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Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Relatório sobre a zona Euro - Desgraça social ignorada

O Relatório Anual sobre a zona euro 2009 constitui «mais uma peça de uma campanha de mistificação, acusam os deputados do PCP ao Parlamento Europeu.

Isto, porque, de acordo com estes deputados, o Relatório ignora «a situação de desgraça social em que se encontram milhões de trabalhadores e cidadãos» e foge «ao reconhecimento da tendência de aprofundamento da crise social na zona Euro». Mais, o relatório «escamoteia as verdadeiras causas e o papel negativo das políticas que presidem à União Económica e Monetária (UEM), ao Pacto de Estabilidade e à Estratégia de Lisboa» em diversos Estados-Membros»; aponta para o aprofundamento do carácter federalista da UE, com novos ataques à soberania dos Estados; e reafirma a intenção da União Europeia de, no âmbito das relações económicas internacionais, aprofundar as causas centrais da crise económica e financeira internacional, caso da transferência de capital dos sectores produtivos para a especulação financeira, do reforço do papel do FMI e Banco Mundial, das políticas de liberalização do comércio mundial e da chamada «competitividade». Para o PCP, estas políticas «são tanto mais graves quanto se insiste numa perigosa política monetária de sobrevalorização artificial do Euro».

A realidade

Aliás, o regozijo da Comissão em torno dos eixos centrais da sua política neoliberal «contrasta escandalosamente» com os mais de 22 milhões de pessoas desempregadas na UE-27, com os cerca de 625 mil portugueses actualmente sem emprego – dos quais quase metade (300 mil) sem acesso ao subsídio de desemprego –, com a crescente desregulação das relações laborais ou com o alastramento da pobreza.
Enfim, o Relatório tenta lançar a ideia de uma crise já ultrapassada quando várias vozes e relatórios alertam para o «carácter altamente volátil e frágil» de alguns «sinais de estabilização» do sistema financeiro internacional.
A realidade, dizem os deputados comunistas, é que a «crise» há muito se vinha a sentir, sendo que a actual apenas expôs todas as vulnerabilidades nos diferentes Estados Membros, resultantes de políticas alicerçadas nas orientações do Pacto de Estabilidade e Estratégia de Lisboa. Vulnerabilidade que, em Portugal, «é resultado directo da continuada fragilização dos sectores económicos, particularmente dos sectores produtivos, do ataque aos serviços públicos, das políticas de baixos salários e reformas, da desigual distribuição do rendimento, do endividamento e do brutal défice e dívida externos que a política de direita vem impondo ao País».
Qualquer real solução para a presente crise, dizem por fim estes deputados, «passaria obrigatoriamente pela ruptura com as políticas que enformam o actual rumo neoliberal da União Europeia».
 

 

Publicado no Jornal "AVANTE" de 15.10.2009

publicado por cdulumiar às 17:02
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PCP avança com vasto conjunto de iniciativas parlamentares

mini-pcp1.gifNa sequência de mais de três décadas de política de direita, a última Legislatura foi marcada por um ataque violento do PS contra os trabalhadores e simultaneamente por uma fortíssima resposta popular à política de direita praticada pelo Governo. Hoje, no dia em que se iniciou mais uma Legislatura, o PCP apresentou na AR um conjunto de iniciativas que visam alterar as normas mais gravosas do Código do Trabalho, alargar os critérios de atribuição do Subsidio de Desemprego e  garantir o direito à reforma sem penalizações ao fim de 40 anos.Veja aqui as 7 medidas avançadas:
 
 

publicado por teresa roque às 13:39
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Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Favorecer privados, em prejuízo das populações é negócio de milhões

O Governo olha a Saúde não como um direito mas como um negócio e, dessa forma, alimenta e garante lucros de milhões aos privados. A acusação é do PCP que entende que é nesta dicotomia – direito ou negócio – que se estabelece a linha de separação entre uma política de direita e de esquerda. Na interpelação foi demonstrado que as opções do Governo PS nestes quatro anos prosseguiram e aprofundaram no fundamental as linhas de acção antes seguidas pelo PSD e CDS/PP, o que explica, por exemplo, que não haja dinheiro para investimento público em saúde mas já haja para assegurar apoios financeiros directos à construção de hospitais privados, como sucede no que está a ser erigido em Vila do Conde.
Este foi um dos muitos exemplos carreados para o debate pela formação comunista que lembrou ainda a propósito deste caso o facto de ele ter a particularidade de ser um projecto que beneficia do chamado estatuto de Projecto de Interesse Nacional (PIN). É o «favorecimento descarado de interesses económicos na saúde», condenou o deputado Bruno Dias, pondo em evidência o contraste entre esta opção governativa e a que tem presidido ao encerramento de centros de saúde e maternidades e à recusa em abrir novos serviços, sempre em manifesto prejuízo dos interesses das populações.
Por isso o parlamentar do PCP considerou que com este Governo os privados têm podido contar com «um negócio garantido, com clientes garantidos e receita garantida», enquanto as populações, essas, «pagam directamente do seu bolso e com os seus impostos».
A ilustrar bem esta política estão ainda as denominadas parcerias público privadas, fórmula utilizada desde há 30 anos pelos partidos da política de direita para proceder a «uma transferência gigantesca de recursos públicos para cofres privados, a pretexto da construção de hospitais públicos».
E no sentido de favorecer ainda mais os grupos económicos o Governo chegou mesmo a inventar parcerias para a própria gestão clínica dos hospitais, «passando uma esponja sobre os resultados desastrosos da gestão privada do Hospital Amadora/Sintra e sobre o esbanjamento de dinheiros que ali aconteceu durante treze anos», recordou Bruno Dias, frisando que «nem o governo da senhora Thatcher conseguiu ir tão longe».

 

Jornal "AVANTE" 09.07.2009

 

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publicado por teresa roque às 09:54
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Domingo, 12 de Julho de 2009

Interpelação do PCP ao Governo sobre política de Saúde - Direito à saúde sob ameaça

O Grupo Parlamentar do PCP voltou há dias a colocar na ordem do dia esta dramática realidade que põe em causa esse direito precioso das pessoas que é o direito à saúde, tal como a Constituição o consagra, acusando o Governo de com a substituição de Correia de Campos por Ana Jorge ter procedido a uma «mudança de estilo» que serviu apenas «para disfarçar a manutenção da política».
Esta foi uma tese central deixada pelo líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, na interpelação ao Governo centrada na política de Saúde que a sua bancada promoveu há dias e no decurso da qual foi demonstrado que o País tem vindo a assistir a um contínuo agravamento da situação na saúde.

Gastos acrescidos

Disso é testemunho desde logo o facto de entre 2003 e 2007 os gastos privados em saúde terem sofrido um aumento de 33 por cento, passando de 3 500 para 4 600 milhões de euros, sendo que esse valor suportado pelas famílias àquela última data já correspondia a 2,8% do PIB.
Acompanhando a sua intervenção inicial pela projecção de gráficos com informação estatística detalhada sobre a realidade descrita, Bernardino Soares passou em revista os aspectos fundamentais da acção do ministério da Saúde, não poupando críticas a uma política que do seu ponto de vista beneficia descaradamente o sector privado e, simultaneamente, degrada o Serviço Nacional de Saúde.
A crítica do presidente da bancada comunista foi arrasadora perante uma equipa ministerial que, jogando à defesa e fugindo quase sempre às questões colocadas, teve de ouvir realidades incómodas como é o caso da relativa à despesa dos utentes com medicamentos, que aumentou de 671 para 766 milhões de euros entre 2005 e 2007, ou seja, em apenas três anos os utentes pagaram mais 95 milhões de euros. «O Governo decidiu poupar dinheiro à custa dos utentes em vez de o ir buscar aos lucros do sector do medicamento», acusou Bernardino Soares, antes de demonstrar, por outra parte, como a falta de médicos de família, que classificou como «um dos casos mais graves» (em apenas seis anos, de 2001 a 2007, a percentagem de médicos de família com mais de 50 anos passou de 23% para 77% do total de médicos nesta especialidade), pode vir a ter «consequências devastadoras nos cuidados de saúde primários e por arrastamento em todos os serviços de saúde».
Questão forte trazida para o centro do debate pela bancada comunista foi também a da falta de enfermeiros (15 mil nos hospitais e cinco mil nos centros de saúde), carência que resulta apenas da política de restrição de trabalhadores na administração pública, com consequências quer em termos de agravamento do desemprego como no plano da insuficiente resposta às necessidades de cuidados da população.

Desinvestimento público

A concentração de serviços, com encerramentos de extensões de saúde, SAP, urgências hospitalares, maternidades e blocos de parto baseados apenas em razões economicistas e em falsos critérios técnicos, foi outra das questões suscitadas pela bancada do PCP, que se insurgiu contra o facto de em muitos locais o serviço público ter sido substituído pelo privado.
Alvo de acesa crítica foi ainda o favorecimento do sector privado (ver caixa), bem como a política do medicamento, a qual, no entender de Bernardino Soares, está «completamente refém dos interesses privados do sector».
Visto com muita preocupação pelo PCP é igualmente o financiamento do SNS, tendo sido verberado com dureza o seu sistemático subfinanciamento (de 2005 para 2009, em percentagem do PIB, diminuiu de 5,1% para 4,8%), o que se traduz num «claro desinvestimento nos serviços públicos de saúde», com a consequente restrição da capacidade dos serviços em planos como o do atendimento aos utentes, disponibilidade de consultas, cirurgias e tratamentos.
Orientação governativa que o PCP não perdoa é também a que privilegia o ataque aos profissionais de Saúde, no quadro do ataque à administração pública, «precarizando os seus vínculos, atacando as suas carreiras e degradando as suas condições de trabalho».

Reforma falhada

Para a bancada do PCP, que apresentou com detalhe as linhas essenciais de uma política alternativa (ver caixa), estes quatro anos de política de direita ficam ainda marcados pelo falhanço da propagandeada reforma dos cuidados primários de saúde. «Apesar de princípios positivos, a criação de Unidades de Saúde Familiar fez-se em muitos casos à custa de outras unidades de saúde a quem foram retirados profissionais, continua a não ter o objectivo da generalização a todos os utentes e continua a ter na lei a possibilidade da sua privatização», sumariou Bernardino Soares, convicto de que esta reforma dos cuidadoso primários de saúde «falhou e deixou por resolver os principais problemas».

 

Jornal "AVANTE" de 09.07.2009

publicado por teresa roque às 10:06
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Sábado, 11 de Julho de 2009

O 'gesto' de Manuel Pinho

«gesto» de Manuel Pinho na Assembleia da República, no decorrer do debate sobre o estado da Nação, constituiu o grande «acontecimento» da semana que passou. E se é verdade que tal «gesto» - amplamente divulgado pelos média - confirma a postura habitual do ex-ministro, também é verdade que mais grave do que isso foram as ameaças – estas muito silenciadas pelos mesmos média - que ele, de dedos na testa, dirigiu ao deputado do PCP.
«Tu estás tramado, pá» - disparou o então ainda ministro, assim exibindo a predisposição intolerante, prepotente e repressiva característica de todos os que, no exercício do poder, têm como lema o «quero, posso e mando» que suporta o seu autoritarismo.
Mas, acima de tudo, a atitude de Manuel Pinho reflecte a profunda desorientação que grassa nas fileiras do Governo; o desnorte provocado pelo pânico de o eleitorado repetir nas próximas eleições legislativas o castigo aplicado nas europeias; o pavor perante a perspectiva de o legítimo descontentamento dos trabalhadores e das populações face à política de direita vir a traduzir-se, igualmente, numa correcta deslocação de votos para o PCP/CDU - a única força que, de facto, em palavras e em actos, tem combatido essa política de direita e lhe tem contraposto uma alternativa de esquerda.
A propósito do «acontecimento» registe-se, ainda, os esforços desesperados de alguns dirigentes do BE procurando chamar a si o «gesto» de Manuel Pinho, numa tentativa patética de capitalização político-eleitoral, à sua maneira oportunista, do ocorrido. E, ainda a propósito, registe-se igualmente a presença, dias depois, de um membro da Comissão Política do BE (que é também responsável pela área de trabalho do mesmo partido) num jantar de homenagem ao ex-ministro – no decorrer do qual, por altura dos brindes, fez questão de elogiar a política económica do Governo, ou seja, «o muito que o ministro fez pela indústria do País».

Entretanto, PS e PSD, devidamente coadjuvados pelos média dominantes, prosseguem a representação habitual em tempo de eleições: acentuando a linha da bipolarização, representam a farsa da «alternativa», inventam e exibem «divergências», fingem-se portadores de políticas diferentes e apresentam-se como «salvadores da pátria». E com tal palavreado falso e demagógico procuram esquecer e fazer esquecer o que, há 33 anos, a realidade nos mostra, de forma inequívoca e incontestável: que PS e PSD nos governos fazem exactamente a mesma política de direita; que são, ambos, os verdadeiros e únicos responsáveis pelo gravíssimo estado em que o País se encontra; que esta política que o Governo PS/José Sócrates continua a aplicar é a mesma que aplicará se vier a ser governo – e é a mesma que um eventual governo PSD/Manuela Ferreira Leite se propõe aplicar; que de um governo de qualquer deles, ou de ambos, apenas se poderá esperar o habitual «mais do mesmo», com o inevitável agravamento da situação dos trabalhadores, do povo e do País.
E, com tudo isso, procuram esconder a outra realidade: a que nos diz e nos demonstra que há uma alternativa a esta situação; que o povo e os trabalhadores portugueses não estão condenados a suportar eternamente as consequências de uma política que tem como preocupação exclusiva a defesa dos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros; que, como o PCP vem afirmando e demonstrando, a alternativa necessária exige a ruptura com a política de direita PS/PSD e a mudança rumo a uma política de esquerda – e que essa ruptura e essa mudança passam, indispensavelmente, pelo prosseguimento do reforço eleitoral da CDU, através da acentuação da linha dos resultados obtidos nas recentes eleições europeias.

É  nesta perspectiva que se desenvolve por todo o País a intervenção de milhares e milhares de activistas da CDU – uma intervenção intensa, diversificada e criativa que, com confiança e determinação, dá resposta aos múltiplos desafios que a situação coloca.
As muitas iniciativas e tarefas que os militantes comunistas têm vindo a concretizar nas últimas semanas confirmam a grande confiança existente e o crescente apoio à CDU vindo dos mais diversos segmentos da população, numa manifestação de reconhecimento do papel desempenhado pelo PCP na luta contra a política de direita e as suas consequências e no esforço de ruptura com essa política pela mudança necessária, pela alternativa política e pela política alternativa.
Exemplos disso são as centenas de apresentações públicas das listas da CDU, com a participação de milhares de camaradas e amigos, aos quais se juntam, não raras vezes e um pouco por todo o País, homens e mulheres de outras áreas políticas, partidárias e ideológicas; e toda a complexa e trabalhosa tarefa de construção das listas para os órgãos autárquicos, envolvendo dezenas de milhares de cidadãos e, assim, procurando apresentar candidaturas ao maior número possível desses órgãos – com a consciência de que estas duas batalhas se ligam indissoluvelmente numa única campanha eleitoral. E se quisermos realçar e valorizar devidamente todo o imenso esforço militante desenvolvido, deveremos acrescentar que, paralelamente a essa imensidade de tarefas, o colectivo partidário comunista prossegue, agora já através das jornadas de trabalho voluntário dos fins-de-semana, a construção da Festa do Avante! – que sendo a maior iniciativa política, partidária, de massas, cultural, convivial, realizada no nosso País, é também, este ano, por força do calendário eleitoral, o ponto de partida para a campanha das legislativas e das autárquicas.
 

 

Jornal "AVANTE" de 09.07.2009

 

publicado por teresa roque às 09:11
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Sábado, 13 de Junho de 2009

Nasceram mais 5 cidades e 22 vilas

A Assembleia da República aprovou ontem por unanimidade a elevação de 22 povoações a vilas e a criação de cinco cidades, numa votação que foi seguida por várias dezenas de populares, a partir das galerias do Parlamento.

As propostas tiveram origem em todas as bancadas parlamentares e foram votadas hoje depois de terem sido debatidas na Subcomissão para a Criação de Novos Municípios, Freguesias, Vilas e Cidades, no âmbito da Comissão de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território.
Os projectos de lei não foram ainda discutidos em plenário, mas foram vários os deputados que anunciaram a apresentação de declarações de voto sobre a aprovação de algumas propostas.
Nas galerias do Parlamento, todos os lugares estavam ocupados por dezenas de cidadãos de diversas localidades que assistiam com ansiedade à votação, mas sem se manifestarem, para além de alguns braços no ar e polegares levantados em gesto de vitória.
E eis que 'nasceram' Borba, Senhora da Hora, Samora Correia, Valença e São Pedro do Sul como novas cidades, tendo ainda sido criadas 22 novas vilas.
 
Ver http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/520342
Temas:
publicado por Sobreda às 00:17
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PS chumba proposta de suspensão do novo Museu dos Coches

O PS chumbou o projecto de resolução do PCP que recomendava a suspensão imediata da construção do novo Museu dos Coches, que contou com votos favoráveis do PSD, CDS-PP, PEV e de dois deputados socialistas.

O projecto de resolução apresentado pelos comunistas propunha também a abertura de um processo de discussão pública sobre a construção do museu e mereceu ainda a abstenção da bancada do BE.
Segundo o projecto de resolução do PCP, o Governo “não conseguiu até hoje explicar a necessidade de construir um novo Museu dos Coches, muito menos justificar a construção desse museu como prioritária face a outras necessidades de investimento museológico ou cultural”.
Considerando a decisão do Governo “desastrosa”, o deputado comunista João Oliveira defendeu a suspensão “imediata” do processo de construção do novo Museu dos Coches nas instalações das antigas Oficinas Gerais do Exército, além de um processo de discussão pública sobre o projecto e as suas consequências para os museus e serviços envolvidos.
Uma das críticas generalizadas é o facto de não ter sido aberto um concurso para a obra e para a escolha do arquitecto, bem como a construção de um novo edifício público orçado em cerca de 30 milhões de euros sem concurso público, para mais quando a verba poderia ser utilizada em outros museus que necessitam “urgentemente” de obras de conservação e restauro.
O deputado José Luís Ferreira do Partido Ecologista “Os Verdes” manifestou-se igualmente contra a construção de um novo museu e adiantou que o Governo ainda não explicou qual o motivo da mudança de instalação. “Só vejo uma justificação: há dinheiro, gasta-se”, realçou.
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1386357&idCanal=12
publicado por Sobreda às 00:10
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Sábado, 31 de Janeiro de 2009

A política que levou o país à grave situação actual

O Governo apresentou na Assembleia da República a sua proposta de “Programa de Estabilidade e Crescimento 2008-2011” (PEC:2008-2011) que tenciona enviar à Comissão Europeia, a qual mostra que este Governo não aprendeu nada com os erros que tem cometido a nível de politica económica, a qual conduziu também o País à situação grave em que se encontra.

Apelando aos patrões privados para que não destruam emprego, gastando milhões e milhões de euros de fundos públicos para os apoiar, nomeadamente as grandes empresas, o Governo tem feito e tenciona continuar a fazer precisamente o contrário.
De acordo com dados constantes daquela proposta, entre 2006 e Setembro de 2008, foram destruídos na Administração Pública 51.488 postos de trabalho. A Administração Pública era, até ao actual Governo, o principal empregador de jovens licenciados, passando de criadora de emprego a (com fama e proveito) principal destruidora de emprego.
Como consequência, entre 2005 e 2008, o desemprego com ensino superior aumentou em 69,6%. E entre 2009-2011 o governo prevê a destruição de mais 56.000 postos de trabalho na Administração Pública o que vai contribuir para agravar ainda mais o problema do desemprego.
De acordo também com a proposta do PEC:2008-2011, o Governo prevê que o número previsível de “inactivos disponíveis” e do subemprego visível, que são desempregados não considerados nos números oficiais do desemprego, o desemprego efectivo atingirá, em 2009, cerca de 664 mil portugueses, o que corresponderá a uma taxa de desemprego de 11,8%.
E uma redução no deficit orçamental só poderá ser obtida conjugando o investimento e o consumo público o que, a concretizar-se, poderá determinar (ou não) um agravamento maior da crise em que o País ainda estará certamente mergulhado. È cada vez mais evidente que só rompendo com a política de obsessão do défice é que Portugal poderá sair da grave crise económica e social em que está mergulhado.
Seguir-se a política que em vários aspectos vinha perfilhando contribui para a situação grave em que estão a economia e a sociedade portuguesa. Embora faça um apelo aos patrões privados, o governo na Administração Pública faz precisamente o contrário, pois tem levado a cabo uma politica de destruição continuada de emprego e, ainda por cima, gaba-se desse facto previsivelmente com a intenção de captar as simpatias de toda a direita.
 
Ler artigo do economista Eugénio Rosa
publicado por Sobreda às 01:39
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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Verdes propõem leis para promover o uso da bicicleta como meio de transporte

Uma rede nacional de ciclovias e alterações ao Código da Estrada para garantir a segurança dos ciclistas são duas propostas do Partido Ecologista “Os Verdes” para promover a bicicleta como meio de transporte e que o Parlamento vota quinta-feira.

Os deputados deverão ainda votar um projecto de Resolução que prevê um plano nacional de promoção da bicicleta e outros modos de transporte suaves.
“Esta ideia nasce do reconhecimento da importância que a bicicleta pode ter na substituição das nossas escolhas de mobilidade e transporte e deslocações diárias de substituição do automóvel particular, concretamente em meio urbano, e necessidade de garantir segurança para os ciclistas circularem na via pública”, disse o deputado de “Os Verdes”, Francisco Madeira Lopes.
O deputado salientou que já não é a primeira vez que “Os Verdes” apresentam um projecto “para a constituição de uma rede nacional de pistas cicláveis”, porque “misturar o uso da bicicleta com automóveis é perigoso, como infelizmente a prática tem demonstrado”.
“Tal como existe uma rede ferroviária, também entendemos que deveria haver uma rede nacional de pistas cicláveis que permitisse, não só que os ciclistas circulem em segurança dentro das localidades, mas também a ligação futura entre diferentes localidades e inclusivamente a ligação do país a outras redes internacionais e europeias de pistas cicláveis”.
O deputado considerou que “está na hora de o Governo dar um passo em frente” na promoção de alternativas de mobilidade porque a evolução que se tem registado em Portugal “tem estado, até agora, sujeita à boa vontade das autarquias”. “Infelizmente essas são medidas pontuais, desgarradas, que gostaríamos de ver encaradas pelo Estado de uma forma mais coerente e de uma forma mais séria”.
Os Verdes” entendem que “a bicicleta é uma mais valia enquanto elemento de lazer, de prazer, de saúde e de desporto, mas também pode e deve desempenhar um papel nas deslocações diárias como um meio normal de transporte”, numa altura em que se fala da crise energética, da problemática das alterações climáticas e do problema da mobilidade nas cidades.
Outra das iniciativas de “Os Verdes” votada no Parlamento prevê alterações ao Código da Estrada “para permitir maiores direitos e segurança aos ciclistas”. “É importante que se acabe com algumas limitações do Código da Estrada que colocam a bicicleta como um veículo de segunda ou terceira face ao automóvel particular”.
“Nós adiantamos uma série de propostas e queremos vê-las discutidas na especialidade com todos os grupos parlamentares e gostaríamos também de contar com os contributos da sociedade civil, de outros partidos e parceiros sociais, mas o que nós consideramos importante é corrigir o Código da Estrada no sentido de garantir direitos e segurança para os ciclistas”.
Para o deputado não faz sentido algumas regras que podem inclusive colocar em perigo o ciclista. “Por exemplo, circular à beira do passeio parece ser uma boa regra, mas isso pode ser um problema para o ciclista quando há carros estacionados”, exemplificou.
Os Verdes” apresentam ainda uma proposta de resolução para a criação de uma estratégia nacional para a promoção das bicicletas. Segundo Francisco Madeira Lopes, “este plano deve ser promovido pelo Governo depois de criado um grupo de trabalho, em que se implemente um conjunto de acções para divulgar as vantagens da bicicleta e facilitar o uso cada vez mais generalizado da bicicleta, que tem vinco a perder terreno nas cidades para o automóvel”.
“Nós vemos que hoje, nas nossas cidades, o automóvel reina. Não só tomou conta das estradas e dos estacionamentos, como hoje em dia já até dos passeios tomou conta. (...) É preciso repensar as nossas cidades e devolvê-las às pessoas”.
Com estas iniciativas, “Os Verdes” pretendem também “diminuir a sinistralidade rodoviária, contribuir para a melhoria da qualidade do ar, para a melhoria da saúde da população e também contribuir para combater a crise energética e as alterações climáticas”.
 
Ver Lusa doc nº 9231778, 21/01/2009 - 13:21 e http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/d614b881c190195c048d78.html
Ver também http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2009/01/projectos-sobre-mobilidade-suave-em.html
publicado por Sobreda às 02:09
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Total de faltas na AR entre 2005 e 2008

 

Ver Público, 2008-12-13, p. 3
publicado por Sobreda às 00:31
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