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Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Novo blogue da AMBCVL

A Associação de Moradores do Bairro da Cruz Vermelha do Lumiar (AMBCVL) foi fundada no ano de 1994 (Diário da República nº 146, III série, de 27 de Junho) em resultado do esforço de um grupo de moradores residentes no bairro que dá nome a esta Associação situada na freguesia do Lumiar.

A motivação destes moradores foi a de tentar que os problemas do seu bairro não caíssem no esquecimento dos autarcas e governantes da cidade e do país. A totalidade dos fundadores residia na Rua Maria Margarida, lotes 3, 4 e 5, do bairro da Cruz Vermelha. Dos fundadores só um era natural de Portugal, os restantes eram naturais de Cabo Verde.
A sede actual - a terceira desde 1994 - situa-se na Rua Maria Carlota, nº 8, Loja A, junto à zona do bairro que acolheu várias centenas de habitantes oriundos de outras zonas de realojamento.
O objectivo estatutário da associação consiste em criar e melhorar as infra-estruturas de apoio directo à comunidade residente, nomeadamente, através de uma melhor iluminação pública, de uma eficaz segurança policial, da criação de recintos desportivos e zonas verdes, da resolução dos problemas relacionados com habitação, da promoção o aperfeiçoamento social, cultural, físico e cívico.
Um dos desafios, entretanto conquistado, foi a de ter uma sede definitiva para a associação.
Desde o seu início a associação de moradores teve o cuidado de informar regularmente os moradores do bairro das principais questões do seu interesse, quer por correio, quer organizando sessões de esclarecimento, quer apelando à sua participação em sessões públicas da Junta de Freguesia e da CML.
Para além de informar, a Associação de moradores preocupa-se em exercer uma forte pressão política, quer através da sua presença nas reuniões públicas na Junta e Assembleia de Freguesia do Lumiar, quer através de reuniões com as várias vereações da CML, quer com os vários partidos políticos representados na Assembleia da República, quer ainda reunindo com outras associações de moradores.
Entre as actividades culturais, sociais e desportivas é de referir a organização de festas populares, passeios regulares a várias zonas do país, campanhas de sensibilização cívica, organização de um espaço para explicações escolares, organização de uma equipa de futebol, criação de um grupo de ciclismo, criação de um espaço de convívio para os associados, entre outras.
No que diz respeito à resolução dos problemas ligados à habitação, vêm manifestando uma actuação especialmente empenhada, nomeadamente, na legalização de situações irregulares, transferências e desdobramentos de famílias de forma a viverem de forma condigna e legal em casas no bairro. Graças à actuação persistente da Associação foi possível incluir as mais de 200 famílias no programa PER (Programa Especial de Realojamento) que habitavam na zona mais antiga do bairro.
Um outro exemplo expressivo da sua actuação foi a luta contra o desaparecimento de um edifício histórico do bairro (situado ao lado da creche) que se encontrava em escombros, e cujo futuro estava bloqueado por divergências entre a Santa Casa da Misericórdia e a CML, e após a intervenção conciliadora desta associação foi possível resolver o problema a favor do bairro, sendo hoje um Centro de Artes e Formação, gerido pela Junta.
Esta Associação pretende, em síntese, preparar o presente para construir e melhorar o futuro, certos de que só com uma intervenção participativa e reivindicativa dos moradores é que as suas expectativas e necessidades poderão ser alcançadas! Agora diversificam os seus meios de comunicação através do seu primeiro blogue.
 
Ver http://ambcvlumiar.wordpress.com
publicado por Sobreda às 01:17
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Quarta-feira, 4 de Março de 2009

CDU de Lisboa

 

Consulte também periodicamente o blogue da CDU de Lisboa em http://cdudelisboa.blogspot.com

 

Temas: ,
publicado por Sobreda às 01:44
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

Copiar continua a não valer

Antigamente, muito antigamente, quando a escola ainda era risonha e franca, os professores eram velhos e tinham cãs (ainda haverá hoje quem saiba o que isto quer dizer, para lá dos fanáticos das palavras cruzadas?) e barbas brancas que infundiam respeito e criavam simpatia (ainda haverá hoje alguém que recorde esta poesia que a minha geração aprendeu de cor?).
Copiar era coisa muito feia. Era-se penalizado por isso. Podia reprovar-se num exame por isso. “Ser apanhado a copiar” era expressão temida por causa das consequências que trazia consigo.
Claro que não havia certamente aluno nenhum que não o tentasse em momento de aperto, pedindo ao colega da frente que o deixasse olhar para uma resposta que lhe escapava; ou trazendo de casa minúsculas cábulas que enfiava nos punhos da camisola ou noutro lugar mais propício a uma rápida consulta, cada um tentando inventar maneiras mais subtis e originais de as fazer, sem se lembrarem de que os professores também tinham passado por essa fase e sabiam o que eles próprios também tinham ‘inventado’ em matéria de copianço.
Mas todos sabiam que estavam a copiar e que isso não era exactamente uma coisa muito louvável. Hoje em dia são os professores que ensinam os alunos a copiar. Que os incentivam a copiar. Hoje em dia a cópia está institucionalizada. Hoje em dia os alunos nem entendem que possa ser de outra maneira.
Chamem-lhe o que quiserem ‘descarregar’, ‘fazer download’, o que quiserem: nunca deixará de ser uma cópia.
Eu chego a uma escola e ouço: “Os alunos fizeram muitos trabalhos a seu respeito”. E encontro 50, 100, 200 trabalhos rigorosamente iguais; iguais, por sua vez, aos que já tinha encontrado na escola anterior, e na outra, e na outra, com os mesmos erros (nem a ‘Wikipedia’ nem o ‘Google’ são infalíveis), com as mesmas desactualizações, com palavras difíceis de que nenhum deles sabe sequer o significado, etc.
Os meninos são ensinados a mexer num computador, a carregar nos botõezinhos necessários para que o texto apareça, mas depois ninguém lhes ensina que isso não basta, e que trabalhar e pesquisar não é isso. Isso é, pura e simplesmente, copiar. E, como se dizia no meu tempo, copiar não vale. É claro que, quando lhes tento explicar isto, eles nem entendem de que é que eu estou a falar. O pior é que os professores, quase todos eles muito jovens, também não.
Sorriem, ah como os meninos se esforçaram (?), ah como os trabalhos estão tão bem apresentados, e eu acabo por sorrir também, eu entendo que hoje em dia ser professor não é fácil, mas fico a pensar o que vão aqueles meninos fazer depois, quando mais tarde lhes exigirem mesmo outro tipo de pesquisa e eles não souberem o que é que lhes estão a pedir. [Depois não se queixem da falta de criatividade destes futuros adultos…].
É evidente que, como em tudo, há uma ou outra (mas tão rara) excepção, quase sempre até em escolas com grandes dificuldades e longe dos grandes centros, onde a tecnologia ainda não chegou em força e eles têm, coitados, de puxar pela cabeça.
 
Ler Alice Vieira IN http://jn.sapo.pt/2008/02/03/opiniao/copiar_vale.html
publicado por Sobreda às 20:57
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Domingo, 13 de Janeiro de 2008

Carnide edita Newsletter

A Junta de Freguesia de Carnide deu início em Novembro à distribuição electrónica da sua nova ‘Newsletter’, de que até ao momento já foram editados 3 números.

 

 

Num dos prefácios lê-se que “a informação tem sido para nós uma peça fundamental no nosso trabalho autárquico. Temos tentado comunicar com todos com rigor, transparência e regularidade utilizando diversos meios e formas. O Boletim Informativo (em formato papel, com edição mensal 1) é um desses exemplos, um instrumento que chega todos os meses às caixas de correio dos Carnidenses”.
Dando sequência a esta ligação de proximidade informativa aos seus munícipes, o executivo da Junta, pela voz do seu Presidente Paulo Quaresma, afirma ter optado aprofundá-la com esta “nova forma (electrónica) de comunicar”.
Deste blogue se enviam os melhores votos para mais esta iniciativa comunicacional. Assim outras Juntas tivessem o mesmo rigor e energia de trabalho de proximidade junto dos seus fregueses. Que lhes falta? Coragem ou falta de trabalho autárquico relevante?
 
1. Ver www.jf-carnide.pt/pb_boletins.php
publicado por Sobreda às 10:54
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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

E Telheiras ali tão perto

Ai, alguém esteve quase morto no deserto e, afinal Telheiras estava ali tão perto.

Mas onde fica esse bairro? Como lá chegar?

“2ª Circular direcção Colombo e entrada no Eixo Norte-Sul. Telheiras fica entre o estádio de Alvalade e o Estádio da Luz.

À esquerda, o Estádio da Luz, o Colombo e o Media Market, o Colégio Militar, as Torres de Lisboa.

Atravessemos o bairro. Lá estão o Parque dos Príncipes, o Carrefour, o Feira Nova, o Notário, as escolas de Ensino básico e Secundário, a Escola Alemã.

Mais o Metro, o Ginásio, os recintos desportivos.

As lojas, esplanadas, cafés e Restaurantes, os 6 bancos.

À direita o Sporting, o Alvaláxia e o centro de transportes do Campo Grande”.

E, já agora, não esquecer a Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro.

Se quer conhecer melhor o bairro, veja as fotos no novíssimo blogue sobre… Telheiras.

 

Ver http://telheiras-lisboa.blogspot.com

publicado por Sobreda às 00:52
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Sábado, 13 de Outubro de 2007

Blogosfera activa

Cerca de meia centena de profissionais ligada à gestão cultural, nomeadamente proveniente de museus e autarquias, está a participar nos 1ºs Encontros de Gestão Cultural/Fórum Cultura e Criatividade ‘07, que têm como objectivo convidar à reflexão sobre a gestão e a economia da cultura em Portugal, segundo os organizadores.

Segundo uma intervenção, “a Internet deixou de ser passiva e a blogosfera é um instrumento extraordinário para promover os museus, ligá-los entre si e atrair visitantes”. A blogosfera é, por isso, um universo na Internet a que recorrem cada vez mais pessoas ligadas aos museus para divulgar exposições e outras actividades que atraiam visitantes, mas não só.

Um blogue é um registo na Internet criado por um ou vários autores, contendo opiniões, informações, e imagens que tem a particularidade de ter actualizações muito frequentes (weblog) e conter ligações à comunidade da blogosfera, criando uma rede em permanente comunicação.

Ora “como a área da cultura não tem geralmente meios financeiros, os blogues são uma forma barata e muito útil de divulgar as exposições e as actividades dos museus”, sublinhando que esta é uma ferramenta fácil de usar, que permite criar ligações e intensificar a comunicação entre pessoas 1.

É um mundo de informações e opinião que se abre à escrita rápida, à visão dos seus criadores, à crítica (ainda não espartilhada por critérios editoriais). A blogosfera revolucionou a forma de comunicar, dizem internautas e especialistas. Influenciou os media e, se não é jornalismo, uma e outro “podem e devem complementar-se”. Estima-se a existência de cerca de 30 milhões de weblogues na Net 2.

 

1. Ver http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=299048

2. Ver http://dn.sapo.pt/2007/02/26/media/blogosfera_e_jornalismo_devem_comple.html

publicado por Sobreda às 01:17
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Crianças tecnológicas

Um estudo publicado no Reino Unido revela que uma grande parte das crianças em idade escolar não é acompanhada pelos pais nas suas tarefas, devido à falta de conhecimentos e confiança em áreas tecnológicas, às quais os jovens se vão habituando cada vez mais cedo.

Para resolver esta questão, as autoridades britânicas promoveram hoje a primeira edição da iniciativaGet online day, através da qual os centros on-line do país vão receber estes pais para lhes darem algumas dicas sobre o mundo da Web, nomeadamente dando a conhecer sites e serviços que os podem ajudar a lidar com as suas dificuldades.

São cada vez mais as funcionalidades que as escolas colocam on-line, desde a possibilidade de consultar horários, aos resultados de exames, até à própria inscrição.

Esta iniciativa é uma oportunidade para as famílias “terem um cheirinho do que podem fazer na Internet e o que a Internet pode fazer por elas”. Eis uma interessante iniciativa.

 

Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=60425

Temas:
publicado por Sobreda às 01:16
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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007

Os riscos da Internet

Estão as crianças europeias demasiado confiantes perante os riscos da Internet? Podem os pais confiar na sua filha de 13 anos que ‘surfa’ na Web? Estarão absolutamente seguros de que a conversa que o seu filho de 11 anos está a ter ao telemóvel é inofensiva? Um inquérito em grande escala efectuado pela Comissão às crianças europeias procurou saber como utilizam os novos meios de comunicação. O inquérito revela que, para a jovem geração de europeus, a utilização da Internet e do telemóvel é prática corriqueira. Em geral, os jovens estão a par dos riscos da utilização desses meios de comunicação, mas, perante um problema, apenas em último recurso pedem ajuda a um adulto.

Foi no âmbito de um inquérito do Eurobarómetro que foram entrevistadas crianças dos 9 aos 10 e dos 12 aos 14 anos dos 27 Estados-Membros e também da Noruega e da Islândia. As crianças foram circunstanciadamente inquiridas sobre o modo como utilizavam as tecnologias em linha e como reagiam aos problemas e riscos quando utilizavam a Internet e os telemóveis.

O inquérito veio mostrar que a forma como as crianças utilizam as novas tecnologias é muito semelhante por toda a Europa. Na Internet, os jogos, o ‘surfing’ e a comunicação são as actividades preferidas, nos telemóveis, são o envio de mensagens escritas (SMS) e as chamadas para os pais e amigos. A maioria utiliza a Internet várias vezes ao dia e possui o seu próprio telemóvel. A utilização da Internet é, em certa medida, limitada pelos pais, ao passo que a do telemóvel é muito mais livre e menos vigiada.

Para a Comissária Europeia responsável pela Sociedade da Informação e os Meios de Comunicação Social “é estimulante observar a confiança com que a juventude europeia adere às tecnologias digitais (...) Mas é necessário continuar a sensibilizar as pessoas, sobretudo os pais, para as oportunidades e os riscos dos novos meios de comunicação. Quando está em causa a segurança dos nossos filhos, todo o cuidado é pouco”.

Nas palavras de uma das crianças: “Os meus pais não querem que eu esteja mais de uma hora ou duas na Internet porque faz mal aos olhos. Por mim, ficava mais tempo, mas eles têm razão”. (rapaz de 9-10 anos, Roménia)

Os resultados mostram que, de um modo geral, as crianças estão bem cientes dos potenciais riscos da Internet, como a segurança, os vírus, o acesso a conteúdos não desejados, o roubo da identidade e o contacto potencialmente perigoso com estranhos.

“Os piratas são um perigo, podem espalhar vírus que destroem o disco duro ou copiar tudo o que temos no computador, como senhas, documentos, etc.” (rapaz do grupo dos 9-10 anos, Portugal).

Muitos estão também cientes da necessidade de tomar precauções. “Não dar dados pessoais na Internet nem o número do telemóvel a desconhecidos” (rapariga de 12-14 anos, Luxemburgo).

Algumas crianças admitiram, porém, já terem tido comportamentos de risco e algumas reconheceram terem sido assediadas e terem tido contactos com estranhos. “Combinei encontrar-me com ele numa estação e, quando vi que era um homem horroroso de 44 anos, fui-me embora!” (rapaz de 12-14 anos, Dinamarca).

Embora os jovens conheçam os riscos e as precauções a tomar, a maioria prefere resolver os problemas por si ou com a ajuda de amigos, apenas falando deles aos pais em último recurso e nos casos mais graves. “Diria a toda a gente menos aos meus pais. Teria demasiado receio que a minha mãe confirmasse o que ela própria teme e me impedisse de frequentar salas de conversa” (rapariga, 9-10 anos, Alemanha).

Os resultados do inquérito do Eurobarómetro ajudarão a Comissão a aperfeiçoar o programa comunitário ‘Internet mais Segura’ (Safer Internet) de forma a melhor contribuir para a segurança das crianças europeias que utilizam a Internet e o telemóvel. O próximo dia da ‘Internet mais Segura’ será a 12 de Fevereiro de 2008. E em sua casa, confia em segurança na ‘net’?

Ver EU Press Release IP/07/1227, http://ec.europa.eu/saferinternet e http://ec.europa.eu/information_society/activities/sip/eurobarometer

publicado por Sobreda às 01:36
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Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

Acabou a Internet à borla

Uma jornalista free-lancer, 'em trânsito' entre Paris e Nova Iorque, decidiu gozar umas férias em casa dos pais, no Lumiar, em Lisboa. Uma das boas surpresas que teve quando chegou foi descobrir que o renovado jardim da Quinta das Conchas, perto de sua casa, tinha acesso livre e gratuito à Internet, através de uma parceria entre a CML e três operadoras. Mas foi 'sol de pouca dura'. Recentemente, quando tentou aceder à net sem fios, na esplanada do café, com o seu computador portátil, já não conseguiu.

“Ai é? Acabou? Que ridículo!”, reagiu, indignada, quando foi informada que o projecto “Jardins Digitais” - em funcionamento em 21 jardins e miradouros da capital - tinha mesmo acabado. “Era uma ideia tão boa. É uma pena que desfaçam”, disse, mostrando-se esperançada em que o executivo municipal que aí vem retome o projecto.

“Espero que não o abandonem completamente porque é uma coisa que vai inevitavelmente acontecer. Por uma vez na vida, tenham um bocadinho de visão” lamentando a ‘pouca vida’ dos jardins de Lisboa. Em seu entender, este tipo de iniciativas pode ajudar a que deixem de ser só os ‘velhos e as crianças’ a utilizá-los.

O responsável pela cafetaria e pelo restaurante da Quinta das Conchas, utilizou várias vezes a Internet e conta que no café chegou a haver 10 pessoas ligadas em simultâneo. Embora os clientes não tenham ainda começado a queixar-se do fim deste projecto, este responsável admite que seria bom que continuasse. “Para quem tem tempo o lugar é gostoso. Sempre é melhor do que estar dentro de casa”. Diz no seu português do Brasil, que só há pouco tempo é que soube da existência de Internet à borla nos jardins. Costumava utilizá-la quando ia ao miradouro da Graça onde, esta semana, ainda havia ligação, apesar do cartaz de promoção já ter sido retirado. “É o máximo poder estar aqui na esplanada a mandar e-mail's e a navegar”, disse lamentando que o projecto venha a acabar.

Uma das empresas que fornecia Internet sem fios a 21 jardins e miradouros da capital faz um balanço positivo, embora admitindo que o projecto ficou aquém das expectativas, dado que não conseguiu alcançar os objectivos de mobilização dos utilizadores.

O projecto resultou de um protocolo assinado pela CML, em Setembro do ano passado, com três empresas, sendo posteriormente objecto de uma avaliação. Era suposto o Instituto Superior Técnico acompanhar o projecto, averiguando a receptividade dos munícipes a este tipo de serviço e tecnologia, de modo a orientar os moldes em que a CML poderia investir nesta área no futuro. Mas, não se conseguiu apurar se esse trabalho foi feito e, entretanto, a Comissão Administrativa que gere a Câmara até à tomada de posse do novo executivo explica que o protocolo com as empresas terminava em Junho.

E a Internet à borla foi-se.

 

Ver http://jn.sapo.pt/2007/07/27/pais/acabou_a_internet_a_borla_jardins_e_.html

publicado por Sobreda às 01:26
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

Os donos das notícias

A permanente tentativa de manipulação e controlo exercida pelo Governo sobre os órgãos de comunicação social e sobre os jornalistas leva-nos a interrogar sobre ‘quem faz as notícias’.

Chefes de redacção, directores de programação, editores de política e outros, reconheceram ter sido contactados pelo gabinete do Primeiro Ministro, e até pelo próprio, no sentido de impedir que fossem tornadas públicas notícias sobre o seu percurso escolar. Reconheceram, ainda, que tal procedimento é regular e habitual não apenas por parte deste Governo, como também de governos anteriores. Mas, em vez da indignação e da denúncia, cada um dos envolvidos optou por reiterar que não se tratou de qualquer tipo de pressão ou condicionamento da liberdade (e da obrigação) de informar o público.

A ofensiva desenvolvida pelo actual Governo tem sido facilitada, em larga medida, pelo posicionamento da comunicação social dominante que, registe-se, está hoje concentrada nas mãos de quatro grandes grupos económicos - Impresa, Cofina, Media Capital, Impala - isto para além do próprio Estado (Lusa, RDP e RTP) e da Igreja (Grupo Renascença e uma parte significativa da imprensa regional). Os benefícios que o grande capital tem retirado desta política estão, por sua vez, reflectidos na forma como a comunicação social (propriedade sua) se posiciona em relação às medidas do Governo.

A necessidade de controlo dos media por parte do Governo não se fica (nem descansa) nas relações de propriedade e promiscuidade entre poder político, poder económico e órgãos de comunicação social, estende-se também à definição diária do conteúdo dos telejornais, dos noticiários das rádios ou das notícias de jornais. Intromete-se na escolha das chefias das redacções, de comentadores e analistas políticos (cada vez em maior número). Procura determinar o assunto, a agenda do dia, o facto político. Prepara e aprova legislação, nomeadamente um novo Estatuto do Jornalista, cujo objectivo é consolidar estes mecanismos de manipulação informativa.

Os telefonemas que o sr. Primeiro Ministro fez nestes dias não foram um impulso ou um gesto pouco reflectido, são uma prática que ilustra o facto de que a censura do nosso tempo não está assim tão distante do lápis azul.

Sobra a informação que circula na Internet e nos blogues. Aqui não se claudica perante o lápis azul.

publicado por cdulumiar às 11:41
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Domingo, 8 de Abril de 2007

Eu blogo, tu blogas…

Apesar de ser um fenómeno relativamente recente, em poucos anos os blogues conheceram uma difusão extremamente célere na Rede, impondo-se como um novo modelo de comunicação que põe diariamente em contacto e em confronto pessoas e ideias, transformando a Internet numa imensa infra-estrutura de discussão, e criando uma comunidade cuja única regra é a relação. A revolução que os blogues estão a operar, em tempo real, no nosso quotidiano, desafiam a nossa visão do papel das novas tecnologias na sociedade, num futuro não muito distante 1.

O primeiro blogue nasceu há dez anos e o fenómeno tem vindo a acompanhar a evolução da Internet, numa espécie de universo paralelo. Em Portugal a blogosfera nunca foi tão vibrante, conseguindo até, nalguns casos, influenciar a própria agenda noticiosa. Foi em Abril de 1997 que terá surgido o conceito blogue. Passaram 10 anos e ainda subsiste a dúvida sobre o verdadeiro inventor. Esta é a realidade do fenómeno, são tantos os curiosos, muitos desistem, mas os resistentes são entusiastas, alimentando a internet com um fenómeno paralelo: a blogosfera.

Tudo terá surgido com um artigo publicado no site Scripting News, a 1 de Abril de 1997. Dave Winer afirma-se como o primeiro blogger, mas não existe consenso sobre esta matéria. Isto porque a expressão weblog só surgiu em Dezembro do mesmo ano, enquanto que a designação final - blogue - foi inventada por Peter Merholz 2.

Segundo os dados compilados no relatório State of the Live Web, entre Março de 2005 e Março de 2007, o número de blogues passou de oito milhões para 72 milhões. Enquanto há dois anos, todos os dias eram criados 25 mil novos blogues diariamente, até ao final de Março foram criados 72 milhões de blogues em todo o mundo. Em 2007, são criados 120 mil novos, três a cada dois segundos, e a moda dos diários pessoais on-line, que ganhou força há cerca de cinco anos, espalhou-se rapidamente por todo o mundo. Os bloguistas japoneses são hoje os mais prolíficos, logo seguidos dos ingleses e chineses 3.



Surge, então, a discussão sobre uma espécie de ameaça dos bloggers aos próprios jornalistas. Será que vão poder concorrer com os jornais quando conseguirem juntar notícias e opinião? Neste momento só conseguem ter opinião, embora haja notícias que nasceram na blogosfera. Pelo menos em Portugal, ainda ninguém paga a um blogger para escrever. O panorama nacional pode não ser esse, mas aqui ao lado, em Espanha, esse patamar já foi alcançado, com bloggers profissionais agregados no site Weblogs SL.

Há até quem já suplique “Queremos que bloguees con nosotros” 4.

Nós por cá blogamos. E vós, também blogais?


1. Geração blogue, Ed Presença, 2007

2. “Blogar ou não blogar, eis a questão” por Filipe Caetano citando Pedro Rolo Duarte, PDiário 2007-04-03, no URL www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=793756&div_id=291

3. Ver http://dn.sapo.pt/2007/04/06/opiniao/ja_existem_milhoes_blogues_mundo.html

4. Ver www.weblogssl.com/2007/02/20-queremos-que-bloguees-con-nosotros

publicado por Sobreda às 00:29
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