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CDU LUMIAR

Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

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CML prepara-se para construir estacionamento em terreno previsto para escola

Sobreda, 01.10.09

E eis senão quando, ontem a meio da tarde, no baldio expectante entre as Ruas Luís da Cunha Gonçalves e Moisés Amzalak, no topo sul, junto à Clínica Psiquiátrica de D. José, nasceu, sem aviso prévio, uma extensa vedação metálica.

 

 

Para este terreno, as plantas municipais têm prevista a construção de uma escola de ensino básico, o que se justifica plenamente, se considerarmos que se trata de um bairro recente de Telheiras - Quinta de Santo António - com muitos casais jovens e filhos pequenos.
A obra vai estar a cargo da Vibeiras, que por acaso até é especializada em arquitectura paisagista 1, trabalhando, entre outras para a EPUL, para quem recupera os espaços ajardinados ao redor do Metro de Telheiras.
No entanto, interpolados os funcionários daquela empresa que procediam à armação da estrutura metálica, sobre para que servia aquele gradeamento, esclareceram que a empresa recebera instruções da CML para isolar o local e ali construir um parque. Como parque infantil já se encontra um em construção a menos de 100 metros, junto ao topo nascente da Clínica de São José 2, tal parque só poderá ser de estacionamento.

 

 

Em primeiro lugar, não existe qualquer placa informativa da CML sobre a obra ‘em curso’, custo e tempo de execução previsto, qual o departamento da CML que autorizou, qual o responsável pela obra, etc. Aquela zona serve ainda de local de inversão de marcha dos veículos dos residentes no local.
Segundo, os moradores desconhecem qualquer auscultação da CML, nem lhes foi prestada qualquer informação, nem aos condomínios das redondezas, sobre qual o projecto em curso e se sempre se mantém a projectada (e tão necessária) escola de ensino básico ou, até, um também muito desejado jardim.
Terceiro, acontece que a colocação da grade impede a circulação dos peões entre a Rua Moisés Amzalak e a Alameda da Quinta de Santo António e Rua Fernanda Namora, e vice-versa, onde circula, por exemplo, a carreira 767 da Carris, obrigando a que dêem a volta aos blocos de edifícios, inviabilizando um acesso mais fácil, principalmente agora que vem aí o horário de Inverno e dias mais escuros.

 

 

Quarto, todo o espaço circundante não possui iluminação pública, excepto o das referidas vias ou os focos de luz colocados e pagos pelo orçamento do próprio condomínio, para além de que a área em causa tem sido abusivamente ocupada pelas camionetas de duas grandes empresas das imediações: um grande hipermercado e uma empresa de aluguer de veículos. Será que o estacionamento se trata de um ‘pedido expresso’ dessas duas empresas privadas?

De um facto ninguém tem dúvidas: faltam 11 dias para as eleições autárquicas!! Mas também ninguém duvida que, nesse escasso prazo, não pode nascer ‘obra a obra’. Irão ser, não 11 dias, mas 11 meses de chapas e arames? Ou terá o mesmo destino do tapume que circunda, há muitos anos, o terreno do futuro parque desportivo junto à Rua Augusto Macedo, a escassa centena de metros da Clínica de São José, a poente da Azinhaga da Torre do Fato?
No mínimo, e independentemente do óbvio período eleitoral, os moradores/pagadores de impostos municipais mereciam uma palavra da CML.
 

Petição sobre o traçado da ciclovia

Sobreda, 08.08.09

«Fomos todos surpreendidos com o início de uma obra na Av. do Colégio Militar! Com o pretexto da construção de mais um troço de uma ciclovia, a CML, através do seu Presidente e do vereador dos espaços verdes e públicos, estão a reduzir de quatro para duas as faixas de rodagem na Av. do Colégio Militar.

O projecto desta obra não foi discutido com nenhum dos intervenientes locais!
Temos sérias reservas quanto à redução para duas faixas de rodagem de uma importante artéria da freguesia de Carnide, como é o caso da Av. do Colégio Militar!
É necessário tomar medidas tendo em vista a redução da velocidade naquela rua. A redução de faixas de rodagem irá trazer sérios prejuízos para os moradores e frequentadores do local.
Não entendemos como se avança com uma obra desta envergadura desarticulada do Plano de Urbanização para a zona e do Plano de Requalificação do Jardim da Luz. Em Setembro, por exemplo, os stands da Feira da Luz serão instalados em cima do traçado da ciclovia que agora se está a construir!
Exigimos que os residentes, a Associação de Moradores local e a Junta de Freguesia de Carnide sejam ouvidos!
Lamentamos que, mais uma vez, o senhor Presidente da CML e o vereador dos espaços verdes e públicos, tenham avançado com uma obra sem ouvirem os moradores e a Junta de Freguesia local!
É uma obra desarticulada com os documentos estratégicos previstos para a zona, nomeadamente com o Plano de Urbanização Carnide/Luz e Plano de requalificação do Jardim da Luz, desarticulado com o funcionamento da Feira da Luz em Setembro, que coloca em causa o acesso à Escola Secundária Vergílio Ferreira e está neste momento a destruir o Jardim do Largo das Pimenteiras.
Lamentamos que se continue a tentar fazer Cidade sem uma verdadeira cultura de participação onde os cidadãos, as suas organizações e as Juntas de Freguesia tenham tempo e espaço para se pronunciar! A Cidade faz-se com as pessoas e não excluindo-as de emitir as suas opiniões e sugestões!»
 

Oferta de estacionamento gratuito

Sobreda, 10.07.09

Quem disse que há falta de estacionamentos em Telheiras? Na Quinta de Santo António (vulgo Parque dos Príncipes) a CML presenteou os residentes com diversas zonas expectantes. Daquelas que só servem mesmo para dar lama no Inverno ou gerar poeira no Verão.

 

 

O que é mais curioso é o caso de algumas empresas terem tirado ‘senha’ prolongada de estacionamento. No caso presente, uma empresa de aluguer de viaturas.
Noutra zona expectante, repleta de matagal (canavial), a pouco mais de 100 metros de distância, o espaço é o local habitual de eleição para o hipermercado da zona aí parquear, durante a noite, uma dezena das suas camionetas e carrinhas de transporte de mercadorias.
Vá-se lá saber porquê, pois, como é sabido, a referida superfície comercial tem dois vastos pisos cobertos (subterrâneos) destinados a estacionamento diurno dos seus clientes.
Vícios privados (o estacionamento abusivo), público desleixo (as zonas expectantes por arranjar).
Ambas sem solução à vista.

Um parque infantil entalado

Sobreda, 08.07.09

E eis se não quando, a há vários anos apregoada construção de um equipamento infantil na Quinta de Santo António (vulgo, Parque dos Príncipes) começou a avançar.

 

 

Localiza-se num dos recantos do bairro, mais precisamente a poente da Rua prof. Mário de Albuquerque, numa praceta mesmo ao lado da Clínica Psiquiátrica de São José, bem afastado dos locais mais comuns de atravessamento pedonal, e tem prazo de conclusão previsto para Dezembro deste ano.

 

 

O curioso é que, com tanto espaço livre - e expectante - nas redondezas a merecer ser urgentemente recuperado, logo tivesse que ser programado para um local mesmo em frente – por consequência, tapando-a – a uma das portas das traseiras da Clínica, ficando, de futuro, essa saída ‘entalada’ pelo parque infantil.

 

 

O ‘plano’ é, por isso, de génio. Do tipo daqueles feitos a régua e esquadro nos gabinetes de arquitectura, mas sem conhecer o local de implantação. Como o custo da empreitada ascende a mais de 120 mil euros, pergunta-se: será que vai ter baloiços de ‘príncipe’ banhados a ouro?

Áreas expectantes continuam a (des)esperar

Sobreda, 08.07.09

 

A propósito do recente projecto de construção de um parque infantil para o topo poente da Rua prof. Mário de Albuquerque, e para que não reste dúvidas a quem não conhece o local, eis, a escassos 20 a 30 metros, uma das zonas expectantes, bem mais aberta e não ‘enclausurada’ pelo muro e portão da Clínica Psiquiátrica de São José, entre as inúmeras das redondezas, que bem podia ser melhor utilizada para esse fim.

Reformulação do projecto para a Praça do Comércio

Sobreda, 25.06.09

O projecto de requalificação do Terreiro do Paço com as alterações introduzidas pelo autor, o arquitecto Bruno Soares, na sequência do debate público, é hoje apresentado.

O estudo prévio deste projecto, que mereceu parecer favorável do executivo da CML, foi alvo de várias críticas, a última dos deputados na AML, que consideraram que a intervenção naquela zona teria que ser enquadrada por um plano de pormenor e, como tal, sujeita a apreciação por aquele órgão autárquico. A própria presidente da AML afirmou que a obra é ilegal porque não será antecedida de um plano de pormenor ou de urbanização.
Contudo, o vereador do Urbanismo contrapôs esta posição, dizendo ter pareceres jurídicos que demonstram que a requalificação do Terreiro do Paço não necessita de ser sujeita a um plano de pormenor. “Uma intervenção em zonas históricas no espaço público não obriga a plano de pormenor”, disse, citando “pareceres jurídicos solicitados aos serviços da Câmara”.
As críticas também se estenderam à sociedade civil, com o Fórum Cidadania Lisboa a promover uma petição pela realização de um debate público sobre o futuro do Terreiro do Paço, assinada, entre outras personalidades, pelo anterior presidente da Sociedade Frente Tejo e responsável pela obra de reabilitação da Praça do Comércio.
O estudo prévio apresentado por Bruno Soares à CML prevê a duplicação dos passeios laterais convertidos em ‘passeios-esplanada’ e o condicionamento substancial da circulação automóvel no local, inspirado nas rotas oceânicas e a sua representação na cartografia portuguesa do século XVI, com o lioz a revestir os passeios e embutido de faixas de pedra vermelha, amarela e preta.
O passeio ribeirinho resultaria do alargamento do actual passeio junto ao rio, de 3,5 metros para 4,5 metros, tendo continuidade num novo percurso marginal a construir na Ribeira das Naus até ao Cais do Sodré.
No estudo prévio, a placa central da praça tinha um pavimento com um desenho definido por faixas cruzadas de pedra de lioz e de basalto, marcando linhas de perspectiva oblíquas que “acentuam a grande dimensão do espaço”. O projecto previa ainda um passeio central, que prolonga a Rua Augusta até ao rio, ligando o Arco ao Cais das Colunas.
No estudo prévio, a estátua real de D. José I era assinalada através da inscrição num losango diferenciado pela cor verde do pavimento e pela marcação de um pequeno desnível (três degraus laterais) em relação ao pavimento do terreiro central. A chegada ao Cais das Colunas estava prevista a uma cota ligeiramente superior, cerca de 75 centímetros, acedendo através de escada e de rampas laterais.
Contudo, perante as críticas generalizadas, o autor foi obrigado a rever o seu projecto.
 

Alto da Faia ao abandono

Sobreda, 16.06.09

A ‘periférica’ zona do Alto do Faia, a norte de Telheiras, junto ao Eixo Norte-Sul, continua, esquecida pela Junta de Freguesia, sem a adequada manutenção dos equipamentos de uso público.

 

É o caso da Rua prof. Prado Coelho, com bancos partidos, calçada levantada, ausência de mesa e cadeiras para convívio de jovens e adultos, espaço não delimitado para o tradicional jogo da malha.

 

 

 

Porque espera a Junta para investir na melhoria do espaço público? Até quando?

Menino electrocutado dá nome a rua em Telheiras

Sobreda, 26.05.09

Passados 10 anos, a CML decidiu honrar a promessa do ex-presidente do município, João Soares, e homenagear Rúben Cunha, a criança morta ao pressionar um semáforo, em 1997, atribuindo o seu nome a uma rua na zona de Telheiras.

Uma deliberação da CML, que termina com um longo processo quanto à atribuição do topónimo naquela área da cidade, decidiu atribuir o nome de Rúben Tiago Lemos e Cunha a um arruamento vizinho da Rua professor Simões Raposo, na área de Telheiras, mais concretamente na urbanização do Parque dos Príncipes, do lado poente do Eixo Norte-Sul.
A denominação servirá para perpetuar a memória do menino que, em 7 de Julho de 1997, foi electrocutado num semáforo no Campo Grande (em frente a Caleidoscópio), tendo falecido três dias depois no Hospital de Santa Maria, devido ao incidente.
Segundo o actual presidente da CML, a proposta aprovada, sem votos contra, serve para colmatar um hiato de 10 anos sobre a promessa do então líder municipal. “Com esta decisão estamos a honrar o compromisso à data da tragédia, passando Rúben Cunha a ser o nome de uma artéria da cidade de Lisboa”.
Além da cedência de um espaço à Associação Viver Criança - criada pelos pais da vítima (no Alto da Faia, também em Telheiras) - e da oferta de um jazigo, Soares disponibilizou-se, dois anos após a tragédia, a dar o nome do menino a uma rua em Telheiras. Mas as mudanças partidárias no município e interpretações quanto se esta seria a melhor forma de homenagear Rúben, adiaram o processo.
“Tratou-se de uma luta muito difícil fazer com que a Câmara honrasse o que nos tinha prometido. Foram anos de persistência e perseverança. Mas valeu a pena”, explicou emocionado o pai do menino. Para nós, “o Rúben nunca morreu. A partir de hoje está vivo na cidade de Lisboa”.
O acidente ocorreu pelo mau funcionamento do semáforo, tendo um funcionário da empresa de manutenção do equipamento, Eyssa Tesis, sido condenado a dois anos e meio de prisão, com pena suspensa, no julgamento do caso, em Setembro de 2001.
O ‘condenado’ era um ex-pedreiro, com a 4ª classe, e que, sem formação técnica, assegurava a segurança do semáforo. O lamentável é que a empresa tenha saído incólume neste processo.
 

EMEL recebe da CML encomenda de obra do elevador para o Castelo

Sobreda, 24.05.09

A CML aprovou na 4ª fª o estabelecimento de um contrato-programa com a EMEL para a criação dos elevadores de acesso ao Castelo, situados num edifício da Rua dos Fanqueiros e no Mercado do Chão do Loureiro.

O contrato envolve uma transferência de 380.400 euros e inclui também a conversão do mercado do Chão do Loureiro em silo automóvel, a requalificação urbana do Largo Adelino Amaro da Costa, da zona envolvente ao mercado e do percurso até à cota do Castelo de São Jorge.
A proposta foi aprovada com os votos contra do PSD e dos Cidadãos por Lisboa, a abstenção de Lisboa com Carmona e do PCP e os votos favoráveis do PS e do vereador independente, ex-BE.
O piso térreo do mercado deverá acolher um supermercado e último andar um restaurante panorâmico. Estas obras foram eleitas pelo executivo como (pretensos) projectos-âncora da revitalização (?) da Baixa-Chiado.
A vereadora social-democrata questionou a oportunidade de a autarquia gastar 5 milhões de euros “numa obra deste calibre”, considerando que as verbas provenientes do Casino deveriam ser canalizadas para a requalificação do espaço público, sublinhando ainda que em 2006 a EMEL (Empresa Pública de Estacionamento de Lisboa) tinha atribuído à Soares da Costa a empreitada de transformação do mercado do Chão do Loureiro num parque de estacionamento. Afinal, “que obras vão adjudicar? A de 2006, a nova?”, questionou.
Já a vereadora comunista Rita Magrinho considerou, por outro lado, que a obra “não tinha que ter enquadramento na EMEL. Não nos parece que nos estatutos tenha essa competência”, argumentou. “Estamos de acordo com soluções para acesso facilitado ao Castelo. Reservamo-nos para quando a proposta de empreitada vier à Câmara”, acrescentou.
 

Telas de publicidade espalhadas pela cidade

Sobreda, 14.05.09

Os vereadores do PCP na CML constataram a proliferação de colocação de telas de publicidade na cidade, ocupando, em muitos casos, as fachadas dos edifícios, nomeadamente:

·        A Praça do Marquês de Pombal, com uma tela comemorativa dos 50 anos do Cristo Rei e que ocupa toda a fachada do edifício;
·        No Rossio, no edifício da loja do Diário de Notícias, com um anúncio de fachada inteira onde consta em letras garrafais publicidade a uma empresa;
·        E que este tipo de telas publicitárias é colocado indiscriminadamente em várias outras avenidas da capital, como na Av. António Augusto Aguiar.
Ora o vereador com o Pelouro do Espaço Público tem recentemente vindo a solicitar aos partidos políticos a retirada de propaganda política de praças emblemáticas, invocando a ‘estética em zonas nobres’ ou de imóveis classificados, tendo estes, consensualmente, consentido em algumas como é o caso do Rossio e dos Restauradores.
No entanto, verificando os vereadores a dualidade de critérios, o PCP acabou ontem mesmo de requerer ao executivo municipal informação sobre quais:
  • Os montantes pagos pelas empresas privadas com os anúncios nestas telas;
  • O número de cartazes publicitários de dimensões dos edifícios que já foram autorizados no presente mandato;
  • Os locais da sua colocação;
  • Se a decisão da sua colocação é precedida de algum parecer dos serviços do espaço público ou do ambiente urbano;
  • Se, no caso dos que se encontram colocados na Praça do Rossio, ou em outros locais considerados ‘nobres’ da cidade, ou em edifícios classificados, houve parecer prévio do IGESPAR.
Neste caso, quer parecer que vai ser mais difícil apanhar um coxo, que as desculpas do vereador com responsabilidade de decisão neste pelouro.
O PCP queixa-se ainda, noutro requerimento, da proliferação, pela cidade, de um conjunto de cartazes municipais com um slogan relativo à indicação de que determinada obra foi aprovada, mas aguarda posterior aprovação municipal.