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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

CDU preocupada com privatização serviços e alienação de património

O cabeça-de-lista da CDU à CML, Ruben de Carvalho, manifestou a sua preocupação com a privatização de serviços e a alienação de património afecto ao trabalho do município.

Após uma reunião com o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), Ruben, afirmou que “já houve tentativas [de privatização] e nalguns casos já há situações consumadas, como nos espaços verdes, com espaços tratados por empresas privadas”.
“É uma situação que nos preocupa e que tem outras implicações, com eventuais alienações de património afecto ao trabalho municipal (…). Aqui merece uma palavra particular as preocupações que demos conta na última reunião da CML relativamente às Oficinas Olivais 2 a ao Plano da Zona Envolvente da Gare do Oriente”.
“Em muitas circunstâncias, há na autarquia o culto e o elogio da parceria público-privada, da privatização e da concessão que revela uma filosofia sobre o trabalhado do município que justificam inquietações, sobretudo para uma área da dimensão e da importância da higiene urbana e recolha resíduos sólidos na cidade”.
Ruben de Carvalho considerou positivo que se tenha resolvido o problema dos trabalhadores com vínculo precário, lembrando que foi “o resultado de uma luta de anos do Sindicato”. “Na campanha eleitoral de há dois anos o actual presidente da CML tinha anunciado que o problema das centenas de trabalhadores com vínculo precário era serem despedidos, este era o projecto” do actual executivo PS.
O cabeça-de-lista da CDU à CML sublinhou ainda a necessidade de estudar melhor o problema do funcionamento do departamento recursos humanos da autarquia. “A CML tem 10 mil trabalhadores, com uma multiplicidade de tarefas muito grande, e não tem sido dada a atenção (…) à modernização do funcionamento da articulação dos serviços nos recursos humanos”, afirmou, sublinhando que a CDU vai dar “particular atenção” a este assunto.
Dando o exemplo da Higiene Urbana, Ruben de Carvalho lembrou que, por vezes, quando um trabalhador é aconselhado pelo médico a fazer tarefas menos violentas fisicamente, não está assegurada a sua substituição. “O trabalhador não é substituído e muitas vezes não se encontra sequer a tal outra função… [que ele poderia fazer]. Podemos chegar a uma situação de ter 1.300 cantoneiros e, na prática, estarem 700 e ainda ser discutível se esses 700 estão todos inteiramente operacionais”.
A CDU estima que a área da higiene e limpeza urbana da autarquia precise de 250 cantoneiros e pelo menos 50 motoristas. O candidato não se referiu, porém a outro tipo de alienação de património, designadamente, o histórico, com a repetida tentativa da CML em vender edifícios e palácios do município para hotéis de charme.
 
Ver Lusa doc. nº 10180544, 30/09/2009 - 14:48
publicado por Sobreda às 01:35
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Canavial a mais e árvores a menos

Eis a mais vasta zona expectante da Quinta de Santo António, junto à Clínica Psiquiátrica de São José (ao fundo na imagem).

Para o local, existe mesmo uma planta onde se prevê um estabelecimento público de ensino básico, mas que não se sabe se, na sequência da actual revisão do PDM em curso, continuará a constar na Carta de equipamentos educativos do município de Lisboa.

 

 

 

No mínimo convinha que CML ou Junta de Freguesia do Lumiar providenciassem no corte de matagal, onde se sabe residir, pelo menos, uma colónia de ratos e outros rastejantes. Aliás, há muito que este aviso aqui foi dado 1. 

 

 

E já agora, porque não preenche, a mesma Junta, as duas caldeiras da ‘ilha’ pedonal que lhe fica fronteira, com as respectivas árvores há tanto tempo para ali solicitadas?
Por desconhecimento não será. concerteza 2.
 
Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/113820.html
Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/113565.html
publicado por Sobreda às 00:31
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Sábado, 17 de Janeiro de 2009

Casas sem instalações sanitárias paredes-meias com hotéis de luxo

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, relativos a 2005, indicam que 4% da população de Lisboa - que segundo os Censos de 2001 é de 555.797 habitantes - não tem acesso a sistema de esgotos. De acordo com os Censos de 2001, existiam 12.767 pessoas que não tinham sanita no alojamento e 62.828 tinham-na fora de casa.

E, paredes-meias com hotéis e habitações de luxo, existem casas em que os moradores partilham a sanita com o vizinho num vão de escada ou num pátio devido à falta de saneamento básico. Só em Alcântara existem cerca de 500 mil famílias que vivem nestas condições, embora estes casos se espalham por outras freguesias da cidade, como a Ajuda, o Beato ou Campolide.
Por exemplo, mesmo a cerca de 500 metros de um dos melhores hotéis de luxo naquela freguesia lisboeta, existem dois prédios de três andares em que os moradores vivem em condições miseráveis. E no patamar de cada andar existe uma retrete onde os moradores despejam os dejectos. Há quem debaixo do lava-loiça tenha um balde que despeja no final do dia ou na sala tem uma máquina de lavar, cuja mangueira obrigou a fazer um buraco na porta para poder despejar a água na sanita do prédio.
Quem não tem sanita, nem banheira, toma banho “em alguidares grandes”, pelo que não ter instalações sanitárias tornou-se penoso. “Tem sido difícil viver assim, mas ultimamente tem-se agravado devido à idade”. São situações que afectam principalmente os idosos, mas também jovens que têm de voltar para casa das famílias por não terem condições para alugar ou comprar um casa.
O cheiro, que já não é sentido pelos inquilinos, é incómodo para quem entra nos edifícios, onde o perigo espreita em cada degrau das escadas, que estão quase em ruína, assim como as paredes, que já não têm estuque e de onde sobressaem os fios de electricidade.
Em pleno século XXI, continua a haver pessoas a viver sem condições. “Quem não tem as mínimas condições sanitárias faz “as necessidades no balde” e vai “tomar banho ao balneário” . “A minha mãe toma banho aos fins-de-semana quando vai a casa da filha. Diariamente, faz a higiene num balde, que depois despeja na sanita comum” 1. Para ultrapassar estas situações, os moradores utilizam os balneários públicos, o que para muitas famílias constitui ainda um luxo 2.
Na Ajuda e em Alcântara, os presidentes das Juntas de Freguesia referem que as estimativas apontam para largas centenas de famílias a viver nestas condições. Se muitas famílias conseguiram condições sanitárias, foi porque as Juntas as instalou, inicialmente fazendo balneários em zonas descentralizadas e depois instalando casas de banho nas próprias casas.
Lado a lado subsistem zonas ricas junto de zonas paupérrimas, pátios miseráveis ao lado de condomínios muito ricos, situações consideradas “inadmissíveis” para a capital de um país europeu 1.
 
1. Ver Lusa doc. nº 9199538, 14/01/2009 - 07:06
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/138703.html
publicado por Sobreda às 02:31
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Eco-ilhas em Carnide versus sistema de recolha em Telheiras

O núcleo histórico de Carnide disponibiliza desde ontem seis novas ‘eco-ilhas’, ou seja, contentores de 1.100 litros de capacidade, destinados à deposição de resíduos urbanos (RU). Os contentores têm tampas de cores diferentes: cinzenta para os indiferenciados, azul para o papel e cartão, amarela para as embalagens e verde clara para o vidro 1.

Este tipo de equipamento já existe em áreas próximas do Núcleo Histórico, como sendo o Bairro Novo de Carnide, o Bairro da EPUL, a Quinta do Bom Nome e numa área central da Quinta da Luz.
Esta alteração no sistema de deposição de RU, para além de proporcionar um aumento dos quantitativos de resíduos a valorizar, vai de encontro à vontade dos munícipes, manifestada pela Junta de Freguesia de Carnide e pelo Grupo Comunitário de Carnide Centro, entre outros representantes dos moradores.
Neste sentido, a área-alvo de intervenção é a servida actualmente por sacos, representando 190 habitações e 29 actividades económicas. A recolha manter-se-á em horário diurno, a partir das 6 horas da manhã 2.
O sistema de recolha de lixo tem estado periodicamente a ser alterado pelo município, com variantes consoante as características dos bairros da capital 3.
Note-se, por exemplo, que não foi esta a metodologia escolhida pela CML para o vizinho bairro de Telheiras, cuja opção foi programar um polémico porta-a-porta, com o regresso à colocação dos caixotes nas ruas a partir do fim da tarde e até à sua recolha apenas após a meia-noite.
Recorde-se que há década e meia atrás, a A.R.T., para evitar estas situações, tinha conseguido acordar com a CML um sistema de recolha bem mais higiénico, com menos lixo espalhado no espaço público e menos odores.
É que a maioria das habitações em Telheiras dispõem de ‘casa do lixo’ com porta para o exterior. Na altura, a direcção da A.R.T. conseguira, em conjunto com alguns condomínios, que todas essas ‘casas’ tivessem uma chave comum que os trabalhadores da DHURS da CML usavam para retirar os contentores domésticos apenas quando vinham proceder à respectiva recolha de lixo.
Ou seja, deixara de haver aglomeração de lixo no espaço público, logo de odores ‘suplementares’, durante horas seguidas. Hoje, a recolha de lixo em Telheiras passou a constituir um retrocesso ambiental. Uma medida que “ameaça tornar-se num fiasco” 4, como se pôde constatar no período natalício.
 
1. Ver Metro 2009-01-12, p. 3
2. Ver http://lisboalimpa.cm-lisboa.pt/index.php?id=525&tx_ttnews%5Bpointer%5D=1&tx_ttnews%5Btt_news%5D=2340&tx_ttnews%5BbackPid%5D=516&cHash=ffa472b122
3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/21158.html
4. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/362554.html
publicado por Sobreda às 02:16
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Sábado, 10 de Janeiro de 2009

Quem luta pelos seus direitos sempre alcança

Os sindicatos que representam os trabalhadores da Higiene Urbana da CML afastaram ontem a possibilidade de voltarem a recorrer à greve, mediante o compromisso do presidente do município de reforçar aqueles serviços com meios humanos e materiais.

Os representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa congratularam-se com o compromisso do presidente da autarquia em não recorrer a serviços privados para a limpeza da Baixa e dos Olivais.
Os sindicatos estiveram reunidos ontem à tarde com o autarca, que se comprometeu a alargar o reforço já previsto para este ano de 50 novos cantoneiros à contratação de mais 50 trabalhadores. Segundo os dirigentes sindicais, foi igualmente assumida a intenção de reforçar os serviços com os indispensáveis meios materiais.
Entre 2.000 e 2.500 trabalhadores do Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos da CML estiveram em greve entre os dias 8 e 11 de Dezembro, incluindo cantoneiros, motoristas e pessoal administrativo e técnico, números que, segundo os sindicatos, representaram 90% do total da força de trabalho destes serviços.
Recorde-se que a paralisação resultou da alegada intenção de a autarquia concessionar a lavagem e varredura da Baixa-Chiado e nos Olivais a uma empresa privada. Os sindicatos desde logo exigiram a suspensão do processo de privatização da limpeza da cidade, bem como o reforço do quadro de cantoneiros com 200 novos trabalhadores até ao final de 2009.
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1355576
publicado por Sobreda às 00:51
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Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Mais de 90% dos trabalhadores da higiene urbana aderiram ao protesto

A greve de lixo dos funcionários da higiene urbana da CML começou ontem e deverá causar alguns transtornos aos lisboetas. O problema está na falta de recursos humanos e materiais, ou/e uma organização que não acompanhou o crescimento da capital, são algumas das principais queixas dos funcionários de limpeza urbana.

O Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) e o STAL defendem ser necessário a “entrada de 200 cantoneiros” e a compra de meios, como varredouras mecânicas, fatos de água e equipamento básico como luvas para o departamento de higiene conseguir funcionar sem falhas.
“A cidade cresceu, por exemplo, na Alta de Lisboa, e os meios são iguais, a organização das zonas de limpeza é a mesma, os recursos mantêm-se inalterados”, criticou o sindicalista, que está convencido de que o facto de CML não ter obtido autorização do Tribunal de Contas para contrair um empréstimo de 360 milhões de euros para pagar dívidas levou a autarquia a “desinvestir” no sector da limpeza urbana.
E exemplifica: “há três varredouras mecânicas à espera de serem reparadas há meses porque não há dinheiro para substituir as peças”, denunciou.
A greve tem também a haver com a alegada intenção de a autarquia concessionar a lavagem e varredura da Baixa-Chiado a uma empresa privada, algo que o sindicalista vê como uma “pré-privatização” do sector de limpeza. “Temos consciência que a greve vai causar transtornos, mas queremos mostrar que são os munícipes que vão pagar [a alegada concessão a privados]. Daqui a uns meses, vão surgir mais umas taxas e o serviço não vai ser melhor”, alertou o dirigente do STML 1.
Em comunicado conjunto, ambos os sindicatos afirmam que a autarquia lisboeta “se prepara para concessionar a privados parte das obrigações que detém no que concerne à limpeza e lavagem da cidade”, nomeadamente na Baixa-Chiado e em Santa Maria dos Olivais, um cenário que repudiam 2.
Por isso, mais de 90% dos trabalhadores da higiene urbana da CML estão em greve, segundo dados do STML, que garante, no entanto, os chamados “serviços mínimos”.
O protesto visa contestar a alegada intenção de privatizar os serviços de recolha de lixo e limpeza das ruas em algumas zonas, bem como a contratação de 200 cantoneiros e a aquisição ou reparação de meios materiais e equipamentos 3. “Só no ano 2008 saíram cerca de 100 pessoas deste serviço, nomeadamente por reforma”, esclareceu um sindicalista, para quem estas saídas contribuem para uma progressiva ineficácia na limpeza da capital 4.
 
1. Ver http://dn.sapo.pt/2008/12/08/cidades/camara_recomenda_guardar_lixo_casa_d.html
2. Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=376739&visual=26&rss=0
3. Ver http://aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200812089092676
4. Ver www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=53&ContentId=269422
publicado por Sobreda às 00:56
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Sábado, 6 de Dezembro de 2008

Contra a privatização da recolha do lixo

Os trabalhadores da higiene urbana da CML vão cumprir quatro dias de greve, entre os dias 8 e 11 de Dezembro, contra a privatização dos serviços e pela salvaguarda dos postos de trabalho.
No plenários dos dias 19 e 20 de Novembro, no Largo do Município em Lisboa, os cerca de dois mil e quinhentos trabalhadores do Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos da CML decidiram cumprir um período de greves, a partir do dia 8, que resultará na ausência de recolha de lixo, confirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).
Só um recuo da CML na alegada intenção de concessionar parte da limpeza urbana levará à desmarcação desta greve. Segundo o representante sindical do STML, “se em declarações públicas a Câmara disser que suspende o processo de adjudicação [de serviços de varredura e limpeza na zona da Baixa Pombalina] e recuar, estamos dispostos a levantar o pré-aviso de greve”. Os trabalhadores estão “sempre disponíveis para dialogar”, mas desde que anunciaram “há 15 dias” que iam fazer greve, “não houve nenhuma tentativa de reunião” por parte da autarquia 1.
Depois de terem chegado rumores ao sindicato sobre a intenção da autarquia, o STML enviou um ofício ao vice-presidente da CML, para apurar sobre a verdade dos rumores, mas não obteve resposta.
O Sindicato enviou outro ofício ao presidente da autarquia, solicitando uma audiência, mas também não obteve resposta, nem quando duas semanas depois voltou a solicitar um encontro. Apenas houve confirmação da intenção de privatizar serviços por parte do director do Departamento de Higiene Urbana e resíduos sólidos, que esclareceu estar em fase de elaboração um caderno de encargos com a firma ABC, Associação Baixa-Chiado, a fim de entregar serviços de limpeza urbana, naquela parte da cidade, à iniciativa privada”.
Apenas na véspera o vice-presidente adiantou que “a empresa concessionária do Parque-Expo poderá vir a alargar a sua actividade à varredura, lavagem e limpeza de todas as ruas da Freguesia dos Olivais, e justificou a intenção com a falta de meios humanos suficientes na autarquia”.
Para o presidente do STML, com a alteração da Lei da Aposentação e o aumento da idade de reforma, “há trabalhadores com mais de 55 anos que deviam aposentar-se mas agora não podem e têm que ficar no departamento com serviços melhorados. Um trabalhador aos 60 anos não tem condições para andar a correr atrás do camião do lixo”, informando que cerca de 200 trabalhadores estão nesta situação. “Se entrassem 200 trabalhadores para o quadro do departamento, a situação ficaria resolvida, sem qualquer necessidade de privatização”, considerou o sindicalista.
A autarquia também pretende descentralizar estes serviços nas freguesias de Alcântara, Benfica e Marvila, que “passariam a ter uma organização bicéfala, com elementos da CML e da freguesia, para orientar e determinar o sistema de lavagem e varredura, o que implicaria alterações nas condições e nos horários de trabalho”.
Para o STML, estas são péssimas “experiências-piloto de um projecto mais vasto que visa terminar na concessão total destes serviços” a privados. “Trata-se de um negócio bastante lucrativo para os investidores privados, em detrimento da qualidade dos serviços prestados, das condições de trabalho e das garantias de emprego no futuro para estes trabalhadores”, alertou.
Por isso, no dia 8, a greve será ao trabalho extraordinário; no dia 9, parará toda a limpeza urbana; no dia 10, os cantoneiros, e no dia 11, os motoristas. Desta forma, “cada sector cumprirá dois dias de greve e Lisboa ficará sem recolha de lixo durante cinco dias”, afirmou um dirigente do STML, salientando que “o objectivo não é tornar a cidade num caos mas garantir a manutenção dos serviços públicos”.
Foi também entretanto concessionada a privados a manutenção de vários espaços verdes da cidade. No início do Verão, o STML tinha alertado para os cortes feitos ao trabalho extraordinário e para a entrega dos serviços a empreitadas privadas. Também neste sector, “o não preenchimento das vagas no quadro teve como objectivo o seu desmembramento”.
Actualmente, “já são muito poucos os espaços verdes cuja manutenção é da responsabilidade da CML”, revelou, salientando que “a esta situação não são alheias as queixas chegadas à CML sobre a crescente degradação dos espaços verdes. Queremos evitar que o mesmo aconteça na limpeza urbana”, afirmou o representante do sindicato.
Recorda-se que o Grupo Municipal de Os Verdes apresentou na AML de Novembro uma Recomendação onde pugnava pela defesa da gestão pública da recolha de lixo 2.
 
1. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=118997
2. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=233&Itemid=36
publicado por Sobreda às 00:45
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Trabalhadores da Higiene Urbana ameaçam parar

A recolha de lixo pode parar uma semana em Lisboa, caso a CML decida privatizar o serviço na Baixa do Chiado e na freguesia de Santa Maria dos Olivais.

Os trabalhadores da Higiene Urbana do município não concordam com os planos da autarquia e ameaçam entrar em greve caso esta medida avance.
Uma decisão sobre a paralisação vai ser discutida em plenário, marcado para amanhã. A confirmar-se, a greve deverá causar transtornos aos munícipes, mas tal facto não parece preocupar a CML 1.

 

Por isso o Grupo Municipal de “Os Verdes” apresentou, na AML desta 3ª fª, uma Recomendação sobre a ameaça de “Privatização da Limpeza Urbana” que paira sobre a cidade de Lisboa, intenção esta preocupantemente confirmada pelo próprio presidente da CML, na sessão pública de 29 de Outubro, e rejeitada pelo PS no Plenário da AML.
A limpeza da capital é assegurada pela Divisão de Limpeza Urbana do Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos (DHURS), departamento que foi recentemente certificado, e os cidadãos têm consciência de que a área da limpeza urbana é um factor prioritário para a sua qualidade de vida e para o bem-estar de qualquer cidade, e Lisboa não foge a esta regra.
No entanto, o executivo, alegando escassez de mão-de-obra, pretende alienar parte dos serviços assegurados por esta Divisão a entidades privadas. E o mais grave desta situação é o facto de o quadro de pessoal de cantoneiros ter cerca de 200 vagas por preencher.
Por isso “Os Verdes” defendem que a CML deve pugnar por um funcionamento dos serviços de limpeza na esfera do domínio público, bem como sejam salvaguardados os postos de trabalho dos funcionários da Divisão da Limpeza Urbana 2.
 
1. Ver www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=53&ContentId=267476
2. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=231&Itemid=33
publicado por Sobreda às 02:02
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Será Telheiras pioneira na recolha porta-a-porta?

Diz-se que a zona de Telheiras vai ser pioneira na recolha de embalagens e papel porta-a-porta, abandonando os ecopontos azuis e amarelos, a partir da próxima 2ª fª. Segundo anunciou a CML, a medida deverá abranger quase 6.000 fogos, atingindo quase 15 mil habitantes, além de empresas e escolas da zona.

Neste sentido, a CML vai disponibilizar aos edifícios, moradias e estabelecimentos comerciais da zona contentores “de cores diferenciadas para o papel/cartão - azul - e para as embalagens de plástico, metal, cartão para líquidos alimentares - amarela”.
Segundo a autarquia, “a deposição destas fracções passará a ser similar à actualmente existente para os resíduos indiferenciados, abandonando-se o sistema actual de deposição em ecopontos” azuis e amarelos, mas mantendo o verde utilizado na recolha de vidro. “A deposição de vidro manter-se-á nos actuais locais dos ecopontos, sendo reforçada pela instalação de mais oito vidrões em novos arruamentos da área em questão”. [Nada se informa, porém, sobre o Pilhão].
O papel passará a ser recolhido pelos serviços da CML às 4ªs fªs e as embalagens às 2ªs e 6ªs fªs. As 3ªs, 5ªs e sábados serão reservados para os resíduos indiferenciados. A recolha terá início às 23h00.
A autarquia justificou a escolha de Telheiras para iniciar este tipo de recolha com “a adequação às características urbanísticas e populacionais da área abrangida” e com “o historial de recolha de resíduos na área”.
O principal objectivo deste tipo de recolha deverá ser “a melhoria da limpeza do espaço público com a redução de equipamentos na via pública” e a medida “vai servir 5.900 fogos, a que corresponde uma população de 14.750 habitantes, 355 entidades e actividades económicas e oito estabelecimentos de ensino” 1.
Para além da propaganda municipal, vejamos então agora a outra face da realidade…
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa existe a ameaça de privatização da recolha de lixo em Lisboa, situação, aliás, já confirmada pelo próprio presidente que alegou falta de meios humanos [?].
Por outro lado, esta medida de substituição de equipamento ameaça tornar-se num fiasco. Com efeito, os grandes ecopontos de 2,5 m3 (2.500 litros) existentes nas vias públicas, e com recolha quase diária, serão deste modo substituídos por pequenos contentores de 110/120 litros, que ficarão armazenados nos vãos de escada dos prédios, e que terão recolha em muito menos dias por semana.
Ou seja, seriam no mínimo necessários 20 pequenos contentores para substituir um grande ecoponto. E isto se a cadência de recolha de resíduos se mantivesse aos actuais níveis de periodicidade, o que não se verificará.
Também os maus cheiros ficarão a cargo dos condomínios dos munícipes. E no caso do papel/cartão, a recolha passará a ser feita apenas num único dia por semana, isto num bairro com um consumo elevado destes resíduos, como é o caso de Telheiras. Aguarde-se, entretanto, pelo balanço das primeiras semanas…
 
1. Ver Lusa doc. nº 9005663, 13/11/2008 - 16:43
publicado por Sobreda às 03:27
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Domingo, 2 de Novembro de 2008

Autarquia e Estradas de Portugal podem ser processadas

As vítimas das inundações em Sete Rios ponderam avançar com uma acção judicial contra a CML e as Estradas de Portugal, pois querem ser ressarcidos dos prejuízos provocados pela tromba de água que atingiu aquela parte da cidade, há duas semanas.
Duas semanas depois ainda está bem viva na memória a enxurrada de água que entrou por vários restaurantes e casas de Sete Rios. Aquela zona da capital transformou-se num verdadeiro lago e as contas aos prejuízos ainda estão a ser feitas. Para já está a ser estudada a hipótese de avançar com uma acção contra a autarquia e as Estradas de Portugal, explica o proprietário de um dos restaurantes afectados.
Grande parte da água que inundou Sete Rios caiu do Eixo Norte-Sul, que passa por cima daquela praça, e também dos algerozes daquele viaduto. Estes problemas de escoamento começaram, entretanto, a ser arranjados, como testemunham alguns comerciantes.
Mas Sete Rios não foi a única zona da capital que inundou naquela altura. Outras das ruas de Lisboa transformaram-se também em verdadeiros rios, no passado dia 18.
Por exemplo, a Avenida de Berna foi do mesmo modo atingida pela tromba de água e as inundações de 18 de Outubro. Os comerciantes que trabalham cara a cara com a Fundação Calouste Gulbenkian avançam várias explicações para o sucedido.
Do que não há dúvida é que, quer nestes locais, quer na Praça do Chile, aponta-se o dedo à responsabilidade da CML, devido ao estado de entupimento das sarjetas 1. Problema que neste blogue fora já alertado no final do passado mês de Setembro 2.
 
1. Ler www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=53&ContentId=265338
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/335173.html
publicado por Sobreda às 00:46
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Sábado, 18 de Outubro de 2008

Chuva com cheias pré-anunciadas

No final do mês passado este blogue recordou a proximidade do período das chuvas, e da ameaça de alagamento de vias públicas, caves, etc., urgindo uma acção atempada 1.

Bastou uma breve forte chuvada ao início da tarde as áreas de Sete Rios, Alvalade, Avenida de Roma, Praça de Espanha e Avenida Cinco de Outubro ficaram de imediato afectadas, levando a circulação na Linha Azul do Metropolitano a ficar interrompida desde as 15h45 devido à entrada de água entre as estações das Laranjeiras e Sete Rios 2.
Carros cheios de água por estarem parados em poças de água ou nas bermas das estradas, um trânsito caótico, lojas e caves inundadas e uma estação de metro inundada são, para já, as principais consequências da muita chuva que caiu em Lisboa 3.
Num primeiro balanço ao final da tarde, a chuvada inundou os túneis do Campo Grande e das Avenidas João XXI e dos EUA. Segundo fonte da PSP de Lisboa, na Avenida Egas Moniz, frente ao Hospital de Santa Maria, o alcatrão das duas faixas centrais levantou, pelo que a circulação rodoviária passou a processar-se apenas em duas faixas.

  

A fonte da PSP acrescentou que Sete Rios é outro dos locais em que o trânsito ficou “bastante” afectado, havendo ainda registo de pelo menos 6 cafés com danos materiais naquele local, devido, fundamentalmente, à agua caída do Eixo Norte-Sul, sendo expectável o que situação semelhante se repita noutros locais sob aquele Eixo.
“Dos túneis existentes em Lisboa apenas não tivemos indicações de qualquer problema no do Marquês de Pombal”. Taxistas na praça de táxis do Saldanha disseram ainda que choveram “pedras bastante grandes de granizo” cerca das 15h naquele local 4.
Praça do Chile, Avenida Almirante Reis e Campolide foram outras das zonas mais alagadas. Foram 20 minutos de um dilúvio que deu muitas horas de dores de cabeça aos lisboetas e que deixou várias contas para fazer, uma vez que os prejuízos materiais são elevados 5.
Porque adiam os órgãos autárquicos o necessário desentupimento de sarjetas e esgotos?
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/335173.html
2. Ver http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1031030
3. Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=368727&visual=26&tema=1
4. Ver http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1031038

5. Ver http://diario.iol.pt/sociedade/lisboa-inundacoes-cheias-chuva-bombeiros/1003596-4071.html

Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Limpeza de sarjetas

 

Entramos no Outono e o período das chuvas, seguido de alagamento de vias públicas, caves, etc., ameaça repetir-se.

A Protecção Civil divulgou recentemente um comunicado recomendando a limpeza e desobstrução de valetas e outros canais de drenagem, para evitar acumulações de águas pluviais 1.
Os eleitos da CDU na recente Assembleia de Freguesia do Lumiar, do passado dia 25 de Setembro, repetiram esse alerta, apelando ao executivo da Junta para providenciar uma rápida intervenção nas zonas da Freguesia mais expostas a cheias. O aviso foi feito; a acção atempada urge.
 
Ver http://diario.iol.pt/sociedade/proteccao-civil-chuva-inundacoes-valetas-drenagem-iol/994688-4071.html
publicado por Sobreda às 00:39
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Os canaviais das Avenidas também ardem

Um incêndio deflagrou hoje, ao início da tarde, num terreno baldio com canaviais na Avenida Marechal Teixeira Rebelo, junto ao Hospital da Luz, entre as Freguesias de Benfica e Carnide. Uma das duas frentes do incêndio já foi extinta, enquanto uma outra está circunscrita.
De acordo com uma fonte dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, o alerta foi dado pelas 14h54, sendo que as chamas tiveram início num descampado entre o cemitério e o Hospital da Luz, situado junto ao Centro Comercial Colombo.
No combate às chamas estão 15 bombeiros, apoiados por seis viaturas. Até ao momento, não há registo de feridos ou outros danos. Devido ao muito fumo na zona, os automobilistas têm visibilidade reduzida 1.
O vento que se faz sentir chegou mesmo a empurrar as chamas para o perímetro do cemitério (de Benfica), mas a situação já está controlada pelos bombeiros 2.
Mais do que nunca fica (infelizmente) provado que os canaviais, e outros arbustos em zonas expectantes, quando não são periodicamente cortados pela CML, para além dos animais rastejantes que neles nidificam e do lixo que esvoaça e nele se junta, podem tornar-se num perigoso combustível em zonas urbanas.
A pergunta para a CML é apenas: porque não são cortados e o espaço limpo com regularidade? Aliás, nada de novo, que por aqui não costumemos recordar… 3
 
1. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=A97D10F7-80E0-42EF-84DC-F0F8EB13218B&channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021
2. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1339592
3. Ler, por ex., http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/114114.html ou http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/113820.html ou http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/114313.html
publicado por Sobreda às 19:58
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

Está tudo lix(ad)o

Depois da euforia da entrega dos presentes de Natal, observam-se muitos dejectos acumulados pelas ruas de Lisboa. Com o problema acrescido de não ter havido recolha de lixo.
Como é possível os munícipes terem-no sabido com antecedência, mas a sua ‘cidadania’ não ter dado para mais, como se vê pela imagem obtida ontem à tarde numa das ruas de Telheiras?

 

 

Hoje de manhã, três dias após o Natal, a situação perdura, agravando-se, pois a montanha que continua a crescer com o ‘voluntarioso’ contributo dos moradores, quase rivaliza com o vizinho Aterro do Vale do Forno.
 
Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=315938&tema=27
publicado por Sobreda às 11:01
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Lumiar desprotegido - 14

Era uma vez…

... um característico descampado na área do nobre Paço do Lumiar, bem junto ao Templo Hindu na Azinhaga dos Ulmeiros, e estrategicamente bem situado em frente ao Hospital da Força Aérea. Por aqui 1 o abandonado espaço bem ‘gritou’ por ajuda na sua reabilitação. Mas em vão, pois já lá vão cinco meses e a situação piorou, como se pode comparar pelas fotografias de então e as de agora.

O local é facilmente reconhecido como uma das habituais lixeiras da Freguesia. Até pareceria mal se aí tivesse sido edificado um espaço verde com zonas de lazer para a população. Então qual é o panorama turístico a que os transeuntes e moradores assistem?

 

Ah, que beleza! É o ‘provisório’ parque de contentores que ladeia a sempre ‘irrecuperada’ Quinta de Nossa Senhora da Paz. Ou talvez uma nova extensão do aterro sanitário do Vale do Forno, entretanto encerrado. Que desempenho tão aturado tem tido o executivo na manutenção de todo este lixo! Que cartão de visita tão actualizado desta zona de Lisboa.

Ou será antes uma lamentável paisagem, muito pouco turística, da freguesia? Onde está o projecto de requalificação ambiental de todo este quarteirão? Os moradores estão sempre a queixar-se, mas sem qualquer razão como se pode constatar, não é verdade?

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/37853.html

publicado por Sobreda às 02:33
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Domingo, 16 de Setembro de 2007

Para cá da fronteira

Costuma-se dizer que “para lá do Marão…”. Neste caso estamos na zona norte de Lisboa. Esta via - a Azinhaga da Torre do Fato - estabelece a fronteira entre duas Freguesias: Lumiar (à esquerda na foto) e Carnide.

 

Uma das características da zona norte é o aparente abandono do espaço público. Neste caso, um monte de terra (quase à altura de um primeiro andar), canaviais, lixo acumulado e, o mais grave, ausência de caminhos pedonais, passeio e passadeira pintada no asfalto, obrigando o peão a circular perigosamente na faixa de rodagem.

Quando vai o município perceber a urgência de uma profunda intervenção no local?

publicado por Sobreda às 18:10
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Oh minha verde caninha

Oh minha caninha verde

Oh minha verde caninha

Salpicadinha de amores

De amores salpicadinha

 

Encostei-me à cana verde

Cuidando que não quebrava

A cana verde era oca

Coisa que não me lembrava” 1.

 

Com o lixo, esvoaçante, depositado pelas ruas da Freguesia, nas redondezas de zonas expectantes e canaviais, como as da foto, junto à Escola Secundária da Rua Fernando Namora e nos arredores da Rua Prof. Luís da Cunha Gonçalves, ganha-se ‘ecopontos’ ao ar livre. Mais ‘natural’ não podia ser, mas também um hipotético foco de insegurança para os jovens estudantes.

 

No meio desta falta de higiene pública, mosquitos, melgas e animais rastejantes são os únicos que agradecem.

Quando vai o município perceber a urgência de uma profunda intervenção no local?

 

1. Ver ‘Danças e cantares do Açores’ IN www.orfeao.up.pt/cancioneiro%20acores%20caninha.htm

publicado por Sobreda às 17:57
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O signo do rato

“Setembro parece ter chegado sob o signo do Rato. Primeiro, com a notícia de que se aproximavam aos milhões, vindos da Corunha e ameaçando, façanhudos, os domínios bragantinos; depois, com a consagração no cinema do parente hodierno do Rato Mickey - o pequeno Ratatouille. Como se não bastasse, descobre-se que uma mão-cheia - talvez dos que apontavam a Bragança - se fez à estrada e assentou arraiais junto à Baixa de Coimbra. Ratos, ratazanas e afins, numa imundice da pior espécie” 1.

 

Nas redondezas de zonas expectantes ou de canaviais, como os da foto, no topo norte das traseiras da Clínica Psiquiátrica de S. José, surgem os orifícios das suas tocas. Os Ratos são verdadeiros ‘animais de festa’, adoram estar em grupo e raramente ficam quietos 2. Só que, no Zodíaco chinês, este afinal até é o ano do cão.

Para quando a desratização dos espaços públicos e zonas expectantes da freguesia?

Quando vai o município perceber a urgência de uma profunda intervenção no local?

 

1. Ver http://jn.sapo.pt/2007/09/11/pais/ratazanas_coimbra.html

2. Ver http://astrologia.sapo.pt/Xz2306/515515.html

publicado por Sobreda às 17:48
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Caminhos turtuosos

Os construtores delimitaram os edifícios e levantaram lancis e passeios, como lhes competia. Resta completar o espaço público e permitir, sem a poeirada do Verão ou o lamaçal no Inverno, acessos seguros a estudantes, deficientes e moradores em geral aos condomínios.

 

O alerta já foi entregue o ano passado pelos moradores numa sessão da Assembleia de Freguesia, por meio de um dossiê com sugestões, profusamente iconografado, mas sem resposta da autarquia até ao presente.

 

Eis a ‘qualidade’ de vida dos caminhos de acesso e de becos entre prédios na Quinta de Stº António (vulgo Parque dos Príncipes).

Quando vai o município perceber a urgência de uma profunda intervenção no local?

publicado por Sobreda às 17:24
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Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

Como construir uma “Lixoteca”.

Para erigir uma Ludoteca de dejectos, vulgo ‘Lixoteca’, começa-se por se descentralizar uma verba para uma Junta, de preferência repartida num orçamento, em lume brando, de quatro anos.

Com ela, construa-se um parque infantil. Os materiais de construção não são relevantes pois é ‘apenas’ para uso de crianças. De preferência evitem-se as papeleiras, os bebedouros, as árvores de sombra e a manutenção. Sai sempre mais barato.

Divulgue-se à comunicação social, lancem-se foguetes ou descerrem-se placas comemorativas. Não se promovam campanhas de sensibilização. Mas não esquecer a fotografia da praxe no próximo Boletim da Junta.

Acumulem-se dejectos vários e, não havendo campanhas de sensibilização nem manutenção apropriada, misture-se bem os ingredientes no recinto de jogo.

Adicionem-se crianças e animais de companhia e é só misturar, mexendo sempre para o mesmo lado, o da degradação. Servir em 'banho Maria', sob um sol tórrido. As fotografias de família ‘para mais tarde recordar’ são grátis.

Em suma, se o problema do lixo está directamente associado à educação cívica, se a população não deixar o lixo na rua, se não deitarem lixo nem dejectos caninos para o chão dos parques, ajudarão a resolver uma boa parte do problema. Mas a falta dessa cultura cívica não pode servir de desculpa a uma actuação menos eficaz (ou inexistente) por parte das entidades competentes - Junta e CML.

Imagens como a apresentada infelizmente são frequentes, e apesar de acções pontuais junto das escolas através do Clube do Ambiente, a Junta e o DHURS não podem de todo descurar a limpeza efectiva dos locais.

Nota 1: Esta receita camarária não é recomendável a utentes, independentemente do seu escalão etário.

Nota 2: Como aos moradores – neste caso da ARAL - já ninguém faz o ‘ninho atrás da orelha’, os residentes da Alta do Lumiar prontamente denunciam as graves situações de acumulação de lixo. Seguirá relatório para o DHURS da CML.

Nota 3: Entre Junta e CML trocam-se responsabilidades mútuas, e o cidadão que se ‘lixe no lixo’.

publicado por Sobreda às 16:11
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Segunda-feira, 19 de Março de 2007

Eco-Continentes

No Alto do Chapeleiro, os bairros Antigo e Novo (PER) da Freguesia da Ameixoeira, e os Bairros da Cáritas, da Rua Manuel António Gomes e Campo das Amoreiras, na Freguesia da Charneca, passam a ser abrangidos pelo novo (?) sistema de deposição de resíduos, denominado Eco-Ilhas 1. Segundo a CML, no total serão servidos 625 fogos, correspondentes a uma população residente de 1875 habitantes. Oportunamente, este sistema será alargado ao Bairro do Reguengo e ao Bairro das Galinheiras, também na Freguesia da Charneca, estimando-se vir a servir mais 1.621 fogos, a que corresponde uma população residente de cerca de 4.800 habitantes 2.

Trata-se do regresso dos enormes contentores fixos com estruturas metálicas de boca a ‘céu aberto’, cuja larga tampa atraía ‘insectos voadores bem identificados’ quando era mantida usualmente aberta.

Ficam por provar as suas vantagens a nível da funcionalidade e da higiene e saúde públicas, quando comparadas com os tradicionais Ecopontos, designadamente os enterrados no subsolo, já para não falar da periodicidade prevista, quer para a recolha dos resíduos depositados nessas ilhas gigantescas, quer para os dias de deposição de lixos, apesar de os contentores se encontrarem permanentemente na via pública.

Mesmo que o sistema venha a ser implementado através de acções de sensibilização de proximidade, espera-se que os moradores não fiquem agora a nadar em mais lixo e cheiros nauseabundos.

1. “Bairros da capital recebem Eco-Ilhas”, Metro 2007-03-19, p. 2

2. Ver o URL www.cm-lisboa.pt/index.php?id_item=13863&id_categoria=11

publicado por Sobreda às 12:51
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