Blogue conjunto do PCP e do PEV Lumiar. Participar é obrigatório! Vê também o sítio www.cdulumiar.no.sapo.pt

.Temas

. cml(388)

. governo(157)

. telheiras(157)

. cdu(146)

. lumiar(133)

. eleições autárquicas(131)

. urbanismo(117)

. pcp(101)

. alta do lumiar(97)

. partidos políticos(96)

. segurança(94)

. orçamento(93)

. carnide(84)

. pev(83)

. trabalho(83)

. desemprego(77)

. saúde(76)

. trânsito(74)

. sindicatos(70)

. economia(68)

. todas as tags

.Pesquisar neste blogue

 

.Março 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
18
19
23
24
29
30
31

.Artigos recentes

. Escola de Lisboa com terr...

. O regresso das hortas urb...

. O ‘défice’ das hortas ‘cl...

.Arquivos

. Março 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

.Ligações

.Contacta a CDU Lumiar:

E-mail: cdulumiar@sapo.pt ; Website: http://cdulumiar.no.sapo.pt

.Fotos do Sapo

http://fotos.sapo.pt/login?to=manage
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Escola de Lisboa com terreno cultivado por centenas de mãos

Na Escola 34, na Alta de Lisboa, ao Lumiar, onde estudam 330 crianças com idades entre os 3 e os 14 anos, houve em tempos um matagal que deu lugar a uma horta, que rapidamente se transformou na menina-dos-olhos dos professores, auxiliares e alunos.

Num terreno lavrado e cultivado por muitas mãos, na Alta de Lisboa, crescem couves, favas, feijões, ervilhas, batatas, cebolas, cenouras, pepinos, pimentos e outras espécies hortícolas. No ano lectivo passado, as abóboras transformaram-se num doce que foi comido com tostas por todos os alunos, junto de quem se tenta, através do projecto da horta, promover uma alimentação mais saudável.
É por isso que para este ano lectivo estão reservadas para a festa do dia das bruxas. Os pais contribuíram para a plantação com sementes e plantas, e são também eles os principais clientes compradores dos produtos que os alunos vendem à porta da escola sempre que há colheitas.
Também naquele bairro da Alta de Lisboa poderá nascer nos próximos tempos uma outra horta, esta comunitária, sonhada por um morador e arquitecto que tem vindo a recrutar futuros hortelões. O mentor da ideia adianta já que conseguiu convencer “mais de 40” e precisa que vai tentando tentar reunir o maior número de apoios para o projecto, incluindo o necessário terreno.
Uma das ambições desta horta comunitária é aproximar os moradores realojados naquela zona da cidade dos que lá compraram casa, contribuindo para uma maior harmonia entre este ‘mix social’ e para o aumento do sentimento de pertença dos próprios ao todo da comunidade. A produção, explica o arquitecto paisagista Jorge Cancela, será biológica e a zona a cultivar terá que ter "um acesso relativamente fácil, seja de automóvel, seja pedonal", além de fornecimento de água e uma vedação.
O projecto e a eventual cedência de um terreno por parte da Câmara Municipal de Lisboa já estão a ser analisados pelos serviços da autarquia, garante aquele arquitecto paisagista.
No mesmo sentido, e segundo a CML, que aponta os exemplos das hortas no Vale Fundão e no Bairro Padre Cruz, o desafio da autarquia é intervir nas hortas comunitárias já existentes, algumas das quais em espaços privados e que não têm fornecimento de água ou acessos em condições, garantindo que nenhum dos hortelões deixa de ter um espaço de cultivo.
A autarquia diz que o seu plano é mais ambicioso e inclui, num prazo de dois anos (sempre os prazos das ‘calendas gregas’), a criação de hortas em Campolide e Telheiras, e que tentará melhorar os espaços já existentes na Quinta da Granja, Vale Fundão e Bairro Padre Cruz.
 
Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20090525%26page%3D14%26c%3DA
publicado por Sobreda às 00:21
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 24 de Março de 2008

O regresso das hortas urbanas

Para sobreviver ou ocupar o tempo, são muitos os lisboetas que trabalham, faça chuva ou sol, as hortas improvisadas que se avistam em vários pedaços de terreno perto de estradas e vias rápidas de Lisboa.
Na sua maioria reformados ou desempregados, são muitos os que cultivam estes terrenos desocupados na esperança de colher algo da terra que os ajude a sobreviver. Junto à CRIL, ou nas encostas das Olaias, encontram-se diversas hortas com muitos destes “agricultores de cidade”, alguns deles desempregados das várias fábricas que “foram fechando”, mas que não se deixaram demover do trabalho pela chuva e vento que se faz sentir.
Os seus cultivadores moram em prédios perto dos terrenos, tendo como única restrição não poderem ter barracas. Apenas “de vez em quando vêm aqui os militares do quartel para verem se há barracas fechadas, mais nada”.
Muitos destes agricultores sofrem inúmeras vezes com ladrões de ocasião que se aproveitam do seu trabalho para “levar uns legumezinhos para casa”. É que existem “alguns espertinhos que moram nos prédios em frente”, que de quando em vez passam pelas hortas de noite e levam para casa “algumas cebolas, tomates ou couves”. Tirando estes casos, “o pessoal das hortas dá-se todo bem”.
A maioria destas hortas são cultivadas em terrenos públicos desocupados há várias décadas por moradores da zona, sendo que muitos destes se localizam junto a estradas ou vias rápidas da cidade. Apesar da sua localização, nenhum dos ‘agricultores’ demonstrou preocupação com a qualidade dos alimentos, explicando que os vegetais que tiram dessas terras, todos eles para consumo próprio, não têm qualquer problema para a saúde pública 1.
Pudera. A notícia pode não ser novidade 2, mas reflecte os sinais dos tempos, de tendência de crescente desemprego e de sinais ‘exteriores’ de pobreza.
 
1. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=86065
2. Ver também http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/22929.html
publicado por Sobreda às 00:59
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 28 de Março de 2007

O ‘défice’ das hortas ‘clandestinas’

No meio da cidade, qualquer cantinho parece ser bom para criar uma horta. Ainda que os terrenos para tal não estejam destinados. A maioria dos terrenos usados para fins hortícolas na capital pertencem à CML e, até se decidir o que fazer, a terra fica literalmente nas mãos de quem a trabalha 1.

Porém, anos de cultivo, uma barraca de apoio à horta e até à criação de animais tiveram como fim a mais que previsível demolição e a CML acabou com ocupações ‘ilegais’ em Carnide. Ainda assim, os proprietários queixam-se de que não foram devidamente prevenidos. Queixas a que a CML se diz alheia porque, como argumenta, se há ali um direito de propriedade, ele pertence à autarquia 2.

Campos cultivados com vista para o C. C. Colombo, nas Portas de Benfica, no Vale de Chelas ou nos logradouros do interior dos quarteirões de Alvalade repetem-se porque a CML deixou estas áreas ‘ao abandono’, permitindo que os moradores fizessem vedações e se apropriassem destes espaços, onde construíram hortas e barracões 3. Quem não se lembra, ainda há poucos anos, das hortas na Quinta de St'Ana, em Telheiras, onde agora se situa o Metro? Há até quem acredite ter direitos sobre aquela que considera ser a ‘sua’ propriedade, porque “houve um protocolo com a Câmara e pago 13 contos [65 euros] de renda” e confie que se tiver de sair lhe será dado um novo terreno.

Em 2000, a direcção da Culturgest chegou até a atribuir um prémio “à melhor horta – cujos critérios incluíam ecologia, organização, eficácia dos meios em relação ao terreno e interesse científico –, tendo o vencedor arrecadado um vale de dois mil euros em material agrícola” 1. Um luxo!

 

Hortas ‘clandestinas’ ou terrenos devolutos durante décadas? ‘Quadradinhos’ de horta social 4 ou agricultura citadina de subsistência?

Não é para admirar. O que acontece é que, de acordo com dados publicados pela Comissão Europeia 20% dos portugueses viviam em 2004 abaixo do limiar de pobreza. Taxa a que se vem juntar o crescente índice de desemprego no país, pelo que, conclui a Comissão, “Portugal é um dos países da União Europeia onde o risco de pobreza é mais elevado, sobretudo entre as pessoas que trabalham, apesar de vários Estados-membros terem níveis de riqueza muito inferiores”.

Em Portugal, afirma Bruxelas, “o risco de pobreza após transferências sociais, e as desigualdades na distribuição dos rendimentos (rácio de 8,2 em 2004) são das mais elevadas na EU”. As crianças - 24% - e os idosos com mais de 65 anos - 28 % - “constituem as categorias mais expostas ao risco de pobreza”. Para a Comissão, o risco de pobreza é agravado com o aumento do desemprego - que subiu em Portugal de 4% da população activa em 2000 para 7,6% em 2005. Mas igualmente com a elevada taxa de abandono escolar e o baixo nível de escolaridade dos jovens, dois indicadores em que Portugal está “muito abaixo da média da EU” 5. E é para continuar... 6.

Em contrapartida, há quem, indicado pelo accionista Estado, integre conselhos de administração de empresa com participações públicas após ter saído de outra empresa similar e recebido indemnizações substanciais, considerando o Ministério que há “casos específicos que não apresentam dúvidas” 7. Entretanto, aqui ao lado na vizinha Espanha, a “pensão média de reforma sobe 5,2%, para 756 €/mês” 8. Será que por lá as ‘hortas’ são mais produtivas?

À custa de quem se anuncia um ‘défice’ de 3,9%? Alguém ainda duvida para onde nos leva a actual governação? Quem anda a esconder a cabeça na areia ou a plantar e colher ‘défices’ em horta alheia? Se o citado prémio ‘agrícola’ de 2000 voltasse a ser atribuído para que 'agricultor financeiro' iria o ‘óscar’ em 2007?

1. Ver o URL http://expresso.clix.pt/Actualidade/Interior.aspx?content_id=373360

2. Ver o URL http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/20070327+-+Hortas+clandestinas+em+Lisboa.htm

3. Ver “Só os logradouros ‘falharam’ no plano de Alvalade” por Inês Boaventura, Público 2007-03-25

4. Ver o URL http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/18399.html

5. Ver o URL www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1286192&idCanal=90

6. “O ministro das Finanças assegurou hoje, em Bruxelas, que o esforço de ajustamento orçamental vai continuar, apesar da melhoria do défice, sem prever uma diminuição de impostos antes do desequilíbrio estar ‘bem abaixo’ dos 3% do PIB”. Ver o URL www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Economia&CpContentId=293231

7. Ver “Gestor vai para a REN após sair da Galp com indemnização milionária” por Lurdes Ferreira, Público 2007-03-27.

8. Ver o URL http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?id_news=79114

publicado por Sobreda às 01:24
Link do artigo | Comentar | Adicionar aos favoritos

.Contacta a CDU Lumiar:

E-mail: cdulumiar@sapo.pt ; Website: http://cdulumiar.no.sapo.pt

.Participar

. Participe neste blogue

.Fotos do Sapo

http://fotos.sapo.pt/login?to=manage