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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Tribunal recusou pedido de suspensão de ciclovia

O Tribunal Administrativo de Lisboa negou o decretamento provisório da providência cautelar interposta pela Junta de Carnide contra a forma como está a ser construída pela Câmara a ciclovia na Freguesia.

 

O advogado da Junta de Freguesia de Carnide confirmou a decisão judicial - “o decretamento provisório foi negado, agora a providência cautelar será julgada” - e acrescentou que a CML enviou na 6ª fª a resposta ao tribunal, a que estava obrigada no âmbito do processo. A Junta não conseguiu assim suspender de imediato as obras da ciclovia e repor as quatro faixas de rodagem na Avenida Colégio Militar, tal como pretendia.
O presidente da Junta de Freguesia, Paulo Quaresma, lamentou que a providência cautelar não tivesse efeitos suspensivos imediatos e sublinhou que continuam a chegar à Junta e-mails de moradores, queixando-se da forma como as obras decorrem, nalguns casos fazendo a ciclovia passar muito próximo de acessos a habitações, como portões.
O autarca de Carnide lembra a ausência de estudos de tráfego que analisem o impacto destas medidas no trânsito e que suportem a decisão da autarquia de reduzir de quatro para duas as faixas de rodagem na Av. Colégio Militar, bem como a falta de diálogo com a autarquia e a interferência com os espaços da própria Feira da Luz, que se realiza durante o mês de Setembro.
Já o vereador dos Espaços Público e Verde tem vindo a reiterar que as obras foram analisadas pelas várias freguesias e populações, sublinhando terem sido decididas no âmbito do processo de orçamento participativo.
Nos folhetos colocados na freguesia de Carnide, a CML informa que as alterações decorrem do plano de mobilidade e que irão permitir acrescentar 19 lugares de estacionamento na Av. Colégio Militar e 82 na Rua Fernando Namora.
Além da construção da ciclovia, que terá o percurso Av. Colégio Militar/Largo da Luz/Rua do Seminário/Rua Fernando Namora/Rua Hermano Neves, a autarquia refere igualmente que serão alargados passeios para melhorar a acessibilidade e plantadas 19 novas árvores na Avenida Colégio militar e 39 na Rua Fernando Namora.
 
Ver http://jornal.publico.clix.pt/noticia/30-08-2009/tribunal-recusou-pedido-de-suspensao-de-ciclovia-17684167.htm
publicado por Sobreda às 00:19
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Sábado, 22 de Agosto de 2009

Linha vermelha pára este fim-de-semana

Andar no Metro de Lisboa, entre as estações Oriente e Alameda, não vai ser possível durante este fim-de-semana. A linha vermelha vai voltar a estar encerrada este fim-de-semana. Em causa estão as obras de prolongamento desse percurso.

O Metro de Lisboa justifica a paralisação da linha vermelha com as obras de ligação do percurso com as estações que vai cruzar, depois do prolongamento até S. Sebastião, na linha azul. As restantes linhas da rede do Metropolitano manterão a circulação no horário normal de funcionamento.
Os utentes podem utilizar os autocarros da Carris que vão estar ao serviço do Metro, para fazer a ligação entre o Oriente e Alameda. Segundo informa a empresa, estes veículos vão funcionar entre as 6h30 e a 1h00, e podem ser utilizados os títulos de transporte do Metro.
Recorde-se que já no outro fim-de-semana também esteve encerrada a mesma linha.
 
Ver http://tvnet.sapo.pt/noticias/detalhes.php?id=47535
publicado por Sobreda às 00:15
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Acesso da Caparica para Lisboa encerrado este fim-de-semana

O acesso da Costa de Caparica para Lisboa, através da Ponte 25 de Abril, vai estar encerrado ao tráfego durante o fim-de-semana, segundo informa a Lusoponte.

O encerramento terá lugar a partir das 22h de hoje, prevendo-se a sua reabertura para as 12h de domingo, dia 23 de Agosto, que se justifica pela necessidade de trabalhos de reabilitação do pavimento.
A Lusoponte informa ainda que o tráfego proveniente do IC20 será desviado para a Ponte 25 de Abril através da primeira rotunda (antiga rotunda da Piedade), estando as alternativas devidamente assinaladas.
 
Ver http://economico.sapo.pt/noticias/acesso-da-caparica-para-lisboa-encerrado-no-fim-de-semana_67958.html
publicado por Sobreda às 22:52
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Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Engenheiro defende tese de mestrado sobre o potencial ciclável de Lisboa

Um engenheiro que durante mais de 200 dias andou a testar o potencial ciclável de Lisboa defende, esta 3ª fª às 14h, a sua tese de mestrado “Contribuição do modo bici na gestão da mobilidade urbana”, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa.

Na defesa da tese, vai desmistificar ideias e desculpas usadas pelos lisboetas para não utilizarem a bicicleta como meio de transporte. “As sete colinas, o vento, o frio, o calor, o tráfego automóvel são tudo desculpas de que vou falar e mitos que vou deitar por terra”.
Além de desmistificar questões, o jovem engenheiro vai ainda defender propostas e soluções do que deve ser feito para ajudar os lisboetas a andarem mais de bicicleta.
A criação de corredores de bicicletas nas faixas de rodagem, o alargamento do horário em que as bicicletas podem ser transportadas no metro e a adopção de uma ideia já aplicada em algumas cidades norte-americanas – “colocar ganchos na frente dos autocarros onde dá para pendurar duas ou três bicicletas” - são algumas das medidas defendidas.
“Andar de bicicleta em Lisboa é vantajoso para muitas pessoas, nomeadamente para quem se desloca no planalto central da cidade - Saldanha até ao Lumiar - e na zona ribeirinha. Com uma ajuda dos transportes públicos tornar-se-ia vantajoso para muitos mais”.
 
Ver Lusa doc. nº 9526459, 06/04/2009 - 16:34
publicado por Sobreda às 00:58
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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Verdes propõem leis para promover o uso da bicicleta como meio de transporte

Uma rede nacional de ciclovias e alterações ao Código da Estrada para garantir a segurança dos ciclistas são duas propostas do Partido Ecologista “Os Verdes” para promover a bicicleta como meio de transporte e que o Parlamento vota quinta-feira.

Os deputados deverão ainda votar um projecto de Resolução que prevê um plano nacional de promoção da bicicleta e outros modos de transporte suaves.
“Esta ideia nasce do reconhecimento da importância que a bicicleta pode ter na substituição das nossas escolhas de mobilidade e transporte e deslocações diárias de substituição do automóvel particular, concretamente em meio urbano, e necessidade de garantir segurança para os ciclistas circularem na via pública”, disse o deputado de “Os Verdes”, Francisco Madeira Lopes.
O deputado salientou que já não é a primeira vez que “Os Verdes” apresentam um projecto “para a constituição de uma rede nacional de pistas cicláveis”, porque “misturar o uso da bicicleta com automóveis é perigoso, como infelizmente a prática tem demonstrado”.
“Tal como existe uma rede ferroviária, também entendemos que deveria haver uma rede nacional de pistas cicláveis que permitisse, não só que os ciclistas circulem em segurança dentro das localidades, mas também a ligação futura entre diferentes localidades e inclusivamente a ligação do país a outras redes internacionais e europeias de pistas cicláveis”.
O deputado considerou que “está na hora de o Governo dar um passo em frente” na promoção de alternativas de mobilidade porque a evolução que se tem registado em Portugal “tem estado, até agora, sujeita à boa vontade das autarquias”. “Infelizmente essas são medidas pontuais, desgarradas, que gostaríamos de ver encaradas pelo Estado de uma forma mais coerente e de uma forma mais séria”.
Os Verdes” entendem que “a bicicleta é uma mais valia enquanto elemento de lazer, de prazer, de saúde e de desporto, mas também pode e deve desempenhar um papel nas deslocações diárias como um meio normal de transporte”, numa altura em que se fala da crise energética, da problemática das alterações climáticas e do problema da mobilidade nas cidades.
Outra das iniciativas de “Os Verdes” votada no Parlamento prevê alterações ao Código da Estrada “para permitir maiores direitos e segurança aos ciclistas”. “É importante que se acabe com algumas limitações do Código da Estrada que colocam a bicicleta como um veículo de segunda ou terceira face ao automóvel particular”.
“Nós adiantamos uma série de propostas e queremos vê-las discutidas na especialidade com todos os grupos parlamentares e gostaríamos também de contar com os contributos da sociedade civil, de outros partidos e parceiros sociais, mas o que nós consideramos importante é corrigir o Código da Estrada no sentido de garantir direitos e segurança para os ciclistas”.
Para o deputado não faz sentido algumas regras que podem inclusive colocar em perigo o ciclista. “Por exemplo, circular à beira do passeio parece ser uma boa regra, mas isso pode ser um problema para o ciclista quando há carros estacionados”, exemplificou.
Os Verdes” apresentam ainda uma proposta de resolução para a criação de uma estratégia nacional para a promoção das bicicletas. Segundo Francisco Madeira Lopes, “este plano deve ser promovido pelo Governo depois de criado um grupo de trabalho, em que se implemente um conjunto de acções para divulgar as vantagens da bicicleta e facilitar o uso cada vez mais generalizado da bicicleta, que tem vinco a perder terreno nas cidades para o automóvel”.
“Nós vemos que hoje, nas nossas cidades, o automóvel reina. Não só tomou conta das estradas e dos estacionamentos, como hoje em dia já até dos passeios tomou conta. (...) É preciso repensar as nossas cidades e devolvê-las às pessoas”.
Com estas iniciativas, “Os Verdes” pretendem também “diminuir a sinistralidade rodoviária, contribuir para a melhoria da qualidade do ar, para a melhoria da saúde da população e também contribuir para combater a crise energética e as alterações climáticas”.
 
Ver Lusa doc nº 9231778, 21/01/2009 - 13:21 e http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/d614b881c190195c048d78.html
Ver também http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2009/01/projectos-sobre-mobilidade-suave-em.html
publicado por Sobreda às 02:09
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Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Serviço ‘Mob Carsharing’

O ‘Mob Carsharing’, um serviço da Carris de aluguer de viaturas por curtos períodos de tempo, conta com setenta contratos assinados, quando se perfazem três meses desde o início do serviço, sendo, segundo a Carris e Carristur, um serviço que permite aos utilizadores pouparem até 4.000 euros por ano caso percorram menos de 15.000 quilómetros.

A actual frota totaliza 15 viaturas, apesar de apenas 10 estarem disponíveis nos seis parques que estão a funcionar em Lisboa, no Cais do Sodré (uma viatura), Rua Alexandre Herculano (duas), Parque das Nações (duas), Campo de Ourique (uma), Saldanha (duas) e Campo Pequeno (duas).
A empresa conta activar mais seis parques de estacionamento até final do próximo mês de Janeiro: um em Alcântara (Santo Amaro), Miraflores (Linda-a-Velha), Olivais (junto ao Instituto Superior de Engenharia de Lisboa), Estrada da Luz (junto às Torres de Lisboa), Avenida de Roma e Alto de Campolide-Amoreiras.
A ligação entre os transportes públicos e o ‘Mob Carsharing’ é feita através do cartão Lisboa Viva, através do qual os utilizadores do serviço desbloqueiam as viaturas estacionadas nos parques.
O acesso é feito mediante o pagamento de 55 euros de inscrição e a reserva dos veículos pode ser efectuada 24 horas por dia através da Internet ou por telefone. O custo do serviço de ‘Mob Carsharing’ é calculado em função do tempo (em horas) e dos quilómetros percorridos, implicando ainda o pagamento de uma anuidade de 84 euros da qual a empresa isenta os utilizadores até que atinjam os 200 contratos.
Durante o primeiro trimestre de 2009, a empresa conta pôr a funcionar mais sete parques de estacionamento para o Mob Carsharing no Bairro Alto, Lumiar, Olivais, Pateo Bagatella, Príncipe Real, Santos e Telheiras, concluiu.
 
Ver Lusa doc. nº 9155484, 30/12/2008 - 10:29
publicado por Sobreda às 00:09
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Sábado, 20 de Setembro de 2008

Caminhada em Carnide

Hoje, sábado dia 20 de Setembro, pelas 17h30, a Junta de Freguesia e algumas associações locais organizam uma caminhada por ruas e espaços de Carnide aberta à participação de todos.
Locais de encontro:
Alameda Roentgen (Telheiras); Igreja do Bairro Padre Cruz; Escola Prista Monteiro (Horta Nova); Rua particular à Azinhaga dos Lameiros; Jardim Bento Martins (Quinta da Luz); Esquadra da P.S.P. de Carnide (Bairro Novo); Lidl da Quinta do Bom Nome; Largo do Coreto (Centro histórico) e Rua Álvaro Benamor (Parque Colombo).
Escolha um dos locais de partida, junte amigos e familiares e pratique uma saudável caminhada em grupo.
publicado por Sobreda às 01:58
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Remoção da passagem pedonal em Alcântara

Segundo a Rede Ferroviária Nacional (REFER), a remoção da passagem superior pedonal de ligação entre Alcântara-Mar e Alcântara-Terra deverá iniciar-se amanhã, pelas 8 horas, estando a sua conclusão prevista para meados de Setembro.
O presidente da Junta de Freguesia de Alcântara expressou de imediato a sua satisfação com a remoção da passagem pedonal superior junto à linha-férrea, por responder a uma aspiração antiga da população, que a considera insegura.
Foram “1,2 milhões de euros para o lixo”, afirmou José Godinho que, desde a inauguração daquela passagem pedonal, tem demonstrado a sua “total discordância” quanto à obra, pelos custos elevados da sua construção e manutenção, assim como pelo “impacto visual agressivo”. Com os milhões de euros “o Estado podia-os ter gasto com a reabilitação de Alcântara, mas fico muito satisfeito que seja removida. Penso que é a melhor opção”.
O elevado custo da manutenção e limpeza, aliados à sua pouca utilização por peões, ditaram o abandono da passagem superior metálica. A passagem terá sido o “mais caro parque infantil do país”, já que tem sido utilizada somente por jovens para brincar e jogar à bola, ironizou o autarca.
Os trabalhos decorrerão durante os fins-de-semana de 23 de Agosto a 15 de Setembro.
 
Ver Lusa doc. nº 8695291, 22/08/2008 - 16:53
publicado por Sobreda às 22:58
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Lisboa negociou mal

Numa sala ‘à pinha’ da Junta de Freguesia de Benfica, decorreu anteontem à noite mais uma reunião descentralizada da CML, numa sessão dominada pelo descontentamento e a revolta dos moradores do Bairro de Santa Cruz de Benfica. Em causa estava o projecto de conclusão da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL), mais concretamente, o troço entre a Buraca e a Pontinha 1.
Foram 150 moradores de Benfica que encheram o auditório Carlos Paredes até às 23h30 de quarta-feira, um dia, de resto, em que a autarquia esteve em reunião durante 14 horas. Contando com a assistência da sala contígua (onde as palavras do presidente chegam pelo vídeo), são mais de 250 pessoas, sentadas nas cadeiras, nos degraus, de pé, ao colo, espalmadas contra o palco e contra as portas 2.
Vestidos de negro em sinal de luto pela obra que dizem pôr em causa a sua qualidade de vida e a saúde pública na zona, os moradores apontaram vários defeitos ao projecto 3, que alegam violar a Declaração de Impacto Ambiental, emitida pelo Instituto do Ambiente em 2004.
Consideram que, em vez das três vias em cada sentido, em túnel fechado, que lhes prometeram, em 2005 o Governo decidiu alterar o projecto para quatro vias em cada sentido e, pior, num túnel a céu aberto que passa a poucos metros das suas casas e onde são esperados cerca de 120 mil veículos por dia. O Governo inseriu também um nó rodoviário na Damaia, que os residentes na zona dizem servir apenas os interesses imobiliários na Amadora.
Os moradores pediram então ao presidente da CML que interceda junto do Governo para que este ‘atentado’ não vá avante, mas António Costa alegou que já não vai a tempo de pedir alterações de fundo, tendo-se comprometido apenas a “trabalhar para mitigar os efeitos daquela solução”.
Perante a ‘agonia’ dos munícipes, o presidente da CML acabou por reconhecer que “esta não é a melhor solução possível”, tendo-se ‘apenas’ comprometido a “trabalhar para mitigar os efeitos daquela solução”, nas reuniões semanais que a CML tem tido com as Estradas de Portugal para resolver problemas práticos como os realojamentos e os arranjos de superfície.
No final, o autarca acabaria por reconhecer que “o concelho da Amadora negociou bem e o concelho de Lisboa negociou mal” 4.
Por resolver continuarão ainda os problemas de trânsito, a insegurança rodoviária junto à Estação de Benfica e os cruzamentos que são “autênticas ratoeiras”, a falta de passadeiras, os jardins que são “grandes WC caninos” (“sr. presidente, não queremos WC tão grandes para os fiéis amigos”), a insegurança e sobretudo a ausência de estacionamentos (“põem pilaretes de 35 euros por tudo quanto é sítio, até em frente a uma árvore, vá-se lá saber com medo que alguém ponha o carro lá em cima”) 2.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/161862.html
2. Ver “António Costa admite que Lisboa "negociou mal" a CRIL” IN Público 2008-04-04
3. Ver posição dos moradores IN www.cril-segura.com
4. Ver http://jn.sapo.pt/2008/04/04/pais/costa_se_compromete_a_mitigar_efeito.html
Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Construção do Eixo Pedonal

De acordo com a SGAL, “vão ser iniciados os trabalhos de execução das rótulas do eixo pedonal no território da Alta de Lisboa”. Os trabalhos serão executados com a seguinte sequência: 1º - Rótula 1 sentido descendente e Rótula 2 nos dois sentidos; 2º - Rótula 1 sentido ascendente e Rótula 3 nos dois sentidos.

Durante a construção da Rótula 1 sentido descendente e Rótula 2, o trânsito da Av. Kruz Abecassis e Rua Melo Antunes, é desviado para a Alameda Sérgio Vieira de Melo, após conclusão desta intervenção e durante a construção da Rótula 3 o trânsito é desviado para a Rua Melo Antunes 1. Ao seu lado está de momento em início de construção um novo edifício de 9 pisos.

Recorda-se que o Plano de Urbanização do Alto do Lumiar (PUAL), foi aprovado pela Assembleia Municipal de Lisboa (AML) em 18 de Julho de 1996 e ratificado pela Resolução do Conselho de Ministros nº 126/98, publicada no Diário da República, 1ª série - B, nº 248, de 27 de Outubro. Finalmente, no início de Abril do ano passado, a SGAL anunciara o início do Eixo previsto no PUAL, mas o arranque das obras voltaria a arrastar-se durante largos meses 2.

Por isso “Os Verdes” apresentaram e fizeram aprovar por unanimidade na AML, no transacto mês de Setembro de 2007, uma Recomendação sobre o Eixo Pedonal na Alta de Lisboa, na qual se defendia que este Eixo “constitui um elemento de valorização do território, da qualidade de vida dos residentes na zona e de modernização de Lisboa”. E, neste sentido, apelava-se à rápida concretização do referido Eixo, mantendo a inclusão de uma pista pedonal e ciclável, incluída no projecto das restantes infra-estruturas complementares ao Plano de Urbanização do Alto do Lumiar 3.

Agora, vem a SGAL anunciar publicamente a promessa de construção das rótulas do Eixo Pedonal, sem contudo indicar qual a data para o início dos trabalhos. Como já anteriormente publicitara outras obras, mantendo as habituais indefinições com arranques e recuos, os moradores poderão voltar a duvidar se será desta vez que o projecto do Eixo vai mesmo ser concluído.

 

1. Ver www.altadelisboa.com/05-noticias2.php?ID=35

2. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=78&Itemid=36 e http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/12/caminho-pedonal.html

3. Ver http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/06/eixo-pedonal-afinal-para-quando.html

publicado por Sobreda às 00:03
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Estacionamento para bicicletas e motas


A Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, uma proposta do PCP para a criação de lugares de estacionamento para bicicletas e motas junto aos interfaces dos transportes públicos e nos parques de estacionamento municipais a preços reduzidos.
Segundo a proposta de Ruben de Carvalho e Rita Magrinho as direcções municipais de planeamento urbano e de segurança e tráfego são incumbidas de criar «áreas de estacionamento apetrechadas e dedicadas ao parqueamento de veículos de duas rodas, junto aos interfaces modais de transportes, jardins e parques, equipamentos colectivos e principais pólos comerciais».

Temas:
publicado por cdulumiar às 11:45
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Enxurrada de queixas na periferia da capital

Uma escola visitada por ratazanas, um centro de dia e creche pronto a abrir há tanto tempo que foi ‘inaugurado’ à força por vândalos, uma divisão da PSP que afinal será só uma esquadra, um jardim histórico com sarjetas desentupidas, mas onde faltam agora as respectivas grelhas e mais segurança, ruas perigosas para carros e peões, acessos raros ou precários, casas abandonadas que convidam à ocupação ilegal…
Uma enxurrada de queixas inundou a terceira reunião pública descentralizada do executivo camarário, realizada na passada 4ª fª, na sede da Associação de Deficientes das Forças Armadas, no Lumiar.
Com um número recorde de inscrições (mais de 80, reduzidas para menos de metade após uma prévia análise dos casos), a sessão foi dedicada a ouvir os problemas dos munícipes de três freguesias da zona Norte de Lisboa: Ameixoeira, Charneca e Lumiar. Um território onde se misturam antigas quintas, com novos empreendimentos e bairros de realojamento. E onde a mudança tem sofrido da falta de planeamento nuns casos e puro abandono noutros, deixando à beira de um ataque de nervos grande parte da população, que já ronda os 60 mil e promete crescer muito mais.
A Insegurança marcou as primeiras intervenções. A Divisão de Trânsito da PSP começou a mudar-se das instalações que ocupa há décadas no centro de Lisboa para o edifício novo da PSP, no Lumiar, inicialmente destinado a acolher uma esquadra e uma nova divisão daquela polícia, cuja criação não chegou a efectivar-se. A opção pela divisão de trânsito defraudou as expectativas criadas quanto ao policiamento de proximidade numa área geográfica tão vasta. O presidente da CML (e ex-ministro da Administração Interna, com responsabilidade sobre a polícia) procurou mesmo esclarecer que, perante a mudança de planos relativamente a este último ponto, a posição da CML é “que não temos nada contra que a PSP utilize como entender o excedente de instalações para lá das necessidades da esquadra, desde que esta exista e funcione”.
Posição de imediato contrariada por Ruben de Carvalho do PCP, que contrapôs a diferença de expectativas geradas à população por uma e outra opções. Por seu turno, Negrão do PSD quis saber ao certo a dimensão da nova esquadra.
Esteve também em foco a escola nº 185, nas Galinheiras (Charneca), por causa das infestações de ratazanas que chegam mesmo a obrigar ao seu fecho periódico. A vereadora da Educação confirmaria o cenário: “Praticamente todos os meses têm de fazer desratização”. O que tem a haver “com grandes construções na envolvente, obras que requerem cuidados com tratamento de lixos”. Estranhamente, um problema que “dura há anos”, disse a vereadora, lembrando que a rede pública camarária de escolas “está muito degradada”, pois “apenas 4% é aceitável”. Recorde-se que uma nova escola básica integrada na Charneca está entre as sete prioritárias a construir pelo actual executivo na área da educação.
Outro tipo de invasão sofreu o centro de dia e duas creches que há muito estão prontos no bairro do Reguengo (Charneca) e cujo edifício integrado acabou por ser recentemente vandalizado. “Temos o protocolo pronto para entregar à SCML, que vai gerir o equipamento, e quando íamos a compor tudo aconteceu isso. Está a ser entaipado e será reposto o que foi estragado", esclareceu a vereadora da Habitação e Acção Social.
Um cenário que pode ser confirmado por uma visita ao local, onde se mantém agentes da polícia municipal de guarda 24 horas por dia. Como recordou um morador “casa roubada…”.
Também a Casa da Cultura Cigana (na Ameixoeira) foi dada como abandonada por um interveniente na sessão, esclarecendo a vereadora que foi usada na altura do Natal para uma festa da comunidade cigana. “É um edifício muito grande com as inerentes dificuldades de gestão, as quais se estão a tentar resolver com mediadores de etnia cigana e outras instituições”. Sobre as AUGI, de que a Ameixoeira possui metade das existentes em Lisboa, nem uma palavra…
O vereador da Mobilidade foi confrontado com numerosas situações perigosas para a circulação viária e para os peões. Desde os engarrafamentos diários no Eixo Norte-Sul, entre a Alta de Lisboa e Telheiras, à Calçada da Carriche e ao troço entre a Rua do Lumiar e a Travessa da Castiça, vedado ao trânsito há mais de seis meses (apesar de ter verba aprovada na CML para a sua reabilitação), pelo que os carros têm de se enfiar na faixa BUS e só por acaso não aconteceu, ainda, uma tragédia”, como alertou um morador, mencionando, também, passadeiras em curvas na Rua José Pinto Correia, um “cruzamento há mais de 15 anos com sinalização prometida”, além ainda da Estrada de São Bartolomeu, “sem espaço para peões e carros” e que deixa os autocarros da Carris em apuros quando se cruzam..., de tudo se ouviu. “Já se chegou a entendimento com o empreiteiro sobre o que deve ser ele a fazer e o que deve ser a Câmara a fazer”, tentou explicar-se o vice-presidente da CML sobre este último caso.
Na área dos Espaços verdes, destacou-se a degradação do Jardim de Santa Clara, onde, segundo garantiu uma utilizadora, “desentupiram, e bem, as sarjetas, mas falta-lhes agora as respectivas grelhas”. Problema a que se junta o avançado estado de degradação do pavimento e “assaltos a qualquer hora”. Em resposta, o vereador do Ambiente desculpou-se que “desde que entrou esta vereação o jardim está muito melhor, com uma intervenção sistemática, apesar da falta de meios humanos e financeiro”. Ficou então a promessa de que “a requalificação vai ser executada em 2009”. Motivo de queixa foi também as abandonadas zonas expectantes, o lixo e a falta de espaços verdes e de iluminação no Parque dos Príncipes, em Telheiras, que ficaram sem resposta.
Os problemas estavam aliás há muito identificados, tal como a maior parte das soluções, como reconheceram vários dos vereadores chamados a prestar esclarecimentos. Porém, diz-se, esbarram agora na actual ‘debilidade’ económica da CML. Ao ponto de a certa altura, quando se falava da falta de lâmpadas ou grelhas de esgotos, o presidente da CML ter de tomar a palavra para lembrar que “a rotura financeira da CML não é ficção e se traduz até em coisas comezinhas”.
Ou seja, após todas estas pertinentes queixas os munícipes ficaram atónitos com a solução prognosticada pela CML: talvez só lá para o ano das eleições (ou mesmo depois!!), porque ‘hoje’ a CML diz que não tem dinheiro!
 
Ver JRegião 2008-02-08, p. 7
publicado por Sobreda às 00:08
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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Altas promessas

A SGAL - Sociedade Gestora da Alta de Lisboa - promete para 2008 assumir o compromisso de gerar benefícios duradouros para as pessoas e instituições da Alta de Lisboa, mais concretamente a nível das acessibilidades. Assim, após a inauguração do Eixo Norte-Sul, fala-se agora num esforço acrescido para a concretização de outras grandes vias.
- Finalização da nova Av. Eng. Santos e Castro, que se encontra dependente da disponibilização de terrenos pela CML, que, julga a SGAL, poderá ocorrer a curto prazo;
- Desenvolvimento do Eixo Central ou Passeio de Lisboa, que será a via urbana estruturante mais importante do Projecto e que igualmente tem troços dependentes da disponibilização de terrenos pela CML;
- Início da construção da Porta Sul ou Nó de Calvanas, junto à 2ª Circular, que apenas aguarda decisão da CML e que é uma das obras mais importantes do Projecto Alta de Lisboa. De grandes dimensões, foi projectada para servir de alavanca a uma requalificação urbana da zona entre a 2ª Circular e o Campo Grande, bem como de ligação entre a Alta e a Baixa, possibilitando que se percorra a cidade da Baixa a Alta em poucos minutos 1.
Embora ainda não se perceba se o encurtar dos tempos de deslocação se fará através de melhores transportes públicos, de uma coisa se fica com a certeza: todos os ‘esforços’ anunciados sobre mobilidade e acessibilidades estão dependentes de deliberações camarárias. Daí que seja fácil produzir ‘Altas’ promessas à custa de terceiros.
Talvez assim melhor se compreenda as consequências de a "Alta de Lisboa se encontrar sem dinheiro para terminar no prazo previsto a nova cidade do Lumiar" 2.
Recorda-se que o PUAL - Plano de Urbanização do Alto do Lumiar - foi aprovado pela AML em 18 de Julho de 1996 e 16 de Junho de 1997, tendo sido ratificado em reunião de Conselho de Ministros de 24/09/1998 (RCM nº 126/98, publicado no D.R. de 27/10/98).
 

1. Ver www.altadelisboa.com/05-noticias2.php?ID=33

2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/15504.html

publicado por Sobreda às 21:11
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

Os inadmissíveis estacionamentos abusivos em dias de futebol

Aqui se transcreve na íntegra uma desesperada carta de um morador de Telheiras. As suas queixas reproduzem na primeira pessoa outras denúncias já aqui publicadas neste blogue 1.
Na qualidade de residente de Telheiras, venho por este meio, manifestar a minha indignação pelo que se passa neste bairro sempre que se realiza um jogo de futebol no estádio de Alvalade.
É inadmissível que os moradores da Rua Prof. Manuel Cavaleiro de Ferreira tenham de passar por cima do passeio para conseguirem estacionar os seus veículos nas respectivas garagens.
É inadmissível que haja carros estacionados em cima de quase todos os passeios, danificando-os, e passadeiras, não permitindo a sua utilização pela parte dos peões, gerando-se situações de extrema insegurança.
É inadmissível que haja carros estacionados em cima de grande parte da ciclovia, nalguns casos cortando o acesso à mesma e não permitindo a sua utilização.
É inadmissível que haja carros estacionados em quase todos os espaços verdes desta zona, em cima de zonas de prado, que ficam obviamente danificadas.
É inadmissível que, apesar de tudo o já descrevi, haja parques, como o parque subterrâneo da Praça Central e o enorme parque, entre o Eixo N/S e a Rua Prof. Mark Athias, estejam quase vazios na altura em que se realizam os jogos, já para não falar do parque do próprio Estádio de Alvalade.
É inadmissível que as ruas circundantes ao estádio fiquem (depois dos jogos) num estado deplorável, cheias de lixo.
É inadmissível que se gerem situações como a que passo a descrever: Há uns tempos a minha mulher sentiu-se mal, metemo-nos no carro na garagem, demorámos quase 5 minutos, entre variadíssimas manobras, para conseguir sair da garagem. Seguimos até à Rua Prof. Francisco Lucas Pires e eis que nos deparamos com duas filas de trânsito paralelas, ambas no mesmo sentido embora a dita Rua tenha dois. Éramos três carros a ‘remar’ contra a maré de viaturas que tentava sair desta zona para a Segunda Circular. Fui agredido verbalmente por outros condutores, chamaram-me ‘Palhaço’ entre outras coisas que prefiro não repetir, tudo porque eu não estava a facilitar a circulação dos carros cujos condutores vinham do estádio. Estivemos quase 30 minutos nesta situação absurda.
Em resumo, quem reside nesta zona de Telheiras não tem literalmente forma de sair de carro daqui sempre que há um jogo, e pior que isso há pelos visto que fugir a conjugar a busca de tratamento para um qualquer mal estar físico com os início e final dos jogos em Alvalade.
É absurdo. Ou seja, quem aqui viva e que queira fazê-lo em segurança, precise ou busque apoio médico, queira utilizar a ciclovia ou simplesmente queira estacionar na sua propriedade ou junto da mesma, tem necessariamente que conhecer o calendário de jogos do Sporting, independentemente de se gostar ou não de futebol, ou do mesmo ter um nível de importância significativo na sua vida... Isto parece, no mínimo, absurdo, quase anedótico.
Ora, quem se dirigir a um hospital e deixar a viatura mal estacionada é multado e eventualmente vê a viatura rebocada. No entanto, quem se dirigir a um qualquer estádio de futebol (pois o que se descreve não se passa apenas junto ao estádio do Sporting) já não é multado. Será que o futebol justifica a falta de civismo? É inadmissível. Não estaremos perante uma nova forma de tirania?
Durante o Euro2004 o processo de entradas e saídas dos estádios correu bem, as pessoas deslocavam-se de transportes públicos para o estádio, e esta e outras zonas não ficavam entupidas de carros, agora voltou-se atrás? Na altura era literalmente para Inglês ver? Que se passa Srs. autarcas? 2 [sem mais palavras!]
 
Nota:
Com base nesta e noutras inúmeras denúncias anteriormente inseridas neste blogue, o Grupo Municipal de “Os Verdes” apresentou, na sessão da Assembleia Municipal de 22 de Janeiro, uma Recomendação sobre “Estacionamento em dias de futebol”, a qual foi aprovada por Unanimidade.
O texto pode ser consulado no URL http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=153&Itemid=36
 
1. Ver, por exemplo, http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/131230.html e seguir os links em rodapé.
2. Ver http://menos1carro.blogs.sapo.pt/85575.html
publicado por Sobreda às 02:43
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Limites de velocidade em zonas urbanas

A Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária (ENSR) propôs a redução dos limites máximos de circulação para 30 km/hora em centros urbanos, zonas residenciais e espaços com “forte presença de tráfego pedonal”. A proposta deverá agora ser estudada por um grupo de trabalho em que participam estruturas como a Estradas de Portugal, Governos civis e Associação Nacional de Municípios Portugueses.

 

 

Prevê-se que o documento enquadrador da ENSR, que define 28 objectivos operacionais, seja ao longo deste ano aprofundado sectorialmente, com a constituição de grupos de trabalho diferenciados. O documento inclui o objectivo de introduzir a carta por pontos. Até 2015, define como objectivo global reduzir os mortos a 30 dias para 62 por milhão de habitantes (foi de 91 em 2006).
Entre os 28 objectivos há dois que visam especificamente a segurança de peões. Promete-se a definição de um programa de requalificação de percursos pedonais e a fiscalização do estacionamento e do comportamento dos peões.
Já para este ano, é anunciada a criação do primeiro Plano Nacional de Fiscalização - algo que a Comissão Europeia recomendou em 2004, mas Portugal nunca cumpriu. Ou seja, um programa que defina estradas, horários e dias da semana em que deve ser intensificada a fiscalização de velocidades, consumo de álcool e uso de cinto.
Porém, para o porta-voz da Brigada de Trânsito da GNR, actualmente não existe uma estratégia, mas antes uma definição a curto prazo, “ou quando muito a médio”, das acções prioritárias, adequadas regionalmente por cada comando. “Articular a actuação das forças de segurança e definir um plano nacional é importantíssimo, desde que este seja permanentemente actualizado”.
A recomendação 345/2004 da Comissão Europeia apontava um formulário normalizado a seguir pelos Estados-Membros na elaboração dos seus planos de fiscalização, incluindo inventários das estradas em que são mais frequentes as infracções em cada uma das três áreas apontadas.
Só que, além de nunca ter elaborado um plano, Portugal também nunca cumpriu um segundo ponto da recomendação: a elaboração de relatórios de fiscalização a cada dois anos. Nestes documentos deveria constar, além de estatísticas de fiscalização, o circuito de aplicação de sanções, pagamento efectivo e decisões judiciais 1.
É a ordem para, em defesa das nossas vidas, se carregar no travão dentro das localidades. Nada para que desde há muito vários grupos não tenham já apelado para iniciativas similares 2.
 
1. Ver http://jn.sapo.pt/2008/01/09/nacional/zonas_urbanas_limite_30_quilometros_.html
2. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2008/01/zonas-urbanas-com-limite-de-30-km-hora.html
publicado por Sobreda às 07:21
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Domingo, 30 de Dezembro de 2007

Lumiar desprotegido - 15

Quem pretende circular entre o interface de transportes do Campo Grande e o silo de estacionamento de dois pisos ao ar livre, bem em frente ao Alvaláxia, o melhor que tem a fazer é ir pelo seu próprio pé. E se for deficiente então a única opção é desistir.
E porquê? Acontece que o elevador local se encontra no estado que se pode observar.
 

 

 

“O que se pode fazer, se até o elevador cuja função é levar os impossibilitados de andar, para o topo do parque de estacionamento, está completamente estragado como se pode ver nas fotos”?
Estará a Junta disponível para rapidamente ‘diligenciar’ na resolução do problema?
 
Ver http://minhablackbike.blogspot.com/2007/12/passagem-rpida-por-alvalade-caminho-do.html
Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Telheiras, de Aldeia a Ilha

Para quem veio morar para Telheiras há um quarto de século, constata a redução na qualidade de vida no bairro. Não é que se pretenda regressar ao período do pastoreio vaccum ou de rebanho de ovelhas, por entre os blocos de edifícios, mas longe vão os tempos em que se colhiam pequenas rosas selvagens junto aos velhos tanques de regadio ou se compravam produtos hortícolas directamente aos caseiros da Quinta de Sant’Ana.
Da Aldeia inicial 1, o bairro foi-se progressivamente isolando cercado pelas vias rápidas - 2ª circular, Av. Padre Cruz e Eixo Norte-Sul -, metamorfoseando-se em Ilha, situação que só agora alguns parecem reconhecer.
“…a transformação de um bairro residencial numa zona de atravessamento da cidade. Uma zona diariamente violentada, de forma verdadeiramente intolerável. Sobre quem apontar a crítica e o protesto? Sobre quem diariamente a violenta (os milhares empurrados para subúrbios, mas que têm que vir para a cidade trabalhar)? Ou sobre, quem décadas e décadas a fio, tem ‘planeado’ a Grande Lisboa, numa orgia de incompetência (se não mesmo dolo) e venalidade? E com isso forçando impunemente situações aberrantes, como aquela que todos os dias (e já não é de manhã e ao fim do dia, é a todo o tempo) testemunhamos em Telheiras.
Mas Telheiras sujeita-se a outras violências. Telheiras, eventualmente elevada a moda há uns anos, digamos desde a 2ª metade da década de 90, cresceu disparatadamente. E vai crescendo, saturada, estupidamente densificada, sucedendo-se os prédios, separados por ruas abertas agora mas de largura oitocentista (ou pior), e começando a ser também local de instalação de empresas, escritórios, sedeadas numa zona com volumetria pacatamente residencial, que trazem mais gente e automóveis, sem que para estes, como fatalmente teria que ser, haja previsão de um espaço de estacionamento minimamente decente”.
“Um só e breve exemplo disso: a zona em torno da estação de correios”. Outro ainda, a “vergonha do estacionamento selvagem invadindo Telheiras em dias de jogo no velho estádio de Alvalade. Foi abaixo, fez-se um novo. Acaso se resolveu, ou ao menos se atenuou, com esse novo estádio, esse verdadeiro crime?”
Telheiras vem-se assim transformando-se de “bairro residencial numa zona de atravessamento da cidade, agora extremamente prejudicado com a abertura do último troço do eixo Norte-Sul. Atravessar o bairro tornou-se um pesadelo com grandes congestionamentos e óbvia perda de qualidade de vida. Dá a impressão de que tanto o urbanismo como a mobilidade, tudo é feito a olhómetro. E assim, com a maior das calmas e das facilidades, se vão destruindo bairros que, à semelhança da Expo, poderiam ser considerados exemplares em vários aspectos” 2.
Nada que neste blogue não se venha há muito alertando. Denúncias que, também impunemente, ficam sem resposta da parte da Junta e da CML.
 
1. Ver, por ex., http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/11009.html
2. Ver http://carmoeatrindade.blogspot.com/2007/12/pilaretes.html
publicado por Sobreda às 01:14
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Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Inutilidades verticais

Existe uma praga deles pela freguesia, de cores e formatos diferentes. Em boa parte são ineficazes. Alguns são amovíveis, como no caso dos que viabilizam a subida das roulottes para cima dos passeios, em dia de futebol 1. Os deficientes ‘adoram-nos’ para neles tropeçarem. O caso agora fotografado e publicado 2 é por demais conhecido pelos moradores da Rua João Barreira. E tanto atrapalha os peões como o trânsito e, em particular, o cruzamento de dois autocarros da carreira 47 da Carris.

Há alternativas aos pilaretes? Claro que sim. Em zonas residenciais, subam-se os lancis e elevem-se as zebras para peões, obrigando as viaturas a circularem a velocidades reduzidas. Quem ainda duvida que a prioridade deve ser dada aos peões? Avisado é o provérbio que proclama “devagar se vai longe”. Neste caso, na segurança dos transeuntes.

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/131230.html

2. Ver http://carmoeatrindade.blogspot.com/2007/12/pilaretes.html

publicado por Sobreda às 00:31
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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Eléctrico nº 24

Na última Assembleia Municipal de Lisboa foi aprovada uma recomendação para a reposição de carreiras de eléctrico, nomeadamente a nº 24, que fazia a ligação entre o Cais do Sodré e Campolide, passando pelas zonas do Carmo, Príncipe Real, Rato e Amoreiras.
A recomendação, elaborada pelo grupo municipal de “Os Verdes”, partiu de uma petição lançada on-line pelo Movimento Fórum Cidadania Lisboa, no dia 1 de Outubro deste ano.
“O eléctrico 24 é importantíssimo não só turisticamente, mas para a mobilidade dos cidadãos”, explicou Paulo Ferrero, responsável pela petição no Fórum, acrescentando que “ainda há carril, por isso faz todo o sentido reactivar a carreira”.
A linha do eléctrico foi interrompida temporariamente há mais de dez anos, quando começaram as obras de construção do parque de estacionamento subterrâneo em Campolide. Agora que as obras terminaram, “foi pedido à Câmara Municipal que interceda junto da Carris para que a circulação do eléctrico seja finalmente reposta”.
O responsável pela petição afirma que a linha em questão “é uma espinha dorsal de Lisboa, facto entretanto agravado seja pela abertura de um interface no Cais do Sodré, seja pela crescente atractividade do Chiado e do Bairro Alto”.

Na Recomendação apresentada pelo PEV e aprovada na AML, pode ler-se que existe já “um protocolo entre a Câmara Municipal e a Carris para activar a antiga carreira de eléctrico nº 24”. Além disso, Sofia Vilarigues esclarece que, “segundo fonte da própria Carris”, a carreira seria activada após a conclusão das obras no passadiço do Elevador de Santa Justa.
Os deputados municipais de “Os Verdes” pediam ainda que a reactivação da carreira nº 24 preveja um horário alargado, de forma a dar uma melhor resposta às necessidades de transporte nas freguesias abrangidas por este eléctrico.
 
Ver Metro 2007-11-23, p. 6
publicado por Sobreda às 03:01
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Domingo, 11 de Novembro de 2007

O peão e a Avenida Padre Cruz

Reduzir as barreiras causadas pelas grandes vias rodoviárias e pelo mau aproveitamento do espaço público, devolvendo a cidade aos cidadãos, foi o tema da intervenção de Daniel Melo, morador no Alto da Faia 3, na audição preparatória do orçamento participativo da CML, realizado na 6ª fª passada, na BMOR 1.

Foi usado o exemplo concreto das dificuldades de mobilidade provocadas pelo isolamento do bairro de Telheiras face ao Lumiar, com o fosso originado pelo Eixo Norte-Sul e a Avenida Padre Cruz, e que aqui se transcreve:

 

 

“Parto do pressuposto da necessidade de melhorar a ligação e circulação entre as partes contíguas nesta zona da cidade (Telheiras e Lumiar novo e antigo), para facilitar o usufruto (via acesso por marcha pedonal) de vários equipamentos colectivos aí existentes: a escola secundária, o mercado, a junta de freguesia e as finanças do Lumiar; o Parque do Monteiro-Mor, o cemitério e os museus do Traje e Teatro no Lumiar antigo; e a zona residencial e campo de jogos em Telheiras.

Assim, na Av. Pe. Cruz (e no desvio para esta que sai do Eixo N-S) deviam-se fazer várias passadeiras para cortar o efeito de grande via rápida com que hoje é encarada a Av. Pe. Cruz. Também pensei em passagens subterrâneas, e falei em passagens aéreas, mas estas não são boa ideia, sobretudo para quem tem bicicletas, compras e carrinhos para transporte de crianças.

Além destas passadeiras, devia-se ajardinar os espaços que funcionaram como estaleiro de obras do viaduto recém-inaugurado (frente ao mercado e do outro lado da Pe. Cruz) e criar ligações entre o Alto da Faia e o Lumiar antigo, ou seja, um corredor que permita às pessoas irem directamente para o Parque do Monteiro-Mor e o cemitério pela parte baixa do Alto da Faia ou pela zona do Lumiar defronte ao mercado (passando por debaixo do viaduto do Eixo N-S desde o baixo do Alto da Faia e acompanhando o muro do cemitério até à entrada do Monteiro-Mor).

Depois, a própria Av. Pe. Cruz devia ser desnivelada, ou seja, passar em túnel até próximo do Estádio de Alvalade, pois o ruído do trânsito é muito elevado e é a melhor solução para acabar com aquele fosso na malha urbana. Existe esse projecto na CML, devia ser pensado para o futuro, não chega pôr barreiras anti-ruído no Eixo Norte-Sul” 2.

Uma intervenção pertinente. Recorda-se que o boletim ART informação nº 23 trazia já este alerta dos moradores do Alto da Faia III como tema de capa 3. Assim a CML tenha a vontade e os recursos para implementar as medidas sugeridas.

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/157297.html

2. Ver http://avezdopeao.blogspot.com/2007/11/palavra-aos-muncipes-lisboa-tambm-j-tem.html

3. Ver ART Informação nº 23 (Junho 2006), p. 1 e 11 IN www.artelheiras.pt/files/boletins/informacao_23.pdf

publicado por Sobreda às 02:29
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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Analfabetismo autárquico

O PCP acusou a maioria PS na câmara lisboeta de “analfabetismo autárquico” por ter considerado que os comunistas iriam apresentar hoje uma proposta “redundante” com o objectivo de fazer um “número politiqueiro”. Em causa estaria uma proposta dos vereadores comunistas para a criação de um “programa geral de reabilitação da cidade” que resolva o “estado de degradação” do espaço público.

A direcção da cidade de Lisboa do PCP repudia as afirmações da fonte da maioria PS e “considera que aquelas declarações tiveram intenção provocatória e ofensiva”. “Aliás, perpassa na apreciação que esta fonte PS faz da proposta dos vereadores do PCP um certo analfabetismo autárquico, um certo alheamento das realidades do funcionamento da cidade”, lê-se num comunicado.

Porém, na reunião pública de 5 de Setembro, o executivo municipal aprovara, por unanimidade, a reestruturação do Programa Lx Alerta, tendo como objectivo “solucionar situações anómalas ocorridas no espaço público”.

Ora, de acordo com o PCP, “o Lx Alerta só responde a anomalias de momento”, ou quando é requerida a sua intervenção esporádica, enquanto a proposta que será discutida nesta 4ª fª “refere a necessidade de um ‘programa geral de reabilitação’ e não a mera conservação do espaço público”. “É outro ramo. É outro domínio. Não se trata de remendos. Trata-se de algo profundo, programado, prolongado no tempo, dotado de verdadeiro financiamento”, sustenta o PCP.

O comunicado dos vereadores acrescenta ainda que a proposta a discutir na reunião de hoje do executivo “trata também de acudir de forma sistematizada às pessoas de mobilidade reduzida, cumprindo a lei das acessibilidades e da eliminação de barreiras arquitectónicas”. Um projecto prioritário para melhorar a mobilidade em Lisboa.

 

Ver Lusa doc. nº 7647824, 29/10/2007 - 16:49

publicado por Sobreda às 01:47
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Olimpíadas da mobilidade

A CDU reuniu-se com diversas associações de pessoas com deficiência, a propósito da urgente requalificação do espaço público da capital. Objectivamente a proposta pede a criação de um “programa geral de reabilitação da cidade” que resolva o “estado de degradação” do espaço público, dando, também, “melhor resposta” de acessibilidade às pessoas com mobilidade condicionada.

Num dos encontros, a Associação Portuguesa de Deficientes (APD), recordou que a legislação prevê “há dez anos” o fim das barreiras, mas a tarefa em Lisboa ainda é “colossal”. “Já foram feitas coisas, mas ainda há muito trabalho. Em passagens aéreas, espaços verdes, ao atravessar estradas sem semáforos sonoros, andar em Lisboa ainda é um desafio”.

A APD diz entender que o problema não se resolva de um dia para o outro, mas “se virmos a Câmara definir um plano, com ponto de partida e de chegada, acreditamos numa Lisboa acessível a todos”. Em Lisboa existirão mais de 5 mil pessoas entre as portadoras de deficiências motoras.

A Associação lembra que, mesmo os edifícios públicos continuam, em muitos casos, por arranjar, e pede a intervenção da CML nos seus espaços e a sensibilização nos do Estado.

 

Ver Destak 2007-10-30, p. 2

publicado por Sobreda às 01:45
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Domingo, 14 de Outubro de 2007

2ª fase da Rede 7

O parecer dos serviços da CML às alterações nas carreiras da Carris, impostas pela 2ª fase da Rede 7, é positivo, enquanto em 2006, o parecer da 1ª fase, havia sido negativo.

As alterações nas carreiras da Carris, impostas pela 2ª fase da Rede 7, que implicam alterações em dez carreiras de Lisboa, eliminando uma, encurtando quatro, prolongando duas e alterando o trajecto de três, têm implementação prevista para Dezembro, em simultâneo com a abertura das novas estações do Metropolitano de Lisboa (Terreiro do Paço e Santa Apolónia).

Foram apresentadas em reunião de CML a 26 de Setembro, tendo a Carris pedido um parecer à CML - algo que, para alterações deste âmbito, é sempre necessário, embora não vinculativo. O documento vai voltar a ser apresentado na reunião de CML na 2ª fª, pelo vice-presidente, que deixa assim a votos a conclusão dos serviços e respectiva análise técnica.

Na nota do parecer, após serem explicadas, uma a uma, as alterações enunciadas, considera-se que “a implementação destas alterações se traduzem” na “transferência de passageiros de algumas das carreiras da Carris para a Linha Azul do Metropolitano”, esperando-se uma “melhoria para o sistema de transportes da cidade”. Isto porque “a nova afectação dos recursos poupados noutras carreiras se traduz num reforço da frequência onde tal é necessário”.

Recorde-se todavia que, quando foi implementada a primeira fase da Rede 7, o parecer da CML foi negativo, tendo esta sido implementada na mesma, mas com posteriores ajustes da empresa, após persistentes protestos dos utentes.

À semelhança do ano passado, a nova remodelação - embora menor e ajustada ao metro - já foi contestada, desta feita pelo PCP e pelas Juntas de Santo Estêvão, S. Miguel, Sé e São Vicente de Fora, que criticam sobretudo as perdas de carreiras em Alfama.

 

Ver Destak 2007-10-12, p. 2

Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Passagens superiores

... Sobre a existência de viadutos para acesso pedonal em vias rápidas a coisa fia mais fino.

A existência de passagens superiores deveria ser simplesmente combatida (pela inclusão de limites de velocidade mais reduzidos, de lombas, de semáforos, de rotundas...) e não ser utilizada como argumento para criar mais muros para os peões.

Quando uma passagem superior é pedonal, isso significa que, para atravessar uma estrada, o peão deverá percorrer uma distância quase sete vezes superior à da largura daquela.

A existência desse tipo de passagens significa que a Cidade entende que, entre um peão e um automóvel, o esforço de atravessamento deve ser maior do lado do peão. Para já não se argumentar com os óbvios obstáculos às acessibilidades dos deficientes.

Porque recai sobre o peão o ónus deste esforço suplementar?

 

Ver imagem do atravessamento da segunda circular na zona de Telheiras IN http://lxtelheiras.blogspot.com/2007/10/dos-limites-de-velocidade.html

publicado por Sobreda às 18:38
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

Dar ao pedal

A propósito do seu 37º aniversário, a CGTP-IN promove o seu XVI Encontro de Cicloturismo, que decorre no dia 5 de Outubro, com início e fim na Cidade Universitária, após passagem pelo Lumiar. A partida será dada às 8h da manhã e o percurso conta com dois controlos devidamente assinalados.

A organização, que está a cargo da Direcção da União dos Sindicatos de Lisboa (USL/CGTP-IN), conta com três centenas de participantes nesta tradicional iniciativa de convívio desportivo, que terão de ‘mostrar o que valem’ ao longo de 65 km. Os ciclistas desfrutarão de uma boa oportunidade para usufruir da paisagem e descobrir novidades que só se pode alcançar montado numa bicicleta.

 

Ler www.agendalx.pt/cgi-bin/iportal_agendalx/A0001166.html?area=Ar%20Livre&tabela=arlivre&genero=Desporto&datas=&dia=&mes=&ano=&numero_resultados=

publicado por Sobreda às 00:31
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Caldeiras em banho-maria

A foto reporta-se de novo 1 ao cruzamento entre a Av. Maria Helena Vieira da Silva e a Rua António Lopes Ribeiro.

A obra terá terminado, as caldeiras lá estão, expectantes, mas continuam a faltar-lhes as árvores e, quiçá, um banco de jardim. Mas se tiverem de esperar tanto tempo como as duas caldeiras do ‘istmo’ central da Rua Professor Moisés Amzalak 2, bem podem os moradores esperar sentados em qualquer outro local.

Pilaretes é o que não falta, mas a nível das acessibilidades não se divisam zebras com lancis rebaixados. Como se constata, os estacionamentos podiam ser melhorados se lhes adicionassem pinturas longitudinais demarcando os lugares, como se fez, por exemplo, na Rua República do Paraguai. A falta de higiene pública continua patente ao redor dos contentores, o que denota a ausência de campanhas de sensibilização para os moradores não despejarem o lixo em seu redor.

São pequenas medidas que até parecem fáceis de implementar, assim haja uma intervenção decidida e atempada dos órgãos autárquicos.

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/104528.html

2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/113565.html

publicado por Sobreda às 00:38
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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007

Eixo pedonal

Na sessão da Assembleia Municipal de Lisboa da passada 3ª fª, dia 25 de Setembro, foi aprovada uma Recomendação sobre o “Eixo Pedonal na Alta de Lisboa” apresentada pelo Grupo Municipal do PEV.

Tendo por base o Plano de Urbanização do Alto do Lumiar, o texto recupera uma deliberação de 2001 da Comissão de Urbanismo da AML, que já então manifestara todo o seu empenho na concretização atempada do referido projecto, com a inclusão de uma pista ciclável.

A Recomendação foi agora aprovada por Unanimidade por todos as bancadas.

 

Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=78&Itemid=36

publicado por Sobreda às 02:31
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Deficiente mobilidade

O D.-Lei nº 163/2006 estabelece normas técnicas de acessibilidade a espaços públicos, colectivos, via pública e edifícios. Mas a realidade entre a teoria e a prática ainda parece ser bem diferente.

Circular em Lisboa não é tarefa fácil, nem com material mais moderno. Por isso, na semana europeia da mobilidade, a Associação Portuguesa de Deficientes (APD) resolveu mostrar que essas dificuldades são reais na cidade de Lisboa.

Tarefas simples do dia-a-dia como utilizar um telefone público, aceder a uma caixa de Multibanco ou atravessar uma passadeira podem tornar-se complicadas para uma pessoa que tenha dificuldades de mobilidade.

A juntar a tudo isto há obstáculos naturais e outros que são colocados pelo homem na via pública, designadamente, a circulação de invisuais e de cadeiras de rodas por locais em obras que não satisfazem as necessidades especiais de acessibilidade. Uma situação que se repete na Freguesia ao longo dos diversos estaleiros das obras em curso, por ex., com as do Eixo Norte-Sul, viaturas e outros obstáculos em cima de passeios ou rampas com elevadores a que ninguém consegue aceder.

Uma Semana da Mobilidade, mas não para deficientes. Por isso a APD tenta que a rua seja um lugar melhor e sem armadilhas.

 

Ver www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=857012

publicado por Sobreda às 01:39
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

Quinta de Sant'Ana

A manutenção de estaleiros na Quinta de Sant'Ana tornou-se um hábito. Com as obras na Estrada de Telheiras e arredores, e há falta de melhor (?!) local, a antiga horta, contígua à Quinta de S. Vicente, serve para guardar entulho. Mesmo em frente, do outro lado da rua, fica um parque infantil, que em dias mais ventosos é agraciado com uma suave brisa de areia.

 

Neste talhão de terreno a CML quer projectar mais um par de edifícios. Também aqui a A.R.T. tem proposto soluções alternativas.

É que este era o local projectado há mais de meia dúzia de anos para uma horta pedagógica ou para um ‘Garden Center’. “A quinta histórica está agora sem hortas e mesmo sem a terra fértil (…) Mas o entulho e a mudança radical da cor do terreno tornaram impossível ignorar a diferença. Novas terras profundas voltaram a ser depositadas na zona da Quinta ainda não urbanizada” 1. Desde então continua o abandono.

Quando vai o município perceber a urgência de uma profunda intervenção no local?

 

1. Ler ‘Um quadradinho de verde na Aldeia de Telheiras’ por Ana Contumélias. – Lisboa : Plátano Editora, 2006, p. 139

publicado por Sobreda às 00:02
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Estacionamentos encerrados

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) suspendeu na 4ª fª passada a actividade de um dos dois parques contíguos ao estádio do Sporting que, na próxima 4ª fª recebe o Manchester, numa noite em que se espera casa cheia. O parque de estacionamento foi fiscalizado e vai permanecer fechado, por causa de cobranças indevidas de tarifas.

O parque de estacionamento subterrâneo do Alvaláxia e um outro, localizado ao ar livre nos terrenos do antigo estádio José de Alvalade, foram inspeccionados pela ASAE, antes do jogo entre Portugal e a Sérvia, tendo sido detectadas irregularidades no processo de cobrança de tarifas em dias de jogo.

O encerramento de um dos parques vem complicar ainda mais o estacionamento nas imediações do estádio, já habitualmente caótico em dias de jogo. Mais ainda, prevê-se um aumento da confusão na próxima 4ª fª, 19 de Setembro, dia em que o Sporting espera casa cheia na recepção ao Manchester United, primeiro adversário dos leões na Liga dos Campeões.

“As tarifas estavam a ser cobradas de forma ilegal, ou seja, era utilizada uma taxa fixa independentemente do tempo de estacionamento”, explicou um porta-voz da ASAE. Há muito que se sabe que o parque subterrâneo do Alvaláxia cobra, em dias de jogo, uma tarifa única de 5 euros, sendo grátis nos restantes dias da semana. Já nos terrenos do antigo estádio, abertos apenas durante os jogos, estavam a ser cobrados 2 euros.

“Este era um sistema pouco justo para o consumidor e o operador fazia um aproveitamento indevido do espaço”, acrescentou, pelo que o parque que ocupa os terrenos do antigo estádio, para onde está previsto um polémico empreendimento a ser dirimido por um Tribunal Arbitral, foi encerrado “por falta de condições técnicas para cobrar tarifas ao minuto”, como é permitido por lei. Ambos os parques foram alvo de processos de contra-ordenação e obrigados ao pagamento de coimas.

Não se compreende, porém, toda esta ‘febre’ pelo uso do carro em dias de futebol, quando o preço do próprio bilhete do jogo poderia incluir o de uma ida e volta em transporte público, por exemplo, de Metro, visto o estádio ser servido pelas estações do Campo Grande e de Telheiras.

 

Ver http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/115880

publicado por Sobreda às 00:18
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Telheiras em dia de jogo

O tema vem a propósito do reinício de mais um campeonato de futebol e das noites europeias, e do caos no estacionamento que os dias de jogo provocam em Telheiras. Começa-se por transcrever um antigo alerta da autoria de uma ‘vizinha’, a quem desde já agradecemos 1.

“Sazonal e periodicamente, com maior ou menor intensidade, a cena repete-se. À hora a que escrevo este post, o bairro estará certamente vazio de carros, restando algumas dúzias de pneus pendurados nos passeios de calçada portuguesa, já de si bastante danificados de tanto peso.

Falo de futebol. Escrevo sobre Telheiras, como poderia porventura falar de outras zonas próximas de estádios. Cruzo o bairro por volta das 20 horas, transformado por algum tempo num gigante parque de estacionamento. Nada escapa: a 2ª circular, os passeios (não há pilaretes, não se salva um), zonas ajardinadas, passadeiras, curvas. Não me espantaria se um destes dias encontrasse algum carro pendurado numa árvore. (…) Tenho conhecimento de que, pelo menos, uma vez, uma ambulância teve que ficar afastada da porta de um doente que ia buscar por não ter conseguido passar.

E os carros a bloquear as bocas de incêndio? Porque estas também não escapam. Qualquer buraquinho serve, desde que a viatura se encaixe. E se não encaixar fica com as rodas na estrada que também não é problema nenhum. (…) Enquanto isso, a vida dos moradores está condicionada por jogos de futebol: chegar (bastante) cedo ou já depois do apito final. Quem precisa de circular a pé, sempre pode usar a estrada, que é larga”.

Para além dos casos reportados de ambulâncias que não conseguem chegar ao pé das casas, há moradores que não conseguem entrar ou sair das suas garagens. Será que isto só vai com mais pilaretes? Não poderá a Polícia Municipal ter um papel mais dissuasor sobre os prevaricadores ou o município perceber a urgência de uma profunda intervenção no local? Os moradores agradecem.

 

1. Ler “Sem regras nem apitos” Maria Isabel Goulão IN http://carmoeatrindade.blogspot.com/2007/02/sem-regras-nem-apitos.html

publicado por Sobreda às 00:17
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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Paragem do desassossego

Esta é a perspectiva de quem desce do autocarro da Carris (das carreiras 47, 67 ou 78) na paragem da Rua Prof. Francisco Gentil, para aceder à estação do Metropolitano de Telheiras.

 

No local, entre a referida rua e a Estrada de Telheiras, a EPUL tem vindo, desde há dois anos, a erigir e a proceder aos acabamentos do empreendimento ‘Aldeia de Telheiras’. Segundo a empresa pública, “concebida sob os conceitos de conforto e qualidade, a Aldeia de Telheiras é o espaço ideal para quem procura o melhor da vida - o sossego!” 1.

Acontece que, para contratempo dos peões e dos utentes dos transportes públicos, entre a paragem e as duas entradas do Metro, localiza-se, exactamente, a saída da rampa da obra e da futura garagem do empreendimento.

Em consequência, o lamaçal (no Inverno) ou a poeirada (no Verão) ficam espalhados no esburacado passeio e no asfalto. O resultado é os peões terem de se desviar e galgar chapas metálicas ou circularem perigosamente no próprio eixo rodoviário.

Quando vai o município perceber a urgência de uma profunda intervenção no local?

 

1. Ver www.epul.pt/?id_categoria=6&id_item=15

publicado por Sobreda às 00:05
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Domingo, 16 de Setembro de 2007

Caminhos turtuosos

Os construtores delimitaram os edifícios e levantaram lancis e passeios, como lhes competia. Resta completar o espaço público e permitir, sem a poeirada do Verão ou o lamaçal no Inverno, acessos seguros a estudantes, deficientes e moradores em geral aos condomínios.

 

O alerta já foi entregue o ano passado pelos moradores numa sessão da Assembleia de Freguesia, por meio de um dossiê com sugestões, profusamente iconografado, mas sem resposta da autarquia até ao presente.

 

Eis a ‘qualidade’ de vida dos caminhos de acesso e de becos entre prédios na Quinta de Stº António (vulgo Parque dos Príncipes).

Quando vai o município perceber a urgência de uma profunda intervenção no local?

publicado por Sobreda às 17:24
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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

Lancil aos bochechos

As fotos enviadas por um morador reportam-se ao lancil na junção entre a Av. Maria Helena Vieira da Silva e a Rua António Lopes Ribeiro.

 

Nas eleições em que foi eleito o anterior presidente da CML, a Junta de Freguesia decidiu, uma semana antes, colocar nesse cruzamento um passeio como limite desse espaço expectante.

Passados estes anos e logo após as recentes eleições autárquicas a Junta decidiu começar novamente a reconstruir este espaço.

Estranha o referido munícipe, porque será que na CML e na Junta de Freguesia é necessário que haja eleições para que as obras sejam realizadas ? Porque o não são, de preferência, de uma só vez !?

publicado por Sobreda às 01:26
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Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Lumiar desprotegido - 11

As imagens falam por si. E estas são provenientes de uma denúncia de um morador da Rua António Lopes Ribeiro, nas imediações da Avenida Maria Helena Vieira da Silva. As fotos foram tiradas no passado sábado, dia 28.

Onde está a passadeira para os peões? Bem, a zebra (tal como a CML e a Junta) deve ter ido de férias para algum Zoológico, aliás como vem sendo habitual na Freguesia 1.

Mas faltava(m) a(s) cereja(s) em cima do bolo. Melhor explicando, as viaturas em cima dos passeios, mesmo na direcção da zona destinada a atravessamento da via. Fácil é imaginar a agilidade e as peripécias que uma cadeira de rodas ou um condutor de carrinho de bebé precisam para se exercitar.

Da situação foi de imediato dado conhecimento à CML, ao IGAI, à PSP, à Divisão de Trânsito, etc. Os moradores andaram um dia inteiro a ligar para a esquadra de trânsito, mas, até à data, ninguém veio tomar conta da ocorrência! Se calhar andam mais ocupados com a cobrança das multas provenientes dos radares...

 

1. Ver, por ex., http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/54649.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/48667.html

publicado por Sobreda às 00:40
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Sábado, 28 de Julho de 2007

Um veículo marginal ?

De acordo com um relatório do Eurobarómetro sobre a atitude dos europeus relativamente à política de transportes, Portugal é o terceiro estado-membro da UE onde menos se utiliza a bicicleta, eleita como principal meio de transporte para as actividades diárias por 8,7 % dos europeus.

E porquê? Porque em Portugal “é quase um acto suicida vir para a rua de bicicleta”, devido à falta de protecção deste meio de transporte, considerado pelas autoridades “um veículo marginal”.

A afirmação é do presidente da Federação Portuguesa de Ciclistas e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB), que comentou desta forma um inquérito divulgado na 5ª fª pela Comissão Europeia segundo o qual Portugal é dos países-membros onde menos se utiliza a bicicleta como principal meio de transporte, com apenas 1 % dos cidadãos a pedalar no dia-a-dia. Este indicador não surpreende José Manuel Caetano: “Não são criadas condições, as pessoas não andam (de bicicleta), é preciso serem criadas condições, sobretudo de segurança”.

Para o presidente da FPCUB num “país que promove o automóvel e todas as iniciativas para promover o uso da bicicleta são travadas pelos políticos, não admira que estejamos nessa posição”. “É importante a UE já considerar a bicicleta como meio de transporte, quando em Portugal o termo utilizado é um veículo marginal”, perante os outros veículos, afirmou, acrescentando: “Assim é uma ousadia as pessoas virem de bicicleta para a rua”.

“Fizemos insistência para que a bicicleta fosse mais protegida (no novo Código da Estrada) e só nos foi concedida prioridade nas rotundas e quando o condutor sai de uma garagem ou caminho particular”, exemplificou, acrescentando que a federação vai continuar a insistir para proteger os ciclistas. A Federação vai pedir que sejam acrescentadas alterações ao Código da Estrada para melhor proteger os utilizadores de bicicleta.

Por outro lado, afirmou, se “for cumprido o limite de velocidade de 50 quilómetros por hora dentro das vilas e cidades, torna-se mais fácil a coabitação” entre automóveis e a bicicletas. “É nossa intenção voltar a perguntar à secretária de Estado dos Transportes quando é que a bicicleta deixa de ser considerada um veículo marginal, porque é um meio completar”, referiu, adiantando que a FPCUB tenciona pedir uma audiência antes da Semana Europeia da Mobilidade, que decorre de 16 a 22 de Setembro, dedicada ao tema “Ruas com Pessoas”.

Segundo dados da UE, a Holanda é o país onde a bicicleta é mais popular, com 40 % de ‘ciclistas’, seguida da Dinamarca (23,4%), enquanto no extremo oposto apenas luxemburgueses (0,6%) e malteses (0,8%) recorrem menos a velocípedes do que os portugueses.

Apesar deste cenário, o presidente da FPCUB considera que há cada vez mais pessoas a andar de bicicleta e até uma nova geração de condutores nas classes média e alta que pratica desporto e já respeita mais quem anda de bicicleta 1.

Sobre as Vias Cicláveis para a Cidade de Lisboa, fruto das reivindicações de diversas estruturas, muitos foram os candidatos nas recentes eleições intercalares que apresentaram o alargamento das vias cicláveis na nossa Cidade como um objectivo a alcançar para uma Cidade Mais Ecológica e com Mais Qualidade de Vida. Um objectivo de sempre da CDU.

O que ninguém faz - e só a CDU pode fazer - é o balanço do trabalho já realizado nesta matéria na cidade. É que em 2001 foram concluídas diversas vias cicláveis, num trabalho dirigido por um pelouro sob a responsabilidade do então vereador da CDU. E estavam diversos outros percursos iniciados ou em plano. De então para cá nada se construiu, e parte do que estava feito foi até degradado, bem como as posteriores Recomendações para se continuar o projecto, interrompido em 2001, que foram aprovadas por Unanimidade na AML, mas nunca cumpridas pela CML. De 2001 para cá “nada foi feito, pelo contrário, cortaram-se vias construídas, deixaram-se degradar as que permaneceram, pararam tudo o que estava em construção” 2.

Quem pretende afinal que a bicicleta se mantenha 'marginal' ?

 

1. Ver www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=836993&div_id=291

2. Ver www.dorl.pcp.pt/cdulisboa/index.php?option=com_content&task=view&id=341&Itemid=43

Terça-feira, 24 de Julho de 2007

Infracções em caixa

Finalmente, os primeiros números. Segundo informação da Comissão Administrativa que gere a CML, os 21 radares a funcionar em algumas vias de Lisboa detectaram 17.788 infracções na primeira semana de actividade, uma média de 2.541 infracções por dia. Com esta primeira semana de actividade, os radares irão render no mínimo mais de 1 milhão de euros, dos quais mais de 320 mil terão como destino os cofres da CML.

Os dados fornecidos pela Comissão Administrativa registam as infracções desde as 9h15 de 2ª fª, dia 16, quando os radares passaram a aplicar coimas depois de uma fase de experiência/adaptação desde Janeiro, até às 24h de domingo passado. No primeiro dia de actividade os radares registaram 4.090 infracções, com o valor recorde de velocidade a ser alcançado por um automobilista que chegou aos 176 quilómetros/hora, mais de o dobro dos 80 quilómetros/hora permitidos, na Radial de Benfica.

O novo sistema, inaugurado dia 16 pela presidente da Comissão Administrativa de Lisboa, está instalado nas avenidas das Descobertas, da Índia, Cidade do Porto, Brasília, de Ceuta, Infante D. Henrique, Estados Unidos da América, Marechal Gomes da Costa e Gago Coutinho e nos túneis do Campo Grande, do Marquês de Pombal e da Avenida João XXI - onde o limite de velocidade é de 50 quilómetros/hora - e ainda na Radial de Benfica e na segunda circular, onde a velocidade máxima permitida é de 80 km/h.

Os condutores que forem detectados a ultrapassar os limites de velocidade nestas vias incorrem em multas entre os 60 e 2.500 euros, previstas no Código da Estrada. Sim, porque, independentemente das eventuais dificuldades de cobrança que a CML vai sentir para as processar ou dos valores que venham a tilintar na sua caixa registadora, existem regras e limites de velocidade prescritos no Código.

 

Ver www.rtp.pt/index.php?article=291944&visual=16&rss=0

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publicado por Sobreda às 00:07
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Disparam que se fartam

Após a entrada em funcionamento dos novos radares de controlo de velocidade em algumas vias da cidade de Lisboa, a destreza com que disparam capta diariamente mais de 2800 condutores em excesso de velocidade, ajudando no reforço das receitas da autarquia. É que as multas vão permitir ao próximo presidente da Câmara embolsar cerca de 3 milhões de euros por mês. Será que para além da redução do número de acidentes na estrada, este era também afinal um dos objectivos da sua instalação?

Ainda antes de se poderem notar as eventuais melhorias na sinistralidade verifica-se que a estratégia lançada pela ex-vereadora da Mobilidade no anterior executivo divide opiniões. Não só entre os automobilistas anónimos na rua, mas também entre os próprios especialistas na matéria. Para a vereadora, os critérios para a distribuição dos radares tiveram em conta o elevado índice de sinistralidade, a inexistência de semáforos, e os perigos inerentes às saídas de túneis.

Uma das principais vozes críticas que se fizeram ouvir foi a do professor de Urbanismo e Transportes no Instituto Superior Técnico (IST), Fernando Nunes da Silva, para quem a instalação dos radares em Lisboa obedeceu a critérios desajustados da realidade. “Acho que a preocupação é legítima, mas foi aplicada de uma forma completamente arbitrária”. Segundo este especialista, não faz sentido limitar a velocidade a 50 km/hora em algumas vias da cidade com características de via rápida (como a parte da Avenida de Ceuta que não tem atravessamento, ou o prolongamento da Avenida Estados Unidos da América para Marvila, por exemplo), enquanto dentro de zonas residenciais se permitem velocidades que até se podem considerar excessivos, como no Restelo, Campo de Ourique, Marvila e Parque das Nações (e nós acrescentaríamos Av. das Nações Unidas e Rua Fernando Namora, ambas em Telheiras).

“Os limites de velocidade não são uma coisa administrativa”, defende, referindo que devem ser estabelecidos em função das condições de cada local, e lembrando que o último Código da Estrada já permite isso mesmo às Câmaras municipais. O professor do IST lembra, por outro lado, que há outros modos de controlar a velocidade, nomeadamente os semáforos (e nós acrescentaríamos as passadeiras em lomba).

Também o presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP) reagiu sem admiração aos milhares de infracções diariamente detectadas, frisando que a ex-vereadora “foi avisada dos erros que estava a cometer e, em vez de recorrer à PSP e ao ACP, optou por colocar os radares por auto-recriação, arbitrariamente e sem nenhum critério”, e salientando que o ACP está “completamente de acordo com a colocação dos radares e sobre a sua utilidade”, mas contra a sua “localização e a certos limites desadequados”, concluiu que “considerando que 30% do valor das multas vão para a Câmara, não me admira que os radares estejam colocados em saídas de auto-estradas e com limites ridículos como na Radial de Benfica (80 km) e no Campo Pequeno (50 km)”. Na opinião do presidente do ACP, as localizações e certos limites têm de ser “corrigidos”, com risco de se causar um “grande engarrafamento na cidade de Lisboa”.

E não falta até quem tenha já proposto um protesto em Lisboa, depois das férias (sugerindo 10 de Outubro), apelando a que nesse dia todos os condutores circulem a 50 km/hora de forma a “tentar provar que a essa velocidade ninguém consegue andar em Lisboa”. Estranha-se porém que todos se esqueçam que o Código de Estrada impõe limites de velocidade dentro das localidades, e que estes são para serem cumpridos, a bem da segurança nas estradas. Afinal, é ou não pelos irregulares excessos de velocidade que os radares disparam?

Ver JRegião, 2007-07-20, p. 7

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publicado por Sobreda às 01:02
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Terça-feira, 10 de Julho de 2007

Radares de Lisboa em regime sancionatório

Após o aval da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) na passada 6ª fª, os 21 radares de velocidade colocados pela CML em várias vias da cidade foram reactivados ontem, mas só começam a funcionar em regime sancionatório a partir da próxima 2ª fª, dia 16.

A decisão foi porém tomada mediante algumas condições, nomeadamente que o tratamento dos dados resulte apenas de radares colocados em vias municipais, sobre as quais a Polícia Municipal (PM), através da CML, tem jurisdição. “As finalidades legítimas da Câmara Municipal de Lisboa, responsável pelo tratamento, decorrem (...) das funções prosseguidas pela Polícia Municipal no domínio da fiscalização do trânsito rodoviário na área de jurisdição municipal”, refere o documento, na explanação dos fundamentos da autorização.

De acordo com a mesma decisão, a PM fica autorizada a elaborar autos de notícia relativos a infracções de trânsito, mas apenas nas vias de jurisdição municipal. De acordo com aqueles fundamentos, o tratamento notificado, que venha a ocorrer, prevê que nos casos de infracção grave ou muito grave, a foto com a matrícula seja impressa e remetida com o auto à Direcção-Geral de Viação. Na decisão, a Comissão permite assim à PM o tratamento de dados como o local, data e hora da infracção, número de fotografia, velocidade detectada, velocidade relevante e fotograma do veículo com registo de matrícula.

Os radares estão colocados na Segunda Circular (três) nas avenidas das Descobertas, da Índia, Cidade do Porto, Brasília, de Ceuta (dois), Infante D. Henrique (dois), Estados Unidos da América, Marechal Gomes da Costa e Gago Coutinho e nos túneis do Campo Grande (dois), do Marquês de Pombal e da Avenida João XXI (dois) e na Radial de Benfica (dois). Os critérios que estiveram na base da escolha destas 14 vias foram o elevado índice de sinistralidade, a inexistência de semáforos e serem saídas de túneis.

Segundo o jornal, nas vias de Lisboa estão contabilizados mais de 455 mil condutores em excesso de velocidade, provocando acidentes em muitos dos casos mortais.

Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1298964&idCanal=59

Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

Namora(r) as passadeiras

Ficcionista e poeta, Fernando Namora, licenciado em Medicina na Universidade de Coimbra em 1942, deu nome a uma via que liga as freguesias de Carnide e Lumiar, entre o Largo da Luz e Telheiras. A sua vida de estudante liceal e universitário foi marcada por vicissitudes que desde muito cedo o projectaram para uma invulgar carreira de ficcionista, especialmente prolífica no género do romance.

Pois parece que algo de semelhante acontece com a referida via: um romance cheio de vicissitudes. Trata-se de uma autêntica via rápida, com frequentes acidentes junto aos dois cruzamentos com a Alameda de Santo António. Via onde circula a carreira 767 da Carris. A situação torna-se mais grave por a Rua Fernando Namora ter início perto de uma escola, a EB1 (ex-nº 57) e Jardim Infantil e terminar perto de outra, a Secundária Vergílio Ferreira, no cruzamento com a Padre Américo. E a meio localiza-se ainda uma escola EB 2/3 nº 1, nas imediações do eixo Norte/Sul.

Avisada, a polícia costuma amiúde colocar uma câmara junto a esta escola, para captar imagens dos ‘aceleras’, travando-os depois uma brigada de trânsito no entroncamento da Rua Hermano Neves com a Rua Prof. Francisco Gentil. Mas há muito que a equipa de trânsito deixou de fiscalizar os excessos de velocidade. Trata-se de uma rua utilizada também aos fins-de-semana pelos cicloturistas.

São por isso necessárias outras medidas que obriguem os condutores a circularem a velocidades mais reduzidas nesta quase auto-estrada. As barreiras sonoras, o traço contínuo central e os locais de eventuais passadeiras ficaram gastas com o tempo. Tal como a tinta no asfalto ou os lancis rebaixados. Pior só mesmo junto aos semáforos 1 da Ruas Prof. Pulido Valente com a Vieira de Almeida, junto à EB 2/3 nº 1. Porém, há na Rua Fernando Namora dois pares de paragens de autocarro, sem zebras e iluminação de perigo que permitam alertar os condutores para a proximidade de zonas de atravessamento pedonal.

É caso para perguntar se a Junta há muito não deveria ter ‘namorado’ com as entidades responsáveis passadeiras devidamente pintadas com zebras, unindo os dois lados desta e de outras vias no bairro, avivando as já gastas pinturas, instalando sinalização que garanta redução eficaz da velocidade e uma passagem (mais) em segurança.

 

1. Ver o artigo http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/9590.html

publicado por Sobreda às 01:49
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Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

Pista interrompida

Em Telheiras anda-se mesmo de bicicleta… quando se pode. E ao fim de semana é usual ver jovens casais com crianças fazerem percursos em família no bairro. Também o grupo de cicloturismo da A.R.T. usa os domingos de manhã para promover passeios mais extensos.

 

Ou melhor, anda-se quando a pista, como infelizmente é frequente, não está impedida por estacionamentos indevidos 1. Para além disso, a pista ciclável de Telheiras a Entrecampos continua interrompida, desde a construção do Alvaláxia XXI, o que faz que os ‘atrevidos’ ciclistas tenham de circular sem segurança.

A AML já aprovou por Unanimidade em 24 de Janeiro do ano passado, uma proposta de “Os Verdes” que pugnava pela “Reposição da pista ciclável Entrecampos-Telheiras”. Mas o (ir)responsável SCP nunca se dignou (re)arranjar a pista, nem respondeu aos repetidos apelos quer dos cicloturistas, quer da A.R.T., quer da Assembleia de Freguesia, pela sua correcta reposição.

 

1. Fotos www.voudebicicleta.eu/WordPress

publicado por Sobreda às 02:42
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

Mais vale o selo do que parecê-lo

Vão ser multados todos os carros sem selo que se encontrem ‘estacionados para venda’ na via pública, enquanto até ao ano passado o Imposto Municipal sobre Veículos (IMV) só era obrigatório para os veículos em circulação. Assim, a partir deste ano, os automóveis imobilizados na via pública também vão ter de ostentar o selo do carro, sob pena de serem multados e até apreendidos, garantiu ontem fonte oficial do Ministério das Finanças.

Eis uma óptima oportunidade para as autoridades do município removerem as viaturas que permanecem na via pública com aviso de venda, com selo antigo, logo em situação irregular, ocupando indevidamente lugares de estacionamento público. Será que é agora que o executivo da Junta assume a iniciativa de, finalmente, comunicar à polícia municipal a situação irregular em que se encontram várias destas viaturas na Freguesia ?

Apesar do prazo para a aquisição do dístico terminar amanhã, os contribuintes poderão continuar a comprá-lo, sem pagar multa. O IMV vai assim continuar a poder ser adquirido nos locais habituais ou seja nas repartições de Finanças e através da internet. Os revendedores, no entanto, deverão deixar de os vender, uma vez que têm apenas cinco dias (depois de terminado o prazo de aquisição) para os devolver com direito a reembolso.

A afixação do dístico só é obrigatória a partir de 1 de Outubro, pelo que só a partir dessa data os contribuintes estarão sujeitos a multas. A falta de afixação dá origem ao pagamento de uma coima de 25 euros, caso se trate de um particular, e de 50 euros, se for uma empresa. Mais penalizada é a falta de aquisição, que dá origem a uma multa de 100 euros (particulares) e, no caso de se tratar de veículos de empresas, a 200 euros.

No entanto, os contribuintes não serão multados caso já tenham liquidado o imposto através da internet e ainda não tenham na sua posse o respectivo dístico. “Nesse caso, basta apresentarem o comprovativo do pagamento”, garantiu a mesma fonte do Ministério das Finanças. Pelo que, mais vale ter o selo do que parecê-lo.

Entretanto, “Os Verdes” questionaram também ontem o Ministério das Finanças, através de um requerimento, sobre as razões do impedimento de cidadãos deficientes poderem confirmar a sua deficiência na internet, para obtenção do selo do carro. 

1. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.asp?idCanal=0&id=211899

Foto: http://obsecado.blogspot.com/2006/11/7500-crepes-chineses.html

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publicado por Sobreda às 16:12
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Acessibilidades a quantos por cento?

Está a nascer em pleno coração de Telheiras um novo empreendimento imobiliário: a Aldeia de Telheiras. O projecto compreende um total de 16 moradias, das quais 9 foram construídas de raiz e 7 reabilitadas, com áreas entre 214 m² a 439 m². Segundo a EPUL, após um investimento orçado em cerca de 6 milhões de euros mais IVA, as vivendas estarão já 100% comercializadas.

Nas imediações, de um lado, ergue-se a igreja e o convento de Nossa Senhora da Porta do Céu, do outro vislumbra-se a Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro e a adega da ex-Quinta de São Vicente, em frente espraia-se entre a Praça Central e o principal núcleo de comércio local.

A EPUL vende sonhos, pretendendo que a Aldeia de Telheiras contraste com a vida da cidade, num (impossível) reencontro com o ambiente das antigas aldeias que tornejavam Lisboa. É que, a troco de mais betão, as quintas e as hortas há muito abandonaram o bairro, pelo que deixou de haver qualquer “compromisso entre o passado e o futuro”.

Publicita a EPUL que a Aldeia de Telheiras é o espaço ideal para quem procura o sossego. Onde? Na esquina das movimentadas vias do bairro, nas infindáveis obras da esventrada velha Estrada de Telheiras? O prazo previsto para a conclusão da ‘Aldeia’ era de 18 meses após o despacho da vereadora. E já lá vão dois anos. O Jardim da Esplanada já ultrapassou também os prazos previstos (cinco meses), mas em ‘compensação’ ganhou o estacionamento abusivo de viaturas (carros e motorizadas) em cima dos passeios e dos ‘restos’ de relva.

E o que dizer de o acesso de viaturas ao estacionamento subterrâneo da Aldeia de Telheiras se localizar exactamente ‘entalada’ entre a paragem de autocarros da Carris e a mal iluminada rampa de acesso à estação do Metro, bem como aos semáforos do entroncamento da Rua Prof. Francisco Gentil com a Rua Prof. Vieira de Almeida, local de uma outra entrada do também subterrâneo estacionamento da Praça Central?

Os transeuntes durante o Inverno desviavam-se do lamaçal que pejava o passeio, circulando no asfalto, agora evitam-no por causa do total desprezo do empreiteiro pela poeira seca arrastada pelo rodado de camiões e máquinas. Onde estará a segurança dos peões e utentes que não podem usar os passeios para aceder aos transportes públicos? Vivendas a 100%, obras a 200 e acessibilidades a quantos?

1. Ver www.epul.pt/?id_categoria=6&id_item=15

publicado por Sobreda às 01:45
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Domingo, 27 de Maio de 2007

Zebras só no Jardim Zoológico

Os automobilistas que circulam pela Alameda das Linhas de Torres estão servidos por um novo tapete de alcatrão, após o fim dos trabalhos ali efectuados desde meados do ano passado. No entanto, se depois da tempestade das obras veio a bonança para os carros, para os peões houve passadeiras que tardaram a ser repostas e outras que ainda não regressaram ao seu local. É, por exemplo, o caso das duas ‘zebras’ que davam mais segurança a quem atravessava outras tantas vias, uma de entrada e outra de saída da Rua Leopoldo de Almeida, artéria que se alonga, em jeito de túnel, até à Alameda das Linhas de Torres perto do Centro Comercial do Lumiar.

Ironicamente, os sinais de travessia para peões estão lá, incluindo o lancil rebaixado dos passeios, mas faltam as listas no solo. Como denunciam os moradores da zona “tudo o que ajude a uma maior segurança dos peões deve ser tido em conta, porque esta é uma zona de muito tráfego e de intensa afluência de pessoas, muitas delas de idade”. A colocação das zebras é crucial para garantir acessibilidades e circulação em segurança, sobretudo a quem acede da Rua Leopoldo de Almeida para entrar na Alameda das Linhas de Torres, pois aí o raio de visão é “amputado pelos pilaretes do referido túnel” 1.

E este não é caso único nesta via. Na mesma Alameda há situações em que a ‘zebra’ está pintada numa das metades da via e do outro lado do tapete de alcatrão ter-se-á acabado a tinta. Poderá a Junta alegar que já terá ‘diligenciado’ algo. Mas o longo arrastar da situação é um infeliz sinónimo da incompetência e ineficácia de gestão e controlo das obras públicas pelos executivos de direita na cidade, incapazes de fiscalizarem e pagarem as obras que adjudicam.

Acontece que a empreitada de repavimentação, fora adjudicada pela CML por cerca de 650 mil euros à Pavia - Pavimentos e Vias S. A., tendo arrancado em Agosto do ano passado. A 4 de Dezembro terminava a primeira fase dos trabalhos, que correspondia à faixa descendente entre o Centro Comercial do Lumiar e a Avenida Rainha D. Amélia. No dia seguinte teve início a segunda fase, com obras na faixa ascendente, que se esperava tivesse terminado em meados de Fevereiro 2.

Até que o empreiteiro ameaçou rescindir o contrato, por dívidas acumuladas da autarquia, que só teria pago metade deste valor, suspendendo-as mesmo no início de Fevereiro. A terceira e quarta fases, que correspondiam à renovação do tapete entre a Rua Francisco Stromp e a Avenida Rainha D. Amélia, deveriam ficar concluídas em meados de Abril e Junho, respectivamente 3. Porém, apenas ficou concluída a primeira metade da repavimentação, mesmo com algumas falhas nos acabamentos.

Os moradores não pretenderão que se inaugure um Zoo na Freguesia, mas tão só que sejam garantidas as medidas mínimas para uma mobilidade em segurança na via pública, com a pintura das zebras em falta no pavimento. Para quando, não se sabe.

 1. “Esqueceram-se das zebras”, JRegião nº 82, 2007-05-22/28, p. 6

2. Ver http://jn.sapo.pt/2007/03/07/sul/falta_dinheiro_suspende_obras_lumiar.html

3. Ver Público de 2006-12-11, de 2007-03-06 e 2007-03-07

publicado por Sobreda às 00:28
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

Acessos condicionados

As obras de ampliação da capacidade do Aeroporto de Lisboa têm implicado condicionamentos no trânsito na zona envolvente da Portela durante o mês de Maio, motivo pelo qual os acessos rodoviários ao aeroporto foram alterados a partir do dia 11, devido às obras do seu Plano de Desenvolvimento. Segundo a ANA, as obras representam um investimento de 350 milhões de euros, para aumentar a capacidade da actual estrutura, até à construção do aeroporto na Ota. A tutela admite, porém, que as mudanças, que incluem a criação de um terminal, não conseguirão suportar a subida de movimentos 1.

O acesso às partidas pela Rotunda do Relógio é quem sofre os maiores condicionamentos, mas em toda a zona circundante deverá ser “evitada a circulação” de veículos. Ou seja, quem circula no sentido aeroporto/Rotunda do Relógio deixa de poder aceder à Segunda Circular pela Alameda das Comunidades Portuguesas. O acesso até agora existente, construído aquando da Expo'98 em terrenos da ANA - Aeroportos de Portugal, passou a servir exclusivamente o Terminal 2. Nesse sentido continuarão a existir quatro faixas de rodagem, três das quais em túnel. No sentido ascendente, a Alameda passa a ter apenas duas vias de circulação, tendo também sido estudadas com a Carris mudanças quanto à localização das paragens. Estes trabalhos deverão prolongar-se por cerca de um mês.

Devido às obras, a ANA aconselha a que os automobilistas que não tenham como destino final o aeroporto não circulem nas ruas internas enquanto os trabalhos estiverem a decorrer. “Não vamos impedir ninguém, que venha de Figo Maduro, de utilizar a zona do aeroporto, mas aconselhamos a que não o façam durante a fase de obra”. Uma vez aberto ao tráfego o Terminal 2, o acesso de passageiros a esta infra-estrutura deverá ser feito “preferencialmente” de táxi ou nas navetes disponibilizadas pela ANA, uma vez que os parques de estacionamento apenas estarão disponíveis no próximo ano 2.

O actual plano de expansão pretende dar resposta ao aumento de passageiros previsto para os próximos anos. Para além das obras de alargamento, o número de aviões em pista para descolagem tem vindo a ser alargado, com a diminuição da distância entre os aparelhos para três milhas, contra as actuais cinco. O crescimento das operações da TAP e das companhias ‘low cost’ explica a necessidade de adaptar a infra-estrutura aeroportuária, que se tem afirmado como placa giratória entre a Europa e a América Latina 3.

Mas mesmo “este terminal não serve para resolver o problema do aumento do tráfego aéreo, pelo que o Governo teve de encontrar mais soluções alternativas, como o aeroporto militar de Figo Maduro e o aeródromo de Tires, no concelho de Cascais” 4, nem o novo terminal abre em Julho, pois, segundo previsões da ANA, as datas inicialmente previstas para a conclusão das obras derrapam para o mês de Agosto 5. Em termos de estacionamento é que não há grandes melhoras: quando abrir este Verão, apenas continuará a haver um acesso para largar passageiros 6.

1. Ver www.destak.pt/artigos.php?art=248 

2. Ver http://jn.sapo.pt/2007/05/04/pais/terminal_2_aeroporto_inaugurado_a_de.html 

3. Ver http://dn.sapo.pt/2007/02/08/economia/obras_avancam_aeroporto_lisboa_const.html

4. Ver http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/20070511-Novo+terminal+da+Portela+pronto+em+Agosto.htm

5. “Novo terminal de passageiros na Portela derrapa para Agosto”, DNotícias 2007-04-20, p. 14.

6. “Novo terminal descola”, Jornal da Região 2007-04-17, p. 6.

publicado por Sobreda às 01:47
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

Linhas de Metro sem prazos de linhas

A parte deveras relevante da notícia é que o Metropolitano de Lisboa se prepara para investir 67 milhões de euros até 2011 na melhoria das acessibilidades para os utentes com mobilidade reduzida e deficiências visuais. As medidas a desenvolver incluem a instalação de elevadores em 22 estações existentes, que se vêm juntar às 21 que já possuem este equipamento.

A pensar nos passageiros cegos e amblíopes, o Metro vai colocar tiras de borracha rígidas entre as carruagens, linhas de segurança tácteis nos cais e tiras com texturas e relevos para fazer para fazer o encaminhamento desde os acessos às estações até aos comboios. A empresa vai ainda promover uma intervenção nas carruagens de forma a instalar um mecanismo de fixação de cadeiras de rodas 1.

Para a Secretária de Estado dos Transportes “a mobilidade representa, nos dias de hoje, um aspecto determinante da qualidade de vida das populações e um factor decisivo para a competitividade das regiões e para promover a coesão territorial e social (na qual) o Transporte Público, designadamente o sistema ferroviário metropolitano, é um dos pilares da estratégia para alcançar a mobilidade sustentável nos centros urbanos e áreas regionais”.

Quanto à extensão do Metropolitano de Lisboa, ela “apresenta actualmente uma rede de 35 km, face aos 8 km da rede inicial, com 48 estações, e com uma procura anual de cerca de 184 milhões de passageiros. Para além das obras actualmente em curso, está aprovada a execução de prolongamentos das linhas em exploração, nomeadamente das Linhas Azul, Amarela e Vermelha. Com a concretização destes prolongamentos, a rede do Metropolitano de Lisboa passará a ter cerca de 45 km e 58 estações” 2.

Agora o outro lado menos objectivo da notícia. Em estudo (sabe-se lá durante quanto mais anos) estão os prolongamentos da Linha Amarela do Rato a Alcântara, da Linha Vermelha do Aeroporto (estação não existente) ao Lumiar, prolongamento do Lumiar para o Colégio Militar e, na Linha Verde, de Telheiras à Pontinha. Só não existe é qualquer previsão temporal. Diz-se que está em estudo…

1. Ver “Metropolitano de Lisboa chega a Campolide em Maio de 2011, Público de 2007-05-16

2. Ver www.governo.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MOPTC/Comunicacao/Intervencoes/20070515_MOPTC_Int_SET_Metropolitanos.htm

publicado por Sobreda às 00:39
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