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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

José Afonso faria ontem 80 anos

Duas décadas depois da sua morte é um ‘património cultural nacional’ um pouco esquecido?

 
“Terra da fraternidade
Grândola vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena”
 
José Afonso, uma das mais importantes figuras da música portuguesa, faria 80 anos ontem, domingo, mas morreu em 1987, em Setúbal, cidade derradeira de um percurso que tinha começado em 1929, em Aveiro, onde nasceu.

 

 

Com a música e o ensino, José Afonso traçou um mapa geográfico pessoal, de Faro a Coimbra, de Belmonte a Setúbal, com ponto de partida em Aveiro e passagem marcante por África.
Durante a década de 30, fez os primeiros estudos em África, um continente que lhe marcou o rumo dos passos anos depois, quando, em meados de 1960, deu aulas em Moçambique. Em 1940, com 11 anos, rumou a Coimbra, cidade epicentro da adolescência e palco das serenatas, no Orfeão e na Tuna Académica.
Ainda a concluir o curso na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, dedica-se à docência, a partir de finais dos anos 50, quase com 30 anos, num percurso nómada em escolas de norte a sul. Aos alunos ensinava História e Geografia, mas sobretudo vivência para que fossem pessoas e tivessem espírito crítico.
Já aí repartia o tempo com a composição, com a edição dos primeiros discos de fados e baladas de Coimbra e digressões com a Tuna Académica.
Teve uma passagem breve por Moçambique entre 1964 e 1967, onde deu aulas e fez, como admitiu, o seu baptismo político quando se vivia já a guerra colonial.
Esgotado com o cenário de conflito, voltou a Portugal em 1967. Tinha três filhos e foi colocado como professor em Setúbal.
É em finais dos anos 60, em pleno marcelismo, que José Afonso intensifica o trabalho na música e o activismo político. Depois de ter sido expulso do ensino oficial, desdobra-se em gravações e em concertos, muitos deles proibidos pela PIDE.
Entre 1971 e 1974, assiste ao estertor do Estado Novo e à Revolução de Abril. Lança discos como "Cantigas do Maio", "Venham mais cinco" e "Coro dos tribunais", que o fazem trovador entre os cantores portugueses.
‘Grândola Vila Morena’, a senha do Movimento das Forças Armadas para a Revolução do 25 de Abril de 1974, inspirou-se numa breve passagem do cantor por aquela localidade alentejana.
Em 1983, com 54 anos e um longo percurso na música de intervenção e de inspiração tradicional e popular, José Afonso é reintegrado no ensino oficial e destacado para Azeitão, em Setúbal. Um ano antes, tinha-lhe sido diagnosticada esclerose lateral amiotrófica, fatal em 1987. Morreu a 23 de Fevereiro, em Setúbal.
 
“Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus mo deu Ai Deus mo levou” – IN ‘Cantigas do Maio’
 
Ver http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1323454 e ler também http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1323491&seccao=M%FAsica
publicado por Sobreda às 00:18
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

It was 40 years ago today…

Chamava-se simplesmente 'The Beatles', mas acabou universalmente conhecido como o 'White Album' (o 'álbum branco'), o disco duplo que marcou o princípio do fim dos The Beatles foi editado a 22 de Novembro de 1968: “It was 40 years ago today…”.

O princípio do fim dos The Beatles começara em meados de 1968, depois de chegados de uma temporada na Índia (em meditação com o Maharishi Mahesh), reúnem-se em casa de George Harrison para trabalhar. Gravam 23 maquetes e definem o caminho para o que seria um novo disco.

 

Acabaria por se chamar simplesmente ‘The Beatles’, seria um álbum duplo, e um dos mais importantes da sua obra. Como reacção ao excesso de informação de Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (de 1967) 1, optaram por uma simples capa branca, aí nascendo o nome White Album (Álbum Branco) pelo qual ficou conhecido.
O disco revelava uns Beatles mais versáteis que nunca, num alinhamento de grandes canções (como Back in the USSR, Savoy Truffle ou Dear Prudence) que ia das mais discretas baladas ao mais intenso hard rock. Não faltavam motivos para aclamar, novamente, uma banda que escrevia a história..., para nela ficar como a melhor e mais criativa banda pop/rock de sempre. Inclusive, até hoje.
Foi o primeiro disco gravado depois da criação da Apple Corps, e era um álbum feito por músicos que agora também eram empresários, um álbum fruto do seu tempo, de 1968, o ano em que o rock acordou depois do sonho psicadélico 2.
Disco duplo, construído entre lutas de egos e manipulações instrumentais e técnicas em estúdio, The White Album, como ficou conhecido, tem sido não só inspiração para criação própria de novas gerações de músicos e compositores mas também para sucessivas homenagens e revisões (pela sua personalidade distinta, ecléctica e mística) 3.
 
Em homenagem, aqui fica a sequência dos temas:
 
Lado 1: Back In The U.S.S.R. / Dear Prudence / Glass Onion / Ob-La-Di, Ob-La-Da / Wild Honey Pie / The Continuing Story Of Bungalow Bill / While My Guitar Gently Weeps / Happiness Is A Warm Gun / Martha My Dear / I'm So Tired / Blackbird / Piggies / Rocky Raccoon / Don't Pass Me By / Why Don't We Do It In The Road? / I Will / Julia /
 
Lado 2: Birthday / Yer Blues / Mother Nature's Son / Everybody's Got Something To Hide Except Me And My Monkey / Sexy Sadie / Helter Skelter / Long, Long, Long / Revolution 1 / Honey Pie / Savoy Truffle / Cry Baby Cry / Revolution 9 / Good Night /
The Beatles forever 4.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/53053.html
2. Ver http://dn.sapo.pt/2008/11/21/centrais/o_disco_branco_futuro_negro.html
3. Ver http://dn.sapo.pt/2008/11/21/centrais/longa_vida_mais_desejado_albuns.html
4. Ouvir www.thebeatles.com ; ver www.thebeatles.com/core/music/whitealbum
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publicado por Sobreda às 02:48
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

Ministério vai assinar contratos de patrocínio com 78 escolas de Música

O Ministério da Educação (ME) vai assinar 78 contratos de patrocínio com escolas de música, academias e conservatórios de todo o país, depois de terem sido aprovadas as respectivas candidaturas a financiamento. Em comunicado, a tutela indica que foram aprovadas 22 candidaturas na Direcção Regional de Educação de Lisboa, 27 no Norte, sete no Algarve, quatro no Alentejo e 18 no Centro, num total de 78.

Em Junho de 2008, o Ministério da Educação definiu as novas regras do apoio financeiro a conceder aos estabelecimentos de ensino especializado da Música da rede do ensino particular ou cooperativo, com base no critério do custo anual por aluno. De acordo com dados da tutela, existiam no último ano lectivo 17.960 alunos no ensino especializado da Música, que se repartiam por 84 escolas do ensino particular e cooperativo (13.600), 6 conservatórios públicos (3.590) e 5 escolas profissionais, que registavam 770 estudantes.
Uma das metas do Governo para este ano lectivo é o aumento das inscrições nos cursos de iniciação musical entre 50 e 100% e nos regimes articulado e integrado em 30%, o que elevará o total de alunos de 18 mil para mais de 25 mil.
Segundo o Governo, “o alargamento do ensino especializado da Música deve passar pelo aumento dos cursos de iniciação, com recurso a novos modelos de organização, designadamente através de protocolos e parcerias com escolas básicas, e por uma oferta predominante de ensino articulado, sobretudo nas escolas públicas”.
O financiamento público destes estabelecimentos de ensino no último ano lectivo foi de 35 milhões de euros, repartidos da seguinte forma: 13 milhões para os seis conservatórios públicos, 14 milhões para as 84 escolas do ensino particular e cooperativo e 8 milhões para as cinco escolas profissionais.
Este ano lectivo aquele valor aumenta para 50 milhões de euros. A este financiamento vão ser acrescentadas as verbas destinadas à construção dos conservatórios do Porto e de Coimbra.
 

Ver Lusa doc. nº 8835045, 30/09/2008 - 15:52

publicado por Sobreda às 01:18
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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Serenata em Telheiras

 

   Fados de Coimbra, em Telheiras, no Anfiteatro dos Ulmeiros, na 6ª fª, dia 11 de Julho, às 21h30. Uma organização da ART.

publicado por Sobreda às 09:08
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Domingo, 23 de Março de 2008

Vozes de Abril no Coliseu

Dezenas de músicos vão encontrar-se no Coliseu de Lisboa no próximo dia 4, numa gala de ‘Homenagem às Vozes de Abril’, organizada pela Associação 25 de Abril (A25A). “As ‘Vozes de Abril’ são cantores, músicos, poetas, escritores, actores, artistas plásticos, cujas obras expressaram os valores da liberdade e da democracia”, afirma a A25A.

Além de Zeca Afonso e de Adriano Correia de Oliveira, dois músicos entretanto falecidos, serão homenageados “todos os que deram o seu contributo artístico e ajudaram a criar condições para que a liberdade fosse conquistada”.
Entre os cantores e grupos que já confirmaram a sua participação na iniciativa figuram José Mário Branco, Luís Cília, Vitorino, Waldemar Bastos, a Brigada Victor Jara, Carlos Alberto Moniz, Carlos Mendes, Ermelinda Duarte, João Afonso, Fernando Tordo, Paulo Carvalho, Janita, Tino Flores, José Jorge Letria e Manuel Freire.
Trata-se de uma espectáculo de cerca de duas horas, que contará também com a actuação das bandas dos três ramos das forças armadas, e será transmitido pela RTP, ‘em horário nobre’, no dia 25 de Abril 1.
A A25A, fundada em Outubro de 1982, tem 5.700 sócios efectivos, entre os quais a grande maioria dos militares de Abril. Presidida pelo tenente-coronel Vasco Lourenço, a A25A assume-se como uma instituição “cultural e cívica” empenhada na “consagração e divulgação do espírito do 25 de Abril de 1974” e na “pedagogia e defesa dos valores democráticos” 2.
 
1. Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=333645&visual=26&rss=0
2. Ver www.25abril.org
publicado por Sobreda às 00:02
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

Falta de ouvido

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publicado por Sobreda às 18:20
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Concerto de orquestra muda

 

Entretanto, a petição contra o Fim do Ensino Especializado da Música em Portugal  segue com mais de 16.800 assinaturas. Subscreva-a no URL www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?CFEEMP 

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publicado por Sobreda às 00:06
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Absurdo em Dó maior

O maestro Victorino d'Almeida considerou “um absurdo” a intenção do Ministério da Educação (ME) de pôr termo ao ensino musical de 1º ciclo (cursos de iniciação) nos Conservatórios de música, transferindo-o de forma generalizada para a rede de escolas públicas tradicionais.
“Acabar com a educação de base dada por profissionais e transferi-la para as escolas normais é tão absurdo que me falham as palavras”, reafirmou o maestro, que é um dos mais de 15.000 subscritores de uma petição “contra o fim do ensino especializado da música em Portugal”, que está a circular na Internet 1.
“É evidente que faz falta mais educação musical no 1º ciclo. Mas isso nada tem a ver com as crianças que manifestam desde pequenas um talento especial para a música”, avisou. “Para elas, a formação musical tem de ser logo profissional. É por isso que estão nos conservatórios. Não é nas escolas normais que aprendem”.
Victorino d'Almeida revelou ter sido convidado pela Ministra da Educação para uma reunião sobre o tema, e prometeu dar-lhe conta do “equívoco” que considera estar prestes a ser cometido. “Creio que a senhora ministra deslumbrou-se com a ideia de que esse ensino da música, que estava ao alcance de alguns milhares, deve ser para milhões. Mas ninguém quer milhões de músicos, nem eles existem”. “Aliás, o problema do País não é encontrar talentos, mas arranjar-lhes trabalho” 2.
Porém, como a tutela e o Grupo de Trabalho da Reforma do Ensino Artístico tencionam recorrer aos serviços de uma centena de escolas privadas para assegurar no futuro “aulas de música” às crianças, que não haja qualquer equívoco sobre a intenção governamental de privatização do ensino artístico.

Por estas razões, na Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN) houve ontem um original coro de protesto: concertos seguidos de um cordão humano em torno do edifício. O mote era a reunião que a direcção da escola iria ter com o grupo de trabalho do ME que está a reformar o ensino especializado da música. Objectivo: chamar a atenção para aquilo que a escola considera um atentado ao ensino ali ministrado 3. Mas o grupo de trabalho acabaria por faltar ao encontro.

Na escola do Bairro Alto, os alunos das classes de iniciação acabariam por oferecer um pequeno concerto para um Salão Nobre apinhado. “Este concerto é a prova de que as iniciações são o garante do conservatório”, declarou um dos membros da Associação de Pais da EMCN, que garantiu ser “essencial manter os três moldes de ensino, para os pais terem liberdade de escolha”.
Também o professor de formação musical Tiago F., considerou que o concerto espelhava a própria escola, que “começou muito pequena, há 170 anos, mas hoje está a funcionar bem e está finalmente a democratizar-se”. O problema é que o ME está a “confundir duas coisas completamente diferentes”: um ensino de excelência, garantido pelos conservatórios, e os conhecimentos musicais básicos, que devem ser garantidas pelas escolas gerais, “de forma complementar” 4.
Os manifestantes garantem que a reforma ditará o fim do Conservatório nos moldes actuais e fará com que 75% dos alunos deixem a escola de música, muitos dos quais poderão ter de abandonar a formação musical de qualidade se não optarem por escolas privadas. Findo o concerto, centenas de alunos e professores cantaram em uníssono os versos de ‘Acordai!’, poema de José Gomes Ferreira musicado por Fernando Lopes-Graça.
O momento simbólico da manifestação - com “um significado muito importante” (e que a polícia ainda tentou impedir) - uniu depois os manifestantes de mãos dadas em torno de todo aquele quarteirão no Bairro Alto. Professores e alunos reuniram-se depois em assembleias separadas para discutir as próximas acções, pois, afirmam, “estamos a defender esta casa - não só os muros, mas tudo o que representa”.
Prometem agora continuar a luta através de concentrações diárias junto ao ME, e de uma manifestação nacional na próxima 6ª fª à tarde, que reunirá membros de escolas públicas de música de todo o país, junto à Assembleia da República para um “concerto mudo” 5.
 
1. Ver www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?CFEEMP
2. Ver http://dn.sapo.pt/2008/02/08/sociedade/maestro_ataca_absurdo_educacao_music.html
3. Ver Público 2008-02-10
4. Ver http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=318072
5. Ver www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=914302&div_id=291
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publicado por Sobreda às 01:08
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Cursos de iniciação musical devem continuar

De acordo com dados do Ministério da Educação, apenas 17 mil alunos num universo de 1,5 milhões têm acesso ao Ensino Artístico Especializado, pelo que a reforma deste sector poderia passar pela reorganização da oferta de cursos e sua dispersão por uma rede de escolas mais alargada.
Segundo a tutela, a reforma teria como “objectivo fundamental aumentar o número de alunos a frequentar o Ensino Artístico Especializado”, objectivo que passaria por uma melhor organização da oferta destes cursos e sua disseminação “por uma rede mais alargada de escolas ao nível do ensino básico e secundário”.
Em total desacordo estão pais, alunos e professores. A Associação de Pais da Escola de Música do Conservatório Nacional (APEMCN) vai mesmo pedir ao Ministério da Educação (ME) que mantenha o regime supletivo e que os cursos de iniciação possam continuar a ser leccionados neste tipo de instituições.
A APEMCN esteve 4ª fª à noite reunida para analisar a reforma do Governo sobre o ensino artístico especializado e decidiu que vai entregar ao ME “uma contra-proposta” com os pontos que defende, disse um porta-voz da Comissão.
No âmbito da reforma do ensino artístico especializado, a partir do próximo ano lectivo as escolas públicas de música estão impedidas de dar aulas ao 1º ciclo e terão de funcionar em regime integrado, ou seja, ministrarem formação geral (como em qualquer escola) e especializada (artística).
Para a Comissão, as aulas no 1º ciclo “são essenciais” no ensino artístico, tendo em conta que “preparam os alunos a entrarem nos conservatórios”. “Se não houver cursos de iniciação, os pais das crianças são obrigados a pagar escolas particulares para que os filhos aprendam música”, disse, considerando que poderá tornar-se “um ensino elitista”.
Outra das propostas que a associação de pais vai apresentar ao ME está relacionada - segundo o mesmo responsável - com o ensino supletivo, sistema que permite aos alunos frequentar as disciplinas musicais no Conservatório e as do ensino geral numa escola à sua escolha. “O ensino supletivo deve continuar, pois permite maior mobilidade dos alunos”, salientou 1.
Estas propostas vão ser levadas esta 6ª fª à reunião que a APEMCN vai manter com a Direcção Regional de Educação de Lisboa. Entretanto, a petição “Contra o Fim do Ensino Especializado da Música em Portugal”, dirigida ao Ministério da Educação e que tem estado a circular na Internet, reuniu já 11.000 assinaturas 2.
 
1. Ver Lusa doc. nº 7975078, 06/02/2008 - 23:41
2. Ver www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?CFEEMP
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publicado por Sobreda às 01:03
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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

MovArte - Movimento pela Música

O MovArte apresenta e subscreve uma petição lançada pelos professores da EMCN - Escola de Música do Conservatório Nacional -, e apela a todos que se juntem neste momento crítico a uma mobilização nacional pela defesa do Ensino Artístico.
O “movimentopelamusica”, formado por um grupo de Professores da EMCN, tem como objectivo informar a população em geral sobre as implicações que a reforma prevista pelo Ministério da Educação terá no ensino especializado da música.

Sob a bandeira falaciosa de uma democratização do ensino musical, o Ministério da Educação prepara-se para extinguir o ensino especializado da música no país. As crianças entre os 6 e os 9 anos, assim como os alunos de idades mais avançadas serão excluídos do sistema. Como exemplo: dos cerca de 900 alunos da EMCN, 75% não poderá prosseguir os seus estudos. As famílias, e só as que tiverem maiores possibilidades financeiras, serão então obrigadas a pagar por um ensino de qualidade em escolas privadas.
A cultura musical ficará empobrecida, mais cara e mais elitista!
Somos pela abertura de uma sensibilização à música dirigida a todas as crianças desde a pré-primária e, se possível, nas escolas do ensino genérico. Mas estas medidas não podem ser tomadas à custa da extinção do ensino especializado, onde até agora crianças a partir dos seis anos de idade podiam aprender a tocar um instrumento.
O ensino especializado da Música tem um valor formativo único e é igualmente uma importante fonte geradora de emprego - a indústria da música e do espectáculo gera aproximadamente 100.000.000.000€ por ano (não tendo em conta as verbas de espectáculos musicais), quantia que cobre 7 vezes a despesa do Ministério da Educação com o ensino especializado da música.
Em consonância com outros movimentos (MovArte, “salvemoconservatorionacional”) somos pela defesa de um ensino de qualidade e as nossas posições encontram-se reflectidas no Manifesto aprovado em Assembleia-Geral de Escola 1.
 
Se partilhar destas inquietações, junte-se a este movimento e assine a petição on-line, que no início da madrugada de hoje recolhe já mais de 7.000 assinaturas, e que encontrará no URL www.petitiononline.com/CFEEMP/petition.html
 
1. Ler http://suggia.weblog.com.pt/arquivo/257847.html
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publicado por Sobreda às 00:36
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Músico procura-se

A Junta de Freguesia de Carnide vai promover um curso de música entre Fevereiro a Junho. As aulas serão de guitarra, piano e bateria. O ensino de música será uma das novas vertentes do “espassus”, pois as aulas irão decorrer naquele complexo, em pleno centro da Freguesia, próximo do edifício sede da Junta, na Rua dos Táxis Palhinhas.
A estrutura do curso contempla aulas práticas (técnica instrumental), teoria musical (leitura e escrita, harmonia, treino auditivo), improvisação (conceitos básicos de como improvisar), projecto banda (apresentação final, em grupo, do trabalho realizado ao longo do curso) e uma aula semanal com a duração de 60 minutos.
As inscrições encontram-se abertas na recepção do “espassus / ATL” de Carnide centro, podendo inscrever-se alunos a partir dos 10 anos. Os horários estão disponíveis no acto da inscrição. À excepção dos guitarristas, não é necessário instrumento próprio.
Para aprender a ser músico, não interessa o que sabes, só o que queres saber!
 
Ler www.jf-carnide.pt/jf_actividades_detalhe.php?aID=474
Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Petição pelo Conservatório

Está já a circular na Internet uma petição contra o fim do ensino especializado da Música no 1º ciclo e a extinção do regime supletivo que, até ao momento - início da madrugada desta 2ª feira -, tinha já reunidas mais de 4.300 assinaturas.
Entretanto, professores, pais e estudantes vão manifestar-se esta 2ª fª à porta da Escola de Música do Conservatório Nacional, contra a incompreensível extinção deste ensino artístico.
 
Apela-se para que a petição a entregar ao Ministério da Educação seja urgentemente assinada no URL www.petitiononline.com/CFEEMP/petition.html
 
Estão também disponíveis petições dirigidas ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da República no URL www.petitiononline.com/prpm/petition.html
 
Ver também http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2008/02/governo-ameaa-extinguir-ensino-artstico.html
publicado por Sobreda às 00:20
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Eu vi um sapo !

O Ministério da Educação está prestes a aprovar o fim do ensino público especializado das Artes do Espectáculo (música, teatro, dança, etc.) em Portugal, por meio do fecho de todos os Conservatórios, tanto o Nacional como os Regionais. No caso da Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN), uma escola que existe há já 175 anos e tantos compositores e músicos reconhecidos se formaram, a ameaça imediata é o fecho para a maior parte dos seus alunos.
Não só o ensino mas também a cultura em Portugal fica em risco. Nunca o nosso país se mostrou tão vanguardista quanto agora. Dir-se-ia até que o (des)Governo do nosso país é o mais perfeito objecto de arte contemporânea: nunca, até agora, os políticos deste planeta vestiram tão surpreendentemente o papel de actores de artes performativas, criando verdadeiros ‘happenings’ dialécticos, verdadeiras demonstrações de surrealidade e grandes demonstrações de demagogia ludibriantemente hipócrita, ignorante e non-sense.
Haja por isso, antes de mais, aplausos. É que o Ministério argumenta pretender alargar a música a todas as crianças do primeiro ciclo (mais de um milhão e meio de alunos), que terão talvez (e já com muito sorte) duas horas semanais de ‘aulinhas’ extra-curricularmente enriquecedoras. Para que não haja péssimos professores suficientes, quanto mais professores minimamente competentes, isso não é problema. O Ministério quer… e pronto.
Haja, depois disto, mais aplausos. Com a anterior medida, pretende então o Ministério extinguir, por completo, a iniciação musical ministrada nos Conservatórios, para economia de recursos, é claro.
Não importa que os Conservatórios deixem de poder formar músicos como os que formou ao longo de 170 anos, músicos esses que constituem o corpo artístico de maior qualidade do país. Não importa que as ditas ‘aulinhas’ do primeiro ciclo, onde porventura os meninos irão aprender a cantar “O balão do João” ou o “Eu vi um sapo” e mais meia dúzia de cantigas enternecedoras, nada e rigorosamente nada tenham a ver com a especialização e exigência do ensino dos Conservatórios.
Não importa sequer que, depois, só se possa entrar no Conservatório com uma idade bem mais avançada que o cientificamente ideal, nem que, para que possam entrar com a preparação que não tiveram e que desde sempre se exigiu, os pais desses alunos especialmente dotados tenham de pagar balúrdios a escolas privadas que os preparem.
Ora haja, ainda e cada vez com mais ímpeto, redobrados aplausos. O Ministério decidiu que o regime supletivo não funciona. Decidiu e está decidido. Mas antes do bisar dos aplausos, detenhamo-nos neste ponto. Como tal, reduzirá o Conservatório ao regime integrado.
Depois sim, aplaudam furiosa, derisória e freneticamente. De preferência… pateando fortemente, claro!
 
Ler http://neofarpas.blogspot.com/2008/01/democratizao-do-ensino-artstico.html
publicado por Sobreda às 00:19
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Regimes de formação musical

O “regime integrado” ministrado na Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN) consiste na frequência única e exclusiva de um curso no Conservatório, enquanto o “regime supletivo” é aquele que permite ao aluno a frequência do Conservatório paralelamente ao normal currículo escolar da maioria dos portugueses. Apesar de esta ser uma opção exigente e difícil a nível de carga horária, é a mais escolhida. E porquê? Porque:
1) Não é no fim da escolinha primária que os meninos decidem ser médicos e descobrem imediatamente a sua vocação, tão pouco arquitectos ou engenheiros, vulcanólogos ou feirantes ou políticos. E a música não será, decerto, excepção;
2) Os seres humanos não são seres monovocacionais e, caso não raro, dedicam-se a várias disciplinas e aprofundam prática e saber em várias áreas. Se o aluno é apto psicológica e fisicamente a suportar as aulas do ensino regular conjuntamente com o ensino da música, do mesmo modo que pode (e deve!) frequentar ainda outras actividades como o desporto e outras artes, por que razão decide o ministério retirar-lhe essa oportunidade?
Passemos a números. A título de exemplo, a EMCN, com cerca de 900 alunos, passará a ter 40 (o número de alunos do integrado). E agora passemos à realidade prática. Centenas de alunos do Conservatório Nacional e dos Regionais serão obrigados a abandonar o seu desenvolvimento vocacional, a não ser que, caso raro, o agregado familiar possa suportar os custos de um ensino particular e, caso ainda mais raro, encontre a qualidade do ensino do Conservatório nesse ensino particular.
Os alunos de canto, que só podem entrar, por razões fisiológicas, depois da mudança de voz, em idade relativamente avançada, ficam portanto excluídos completamente, já que, mesmo que quisessem entrar no regime integrado, não o poderiam fazer depois de acabarem a escolinha primária.
Mas não é tudo. O Ministério chegou mesmo a pretender que as aulas de instrumento fossem leccionadas colectivamente. Esta ideia barroca não cabe na cabeça de qualquer músico. Isto só revela uma ignorância tremenda do que é a complexidade e a especificidade do ensino musical por parte das entidades ministeriais.
A ignorância é mesmo tanta que justificam o fim do “regime supletivo” com o suposto facto de os alunos “desistirem do curso”, por não serem emitidos diplomas. Ora a maioria dos alunos não os chega a pedir, porque para entrar numa orquestra, num coro ou para realizar qualquer trabalho artístico não se apresenta um diploma: fazem-se audições! Basta! Não precisam de aplaudir mais esta pseudo-democratização governamental do ensino.
A EMCN é uma instituição centenária. Por aqui passaram a grande maioria dos músicos eruditos de renome nacional e internacional. Centenas de profissionais de inquestionável prestígio estudaram com sucesso em “regime supletivo”. A EMCN organiza anualmente centenas de audições, concertos e recitais de música de entrada gratuita, contribuindo muito mais para a divulgação da música do que óperas ‘vanguardistas’ de duvidoso valor artístico, e será certamente mais barato de manter que estas, se pensarmos também na riqueza cultural que daí advém.
O alargar da educação musical a todos os estudantes portugueses não tem nada, nem pode ter nada a haver com o Conservatório. No primeiro caso trata-se da mera alfabetização musical dos cidadãos; no segundo da formação específica em Formação musical, Coro e Instrumento de profissionais e artistas amadores altamente especializados.
Qual é o país europeu que não tem o seu Conservatório? Pelos vistos, Portugal será o primeiro a deixar de ter o seu, e a perder um património cultural que muito dificilmente será recuperado, o que fará neste século XXI, na História da Música Portuguesa em particular, bem como na História da Música Europeia, uma ferida irremediavelmente trágica. Uma tragédia à portuguesa.
 
Ler http://neofarpas.blogspot.com/2008/01/democratizao-do-ensino-artstico.html
publicado por Sobreda às 00:18
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Lumiar requer espaço para Associação Musical

Várias Associações de Moradores do Lumiar divulgaram ontem uma carta aberta dirigida ao vereador do Urbanismo em que defendem a instalação da Associação Musical Lisboa Cantat (AMLC) nas antigas instalações da EPUL, na Quinta dos Lilazes, argumentando que com a instalação da AMLC no Lumiar, a CML tem uma “oportunidade rara” de “valorizar a cidade”.
Na carta, que é subscrita pela Associação A PAR, a Associação de Moradores João Amaral, a Associação de Residentes de Telheiras, o Centro Social da Musgueira, e o blogue Viver na Alta de Lisboa 1, as associações afirmam que a AMLC, instalada actualmente numa sede em Marvila alugada à autarquia com “condições impróprias”, já manifestou interesse em ir para um pavilhão de madeira da Quinta dos Lilazes, que era utilizado pela Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL).
O pavilhão tem condições difíceis de encontrar em outro local de Lisboa, como a capacidade de “albergar um coro de mais de 100 elementos e profundidade que permita realizar amplos ensaios com orquestra”, boas condições sonoras e o facto de se encontrar afastada de habitações, o que torna desnecessário investir em insonorização.
O local seria uma melhoria em relação às condições actuais da sede da AMLC, “sem climatização, com níveis de humidade no Inverno que a aproximam da insalubridade, fungos em todas as paredes”. Pelas condições que tem actualmente, a AMLC não pode avançar com projectos, como a escola de música ou o coro juvenil, lamentam as associações.
Assinalando as “altas densidades populacionais” de zonas como o Lumiar, Alta de Lisboa e Telheiras, as associações afirmam que a presença da AMLC “daria a uma população de dezenas de milhar de moradores” uma possibilidade de “desenvolver o seu potencial humano criativo e existencial 2.
A AMLC, que actualmente mantém o Coro de Câmara Lisboa Cantat e o Coro Sinfónico Lisboa Cantat, celebrou no passado mês de Dezembro os 30 anos da sua fundação 3. Desde 2006 que, infrutiferamente, se arrastam as negociações com a CML 4.
 
1. Ver http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2008/01/carta-aberta.html
2. Ver www.portugalzone.com/noticias/lisboa-associacoes-reclamam-da-camar-espaco-para-associacao-musical-no-lumiar.shtml
3. Ver www.lisboacantat.com/site
4. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/187552.html
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publicado por Sobreda às 01:27
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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

Associação Musical Lisboa Cantat

Durante o segundo semestre de 2006, a CML contactou com o Director Artístico da Associação Musical Lisboa Cantat (AMLC), no sentido de o convidar para uma visita à Quinta das Conchas e dos Lilazes e “verificar in loco as condições dos espaços aí existentes para a prossecução dos projectos da AMLC”. È o relato do seu director que aqui se transcreve.
“Ali me desloquei por duas vezes, acompanhado pela Direcção da AMLC e pelo representante de CML, tendo concluído que das salas na altura disponíveis para a AMLC, quer na residência (3 salas no piso superior), quer nas antigas cozinhas (por baixo do jardim de Inverno), quer no Pavilhão de Madeira (antigos gabinetes de arquitectura da EPUL), seriam estes últimos os que corresponderiam às necessidades da Associação Musical Lisboa Cantat.
Qual o meu espanto quando esta semana tomei conhecimento do destino a que este espaço foi votado. A AMLC é uma associação com 30 anos de actividade musical ininterrupta e cujo currículo poderão encontrar quer numa busca em qualquer motor da internet, quer numa visita à página da AMLC 1.
Para quem quiser visitar o espaço que a CML disponibilizou em Outubro de 2005 (após 8 anos de pedidos e reuniões) à AMLC para os trabalhos que esta associação desenvolve e verificar in loco as condições inacreditáveis em que decorrem os ensaios após mais de dois anos de actividade contínua naquele local, poderá visitar-nos na Praça David Leandro da Silva 23 A em Marvila ao Poço do Bispo., terças e domingos entre as 21h e as 23h30.
Quanto à situação do pavilhão de madeira da Quinta dos Lilases, é lamentável que a possibilidade de uma Associação como a AMLC, que hoje conta com um Coro Sinfónico com cerca de 100 elementos, um Coro de Câmara inteiramente composto por 18 jovens músicos, com um projecto parado por falta de espaço adequado para abertura de uma escola de música, da formação de mais um coro infantil, de um coro juvenil e de uma orquestra de câmara, sejam preteridos por mais um espaço de cariz meramente burocrático, que poderia facilmente ocupar outro local da cidade de Lisboa.
Este é um assunto que deveria ser revisto urgentemente a bem da comunidade de residentes no Lumiar, que não terá nos próximos anos uma oportunidade cultural com o impacto que este projecto, a curto prazo iria trazer a esta zona da cidade.
Que este assunto não morra no esquecimento por falta de informação é a minha intenção ao escrever este comentário e estarei disponível para qualquer diligência que vise alterar o percurso sinuoso deste processo a bem da cultura na cidade de Lisboa e em particular naquela zona da cidade” 2.
Neste mês de Dezembro assinalam-se os 30 anos da fundação da Associação.
 
1. Ver www.lisboacantat.com/site
2. Ler Jorge Carvalho Alves IN http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/12/era-bom-haver-um-coro-sinfnico-na-alta.html
publicado por Sobreda às 01:06
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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Pelo S Martinho vai à adega e prova o vinho

A Direcção da Associação de Estudos e Defesa do Património Histórico-cultural da Freguesia da Ameixoeira, em conjunto com as Associação de Moradores das Galinheiras, Associação de Moradores da Quinta das Lavadeiras, Associação Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos da Ameixoeira e Clube Recreativo Ameixoeirense, retoma uma velha tradição com expressivos traços culturais enraizados na Freguesia da Ameixoeira:

“Uma abertura (prova) da água-pé no dia de São-Martinho 2007” !

Celebrado no dia 11 de Novembro, o Dia de São Martinho marcou a Ameixoeira, durante muitos anos, pela frequência de todos quantos ali iam para provar a água-pé e comer as castanhas assadas nos muitos magustos que os habitantes da Freguesia promoviam nos quintais e nas adegas das quintas que ainda há pouco tempo eram características emblemáticas da Ameixoeira.

Quem entre os antigos moradores, e alguns dos mais recentes, não se recorda da tradicional abertura da água-pé na ‘Adega Teia da Aranha’, aquela tasca bem lisboeta hoje lamentavelmente abandonada e esquecida na Rua Direita da Ameixoeira, onde muitas pessoas acorriam ao apelo ancestral dos ditos populares: “No dia de São Martinho vai à adega e prova o vinho” e “No Dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho”?

A prova decorrerá na Travessa de Santo António / Travessa de Santo André (à Rua Direita da Ameixoeira) das 15 às 20 horas de domingo, dia 11 de Novembro.

Do Programa consta a oferta gratuita de água-pé, castanhas, caldo verde, febras e entremeadas, com uma componente de animação artística e musical, designadamente com Guitarradas e Fados e um organista.

 

Ver www.forumspring.com/forums/viewtopic.php?t=1352&mforum=galinheiras

publicado por Sobreda às 02:12
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Domingo, 4 de Novembro de 2007

Petição pelo Conservatório Nacional

Fundada em 1835 e então dirigida pelo compositor Domingos Bomtempo, a escola de música do Conservatório Nacional, sedeado no Convento dos Caetanos, no Bairro Alto, é a mais antiga escola de música portuguesa de ensino oficial. Em 1881 foi inaugurado o seu Salão Nobre, cujo projecto é do arquitecto Eugénio Cotrim.

Mas mais de um século depois, a degradação é visível em toda a sala, onde apenas os tectos constituídos por frescos de José Malhoa ainda não foram muito atingidos. O estado de degradação do Salão Nobre do Conservatório - com as paredes rachadas, um balcão lateral suportado por barras de ferro, cadeiras com estofos rotos e reposteiros podres, fios eléctricos à vista, paredes com buracos e alcatifas rotas, qual imagem de ‘marca’ - já deu origem a uma petição na Internet do Fórum Cidadania Lx 1 e a uma carta aberta às ministras da Educação e da Cultura a exigir obras no edifício 2.

A petição, que também é dirigida ao Presidente da República e ao primeiro-ministro e que conta já com perto de 3.000 assinaturas, interroga-se sobre um concurso público lançado em 2005 para a realização de obras naquela sala que, não estando abrangidas no plano de reabilitação da Baixa-Chiado, mas ascendendo a 1,5 milhões de euros, foi incompreensivelmente suspenso sem que tenha vindo a ser reaberto.

O Salão Nobre é tutelado pela Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), que por sua vez remete as obras no edifício para a recém-criada empresa Parque Escolar, EPE, dependente do Ministério da Educação 3.

O Salão Nobre, que foi durante décadas palco de audições de alunos e de espectáculos de música, não tem obras desde 1946, apesar de o director da escola considerar o salão um “equipamento cultural indispensável (…) é-nos completamente impossível obter dinheiro para as obras”, sublinhando porém que se a sala estivesse recuperada podia “render muito dinheiro”. “Esta sala tem uma acústica fabulosa e continua a ser muito procurada como estúdio de gravação para músicos clássicos, mas o seu estado de degradação não o permite”, frisou.

Acrescentou que também o concurso de piano Vianna da Motta deixou de se realizar naquele edifício devido ao estado de degradação da mesma. “Esta sala devia ainda ser aproveitada para concertos e espectáculos e como sala de audições, mas é-nos completamente impossível fazê-lo”, lamentando que a administração central continue a “votar ao abandono” infra-estruturas culturais como aquela 4.

A XVI edição do Concurso Internacional de Música Vianna da Motta foi este ano realizada no pequeno auditório do Centro Cultural de Belém 5.

 

1. Ver http://cidadanialx.blogspot.com/2007/09/algum-acuda-ao-salo-nobre-do.html

2. Ver www.gopetition.com/online/14127.html e http://cidadanialx.tripod.com/salaonobre.html

3. Ver www.min-edu.pt/np3/247.html

4. Lusa doc. nº 7654490, 31/10/2007 - 11:46

5. Ver http://noticias.rtp.pt/index.php?article=292695&visual=16

Montagem de fotos de JRegião 2007-10-26, p. 6

publicado por Sobreda às 01:07
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Domingo, 23 de Setembro de 2007

Músicos recriam Adriano

A par de José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, nascido no Porto em 1942 e que faleceu aos 40 anos em Avintes, foi uma das vozes maiores do canto de intervenção e da balada. Recriar e renovar o repertório de Adriano Correia de Oliveira, 25 anos depois da sua morte, é a proposta de um conjunto de músicos nacionais, concretizada no CD “Adriano aqui e agora. O tributo”, que será editado na próxima semana.

As canções surgem com novas roupagens musicais, mas sem as desvirtuar, interpretadas por diferentes músicos entretanto desafiados para voltar a gravar temas de Adriano. Os escolhidos foram Tim, Ana Deus, Raquel Tavares, Celina da Piedade, Vicente Palma, Miguel Guedes, Margarida Pinto, Nuno Prata, Sebastião Antunes, Valete, Pedro Laginha e ainda as bandas Dead Combo, Micro Audio Waves e Cindy Cat.

Tim, dos Xutos & Pontapés, abre o CD com ‘Tejo que levas as águas’ e o actor Pedro Laginha, da banda Mundo Cão, fecha com ‘Rosa de sangue’.

Ana Deus, que canta com os Dead Combo, foi a primeira a escolher um tema do repertório de Adriano: a ‘Trova do vento que passa’, sobre poema de Manuel Alegre, porventura a mais popular canção do cantautor.

Miguel Guedes, dos Blind Zero, por seu turno, escolheu “um magnífico tema que surge escondido no repertório de Adriano, intitulado ‘Sou barco’”.

A acordeonista de Rodrigo Leão, Celina da Piedade, canta ‘Tu e eu meu amor’, Vicente Palma estreia-se em estúdio com ‘Para Rosalía’ e a fadista Raquel Tavares interpreta ‘Cantar para um pastor’.

Henrique Amaro, que dirigiu artisticamente o projecto, afirmou que este “não descura o lado político de Adriano”. “Há a grande valia que é para a música portuguesa o contributo de Adriano Correia de Oliveira mas há também o seu lado político, do qual todos os que participam no projecto estão conscientes”.

Ainda a propósito do 25º aniversário da sua morte, a Sociedade ‘A Voz do Operário’ organiza um ciclo de comemorações entre 16 e 20 de Setembro, cujo programa inclui um Colóquio sobre a Vida e a Obra, uma exposição temática, culminando com um memorável espectáculo musical no dia 20, às 21h30.

Uma memória indispensável porque… “há sempre alguém que resiste!” 33 anos após o 25 de Abril.

 

Ver Lusa doc. nº 7511767, 2007-09-21 - 10:00

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Sábado, 2 de Junho de 2007

A Day in the Life

Fez ontem 40 anos que foi publicado o mais célebre álbum dos ‘The Beatles’, o unanimemente considerado melhor álbum de sempre da música pop/rock da melhor banda de sempre: ‘Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band’.

O disco, lançado a 1 de Junho de 1967, ganhou quatro Grammys, incluindo o de álbum do ano e melhor capa, tendo sido considerado um símbolo da arte Pop.

Hoje, dia 2 de Junho, a emissora pública britânica rádio BBC divulgará novas interpretações, por novos intérpretes, das intemporais músicas incluídas no disco de 1967. “A variedade e qualidade dos músicos envolvidos garantirá um tributo adequado a um dos grandes discos da História” e ao melhor grupo de sempre 1.

The Beatles forever 2.

 

1. Ver http://sic.sapo.pt/online/noticias/cartaz/20070407+Album+dos+Beatles+revisitado.htm com Lusa

2. Ouvir www.thebeatles.com ; ver www.thebeatles.com/sgtpepper

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publicado por Sobreda às 03:23
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