os estudantes não se mobilizassem hoje”, afirmou
 “Em diversas escolas fomos impedidos por funcionários e professores de distribuir os panfletos. Compreendemos que eles apenas cumprem ordens, mas estas atitudes geram um clima de intimidação”, disse uma aluna. Numa escola em particular, os portões chegaram a ser fechados a cadeado pelos alunos, tendo os agentes da PSP pedido reforços e acabando por forçar a abertura dos portões.
Uma acção contestada por alunos, professores e pais, que se foram juntando à concentração. “Isto é uma vergonha, os miúdos estão no seu direito, e não estavam a fazer mal a ninguém” disse uma professora que se mostrava “chocada” com a intervenção policial.
Noutras escolas, os alunos entregaram um abaixo-assinado ao Governo Civil local.
 

Ratos, ratinhos, baratas e formiguinhas

Sobreda, 07.10.08
Pais de alunos das escolas básicas números 34 e 91 e da Secundária D. José I, no Alto do Lumiar, encerraram os três equipamentos com a exigência de melhores condições de higiene nos refeitórios.
Os pais alegam que os refeitórios têm ratos e formigas que estão a criar problemas de saúde nas crianças, segundo contou uma funcionária da escola D. José I. Durante a manhã, professores das três escolas reuniram-se com a vereadora da Educação da Câmara de Lisboa para analisar o problema 1.
Deste modo, a Escola Básica número 34, no Alto do Lumiar, vai ficar encerrada para desratização hoje e terça-feira por decisão do conselho executivo e da Câmara Municipal, disse hoje à agência Lusa a vereadora da Educação
A vereadora acrescentou que a decisão de manter a escola encerrada foi tomada por unanimidade pela autarquia e pelo conselho executivo e garantiu que o estabelecimento “deve abrir 4ª fª”, ressalvando porém que só reabrirá quando o problema estiver “resolvido”.
Os trabalhos de desratização da Básica nº 34 estão a ser realizados pela autarquia e acompanhados pela autoridade de saúde. Segundo a vereadora, no final dos trabalhos a autarquia vai continuar a monitorizar o local, uma vez que é frequente aparecerem ratos naquela zona, nomeadamente devido às obras em curso no Alto do Lumiar.
A Escola Básica nº 34, que também dispõe de jardim-de-infância, é frequentada por perto de 300 alunos 2.