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Terça-feira, 9 de Março de 2010

CML - Segunda Circular e Calçada de Carriche entre as 280 vias que vão ser alvo de intervenções em 2010

Cá estamos p'ra ver!!


Lisboa, Portugal 09/03/2010 14:28 (LUSA)
Lisboa, 09 mar (Lusa) - A Câmara Municipal de Lisboa vai, ao longo deste ano, fazer obras no pavimento de 280 vias da cidade, entre as quais a Segunda Circular e a Calçada de Carriche, que implicarão restrições de mobilidade para os automobilistas.
Segundo o vereador da Mobilidade, Infra-Estruturas e Obras Municipais, Fernando Nunes da Silva, ao todo são 115 mil metros quadrados de intervenções, que representam um investimento de 8 800 milhões de euros.
A Segunda Circular sofrerá reparações entre o LNEC e a saída para o RALIS, na direção Benfica/Aeroporto, com previsão de conclusão em maio, enquanto que a repavimentação da Calçada de Carriche deverá estar concluída em julho.
A Avenida do Brasil, a Avenida Padre Cruz, a avenida da Ilha da Madeira, a praça Paiva Couceiro, a zona envolvente ao Príncipe Real, a avenida de Brasília e a dos Defensores de Chaves são outras vias que irão ter obras.
As ruas de interior de bairro também vão sofrer intervenções, à medida que os esquemas de mobilidade dentro dos bairros vão sendo concluídos.
"Não há milagres. Não há grande capacidade de fazer desvios de trânsito muito significativos. Vão haver sacrifícios. Quando estou a fazer intervenções na Calçada de Carriche e na Segunda Circular tenho de impor restrições", admitiu Nunes da Silva.
"Vamos tentar que o impacto para os automobilistas seja o menor possível", acrescentou, salientando que o investimento em arruamentos representa este ano um aumento de 40 por cento em relação a 2009.
Nunes da Silva realçou, contudo, que a verba para os arruamentos está dependente da aprovação do Orçamento da autarquia lisboeta pela Assembleia Municipal (AML).
"Estamos a viver dos duodécimos, não temos orçamento aprovado, porque o executivo não tem maioria na AML e é preciso que as pessoas saibam que as obras só não se fazem por causa da chuva ou por boicote por parte da AML", afirmou.
O vereador considerou que "este inverno tem sido preocupante por causa da muita pluviosidade numa cidade velha, onde durante demasiados anos não se fizeram intervenções nos arruamentos".
"Não vale a pena fazer intervenção nestes buracos enquanto a chuva não parar", disse, salientando que tapar buracos é caro e ineficaz quando se tem chuva permanentemente.
"O que é importante é o que vai acontecer a seguir. Vamos fazer intervenções de fundo e a partir do próximo ano esperamos fazer isso de forma sistemática, esperando que daqui a 10 anos teremos as ruas de Lisboa como deve ser", considerou.
Segundo dados da CML, em 2009, a autarquia registou 796 queixas de cidadãos relacionadas com o mau estado do pavimento, quando no ano anterior apenas se verificaram 470 e, em 2007, 486.
Este ano, já se verificaram 100 queixas de munícipes devido ao mau estado dos arruamentos. "Estamos a pagar 60 mil euros por ano em indemnizações o que é significativo", acrescentou.
RCS.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/fim
publicado por cdulumiar às 17:08
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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

CDU: Oposição e trabalho ao serviço da população de Lisboa

 
Devido à onda de especulação que parece estar a levantar-se em algumas Redacções, a CDU de Lisboa esclarece o que se segue.
 
Não foi firmado nem está a ser preparado qualquer acordo global para a Cidade.
 
A CDU na Cidade de Lisboa, no quadro da afirmação do seu projecto e dos seus compromisso, tomará a iniciativa e bater-se-á pelas propostas necessárias à defesa e valorização da Cidade de Lisboa e dos interesses da sua população e combaterá todas as medidas negativas da gestão PS.
 
A CDU afirmará esta posição própria e independente na Câmara, na Assembleia Municipal e nas Freguesias.
 
É nesta base que após as eleições autárquicas, em que é absolutamente natural que as forças políticas conversem para analisar como construir a viabilidade do funcionamento dos órgãos autárquicos, que se verificaram contactos da CDU com o PS e outras forças políticas para analisar o problema da constituição dos executivos nas Juntas de Freguesia de Lisboa e da Mesa da Assembleia Municipal.
 
A posição da CDU quanto à Mesa da Assembleia Municipal de Lisboa e à sua Presidência será marcada pela análise independente que fará tendo em conta os resultados eleitorais e a adopção de medidas que favoreçam o melhor funcionamento da Assembleia.
 
Em relação às Juntas de Freguesia, as organizações e os eleitos locais analisam caso a caso em cada freguesia e no quadro da independência política da CDU, se convidam outras forças para os executivos a que a CDU preside ou se aceitam integrar executivos presididos por outras forças políticas como sempre aconteceu depois de um acto eleitoral autárquico, sempre em defesa dos interesses da Cidade.
 
Tudo o resto que se escrever não passa de mera especulação.
 
A CDU continua a entender que é nas políticas que está a solução para os problemas da Cidade e não nos cargos e pessoas. É pois pela mudança necessária nas políticas que a CDU e os seus eleitos continuarão a bater-se nos órgãos agora eleitos.
 
Lisboa, 27 Outubro de 2009
A CDU de Lisboa
publicado por cdulumiar às 17:00
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Comunicado CDU: Oposição e trabalho ao serviço da população de Lisboa

Devido à onda de especulação que parece estar a levantar-se em algumas Redacções, a CDU de Lisboa esclarece o que se segue.
 
Não foi firmado nem está a ser preparado qualquer acordo global para a Cidade.
 
A CDU na Cidade de Lisboa, no quadro da afirmação do seu projecto e dos seus compromisso, tomará a iniciativa e bater-se-á pelas propostas necessárias à defesa e valorização da Cidade de Lisboa e dos interesses da sua população e combaterá todas as medidas negativas da gestão PS.
 
A CDU afirmará esta posição própria e independente na Câmara, na Assembleia Municipal e nas Freguesias.
 
É nesta base que após as eleições autárquicas, em que é absolutamente natural que as forças políticas conversem para analisar como construir a viabilidade do funcionamento dos órgãos autárquicos, que se verificaram contactos da CDU com o PS e outras forças políticas para analisar o problema da constituição dos executivos nas Juntas de Freguesia de Lisboa e da Mesa da Assembleia Municipal.
 
A posição da CDU quanto à Mesa da Assembleia Municipal de Lisboa e à sua Presidência será marcada pela análise independente que fará tendo em conta os resultados eleitorais e a adopção de medidas que favoreçam o melhor funcionamento da Assembleia.
 
Em relação às Juntas de Freguesia, as organizações e os eleitos locais analisam caso a caso em cada freguesia e no quadro da independência política da CDU, se convidam outras forças para os executivos a que a CDU preside ou se aceitam integrar executivos presididos por outras forças políticas como sempre aconteceu depois de um acto eleitoral autárquico, sempre em defesa dos interesses da Cidade.
 
Tudo o resto que se escrever não passa de mera especulação.
 
A CDU continua a entender que é nas políticas que está a solução para os problemas da Cidade e não nos cargos e pessoas. É pois pela mudança necessária nas políticas que a CDU e os seus eleitos continuarão a bater-se nos órgãos agora eleitos.
 
Lisboa, 27 Outubro de 2009
A CDU de Lisboa
publicado por cdulumiar às 09:19
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

António Costa condenado pela CNE por remoção ilegal de propaganda da CDU

cml_cne.jpgA Câmara Municipal de Lisboa procedeu, em Julho, à ilegal remoção de propaganda da CDU, imitando o comportamento ilegal e anti-democrático que se vai multiplicando pelo país. Perante a queixa da CDU, a Comissão Nacional de Eleições condenou a atitude da Câmara presidida por António Costa, e instou-a a proceder à reposição da propaganda ilegalmente removida. Aguardamos agora que a Câmara reponha a propaganda destruída, bem como as devidas desculpas por este comportamento.

Ler Parecer da CNE e carta dirigida a António  Costa

publicado por teresa roque às 11:36
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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

CDU acusa SIC de favorecer PS e PSD - Lisboa exige «igualdade de oportunidade»

A CDU, em carta ao Director de Informação da SIC, exigiu «igualdade de oportunidade» para o esclarecimento público, em virtude do debate que esta estação de televisão realizou, na passada semana, apenas, com os candidatos do PS e do PSD para a Câmara de Lisboa, deixando Ruben de Carvalho, primeiro candidato da Coligação, de fora.
«A SIC está necessariamente a ocultar as suas opiniões, projectos e críticas [de Ruben de Carvalho] – que os cidadãos irão avaliar em sede de votação nas eleições autárquicas marcadas pera 11 de Outubro», acusa a CDU, que foi a primeira força política a divulgar publicamente os seus candidatos aos órgãos do município de Lisboa, no dia 26 de Março de 2009.
«A SIC, não convidando Ruben de Carvalho para o debate no “Jornal da Noite”, omitindo as ideias da CDU para a cidade de Lisboa, falha o seu dever de isenção e não cumpre a sua obrigação de dar a conhecer outros candidatos e suas ideias», acrescenta a Coligação, criticando ainda a estação de televisão de procurar «objectivamente influenciar o resultado eleitoral a favor das candidaturas do PS e do PSD».
No documento, a Coligação, «a única candidatura alternativa para a cidade de Lisboa», recorda também que a SIC «está obrigada ao princípio do pluralismo democrático, devendo promover a divulgação plural de ideias ao abrigo do princípio da igualdade de tratamento – como determina a lei». A SIC já foi, entretanto, advertida pela Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), sobre um debate ocorrido no dia 19 de Junho de 2007.

 

Jornal "AVANTE" de 06.08.2009

publicado por cdulumiar às 10:40
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Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Volta a Portugal corta trânsito no centro de Lisboa

O trânsito no Marquês de Pombal e na Avenida da Liberdade vai estar cortado 4ª fª, entre as 5h e as 23h, devido à realização do prólogo da Volta a Portugal em bicicleta, anunciou hoje a Câmara Municipal de Lisboa.

Em comunicado, a CML apelou aos automobilistas que evitem circular nesta zona e indicou que apenas será permitido o acesso a moradores, comerciantes para cargas e descargas, veículos de emergência, e para o serviço de hotel, teatro e garagens.
No sentido Sul-Norte, a circulação será cortada na Praça Dom Pedro IV (Rossio), com inversão pela Rua do Ouro, e na Avenida Fontes Pereira de Melo, com alternativa para a Avenida António Augusto de Aguiar ou entrada pelo Túnel do Marquês de Pombal.
Também o trânsito proveniente da Praça José Fontana estará cortado na Avenida Duque de Loulé com a Rua Luciano Cordeiro, tal como o procedente das Amoreiras e da A5, devido à interrupção na Avenida Joaquim António de Aguiar com a Rua Castilho, e do Largo do Rato, com a restrição na Rua Castilho com a Rua Alexandre Herculano e Rua do Salitre.
Antevendo que o estacionamento irá estar fortemente condicionado, a CML sugere a verificação de outros percursos e a utilização de transportes alternativos, acrescentando que os parques de estacionamento da Rua Braancamp 2 e da Rua Barata Salgueiro vão estar disponíveis para cidadãos com mobilidade reduzida.
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1394667
publicado por Sobreda às 20:17
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Sábado, 11 de Julho de 2009

Candidatos da CDU pelo distrito de Lisboa às eleições legislativas

mini-dsc_0280.jpg
Jerónimo de Sousa, na apresentação de candidatos da CDU às eleições legislativas pelo Distrito de Lisboa, afirmou que a CDU não se fica pelas palavras e pela frase feita para impressionar mas que age e mobiliza para a luta, sublinhando «que não há artifícios, nem rodriguidinhos argumentativos que apaguem o facto de que somos uma força que, contra ventos e marés, rompendo calculados silêncios, insidiosas caricaturas da nossa intervenção e do nosso projecto, continua a apresentar uma trajectória de crescimento». 
mini-dsc_0226.jpg

Intervenções na iniciativa:

Rita Rato

João Geraldes

José Luís Ferreira

Jerónimo de Sousa

Candidatos Apresentados:

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publicado por cdulumiar às 09:17
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Nas ruínas

No passado domingo, uma reportagem da TVI, dessas com que as estações parecem querer fazer prova de que também são capazes de fazer bom jornalismo, levou-nos numa espécie de visita guiada aos lugares de Lisboa onde o que foram habitações desceram à condição de tugúrios decrépitos. Situam-se geralmente nos bairros velhos, habitados por velhos a vários títulos indefesos que ali não esperam mais que a morte por já terem entendido que nada mais há a esperar. As casas onde ainda sobrevivem há muito que perderam condições de habitabilidade, são antigas com rendas antigas, quase sempre de valor insignificante no quadro do actual custo de vida, o que desencadeia por parte dos proprietários lamentos e protestos. Na verdade, porém, muitas vezes seria caso para nos perguntarmos se os que ainda ali moram, impossibilitados por motivos vários de conseguirem encontrar outro lugar para com dignidade e sem grande sofrimento aguardarem o fim, e ali morando enfrentam frequentemente o risco quotidiano de que sobre eles desabe um tecto ou sob os seus pés se afunde um soalho, não deveriam receber uma indemnização mensal em vez de pagarem um aluguer. Quem lha pagaria é uma outra questão, já se vê, e é claro que este modo de colocar as coisas é apenas uma forma de sublinhar que aquelas casas já não têm nada a ver com o direito à habitação que está consignado não apenas na Constituição da República mas também na Carta dos Direitos Humanos tantas vezes invocada estrategicamente pelos fariseus que nunca pensaram seriamente em respeitá-la na sua integralidade. O certo é que lugares daqueles são, disse-nos a reportagem, dezenas de milhares na capital deste nosso País que costuma gabar-se de ser democrático, e que cada um deles ofende a nossa convicção de sermos cidadãos de um Estado civilizado.

A trincheira inaceitável

Não se duvida de que a extrema degradação do chamado parque habitacional de Lisboa, para apenas de Lisboa falarmos porque a reportagem da TVI não visitou outros lugares, constitui um problema enorme de solução extremamente difícil, mesmo que parcelar. Contudo, impressiona que seja deixado esquecido ao longo dos anos, excepto naturalmente pelos que habitam aquelas ruínas, como se a resolução encarada seja esperar que o tempo vá dizimando os condenados na expectativa, aliás muito provavelmente realista, de que a esmagadora maioria sucumba a breve prazo à acção conjunta da idade e da insalubridade das casas. Para mais, a aparente escolha desta «solução final» vai obviamente ao encontro do interesse dos proprietários que, vendo-se livres de inquilinos indesejáveis que pagam rendas minúsculas (e em muitos casos esquecidos de que aqueles mesmos fogos, com a tais rendas agora tornadas irrelevantes, se pagaram a si próprios ao longo das décadas em que os valores relativos eram bem outros) se vêem finalmente em condições de negociarem as propriedades que até então não foram mais que um património estéril se não embaraçoso. Bem se pode dizer que a morte do inquilino é, em muitos casos, fundamentado motivo para que o proprietário dê graças ao Céu, e bem se vê que esta situação não é muito simpática no plano moral. Mas esta é apenas mais uma razão, e razão secundária e de algum modo complementar, para que o Estado, quer directamente quer por intervenção municipal, faça alguma coisa mais do que esquecer, omitir ou, quando o assunto eventualmente lhe seja lembrado, exibir um ar penalizado e confirmar o que alega ser a sua impotência. O fundamental e que não pode ser contornado é que os órgãos do Estado democrático não podem, entrincheirados na alegação de extremas dificuldades, optar definitivamente por nada fazerem enquanto cidadãos agonizam entre ruínas. A reportagem da TVI foi suficientemente clara e explícita para que, em muitos momentos, o telespectador minimamente sensível e solidário se sentisse tocado por um sentimento de horror. Trata-se, é certo, de um horror suscitado por situações que não são novas, de que quase sempre já se ouviu falar embora um pouco vagamente porque ver, mesmo que só através de uma câmara de televisão, é outra coisa e tem uma outra força. Perante aquele documento, alguém com responsabilidades deve responder. Sob pena de cometer uma espécie de crime por abstenção.

 

Correia da Fonseca
Publicado no jornal "AVANTE" de 29.01.2009

 

publicado por teresa roque às 12:21
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Também na Cidade de Lisboa: CDU é a alternativa!

Partindo da análise detalhada aos 17 meses de mandato do PS na Câmara de Lisboa, a CDU de Lisboa concluiu  "Uma análise da situação da Autarquia leva a concluir que a gestão do PS não conseguiu corresponder às expectativas que criou e não resolveu nem está a caminho de resolver os maiores problemas de Lisboa e dos lisboetas." e que "também em Lisboa, a CDU é a alternativa!
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publicado por teresa roque às 15:23
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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Financiamento de pistas cicláveis para Lisboa

 

 

Percursos cicláveis abrangidos pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN)  para a rede ciclável de Lisboa, 2008-09

publicado por Sobreda às 00:53
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Sábado, 16 de Agosto de 2008

Uma cidade de férias

«Lisboa está vazia, de manhã cedo quando vou para o atelier atravesso ruas desertas, como se vivesse numa cidade fantasma. Mas a sensação não é de todo desagradável. Não tanto nas ruas que gosto mais cheias de gente, mas no trabalho.

Agosto é para mim um dos meses mais proveitosos, porque, liberto de telefonemas e urgências, tenho quase todo o tempo para me dedicar a novos projectos. É também por esta altura que aproveito para tratar de coisas que durante o resto do ano encaro como arriscadas aventuras (…)
Há quem diga que temos luz a mais e por isso se venera tanto a obscuridade. Mas nada justifica esta proliferação de caves lúgubres, e tantas vezes imundas, que por essa cidade fora abrigam comércios, cafés, restaurantes e muitas empresas onde nunca entra o sol e ainda menos a felicidade. Não sei se isso tem alguma coisa a ver com o fado e a saudade, modo privado de melancolia nacional, mas que é muito triste é.
Mas não é só a luminosidade que falta. Lisboa tem muitos dos defeitos das velhas cidades e poucos dos seus atractivos. É uma cidade decadente, suja, com baixa qualidade de vida, fraca mobilidade, pouca diversidade.
Das grandes às pequenas coisas são muitas as carências. E as pequenas coisas são muitas das vezes aquelas que fazem a diferença entre o bem e o mal-estar. Cito uma. Já se sabe que os portugueses detestam árvores e que só as concebem como algo para cortar.
Mas não deixa de ser menos obnóxio este evidente desprezo pela fruta e em particular pelos sumos naturais. São raros os cafés que os fornecem e os que o fazem só conhecem as laranjas. Por cá ainda não se descobriu que se pode espremer praticamente qualquer fruto ou legume e com eles fazer múltiplas combinações. Sempre com um resultado muito agradável. Fenómeno de penúria que se repete nos restaurantes onde as saladas são invariavelmente de alface e tomate demasiado verde e o acompanhamento de tristes brócolos cozidos demais. Ou falta a matéria-prima ou falta a imaginação. Ou simplesmente é este deixa andar da preguiça e dos maus hábitos.
Mas se os lisboetas abandonam a sua cidade há quem a invada. Devido à estatística, Agosto é seguramente o mês em que Lisboa parece mais cosmopolita. A cada esquina, e em particular nos bairros ditos populares, cruzamo-nos com línguas diversas, umas conhecidas outras estranhas. Dá gosto. À noite os restaurantes enchem-se de gente que troca os nomes de todos os peixes. A maioria destes turistas vem certamente à procura da antiguidade que já lhes falta ou que conhecem por demais, mas também dessa degradação que tanto me arrelia.
As cidades velhas e sujas são sempre fascinantes para alguém. E hoje uma boa parte do turismo faz-se dessa transformação dos centros históricos, dos bairros decadentes e da miséria, em verdadeiros parques temáticas para os que habitam países mais modernos e civilizados. O sucesso de Lisboa nos circuitos internacionais deve-se em parte a essa procura. Peço desculpa, mas não me agrada uma tal distinção».
 

Ler Leonel Moura IN www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=327768

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publicado por Sobreda às 00:21
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Domingo, 15 de Junho de 2008

Fragmentação, desertificação e envelhecimento

Para além de fragmentada, Lisboa é das cidades mais envelhecidas da Europa, no continente por sua vez mais envelhecido do mundo. A cidade perdeu mais de 30% dos seus habitantes nas últimas três décadas, abrigando hoje apenas um quinto da população da sua Área Metropolitana (AML).
Porquê? Desde logo porque, entre 1991 e 2003, o ‘stock’ habitacional da AML aumentou a um ritmo médio de 2,3 novas casas por hora, a maioria das quais construídas fora de Lisboa ou do seu centro. Hoje, haverá cerca de duzentas mil casas vagas em boas condições na AML (num sem número de “novas centralidades”), sendo Lisboa uma das cidades mais desertificadas e fragmentadas da Europa.
Por outro lado, nas últimas três décadas, Lisboa perdeu quase três quartos das crianças (mais de cem mil), sendo, actualmente, os idosos (65 ou mais anos) quase um terço da sua população. Ou seja, para além de fragmentada, Lisboa é, também, das cidades mais envelhecidas da Europa (que é, por sua vez, o continente mais envelhecido do mundo).
É de espantar que uma das cidades mais belas e com maior potencial possa chegar a um tal extremo de fragmentação, desertificação e envelhecimento. Terá sido por falta de visão ou de coragem dos seus diversos responsáveis políticos? Ou por falta de poder efectivo? E os habitantes de Lisboa, porque razão não exigem e se apropriam mais da sua cidade?
Desejável ou indesejável, é um facto que o nosso futuro será cada vez mais urbano. Actualmente, quase metade da população mundial já habita em espaços urbanos. Assim, as cidades serão alavancas cada vez mais importantes para a competitividade e a coesão social dos países, bem como para a qualidade de vida e a felicidade dos seus cidadãos.
A questão é, portanto, como tornar as cidades lugares vibrantes, nas dimensões económica, social, cultural e ambiental. Haja por isso vontade e audácia, sr. presidente da CML.
Ver http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1133706.html
publicado por Sobreda às 00:26
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Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Lisboa 2007: um ano "horribilis"

feliciano_davidA gestão da Câmara Municipal de Lisboa (CML) em 2007 partilhada cinco meses pelo PSD, dois por uma Comissão Administrativa e os restantes pelo PS/BE foi a pior da sua história. Os primeiros meses foram o corolário de cinco anos da gestão do PSD que mergulharam a CML numa grave crise financeira e institucional e acabaram por acender o rastilho e fazer implodir a bomba ao retardador armada desde o inicio do mandato de C. Rodrigues, provocando eleições intercalares. A gestão do PS/BE, embora condicionada pelos problemas financeiros e por um orçamento irrealista do PSD, não conseguiu inverter a situação.

Feliciano David*

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publicado por teresa roque às 17:56
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Soluções para Lisboa

Soluções para Lisboa

 

http://pcp.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=blogsection&id=9&Itemid=40

 

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publicado por teresa roque às 10:29
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Domingo, 13 de Janeiro de 2008

Bruxelas expõe bairros degradados de Lisboa

Uma exposição fotográfica em Bruxelas, sobre problemas de habitação social na UE, ilustrada em um terço com imagens de bairros degradados de Lisboa, suscita diferentes leituras por parte de deputados europeus portugueses.
A exposição ao ar livre, realizada oficialmente entre 6 e 21 de Dezembro, mas ainda patente na Place du Luxembourg, no ‘bairro europeu’ de Bruxelas, visa sensibilizar para os problemas de habitação na UE, através de fotos de bairros degradados e sem-abrigo de três cidades europeias: Bruxelas, Budapeste e Lisboa. Lisboa é basicamente ilustrada com fotos de imigrantes africanos a viver em situação de pobreza.
Por isso alguns eurodeputados portugueses do denominado bloco central trocam agora acusações, mostrando-se indignados com o conteúdo da exposição. Consideram ser “vergonhoso” que, numa Europa a 27, tenham sido escolhidas apenas estas três cidades - Budapeste com 14 fotos, Lisboa com 12 e Bruxelas com oito - e “esquecidas outras grandes cidades europeias”, e que a mostra fotográfica ocorra logo a seguir “à saída da presidência portuguesa da UE”.
Porém, não sentem vergonha por terem sido os seus governos, em Portugal, a não terem tomado as medidas inadiáveis para inverter a situação de pobreza de cerca de 2 milhões de pessoas. Se assim tivesse sido, se calhar estas imagens já não fariam sentido.
 
Ver http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/e71eee059ece3dc1f832af.html
publicado por Sobreda às 09:25
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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Conhecer Lisboa

Com um agradecimento ao LisboaLisboa 1, aqui se transcrevem os dados inventariados pela Marktest 2 sobre a capital do país.
 
Área: 83.85 Km2
Densidade Pop.: 6 124 hab/Km2
Em 2005: 519.795 hab (4.9% do total), concelho mais populoso do país, 15 vezes acima do valor médio
População tem decrescido desde 1980: menos 287 mil habitantes nos últimos 25 anos (uma quebra de 35.6%)
Censos 2001: 234.451 famílias (6.4% do total)
53.779 edifícios de habitação familiar clássica (1.6% do total nacional)
15.984 prédios transaccionados em 2004 (5.8% do total)
Valor transacções superior a 3 mil milhões de euros, uma média de 200 mil euros por prédio, mais do dobro do valor médio nacional
27.485 empresas (8.8% do total do Continente)
82 mil milhões de euros de facturação em 2004 (29.4% do Continente)
32 936 estabelecimentos de empresas (9.1% do Continente)
70% do Sector Terciário
376.622 pessoas ao serviço nos estabelecimentos de empresas (12.9% do total do Continente)
89% no Sector Terciário
730 dependências bancárias (11.4% do total nacional)
Depósitos: 38,5 mil milhões de euros (27.7% do total nacional)
Crédito:106,5 mil milhões de euros (42.9% do total)
1383 ATMs (12% do total)
48 milhões de levantamentos em 2006 (12.9% do total)
17.088 POs (12.9% do total)
74 milhões de compras pagas nos POs em 2006 (14.2% do total)
Concentra 12.9% do índice de rendimento
Concentra 11.3% do sales index (índice de poder de compra)
Concentra 10% do índice de conforto
Concentra 5.2% do índice de população
Apresenta um índice de consumo duas vezes superior à média do Continente (219.63%).
 
1. Ver http://lisboalisboa.blogspot.com/2007/12/isto-lisboa-segundo-marktest.html
2. Ver www.marktest.pt
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publicado por Sobreda às 01:14
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Sábado, 4 de Agosto de 2007

O arquétipo

Alguns indicadores dão-nos os contrastes e as semelhanças entre o perfil de Lisboa e de Barcelona e das suas populações. Sem paradigmas.

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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

Era uma vez... uma Câmara "orgulhosamente só"

Teve lugar no dia 6 de Fevereiro, uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal de Lisboa, para se analisar “o actual momento político autárquico da cidade”. A sessão foi originada pelos recentes desenvolvimentos na Câmara de Lisboa que propiciam uma imagem assaz problemática, senão mesmo casuística, da actual gestão autárquica.

Competindo à Assembleia Municipal “acompanhar e fiscalizar a actividade da Câmara”, conscientes da preocupação que constitui para os cidadãos em geral e para os eleitos que os representam, os agrupamentos municipais - PS, PCP, BE e PEV - decidiram requerer à srª Presidente da Assembleia Municipal a "convocação urgente de uma Sessão Extraordinária" com a finalidade de se "debater o actual momento político".

(…) «O que se pretende determinar é até que ponto está o actual executivo disponível para: 1º - inverter as políticas de cedência aos imediatistas interesses especulativos imobiliários; 2º - em alternativa, comprometer-se com projectos que dêem prioridade à resolução dos problemas sociais e da qualidade de vida dos fregueses; 3º - fomentar medidas conducentes a uma perspectiva de desenvolvimento socialmente equilibrado e justo. Foi nesse pressuposto que os lisboetas deram o seu voto. Não é o que hoje constatam» (…)

Consulte na íntegra a intervenção de abertura feita pelo Agrupamento Municipal de “Os Verdes”, a qual se encontra transcrita no Blog de discussão autárquica “Os Verdes em Lisboa”, no URL http://osverdesemlisboa.blogspot.com

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publicado por Sobreda às 00:46
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Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006

Atenção Municipes de Lisboa

Nota à comunicação social do Vereador do PCP na CML - Ruben de Carvalho


Carmona Rodrigues cede ao CDS-PP

Plano e Orçamento Municipal para 2007: sessão adiada 

O PCP foi informado ontem, domingo, 3 de Dezembro, de que seria adiada a sessão de Câmara destinada a debater e votar o Plano e Orçamento Municipal para 2007 – documentos que o PCP analisou, considerando que o seu conteúdo é extremamente negativo para os lisboetas e para a Cidade de Lisboa.

Nos últimos dias tem sido noticiado que o CDS-PP solicitou o adiamento da votação e consequente prolongamento da discussão destes documentos. A tese seria a de que deste modo o CDS e a sua vereadora poderiam dar contributos para melhorar os documentos em apreço.

Convém reter que o PS e o BE anunciaram já a sua votação contra as propostas colocadas à votação e não foi anunciado por estes partidos qualquer pedido adiamento da sessão, nem da votação.

O PCP não pediu qualquer adiamento.

Naturalmente para debate de matérias desta importância todo o tempo de debate e discussão é importante, mas a CML, no caso de aprovação, tem de fazer entrega destes documentos na Assembleia Municipal a tempo de se cumprirem os prazos legais para que aquele órgão os possa por sua vez debater e votar em tempo.

Nestas circunstâncias, a situação não deixa de merecer alguma estranheza, uma vez que o Plano e o Orçamento já estão, no essencial, elaborados desde 13 de Novembro, data em que foram entregues aos Partidos na Assembleia Municipal e em que a Vereadora Maria José Nogueira Pinto ainda integrava a maioria, a tempo inteiro e com pelouros distribuídos. Só deixou de o ser dois dias depois, a 15 de Novembro. Portanto, os documentos em referência foram evidentemente elaborados com a sua participação, nomeadamente na matéria dos pelouros que detinha, tendo então tido as condições para introduzir todas as contribuições que agora se alega pretender introduzir.

O pedido do CDS-PP surge pois como uma operação no sentido de ganhar tempo e elementos para acordar e cobrir politicamente um voto de viabilização do Plano e do Orçamento.

O adiamento constitui assim uma clara cedência do PSD e do presidente Carmona Rodrigues, reveladora da fragilidade da maioria no executivo camarário e das suas dificuldades, directamente traduzidas aliás nos seus conflitos internos públicos e na sua política errática, cuja primeira vítima é a Cidade de Lisboa e os seus munícipes.

Lisboa, 4 de Dezembro de 2006

publicado por cdulumiar às 17:49
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Segunda-feira, 27 de Novembro de 2006

Visita dos Eleitos do PCP, às Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico da Cidade de Lisboa

Voltamos infelizmente ao assunto já debatido anteriormente, a situação das escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico da Cidade de Lisboa, e sentidas particularmente na Freguesia do Lumiar.

Como resultado das visitas efectuadas pelos eleitos do PCP na CML, AML e Assembleias de Freguesia , entre os dias 10 de Outubro e 3 de Novembro, 18 escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico  da Cidade de Lisboa, em 15 freguesias e 15 agrupamentos, foi feito o seguinte comunicado a 21/11/06:

Na Sessão Pública de 25 de Outubro, foi entregue um Requerimento alusivo às situações mais problemáticas, ao qual a CML não deu ainda resposta. Contudo temos conhecimento, por contacto directo com as escolas, que algumas situações mencionadas foram resolvidas: Escola nº 69, Escola nº 113 e Escola nº 55.

Nas visitas constatámos situações de degradação das instalações, questões estruturais muito deficientes – nomeadamente de instalações eléctricas, espaços de recreio, salas de aula – que nalguns casos põem em risco a integridade física das crianças e dos profissionais (Escola nº 68 da Penha de França, Escola nº 63 no Restelo ou Escola nº53 em Marvila), limitando a sua actividade.

A falta de manutenção e conservação periódicas, levaram à degradação mais profunda das instalações, situações que poderiam ser colmatadas rapidamente e com menos custos se, atempadamente, tivessem sido tomadas medidas (a Escola nº 31 do Lumiar e Escola nº 185 da Charneca).

A falta de espaço nalgumas escolas é outro problema evidente e decorre em muitos casos devido aos processos de realojamento em locais onde não existem estruturas de apoio à comunidade com a devida capacidade (a Escola nº 31 do Lumiar e a Escola nº 185 da Charneca).

Acresce ainda a estas as situações de transferências provisórias por motivo de obras (a Escola nº 8, Escola nº 23 e Escola nº 28) e pela sobrecarga provocada pela introdução das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC’s).

São de salientar as situações das Escolas nº 13 de Campolide, onde não se conhece o ponto de situação da empreitada e da Escola nº 8 de Santa Catarina cujas obras se iniciaram já há muito tempo, não se conhecendo a data para a sua conclusão.

A introdução das Actividades de Enriquecimento Curricular merece uma atenção muito especial, pois estamos a falar na formação e educação das nossas crianças.

A aplicação destas novas orientações, cujas exigências não seguem os mesmos critérios que para o ensino normal, leva-nos a concluir que, em muitos casos, o seu rendimento será baixo, por muitos dos professores/monitores destacados pelas empresas/entidades contratadas não terem formação para trabalhar com estes grupos etários, e nem sequer terem habilitações para as matérias que vão leccionar. Verifica-se que não existe coordenação entre as Escolas/Agrupamentos com as referidas entidades, podendo até os projectos pedagógicos ser antagónicos.

Este processo mais não fez do que entregar uma parte do Ensino Público ao sector privado, uma vez que a CML recorreu a empresas/entidades, das quais se desconhece a sua qualificação para o fim a que se destinam, não tendo o Ministério da Educação qualquer controlo eficaz nesta vertente do processo educativo.

Esta determinação ministerial de actividades de enriquecimento curricular empobrece objectivamente o currículo do 1º ciclo ao defini-las como extracurriculares, foi lançada sem condições materiais nas escolas e configura um passo na privatização de aspectos essenciais da aprendizagem curricular neste grau de ensino, o que contraria direitos constitucionais de universalidade no acesso à educação.

Neste aspecto importa sublinhar que na última sessão de Câmara foi apresentada uma proposta para atribuição de verbas a um conjunto destas entidades, sem qualquer fundamentação relativamente à sua escolha.

A falta de pessoal auxiliar, que nalguns casos já constituía um problema para o funcionamento normal da escola é agora ainda mais sentido devido ao alargamento do horário de utilização da escola. A Escola nº183 tem apenas quatro auxiliares para 220 alunos. Este aspecto acentua a falta de segurança das crianças, por dificuldades de acompanhamento, em particular nos recreios e ainda no apoio às refeições. A limpeza das instalações é também muito prejudicada.

Tivemos conhecimento que existem professores do Ensino Especial, que nas suas horas de componente não lectiva foram destacados para controlar se a turma tem professor da AEC ou não tem. Estes profissionais deveriam ter este espaço de tempo para se encontrar com os professores titulares de turma dos alunos que apoiam. Para esta actividade, deixaram de ter tempo (na Escola nº 113).

Na Escola nº 183 a situação é diferente. Os profissionais que apoiam um projecto dedicado a crianças autistas debatem-se com falta de meios, nomeadamente mobiliário e outros materiais pedagógico-didácticos adequados, que deveriam ter sido colocados pela CML, desde o passado mês de Setembro.

A par das AEC’s foi também introduzido este ano a Componente de Apoio à Família (CAF). Nestas visitas podemos constatar que o número de crianças é substancialmente inferior em relação aos que frequentaram os antigos ATL’s. O tempo destinado é insuficiente para incrementar a prática de qualquer actividade lúdica devidamente organizada com as crianças, logo, este espaço funciona como um “depositário”, onde são subestimadas as condições pedagógicas em que os pais deixam os seus filhos, enquanto se sujeitam à precariedade dos vínculos e horários laborais.

Perante este conjunto de situações o PCP constata e manifesta uma profunda preocupação relativamente à falta de dedicação e empenho da maioria PSD na CML na resolução dos problemas das crianças, comunidade educativa, pais e encarregados de educação da Cidade de Lisboa. Os números relativos à situação financeira do último trimestre com uma Taxa de Execução relativa à Educação de 18% (Dotação – 16.180€ e Execução- 2.913€) (doc. em anexo) confirmam essa realidade.

Os eleitos do PCP exigem da CML:

a) As medidas necessárias para a resolução dos problemas mais urgentes de manutenção e reparação das escolas em risco;

b) A elaboração de um plano de recuperação e ampliação do parque escolar;

c) A análise das Actividades de Enriquecimento Curricular, tendo em conta a sua adequação às necessidades das crianças do 1º ciclo do Ensino Básico.

Lisboa, 21 de Novembro de 2006

Os Eleitos do PCP

 


publicado por cdulumiar às 21:58
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Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006

Sítio web do PDM

A partir de hoje, a proposta do futuro Plano Director Municipal estará disponível na Internet, no URL http://pdm.cm-lisboa.pt, sítio onde o utilizador encontrará informação sobre a fase em que o processo de revisão do Plano se encontra.

O sítio web do PDM vai ter também três áreas distintas, cada uma associada a uma cor. A primeira área, de cor amarela, promove a “Apresentação do PDM” e permite aos utilizadores saberem mais sobre os PDMs e o seu enquadramento no planeamento do território, bem como informações sobre a evolução do planeamento urbano em Lisboa e ter acesso a uma lista de perguntas mais frequentes sobre o PDM. Na área azul, estará disponível informação sobre o “PDM em vigor” e nela os utilizadores poderão consultar o Plano actual através da utilização do mapa interactivo ou do download do respectivo regulamento. Ao clicar no campo verde, o utilizador acede por sua vez à área de “Revisão do PDM”.

Nestas páginas os munícipes podem conhecer a proposta de revisão do PDM de Lisboa através da navegação num mapa interactivo ou através do download da 1ª versão da proposta de regulamento. É neste sítio web que se espera que os lisboetas participem no processo de revisão, introduzindo comentários, sugestões e críticas. É também o futuro do seu bairro que está em causa. Informe-se e participe !

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publicado por cdulumiar às 22:50
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Sábado, 11 de Novembro de 2006

Proposta de PDM em análise

A proposta de revisão do Plano Director Municipal (PDM) de Lisboa foi entregue no dia 10 de Novembro ao Executivo camarário pela vereadora Gabriela Seara, responsável pelo pelouro do Urbanismo. De acordo com a autarquia, entre o dia 16 deste mês e 21 de Dezembro, serão realizadas sete sessões onde, além dos vereadores, estarão presentes os responsáveis pelo processo de revisão do documento.

Na primeira reunião, adianta a Câmara, "será feita uma apresentação geral do PDM - estratégia e estudos -, e na sessão seguinte será revelada a Planta de Qualificação do Espaço Urbano e a Planta das Unidades Operativas de Planeamento e Gestão que definem as zonas correspondentes de cada uma das categorias de uso do solo".

Nos restantes encontros, será dado a conhecer aos autarcas as Cartas do sistema ecológico municipal, sistema de vistas, património, transportes, a planta de condicionantes e o Regulamento do Plano.

Segundo a vereadora, a proposta de revisão do PDM estará disponível na Internet, sendo para o efeito criado um sítio web onde será possível visualizar ortofotomapas referentes ao actual PDM e o previsto no futuro plano para determinada zona da cidade. Prevê-se que nesse sítio na Internet, os visitantes da página poderão deixar os seus comentários georeferenciados.

Depois de actualizada com todos os contributos fornecidos tanto pelos vereadores como pela população, a proposta de revisão deverá ser votada na última reunião pública de Janeiro, para depois ser enviada à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional e Vale do Tejo. Depois de aprovada por esta entidade, a proposta será submetida a consulta pública.

A votação da proposta na Assembleia Municipal apenas deverá acontecer em Dezembro de 2007. No ano seguinte o Plano será então submetido a ratificação do Conselho de Ministros que procederá à sua posterior publicação.

É por isso chegado o momento de os Lisboetas se pronunciarem. É um direito de cidadania participar na sua discussão, colaborando com comentários e sugestões, em defesa de um desenvolvimento mais sustentável.

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publicado por cdulumiar às 19:11
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