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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Diagnóstico social de crianças de comunidades imigrantes ou minorias étnicas

O peso das crianças de origem brasileira, cabo-verdiana e angolana é expressivo na multiculturalidade vivida nas escolas lisboetas, de acordo com dados do ano lectivo 2007/2008, citados pelo relatório do Diagnóstico Social, onde as crianças de origem cigana representam a maioria dos alunos oriundos de minorias étnicas ou comunidade imigrante nos jardins-de-infância e escolas básicas de Lisboa

Do universo de crianças em que pelo menos um dos progenitores não tem naturalidade portuguesa ou é oriundo da comunidade cigana, 27% dos alunos dos jardins-de-infância são de origem cigana, bem como 25% dos alunos das escolas básicas do primeiro ciclo.
Cerca de 16% são de origem cabo-verdiana, tanto dos jardins-de-infância como das escolas básicas da cidade. Nos jardins-de-infância, cerca de 16% têm origem brasileira e 12% angolana. Nas escolas básicas do primeiro ciclo, cerca de 13% dos alunos são filhos de angolanos e 10% de brasileiros.
Das cerca de 80 nacionalidades de estrangeiros que solicitaram estatuto de residente no concelho de Lisboa em 2006, a mais representativa é a brasileira, com 19,3%, seguida da ucraniana, com 13, 4%, e da romena, com 9,3%.
Segundo dados provisórios do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), em 2006, 3654 pessoas pediram estatuto de residente, das quais 43 por cento eram mulheres e 57% homens. Entre a população de Angola, Cabo Verde e Brasil, a maioria dos pedidos foram feitos por mulheres, ao contrário da população da Índia, Bangladesh, Guiné-Bissau e Paquistão, maioritariamente masculina.
Promovido pelo pelouro da Acção Social da autarquia de Lisboa o Diagnóstico Social de Lisboa propõe a “compreensão da realidade social da cidade”, dividindo-se a análise num conjunto de áreas temáticas: cidade saudável, crescer com oportunidades, da vulnerabilidade à inclusão, diversidade cultural, envelhecimento activo e qualidade dos serviços.
O Diagnóstico Social aponta como estratégias de intervenção da diversidade cultural a criação de espaços de residência para acolher temporariamente cidadãos e famílias imigrantes recém chegados ao País, em situação de vulnerabilidade social. O documento propõe ainda, entre outras medidas, a recuperação de imóveis direccionados ao mercado de arrendamento a preços acessíveis.
É também defendido o reconhecimento de várias zonas da cidade onde predominam o comércio e serviços étnicos, como o Martim Moniz, “dotando-os de características apelativas aos cidadãos e integrando-os nos percursos turísticos”.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=134659
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publicado por Sobreda às 00:03
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

Xenofobia é monólogo

Enquanto o desfile de ontem comemorativo do 33º aniversário do 25 de Abril, no Marquês de Pombal, não começava, seis polícias concentraram-se à volta de um polémico gigantesco cartaz existente no local, guardando-o. Os elementos da PSP agarraram então alguns jovens manifestantes por pretendiam lançar ovos e tomates contra o cartaz, o que provocou grande indignação junto dos participantes no desfile do 25 de Abril, que começaram a gritar “25 de Abril sempre” e “fascismo nunca mais”. Criticaram também a polícia não apenas pela atitude de protecção do cartaz, como por terem identificado os jovens que o contestavam.

“Propaganda xenófoba não é discutir ideias, é um monólogo e, como todos os monólogos, uma opressão” e “As ideias discutem-se, o preconceito não” eram algumas das mensagens que se podiam ler em pequenos cartazes espalhados no chão.

Já na Assembleia de Freguesia do Lumiar da semana passada, a CDU apresentara um Moção em que considerava que a cidade de Lisboa tem sido, desde a sua origem, um ponto de encontro de povos e culturas, facto que contribuiu para que fosse constituída, ao longo dos séculos, uma comunidade que se caracteriza por ser aberta ao mundo, tolerante e integradora.

Considerando que a diversidade social, étnica e cultural de Lisboa que se alarga naturalmente à Freguesia do Lumiar, e é um património que todos devemos preservar sendo um factor de enriquecimento da vida da cidade e do País, em todos os seus aspectos, e valorizando o contributo activo e multifacetado das comunidades imigrantes para essa diversidade e, em geral, para o desenvolvimento e bem-estar da nossa comunidade.

E, considerando que todas as manifestações que apelem à discriminação, à intolerância, à xenofobia e ao racismo são inconstitucionais, para além de absurdas, inaceitáveis e intoleráveis, ofendem os valores da democracia, do humanismo, da liberdade e da tolerância, os quais têm fortes raízes na Freguesia, propuseram que a Assembleia de Freguesia do Lumiar deliberasse demonstrar o seu profundo repúdio pela mensagem xenófoba, que um minúsculo grupo procurou ampliar com a colocação de cartazes provocatórios numa das praças mais centrais da cidade, bem como expressar a sua solidariedade aos estrangeiros que vivem, trabalham e estudam na Freguesia e na Cidade, na certeza de que, com a experiência do seu dia-a-dia, sabem distinguir entre as afirmações incendiadas de um pequeno grupo de portugueses e os sentimentos sinceros da esmagadora maioria da população.

Com o objectivo de fazer chegar este ponto de vista aos grupos destinatários acrescentaram que a moção deveria ser enviada, entre outros órgãos, a todos os Grupos Étnicos e Associações de imigrantes sedeadas na Freguesia, ao Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, bem como à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial.

A proposta foi aprovada por Unanimidade.

 

1. Ver www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=801650&div_id=291

publicado por Sobreda às 01:59
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