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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Câmaras devolvem facturas do 'Magalhães' ao Estado

O Governo queria dividir a despesa do e-escolinha, que distribui os 'Magalhães', com as Câmaras Municipais, mas estas recusam pagar assinaturas caseiras do acesso à Internet. E as 230 mil inscrições registadas, até hoje, deixam antever que terá de ser o dinheiro do Orçamento estatal a compensar o investimento das operadoras.

Com efeito, as Direcções Regionais de Educação do Norte e Centro enviaram propostas por escrito a todas as autarquias para que fossem estas a pagar o acesso dos alunos à Net em casa, o que implicaria o pagamento, em média, de 50 euros pelo modem e 250 por cada ligação.
É que, com esta medida, o Governo pretendia dividir com as autarquias a factura a pagar no futuro às operadoras que estão a financiar o projecto, visto que o executivo se comprometeu a compensar as empresas de telecomunicações, no caso das verbas que elas estão a investir a fundo perdido não fosse suficiente para pagar o ‘e-escolhinhas’ (programa que gere a atribuição dos computadores).
A possibilidade do Governo ter de recorrer aos cofres do Estado é cada vez mais certa: é que, além da recusa das câmaras, neste momento apenas 230 mil pais se inscreveram - para receber o Magalhães -, ou seja, menos de metade dos 500 mil pretendidos até final do ano lectivo.
Este cenário significa que só muito dificilmente se conseguirá atingir a quantidade de assinaturas suficiente para evitar o pagamento da factura por parte do Governo. E as autarquias não estão dispostas a suportar estes custos desta propaganda governamental.
As autarquias seriam inclusive contactadas pelos operadores de Internet, que lhes apresentariam a factura. Mas a generalidade das Câmaras lembram que se “em todas as escolas do concelho existem ligações à Internet, não faria sentido (serem elas) a suportar este custo” de acessos caseiros à net.
Fora de causa poderia apenas ficar a possibilidade de as autarquias virem a assumir a comparticipação na banda larga, mas apenas às crianças oriundas de agregados familiares com dificuldades económicas.
 
Ver http://dn.sapo.pt/2008/12/29/sociedade/camaras_obrigam_estado_a_pagar_factu.html
publicado por Sobreda às 00:23
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

O fim da volta ao mundo

E o Magalhães terminou repentinamente a sua ‘viagem’. É que afinal nas escolas de Ponte de Lima as prendas eram… fictícias. Foi só para fotografia.

Em dia de visita do primeiro-ministro para as inaugurações dos centros escolares de Freixo e Refoios, no concelho de Ponte de Lima, 260 alunos foram expostos nas salas de aula, sentados à frente daquele que seria o seu computador ‘Magalhães’. Só que, logo após as cerimónias da passada 4ª fª, os pequenos portáteis foram recolhidos e encaixotados de novo.
Afinal, nenhum aluno tem ainda o seu computador, ao contrário do que foi anunciado durante a visita liderada pelo primeiro-ministro, que chegou a perguntar aos alunos se estavam “satisfeitos com a prenda” que tinham acabado de receber, sublinhando até “o brilho nos olhos” das crianças.
“Os computadores foram como uma faísca. Vieram e esfumaram-se logo”, comentou ontem o pai de um aluno, lamentando que as escolas “tenham levado as crianças a participar numa farsa”.
Em causa estão os atrasos nos processos de candidatura dos alunos ao ‘Magalhães’, como confirmaram vários professores. A desculpa da responsável da Direcção Regional de Educação do Norte foi negar que os portáteis tenham sido retirados, garantindo que apenas estão na escola até que os alunos se socializem com a nova ferramenta 1.
Se calhar os alunos ‘queriam’ uma volta ao mundo, navegando na ‘net’ do seu novo computador! Poderão ficar a olhar para ele encaixotado e já vão com muita sorte.
 
Ver www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000090-0000-0000-0000-000000000090&contentid=9EC60C86-FFF9-478E-B25A-5650D9ABEE74
publicado por Sobreda às 00:51
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

O computador que acorda à distância

A Intel revelou esta semana que vai colocar no mercado processadores com capacidade para permitir o acesso remoto a computadores, através da Internet, incluindo a capacidade do equipamento receber ou aceder a dados desta forma.

Alguns computadores já permitem este tipo de funcionalidades, nomeadamente o acesso remoto, mas o aparelho tem de estar ligado. A novidade é usar o modo ‘sleep’, que desactiva muitas funções do computador, embora não o desligue totalmente, poupando assim energia.
A tecnologia, denominada de ‘Remote Wake’, funciona apenas nos computadores com os novos processadores e novo software que estarão no mercado a partir de Setembro, mês em que as primeiras quatro motherboards com processadores da Intel vão estar disponíveis com estas funcionalidades.
O sistema permite que o computador ‘acorde’ para receber chamadas telefónicas, mas apenas de serviços que o utilizador tenha assinado ou de números pré-determinados, evitando telefonemas indesejados. O potencial desta tecnologia é um desenvolvimento importante na gestão informática devido à “capacidade de remotamente ligar computadores”.
Inovador é também esta tecnologia usar a telefonia pela Internet (VoIP - Voice over Internet Protocol) para ‘acordar’ o computador, uma enorme vantagem para quem o usa para chamadas telefónicas através de serviços como o Skype.
 

Ver http://dn.sapo.pt/2008/08/17/media/o_computador_acorda.html

publicado por Sobreda às 00:18
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Magalhães com expectativas a triplicar

A produção do novo computador portátil “Magalhães” está a gerar enormes expectativas de negócio à empresa informática que o vai produzir, a qual prevê, não apenas triplicar a facturação, como a construção de três novas linhas de produção e ainda a contratação de cerca de uma centena de novos trabalhadores.

Os administradores da empresa de Matosinhos já confirmaram o início das obras em instalações contíguas às actuais para a construção de duas linhas de produção com capacidade para produzir 80.000 computadores por mês, com recurso a um turno de 90 trabalhadores.
O êxito das vendas pode, no entanto, alterar estes objectivos e caso as encomendas o justifiquem a linhas de produção poderá funcionar em três turnos, elevando a capacidade para até 240 mil computadores por mês.
Recorde-se entretanto dois pormenores. O projecto “Magalhães” foi apresentado recentemente, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, como “o primeiro portátil português”, estando a ser negociada a sua comercialização para alguns PALOP e outros países, incluindo a Bulgária, Roménia, Marrocos e Argélia.
A empresa produtora do portátil “Magalhães” admite triplicar a facturação na sequência das vendas do novo computador, devendo atingir um volume de negócios de 130 milhões de euros, só este ano, para além dos mercados externos 1.
O segundo pormenor deve-se ao facto de a publicidade governamental ter omitido que se trata afinal de um computador que já existe - o ‘Classmate’ -, não incorpora qualquer inovação de origem nacional, nem é sequer um computador de “última geração tecnológica”.
Com efeito, a Intel já divulgou, no mês passado, que se prepara para apresentar a próxima geração do ‘Classmate’ 3 - a terceira -, o que significa que, para além das expectativas de venda, a versão a construir em Portugal ficará em breve desactualizada.
 
1. Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=359271&visual=26&tema=4
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/297165.html

3. Ver www.infoworld.com/article/07/06/11/Intel-classmate-PC_1.html?source=fssr

publicado por Sobreda às 00:14
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Domingo, 10 de Agosto de 2008

A segunda geração de Magalhães

O Governo lançou mais uma das suas operações de propaganda: o computador ‘Magalhães’. Mas, como já é habitual nestas operações de propaganda, 15% é factual, 70% é simulação, 15% é fraude pura e dura.

A RTP refere que é “um projecto português produzido em Portugal”. A SIC refere que se trata de “um produto desenvolvido por empresas nacionais e pela Intel” e que a “concepção é portuguesa e foi desenvolvida no âmbito do Plano Tecnológico”.
Na realidade, só com muito boa vontade é que o que foi dito e escrito é verdadeiro. O projecto não teve origem em Portugal, já existe desde 2006 e é da responsabilidade da Intel. Chama-se ‘Classmate PC’ e é um laptop de baixo custo destinado ao terceiro mundo e já é vendido há muito tempo através da Amazon.
As notícias foram cuidadosamente feitas de forma a dar ideia que o ‘Magalhães’ é algo de completamente novo e com origem em Portugal. Não é verdade. Felizmente, existem alguns blogues atentos 1.
Para azar do Governo, a fraude foi desmontada quase de imediato. É fraude apresentar o ‘Magalhães’ como o “primeiro computador português”. Trata-se de um computador que já existe (Classmate) e que será montado em Portugal, o que é um pouco diferente. Não incorpora qualquer inovação de origem nacional. Não é um computador de “última geração tecnológica”. Haveria outras soluções, mais avançadas e mais adequadas ao objectivo pedagógico que é afirmado pretender atingir.
O interesse predominante no projecto não é tecnológico nem pedagógico. É o interesse comercial da Microsoft e da Intel. E também o interesse eleitoralista do Governo PS, que distribuirá computadores como aquele outro candidato distribuía electrodomésticos.
Deste modo o primeiro-ministro acaba de aliar-se, sem concurso, à Intel, para destruir o projecto de Negroponte. A empresa de Matosinhos, que já fazia os Tsunamis, recebe assim, sem concurso, todo o mercado nacional do primeiro ciclo.
Tudo se justifica em nome de um número de propaganda política terceiro-mundista. Para os pivots (ex-jornalistas?) das televisões, o importante é debitar chavões propagandísticos em vez de fazer perguntas.
A Intel já divulgou, no final do mês passado, como estando para muito breve a próxima geração - a terceira - do ‘Classmate’ 2. O que significa que precisava de esgotar no mercado a actual versão que em breve ficará desactualizada. Aliás tal como este Governo.
Fica uma convicção no ar: já não há ‘Magalhães’ que salvem este Governo da atenta e justa condenação dos trabalhadores.
 
1. Ver http://blasfemias.net/2008/07/31/outros-nomes-para-o-classmate-pc

2. Ver www.infoworld.com/article/08/07/30/Intel_working_on_third_generation_of_Classmate_PCs_1.html

publicado por Sobreda às 11:20
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Quarta-feira, 25 de Julho de 2007

Infantilidades informáticas

Os objectivos são ambiciosos. Entre outras medidas, que irão afectar sobretudo as escolas do segundo e terceiro ciclo, espera-se até ao final do próximo ano lectivo alcançar a média europeia e ter nas escolas um computador para oito alunos assim como ter Internet em todas as salas de aulas 1. No caso da EB nº 31 do Lumiar, que agrega agora, temporariamente com os da EB nº 109, cerca de 400 alunos, seriam necessários pelo menos 50 computadores.

Porém, a cerimónia de apresentação deste Plano Tecnológico da Educação apresentado antes de ontem pela Ministra da Educação e pelo próprio primeiro-ministro, foi abrilhantada por um grupo de dez crianças contratadas por uma empresa ‘como figurantes’ por ‘três notas’ cada. O governante terá sido apanhado de surpresa pela assistência de meninos contratados 2.

“Chamaram-me e eu vim”, diz uma das crianças, que costuma ser contactada pela agência de ‘casting’ onde está inscrita para fazer figuração em anúncios ou em novelas, tendo já participado nos Morangos com Açúcar, e que vai receber 30 euros por uma manhã de trabalho. Há um funcionário do Ministério da Educação que interpreta o papel de professor e aos miúdos cabe representar de alunos interessados que sabem usar as novas tecnologias. A uma petiz de sete anos coube-lhe um dos papéis mais fáceis da sua curta carreira: uma conta de subtrair. Diz: “Já entrei na Ilha dos Amores. E gosto muito de computadores”.

Interpelados sobre o assunto, os dois governantes não se mostraram preocupados por estarem a estimular o trabalho infantil. “O evento foi organizado por uma empresa que é profissional e por isso quis mostrar como funciona o equipamento”, explicou a ministra. Para o primeiro-ministro, “o Estado cumpre o seu dever de liderar, de mostrar o caminho”. Embora este Estado, como se constata, nem sempre dê o melhor exemplo 3.

 

1. Ver http://dn.sapo.pt/2007/07/24/sociedade/um_computador_para_cada_aluno_numa_e.html

2. Ver www.24horasnewspaper.com/mostranews.php?id=6710

3. Ver http://dn.sapo.pt/2007/07/24/sociedade/alunos_interessados_custam_euros.html

publicado por Sobreda às 01:48
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