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Domingo, 29 de Julho de 2007

Metro interrompe serviço e não cria alternativos a condizer

O Conselho de Gerência do Metropolitano de Lisboa anunciou, com a cobertura do governo, que a partir do dia 23 Julho encerrava a Linha Amarela (Odivelas-Rato) a partir das 22.50 horas, no troço entre as estações Cidade Universitária e Rato, por um período de cerca de seis meses para a realização de trabalhos de intervenção no túnel entre Picoas e Marquês de Pombal.
Para o PCP as intervenções de manutenção e segurança são indispensáveis. Mas quando daí derivam interrupções que colidem com o serviço público que é prestado aos utentes e às populações, tais interrupções devem ser compensadas com a disponibilização de serviços alternativos que permitam aos utentes a necessária mobilidade.
No entanto, o que se verifica é que os serviços alternativos que o Metropolitano previu ficam muito aquém das necessidades. Com efeito, a empresa previu, a partir das 22:50 horas, serviços alternativos de transporte rodoviário à superfície, assegurados pela Carris. Mas tais serviços correspondem a três carreiras de autocarros da Carris e mais um serviço disponibilizado pelo Metro, em autocarros.
Medida muito prejudicial a todos os utentes habituais da estação do Metro da Cidade Universitária
Sobre isto importa deixar claro que uma das carreiras de autocarro só funciona até às 24:00 horas e não até à 01:00 hora (que é o horário do Metropolitano) e, mais grave, nenhuma dessas carreiras serve a Cidade Universitária propriamente dita. Esta é uma situação já por si inaceitável e que se tornará ainda mais grave com o regresso de milhares de estudantes às aulas em Setembro.
Estamos pois perante mais uma medida claramente prejudicial para os utentes, insuficiente ao nível dos serviços alternativos, e que vai penalizar os utentes do Metropolitano no mínimo até Janeiro de 2008. A este nível merece natural referência a Cidade Universitária, uma área que, pelas suas características, exige até especiais cuidados na planificação destas medidas, tendo em conta a própria segurança dos utentes.
A este propósito, o PCP não pode deixar de recordar que, aquando da Greve Geral de 30 de Maio passado, a Administração do Metropolitano considerou indispensável que duas das quatro linhas da rede se mantivessem em pleno funcionamento. De tal modo que assim considerou (de forma totalmente abusiva) estas duas linhas como ‘serviços mínimos’.
Agora, durante seis meses, o serviço de transporte prestado por esta empresa é gravemente reduzido e os transportes alternativos são francamente insuficientes, numa clara demonstração do carácter instrumental das preocupações manifestadas no passado sobre os ‘serviços mínimos’ a garantir aos utentes.
O PCP, que já questionou o governo sobre esta situação através de requerimento, exige o reforço do serviço alternativo e a sua passagem pela Cidade Universitária, servindo a população estudantil e trabalhadores das Universidades aqui localizadas e o Hospital de Santa Maria.
publicado por cdulumiar às 16:23
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2007

Assalto de proximidade

A PSP anunciou ontem a detenção de um homem de 17 anos, suspeito de 12 roubos, alguns com ameaça de faca e agressões físicas. Os assaltos, feitos com outros co-arguidos já identificados pela polícia, ocorreram na Amadora, no interior de comboios da Linha de Sintra e do metropolitano da capital, no Parque das Nações, em Sete Rios e, como sempre, em… Telheiras.

O detido e os seus cúmplices costumavam abordar as vítimas para pedir cigarros e dinheiro, como forma de as estudar. Logo de seguida começavam a ameaçar os seus alvos, quer com facas, quer com agressões físicas 1. Nas instalações da polícia o rapaz foi reconhecido por sete das pessoas assaltadas 2.

Em Telheiras, os moradores protestam contra o anunciado encerramento da esquadra da PSP. Noutra cidade portuguesa o sentimento de insegurança originado por uma série de assaltos e actos de vandalismo levou um grupo de cidadãos a promover uma recolha de assinaturas a pedir ao ministro da Administração Interna mais policiamento 3.

Estudos apontam que o medo pode ser desproporcionado face ao risco real de vitimização. Mas as taxas de assaltos nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto já terão atingido níveis muito semelhantes aos de muitas regiões da UE. Por outro lado, apenas um em cada três crimes é participado à polícia, o que se explica pela falta de confiança na actuação das forças de segurança e pelo descrédito do sistema judicial. Os problemas de insegurança radicam sobretudo na pequena criminalidade de rua e na delinquência juvenil 4.

A aposta deve por isso ser feita num policiamento de reconhecimento. Ou seja, a solução pode não passar por abrir novas esquadras ou pôr apenas mais polícias na rua, mas sim por colocar na rua um polícia que conheça a área que patrulha e os seus residentes e seja por estes reconhecido. Quem não se lembra da ‘velha’ figura de guarda-nocturno? 5.

Só aumentando a confiança dos cidadãos nas forças policiais se pode ganhar um clima de tranquilidade. Tudo isto implica uma alteração profunda dos estilos de policiamento e uma reconversão radical do actual modelo burocratizado.

Então, contra o ‘ladrão de proximidade’ invista-se numa resposta de proximidade para reconquistar a confiança dos cidadãos. Por que espera o Governo? Para quando a criação da polícia de proximidade? Será que este ‘jovem’ vai ser libertado, ficando também em prisão preventiva com a gentil oferta da já habitual ‘pulseirinha’? 6.

1. Ver www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=237334&idCanal=21

2. “Detido suspeito de assaltos no comboio” JNotícias 2007-04-05

3. Ver www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=236944&idCanal=10

4. Ver http://dossiers.publico.pt/cidadania/html/inseguranca.htm

5. Ver www.cm-lisboa.pt/?id_item=12271&id_categoria=11

6. Ver “A pulseira” no URL http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/20704.html

publicado por Sobreda às 10:03
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Terça-feira, 27 de Março de 2007

Linha Verde do Metropolitano

A estação de Alvalade do Metropolitano de Lisboa vai estar encerrada no próximo fim-de-semana para ali serem realizadas obras de melhoramento, segundo se informa esta terça-feira num comunicado da empresa. As restantes estações da Linha Verde, que liga Telheiras ao Cais do Sodré, funcionarão normalmente, tanto sábado como domingo.

No fim-de-semana vão ser realizados trabalhos para reposição do revestimento do cais e respectivas melhorias técnicas, pelo que os comboios não vão parar naquela estação, apesar da Linha Verde continuar a funcionar. Em alternativa a Alvalade, os utentes devem utilizar a estação Roma, estando as restantes linhas - Azul, Amarela e Vermelha - a funcionar sem qualquer alteração.

Os trabalhos inserem-se no projecto de ampliação e remodelação das estações da Linha Verde, que visa o alargamento do comprimento dos cais das estações para 105 metros, conferindo a possibilidade de exploração de composições de seis carruagens, “o que se traduzirá num aumento da capacidade de oferta de transporte e na melhoria das acessibilidades em toda a zona de influência dessa linha” 1.

E para quando a apresentação pela empresa dos projectos de expansão da(s) linha(s) do Metropolitano em Telheiras/Paço do Lumiar com ‘interface’ a outras redes de transportes?

1. Ver os URLs www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=790628&div_id=291 e www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=236212&idselect=10&idCanal=10&p=200

publicado por Sobreda às 19:21
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Sábado, 17 de Março de 2007

A pulseira

O jovem não era selectivo. Não tinha qualquer ocupação. Residia perto do bairro da Cruz Vermelha, ao Lumiar. Os dias eram passados em casa, a conversar com ‘amigos’, até que ao fim da tarde saía à rua. Fixava-se junto às entradas das estações de Metro do Lumiar e de Telheiras e aí esperava...

Com apenas 16 anos, aceitava todos os bens pessoais que lhe passavam, como dinheiro, telemóveis e outros artigos pessoais, talvez também pulseiras. Foram vinte alvos, entre idosos, jovens em idade escolar e mulheres de baixa estatura. Ameaçava-os com uma faca, mas não exercia agressão física. Algumas vítimas ficaram tão assustadas com as abordagens feitas pelo jovem que necessitaram de receber apoio psicológico. Ficou conhecido como o ‘ladrão das estações de metro’.

As primeiras queixas apresentadas pelas vítimas começaram em Outubro e serviram para que se desencadeasse um inquérito por parte da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da PSP de Lisboa. Ao fim de cinco meses de investigações, a PSP de Lisboa conseguiu detê-lo. Os elementos identificativos ligavam todos os crimes ao mesmo autor. Ao final de uma das tardes da semana passada, uma brigada da DIC de Lisboa muniu-se dos necessários mandados judiciais e avançou para a detenção do jovem. Na busca domiciliária não foram encontrados nem os “amigos de conversa”, nem foi recuperado qualquer artigo furtado.

Presente a um juiz de instrução criminal, o indivíduo vai aguardar julgamento em casa, com pulseira electrónica. Segundo fonte policial, “apesar de não terem sido encontrados quaisquer registos criminais na idade adulta, não descatamos que este indivíduo tenha praticado delitos enquanto menor” 1.

E agora? Bem, agora os moradores sentem-se 'mais' seguros, a PSP regressa a 'casa', enquanto o jovem espera julgamento em ‘prisão domiciliária’, junto dos amigos, com pulseira electrónica. Irá ter acompanhamento ou formação profissional tendo em vista uma futura integração social? Ou talvez de vez em quando regresse, nostalgicamente, aos seus passeios até às estações do Metro de Telheiras e do Lumiar? Então aí o ciclo recomeça, agora com a pulseirinha…

1. PSP detém jovem de 16 anos que roubava com faca : assaltou 20 pessoas à porta do metro” por Miguel Curado, CManhã 2007-03-12, no URL www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=234271&idselect=10&idCanal=10&p=200

publicado por Sobreda às 23:49
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