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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Polícias queixam-se de pressões para passarem mais multas

Elementos da 5ª Divisão de Lisboa da PSP (na Penha de França) queixam-se de estar a ser forçados pelo 2º Comandante para aumentar o número de autuações, sob ameaça de mudança de Secção se não se destacarem nas estatísticas mensais.

Esta situação foi relatada na 6ª fª por elementos daquela divisão, que pediram para não serem identificados por temerem represálias, e confirmada pelo presidente do Sindicato Unificado de Polícia, que desempenha funções precisamente na 5ª Divisão.

 

 

Contudo, a medida deverá mesmo estar a ser seguida noutros locais da cidade. Por exemplo, fez exactamente ontem uma semana, que os agentes de trânsito procederam a uma acção semelhante na Estrada de Telheiras, e apenas no passeio do lado direito do troço entre a Igreja de Nossa Senhora das Portas do Céu e a Rua prof. Eduardo Araújo Coelho.
Muito estranho não é o facto de as rodas de todas as viaturas terem sido bloqueadas, mas sim não existir, naquele troço, qualquer sinal vertical de proibição de estacionamento!!

 

 

Ainda sobre o mesmo assunto, a Direcção Nacional da PSP, através do gabinete de Relações Públicas, declarou que “não estão definidos 'rankings' na Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial (EIFP), não foram proferidas ameaças e não estão consignados prémios”. “São apenas definidas operações a nível de EIFP, que são depois executadas pelas diferentes Equipas de Intervenção Rápida”.
Parece que face à “saída de elementos daquela Esquadra para o Porto, o comandante daquela divisão, após a redefinição das Equipas de Intervenção Rápida, reuniu com todo o efectivo no sentido de clarificar as missões que estão consignadas àquelas equipas e os deveres inerentes ao serviço”, segundo os quais “nesta reunião, ficou clarificado o âmbito da missão, nomeadamente a prossecução de operações policiais e o desenvolvimento de relatórios no fim do serviço que determinarão uma adequada percepção do trabalho desenvolvido durante o turno”.
Ora, de acordo com o relato dos elementos daquela Divisão, está a ser implantado um denominado ‘Código de Conduta’ pelo 2º Comandante e criado um ‘ranking’ mensal onde só têm ascensão na carreira e ‘prémios de produtividade’ os elementos que passarem mais multas. A partir de hoje, 2ª fª, esta situação deverá estender-se aos polícias que fizerem mais detenções.
Relataram ainda que os agentes estão a ser informadas individualmente pelo próprio Comissário, em conversa no seu gabinete, a sós ou acompanhados pelo chefe de Secção. Quando não atingem os objectivos alegadamente estabelecidos, dizem estar a ser chamados e confrontados com ameaças de saída da Secção onde se encontram ou saída da Divisão.
“Os graduados são obrigados a chamar diariamente à atenção os agentes para que efectuem mais autuações”, disse uma das fontes, acrescentando que há dias em que são feitas operações STOP de manhã e outra à tarde. As mesmas fontes adiantaram que estes procedimentos estão a ser transmitidos também aos novos elementos que chegam à 5ª Divisão, “para que sintam as mudanças e aprendam que têm de autuar”. Segundo os testemunhos, esta situação está a criar “um grave mal-estar” entre oficiais, subchefes e agentes, que receiam resistir às ordens de aumentar o nível de autuações e de detenções.
O próprio presidente do Sindicato Unificado de Polícia confirmou a existência destas pressões par aumentar a quantidade de multas e especificou que estas situações sucedem mais nas Equipas de Intervenção e Fiscalização Policial, relativamente às Secções de Intervenção Rápida. Todavia, os elementos da PSP “não podem aceitar estas situações, que estão a gerar um grande desgaste no seio do pessoal da 5ª Divisão” e que o Sindicato Unificado de Polícia “está contra esta forma de actuação”.
O dirigente sindical relatou que a argumentação para estas listas é a falta de produtividade, mas realçou que a produtividade não se mede por autuações, sublinhando que a primeira função policial é prevenir e combater a criminalidade, num efectivo policiamento de proximidade e aconselhamento para com o cidadão, e não a caça à multa.
 
Ver www.destak.pt/artigo/41234
publicado por Sobreda às 00:20
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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

CML arrenda espaços para esquadras policiais

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou, na passada 3ª fª, o aluguer ao Estado de uma vivenda, junto à Praça de Espanha, para uso da futura esquadra das Avenidas Novas.

Foi também alugada ao Estado a esquadra do Alto do Lumiar 1, onde se encontra a Divisão de Trânsito da PSP. Este departamento de trânsito da PSP já está desde há cerca de um ano a ocupar a referida esquadra da Alta de Lisboa, a qual estava previsto ser adquirida pelo Estado, mas que o Ministério da Administração Interna apenas agora decidiu arrendar 2.
 
1. Ver, por ex., http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/217912.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/263661.html
2. Ver http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1259846 ou http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Camara-arrendou-ao-Estado-espaco-para-esquadra-junto-a-Praca-de-Espanha-e-instalacoes-no-Alto-do-Lumiar.rtp&article=225774&visual=3&layout=10&tm=8&rss=0
publicado por Sobreda às 00:27
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Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Polícias entregam bonés na residência oficial do Governo

Cerca de mil polícias marcharam ontem em Lisboa até à residência oficial do primeiro-ministro. Os agentes acusam o Governo de não querer negociar o estatuto da polícia e, num protesto exaltado, entregaram simbolicamente os bonés ao primeiro-ministro.

 

 

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) aproveitou para anunciar que no dia 30 de Junho vai realizar-se uma acção de luta que poderá ‘paralisar’ alguns serviços da Polícia, sem especificar a natureza do protesto, fazendo o anúncio junto dos cerca de mil polícias - numa estimativa da ASPP - que hoje lançaram os seus bonés da farda próximo da residência do primeiro-ministro, em São Bento e chamando-o de ‘mentiroso’.
O sindicalista explicou que não adiantaria qual o tipo de protesto “por uma visão estratégica”, mas referiu que todos os profissionais da Polícia de Segurança Pública (PSP) serão informados.
Empunhando bandeiras da ASPP, que convocou o protesto, os agentes dirigiram-se para o Palácio de São Bento depois de se terem concentrado em frente da Assembleia da República. Os polícias ostentavam bonés na cabeça e também junto às bandeiras, os quais depois lançaram para próximo das instalações da residência oficial do chefe do Governo.
Os manifestantes quanto chegaram ao local encontraram uma barreira policial e alguns polícias lançaram os seus bonés manifestando exaltação, explicando aos jornalistas que a exaltação de alguns polícias “foi normal” tendo em conta “a grande revolta” que sentem.
Entre as reivindicações da ASPP está a criação de uma tabela remuneratória “justa e adequada”, a exclusão da PSP da Lei de Vínculos, Carreiras e Remunerações da Função Pública, a inclusão dos cônjuges nos serviços de saúde da PSP, a atribuição do subsídio de risco a todos os profissionais da PSP e a pré-aposentação aos 55 anos de idade ou 36 de serviço 1.
Os sindicatos acusam o Governo de não aceitar discutir as propostas que apresentaram e salientam que as negociações são apenas "uma mera formalidade de audição" e que o Executivo "tem de deixar de ter um olhar economicista sobre a PSP". Para o final do mês, ficou marcada uma nova acção de luta que poderá “paralisar” alguns serviços da PSP.
Disse ainda estar “surpreendido” com o número de agentes que aderiram à manifestação, porque inicialmente a convocatória para este protesto “simbólico” era apenas dirigida aos dirigentes da associação. “Estou surpreendido. Há polícias de todos os locais do país”, afirmou, sublinhando que esta é “uma luta por um estatuto profissional digno” e que o Ministério da Administração Interna nunca respondeu às propostas e reinvindicações da associação.
O presidente da ASPP anunciou entretanto que no dia 30 de Junho vai realizar-se uma acção de luta que poderá "paralisar" alguns serviços da Polícia, sem especificar a natureza do protesto.
O sindicalista explicou que não adiantaria qual o tipo de protesto "por uma visão estratégica", mas referiu que todos os profissionais da Polícia de Segurança Pública (PSP) serão informados.
Entre as reivindicações da ASPP está a criação de uma tabela remuneratória "justa e adequada", a exclusão da PSP da Lei de Vínculos, Carreiras e Remunerações da Função Pública, a inclusão dos cônjuges nos serviços de saúde da PSP, a atribuição do subsídio de risco a todos os profissionais da PSP e a pré-aposentação aos 55 anos de idade ou 36 de serviço.
A alteração da lei da pré-aposentação é importante para rejuvenescer a polícia: “Não queremos profissionais com 60 anos a combater o crime organizado e violento. Isto não faz sentido”, frisou. Os sindicatos acusam o Governo de não aceitar discutir as propostas que apresentaram e salientam que as negociações são apenas “uma mera formalidade de audição" e que o Executivo "tem de deixar de ter um olhar economicista sobre a PSP” 2.
 
1. Ver http://sic.aeiou.pt/online/noticias/pais/Cerca+de+mil+policias+entregam+bones+na+residencia+de+Socrates.htm
2. Ver http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/519782
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publicado por Sobreda às 02:16
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Domingo, 19 de Abril de 2009

Comprometido acordo sobre segurança entre MAI e CML

A polémica transferência de 150 agentes da PSP para a Polícia Municipal está para durar, pois não há agentes com vontade de ir para a alçada da autarquia. Assim, vai ser muito difícil ao Ministro da Administração Interna cumprir o acordo com o presidente da CML.

De um efectivo de 601 profissionais do quadro da Divisão de Trânsito (DT) de Lisboa da PSP, apenas cerca de meia centena cumpre funções de fiscalização de estacionamento, com os reboques e bloqueadores. Destes “não haverá mais de 30 que queiram ir para a PM”, passando a depender do actual executivo da CML.
Segundo declarações do próprio ministro da Administração Interna, 6ª fª no Parlamento, a PSP poderá vir a transferir 150 homens “da fiscalização de estacionamento” para a PM.
No entanto, o delegado da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) na DT, corrobora a dúvida sobre o cumprimento deste acordo. Diz o sindicalista que “como a transferência de efectivos é feita por convite, sendo os interessados voluntários, será muito difícil” chegar à centena e meia que o ministro prometeu à CML, pois “há poucos que queiram ir. Os que foram antes estão a voltar. Só se for imposto é que se vai atingir o número anunciado”.
A transferência dos agentes para a PM está assim a provocar acesa oposição dentro da própria PSP. Os comandantes desta força de segurança já avisaram que o Governo e a CML “estão a hipotecar a segurança” e a “enganar os lisboetas”.
“Não vão ter mais segurança, vão é ter mais multas de estacionamento para encher os cofres da Câmara”, alertou o presidente do Sindicato dos Oficiais desta polícia.
 
Ver http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1204897
publicado por Sobreda às 00:09
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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

O regresso do Conselho Municipal de Segurança

A Polícia Municipal de Lisboa (PML) deverá receber até Setembro mais 150 agentes da PSP, de acordo com a proposta do MAI, no âmbito da descentralização de competências na área da fiscalização de trânsito. A proposta será analisada hoje na reunião do Conselho Municipal de Segurança, onde serão discutidas as sugestões da CML e do Ministério para o Contrato Local de Segurança (CLS).

No que se refere à transferência da dependência dos parques de recolhas de viaturas para a PML, o Ministério refere que a PSP não pode abdicar de manter na sua dependência e administração o parque do Restelo, sugerindo que passe para a PML a guarda, utilização e gestão dos parques de viaturas do Marquês de Pombal, Campo Grande e Telheiras.
Quanto ao acesso ao Sistema de Contra-Ordenações de Trânsito (SCOT), a câmara é autorizada a utilizar o sistema, mas terá que suportar os custos associados à aquisição de equipamentos, à formação dos operadores, manutenção e comunicações.
As principais áreas de intervenção da proposta do MAI para o CLS são os comportamentos anti-sociais como a delinquência juvenil, a violência doméstica e o risco de incidentes sobre populações vulneráveis, designadamente idosos e turistas.
Reduzir os índices de criminalidade na cidade de Lisboa, aumentar o sentimento de segurança e os níveis de confiança e satisfação dos que visitam a cidade, reforçar o policiamento de proximidade e as acções policiais nalguns locais considerados mais inseguros são alguns dos objectivos das propostas de CLS do MAI e da autarquia que serão analisadas na reunião do Conselho Municipal de Segurança.
Além de assegurar a transferência dos meios humanos necessários ao projecto, o MAI deverá garantir a monitorização do CLS, através de um protocolo a assinar com uma Universidade, e elaborar diagnósticos da criminalidade na área abrangida pelo CLS.
Os contratos locais de segurança têm vindo a ser desenvolvidos pelo MAI e alguns estão já em fase de concretização, como os do Porto e Loures. No caso do Porto, o CLS abrange o Bairro do Cerco e em Loures as freguesias da Apelação, Camarate e Sacavém. Vai também ser proposta a criação de um Observatório da Segurança, o reforço da Polícia Municipal e a libertação dos agentes daquele força de segurança de actividades administrativas.
O Conselho Municipal de Segurança de Lisboa, que não reunia desde Março de 2006, tem funções de natureza consultiva e visa promover a articulação, a troca de informações e a cooperação entre entidades que, na área do Município, têm intervenção na área da segurança das populações 1.
Por isso o Grupo Municipal de “Os Verdes” apresentou, na sessão de AML de 16 de Setembro de 2008, uma Recomendação propondo a urgente entrada em funcionamento deste órgão, a qual seria aprovada por Unanimidade 2.
 
1. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1374273
2. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=212&Itemid=36
publicado por Sobreda às 01:03
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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Relatório de Segurança Interna revela aumento da criminalidade

O Governo anunciou ontem a lista de crimes de investigação prioritária, sem reforçar os meios ou alterar as leis, designadamente as molduras penais e os pressupostos da prisão preventiva, responsáveis pela maior queda de sempre da população prisional nas cadeias portuguesas.

Enquanto que o crime disparou, como demonstra o Relatório de Segurança Interna de 2008 1, com um aumento de 10,8% da criminalidade violenta em 2008, as prisões perderam 2.238 presos desde 2004, com a maior quebra - 1.049 reclusos - a acontecer de 2006 para 2007, período em que as leis penais foram alteradas.
E os números continuaram a descer: segundo os Serviços Prisionais, a 1 de Abril deste ano havia 10.914 pessoas presas, enquanto que três meses antes, a 31 de Dezembro de 2008, havia 11.008, número inferior ao registado na mesma data de 2007 (11.587).
Ou seja, à medida que o crime aumenta, o número de presos baixa, segundo constatação da Polícia Judiciária, que classifica a lei de prioridades de investigação como uma “falsa lei. Para o Governo todos os crimes que se cometem em Portugal são prioritários. Temos lá o catálogo de todos os crimes”, diz referindo-se à extensa lista ontem aprovada em Conselho de Ministros 2.
Os dados agora conhecidos e tornados públicos pelo gabinete do Secretário-Geral do sistema de segurança interna indicam que aumentaram os crimes levados a cabo em grupo, crimes que são praticados por três ou mais indivíduos, chegando-se à conclusão de que este tipo de criminalidade teve um incremento na ordem dos 35%.
Crimes que conheceram, em contrapartida, um significativo decréscimo foram os praticados por menores de 16 anos, registando uma quebra de 43,7% em 2008 se comparado com o ano de 2007. Ás 4.440 participações feitas no ano de 2007, as entidades policiais e judiciais tomaram conhecimento de apenas 2.510 queixas.
Por isso, o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público acusou o Governo de ter cometido uma “falha democrática” por não ter ouvido esta estrutura sindical na elaboração da Proposta de Lei-quadro da política criminal para o biénio 2009/2011, onde qualquer definição de prioridades na luta contra o crime deve obedecer a “estudos sérios e objectivos” e a “uma avaliação dos resultados em função da aplicação das leis de âmbito criminal” 3.
 
1. Ver www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MAI/Comunicacao/Outros_Documentos/20090326_MAI_Doc_RASI.htm
2. Ver http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Mais-criminalidade-grupal-e-menos-delinquencia-juvenil.rtp&article=213154&visual=3&layout=10&tm=8
publicado por Sobreda às 19:48
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Comandantes da PSP declaram guerra a Costa

Quando a paz parecia reinar na capital entre a Câmara e a PSP, os oficiais desta polícia vêm agora lançar um feroz ataque ao presidente da CML, considerando ‘inaceitável’ que interfira na estratégia de segurança da cidade.

O director nacional da PSP vai confrontar-se com ter de se confrontar com o município, para cumprir o ‘acordo de paz’ que fizera com o presidente da CML, na sequência das críticas deste ao policiamento da cidade. António Costa queria o reforço da Polícia Municipal com elementos da Divisão de Trânsito da PSP, pretensão que está a ser alvo de negociações com o Governo. Mas os comandantes desta polícia não admitem sequer essa possibilidade.
Pela voz do presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP), a organização que os representa, avisam desde já o presidente da CML que vão estar ‘atentos’ a qualquer movimentação nesse sentido.
“Esperamos que não se ponha sequer a hipótese de transferir gente da PSP para a polícia municipal”, afirma o dirigente máximo dos oficiais da polícia. Este comandante operacional (da Divisão de Loures), lembra que “numa altura em que há evidente escassez de meios humanos na PSP, agravado pelo aumento da área territorial e populacional, é inconcebível que se transfiram elementos para outras entidades. Se não fazem falta na Divisão de Trânsito podem ser colocados noutros departamentos operacionais da polícia, incluindo o policiamento de proximidade”.
O desagrado dos oficiais da PSP com o actual presidente da CML e ex-ministro da Administração Interna é latente. “É inaceitável para nós que tenha usado a PSP para o confronto político”, devido a António Costa ter criticado o policiamento em Lisboa e acusado a PSP e o Ministério da Administração Interna (MAI) de falta de estratégia para a cidade, tendo revelado “uma grande incoerência, porque, quando foi titular do MAI, fez um estudo para fechar esquadras em Lisboa”.
O presidente do SNOP sublinha que a situação na polícia é “neste momento muito grave” com as “condições de trabalho cada vez mais precárias para fazer face à criminalidade crescente”. A tal ponto que “há cada vez mais pessoal, incluindo oficiais, a pedir para sair da PSP” e entrar noutras forças de segurança ou para o sector privado, por exemplo, “ainda hoje assinei um pedido de um operacional meu, em cuja formação a PSP investiu, que quis sair para se candidatar ao curso de praças da GNR”, destacando que os novos agentes “são os que mais têm sofrido com as condições com que são obrigados a desempenhar as suas funções” e ele há “situações dramáticas”, garante.
A maior parte dos recém-formados são colocados em Lisboa, Porto ou Setúbal, áreas onde os preços são mais altos, e “estão por sua conta para alugar casa e comprar comida, enquanto na GNR isso é assegurado pelo comandos, onde o regime de aquartelamento permite que os novos soldados ali fiquem instalados e libertá-los desta despesa”. Com os agentes da PSP a passar por “grandes dificuldades económicas”, os oficiais exigem um mínimo de “dignidade” para os homens que comandam.
No caso de Lisboa, é também a segurança dos munícipes que está em causa.
 
Ver http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1194569#Post171699
publicado por Sobreda às 02:26
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Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Reunião Extraordinária da CML sobre Segurança

   

  A Câmara Municipal de Lisboa está reunida, em sessão extraordinária, hoje quarta-feira, dia 18 de Março.
     Com início marcado para as 09h30, na Sala de Reuniões dos Paços do Concelho, tendo como ponto único da ordem de trabalhos a Segurança na Cidade de Lisboa, conta com a participação da Governadora Civil de Lisboa, do Director Nacional da PSP e do Director-Geral de Infra-Estruturas e Equipamentos do Ministério da Administração Interna.
     Dado o "profundo" desagrado manifestado por António Costa no passado dia 04 de Março, aquando da Reunião Pública descentralizada para as freguesias da Ameixoeira, Charneca e Lumiar e a propósito do “suposto” incumprimento dos termos acordados para a cedência da esquadra do Alto do Lumiar à Divisão de Trânsito, aguardemos que esse “desagrado” confessado publicamente reverta nesta reunião a favor das nossas 3 freguesias.
 
Temas: , ,
publicado por teresa roque às 10:47
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Terça-feira, 10 de Março de 2009

Há 36 bairros perigosos em Lisboa

À margem de uma reunião da Confederação Europeia de Polícia (EuroCOP), o director nacional da PSP adiantou, esta 2ª fª, que a Polícia de Segurança Pública identificou “36 bairros de risco” na zona de Lisboa.

Para a PSP, estes 36 bairros problemáticos referenciados na zona da Grande Lisboa apresentam “algum risco e ameaça à ordem pública”.
De seguida procedeu a uma análise sobre o tipo de criminalidade, ameaças e riscos existentes 1, mas sem identificar nem os referidos 36 bairros (quais são, onde estão?), nem as particularidades que permitiram catalogá-los como sendo de “risco”.
Os munícipes em geral teriam, provavelmente, ficado bem mais esclarecidos se lhes dissessem também se se incluem nalguma dessas zonas ou se a PSP tem prevista acções de policiamento de proximidade, ou seja, políticas preventivas, em vez de medidas repressivas.
Paralelamente, seria também relevante que a CML adoptasse medidas inclusivas para os problemas sociais e urbanísticos de alguns desses bairros, designadamente, através da sua reabilitação urbana.
Não basta - aqui d’el-rei - sacudir a ‘água do capote’ e pedir a outro órgão “explicações sobre a estratégia de policiamento de proximidade e a gestão da rede de esquadras” ou afirmar que distúrbios urbanos não passam de “casos de polícia” 2.
 
1. Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1165170
2. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1368426
Temas: ,
publicado por Sobreda às 00:18
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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

PSP alarga policiamento de proximidade

Segundo a Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública, a PSP vai alargar o Programa Integrado de Policiamento de Proximidade (PIPP) a 60% do seu dispositivo territorial até ao final do ano, os principais objectivos são promover uma maior proximidade entre a PSP e os cidadãos e reforçar o sentimento de segurança entre a população são os do PIPP.

Criado em 2006, o policiamento de proximidade abrangeu inicialmente as 20 freguesias da 1ª divisão do Comando Metropolitano de Lisboa. Actualmente, já se encontra junto das populações da divisão de Vila Franca de Xira e de Sintra.
Além da região de Lisboa, o PIPP está também a funcionar junto de duas esquadras do Porto, três dos Açores e em bairros do Funchal, São João da Madeira, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Peniche, Portalegre, Abrantes, Montijo, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.
Segundo a Direcção Nacional da PSP, os elementos policiais que constituem estas equipas, designados por agentes de proximidade, têm como missão a prevenção e a vigilância em áreas comerciais e residenciais maioritariamente habitadas por idosos, prevenção da violência doméstica, apoio às vítimas de crime e acompanhamento pós-vitimação, além da identificação de problemas que possam interferir na segurança dos cidadãos e detecção de “cifras negras”.
Este trabalho dos agentes de proximidade “é mais do que o tradicional policiamento”, passando também pelo “apoio social e acompanhamento”, com os agentes no local a detectarem e sinalizarem os problemas e a fazerem a ponte com as entidades para que estes sejam solucionados, só descansando “quando vêem a solução totalmente resolvida”.
O PIPP é constituído por Equipas de Proximidade e de Apoio à Vítima (EPAV), Equipas do Programa Escola Segura (EPES) e Equipas de Proximidade de Ciclo Patrulhas (EPCP). Enquanto as EPES são responsáveis pela segurança e vigilância nas áreas escolares, as EPCP apenas se encontram implementadas em certas zonas e só actuam durante o Verão.
Segundo a Direcção Nacional da PSP, até ao momento já foram formados 1.272 elementos para estas equipas especiais. Este policiamento de proximidade destina-se também ao combate do “furto de rua”, como carteiristas, furto a residências e a interior de automóveis.
 
Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=379483&visual=26&rss=0
publicado por Sobreda às 00:29
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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

A estatística da caça à multa

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia da PSP (ASPP) avisa que há oficiais a avaliar os polícias pelo número de multas e detenções que fazem.

 
Que polícia criou este Governo?
- Primeiro começou por nos tirar direitos fundamentais, como a assistência na doença, e obrigar-nos a pagar por um serviço pior. Depois envelheceu a polícia, aumentando a idade de reforma. Em 2004 a média de idade era 38,5 anos, agora vai nos 40. O mesmo partido que, com António Guterres, apostou forte na imagem e credibilidade da polícia agora faz o contrário. Para agravar tudo, prepara uma série de legislação, como o Estatuto, o Regulamento de Disciplina, entre outros, que mostram claramente a intenção de transformar a polícia numa força servilista, apostada em agradar às hierarquias, mesmo que em detrimento da nossa principal missão, que é a prevenção criminal. Ou seja, em duas palavras, o cenário é negro.
 
Pode concretizar esse retrato?
- Há uma situação que está a preocupar-nos especialmente. Neste momento há oficiais a avaliar os polícias pelo número de multas ou detenções que fazem. Quanto mais multas melhor se é avaliado e mais se ganha. Isto é muito grave. A principal missão da polícia não é a prevenção? Afinal o melhor polícia é aquele que faz caça à multa durante uma hora e passa o resto do turno no café, ou aquele que está sempre presente e tem a sua área pacificada? Fazer detenções é fácil. Mas o que se ganha a longo prazo com isso? Só se for para agradar aos comandantes e apresentar estatísticas. Infelizmente, prevejo que qualquer avaliação que venha a ser feita dará sempre muita importância ao cumprimento de directivas. Os polícias vão preocupar-se mais com a progressão na carreira que em fazer um bom trabalho na segurança dos cidadãos.
 
Mas todas a reestruturações que foram feitas não melhoraram a segurança?
- Foi um passo positivo, principalmente porque agora cada força de segurança sabe quais são as suas fronteiras territoriais. Mas não se podia ter feito isto sem saber se as polícias tinham capacidade para ver os seus territórios aumentados. Em Lisboa e Viana do Castelo por exemplo, as áreas duplicaram e o número de homens ficou o mesmo. Tudo é baseado num conceito economicista (…)
 
Ver http://dn.sapo.pt/2008/12/08/sociedade/policias_avaliados_multas.html
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publicado por Sobreda às 01:45
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

Em prisão domiciliária à espera de pulseira electrónica

O jovem criminoso tem apenas 16 anos, mas é suspeito de dez roubos violentos. E, na última semana, praticou mais um, apesar de estar obrigado a ficar em casa, na Ameixoeira, Lisboa, com pulseira electrónica a controlar os movimentos.

Apontou uma navalha ao pescoço de um professor, sequestrando-o quando este estacionava o carro na zona de Telheiras - e, depois de se sentar ao volante, forçou-o a levantar dinheiro em várias caixas. Mais de 500 euros. Levou-o para a Cova da Moura, onde foi comprar droga, mas também acabou assaltado. Ficaram sem nada.
Depois de fazer os vários levantamentos em diferentes caixas ATM e de comprar os primeiros cem euros em cocaína nas Galinheiras, o jovem assaltante, sempre com a vítima sequestrada no banco ao lado, decidiu ir reforçar a sua dose diária de droga ao bairro da Cova da Moura, na Amadora.
Mal saiu do carro do professor já tinha dois homens com navalhas apontadas ao corpo. O ladrão de 16 anos acabou desarmado por dois mais velhos, que levaram o dinheiro levantado da conta do professor e seguiram viagem no carro da vítima. O automóvel foi abandonado e acabou recuperado pela PSP.
O jovem assaltante e o professor sequestrado ficaram apeados numa das zonas mais perigosas da área metropolitana de Lisboa, onde a navalha com 15 centímetros de lâmina já não servia de nada ao jovem de 16 anos. Separaram-se, com a vítima em pânico, mas a identificação do assaltante à PJ foi fácil.
Inspectores da secção de roubos foram buscá-lo anteontem e ainda tinha ainda o leitor de MP3 roubado ao professor. Faltava o telemóvel 1. Só ontem seria presente ao tribunal, à espera da pulseirinha... 2
Quando sequestrou na última semana o professor em Telheiras, encontrava-se no cumprimento de uma medida de coacção de obrigação de permanência na habitação por outros crimes cometidos recentemente. No entanto, a pulseira electrónica que deveria garantir a sua permanência em casa ainda não tinha sido colocada.
A medida tinha sido decretada pelo tribunal no final de Outubro, mas duas semanas depois ainda não tinha sido aplicada pela Direcção-Geral de Reinserção Social, tutelada pelo Ministério da Justiça.
A situação não é inédita e repete-se com frequência. Isto porque, quando o tribunal decreta a obrigação de permanência na habitação de um arguido com aplicação de pulseira electrónica, é necessário que os técnicos da Direcção-Geral para a Reinserção Social verifiquem a adequabilidade e exequabilidade da medida de coacção 1.
 
1. Ler João C. Rodrigues e Henrique Machado IN www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=DBEEBBD2-696A-426A-9268-FA44D1330155&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010
2. Ler o que se previa para estes casos já há mais de um ano e meio IN http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/20704.html
publicado por Sobreda às 02:43
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Sábado, 8 de Novembro de 2008

Conceito de policiamento de proximidade anda ferido de morte

Uma investigadora em antropologia considerou esta semana que a “enorme mobilidade” do pessoal da PSP em Lisboa afecta sobretudo o policiamento de proximidade, tendo defendido novas formas de recrutamento de agentes a nível regional.

Para esta especialista em estudos policiais e segurança pública, que 5ª fª lançou o livro “Patrulha e Proximidade, uma Etnografia da Polícia em Lisboa” no Instituto Superior da Polícia em Lisboa, o recrutamento deveria ser feito, numa primeira fase, com pessoas da região de Lisboa, e só depois alargá-lo a nível nacional, uma vez que a base de policiamento é o contacto com a realidade urbana.

 

 

No seu livro procura traçar um retrato dos polícias, ajudar a compreender os problemas e “as alegrias” que enfrentam na actividade e os caminhos que os agentes percorrem ao longo da sua carreira. Segundo a autora, Lisboa tem sido a “escola da profissão” na polícia portuguesa, onde a maioria dos agentes inicia a sua trajectória e “fixa muitos dos seus saberes operacionais”.
A investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa constatou ainda que esta “enorme mobilidade” é um erro, dificultando mesmo o conhecimento dos problemas a nível local, e levando “a um distanciamento entre as esquadras e os bairros das zonas que policiam”, pois “o desenvolvimento de mais relações entre os polícias e a cidade que policiam e de mais comunicação com os cidadãos só se obtêm com algum tempo de permanência nas esquadras”.
Os próprios agentes “defendem que quando os comandantes se começam a integrar, a conhecer bem a área de uma esquadra, a familiarizar-se com as características do seu pessoal, a ter um plano para a esquadra, a produzir realmente serviço, estão de partida... Torna-se assim muito difícil a uma unidade de esquadra trabalhar nestas condições”, lê-se no livro, que resultou de um trabalho da autora junto de agentes em esquadras da região de Lisboa.
Esta mobilidade dos agentes afecta o policiamento de proximidade, sobretudo nos chamados “bairros problemáticos”, tendo em conta que “muitos polícias de esquadra manifestam não desejar trabalhar nessas zonas”. “Isto deve-se sobretudo ao facto de desconhecerem tal realidade urbana, uma metrópole que cresceu muito e que se tornou multicultural”, afirmou, sublinhando que este desconhecimento está relacionado com o facto de a maioria dos polícias ser originária essencialmente do Norte e interior do país e vir iniciar a carreira profissional em Lisboa.
A investigadora manifestou concordância com as políticas de policiamento de proximidade, mas considerou que “na prática é necessário mais investimento a vários níveis”. “O policiamento de proximidade está ainda aquém daquilo que poderia ser. É preciso ter mais criatividade institucional”.
Para que os polícias permaneçam mais tempo nas esquadras de Lisboa, defendeu novas formas de recrutamento de polícias, nomeadamente pela contratação regional, visto ser altamente vantajoso “um recrutamento mais próximo das regiões e das culturas onde trabalham”, adiantando que se poderia mesmo contratar agentes oriundos de bairros das periferias, o que é feito noutros países do mundo há muitas décadas.
No seu livro, fala igualmente da importância do chamado patrulhamento, “serviço policial que tem vindo a ser desvalorizado em detrimento de outras funções, como a investigação criminal”. É que “o polícia do carro patrulha ou o polícia a pé são importantes para desmotivar os pequenos crimes, como os furtos”, defendendo que “a patrulha apeada precisa rapidamente de ser reinventada na organização policial”.
Com efeito, o comando da capital pode concentrar 35% do efectivo policial, entre os mais de 22 mil polícias, mas a maioria dos agentes em Lisboa encontra-se em situação de deslocação.
Destacou também que os agentes são “quem produz a maior parte do trabalho efectuado numa esquadra”, uma vez que são eles que estão na rua, os chefes e sub-chefes dedicam-se mais ao trabalho administrativo e os comandantes são meros “oficiais com formação superior” 1.
Porém, quem não se lembra das rondas de proximidade feita pelos guardas-nocturnos e das óbvias vantagens em segurança que daí advinham para residentes e comerciantes de bairro? A quem pode interessar as remotas super-esquadras? Talvez, às empresas de segurança privadas dos condomínios, mas não, na sua generalidade, ao pequeno comércio e aos bairros municipais.
 
1. Lusa doc. nº 8971737, 05/11/2008 - 11:20
Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

Agentes pedem para sair da Polícia Municipal

O descontentamento com os horários de trabalho, agravado com processos disciplinares, está na origem dos pedidos, que têm sido fundamentados por várias dezenas de agentes da Polícia Municipal de Lisboa (PML) que pediram, em Agosto, o regresso à PSP, alegando a lei da mobilidade da Administração Pública.
A PML é composta, na totalidade, por pessoal vinculado à PSP. Com funções específicas, este corpo de polícia está na dependência directa da CML. O seu quadro orgânico diz que deveria estar dotada com 857 efectivos. No entanto, a realidade é bem diferente e, actualmente, conta apenas com 497 pessoas. Número insuficiente para quem tem a atribuição de fiscalizar o urbanismo e as construções e o trânsito, passando pela protecção do património municipal, defesa e protecção da natureza e ambiente, entre outros.
Todos os polícias que solicitaram a saída chegaram à PML em Outubro do ano passado, integrados num contingente de voluntários de 150 efectivos. Dizem-se descontentes com a gestão do horário de trabalho e com algumas chefias e invocam a lei da mobilidade da administração pública para poderem sair. No comando deste corpo policial, na dependência da CML, não foi confirmado o número de pedidos de saída, mas os processos já foram enviados, para apreciação, para o director nacional da PSP.
O número de pedidos de saída deverá ronda os 50. E, a confirmar-se esse número, o mesmo corresponde a cerca de um oitavo do total da instituição. Dizem os agentes em causa que estão a cumprir mais tempo de trabalho do que o estipulado, ao ponto de muitas vezes serem rendidos pelos colegas no próprio local de trabalho. Alegam ainda que, quando protestam devido ao excesso de trabalho, são alvo de pressões e até de processos disciplinares mandados instaurar pelos superiores hierárquicos.
Em Outubro do ano passado, a PML fora reforçada com 150 agentes e chefes, recebendo estes polícias um suplemento extra que, no caso dos agentes, é de 218 euros mensais. É uma quantia significativa, atendendo a que cada polícia recebe por mês cerca de mil euros, mas que mesmo assim não demove os descontentes da ideia de regressarem às esquadras. “Não são 200 euros a mais por mês que pagam todos os sacrifícios pessoais e familiares e, ainda por cima, os processos disciplinares, que podem pôr uma carreira em causa”, explicou um dos agentes.
 

Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20080903%26page%3D16%26c%3DA

publicado por Sobreda às 22:46
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Segurança apeada

 

A esquadra da PSP da Musgueira (aliás, do Bairro da Cruz Vermelha) está de novo sem carro patrulha. Em apenas 48 horas avariaram-se 3 viaturas e, agora, é a viatura da esquadra da Alta de Lisboa, inaugurada em Julho, que tem de fazer o patrulhamento de toda a zona.
Fonte policial explicou que o veículo que estava distribuído à esquadra da Musgueira, um Volkswagen Vento, avariou na 6ª fª passada, tendo sido substituído por um Volkswgen Polo dado como inoperacional… há 2 semanas.
As fugas de gases de escape para o interior do habitáculo obrigaram o comando da esquadra a decidir encostar ‘às boxes’ mais este veículo. Seguiu-se um Citröen que também avariou.
Agora, e por tempo indeterminado, bairros populosos como o das Galinheiras e o da Cruz Vermelha talvez venham a ser patrulhados por uma viatura da esquadra da Alta da Lisboa. Isto se, entretanto, também não avariar 1.
Mas onde está a novidade desta notícia? Há exactamente um mês, situação idêntica era reportada pelos polícias de serviço, que alertavam que os veículos da PSP “estão parados por falta de revisão, manutenção ou à espera de reparação e encontram-se no parque do Restelo”.
“Por isso, faltam viaturas para o serviço. Devia haver pelo menos três carros em cada esquadra, mas muitas vezes só há um, que tem de rolar 24 horas por dia e depois não aguenta. Até chega a haver só um carro para duas esquadras”, referem.
Faltam condições. Lembram que “na esquadra da Musgueira, em quatro dias foram encostadas três viaturas por falta de condições para circular. E isto sucede habitualmente”. Relatam casos de “carros que chegaram a estar parados dois e três meses, porque não havia dinheiro para mandar reparar furos nos pneus. Os carros andam sem condições. Alguns já sem suspensão nem aderem ao piso. Temos de conduzir devagar e com muito cuidado” 2.
Sá falta, qualquer dia, o comando sugerir aos polícias para andarem de patins, caso não queriam andar apeados…
Mas os problemas não se ficam por aqui. Muitos têm sido os edifícios que a PSP tem abandonado por acção dos respectivos proprietários. As rendas pagas são elevadas mas, na maior parte dos casos, as condições de habitabilidade são muito deficientes. “Não há condições para ninguém trabalhar, com os tectos e as paredes a cair, sem espaço para estacionar os carros e, em alguns sítios, até com ratos”, adiantou um oficial da 3ª Divisão da PSP 3.
 
1. Ver CManhã, 2008-09-02
2. Ver http://dn.sapo.pt/2008/08/09/cidades/viaturas_psp_levam_meses_a_reparadas.html
3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/287780.html
publicado por Sobreda às 02:02
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Tráfico de armas na Alta de Lisboa

A PSP de Lisboa anunciou em conferência de imprensa que deteve, ontem de manhã, um homem de 49 anos suspeito de ameaça com arma de fogo e tráfico de armas na Alta de Lisboa.
O Comando Metropolitano da PSP explicou que esta detenção surge na sequência de uma investigação que teve início em Maio, tendo sido ordenada uma busca domiciliária onde foram apreendidas duas armas de fogo, duas armas de pressão de ar, 337 invólucros de calibre 12, mais 23 cartuxos de calibre de 12 milímetros e outros tantos de calibre de 9 milímetros.
Foi ainda apreendido material utilizado para o fabrico de munições e alteração de armas, várias varetas de limpeza, um mecanismo destinado à extracção de fulminantes de cartuxo, 268,12 gramas de pólvora, 4,935 quilos de chumbos, 178 fulminantes, três armas brancas e umas matracas.
O homem será hoje presente ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa para ser submetido a um primeiro interrogatório, para ser determinada a medida de coacção a aplicar 1.
Será que também “vai ser libertado sob Termo de Identidade e Residência?”
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1339930
publicado por Sobreda às 00:22
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Sábado, 9 de Agosto de 2008

Viaturas da PSP levam meses a ser reparadas

Os agentes da polícia denunciam que a PSP “tem dívidas em atraso com as oficinas”, pelo que é fácil entender porque, constantemente, faltam carros em condições operacionais.

Elementos do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis) queixam-se que muitas viaturas da corporação “estão encostadas e não podem circular, porque foram apedrejadas ou sofreram avarias e têm de ficar meses à espera até serem reparadas nas oficinas”. Outras também estão fora de serviço, “porque falta irem às revisões de manutenção periódicas”, referem, adiantando que “por vezes faltam carros para seguir para as ocorrências e é preciso pedi-los emprestados às esquadras mais próximas”.
Alertam que essa falta de veículos operacionais “poderá dificultar as deslocações dos agentes da Divisão de Trânsito para as operações nas imediações dos estádios da Luz e José Alvalade”, onde esta noite se realizam os jogos internacionais de futebol.
Por outras palavras: há burocracia a mais.
O presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), confirmou ter recebido “informações relativas a vários casos de viaturas avariadas” e recorda que “antes, cada comando da PSP tinha uma verba própria para mandar fazer as reparações necessárias e pagá-las. Agora o processo é muito mais demorado, porque é preciso todos os pedidos passarem pelo departamento de finanças da Direcção Nacional da PSP, que tem de atender as situações de todo o País”.
Agentes do Cometlis, que solicitaram a não publicação das suas identificações, criticam essa situação, afirmando que “a PSP peca pela burocracia. Às vezes um carro fica um ou dois meses parado à espera de conserto de um farolim ou qualquer outra coisa, por mais simples que seja. É muito demorado o processo burocrático para reparação”.
Lembram um caso recente ocorrido na “esquadra de Moscavide, em que se fundiu a luz da porta de entrada e só passado um mês e meio é que chegou finalmente a nova lâmpada para substituir a outra”.
Mas há também a questão das dívidas em atraso.
Explicam que “nas oficinas da PSP, em Alfragide (Amadora), praticamente só se faz mudança de óleo. Cerca de 95% dos serviços de revisão, manutenção e reparação são efectuados em oficinas particulares que foram contratadas, através de concurso, pela PSP. Sobra um problema: como a Direcção Nacional da PSP não lhes tem pago no prazo e há dívidas em atraso, tem-se evitado enviar mais carros para reparação”.
“Só conseguimos ter em condições 60% da frota”, dizem os mesmos agentes, considerando que “a situação está cada vez pior e ultimamente tem-se agravado bastante. Na 1ª Divisão chegou a haver dez viaturas paradas por estarem avariadas, sem bateria ou sem revisão. Também há muitos carros encostados na 2ª e na 5ª Divisão”, bem como “na Divisão de Trânsito”.
Na esquadra de Moscavide, aconteceu o caso caricato de “o carro de reserva ser utilizado durante mais de um mês sem travão de mão. Era preciso estacioná-lo num sítio que não fosse inclinado, e com a primeira mudança ou a marcha-atrás engatada, para não sair do lugar”.
Recordam os recentes confrontos na Quinta da Fonte, em Loures, nos dias 10 e 11 de Julho, em que “várias viaturas da PSP foram apedrejadas. Pelo menos três ainda estão no parque de S. João da Talha à espera de reparação”.

 

 

Acrescentam que outros veículos da PSP “estão parados por falta de revisão, manutenção ou à espera de reparação e encontram-se no parque do Restelo, em Lisboa”. Não é por isso de estranhar que faltem viaturas para o serviço. “Devia haver pelo menos três carros em cada esquadra, mas muitas vezes só há um, que tem de rolar 24 horas por dia e depois não aguenta. Até chega a haver só um carro para duas esquadras”.
Lembram que “na esquadra da Musgueira, em quatro dias foram encostadas três viaturas por falta de condições para circular. E isto sucede habitualmente”.
Relatam casos de “carros que chegaram a estar parados dois e três meses, porque não havia dinheiro para mandar reparar furos nos pneus. Os carros andam sem condições. Alguns já sem suspensão nem aderem ao piso. Temos de conduzir devagar e com muito cuidado. Já me aconteceu querer travar e o carro continuar a andar. Outra vez ia numa viatura, virei para a direita, mas seguiu em frente e bateu no passeio”, conta um dos agentes.
 
Ver http://dn.sapo.pt/2008/08/09/cidades/viaturas_psp_levam_meses_a_reparadas.html
publicado por Sobreda às 11:17
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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Senhorio despeja esquadra da PSP

A 17ª esquadra da PSP, situada na Avenida João Crisóstomo, na zona do Campo Pequeno, terminou na 4ª fª as suas funções naquele local. O proprietário do edifício alegou necessitar do imóvel que tinha arrendado à polícia. E o efectivo de 42 elementos que ali exerce funções vai ser dividido e passa a trabalhar na 21ª esquadra de Campolide e na 31ª esquadra do Rego.
Posteriormente, quando estiverem concluídas as novas instalações na Alta de Lisboa - junto à Divisão de Trânsito, que foi inaugurada pelo Ministro da Administração Interna, no dia 22 de Julho -, a maioria do efectivo passará para lá, desconhecendo-se a data em que isso irá suceder.
Contactado o oficial de serviço na 17ª esquadra da Avenida João Crisóstomo, no sentido de obter algum esclarecimento sobre a situação, o mesmo elemento explicou estar “impedido de prestar informações”, remetendo qualquer tipo de explicação para o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP. No entanto, daquele Comando também disseram ser “impossível dar qualquer informação, porque não se encontra ninguém na secção de relações públicas”.
Segundo informações prestadas por fontes ligadas a este processo, as instalações da 17ª esquadra já deveriam ter ficado vagas desde o final de Julho, prazo dado pelo senhorio e proprietário do prédio.
As mesmas fontes recordam que naquelas instalações da Avenida João Crisóstomo, a PSP efectuou, há um ano, obras de reabilitação que custaram cerca de 150 mil euros, acrescentando que aquele edifício deverá agora ser transformado num hotel.
Por outras palavras, desperdício de verbas públicas em obras num edifício desactivado e esquadra na Av. Maria Helena Vieira da Silva, à entrada da Alta e Lisboa, sem efectivos.
 
Ver http://dn.sapo.pt/2008/08/07/cidades/senhorio_vende_predio_e_despeja_esqu.html
publicado por Sobreda às 20:42
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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Uma Divisão sem Trânsito e a 44ª esquadra

A Divisão de Trânsito da PSP dispõe de um efectivo de 660 elementos, que recorrem a 220 veículos para desempenhar as suas funções, incluindo, entre outros, 115 motos, 23 viaturas de reboque e um número de automóveis que os responsáveis policiais não quiseram divulgar.
E é o próprio director nacional da PSP quem admite que “algumas viaturas” ao serviço da Divisão de Trânsito de Lisboa estão “inoperacionais”, escusando-se, contudo, a indicar o número de carros imobilizados no parque daquelas novas instalações.
No mesmo edifício da Alta de Lisboa está também em regime de instalação a 44ª esquadra daquela polícia. Esta esquadra, que tem como objectivo o policiamento da Alta de Lisboa e Zona demarcada pelo perímetro poente do Aeroporto de Lisboa, a sul pela 2ª circular e a Oeste pela Alameda das Linhas de Torres, disporá de 30 efectivos.
 
Ver Público 2008-07-23, p. 18
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publicado por Sobreda às 00:14
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Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

Esquadras da PSP com ordem de despejo

O ministro da Administração Interna inaugurou antes de ontem, de uma assentada, as novas instalações da Divisão de Trânsito (DT) da PSP de Lisboa, no local onde também funcionará a esquadra da Alta de Lisboa. Mas na DT há viaturas por reparar, a área de vestiários está instalada onde deveria ser o ginásio e o frigorífico e microondas partilhado pelo efectivo funcionam na garagem.
Conduzido pelo director nacional da PSP numa visita guiada à DT, sita na avenida Maria Helena Vieira da Silva, na Freguesia no Lumiar, o ministro não passou pelas mesmas áreas que os jornalistas fotografaram.
De entre todas as deficiências encontradas o director só se pronunciou sobre a avaria das viaturas, admitindo que “algumas viaturas estão inoperacionais, situação que a curto prazo deve ser resolvida”. No lote de viaturas encostadas por falta de verba para reparação estão as cinco bombas adjudicadas ao programa Provida e que não circulam desde Agosto do não passado.
O comandante metropolitano da PSP de Lisboa referiu que na origem do impasse na reparação dos veículos está a transição entre a ex-Direcção-Geral de Viação e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, pois, segundo argumenta, “aguarda-se que as viaturas passem para a posse da PSP” 1.
Mas os problemas estão bem longe de se ficar aqui. As esquadras de Telheiras e da Musgueira, também no Lumiar, ficaram no mesmo dia (3ª fª) sem carros para responder a qualquer ocorrência ou fazer patrulha. Tudo porque os carros ‘novos’ que poderiam servir para substituição tiveram que ficar à porta da nova esquadra da PSP na Alta de Lisboa.
Segundo fonte da PSP, o carro patrulha da esquadra da Musgueira avariou cerca das 13h e pouco depois avariou o da esquadra de Telheiras. “Pedimos à secção auto um carro de substituição, mas não tinham. Só podemos ir a ocorrências perto, às outras tem de vir um carro de outra esquadra”.
A nova esquadra da PSP foi ‘oferecida’ pela autarquia e erguida pelos construtores dos prédios da zona, tendo chegado a estar destinada à sede do Comando da PSP de Lisboa e depois a uma eventual 6ª Divisão. E quando foi anunciado que, afinal, seria ali instalada a DT, os moradores revoltaram-se e a inauguração prevista foi adiada dois meses.
Mas ainda na 3ª fª, a escassos minutos da cerimónia, os polícias foram informados de que ali também iria funcionar a esquadra instalada na Av. João Crisóstemo. A partir do final do mês, a DT vai ter de dividir a esquadra com os 15 elementos de serviço na 17ª Esquadra 2.
Ou seja, também a 17ª Esquadra da PSP, sedeada na Avenida de João Crisóstomo, em Lisboa, vai fechar. A ordem de despejo, solicitada pelo proprietário do edifício, deve ser cumprida até final do mês. Edifício onde a PSP fez obras há um ano (gastando 150 mil euros), e que deverá agora ser transformado num hotel. O efectivo será transferido para duas outras esquadras da zona.
A direcção nacional da PSP confirmou a extinção da esquadra da Avenida de João Crisóstomo, que já funcionou como sede da 3ª Divisão (a actual sede desta de polícias que ali trabalham serão distribuídos pela esquadra do Rêgo (31ª) e pela que funciona junto ao Palácio da Justiça (a 21ª).
Sobre os motivos que levam a polícia a abandonar uma das áreas mais densamente povoadas de Lisboa (na zona da Avenida da República) apenas foi feito o comentário de que “não há condições”. Alguns polícias da 17ª lamentam a situação, não tanto por estarem a abandonar um local que “poucas condições oferece”, mas porque acabam por ser transferidos para um sítio “igual ou pior”: “A esquadra do Rêgo também é alugada, aos donos de um palacete vizinho. Os tectos estão a cair e não tem capacidade para receber em condições os polícias que vão para lá”, adiantou um dos agentes contactados.
Por isso, meia centena de polícias da esquadra da João Crisóstomo serão distribuídos por duas outras, uma das quais é alugada e tem estado a cair últimos anos, já que muitos têm sido os edifícios que a PSP tem abandonado por acção dos respectivos proprietários. As rendas pagas são elevadas mas, na maior parte dos casos, as condições de habitabilidade são muito deficientes. “Não há condições para ninguém trabalhar, com os tectos e as paredes a cair, sem espaço para estacionar os carros e, em alguns sítios, até com ratos”, adiantou um oficial da 3ª Divisão da PSP.
A falta de dinheiro faz com que a PSP tenha vindo a aceitar a saída de alguns locais. Há um ano, na impossibilidade de efectuar as reparações, iniciou-se a transferência da maior parte dos serviços (sobretudo oficinas) que se encontravam na Rua de Santa Marta (Divisão de Trânsito). O efectivo encontra-se agora na Alta de Lisboa, num edifício que, segundo os polícias, embora novo, não tem espaço suficiente 3.
 
1. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=940D46FA-B306-4E80-B642-800EF7FED745&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010
2. Ver 24 Horas, 2008-07-23
3. Ler artigo de José Bento Amaro IN Público 2008-07-23
publicado por Sobreda às 01:04
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Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Banco de Telheiras assaltado à mão armada

Um homem entre 30 e 35 anos acaba de assaltar à mão armada uma dependência de um banco em Telheiras, tendo fugido com uma quantia indeterminada de dinheiro, segundo declarações da PSP à comunicação social
O assalto ocorreu há momentos, às 12h50, quando o homem entrou na dependência da Rua professor Francisco Gentil com o rosto descoberto e, sob a ameaça de uma pistola, obrigou duas funcionárias - as únicas pessoas ali presentes na altura - a permanecer na casa-de-banho.
Em seguida, retirou um montante ainda indeterminado da caixa e pôs-se em fuga, a pé, estando ainda a ser procurado pela PSP.
A mesma fonte policial adiantou que as funcionárias não sofreram quaisquer ferimentos e que o banco possui um sistema de videovigilância que deverá permitir uma rápida identificação do suspeito. Ainda de acordo com a polícia, uma das funcionárias afirmou ter visto o assaltante no banco, na semana passada.
Junto da agência bancária permaneciam, ainda às 14 horas, cinco elementos da PSP, que aguardavam a chegada da Polícia Judiciária, que tomará conta das investigações. A Lusa procurou falar com funcionários da dependência, mas estes escusaram-se a prestar declarações por não terem ainda recebido “instruções para falar” 1.
 
Ler http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/8adbe2443e765e9819e624.html
publicado por Sobreda às 16:34
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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

‘To be or not to be’ uma esquadra

Com um agradecimento prévio ao J. C. Mendes, aqui se transcreve o seu ‘post’ de hoje comentando um requerimento de um deputado, a propósito da Esquadra/Divisão de Trânsito no Lumiar 1.

O deputado terá solicitado a 6 de Junho ao MAI que informasse que critérios levaram a Direcção Nacional da PSP a alterar unilateralmente o uso das instalações cedidas pela CML e se era intenção da Direcção Nacional da PSP cumprir o espírito do Protocolo estabelecido, instalando uma esquadra policial que sirva com eficácia o conjunto das populações residentes nas freguesias que integram o Alto do Lumiar.

 

«O modelo de pergunta sugere já duas respostas anunciadas: ‘Eficácia’ para a primeira e ‘Sim’ para a segunda. E pronto: fica o calendário cumprido, como se diz na gíria da actividade política. Aliás, na introdução às perguntas, o sr. deputado não mostra grande fé na concretização da tal ‘esquadra policial’ para ‘o Alto do Lumiar’, já que diz, a páginas tantas: ‘Acontece que esta esquadra policial iria servir uma das zonas de maior expansão da cidade de Lisboa, a qual abrange uma camada significativa de populações e apresenta alguns problemas complexos em matéria de segurança pública’.

Repare. ‘iria servir’. Não escreveu ‘vai servir’ nem ‘deve servir’». Escreveu ‘iria’, no condicional - uma forma verbal que, usada nestes contextos, significa rigorosamente (‘iria’, mas) já não vai servir. O senhor lá saberá. O senhor certamente sabe que já não vai haver ali esquadra nenhuma de policiamento de proximidade. O seu instinto traiu-o? O senhor sabe mais do que nos diz?

A coisa está decidida? (E o senhor parece sabê-lo muito bem). Ou seja, resumindo e concluindo: eu leio que ‘esquadra’ para policiamento já era. E leio isso porque suponho que o senhor está mais informado do que eu e fala no condicional e faz aquelas perguntas meio escapatórias.

Porque saberá que não vai haver policiamento. Mas tem de fazer o requerimento porque os militantes e as populações (eleitores) do Alto do Lumiar o desejam. Mas não haverá esquadra de policiamento de proximidade naquela zona, suponho. Lamentavelmente, é isso que leio no seu requerimento: bye-bye, esquadra de policiamento do Lumiar.

Mas o senhor fez aquelas perguntas. Note: aquelas e não outras. Porque já saberá, deduzo, que elas não vão alterar nada daquilo que o MAI (o MAI, sr.deputado, e não a PSP) já decidiu. Como é evidente para qualquer cidadão com dois olhos na testa.

Mas se o senhor, como deputado do PS, com o poder de encosto que isso lhe confere, perguntasse ao MAI quando e onde é que... isso, sim, podia ajudar à segurança do Lumiar. E se perguntasse se ‘estas instalações actualmente já disponíveis vão ser usadas para o fim com que foram cedidas, polícia de policiamento e não polícia de outra coisa, como o trânsito, por exemplo’, então, ainda melhor» 2.

 

Foram afinal perguntas para cumprir calendário pseudo-político, mas com muitos ‘pontos de fuga’. Lá diria o dramaturgo: ‘to be or not to be, that is the question’.

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/217912.html

2. Ver http://lisboalisboa.blogspot.com/2008/06/esquadra-da-psp-do-alto-do-lumiar.html

3. ‘Hamlet, Prince of Denmark’ de William Shakespeare, escrito cerca de 1600.

publicado por Sobreda às 14:52
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

Esquadra entre a SGAL e o MAI

O projecto da Alta de Lisboa, onde actualmente vivem 30.000 pessoas, prevê que em 2015 possam ali viver cerca 65 mil pessoas. Para este empreendimento, que ocupa uma área de 300 hectares a Norte da Segunda Circular e a poente do Aeroporto da Portela, estava prevista uma esquadra de polícia para aumentar a segurança de uma zona em crescimento e que a autarquia considerava uma eixo prioritário ao desenvolvimento da cidade.
Em Setembro de 2005, quando foi lançada a primeira pedra, estava previsto que o edifício, com quatro pisos, albergasse uma esquadra (ou não) 1, uma zona para a Brigada de Acidentes, além de áreas para operações de segurança, logística e apoio geral, quartos de detenção, administração e finanças, ginásio, carreira de tiro, garagem e zona de parada.
O edifício foi construído pela SGAL, ao abrigo do contrato que envolve o Plano de Urbanização da Alta de Lisboa, mas ficou, depois de pronta, cerca de um ano fechada, sem utilização, por morosidade burocrática.
Por isso, o presidente da Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL) que falava durante uma conferência de imprensa para fazer o balanço e apresentar a nova imagem do projecto ‘Alta de Lisboa’, considerou ontem lamentável que o edifício construído pela empresa, no cruzamento da Av. Maria Helena Vieira da Silva com a Travessa da Mata, e que deveria acolher uma esquadra policial, venha a receber a Divisão de Trânsito da PSP.
“É um desperdício do investimento público ali feito, mas esta é uma opinião pessoal e a decisão é do Ministério da Administração Interna. A esquadra tem uma área total de construção que ronda os 3.500 metros quadrados e não me parece adequada a instalação da Divisão de Trânsito”, afirmou.
Aquele responsável corroborou as críticas feitas em Maio pelo ex-presidente da CML, que em Maio se mostrou contra a ocupação da nova esquadra pela Divisão de Trânsito da PSP, tendo em conta a previsão de crescimento urbanístico e demográfico daquela zona da capital. Os moradores também já se mostraram contra esta alteração, tendo sido promovida uma petição on-line a lembrar a urgência de instalar a divisão policial do Alto do Lumiar, que abrange as freguesias da Ameixoeira, Charneca e Lumiar 2
Perante estes protestos e estas declarações, o MAI garantiu antes de ontem que o edifício onde está instalada a Divisão de Trânsito da PSP, na Alta de Lisboa, vai ter também uma esquadra para policiamento da zona, há muito reivindicada pelos habitantes daquelas freguesias 3
No que respeita à instalação da esquadra de polícia, de 3.900 m2 de construção e 2.800 m2 de arranjos exteriores, que acolhe a Divisão de Trânsito da PSP, o presidente da SGAL diz-se ‘esperançado’ em que a direcção nacional da polícia reveja a escolha. “Divisão? Estão lá duas pessoas do trânsito quando gastámos 3,5 milhões de euros para a pôr de pé. Entregámo-la em Outubro ao Ministério da Administração Interna e não está a ser devidamente utilizada, o que vai fazer com que se degrade. Não acredito que a PSP vá continuar a desperdiçar uma esquadra assim. O policiamento é essencial para a Alta e para a zona contígua, onde vive parte substancial dos habitantes da cidade” 4
Parece que a tomada de decisão vai andando de Pôncio para Pilatos, ou vice-versa?
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/23536.htm
2. Ver http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=953571
3. Ver JNotícias 2008-06-04, p. 24
4. Ler artigo de Catarina Prelhaz IN Público 2008-06-04
publicado por Sobreda às 00:54
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

Bastonada no Grémio Lisbonense

O Grémio Lisbonense recebeu ontem uma ordem de despejo, revelou o vice-presidente desta Associação centenária, embora o património da Associação possa continuar dentro do edifício até ser encontrado um novo sítio, devendo as chaves ser entregues ao senhorio. O vice-presidente admitiu que o Grémio continua a tentar uma aproximação com o senhorio mas tem “poucas esperanças” de chegar a um acordo. É que sobre o edifício pendem "outros interesses económicos", devido à sua localização no coração histórico da Baixa lisboeta.
O caso remonta ao ano de 1998 quando o proprietário do imóvel iniciou uma ordem de despejo ao Grémio Lisbonense, localizado no topo sul da Praça do Rossio, após a realização de obras numa das salas, alegadamente sem o consentimento do senhorio. Apesar das inúmeras tentativas para salvar o Grémio, o caso evoluiu para a concretização de uma ordem de despejo 1.
Até que, ontem à noite, agentes da PSP que guardavam o Grémio Lisbonense, intervieram à bastonada atingindo alguns sócios e amigos da Associação que se insurgiram contra a ordem de despejo.
Cerca das 20h de ontem, agentes da PSP que permaneciam junto à Associação, para garantir o despejo do primeiro andar de um edifício da baixa pombalina que o Grémio ocupava há mais de 150 anos, atingiram com cassetetes vários sócios e amigos da instituição que se encontravam nas escadarias de acesso às instalações insurgindo-se contra o despejo ordenado pelo tribunal.
Um repórter fotógrafo da agência Lusa foi também atingido pela polícia na cabeça, nos braços e nas costas. “Estávamos a tentar dialogar mas a polícia bateu indiscriminadamente na cabeça, nas mãos e no pescoço dos vários associados”, afirmou um dos sócios do Grémio Lisbonense, enquanto segurava um saco com gelo sobre uma das mãos. Este jovem associado e mais cerca de uma centena de pessoas encontram-se na Praça do Rossio, em frente ao Arco da Bandeira, onde vários agentes da PSP impediam o seu acesso às instalações do Grémio.
Momentos antes da intervenção da polícia, três homens de uma empresa de mudanças retiraram da sede da associação diversos haveres do bar, enquanto no átrio do edifício se concentravam algumas dezenas de sócios e amigos do Grémio 2.
À porta, taciturnos, assistindo ao despejo, reuniam-se alguns sócios que, todas as tardes, ao longo dos últimos anos, se habituaram a frequentar a colectividade como se fosse a sua segunda casa. A ‘desgraça’ que ontem aconteceu não surpreendeu os sócios mais idosos. “A gente já lá não entra mais. Já mudaram as fechaduras”, lamentavam.
A notícia espalhara-se rapidamente através de e-mails e sms: “Estão a despejar o Grémio. Querem transformar o edifício num hotel de luxo” e, durante a tarde, o número de pessoas à porta do edifício aumentou, inconformadas com o encerramento. “Então querem revitalizar a Baixa e fecham um sítio destes?”, indignavam-se. “Podem arranjar uma solução numa garagem num bairro social, que é o que faz a Câmara, mas já não vai ser como era”, vaticinavam 3.
Fundado a 26 de Outubro de 1842, o Grémio Lisbonense tem sido palco de festas temáticas. Desdobrando-se em dois salões imbuídos de charme, com uma vista única sobre o Rossio, faz parte do circuito de todos os noctívagos. A entrada faz-se pela rua dos Sapateiros, subindo umas escadas íngremes e escuras, mas assim que se acede ao salão principal, é-se transportado no tempo para o início do século 4.
A CML, que pretende distinguir o Grémio Lisbonense com o estatuto de “Instituição de Utilidade Pública”, já prometera intervir como interlocutora entre as partes 5. Será que vai a tempo?
 
1. Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=325328&visual=26&rss=0
2. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=79588
4. Ver www.lxjovem.pt/index.php?id_categoria=14&id_item=173300&id_tema=21
5. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=77927
publicado por Sobreda às 02:18
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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

Condições logísticas improvisadas

O piquete de atendimento ao público da Divisão de Trânsito (DT) de Lisboa da PSP - que durante décadas vinha funcionando na Rua de Santa Marta, no centro de Lisboa, perto do Marquês de Pombal - abriu na nova esquadra do Lumiar com condições logísticas ‘reforçadas’: apenas dois agentes - um graduado de serviço e uma sentinela - os únicos que na manhã de 2ª fª estavam de serviço.
Sabe-se que os serviços de trânsito irão gradualmente passar para o novo edifício, para onde se mudarão todos os cerca de 600 efectivos da DT. Mas nas novas instalações só estão ligados um telefone e o rádio da polícia, o computador ainda não funciona, o fax não tem linha e a fotocopiadora fora instalada no momento em que os jornalistas procediam à reportagem no local. Também se sabe que afinal todos os assuntos relacionados com contra-ordenações de trânsito continuam a funcionar, até à mudança total das esquadras da DT para o Lumiar, na Rua de Santa Marta.
O principal motivo da mudança, dissera na 6ª fª passada a subcomissária Paula Monteiro, devia-se à “falta de condições logísticas” das antigas instalações, que “já não correspondem às necessidades” da corporação e do público. Todavia, alguns agentes não estão de acordo com a mudança de instalações, referindo que “só depois de criadas as condições deveriam passar para as novas instalações do Lumiar”, disse a direcção distrital de Lisboa da Associação Sindical do Profissionais de Polícia (ASPP-PSP).
Com efeito, para se chegar ao local da nova esquadra, no Alto do Lumiar, só existe um autocarro da Carris (carreira 777); as instalações não contemplam cantina para almoçar, existindo apenas “uma máquina de sandes”, explica o mesmo dirigente. As instalações do Lumiar “ainda não têm mobiliário ou equipamentos instalados, porque os móveis novos, lá colocados anteriormente, foram transferidos para esquadras em Vila Franca de Xira e na linha de Sintra”, inauguradas recentemente pela tutela.
A ASPP-PSP discorda também da passagem de “elementos da PSP para serviços administrativos” argumentando que contradiz as intenções políticas do Governo de que “iria colocar na rua mais polícias para serviços operacionais”, refere o presidente da Direcção Nacional da Associação.
A DT da PSP está dividida em duas áreas: a administrativa e a operacional, que contempla quatro esquadras, além da esquadra de Apoio, a esquadra Moto, e a esquadra de Sinistralidade Rodoviária. Estas quatro esquadras são as responsáveis pelo tráfego na cidade de Lisboa, sendo a primeira a que controla o trânsito na Baixa, a segunda a de Santa Apolónia, a terceira comanda do Marquês ao Lumiar e a quarta que fiscaliza a zona de Belém-Restelo.
A esquadra de apoio tem como responsabilidade os bloqueadores, os parques para onde vão as viaturas rebocadas e os reboques de transporte da PSP, em toda a cidade de Lisboa. As motos da DT pertencem à esquadra moto, ainda estacionadas em Santa Marta. A DT fica completa com três secções de sinistralidade rodoviária, sendo a primeira e a segunda dedicada aos acidentes apenas com danos e feridos ligeiros, e a terceira é responsável pelos sinistros com feridos graves ou mortes, além dos que envolvem viaturas policiais. A terceira secção acolhe também a Secção de Investigação de Acidentes de Viação, sedeados em Benfica, e que fazem a análise e investigação dos sinistros com maior gravidade e complexidade 1.
Aos moradores também não lhes agrada que ao improviso destas condições logísticas se venha juntar a ausência de policiamento de proximidade na Freguesia. Entretanto, os empresários de restauração e moradores na Rua de Santa Marta ficaram por sua vez mais preocupados com a insegurança do que com a quebra do negócio, em virtude da saída da Divisão de Trânsito da PSP para o Lumiar 2.
 
1. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=79054
2. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=79067
Sábado, 2 de Fevereiro de 2008

Divisão de Trânsito ‘rouba’ esquadra

O atendimento ao público na Divisão de Trânsito de Lisboa vai passar a fazer-se, a partir de hoje, sábado, nas novas instalações daquele departamento da PSP, situadas no Lumiar, segundo afirmou uma porta-voz da Polícia.
Também os serviços de trânsito vão passar gradualmente para o novo edifício, assim como os cerca de 600 efectivos da Divisão, que vinha a funcionar há décadas na Rua de Santa Marta, perto do Marquês de Pombal.
O principal motivo da mudança, explicou a subcomissária, é a “falta de condições logísticas” das antigas instalações, que “já não correspondem às necessidades” da corporação e do público.
Ao contrário, o novo edifício, situado na Rua Helena Vieira da Silva, “tem muito boas condições”, “para os polícias e para os cidadãos” que necessitem recorrer à Divisão de Trânsito, considerou a responsável pelas Relações Públicas do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP) 1.
Ora cá temos uma situação de ‘gato por lebre’. Sabia que aquele novo edifício estava reservado para uma Divisão da PSP e não a de Trânsito, claro? Para que não restem dúvidas, as fotos da placa afixada durante a obra de edificação e do lançamento da 1ª pedra da nova esquadra foram na altura publicadas neste blogue 2.
O novo edifício havia sido cedido pela autarquia à PSP e destinava-se à 6ª divisão que deveria ter sido criada em Lisboa. A justificação ‘oficiosa’ é de que como esta não ainda não existe, “as instalações foram direccionadas para um serviço que estava a rebentar pelas costuras”.
Ao todo, irão para o Lumiar 476 funcionários, dos 633 que integram actualmente a DT. Apenas as três secções de acidentes, em Benfica, Olivais e Santa Apolónia, bem como os serviços de reboque e parques se manterão onde estão. Todas as outras, desde a área operacional (quatro esquadras de competência genérica, esquadra-moto, esquadra de apoio, esquadra de fiscalização técnica, esquadra de segurança rodoviária, brigada de prevenção criminal) à administrativa, secções de multas, de apreensões, etc., irão agora funcionar no Lumiar 3.
Com mais esta política de facto consumado, os efectivos da PSP ficam a perder espaço e os munícipes das freguesias da zona norte da cidade perdem policiamento de proximidade e segurança, voltando o Governo mais uma vez a ludibriar as reais expectativas dos munícipes.
 
1. Ler http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1318431
2. Ver fotos IN http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/42463.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/23536.html
3. Ver http://dn.sapo.pt/2008/01/31/cidades/divisao_transito_psp_deixa_santa_mar.html
publicado por Sobreda às 02:18
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Sábado, 28 de Julho de 2007

Biclas na Baixa

Pedalam para pôr um travão à criminalidade, mas também para dar uma maior sensação de segurança aos comerciantes, turistas e cidadãos em geral.

É assim, em cima de um selim, que decorre uma boa parte do dia-a-dia de uma dezena de agentes, pertencentes a esquadras da 2ª Divisão da PSP de Lisboa, destacados para patrulharem, de bicicleta, uma vasta zona que compreende a Baixa da capital em sentido lato, ou seja, desde a Almirante Reis ao Cais do Sodré, passando pela Avenida da Liberdade e a Alexandre Herculano e outras transversais. Manhã cedo, os ciclistas saem para a rua, iniciando uma espécie de Volta à Baixa em Bicicleta, mas sem contra-relógios nem contagens de montanha, ou sequer de colinas.

“A PSP tem um conjunto de meios de patrulhamento adaptado a cada zona específica da cidade”, lembra o comandante da 2ª Divisão, explicando: “Naturalmente, a bicicleta não vai ao Castelo porque o relevo é pouco favorável, mas já é ideal para as zonas planas, não só na Baixa, mas também em Belém ou no Parque das Nações, os locais de Lisboa onde a PSP mantém este tipo de patrulhas actualmente e onde se verifica um grande afluxo turístico”. E se nas ruelas estreitas de Alfama o meio de locomoção eleito são as vespas, já as bicicletas prestam-se na perfeição a bater as ruas largas do centro da cidade ou até mesmo artérias pedonalizadas como a Rua Augusta, mesmo quando estas se mostram apinhadas de obstáculos humanos. Afinal, estes e outros condicionalismos foram previstos nas duas semanas de formação específica, decorridas em Oeiras e que incluíram várias horas a pedalar por caminhos acidentados, nomeadamente na Serra de Sintra.

“O curso não foi propriamente para passear de bicicleta”, deixa claro o sub-chefe que coordena a equipa de ciclo-patrulha da PSP na Baixa. A prova de trilhos, por exemplo, deu-lhes rapidez de reflexos e força para evitar em fracções de segundo as barreiras que surjam pela frente, mas aprender a fazer inversão de marcha num ápice também está no lote de técnicas adquiridas. Ao todo, em cada dia de formação, os agentes ciclistas chegaram a fazer 100 km! E a verdade é que nem todos chegaram ao fim com o carimbo de aprovação no diploma, sendo que dos 20 formandos que frequentaram o curso houve dois que não chegaram à meta.

Os restantes ganharam o direito a circular pela zona nobre da cidade impecavelmente fardados com um conjunto de pólo e calções, de aprovação garantida por parte do público feminino, e que se transformam, por vezes, em alvo de fotografias dos turistas. Os agentes correspondem à simpatia, mas as suas funções passam, essencialmente, por dar informações ou atender reclamações de turistas e cidadãos em geral, bem como o contacto com os comerciantes, além do jogo do gato e do rato mantido com os vendedores ambulantes, sem esquecer o efeito dissuasor da pequena criminalidade e a prontidão para entrar em acção.

Um papel importante a vários níveis e com “balanço muito positivo” levou a direcção nacional da PSP a reforçar as ciclo-patrulhas nesta zona da cidade, onde o número de agentes em bicicleta passou de apenas dois em 2006 para 10 este ano. “A experiência mostrou que este tipo de policiamento de proximidade é bem aceite, fomenta contacto com os cidadãos, ajuda a prevenir a criminalidade e oferece uma boa mobilidade”.

Bem. Já temos ‘biclas’ na Baixa. E agora? Para quando ‘biclas’ no patrulhamento de proximidade na Alta da capital?

Ver JRegião nº 91 de 2007-07-27, p. 7

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publicado por Sobreda às 01:09
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Sexta-feira, 27 de Julho de 2007

6ª Divisão

Não, de facto não se vai aqui discutir futebol, nem a necessidade de criação de um qualquer novo escalão da modalidade, mas sim reportar o ponto de situação da futura 6ª Divisão da Polícia de Segurança Pública (PSP).

É que está prevista que seja finalmente criada no início de 2008 a 6ª Divisão na área de Lisboa - que resultará de uma cisão na actual 3ª Divisão - localizando-se na Alta do Lumiar, no topo da Av. Helena Vieira da Silva 1, e cuja primeira pedra foi lançada no dia 23 de Setembro 2.

Com as mudanças nas competências territoriais de patrulhamento, introduzidas pelo Governo, vão ser criadas mais quatro divisões no Comando Metropolitano da PSP de Lisboa. Na cidade está previsto o nascimento da referida divisão (a juntar às cinco já existentes), enquanto nos arredores, Sintra, Vila Franca de Xira e Odivelas vão autonomizar-se em termos de policiamento, beneficiando também do implantação de divisões da PSP. Estas mudanças integram a última parte do plano do Ministério da Administração Interna de reformulação da malha territorial nacional da PSP e GNR.

Na cidade de Lisboa deverá ir avante a resolução que prevê a criação da 6ª Divisão da PSP, e cuja “sede ficará situada na urbanização da Alta de Lisboa. A área total da divisão beneficiará de parte das zonas actualmente policiadas pela 3ª Divisão, com sede em Benfica”, adiantou fonte policial. Nos arredores da cidade, e com a passagem final das áreas ainda a cargo da GNR, para a tutela da PSP, ficará aberto campo para o nascimento de outras divisões 3.

Espera-se apenas que a criação da 6ª não conduza nem à extinção das Esquadras da PSP de Telheiras, nem à do Bairro da Cruz Vermelha 4, nem às também ameaçadas esquadras de Carnide. O importante para moradores e comerciantes é que seja posto em prática o funcionamento da metodologia de um policiamento de proximidade.

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/23536.html

2. Ver www.cm-lisboa.pt/?id_item=10302&id_categoria=11

3. Ver www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=251360&idselect=10&idCanal=10&p=200

4. Ver http://aralumiar.wordpress.com/2007/07/25/6%c2%aa-divisao-da-psp-na-alta-de-lisboa

publicado por Sobreda às 00:58
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

Encerramento de Esquadras da P.S.P.

Chegou à Associação de Residentes de Telheiras (A.R.T.) a notícia, por via segura, que está sendo programada a extinção da Esquadra de Telheiras e que seria substituída por um simples posto de atendimento da Polícia de Segurança Pública (P.S.P.) ou tão só pela nova esquadra da Alta do Lumiar, no topo da Av. Helena Vieira da Silva 1.

 

Tendo chegado ao seu conhecimento que a Esquadra da P.S.P. de Telheiras vai ser extinta, a Associação de imediato alerta os moradores, manifestando publicamente o seu indignado protesto e desacordo. A A.R.T. informa, por isso, que vai contactar as autoridades para exigir a revogação de decisão, mas também que está decidida a uma série de acções de protesto de rua e abaixo-assinados, tendo já afixado um comunicado em alguns locais do bairro.

Ora, os moradores não compreendem que durante os últimos anos tenham ocorrido um considerável número de actos de criminalidade 2, que a P.S.P. de Telheiras tenha recebido um leque de queixas e tenha procedido a detenções de delinquentes e, agora, se preveja o abrupto encerramento da esquadra sem qualquer contrapartida para o bairro. A A.R.T. considera que não obstante esta situação difícil a PSP de Telheiras tem conseguido um certo grau de contenção da criminalidade. Telheiras é um bairro cercado por quatro bairros com muitos problemas sociais.

Sabe-se que o Ministério da Administração Interna (MAI) planeia encerrar várias esquadras em Lisboa, não aceitar novos elementos para os corpos de segurança, vender equipamentos (edifícios), colocar inclusive um polícia em atendimento no balcão das Juntas de Freguesia, enquanto estas estão abertas ao público 3. Mas…, e no horário nocturno, por onde circulam as forças de segurança pública?

Porque espera o MAI para promover medidas realmente dissuasoras dos delinquentes e mais seguras para os cidadãos? Porque espera para implementar um efectivo “Policiamento de Proximidade”? 3

1. Ver o URL www.cm-lisboa.pt/?id_item=10302&id_categoria=11

2. Ver, por ex., os URLs www.artelheiras.pt/pages/index2.php?page=seguranca e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/20704.html

3. Ver o URL www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Primeiro_Ministro/Intervencoes/20070228_PM_Int_AR_Seguranca_Interna.htm

4. Ver o URL http://jn.sapo.pt/2007/03/31/pais/um_policia_a_minha_porta.html 

publicado por Sobreda às 02:11
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