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Domingo, 16 de Agosto de 2009

A história da rã e do lacrau

Abria uma pessoa os jornais da passada semana e descobria com encanto que os esforços corajosamente defendidos pelo Governo do PS quando proclamou; antes de mais, é necessário salvar as instituições financeiras! – temos de reconhecer que tais esforços, que tanto custaram à sociedade portuguesa – afinal resultaram! E de que maneira!
O Jornal de Notícias bramava em gordas letras que os bancos lucraram 4 milhões de euros POR DIA no primeiro semestre deste ano. Informava-nos também que quatro das maiores instituições privadas ganharam 460 milhões em meio ano. O BES anunciava uma quebra de 6%, mas com lucros de 460 milhões de euros. O BCP, confessando uma subida de apenas 4,5 %, reconhece lucros de 147 milhões, e o BPI uma subida de 880% nos primeiros 6 meses do ano.
Está salva a Banca, garantida a saúde das instituições financeiras! Já só falta salvar o País.
Mas estes números levam-me a certas reflexões.
Quem estará afinal a pagar a crise? Não estará a crise a servir de pretexto para um aperto de torniquete do capital aos direitos e conquistas dos trabalhadores e das populações?
Não há nada de tão útil para um pensamento como reflectir nele. E a quem se rir desta afirmação poderá dizer-se que a actividade humana dependeu sempre essencialmente da reflexão de uma percepção prévia.
Defrontamos hoje o determinismo de uma autonomeada modernidade que segue o caminho errado de falhadas profecias. Arguto e aliciador, o capitalismo faz todas as promessas de ideias caducas, sabendo bem que não as pode cumprir. Mais: na sua avidez de lucro, vai matando a galinha de ovos de ouro, que hoje não se reduz apenas à exploração da força de trabalho, mas ameaça destruir o próprio mundo. É suicidário?
Tal como na lenda em que o lacrau pediu à rã para o ajudar a atravessar o rio. A meio da corrente cravou-lhe no dorso o veneno do seu ferrão, dizendo-lhe enquanto ambos se afogavam: «Que queres? Não posso fugir à minha natureza»...
Que o nosso mundo não se resigne a ser a rã transportando docilmente o lacrau capitalista.
 

Aurélio Santos

Publicado no Jornal " AVANTE " de 13.08.2009

publicado por teresa roque às 10:14
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Domingo, 9 de Agosto de 2009

Os «porquinhos» de Sócrates

Em matéria de promessas e demagogia dificilmente se encontrará, reconheça-se, quem se possa bater com Sócrates e PS. Em matéria de promessas conheciam-se já bastas variedades: as que se anunciam e rapidamente se esquecem; as que se formulam com o premeditado intuito de vir a fazer exactamente o contrário; as que se prometem, seguros, à partida, de que não é possível vir a cumpri-las no mandato. Esgotado pela prática de quatro anos de governação o manancial mais vulgarizado de promessas, Sócrates não quis deixar de surpreender o País.
A «conta-poupança bebé» é nesta matéria arrasadoramente inovadora: a ideia de, nasça agora e tome lá 200 euros em 2027, é um rasgo inimitável, um raro momento de luz na penumbra das já gastas promessas de 2005. Um daqueles geniais momentos de elaboração só possíveis se ditados, ou por uma sábia inspiração em experiência viva – no caso pelo conhecido anúncio de uma instituição bancária para aliciar novos depositantes (popularizada na ideia do «porquinho do BES») - ou por genuína preocupação com a escassez de lucros da banca (limitados neste primeiro semestre, no que respeita aos quatro principais bancos privados, a uns modestos 760 milhões de euros).

Conhecida que é a política de comissões bancárias e a insolvência de um número significativo das famílias, bem se pode dizer que os cerca de 40 milhões de euros destinados na legislatura, segundo o PS para justificar a solvência orçamental da medida, se consumirão por inteiro na voragem bancária bem antes dos destinatários poderem daqui a 18 anos construir, com os agora prometidos 200 euros, aquela nova vida que sabiamente, duas décadas antes, um engenhoso engenheiro arquitectou.
Nesta «vara larga» de promessas, nas quais a ideia dos porquinhos até ganha concordante semântica, bem se pode dizer que se para os pretensos destinatários o saldo é nulo, já para a banca entra «chouriço e sai porco».

 

Jorge Cordeiro, Publicado no Jornal "AVANTE" de 06.08.2009

publicado por teresa roque às 00:48
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Domingo, 29 de Junho de 2008

O Estado perdoou à Banca milhões de euros!

Num estudo de Eugénio Rosa, o economista recorre a dados de um recente relatório do Banco de Portugal  para demonstrar que a taxa de imposto (IRC + Derrama) paga pela banca continua muito inferior à legal, e à paga pela generalidade das empresas,  tendo até diminuido entre 2006 e 2007, o que determinou que só em 4 anos (2004-2007) o Estado tenha perdido 1.563 milhões de euros de receitas fiscais.

 

Ler Estudo de Eugénio Rosa 

 

publicado por teresa roque às 19:27
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Estudo de Eugénio Rosa sobre os impostos pagos pelo sector bancário

O ministro das Finanças e o próprio 1º ministro, durante o debate do Orçamento do Estado de 2007, comprometeram-se tomar medidas para que a banca pagasse uma taxa de imposto efectiva igual à paga pelas outras empresas. Tudo palavras ocas, como o demonstra este Estudo, que utilizando os próprios dados divulgados pela Associação Portuguesa de Bancos, demonstra que apesar dos lucros obtidos pela banca serem superiores aos de 2006, o valor do imposto pago pela banca baixou em cerca de 29%.

Ler Estudo Completo 

 

publicado por teresa roque às 10:29
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