Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

.Temas

. cml(388)

. governo(157)

. telheiras(157)

. cdu(146)

. lumiar(133)

. eleições autárquicas(131)

. urbanismo(117)

. pcp(101)

. alta do lumiar(97)

. partidos políticos(96)

. segurança(94)

. orçamento(93)

. carnide(84)

. pev(83)

. trabalho(83)

. desemprego(77)

. saúde(76)

. trânsito(74)

. sindicatos(70)

. economia(68)

. todas as tags

.Pesquisar neste blogue

 

.Março 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
18
19
23
24
29
30
31

.Artigos recentes

. Será que em eleições vale...

. Do Jardim Caldeira Cabral...

. Canavial a mais e árvores...

. Já há caixote e lixo tamb...

. CDU contra a suspensão do...

. Recomendação sobre o ‘Par...

. Uma Quinta sem Paz

. Escola de Lisboa com terr...

. CDU em defesa do Parque T...

. A 'estória' das Quintas H...

. Empresários querem Portel...

. Em defesa da Tapada das N...

. Jardim e Feira da Luz vão...

. O NAT Nascente mantém-se ...

. Feira da Luz aguarda novo...

. (re)Inauguração de jardim...

. Nova designação para o Ja...

. Jardim prof. Caldeira Cab...

. Atribuição de toponímia e...

. Jardim prof. Sousa Franco

. As obras do Colégio de Sã...

. Parque de Santa Clara ao ...

. Parque das Conchas na CML

. Condições de (in)seguranç...

. Espaços públicos de Lisbo...

. Despejo transitório?

. Enxurrada de queixas na p...

. O futuro da Portela

. Ameixoeira (des)espera pe...

. Necrologia infantil

. O estado a que a cidade c...

. Espaços verdes mal conces...

. Ameixoeira desprotegida -...

. Empreitadas a conta-gotas

. Lumiar desprotegido - 14 ...

. Parque Oeste tem estado a...

. Criança cai em lago da Al...

. Monsanto sem chumbo e ruí...

. O compulsivo esquecido

. Concurso de ideias sobre ...

. Uma Quinta adormecida

. Lumiar desprotegido - 14

. Caldeiras e pilaretes

. Espaços verdes exigem mai...

. Quinta de Nossa Srª da Pa...

. Alameda Roentgen

. Conchas entupidas

. Telheiras de contrastes

. Lumiar desprotegido - 7

. Lumiar desprotegido – 6

.Arquivos

. Março 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

.Ligações

Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Será que em eleições vale tudo?

A simplicidade da questão poderá parecer banal, depois de tudo o que algumas forças políticas afirmam e desmentem logo de seguida, durante as iniciativas partidárias de campanha eleitoral ou algures na comunicação social. Por vezes tenta-se prender o voto do eleitor através do logro da ‘invenção da roda’ ou de voltar a prometer para ‘amanhã’ o que já estava planeado há anos. No entanto, eleitor alertado vale por dois.

Nestes dias que antecedem as eleições autárquicas ‘nasceu’ mais uma vedação premonitória de obra. Neste caso, na Azinhaga dos Ulmeiros, junto ao Templo Hindu Mahatma Gandhi 1 e às traseiras da Quinta de Nossa Srª da Paz.
 

 

A placa informativa apenas apresenta uma simples planta, existente na respectiva Divisão Municipal há já um par de anos atrás, mas sem qualquer data de início ou conclusão da obra, qual a empresa ou qual o responsável e custo da intervenção. Tudo isto, claro, a escassos dias das eleições autárquicas. Ora pois…

Curiosamente, o anúncio de obra no local já se arrasta na (p. 4 da) Informação Escrita do Presidente da CML, pelo menos desde Setembro de 2007 e tem constituído uma repetida falácia do executivo municipal 2. Será agora uma obra para avançar? Vejamos então o duplo aproveitamento político. Comecemos por ‘espreitar’ o jardim por detrás do cartaz. 

 

 

O estaleiro da ‘obra’ está muito avançado: tem o gradeamento do costume, as máquinas já devem vir a caminho (talvez ainda antes das eleições) e a ‘erva’ do jardim é muito promissora. Para sala de entrada em espaço verde até está ‘razoável’. Passemos agora à sala de estar.

 

 

 

 

O aparelho receptor digital encontra-se no local apropriado e a festa de inauguração deve ter sido de arromba, visto os recipientes das bebidas se encontrarem espalhados pelo chão.
Mas há mais: ou seja, há ainda uma 2ª parte do aproveitamento político. É que o folheto com o programa eleitoral de uma das forças políticas candidatas à Assembleia de Freguesia do Lumiar anuncia assim, no topo da página 7:
“O que fizemos no Lumiar”. “Requalificação e ampliação do Jardim Mahatma Ganghi” (sic, com gralha e tudo).
Ou seja: ainda agora lá foi colocado o gradeamento, mas já se tem o desplante de publicitar o logro de ‘obra feita’. Será que em campanha eleitoral vale tudo? Será que se pensa que os moradores no local são tolos, para se deixarem levar por ‘papas e bolos’?
 
Em alternativa, a Coligação Democrática Unitária apenas promete a qualidade do seu habitual desempenho, com o reconhecido lema de ‘Trabalho, Honestidade e Competência’.
 
1. Ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Mahatma_Gandhi
2. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=83&Itemid=33
3. Há poucos dias atrás tínhamos noticiado outro ‘parto’ IN http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/556746.html e IN http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/508581.html
publicado por Sobreda às 00:18
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Domingo, 4 de Outubro de 2009

Do Jardim Caldeira Cabral ao NAT Nascente

 

Nem só de espaços degradados se ‘fazem notícias’. Por vezes, algumas zonas lúdicas dispõem de pequenos recantos de lazer, como no caso do Jardim Caldeira Cabral, em Telheiras, junto à estação do Metro 1.

 

 

Mas do lado nascente deste espaço verde, os moradores assistem ao reverso da medalha 2. É o caso do NAT Nascente de Telheiras, de que já antes, neste blogue, se dera notícia 2.
Para o local, a EPUL insiste na pretensão de construir mais um novo edifício - o R4/5 - na esquina entre as Ruas prof. Francisco Gentil e Eduardo Araújo Coelho. No entanto, este espaço está classificado em PDM como “Quinta e Jardim Histórico” e faz parte do sistema verde seco da Estrutura Ecológica Urbana da cidade.
Por isso os moradores insistem na integral preservação da Quinta de Sant'Ana, como património verde local, sugerindo, também, a edificação de hortas pedagógicas, em memória da que até há 2 décadas atrás lá existiu.
 
1. Ver também http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/330477.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/351252.html
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/355071.html
publicado por Sobreda às 00:20
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Canavial a mais e árvores a menos

Eis a mais vasta zona expectante da Quinta de Santo António, junto à Clínica Psiquiátrica de São José (ao fundo na imagem).

Para o local, existe mesmo uma planta onde se prevê um estabelecimento público de ensino básico, mas que não se sabe se, na sequência da actual revisão do PDM em curso, continuará a constar na Carta de equipamentos educativos do município de Lisboa.

 

 

 

No mínimo convinha que CML ou Junta de Freguesia do Lumiar providenciassem no corte de matagal, onde se sabe residir, pelo menos, uma colónia de ratos e outros rastejantes. Aliás, há muito que este aviso aqui foi dado 1. 

 

 

E já agora, porque não preenche, a mesma Junta, as duas caldeiras da ‘ilha’ pedonal que lhe fica fronteira, com as respectivas árvores há tanto tempo para ali solicitadas?
Por desconhecimento não será. concerteza 2.
 
Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/113820.html
Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/113565.html
publicado por Sobreda às 00:31
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Já há caixote e lixo também

Poderá ter demorado uma ‘eternidade’, pois desde há mais de 6 anos que vem sendo reivindicado pelos utentes e moradores do local, mas eis que finalmente ‘nasceu’ um caixote de lixo junto à paragem da carreira 47, em frente ao hipermercado, na Av. das Nações Unidas.

Neste blogue se dizia há quase 3 anos o seguinte:
Eis “o estado de permanente conspurcação do espaço público com todo o tipo de dejectos alimentares junto à paragem da carreira 47 da Carris, na Av. das Nações Unidas, em frente ao hipermercado”. “Trata-se de situações para as quais a CDU tem insistentemente denunciado e proposto soluções, através dos seus eleitos nas Assembleias de Freguesia e Municipal...” 1

 

 

 

Custou, mas foi. Agora só era preciso que o Departamento respectivo da CML (a DHURS) se lembrasse de o esvaziar com alguma frequência.
 
1. Ver, por ex., http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/4650.html
publicado por Sobreda às 00:25
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 23 de Junho de 2009

CDU contra a suspensão do PDM em Monsanto

 
monsanto.jpg

Foi publicado no «Diário da República» o diploma legal que suspende o Plano Director Municipal de Lisboa em parte significativa do Parque de Monsanto para a construção de uma subestação da EDP.

A discussão verificada na Câmara Municipal por duas vezes manifestou claramente que, à excepção do PS e de Sá Fernandes, nenhuma outra força política concorda com a suspensão do PDM e muito menos sem estudo de Avaliação de Impacte Ambiental para a construção em Monsanto de uma nova subestação no Zambujal.

O aval a este procedimento não serve a requalificação e protecção do Monsanto; contraria os procedimentos legais normais para este projecto; e, não menos grave, coloca, sem contrapartidas significativas, uma parcela municipal nas mãos de uma empresa privada, cujos objectivos de mero serviço público são questionáveis, levantando suspeitas de condições menos onerosas de realização da obra face às possíveis alternativas.

Ler mais...

publicado por cdulumiar às 08:58
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Recomendação sobre o ‘Parque Urbano Carnide-Telheiras’

No passado dia 26 de Maio, o Grupo Municipal de “Os Verdes” apresentou na Assembleia Municipal de Lisboa, uma Recomendação a propósito do ‘Parque Urbano Carnide-Telheiras’, adjacente ao Lar Maria Droste 1, a qual foi APROVADA com os votos de todos os grupos municipais, com excepção do PS.

A Moção aprovada pela AML recomenda à CML que:
- deve sempre, prioritariamente, acautelar os interesses de Lisboa perante o Estado, bem como proteger a qualidade de vida dos seus moradores;
- rejeitar sugestões de alteração ao PDM que apenas sirvam os interesses financeiros do Governo ou de grupos imobiliários, não salvaguardando o património verde da cidade;
- estude a viabilidade de, em sede de revisão do PDM, integrar os referidos terrenos ‘Maria Droste' num Parque Urbano para usufruto, não só da população de Carnide e de Telheiras, mas de toda a cidade de Lisboa.
No texto “Os Verdes” referem que “a propriedade é uma zona expectante com cerca de 6 hectares, que se estende por uma encosta aberta a sul, localizada a poente de Telheiras, actualmente ocupada com vegetação e uma casa no extremo inferior, próxima de eixos rodoviários como a 2ª Circular e o Eixo Norte-Sul, as Ruas Fernando Namora, Prof. Jorge Campinos e a Travessa da Luz, tratando-se de uma zona já muito densamente povoada, com edificações do segmento médio-alto e alto”.
Alertam “que as pressões do Governo sobre o município, para que este harmonize o PDM às necessidades de encaixe financeiro do Governo, tem em vista permitir uma valorização do terreno, através da alteração do uso do solo, em sede de Plano Director”.
Ora, “no actual PDM, este terreno destinava-se à instalação de equipamentos colectivos e, de acordo com a actual proposta de revisão do PDM, projecta-se que passe a ter um uso de fruição pela população, ou seja, passar a ser uma área verde de recreio e lazer, tão necessária aos moradores daquela zona”.
Donde, “se o PDM for adequado para possibilitar a construção de edifícios com utilização mista (habitação e escritórios), apesar da actual conjuntura, este terreno passará a ser muito apetecível para o sector imobiliário, reduzindo os escassos espaços verdes que servem uma área adjacente com elevado índice de construção” 2.
À CML compete agora, tão só, implementar a deliberação maioritária da AML.
 
1. Ver também http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/266719.html
2. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=276&Itemid=36
publicado por Sobreda às 01:54
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Uma Quinta sem Paz

Lisboa possui diversas quintas históricas e a CML demasiados planos de alienação do seu património. Será que não “há vida para lá dos hotéis de charme ou de luxo”? 1

Refere a CML que para as Quintas de Nossa Senhora da Paz, no Lumiar, e para a de Conde d’Arcos, nos Olivais, tem previsto um par de empreitadas de obras.
Nesta última projecta-se que venha a funcionar uma escola de artes e ofícios tradicionais 2, o que, aliás, não é nada de novo, pois já lá funcionam as escolas de calceteiros e de jardineiros 3.

 

 

Para a Quinta e Palacete sitos no Paço do Lumiar nada se diz. Sobre qual a profundidade da intervenção e com que finalidade nada se esclarece. A ameaça de alienação patrimonial nunca foi afastada pelo município. Eis uma Palacete com futuro incerto e uma Quinta sem Paz.
 
1. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20090524%26page%3D8%26c%3DA
2. Ver Público, 2009-04-22, p. 16
3. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=201&Itemid=37
publicado por Sobreda às 01:29
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Escola de Lisboa com terreno cultivado por centenas de mãos

Na Escola 34, na Alta de Lisboa, ao Lumiar, onde estudam 330 crianças com idades entre os 3 e os 14 anos, houve em tempos um matagal que deu lugar a uma horta, que rapidamente se transformou na menina-dos-olhos dos professores, auxiliares e alunos.

Num terreno lavrado e cultivado por muitas mãos, na Alta de Lisboa, crescem couves, favas, feijões, ervilhas, batatas, cebolas, cenouras, pepinos, pimentos e outras espécies hortícolas. No ano lectivo passado, as abóboras transformaram-se num doce que foi comido com tostas por todos os alunos, junto de quem se tenta, através do projecto da horta, promover uma alimentação mais saudável.
É por isso que para este ano lectivo estão reservadas para a festa do dia das bruxas. Os pais contribuíram para a plantação com sementes e plantas, e são também eles os principais clientes compradores dos produtos que os alunos vendem à porta da escola sempre que há colheitas.
Também naquele bairro da Alta de Lisboa poderá nascer nos próximos tempos uma outra horta, esta comunitária, sonhada por um morador e arquitecto que tem vindo a recrutar futuros hortelões. O mentor da ideia adianta já que conseguiu convencer “mais de 40” e precisa que vai tentando tentar reunir o maior número de apoios para o projecto, incluindo o necessário terreno.
Uma das ambições desta horta comunitária é aproximar os moradores realojados naquela zona da cidade dos que lá compraram casa, contribuindo para uma maior harmonia entre este ‘mix social’ e para o aumento do sentimento de pertença dos próprios ao todo da comunidade. A produção, explica o arquitecto paisagista Jorge Cancela, será biológica e a zona a cultivar terá que ter "um acesso relativamente fácil, seja de automóvel, seja pedonal", além de fornecimento de água e uma vedação.
O projecto e a eventual cedência de um terreno por parte da Câmara Municipal de Lisboa já estão a ser analisados pelos serviços da autarquia, garante aquele arquitecto paisagista.
No mesmo sentido, e segundo a CML, que aponta os exemplos das hortas no Vale Fundão e no Bairro Padre Cruz, o desafio da autarquia é intervir nas hortas comunitárias já existentes, algumas das quais em espaços privados e que não têm fornecimento de água ou acessos em condições, garantindo que nenhum dos hortelões deixa de ter um espaço de cultivo.
A autarquia diz que o seu plano é mais ambicioso e inclui, num prazo de dois anos (sempre os prazos das ‘calendas gregas’), a criação de hortas em Campolide e Telheiras, e que tentará melhorar os espaços já existentes na Quinta da Granja, Vale Fundão e Bairro Padre Cruz.
 
Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20090525%26page%3D14%26c%3DA
publicado por Sobreda às 00:21
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sábado, 2 de Maio de 2009

CDU em defesa do Parque Trancão

 

 

Esta caminhada da CDU representa a defesa do Parque do Trancão, numa acção da luta contra a entrega de terrenos à especulação imobiliária e ao betão, e pela definição, com ampla consulta pública, dum Plano do Parque do Trancão que faça daquela vasta área, vizinha da Reserva Natural do Estuário Tejo, um pólo público de recreio, lazer, cultura e desporto ao serviço da população da zona oriental do concelho de Loures, e da própria Área Metropolitana de Lisboa. Participe!
 
Ver http://cduportela.blogspot.com/2009/04/parque-do-trancao-nao-ao-betao-nao.html
publicado por Sobreda às 00:33
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

A 'estória' das Quintas Históricas

A Quinta de Nª Srª da Paz, no Lumiar, e a Quinta Conde d'Arcos, nos Olivais, vão ser alvo de obras. Nesta última vai funcionar uma escola de artes e ofícios tradicionais 1.

Sobre a do Paço do Lumiar, a CML nada esclarece sobre o destino que lhe tenciona dar, apesar das inúmeras deliberações e recomendações aprovadas em sua defesa 2. Há muito que alguns residentes e investigadores ali defendem também a instalação de um Museu Ciência Viva, de apoio aos projectos escolares em toda a zona norte da cidade.
Os Centros Ciência Viva têm como principal objectivo a divulgação da cultura científica e tecnológica junto da população. Representam a moderna museologia da ciência e são espaços dinâmicos de conhecimento e lazer, onde se estimula a curiosidade científica e o desejo de aprender 3.
Também no perímetro nas traseiras desta Quinta, entre o Templo Radha Krishna da Comunidade Hindu em Portugal e o ex-parque de contentores, por inúmeras vezes o Grupo Municipal de “Os Verdes” tem insistido na sua reabilitação e ajardinamento 4.
Sabe-se que a Divisão de Espaços Verdes da CML desde há muito dispõe de um projecto de intervenção para o local, mas o executivo nunca passou de promessas de o tirar da gaveta (mais concretamente, do dossiê que se encontra numa das prateleiras da DEA) e pô-lo em prática.
 
1. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20090422%26page%3D16%26c%3DA
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/2731.html
3. Ver www.centroscienciaviva.pt/index.php?section=1
4. Ver, por ex., http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=83&Itemid=33
publicado por Sobreda às 03:18
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Domingo, 21 de Dezembro de 2008

Empresários querem Portela para aviões de negócios e TGV

Os empresários decidiram juntar-se e aprovar a intenção de vir a ser construída a futura estação central de Lisboa, servindo os comboios de alta velocidade, nos terrenos da Portela, quando o aeroporto for desactivado em 2017 e deslocalizado para o Campo de Tiro de Alcochete.

O argumento é que este projecto poderá ser viável, técnica e financeiramente, segundo conclui um estudo desenvolvido pela Adfer - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário, a pedido da AIP - Associação Industrial Portuguesa, e que contou com o apoio da CIP - Confederação da Indústria Portuguesa e da AEP - Associação Empresarial de Portugal, apresentado numa sessão promovida, na 5ª fª,  pela Adfer e subordinada ao tema ‘A nova estação central de Lisboa’.
O estudo prevê ainda que a Portela mantenha “funções aeroportuárias limitadas à aviação geral e à aviação de negócios”. Mas a AIP pretende que o actual terminal de passageiros seja aproveitado para realizar o check-in avançado do novo aeroporto de Lisboa, que ficará ligado à Portela por um novo serviço aéreo designado por ‘vertiport’ (aeronaves de descolagem vertical).
Ou seja, para além de funcionar como ponto de chegada e de partida do TGV e dos comboios suburbanos, as três associações empresariais defenderam, para o local, a construção de um novo centro de feiras e congressos de Lisboa nos terrenos do aeroporto, bem como a instalação de um pólo tecnológico.
Fonte da Adfer considerou mesmo que uma das principais vantagens da Portela seria a de permitir a construção de uma estação de ‘raiz’, ao contrário da decisão do Governo, que aprovou a expansão da actual Gare do Oriente. O projecto poderá contar com o apoio da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo.
Ainda segundo o estudo, a estação na Portela ficaria ligada à linha de cintura, na zona do Areeiro, e atravessaria todo o Vale do Chelas, em paralelo à Avenida Gago Coutinho, com duas linhas ferroviárias - a de alta velocidade e a convencional, sempre em túnel, só voltando à superfície dentro dos terrenos do aeroporto.
O argumento é que esta ligação teria como principal vantagem o facto de se desenvolver numa zona plana, reduzindo não só o tempo de viagem, mas também o volume de obras necessárias. Sobre o facto de o projecto poder vir a atrasar o desenvolvimento da rede de alta velocidade, a mesma fonte da Adfer questiona a ‘pressa’ do Governo em avançar com um projecto ‘questionável’ 1.
Mas a assim ser, as tarifas baixas - a esmagadora maioria dos voos - iriam para Alcochete, e os ‘jets’ privados beneficiariam de ficar perto do centro da capital.
Entretanto, recorda-se que o executivo camarário sempre tem defendido a ocupação dos desactivados terrenos da Portela por um espaço verde, e que o novo PDM deveria contemplar a zona do aeroporto da Portela como futuro ‘pulmão verde’ da cidade, depois da desactivação da infra-estrutura aeroportuária 2.
 
1. Ver http://dn.sapo.pt/2008/12/18/economia/empresarios_querem_portela_para_avio.html
2. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1295080&idCanal=undefined e http://arquitectura.pt/forum/f29/lisboa-futuro-do-aeroporto-de-lisboa-varios-autores-11719.html
publicado por Sobreda às 00:27
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Domingo, 23 de Novembro de 2008

Em defesa da Tapada das Necessidades

 

A CDU dos Prazeres prossegue, com a população, a luta pela preservação, manutenção e utilização pela população da Tapada das Necessidades, assunto que motiva um novo comunicado à população.

Ler Comunicado em PDF

publicado por Sobreda às 19:36
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Jardim e Feira da Luz vão ter de aguardar até Setembro de 2009

Mais área ajardinada, menos estacionamento, casas de banho públicas, um quiosque e novas infra-estruturas para a Feira da Luz são algumas das alterações propostas para o Jardim da Luz.

Por enquanto, trata-se apenas de um estudo da autarquia de Lisboa para o Jardim e Feira da Luz, a discutir com a população até Dezembro, que tem ainda que ser “aprofundado” e cuja obra só é possível começar depois de Setembro de 2009.
O estudo, apresentado na 2ª fª, prevê igualmente uma remodelação da Feira da Luz e a última concessão desta é válida até ao próximo ano, pelo que as obras só poderão começar depois da edição de 2009 da Feira, que, tradicionalmente, se realiza naquele espaço anualmente em Setembro.
Retirar a feira do interior do jardim, reordenar a ocupação do espaço durante o certame, construir infra-estruturas novas de suporte à feira, recuperar o lago do jardim e substituir a iluminação pública são outras das obras previstas no estudo.
Para o vereador dos espaços verdes, “a realização da Feira da Luz não está em causa mas tem que ser feita noutros moldes”. Entretanto, a autarquia irá colocar, ainda este ano, sanitários públicos no jardim, por se tratar de uma das necessidades mais sentidas pelos utilizadores do espaço.
A construção de infra-estruturas para crianças também não está posta de lado, já que na sessão de segunda-feira foi uma das reivindicações dos autarcas da freguesia, reflectindo um desejo da população de Carnide, acrescentou.
Por seu turno, o presidente da Junta de Freguesia de Carnide sublinhou a importância do estudo para a requalificação do Jardim da Luz, visto tratar-se de um lugar “emblemático” da freguesia e de Lisboa. “Há muito que o Jardim da Luz está abandonado e é um espaço que reúne condições ímpares dentro de Lisboa: dá para três espaços culturais - o Teatro D. Luiz Filipe, ou Teatro da Luz, o Centro Cultural Franciscano e a Associação Tenda. É ainda circundado por quatro escolas, uma igreja, um restaurante, o Colégio Militar e a Quinta Adolfo Coelho, que apoia crianças em risco”.
A criação de infra-estruturas novas para a Feira da Luz que possam ser aproveitadas para outras iniciativas a realizar ao longo do ano são projectos que o presidente da Junta pretende ver contemplados na requalificação do jardim. O autarca advoga, contudo, que a recuperação do jardim “na sua totalidade só seria possível se se avançasse com o plano de recuperação do centro histórico de Carnide e suas quintas, que está concluído desde 2001 e que continua por aprovar pela autarquia de Lisboa”.
Outra das questões que o presidente pretende ver clarificada consiste no pagamento das taxas de ocupação do espaço durante a feira, contestando o facto de “a receita reverter para a Câmara de Lisboa quando a organização da Feira é da Junta de Freguesia”.
 
Lusa doc. nº 8970909, 04/11/2008 - 16:23
publicado por Sobreda às 01:30
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

O NAT Nascente mantém-se no limbo

Que projectos de reabilitação possui a CML (ou a EPUL) para o NAT Nascente de Telheiras, mais conhecido por Quinta de San’Ana, um terreno expectante entre as Rua prof. Francisco Gentil e a Estrada de Telheiras?

Para os moradores, esta área do canto nascente do actual Jardim, junto à estação do Metro, à nora, à Igreja e à Casa Amarela, onde se pretendeu fazer hortas pedagógicas, deve ser um jardim, preservando a memória do local 1.

 

 

O Bairro de Telheiras vem sendo construído segundo um plano de urbanização e, com a construção crescente, vão-se ocupando os espaços ainda livres, uns segundo o planeado, outros não. De facto, para além dos espaços ajardinados sobre o Metro, mais nenhuma área verde significativa existe no bairro - a maior, no largo D. João Príncipe de Cândia, junto à PSP, tem 4.200 m2, isto é, nem meio hectare! Ora um parque urbano deve ter no mínimo 2,5 ha!
A população e a sua Associação de Residentes (A.R.T.) bem como outras entidades, como a Igreja local, têm olhado para o único espaço sobrante - a célula 3 - ou o que resta da Quinta de Sant'Ana - entre a Estrada de Telheiras e a Praça Central -, como o digno espaço verde que o bairro merece e deve ter. Nele existe um palacete afecto à EPUL e uma antiga granja reconvertida em condomínio particular (casa amarela).
Até as obras do Metro começarem, existiam ali hortas e um grupo de 70 moradores chegou a propôr à CML ter ali os seus campos de jardinagem, proposta que foi bem acolhida pelo vereador dos Espaços Verdes da altura, o engº Rui Godinho. Vieram as obras e estes campos de jardinagem ficaram de ser reintegrados no projecto final de espaço verde e executados assim que terminassem as obras.

 

 

O que está a mais é a pretensão da EPUL em construir no lado nascente desta célula mais um novo edifício - o R4/5 - na esquina entre as Ruas prof. Francisco Gentil e Eduardo Araújo Coelho. Porquê se este espaço está classificado em PDM como “Quinta e Jardim Histórico” e faz parte do sistema verde seco da Estrutura Ecológica Urbana da cidade?
À excepção duma tira de terreno, indevidamente classificado em PDM como “área consolidada de utilização habitacional” e que a ART sempre contestou desde o PDM de 1994, tendo proposto para a revisão do PDM, a reclassificação de toda a célula - sem excepção - como “Quinta e Jardim Histórico”. De qualquer modo, uma vez que, nos termos do PDM, a Componente Ambiental Urbana prevalece sobre a Classificação do Espaço Urbano, para os residentes não são admissíveis mais construções na Quinta de Sant'Ana.

 

 

 

Perante isto, e sabendo da pretensão da EPUL de continuar a construir, a ART em representação das famílias suas associadas e dos restantes milhares de moradores, apelou à CML, como entidade accionista e tutelar da EPUL, para que:

1º Não autorize a construção de mais edifícios na referida célula, nomeadamente o referido bloco R 4/5 ou outras edificações que o substituam, qualquer que seja a sua volumetria;
2º Não sejam destacadas mais parcelas para o domínio privado e se integre no domínio público os lotes propriedade da EPUL e com eles se crie uma área verde de lazer e recreio público;
3º Seja ali construído um jardim condicente com a sua característica de Quinta Histórica, ligando a futura Praça Central ao núcleo antigo de Telheiras, mediante propostas de projecto sujeitos a debate público, já que o projecto então apresentado pela EPUL, contempla o dito edifício e não contempla os campos de jardinagem.
Em defesa destas medidas, foi então entregue ao presidente da CML um abaixo-assinado contendo 1.679 assinaturas de moradores, relembrando o compromisso pessoal assumido por um outro anterior presidente da CML (João Soares) de suspender a construção do referido edifício e rever o projecto para o jardim.
Num recente Colóquio sobre Urbanismo, organizado pela ART em Maio passado, na BMOR 2, o actual vereador do Urbanismo prometeu que nada seria construído que não estivesse anteriormente autorizado, afirmação, aliás, considerada como bastante evasiva.
Por isso a população de Telheiras, certa da justeza da sua pretensão em ter um bairro não de betão, mas sim com uma qualidade mínima, insiste com a actual CML na decisão há tantos anos esperada, mantendo o apelo à integral preservação da Quinta de Sant'Ana como património local.
 
1. Ver www.artelheiras.pt/pages/html/problemas_por_resolver.html
2. Ver www.artelheiras.pt/pages/index2.php?page=noticias&section=concurso
publicado por Sobreda às 00:14
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Feira da Luz aguarda novo modelo de gestão

O historial da Feira da Luz tem radicado na importância de se manterem vivas as tradições do país e da Freguesia de Carnide. A Feira tem, no entanto, vindo ao longo dos anos a ser desvirtuada do seu conteúdo pela CML, fazendo dela uma feira banal como todas as outras existentes na cidade. Para além da componente negócio, a Feira tem uma forte manifestação cultural, desportiva e religiosa, onde afluem milhares de visitantes.

No entanto, como a sua requalificação urge, foi apresentada, por um Grupo de Trabalho específico, uma Moção que seria aprovada por unanimidade.
Deste modo, a Assembleia de Freguesia de Carnide solicitou, em 17 de Setembro de 2007, que a Junta de Freguesia, os deputados municipais, os residentes em Carnide e a CML, em conjunto, encontrassem uma proposta credível para requalificação da Feira, não esquecendo as suas tradições e a componente cultural que têm sido promovidas pela Junta de Freguesia de Carnide, embora sem o apoio financeiro da CML 1.
Finalmente, a CML agendou para hoje, 2ª fª dia 3 de Novembro, às 18h30, nas instalações da Junta de Freguesia de Carnide, o anúncio do Programa de Intervenção para o Jardim da Luz e um novo modelo de Feira da Luz, que se pretende que entre em funcionamento na próxima edição da Feira, lá para 2010.
Prevê-se que este programa esteja aberto para discussão pública até ao final do ano de 2008, seguindo-se a fase de aprofundamento projectual e preparação das intervenções.
As alterações urbanas que aconteceram em Carnide nas últimas décadas tornaram o Jardim da Luz um espaço com uma dinâmica totalmente diferente, sujeitando-o a maiores pressões. Em simultâneo, a própria Feira da Luz tem sofrido alterações ao longo dos tempos. Uma intervenção no Jardim da Luz que o torne um espaço verde moderno, equipado e adequado aos nossos tempos exige, em simultâneo, uma abordagem simultânea à Feira da Luz 2, o que, para comerciantes, moradores e visitantes, já tarda.
 
1. Ver www.jf-carnide.pt/as_mocoes_detalhe.php?aID=421
2. Ver www.cm-lisboa.pt/?id_item=19269&id_categoria=11
publicado por Sobreda às 00:39
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

(re)Inauguração de jardim em Telheiras

 

Quantas vezes terá sido anunciada pela CML a inauguração deste ou daquele pedaço de jardim algures nas redondezas da Praça Central de Telheiras? Talvez já se lhe tenha perdido o conto, que até a própria Comissão de Toponímia da CML já nem o saiba 1.

Agora, no passado sábado, dia 25 de Outubro, pelas 16h30, foi a vez do Jardim Prof. Francisco Caldeira Cabral, mesmo ao lado da nora e em frente à Igreja de Nª Srª da Porta do Céu, perpetuando, na memória da cidade de Lisboa e no ano em que se celebra o centenário do seu nascimento, aquele conceituado arquitecto paisagista 2.

 

 

Há uns anos, tinham sido a Quinta de S. Vicente, junto à Adega 3, depois as fontes e outro pequeno espaço verde mais a norte, depois chegou a estação do Metropolitano 4, depois a re-re-inauguração da pista ciclável 5, seguido há umas semanas por um hectare no lado poente 6, hoje, um outro na zona sobre o Metro, amanhã talvez outro tanto no topo nascente, sim que o NAT Nascente continua por recuperar.
Não faz mal: não será por isso que os residentes deixam de agradecer as repetidas efemérides do ‘ora agora inauguras tu, ora agora reinauguro eu’.
Mas não deixam de ir perguntando: e que projectos de reabilitação existem para o lado nascente, entre as Ruas prof. Eduardo Araújo Coelho, a Francisco Gentil e a Estrada de Telheiras? E qual o destino atribuído pela EPUL e pela CML ao degradado Convento de Nª Srª da Porta do Céu? 7
 
1. Ver www.cm-lisboa.pt/index.php?id_categoria=96&id_item=16221
2. Ver www.cm-lisboa.pt/index.php?id_categoria=96&id_item=17855
3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/330071.html
4. Ver www.metrolisboa.pt/Default.aspx?tabid=490
5. Ver www.cm-lisboa.pt/index.php?id_item=6729&id_categoria=11
6. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/330477.html
7. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/348423.html
publicado por Sobreda às 01:46
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Nova designação para o Jardim do NATE Nascente

Na sequência da aprovação, em reunião de CML, da Proposta nº 845/2008, vai amanhã, dia 25 de Outubro, ser atribuído ao ‘Jardim do NATE Nascente’, situado entre a Rua Prof. Francisco Gentil e a Estrada de Telheiras, o topónimo Jardim Prof. Francisco Caldeira Cabral 1.
Este arquitecto paisagista nasceu em 1908, estudou em Berlim, na década de 30, tendo sido pioneiro no ensino da arquitectura paisagista em Portugal, que leccionou no Instituto Superior de Agronomia, e presidido à Associação Internacional dos Arquitectos Paisagistas.
Destacam-se as intervenções e projectos no Estádio Nacional, diversos projectos de parques e jardins, estudos de sistematização e ordenamento da paisagem rural, integração de infra-estruturas, nomeadamente a implantação e enquadramento de vias e auto-estradas.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/330477.html
publicado por Sobreda às 02:37
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Jardim prof. Caldeira Cabral

 

 

Amanhã, dia 24 de Setembro, a CML vai analisar a Proposta nº 845/2008 que pretende atribuir ao “Jardim do NATE Nascente”, situado entre a Rua Prof. Francisco Gentil e a Estrada de Telheiras, o topónimo Jardim Prof. Caldeira Cabral - Arquitecto Paisagista.
Este Jardim, cuja inauguração o protocolo da CML prevê agendar para finais de Outubro, encontra-se separado do recém-nomeado Jardim Prof. António Sousa Franco por um novo espaço de comércio e serviços localizado à saída da estação do Metropolitano.
Nessa mesma reunião da CML, o executivo tenciona aprovar uma transferência de verba para o Agrupamento de Escolas S. Vicente/Telheiras, no valor de € 1.010,71.
publicado por Sobreda às 00:28
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos

Atribuição de toponímia em Telheiras

 

No passado domingo de manhã, foi descerrada uma placa toponímica com o nome de Jardim Prof. António Sousa Franco, no topo ocidental do Metropolitano de Telheiras, entre a Rua Professor Francisco Gentil e a Estrada de Telheiras/Largo do Poço.

Recorda-se que o projecto da CML/EPUL, para esta zona, fora já publicamente apresentado a escassos 50 metros daquele local, junto à antiga Adega de Telheiras, no longínquo final do Verão de 2001, pelo executivo da coligação PS/CDU.
 
 
publicado por Sobreda às 00:12
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sábado, 20 de Setembro de 2008

Jardim prof. Sousa Franco

 
Terá lugar amanhã, dia 21 de Setembro, pelas 11 horas, a inauguração com descerramento da placa toponímica do Jardim Prof. António Sousa Franco, junto ao Metropolitano de Telheiras, entre a Rua Professor Francisco Gentil e o Largo do Poço.
publicado por Sobreda às 02:00
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

As obras do Colégio de São Tomás

Alguns dos caminhos pedonais, inseridos no Plano de requalificação do Parque das Conchas e dos Lilases, foram parcialmente cortados pelas obras de construção do Colégio de São Tomás, sito na Av. Maria Helena Vieira da Silva, o que originou queixas de alguns moradores
Nestas missivas encontravam-se referências a explicações contraditórias, sobre a causa desta destruição, fornecidas quer pela Unidade de Projecto da Alta de Lisboa (UPAL), quer pelo presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, quer pela Divisão de Matas da CML.
Em visita ao local, o Gabinete Vereadores do PCP verificou a destruição dos passeios pedonais, tendo para o efeito documentado o facto como fotografias.
Assim, os vereadores do PCP optaram por requer informação sobre:
• O motivo da destruição dos Caminhos Pedonais abertos no âmbito do Plano de Requalificação do Parque das Conchas e dos Lilases;
• Da inalterabilidade da área total prevista para o Parque das Conchas e dos Lilases, na sequência desta intervenção;
• Qual a entidade responsável pela reposição dos caminhos destruídos;
• Qual o prazo previsto para a reposição dos mesmos.
 
Ver www.cm-lisboa.pt/?id_categoria=79&id_item=17032
publicado por Sobreda às 01:54
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos

Parque de Santa Clara ao abandono

A proposta nº 534/2008 para Adjudicação de Manutenção e Conservação dos Espaços Verdes, incluindo a Freguesia da Ameixoeira, não contemplou as obras de requalificação do Jardim de Santa Clara.
Considerando que este Jardim representa um importante espaço verde de proximidade que serve as populações da Freguesia da Ameixoeira, e que este espaço se encontra extremamente degradado, com a deterioração do pavimento, a ruína dos muros, encontrando-se ainda exposto ao vandalismo todo o património histórico aí localizado, e que um parque infantil, sanitários públicos ou mesmo um pequeno espaço de esplanada seriam equipamentos necessários, mas que não existem.
Que a toda esta situação acresce o facto deste jardim nem constar da página electrónica da CML, onde se identificam os restantes Jardins de Lisboa.
Neste sentido, os vereadores do PCP na CML decidiram requerer informação sobre quais as:
- orientações relativas à requalificação deste espaço, nomeadamente prazos de elaboração de um projecto e custos estimados da implementação do mesmo;
- medidas programadas para conter a degradação enquanto este espaço não é requalificado, nomeadamente as relativas a instalação dos equipamentos supra-mencionados.
 
Ver www.cm-lisboa.pt/?id_categoria=79&id_item=17031
publicado por Sobreda às 01:52
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Parque das Conchas na CML

Na última reunião da CML, os vereadores do PCP pediram esclarecimentos ao executivo sobre a destruição dos caminhos pedonais inseridos no Plano de requalificação do Parque das Conchas e dos Lilazes, pelas obras do Colégio de São Tomás.

Os vereadores querem saber quem é o responsável pela reposição dos caminhos e para quando são as obras. Tratou-se de questionar o executivo municipal para uma situação já anteriormente denunciada neste e noutros blogues da Freguesia.
 
Ver Destak 2008-07-25, p. 2
publicado por Sobreda às 22:27
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Condições de (in)segurança no lago do Parque Oeste

Em Novembro do ano passado uma criança caiu ao lago do Vale Fundão, no Parque Oeste, tendo acabado por morrer após um internamento hospitalar de mais de um mês. Na altura, o vereador dos espaços verdes da CML determinou a instauração de um inquérito interno no dia seguinte ao acidente 1, o qual se espera seja ‘despachado’ durante a próxima semana.

 

 

Entretanto, sete meses depois, a CML continua ainda a estudar a forma de aumentar as condições de segurança do lago do Vale Fundão, no Parque Oeste, onde uma criança se afogou, anunciou ontem, durante o PAOD da reunião de Câmara, o presidente da autarquia.

Perante o arrastar da avaliação do processo, três vereadoras da oposição na CML decidiram interpelar o vereador pela manutenção da insegurança do referido lago, tendo decidido voltar ontem a levantar a questão durante a reunião pública do executivo municipal.

A vereadora social-democrata começou por apresentar fotografias, constatando a ausência da rede de protecção que o vereador dos Espaços Verdes se comprometera a colocar no local, insistindo no facto de que o lago deveria ter uma rede “nas margens” e alertando que os perigos aumentam nos lagos durante o Verão, altura em que são mais procurados pelas crianças.

A vereadora do PCP sublinhou que também visitara o local com uma delegação de eleitos locais da CDU e que “o que lá está não é suficiente” para salvaguardar eventuais acidentes, referindo que os projectistas do jardim se manifestaram “absolutamente resistentes” à colocação de novas barreiras de segurança para crianças, mesmo de sebes.

Também a vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa sugeriu, por seu lado, que os serviços da CML deveriam consultar a Associação para a Protecção e Segurança Infantil (APSI) sobre as melhores medidas que possam vir a ser tomadas no local.

Visivelmente agastado perante a insistência das perguntas colocadas, o vereador virou-se de costas para a restante vereação camarária, para mais directamente, de frente, poder responder à primeira interpelação, garantindo que a rede fora mesmo colocada, apesar de não ser visível. Perante a insistência de novas interpelações, acabou por declarar onde afinal se encontrava a rede, retorquindo que ela não era visível porque se encontra debaixo de água. “Foi esse o conselho técnico que foi dado”, argumentou.

 

[Ou seja, pelos vistos, a finalidade da rede 'invisível' não serve para impedir o acesso das crianças incautas ao bordo da água, mas sim para aparar o que cair lá dentro!]

 

 

Perante a polémica e a constatação da inércia do vereador, o presidente da CML concluiu que os serviços deveriam então estudar outras formas de salvaguardar a segurança do local 2. Até lá, continue-se, por isso, a aguardar que nada de semelhantemente grave volte a acontecer.
 
Nota: Fotografias tiradas aquando de uma das recentes visitas da CDU, na qual se constata a inexistência de qualquer protecção nas margens do lago.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/154434.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/178652.html
2. Ver Lusa doc. nº 8486677, 25/06/2008 - 17:49
publicado por Sobreda às 01:08
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Espaços públicos de Lisboa em leilão

Os partidos da oposição na CML contestaram na 4ª fª hoje as cedências de espaço público na cidade para eventos publicitários, considerando que ao receber contrapartidas dos privados, como reabilitação de jardins, a autarquia abdica de obrigações suas.
Em causa estão eventos comerciais como o que tem decorrido na Praça das Flores, e a aprovação na reunião do executivo municipal de uma iniciativa semelhante, em que uma rede de hipermercados irá reabilitar a zona de jogos do Jardim da Estrela, podendo em contrapartida usar o espaço para eventos. Também a Praça das Flores tem estado vedada ao público, a certas horas do dia, para uma acção promocional de uma marca de automóveis que, em contrapartida, financiará as obras de requalificação do jardim daquele local.
Por isso os vereadores da oposição decidiram responsabilizar, por incúria, o vereador dos Espaços Verdes da maioria PS/BE pela generalização destas iniciativas, qualificando-o de “leiloeiro do espaço público”. O vereador “descobriu uma maneira de fazer negócio e demitiu-se da sua função de vereador dos Espaços Verdes”, o que é inconcebível. Consideraram mesmo que é “lamentável que, numa Câmara que se diz de esquerda, se esteja a alienar o espaço público que resta” e teme que “qualquer dia, os lisboetas acordem com os jardins todos fechados”.
A rede de hipermercados que irá doar equipamentos para a zona de jogos do Jardim da Estrela não está a fazer mecenato mas “um negócio”, cuja contrapartida é “poder vir a fechar o jardim para eventos seus”. Ora “o ambiente urbano (poderá) incluir uma reversa de publicidade”, mas as iniciativas publicitárias devem ser “altamente restringidas”. “O espaço urbano não é todo ele um espaço publicitário”, não se podendo por isso deixar de por em causa a criação de “poluição visual”.
Para o vereador da CDU Ruben de Carvalho, está em causa a “dignidade do espaço público”. Ruben de Carvalho encara as contrapartidas prestadas pelas empresas à autarquia como uma “substituição de obrigatoriedades da Câmara”. “Abdica-se de obrigações municipais perante cedências a privados”, sustentou. O vereador contesta também a “poluição visual” que, considera, advém destas iniciativas.
Haverá então que elaborar um “projecto de regulamento municipal sobre direito ao ambiente urbano e à reserva de publicidade no espaço público”, onde se defenda, por exemplo, que antes da sua realização, os eventos sejam publicitados em editais nas Juntas de Freguesia, sendo os moradores chamados a pronunciarem-se.
Também a Comissão Permanente de Ambiente e Qualidade de Vida da Assembleia Municipal de Lisboa vai reunir de urgência, na próxima 2ª fª, com o vereador dos espaços verdes, para que este preste esclarecimentos sobre esta grave situação.
 
Ver Lusa doc. nº 8433498, 11/06/2008 - 20:58
publicado por Sobreda às 00:44
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Despejo transitório?

Receberam finalmente 'ordem de despejo' os contentores que habitavam ‘provisoriamente’, há longos anos, o parque localizado no entroncamento da Azinhaga dos Ulmeiros com a Azinhaga da Torre do Fato, mesmo em frente ao Hospital da Força Aérea, ao lado do Templo Hindu 1.
Esse parque encontra-se separado da Quinta de Nª Srª da Paz (e dos viveiros camarários de São Cristóvão) por um facilmente escalável muro, permitindo a devassa deste e prolongada rapina do seu espólio arquitectónico, designadamente da azulejaria oitocentista, tendo inclusive servido de alojamento a sem-abrigos e sofrido um pequeno incêndio na cave do edifício.

 

 

Recorda-se que esta Quinta histórica possui no seu interior uma vivenda que já abarcou o Departamento de Núcleos Dispersos da CML, uma escola primária (entretanto relocalizada no Alto da Faia), uma associação de moradores, um campo de jogos e parque infantil (que lá se encontram degradados), e que desde a sua devolução pela Junta de Freguesia à CML, em finais de 2001, tem sofrido um progressivo abandono, tendo por isso sido periodicamente vilipendiada.
Aparentemente o problema estaria agora resolvido, não fosse o isolamento total do local, levantando-se agora dúvidas sobre a sua manutenção e destino. Ou seja, como irá agora ser recuperado e ocupado? Passará o conjunto de edificado e espaços verdes, com toda a naturalidade, a fazer parte integrante da Quinta e dos Viveiros? Ou reservar-lhe-á a CML um outro destino patrimonial e urbanístico?
Recorda-se que a CDU apresentou em finais do ano passado, na Assembleia de Freguesia do Lumiar, uma Recomendação aprovada por Unanimidade, na qual propunha a elaboração de um projecto de reabilitação de todo aquele quarteirão 2.
A situação requer agora, talvez mais do que nunca, um acompanhamento atento sobre o seu futuro, por parte dos moradores e órgãos autárquicos.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/37853.html ; http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/121473.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/156502.html
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/121797.html
Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Enxurrada de queixas na periferia da capital

Uma escola visitada por ratazanas, um centro de dia e creche pronto a abrir há tanto tempo que foi ‘inaugurado’ à força por vândalos, uma divisão da PSP que afinal será só uma esquadra, um jardim histórico com sarjetas desentupidas, mas onde faltam agora as respectivas grelhas e mais segurança, ruas perigosas para carros e peões, acessos raros ou precários, casas abandonadas que convidam à ocupação ilegal…
Uma enxurrada de queixas inundou a terceira reunião pública descentralizada do executivo camarário, realizada na passada 4ª fª, na sede da Associação de Deficientes das Forças Armadas, no Lumiar.
Com um número recorde de inscrições (mais de 80, reduzidas para menos de metade após uma prévia análise dos casos), a sessão foi dedicada a ouvir os problemas dos munícipes de três freguesias da zona Norte de Lisboa: Ameixoeira, Charneca e Lumiar. Um território onde se misturam antigas quintas, com novos empreendimentos e bairros de realojamento. E onde a mudança tem sofrido da falta de planeamento nuns casos e puro abandono noutros, deixando à beira de um ataque de nervos grande parte da população, que já ronda os 60 mil e promete crescer muito mais.
A Insegurança marcou as primeiras intervenções. A Divisão de Trânsito da PSP começou a mudar-se das instalações que ocupa há décadas no centro de Lisboa para o edifício novo da PSP, no Lumiar, inicialmente destinado a acolher uma esquadra e uma nova divisão daquela polícia, cuja criação não chegou a efectivar-se. A opção pela divisão de trânsito defraudou as expectativas criadas quanto ao policiamento de proximidade numa área geográfica tão vasta. O presidente da CML (e ex-ministro da Administração Interna, com responsabilidade sobre a polícia) procurou mesmo esclarecer que, perante a mudança de planos relativamente a este último ponto, a posição da CML é “que não temos nada contra que a PSP utilize como entender o excedente de instalações para lá das necessidades da esquadra, desde que esta exista e funcione”.
Posição de imediato contrariada por Ruben de Carvalho do PCP, que contrapôs a diferença de expectativas geradas à população por uma e outra opções. Por seu turno, Negrão do PSD quis saber ao certo a dimensão da nova esquadra.
Esteve também em foco a escola nº 185, nas Galinheiras (Charneca), por causa das infestações de ratazanas que chegam mesmo a obrigar ao seu fecho periódico. A vereadora da Educação confirmaria o cenário: “Praticamente todos os meses têm de fazer desratização”. O que tem a haver “com grandes construções na envolvente, obras que requerem cuidados com tratamento de lixos”. Estranhamente, um problema que “dura há anos”, disse a vereadora, lembrando que a rede pública camarária de escolas “está muito degradada”, pois “apenas 4% é aceitável”. Recorde-se que uma nova escola básica integrada na Charneca está entre as sete prioritárias a construir pelo actual executivo na área da educação.
Outro tipo de invasão sofreu o centro de dia e duas creches que há muito estão prontos no bairro do Reguengo (Charneca) e cujo edifício integrado acabou por ser recentemente vandalizado. “Temos o protocolo pronto para entregar à SCML, que vai gerir o equipamento, e quando íamos a compor tudo aconteceu isso. Está a ser entaipado e será reposto o que foi estragado", esclareceu a vereadora da Habitação e Acção Social.
Um cenário que pode ser confirmado por uma visita ao local, onde se mantém agentes da polícia municipal de guarda 24 horas por dia. Como recordou um morador “casa roubada…”.
Também a Casa da Cultura Cigana (na Ameixoeira) foi dada como abandonada por um interveniente na sessão, esclarecendo a vereadora que foi usada na altura do Natal para uma festa da comunidade cigana. “É um edifício muito grande com as inerentes dificuldades de gestão, as quais se estão a tentar resolver com mediadores de etnia cigana e outras instituições”. Sobre as AUGI, de que a Ameixoeira possui metade das existentes em Lisboa, nem uma palavra…
O vereador da Mobilidade foi confrontado com numerosas situações perigosas para a circulação viária e para os peões. Desde os engarrafamentos diários no Eixo Norte-Sul, entre a Alta de Lisboa e Telheiras, à Calçada da Carriche e ao troço entre a Rua do Lumiar e a Travessa da Castiça, vedado ao trânsito há mais de seis meses (apesar de ter verba aprovada na CML para a sua reabilitação), pelo que os carros têm de se enfiar na faixa BUS e só por acaso não aconteceu, ainda, uma tragédia”, como alertou um morador, mencionando, também, passadeiras em curvas na Rua José Pinto Correia, um “cruzamento há mais de 15 anos com sinalização prometida”, além ainda da Estrada de São Bartolomeu, “sem espaço para peões e carros” e que deixa os autocarros da Carris em apuros quando se cruzam..., de tudo se ouviu. “Já se chegou a entendimento com o empreiteiro sobre o que deve ser ele a fazer e o que deve ser a Câmara a fazer”, tentou explicar-se o vice-presidente da CML sobre este último caso.
Na área dos Espaços verdes, destacou-se a degradação do Jardim de Santa Clara, onde, segundo garantiu uma utilizadora, “desentupiram, e bem, as sarjetas, mas falta-lhes agora as respectivas grelhas”. Problema a que se junta o avançado estado de degradação do pavimento e “assaltos a qualquer hora”. Em resposta, o vereador do Ambiente desculpou-se que “desde que entrou esta vereação o jardim está muito melhor, com uma intervenção sistemática, apesar da falta de meios humanos e financeiro”. Ficou então a promessa de que “a requalificação vai ser executada em 2009”. Motivo de queixa foi também as abandonadas zonas expectantes, o lixo e a falta de espaços verdes e de iluminação no Parque dos Príncipes, em Telheiras, que ficaram sem resposta.
Os problemas estavam aliás há muito identificados, tal como a maior parte das soluções, como reconheceram vários dos vereadores chamados a prestar esclarecimentos. Porém, diz-se, esbarram agora na actual ‘debilidade’ económica da CML. Ao ponto de a certa altura, quando se falava da falta de lâmpadas ou grelhas de esgotos, o presidente da CML ter de tomar a palavra para lembrar que “a rotura financeira da CML não é ficção e se traduz até em coisas comezinhas”.
Ou seja, após todas estas pertinentes queixas os munícipes ficaram atónitos com a solução prognosticada pela CML: talvez só lá para o ano das eleições (ou mesmo depois!!), porque ‘hoje’ a CML diz que não tem dinheiro!
 
Ver JRegião 2008-02-08, p. 7
publicado por Sobreda às 00:08
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

O futuro da Portela

O actual presidente da CML não questiona o encerramento do aeroporto da Portela, embora defenda que “a escolha da localização para o Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) era competência do Governo”.
Para Lisboa afirma que sempre pediu “um acesso fácil, rápido, cómodo e barato” entre o centro da cidade e a nova infraestrutura, fosse qual fosse o local escolhido, considerando ainda ‘positivo’ que o processo de decisão esteja, finalmente, a concluir-se. No entanto, a visão para o futuro da Portela passa pelo desejo de vir a ser “um pulmão verde” para a cidade, admitindo que zonas já construídas possam ser reutilizadas com o mesmo fim.
Por isso a CML analisou ontem, em reunião extraordinária, o estudo do LNEC que indica o Campo de Tiro de Alcochete como a melhor localização para o novo aeroporto de Lisboa. Em cima da mesa esteve ainda a Terceira Travessia do Tejo, ou seja, a ponte prevista para entre Chelas e o Barreiro 1.
Entretanto, a Associação Profissional dos Urbanistas Portugueses (APROURB) já veio alertar que “não se pode permitir a especulação imobiliária nestes terrenos (Portela). É preciso um plano urbanístico para esta nova área, não esquecendo a revisão do PDM que está a decorrer”.
Com o desmantelamento da Portela, depois de construído o NAL, a maior parte deste terrenos deve ser de utilização pública, “mas sem perder novas oportunidades de infra-estruturas que possam aparecer (…) devolvendo o espaço às pessoas”. “Deve ser um parque urbano com outros equipamentos que fazem falta à cidade”.
É essencial, por exemplo, “estabelecer um equilíbrio desta área com o Parque de Monsanto”, mas também não esquecer que “a zona tem bairros degradados e recentes urbanizações e é preciso fazer esse remate com as zonas marginais 2.
Em suma, é preciso desde já travar a especulação imobiliária naquela zona, com os arredores já tão urbanisticamente sobrecarregados, vide a Alta do Lumiar, salvaguardando-se os terrenos ocupados pelo actual aeroporto para uma utilização pública colectiva.
 
1. Ler www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=904260&div_id=291
2. Ver Lusa doc. nº 7892109, 14/01/2008 - 14:13
publicado por Sobreda às 03:49
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Ameixoeira (des)espera pelo Natal

A Associação de Estudos e Defesa do Património Histórico-cultural da Freguesia da Ameixoeira (AEDPHCFA) distribuiu um postal natalício no qual deseja a todos os seus associados, amigos e residentes na Freguesia, Boas Festas e um Próspero Ano Novo. Nele expressa os desejos de que no ano de 2008 a Câmara Municipal de Lisboa implemente um conjunto de medidas, a saber:
·        a promoção de um processo de revitalização e requalificação do NÚCLEO HISTÓRICO DA AMEIXOEIRA que: através de acções integradas e multidisciplinares de reabilitação e intervenção (urbanística; social e ambiental); redefinindo a sua centralidade em relação a toda a área da Freguesia; perspectivando “a salvaguarda, o estudo, a recuperação, a valorização e a divulgação do património monumental e ambiental de interesse para a permanência e identidade da cultura da Freguesia da Ameixoeira e da cidade de Lisboa”; assente no desenvolvimento humano centrado nas pessoas e na sua relação com o ambiente urbano, possa vir a contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população da Ameixoeira;
·        a requalificação dos espaços edificados existentes, de forma a evitar que as acções de recuperação urbana requeridas não originem a expulsão dos grupos sociais residentes, porquanto estes grupos, tendo “vida própria” no NÚCLEO HISTÓRICO DA AMEIXOEIRA, assumem um papel de animação e caracterização do lugar que urge manter, desenvolver e revitalizar;
·        a criação de usos e infra-estruturas de Habitação/Serviços/Equipamentos que possam vir a contribuir para a utilização do NÚCLEO HISTÓRICO DA AMEIXOEIRA, nomeadamente de equipamentos e serviços sociais de resposta à população mais idosa e carenciada da área de intervenção e da área envolvente, com vista a atrai-los para o NHA no sentido da sua revitalização, eliminando-se assim os factores negativos que decorrem de um envolvimento social atípico que actualmente caracteriza a Freguesia da Ameixoeira;
·        a reestruturação da acessibilidade ao NÚCLEO HISTÓRICO DA AMEIXOEIRA, assegurando a sua articulação com a área envolvente e garantido a sua originalidade, bem como a definição de um plano de circulação e estacionamento interno na área;
·        um plano integrado de intervenção no Parque/Jardim de Santa Clara, de forma a que, recuperando estatuárias (estátuas/esculturas), azulejaria, elementos construídos (muros; muretes; bancos; balaustradas; tanque/lago), pavimentos, elementos vegetais (árvores, arbustos, herbáceas, relvado), luminárias, mobiliário urbano (bancos; papeleiras; equipamentos infantis), este espaço público/lúdico, de responsabilidade da CML, possa ser “devolvido” ao usufruto da população residente na Freguesia, reassumindo assim a dignidade que já teve e merece por exemplo importante de jardim romântico na cidade de Lisboa, logo do NÚCLEO HISTÓRICO DA AMEIXOEIRA;
·        medidas concretas que levem à real implementação do Parque Periférico no Vale da Ameixoeira, de forma a que a sua “materialização” contribua positivamente: para a função ecológica urbana, e non edificandi, prevista no Plano Verde da Cidade de Lisboa; para a criação de um corredor (periférico) verde que, assegurando os processos ecológicos, hidrológicos e geomorfológicos do lugar, e materializando um conjunto de atributos de natureza conservacionista ou regeneradora do NÚCLEO HISTÓRICO DA AMEIXOEIRA, por conexão paisagística, garanta o percurso panorâmico ao longo da crista da encosta que divide o Concelho de Lisboa da campina de Loures (Estrada Militar); para a requalificação urbanística do Bairro do Alto do Chapeleiro, através da criação de equipamentos colectivos, de arranjos de espaços exteriores, da melhoria das condições de habitabilidade e da rede de infra-estruturas existentes.
Da nossa parte retribuímos à AEDPHCFA os votos de que as respostas do município cumpram estes objectivos mínimos de qualidade de vida dos cidadãos.
publicado por Sobreda às 01:15
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Necrologia infantil

Há pouco mais de um mês (domingo, 4 de Novembro) 1, “uma criança afogou-se num dos lagos do Parque Oeste”. “Bombeiros, INEM e polícia (…) retiraram-na da água”, tendo estado “largos minutos a ser reanimada”. “Foi depois metida numa ambulância” 2.
“O lago é pouco profundo, mas cheio de limos que prendem os pés. A criança tentou nadar mas só saiu de água já inconsciente nos braços de um polícia. Os moradores acusam a Câmara Municipal de Lisboa de não fazer a manutenção do lago. A criança foi assistida no local durante mais de uma hora, mas com fracos sinais vitais (e) encaminhada para o hospital Dona Estefânia onde se encontra agora a lutar pela vida” 3.
No dia seguinte, a CML anunciou ter instaurado um inquérito aos acontecimentos, cujos resultados até hoje não foram ainda divulgados.
Lamentavelmente, passado este tempo, o menino de 9 anos, que lutava entre a vida e a morte, acabou ontem de falecer, em consequência de danos cerebrais irreversíveis 4.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/152878.html
2. Ver http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/11/afogamento-no-parque-oeste.html
3. Ver www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=875014
4. Ver jornal da SIC notícias 2007-12-09
publicado por Sobreda às 00:44
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

O estado a que a cidade chegou

No debate sobre o “Estado da cidade”, que teve lugar na sessão da Assembleia Municipal de Lisboa de 3ª fª passada, o deputado de “Os Verdes” afirmou que “não se pode proceder ao saneamento financeiro de uma autarquia à custa de despedimentos de funcionários e da extinção de serviços”, condenando também que “todas as primeiras acções no espaço público se restrinjam ao centro da cidade” em detrimento das freguesias “periféricas”.
O deputado do PEV chamou ainda a atenção para o “estado dos jardins da cidade” bem como das “quintas históricas”, questionando: “Para quando uma solução para a recuperação do património?” 1.
Mas a principal linha de tendência detectada no executivo referia-se a uma clara “divisão entre as freguesias de 1ª, no centro, e as de 2ª ou 3ª categoria, as deixadas ao abandono nas zonas limítrofes da cidade”.
Com efeito, as medidas já anunciadas reflectiam esta linha divisória entre a centralidade de algumas freguesias e o esquecimento das freguesias periféricas, não se compreendendo que todas as acções de intervenção no espaço público, fossem elas sobre segurança ou sobre higiene pública, se tivessem restringido geograficamente a pouco mais que a Baixa da cidade. Seria porque as freguesias da zona norte da capital não têm estacionamentos abusivos, problemas de insegurança, passadeiras junto a escolas por pintar ou lixo para limpar?
Exemplo desta dicotomia autárquica era, nem mais nem menos, a gestão das zonas expectantes e dos espaços ditos ajardinados. Não obstante a aparente preocupação com os espaços verdes, Lisboa continuava com jardins, logradouros e espaços verdes num estado lastimável. Seria por desconhecimento? Como, se já aquando do debate da Informação Escrita do Presidente da CML, se alertara para o lixo acumulado junto ao Parque dos contentores, ao Paço do Lumiar, ou para o estado de alguns parques e jardins, como o de Santa Clara, na Ameixoeira?
E quanto às Quintas históricas da cidade, como a de Nossa Senhora da Paz, no Paço do Lumiar? Para quando uma solução que preconize uma recuperação fidedigna do património edificado, azulejaria incluída, e um aproveitamento condigno do imenso espaço verde circundante? Ou ainda as Quintas das Conchas e dos Lilases, cuja Mata tem sido agredida pelas obras do Colégio de S. Tomás, que acabaram inclusive de substituir a rede que separava o muro, por um outro em chapa de zinco. Para estes casos, ninguém ouvira levantar-se a voz dos responsáveis pelos Espaços Verdes da CML.
Permaneciam mudos e quedos. Porquê? Porque esta é outra Lisboa: a da periferia, que não atrai a comunicação social para sessões de propaganda do executivo municipal.
 
1. Ver Lusa doc. nº 7748483, 27/11/2007 - 23:49
2. Ler intervenção em http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=143&Itemid=33
publicado por Sobreda às 01:36
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Espaços verdes mal concessionados

A propósito da gestão danosa de muitos dos espaços verdes da capital, o grupo municipal de “Os Verdes” desafiou, na reunião da AML da passada 3ª fª, o executivo camarário a “denunciar publicamente os contratos/protocolos da CML com as empresas que desleixadamente não os cumprem”. E, entre outros, deu o exemplo de empresas de jardinagem e de segurança 1.
Ora na sessão da CML desta 4ª fª, a CML comunica que identificou, como encontrando-se ‘fora da lei’, um leque de concessões a funcionar em espaços verdes com falta de pagamento ou sem título, casos que a autarquia diz pretender combater. “A situação das concessões em espaços verdes e públicos deixada pelo anterior executivo PSD da CML é confrangedora e demonstrativa da inércia e da irresponsabilidade de quem governou a cidade”.
Em causa estão, entre outros, exemplos de falta de manutenção, a situação de bares, restaurantes e esplanadas detectados com falta de pagamento ou de título, estabelecimentos vazios, bem como litígios que se arrastam há vários anos, como por exemplo, no Jardim da Eucaliptal de Benfica, na Avenida da Liberdade, no Parque da Serafina, em Monsanto, no Jardim do Campo Grande, ou na Bela Vista 2.
Mais vale tarde do que nunca.
 
1. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=143&Itemid=33
2. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=69038
publicado por Sobreda às 02:02
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

Ameixoeira desprotegida - 2

Cedido à Câmara de Lisboa pela anterior proprietária, D. Celeste Tavares, delimitado e classificado pela autarquia como jardim público em 1975, o Parque de Santa Clara, situado na freguesia da Ameixoeira, deixa ver claramente a necessidade de obras de requalificação profundas que o devolvam ao esplendor de outras épocas.

A simples manutenção realizada hoje em dia - interrompida por alguns meses durante este ano por falta de pagamento da autarquia à empresa responsável por essa tarefa, tal como sucedeu em vários outros jardins lisboetas - não consegue ultrapassar as mazelas demasiado visíveis. Entre elas contam-se vastas áreas de terra batida onde seria de esperar que existissem plantas, flores, ou relva no mínimo, muros abaulados e com fracturas avisadoras de uma cada vez mais provável queda, esgotos que são armadilhas ao viandante mais incauto por se encontrarem sem grade protectora, azulejos antigos grafitados, matagal em zonas que supostamente deveriam ser canteiros, piso desnivelado e esburacado.

Muitos namoros floriram no romântico Parque que já foi bem maior e exuberante no seu estilo neoclássico, não faltando mesmo quem o colocasse ao nível de um Parque Eduardo VII antes de ser sacrificado no altar dos interesses imobiliários, logo a partir de 1974.

Mas, o certo é que, tal como o amor, também os jardins devem ser cuidados dia-a-dia, regados, limpos, rejuvenescidos Bons tratos que não têm feito parte da realidade daquele espaço verde, de 1,8 hectares, nos últimos anos. Apesar de ainda ser aprazível visitá-lo e de ali se manter o bom hábito de iniciativas culturais e recreativas, sobretudo no Verão, o cenário está cada vez mais longe do retrato idílico de que falam as publicações inspiradas no passado do núcleo histórico da Ameixoeira.

De facto, na parcela que restou para usufruto público - depois do ímpeto imobiliário de em meados da década de 70, e após uma outra parte significativa ter sido adquirida, em 1983, pela empresa que gere o Instituto Superior de Gestão (ISG), no qual se inclui o palacete, duas construções anexas, o respectivo logradouro e zona ajardinada - vão-se acumulando os sinais de degradação e abandono.

À degradação do espaço junta-se a sua utilização menos ortodoxa, desde o uso dos bancos de jardim para ocasionais sessões de treino de cães pitbull, até aos passeios (pouco) higiénicos de cães domésticos e donos pouco motivados para respeitarem o território que é de todos.

O contraste do jardim público é cada vez mais flagrante em relação à parte administrada pela vizinha instituição de ensino superior privada, cujo palacete foi recuperado, possuindo no seu riquíssimo interior, pinturas a óleo, madeiras exóticas e azulejo português. Deste imóvel faz parte, ainda, uma capela onde marcam presença as imagens e os vitrais de temas religiosos sobre a vida da monja de Santa Clara, que dá nome ao conjunto.

Em contrapartida, a recuperação do Parque de Santa Clara permanece desde há vários executivos camarários infelizmente por recuperar. Quando mais tempo terá este romântico pulmão de aguardar por um projecto de reabilitação?

 

Ver Jornal da Região 2007-11-09, p. 8

publicado por Sobreda às 02:17
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Domingo, 11 de Novembro de 2007

Empreitadas a conta-gotas

Uma dívida da CML de 1,5 milhões de euros levou à falência a construtora responsável pelo reinício de cinco empreitadas em Lisboa, uma delas a da Alameda da Linha de Torres, no Lumiar.

As restantes incluíam a reconstrução da Rua Damasceno Monteiro (Anjos), o prolongamento da Rua Gonçalo Mendes da Maia (Pedrouços), a conservação e reconstrução de arruamentos e passeios na cidade e trabalhos diversos de recarga de pavimentos. No lote dos irrecuperáveis estão também os trabalhos na Rua de Macau (Anjos).

Nas vésperas da eleição para a CML, o actual presidente garantiu que, caso fosse eleito, esticaria ao limite as finanças da autarquia de forma a arranjar 6,8 milhões de euros para desbloquear 18 empreitadas que se encontravam suspensas por falta de pagamento. Cem dias passados só arrancaram três obras e outras quatro avançarão nos próximos dias. Onze continuarão paradas por falência do empreiteiro ou rescisão dos contratos, o que exige a abertura de novos concursos públicos.

Até ao momento apenas foi recomeçada a reabilitação do Jardim de S. Pedro de Alcântara que estará pronto em Fevereiro de 2008, a construção de uma residência para idosos em Campolide e a requalificação dos postos de limpeza na Rua Filipe da Mata (Rego). Em breve será retomada um obra na Rua de S. Pedro, em Alfama, que desde há cinco anos vive na penumbra e inactividade. Nas imediações, o edifício municipal do Beco do Azinhal entrará em acabamentos nos próximos dias. Mais acima, no Castelo, a CML já regularizou os pagamentos a uma outra construtora e os trabalhadores regressarão em breve à Rua do Recolhimento. A empreitada da Rua de São Bento, junto à Assembleia da República, tem o reinício marcado para 15 de Novembro.

Contudo, há mais obras que vão continuar suspensas na capital.

Em Alfama há igualmente três empreitadas, todas incluídas no Projecto Integrado do Chafariz de Dentro, que não serão retomadas nos próximos tempos: a reabilitação no Beco do Espírito Santo, na Rua de São Miguel/Beco das Barrelas e na Rua Norberto Araújo. Este último, orçado em 5,6 milhões de euros tem um efeito visual especialmente marcante, afectando a vista do miradouro de Santa Luzia: em vez de rio e casario vêem-se chapas de zinco.

Finalmente, também na Mouraria, as obras de conservação de vários edifícios continuarão paradas.

 

Ver http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/162438

Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Lumiar desprotegido - 14 (bis)

Há várias semanas atrás insistíamos neste blogue em alertar para a manutenção da crescente lixeira junto ao Parque de contentores no Paço do Lumiar 1.

Das fotos de novo agora obtidas, onde se divisa o Templo Hindu, verifica-se que a situação de acumulação de lixos se agravou, apesar de ter sido aprovada uma Moção na Assembleia de Freguesia do Lumiar, no passado mês de Setembro, exigindo a urgente reabilitação ambiental da zona 2.

Numa outra foto, onde por detrás da pirâmide de lixo se elevam ao fundo os edifícios da Alameda Mahatma Gandhi, constata-se a novidade da deposição de um velho electrodoméstico no espaço envolvente aos contentores.

A admiração reside, apesar do projecto já existente na CML, dos repetidos alertas e decorridos vários meses 3, nos órgãos autárquicos persistirem em não tomar a iniciativa de promover qualquer intervenção de arranjo paisagístico do local, o que deixa os moradores perplexos. Nem executivo da Junta, nem vereador responsável por aqueles espaços.

É obra ! Ou pior, é falta dela !

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/121473.html

2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/121797.html

3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/37853.html

Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

Parque Oeste tem estado ao abandono

Os moradores do Alto do Lumiar acusam a CML de deixar o Parque Oeste ao abandono. As queixas são antigas, mas ganharam novo impulso desde que, no domingo passado, uma criança de nove anos se afogou num dos lagos daquele espaço verde 1.

“Há mais de um mês que temos enviado e-mails para o vereador responsável pelos Espaços Verdes a pedir uma intervenção naquele parque e não temos tido respostas”, adiantou Tiago Figueiredo, morador no Lumiar e dinamizador do blogue “Viver na Alta de Lisboa”. O vereador da CML, por seu lado, assegura ter respondido a “todos os e-mails recebidos no último mês”.

Tiago Figueiredo afirma que o Parque Oeste, inaugurado em Agosto de 2006, carece de vigilância. “Disseram que poriam um vigilante no parque, mas não é verdade”, disse o morador, acrescentando existir “uma série de carências que tornam este parque marginal, como a falta de iluminação ou de outros equipamentos de que as pessoas possam usufruir”.

O vereador reconheceu que o Parque Oeste “pode e vai ser” melhorado. “Temos vindo a trabalhar nesse sentido”. “Aliás, no que diz respeito à manutenção, melhorou muito no último mês”, acrescentou justificando ainda a falta de vigilância: “o contrato que existe entre a Câmara e a empresa privada de vigilância é extensível à cidade toda, pelo que é complicado chegar a todo o lado”, explicou. “De qualquer maneira, reconheço que deve haver um esforço para aumentar a vigilância no parque em questão”, rematou o vereador.

Relativamente ao acidente de domingo, Tiago Figueiredo afirmou que se tratou de “uma tragédia que não prevíamos, mas basta andar pelo parque para perceber que podia acontecer”.

O vereador defende-se das acusações alegando que o afogamento da criança não está relacionado com as questões de melhoramento do parque. “Não se pode relacionar uma coisa com a outra”. “O acidente foi uma infelicidade e estamos consternados com isso, mas há avisos por todo o lado a dizer que não se deve mergulhar no lago e a criança devia estar acompanhada por um adulto, situação que não se verificou”, acrescentou. O vereador assegurou que, “independentemente do que aconteceu, vamos continuar a apostar na manutenção do parque, o que já tem vindo a ser feito, e vamos tentar pôr mais infra-estruturas.”

Tiago Figueiredo aponta ainda dúvidas às opções de arquitectura paisagística. “O parque foi feito para ser visto e não para ser usado”, acusou o morador.

A criança está internada na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Dona Estefânia e, segundo fonte da unidade hospitalar, “está acompanhada pelos pais e o seu prognóstico é muito reservado.”

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/152878.html e http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/11/alta-de-lisboa-sem-lago-vigiado.html

2. Ver Metro 2007-11-07, p. 6

publicado por Sobreda às 11:32
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

Criança cai em lago da Alta de Lisboa

Um menino de 5 anos caiu ontem à tarde num lago na Alta de Lisboa, tendo sido retirado da água já sem respirar. Uma equipa médica que se deslocou ao local conseguiu reanimar a criança, que se encontrava ontem à noite em perigo de vida no Hospital de Dona Estefânia.

O alerta foi dado pelas 14h34. Um menino tinha-se afogado no lago do Parque do Vale Grande, na Avenida Nuno Krus Abecassis, na zona conhecida como Alta de Lisboa. Quem telefonou para o INEM adiantou que a criança se encontrava no fundo do lago e não se conseguia avistar do exterior.

Para o local deslocaram-se de imediato uma ambulância e uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do INEM, elementos do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e da PSP.

Os bombeiros, em colaboração com alguns polícias, conseguiram resgatar o menino da água, mas este encontrava-se já em paragem cardio-respiratória, segundo o INEM. A equipa médica do VMER, que chegou ao local três minutos após o alerta, conseguiu fazer a reanimação da criança, que foi transportada ao Hospital de Santa Maria.

Mais tarde o menino foi transferido para o Hospital de Dona Estefânia., onde um responsável desta unidade hospitalar apenas disse que “o menino está internado nos Cuidados Intensivos”.

Após este incidente a população que habita junto ao Parque do Vale Grande acusou a Câmara de Lisboa de não colocar protecções no lago 1.

Os moradores vêm acusando o vereador dos Espaços Verdes da CML por nunca ter respondido aos seus sucessivos alertas e apelos “acerca do estado de abandono que se verifica no Parque Oeste”, bem como pela reabilitação dos seus Eixos Central e Pedonal. Felizmente, consta que “é com agradável surpresa que hoje sei que o miúdo sobreviveu”, afirma um dos moradores 2.

 

1. Ver www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=264545&idselect=21&idCanal=21&p=200

2. Ver comentários no blogue http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/11/afogamento-no-parque-oeste.html

publicado por Sobreda às 13:34
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Monsanto sem chumbo e ruído

Por um Parque Florestal de Monsanto ‘sem chumbo’ e apto para o usufruto total dos cidadãos, foi o que fez com que 450 pessoas assinassem durante uma acção pública, na Serafina, uma petição que será enviada para a CML.

A iniciativa, da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB), decorreu domingo de manhã e contou “com cerca de 450 pessoas que, ao longo de várias horas, expressaram as suas opiniões, debateram o tema e assinaram a petição”, disse o presidente da FPCUB.

Monsanto “é o nosso Central Park, não pode ter chumbo”, frisa a FPCUB. A reunião informal pretendeu relançar a campanha de um parque “sem ruído, contaminação e ameaças”. O objectivo é o de “lutar pela saída do Clube de Tiro do coração de Monsanto”, garantindo a “segurança absoluta” de quem, cada vez mais, frequenta o parque “e o quer sem tiros, sem ruído, contaminação de solos e riscos” para a integridade física.

Da reunião informal foi redigida uma acta, que será entregue, com a petição, na CML, explicando “simplesmente que o Parque de Monsanto, a 28 de Outubro de 2007, não é o mesmo dos anos 60”, quando o clube foi instalado. “Hoje, há pessoas a correr, a andar de bicicleta, a passear, crianças, desporto. É o nosso pulmão, o nosso Central Park [Nova Iorque], não pode ter chumbo”. Os cicloturistas exigem por isso a revogação do contrato do Campo de Tiro pela autarquia.

A concessão terminou em Fevereiro e a CML suspendeu o tiro, mas permitiu a apresentação de projectos de minimização de impacte ambiental pelo clube. Segundo a FPCUB, mesmo com esta suspensão, ontem, foram encontrados chumbos. “Houve utentes que ouviram disparos. E outros que se queixaram de incidentes de segurança”, sublinhou 1.

A Plataforma por Monsanto vem também, desde há muito tempo, reivindicando a saída incondicional do campo de tiro daquele Parque Florestal 2.

 

1. Ver Destak 2007-10-29, p. 2

2. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/10/indeferimento-do-campo-de-tiro.html

publicado por Sobreda às 01:45
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

O compulsivo esquecido

Ai as acções que ‘alguns’ assumem e que pensam que ficam no esquecimento de terceiros. E então, logo quando se assina uma petição pública com um determinado objectivo, mas depois de se fazer uma Acordo partidário na CML se ‘chumba’ os princípios subscritos.

Para quem não acredita aqui está a prova. Era uma vez uma “Petição pelo fim do Campo de Tiro em Monsanto” criada em 21 de Julho do ano passado 1.

Nela, os signatários apelam para o “objectivo de ver encerrado de uma vez por todas este Campo de Tiro completamente anacrónico no Parque Florestal do Monsanto (pelo que) vêm deste modo, e de acordo com os princípios de cidadania previstos na Lei, requerer que não seja renovado o contrato entre a Câmara Municipal e o Clube Português de tiro que consagra a existência do Campo de tiro”.

Convém que se leia todo o texto da petição, mas o que se propõe é: o FIM das actividades do campo de tiro em Monsanto, não do Clube. Até aqui nada de transcendente.

Porém, um dos signatários, mais concretamente logo o nº 17 da referida petição, foi, nem mais nem menos: “José Sá Fernandes Advogado / Vereador da CML Lisboa”, que até comentou que se tratava de uma “Excelente iniciativa!” 2.

Depois de várias brisas terem soprado por entre o arvoredo do parque florestal, e com um Acordo político na CML assinado pelo meio, que concede um lugar na vereação com pelouro, qual será hoje a posição do subscritor sobre o assunto?

Longe vão os tempos em que o Campo de Tiro devia sem qualquer dúvida sair de Monsanto. Hoje, o BE admite que o campo de tiro pode funcionar em Monsanto com melhorias. Hoje, “se estiverem garantidas medidas para a minimização do ruído e a não contaminação do solo pelo chumbo, o vereador afirma que terá de ‘ponderar’ a continuação do campo de tiro em Monsanto”. “Se a concessão for paga, se houver uma receita para a Câmara, se o espaço estiver 'blindado', sem derrube de árvores, acho que se pode ponderar”, acrescentou 3.

Ai, e aquela assinatura na “Petição pelo fim do Campo de Tiro em Monsanto” não se pode agora apagá-la à pressa?

Também a recente Proposta nº 333/2007 da autoria do PSD, em reunião de 26 de Setembro na CML, conduziu a que o ‘Movimento Fórum Cidadania Lisboa’ levantasse de imediato os seus votos de protesto 4.

Já sabemos, já sabemos. Alguém vai acabar por escrever que andam por aí ‘compulsivas interpretações’. Mas, entretanto, não se esqueçam mas é de assinar a petição !

 

1. Ver www.petitiononline.com/cptirmon/petition.html

2. Ver www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?cptirmon&301

3. Ver http://noticias.rtp.pt/index.php?article=295539&visual=16 e http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=291705

4. Ver http://cidadanialx.blogspot.com/2007/09/campo-de-tiro-em-monsanto-protesto.html

publicado por Sobreda às 00:20
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Concurso de ideias sobre os espaços vazios em Telheiras

A fim de propor ideias de arranjo e de ocupação para seis dos espaços ainda livres de Telheiras, a ART está a promover um concurso de ideias para os seguintes locais: convento, canto nascente do jardim, espaço junto à escola nº 57 / jardim infantil, espaço junto à Torre Vicentina entre a estrada de Telheiras e o túnel do Metro, espaço junto à saída da Rua Fernando da Fonseca para a Av. Padre Cruz e estacionamento entre a Rua Prof. Mark Athias e o Eixo Norte-Sul.

As soluções que integrem os seis espaços serão mais pontuadas, embora possam ser enviadas somente para um ou alguns destes espaços.

Os trabalhos deverão ser entregues com memória descritiva até 30 Outubro de 2007 na sede da A.R.T.

 

Ver http://artelheiras.pt/pages/index2.php?page=noticias&section=espacosvazios

Ver ficheiros de apoio ao concurso em http://artelheiras.pt/pages/index3.php?page=concurso_de_ideias

publicado por Sobreda às 00:10
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sábado, 29 de Setembro de 2007

Uma Quinta adormecida

A cedência de espaços camarários a instituições em Lisboa depara-se frequentemente com obstáculos, havendo vários casos de terrenos com protocolos celebrados com mais de uma entidade.

Um exemplo é o caso da cedência à Associação Acordar História Adormecida de um espaço, primeiro numa parcela de terreno com uma área de 4.575 m2, sita na Rua da Graça e Rua Pardal Monteiro, na Freguesia de Santa Maria dos Olivais 1, depois na Bela Vista, com a finalidade de aí instalar o novo Museu da Criança, terreno que fora anteriormente também cedido ao Clube de Campismo de Lisboa. A transferência chegara mesmo a ser aprovada pela Assembleia Municipal de Lisboa há já mais de dois anos.

Para esse terreno fala-se agora na hipotética ocupação por um futuro pólo hospitalar do IPO em Chelas, que poderá vir a ocupar quatro dos 80 hectares do Parque, bem ao lado do anfiteatro ao ar livre utilizado para os espectáculos de rock ao vivo. Talvez o ruído venha a ser uma ‘inovadora’ panaceia para os doentes que forem para aí transferidos.

Acontece assim que a Associação Acordar História Adormecida “ficou mais uma vez sem um espaço próprio, continuando por satisfazer o compromisso assumido pela autarquia”.

 

Recorde-se que o ano passado chegara também a ser sugerida pelo Departamento de Educação e Juventude a entrega a esta Associação de um espaço privilegiado no Paço do Lumiar. Nada mais nada menos que a Quinta de Nossa Senhora da Paz. Porém o anterior executivo nunca se chegou a pronunciar sobre o assunto, visto que a propriedade seria incluída na lista de imóveis municipais cuja venda em hasta pública chegou a ser aprovada, em Setembro de 2006, pelo anterior executivo camarário 2.

Os lisboetas devem por isso manter-se atentos a todos estes protocolos de cedências e recuo de permutas de terrenos. Com estas trocas de mãos, sem ninguém dar por isso, ainda um dia regressam as hastas públicas às quintas e palacetes históricos da cidade, para ajudar a fazer face ao orçamento camarário 3.

 

1. Ver www.cm-lisboa.pt/?id_item=8957&id_categoria=11

2. Ver Público 2007-09-28, p. 24

3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/98244.html

publicado por Sobreda às 02:03
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Lumiar desprotegido - 14

Era uma vez…

... um característico descampado na área do nobre Paço do Lumiar, bem junto ao Templo Hindu na Azinhaga dos Ulmeiros, e estrategicamente bem situado em frente ao Hospital da Força Aérea. Por aqui 1 o abandonado espaço bem ‘gritou’ por ajuda na sua reabilitação. Mas em vão, pois já lá vão cinco meses e a situação piorou, como se pode comparar pelas fotografias de então e as de agora.

O local é facilmente reconhecido como uma das habituais lixeiras da Freguesia. Até pareceria mal se aí tivesse sido edificado um espaço verde com zonas de lazer para a população. Então qual é o panorama turístico a que os transeuntes e moradores assistem?

 

Ah, que beleza! É o ‘provisório’ parque de contentores que ladeia a sempre ‘irrecuperada’ Quinta de Nossa Senhora da Paz. Ou talvez uma nova extensão do aterro sanitário do Vale do Forno, entretanto encerrado. Que desempenho tão aturado tem tido o executivo na manutenção de todo este lixo! Que cartão de visita tão actualizado desta zona de Lisboa.

Ou será antes uma lamentável paisagem, muito pouco turística, da freguesia? Onde está o projecto de requalificação ambiental de todo este quarteirão? Os moradores estão sempre a queixar-se, mas sem qualquer razão como se pode constatar, não é verdade?

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/37853.html

publicado por Sobreda às 02:33
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Domingo, 16 de Setembro de 2007

Caldeiras e pilaretes

Quando há alguns anos atrás foi calcetado o ‘ilhéu’ central da Rua Prof. Moisés Amzalak, foram mantidos nesse passeio duas caldeiras para árvores.

Os buracos das caldeiras lá continuam ‘adormecidos’, esperando pela prometida plantação de um par de árvores que ofereçam espaço verde e sombra ao caminho central da via.

 

Também alguns dos pilaretes foram entretanto ‘atropelados’ e removidos para o meio do matagal circundante. Há vários meses que a Junta, alertada para a situação, conhece o problema.

Quando vai o município perceber a urgência de uma profunda intervenção no local?

publicado por Sobreda às 17:39
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 4 de Setembro de 2007

Espaços verdes exigem mais atenção da Câmara

Numa missiva dirigida ao presidente da autarquia e ao vereador responsável pelos Espaços Verdes, o Fórum Cidadania Lisboa reclamou ontem uma maior atenção da CML aos espaços verdes da cidade, classificando de lastimável o estado dos jardins, parques e logradouros. Este movimento de cidadãos afirma que “não há tempo para estados de graça” e sugere desde já várias intervenções 1.

O movimento quer ver denunciados contratos e protocolos da CML que entende não serem benéficos para a cidade. Segundo o Fórum, existe “um contrato exorbitante” com uma empresa de jardinagem responsável pela manutenção dos espaços verdes da Avenida da Liberdade, “sem resultados práticos” e o promotor do ‘Rock in Rio’ não cumpriu o contrato no que respeita a centros sociais, substituição da vedação, vigilância e reposição do coberto vegetal na zona do palco. Neste capítulo, o Fórum diz ainda que o contrato do Clube de Tiro de Monsanto não foi renovado, tendo expirado todos os prazos, e as alternativas apresentadas pelo clube “continuam nefastas” para a serra.

Além de defenderem um melhor tratamento para as árvores da cidade, estes cidadãos pretendem uma atitude “pró-activa da CML junto do Governo”, em defesa das tapadas das Necessidades e da Ajuda, tuteladas pelo Estado, e que afirmam estar “semi-abandonadas”. A arborização da colina do Convento e Quartel da Graça, uma intervenção urgente nos jardins históricos de Lisboa e a reavaliação dos planos de pormenor do Palácio da Ajuda e Palacete Ribeiro da Cunha, bem como dos bairros da Liberdade e Serafina, são outras reclamações.

O Fórum Cidadania reivindica também a criação de um novo espaço verde em zona habitacional. “Propomos a criação do Jardim da Penha de França, com base na ideia defendida pelos moradores”. Apoio à criação de hortas urbanas - à semelhança de um projecto desenvolvido no Porto - e “um plano consistente de novas plantações” de árvores, em sintonia com a elaboração de um regulamento do espaço público são outras medidas avançadas.

Para o Lumiar, o Fórum sugere ainda que seja criada uma comissão de acompanhamento, aberta à participação dos cidadãos, relativamente à Quinta das Conchas e à Quinta dos Lilases, “uma vez que já se fazem sentir algumas ameaças às mesmas, por via da construção de urbanizações nas suas imediações” 2.

 

1. O documento, subscrito por Paulo Ferrero, Carlos Brandão, Fernando Jorge, Hugo Daniel de Oliveira, João Pinto Soares, José Carlos Mendes, Luís-Pedro Correia, Maria Amorim Amorais, Pedro Homem de Gouveia e Virgílio Marques, pode ser consultado em http://cidadanialx.tripod.com/EVerdesGuia2anos.pdf

2. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1303956&idCanal=59

publicado por Sobreda às 00:53
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007

Quinta de Nossa Srª da Paz

“O que vai propor para a Quinta da Paz? Há dossiers sobre os quais não tenho ainda ideias concretas. A Quinta da Paz é um edifício que é património municipal e ainda vou discutir esse dossier. Mas pode vir a ser transformado num espaço verde? É um espaço verde com uma casa muito bonita que está abandonada. A Quinta da Paz fica ao lado de viveiros que são da Câmara, pelo que é um caso que vai estar em análise” 1.

Não tem 'deias concretas'?! Só porque não quer... Ora para que não haja dúvidas, recorda-se, em primeiro lugar, que foi por iniciativa de “Os Verdes”, que na AML de 20 de Dezembro de 2005 se aprovou, por Unanimidade, recomendar à CML que “elabore, ouvindo os órgãos autárquicos do Lumiar, um projecto integrado e calendarizado que contemple a urgente recuperação ambiental e paisagística dos equipamentos culturais e desportivo da Quinta de Nossa Senhora da Paz, tendo em vista a sua reabertura ao público” 2.

Apesar de tudo, a CML decidiu avançar com a alienação da Quinta, sob a forma de Hasta Pública, pela Proposta nº 427/2006, na sua reunião nº 33 de 20 de Setembro de 2006.

Pelo que, em segundo lugar, na Assembleia de Freguesia do Lumiar de 28 de Setembro de 2006, a CDU (de novo por proposta de “Os Verdes”), fez a Assembleia deliberar por unanimidade que a CML revogasse essa deliberação de 2006-09-20, recomendando que fosse “equacionada a hipótese de um projecto que contemple a recuperação ambiental e paisagística dos espaços verde, lúdico e desportivo da Quinta de Nossa Senhora da Paz, tendo em vista a sua reabertura ao público (e) ponderada a adaptação do edifício a Museu e outras actividades culturais e sociais” 3.

Já que a Quinta vai estar em (re-re)análise, implemente-se o que por diversas vezes e em mais de uma Assembleia foi já aprovado por Unanimidade.

E “como analisa as críticas que Ruben de Carvalho fez à governamentalização da Câmara Municipal de Lisboa? Não vi essas declarações. Mas o que digo é que a Câmara de Lisboa não pode ser governamentalizada”. Ora então, para ‘quem’ não viu ou não leu, esclareça-se que foi exactamente isso - não à governamentalização da CML - que afirmou o vereador Ruben de Carvalho no início da semana. Pelos vistos, já são dois.

 

1. Ver http://dn.sapo.pt/2007/08/12/nacional/a_camara_lisboa_pode_governamentaliz.html

2. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=67&Itemid=36

3. Conferir Moções dessa Assembleia de Freguesia na página web da JFLumiar no URL www.jf-lumiar.pt

publicado por Sobreda às 01:39
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 5 de Junho de 2007

Alameda Roentgen

Wilhelm Röntgen nasceu a 27 de Março de 1845 em Lennep, Alemanha. Estudou física na Universidade de Utrecht e Engenharia Mecânica na Universidade de Zurique. Concluiu os estudos com notas excelentes e em 1869 adquiriu o grau de Ph D. da Universidade de Zurique com a tese “Studies on Gases” 1.

O nome Röntgen é associado principalmente à descoberta dos raios-x, a 8 de Novembro de 1895. A invenção tornou-o conhecido por todo o mundo, garantindo-lhe a atribuição do primeiro Prémio Nobel da Física na história da ciência, que ocorreu em 1901. O seu nome foi dado a uma alameda numa área limítrofe reabilitada entre as freguesias do Lumiar e de Carnide.

A requalificação do espaço exterior da Alameda Roentgen data de finais de 2004, simplificando um projecto inicialmente apresentado em 2001. O conjunto contempla 10 mil m2 de área pavimentada, diversos equipamentos recreativos e de lazer, 165 novas árvores plantadas e 5.650 m2 de área relvada, junto a uma zona intensamente residencial como é a Quinta dos Inglesinhos, convidando ao bem-estar e ao convívio.

O espaço apresenta-se com uma orientação longitudinal nascente/poente, e é estruturado pelos seguintes elementos: um muro com queda de água, um canal central de circulação pedonal, rodeado por dois planos verdes simétricos, um sistema de água que percorre toda a alameda, uma antiga construção de pedra associada à recolha de água (retirada dos terrenos envolventes e reconstruída a nascente da alameda), um percurso histórico que marca a memória do local e atravessa a Azinhaga da Torre do Fato no sentido norte/sul, mobiliário e equipamento urbano, parque infantil, um recinto para dejectos de canídeos e uma zona para desportos radicais (rampas e equipamento para a prática de ‘skate’) 2. Dispõe, até ao fim deste mês, de acesso ‘wireless’ gratuito à rede digital.

 

1. Ver www.e-escola.pt/site/personalidade.asp?per=56

2. Ver www.cm-lisboa.pt/?id_item=7556&id_categoria=11

publicado por Sobreda às 01:25
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 1 de Junho de 2007

Conchas entupidas

Depois de um ano de obras, o jardim da Quinta das Conchas abriu ao público. A obra estava orçada em mais de 6,5 milhões de euros. Com uma área total de 24,6 hectares, a Quinta tornou-se na terceira maior mancha verde da capital, a seguir ao Parque Florestal de Monsanto e ao Parque da Bela Vista.

É constituída por um grande relvado ao longo da nave central, além de dispor de novos caminhos, praças e canais de água, que conduzem ao lago. O jardim está também dotado de equipamentos de recreio infantil e juvenil, um palco para pequenos espectáculos, além de edifícios de apoio, como um restaurante, um bar e um espaço de informação municipal, que irá acolher iniciativas recreativas e pedagógicas. A área relvada será mais vocacionada para actividades desportivas, enquanto a mata deverá acolher visitas mais viradas para o ambiente. A contígua Quinta dos Lilases será um espaço com um cariz mais histórico e patrimonial. Para o responsável esta era “uma das principais obras que Lisboa já realizou no domínio dos espaços verdes” 1.

Ora faz este mês 2 anos que foi inaugurada a requalificação da Quinta das Conchas 2. Na altura falava-se no Parque como “motivo de orgulho”, apresentava-se a Quinta como “o espelho da política ambiental promovida pela autarquia na promoção do aumento sustentável da qualidade de vida dos lisboetas” ou “exemplar do ponto de vista ambiental, não só em termos paisagísticos, como no que respeita à utilização dos recursos hídricos e à gestão da água”.

Passados 2 anos o sentimento é de tristeza. Como é que se deixa a Quinta chegar a este estado? Será por falta de recursos financeiros, recursos humanos, de formação ou simplesmente desleixo? Perguntas a fazer à Direcção Municipal de Ambiente Urbano.

O SOS é lançado pela ARAL. Como protestar? Use e abuse dos contactos da DMAU: Tel. 213 253 300 e dmau@cm-lisboa.pt 

 

1. Ver www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=2524

2. Foto http://aralumiar.wordpress.com/2007/05/30/sos-quinta-das-conchas

publicado por Sobreda às 02:06
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Telheiras de contrastes

Jardim e Praça Central

Um jardim, com esplanadas, fontes e muito espaço agradável para passear. Fica por detrás da zona velha de Telheiras e logo ao lado da estação de Metro.

Alameda da Água

Este jardim novo com as suas fontes custou 5 milhões de euros ao contribuinte. Tem como vizinho uma lixeira a céu aberto, todos os dias.

 

1. Ver http://fumacas.weblog.com.pt/arquivo/150466.html ; www.flickr.com/photos/vitor107/85192872/in/set-1419686 e http://lixo-lixo.blogspot.com/search?q=Telheiras

publicado por Sobreda às 02:45
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

Lumiar desprotegido - 7

 

Parece um Jacarandá, mas... podado como foi, quase parece um… “poodle”. As fotografias foram tiradas no dia 15 de Dezembro, na Alameda das Linhas de Torres, entre o Campo Grande e o Lumiar. É precisa uma cruzada contra os ignorantes que teimam em querer fazer melhor em 50 anos de sua insignificante vida de “phodadores” que a natureza em 5 milhões de anos 1.

 

“Os jacarandás, uma das árvores icónicas de Lisboa, iniciam a sua primeira época de floração nos finais de Maio, princípios de Junho (e a segunda floração surge, por vezes, no início do Outono). Anualmente, os jacarandás marcam e intensificam a fase que precede o Verão. A calçada, assim que começam a brotar as primeiras flores, reveste-se de salpicos de lilás que vão persistindo mas que, com o tempo, vão degradando-se, perdem a vitalidade e transformam-se, gradualmente, numa goma suja sobre o calcário que permanece até ser lavada pelas primeiras chuvas de Setembro” 2.

 

Essas atrocidades com as árvores acontecem em todas as cidades à volta de Lisboa. E, embora em Lisboa seja mais raro ver podas assim, infelizmente há muitos abates. E há uns meses ainda nem ainda se conhecia o recente crime ambiental do abate dos plátanos no Campo Pequeno… Já agora, subscreva a petição do Fórum Cidadania Lisboa em www.gopetition.com/sign.php?petid=12119

1. Ver http://aphodadasarvores.blogspot.com/2006/12/mais-e-mais-asneirasobg-siri.html

2. Ver http://cheirar.blogspot.com/2007/01/lisboa-com-jacarands.html

publicado por Sobreda às 00:21
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 9 de Maio de 2007

Lumiar desprotegido – 6

E já agora que se fala em Hospital da Força Aérea (HFA), como se encontram as suas imediações? A Azinhaga da Torre do Fato vai-se mantendo com piso irregular e lancil quebrado na esquina com a Azinhaga dos Ulmeiros (um perigo para um pneu mais incauto), mas em obras, com estreitamento de via na apertada curva junto ao parque de viaturas rebocadas, de cuja sinalização só nos apercebemos mesmo sobre a referida curva e a anteceder o cruzamento com a Rua César de Oliveira. Nem sequer existe qualquer sinal de prioridade.

No lado inverso, quem chega vindo da Rua Fernando Lopes Graça e passa a Av. Mahatma Gandhi, encontra em frente ao HFA este característico descampado, muito frequente em vários locais da freguesia, quiçá a merecer a sua inclusão num roteiro turístico. Sim, que para além das Conchas e Lilazes há muitos 'patinhos feios' com que a autarquia não se preocupa.

O expectante terreno ladeia o lado sul do templo Hindu. Mais parece um campo agrícola com suas alfaias prontas a entrar em acção.

Já agora, para não destoar do conjunto, depara-se com o ‘dejá vu’ por outros locais da freguesia de carros(s) abandonado(s). Destoaria antes se em seu lugar estivesse um bem cuidado espaço verde para usufruto da população.

E, finalmente, o há muito ‘provisório’ parque de contentores que ladeia a Quinta de Nossa Senhora da Paz, óptimo 'meio caminho andado' para uma saltada para dentro da Quinta e mais uma delapidação da estatutária e dos azulejos do Palacete. É fartar, que o conjunto foi posto ‘em saldo’ de fim de estação para hasta pública pela CML.

Mais uma zona abandonada ou desprotegida? É com certeza o cartão de visita de uma freguesia periférica de Lisboa…

.Participar

. Participe neste blogue