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Domingo, 26 de Outubro de 2008

Chuva de críticas ao Roadshow (e à omissão de fontes jornalísticas)

O Roadshow da Fórmula 1 aterrou ontem com estrondo no coração de Lisboa, passeando-se aceleradamente entre o Marquês de Pombal e os Restauradores. A capital está perante uma venda do espaço público autorizada pelo actual executivo camarário, com o trânsito nas imediações cortado desde as 4h e até às 23h.

Mas o primeiro dia do evento promocional ‘Roadshow’ caiu mal no centro da cidade, onde as críticas surgiram dos mais variados quadrantes, do comércio à própria Câmara. Porém, a comunicação social ostensivamente omite [vá-se lá saber porquê], pelo que outros blogues não podem transcrever, que uma das primeiras análises ao evento veio precisamente dos vereadores da CDU na CML.

 

Refere a imprensa o corte de vias e que o barulho nem consegue abafar as críticas que lhe são dirigidas, principalmente de moradores e comerciantes, que, dizendo-se com o negócio estragado, atiram críticas à CML. Umas empresas optaram por fechar as portas às 14h, já que o trânsito nas laterais da Avenida só estava aberto para quem necessitasse de retirar os carros da zona. Outras lojas também se queixaram de quebras de negócio na ordem dos 50%, pois “estas iniciativas prejudicam muito a facturação das lojas que vivem momentos difíceis devido à crise”.
A situação não deixou indiferente a própria vereação camarária, com o vereador dos espaços verdes fazendo notar que não nutria simpatia pelo evento e as vereadoras da lista Cidadãos por Lisboa a lamentarem a decisão do vice-presidente da CML que autorizou a utilização da Avenida para um evento promocional de uma marca automóvel, com o inevitável agravamento das condições de poluição sonora e atmosférica do local 1.
Os próprios espectadores foram-se conformando com meras “animações tácticas e adaptação ao piso”, desabafando que “não estava à espera disto. Vocês [comunicação social] não diziam que isto era Fórmula 1?” 2.
Mas sobre a posição dos eleitos da CDU - vergonhosamente - nem uma linha. Por isso aqui se transcreve parte da ‘Nota à comunicação social’ da passada 3ª fª, dia 21 de Outubro.
“Continuando uma prática do mandato de António Costa, a coligação que gere a CML entregou a Avenida da Liberdade a uma marca de automóveis. No próximo fim-de-semana, os cidadãos de Lisboa não poderão circular no troço principal da estrutura viária da Cidade. A Avenida é transformada numa montra da Renault.
Não se conhece qualquer estudo de tráfego nem foi dada nenhuma informação à população da Avenida e zonas circundantes sobre implicações e alternativas. Não estão asseguradas as ligações dos moradores, os quais serão obrigados a dar voltas enormes para fazerem pequenas deslocações. Os comerciantes das lojas da Avenida protestam e com razão.
A confirmar-se o ajuntamento de muita gente na zona, como vão ficar as zonas ajardinadas da Avenida – e quem pagará os custos certamente elevados?
Este modelo de gestão da Cidade é errado. E não é a primeira vez: pelo contrário. Esta decisão vem na sequência dos casos anteriores da Praça das Flores, do Jardim da Estrela, do parque da Bela Vista – e, noutra dimensão mas igualmente grave, o que aconteceu com as iluminações de Natal.
A regra passa a ser simples: quem tiver dinheiro, paga e serve-se da Cidade como a sua montra privativa. Sem respeito por quem vive e trabalha na Cidade de Lisboa”.
Nota: Para que conste e para que agora, quem o desejar, possa citar ou transcrever o comunicado.
 
1. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20081026%26page%3D21%26c%3DA
2. Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1034129
publicado por Sobreda às 12:03
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Domingo, 12 de Outubro de 2008

Ruído nocturno

Os munícipes da Urbanização Alfredo Bensaúde, que habitam nas ruas próximas do estaleiro das obras do Metro dos Olivais, têm visto as suas vidas alteradas devidos aios impactos dessas obras.

Segundo eles, os moradores são alvo de perturbações que se fazem sentir sobretudo durante a noite e que advêm do barulho produzido pelas máquinas no estaleiro, bem como das trepidações provenientes das operações que se realizam no sub-solo. Acontece que as queixas e reclamações efectuadas pelos moradores junto dos responsáveis da obra, não têm, até ao momento, produzido qualquer efeito.
Os moradores alertam que se trata de desrespeito de que se sentem alvos, e denunciam efeitos negativos destas perturbações na sua saúde, na sua qualidade de vida, salientando as consequências junto das crianças que ali habitam. Por isso perguntam:
Que motivos justificam a realização de trabalhos durante o horário nocturno nas obras do Metro dos Olivais? Que medidas irão os responsáveis tomar para assegurar o respeito pelo direito à qualidade de vida e ao descanso dos moradores da Urbanização Alfredo Bensaúde?
publicado por Sobreda às 02:01
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Troço da CRIL gera queixa na PGR

O troço final da CRIL, que deverá ficar concluído até final de 2009, ligará o nó da Buraca ao da Pontinha e este à rotunda de Benfica, numa extensão aproximada de 4,5 quilómetros, tendo a adjudicação da obra sido fixada em cerca de 110 milhões de euros. Como a obra, para ser executada, implica o derrube de várias habitações, os moradores começaram a ser notificados.
Porém, as cartas enviadas pela Estradas de Portugal (EP) têm selo dos CTT de 11 de Agosto, pelo que os moradores terão recebido o documento apenas no dia seguinte. No texto, a empresa convida cada proprietário a um acordo para uma indemnização amigável mas com a data-limite do dia anterior (11 de Agosto) à recepção, ficando obrigado a desocupar a sua habitação até ao dia 15 de Agosto.
Naturalmente, os moradores do Bairro Santa Cruz, em Benfica, entregaram de imediato na Procuradoria-Geral da República (PGR) uma queixa contra a EP, responsável pelo troço final da CRIL, acusando-a de aproveitar o Verão para tentar desocupar casas afectadas pela obra.
Nesta queixa os moradores acusam a empresa de pôr em causa os seus “mais básicos direitos”, explicou o porta-voz da comissão, considerando que a EP está a “aproveitar esta época, em que as pessoas estão de férias, para enviar cartas com avisos para desocupar as casas porque vão iniciar os trabalhos”.
“Entregámos (ontem) uma queixa na PGR contra o que consideramos ser um atropelo dos direitos dos cidadãos. A EP age com total impunidade e como um Estado dentro do próprio Estado” e “isto não pode acontecer numa democracia”.
A comissão acusa ainda a empresa de aterrorizar e encetar uma ‘perseguição’ contra os moradores e de agir com ‘má fé’, negando-lhes um direito ‘que legalmente é seu, dando-lhes um prazo de 10 dias, para desocuparem as suas casas’. Desta forma, ‘negam-lhes o direito de reacção e de defesa em tempo útil’, sustentou o porta-voz da comissão.
“As pessoas que vivem nestas casas são, muitas delas, mais idosas e estão angustiadas e a sofrer com o desgaste desta situação. Houve pessoas que não foram de férias com medo de ficarem sem as suas casas e as que foram arriscam-se a chegar e a não ter a sua, sem sequer saberem”.
Os moradores afirmam que “ainda não existe projecto de execução aprovado para esta zona”, e que “a obra não pode ter início sem que este esteja aprovado e sem que exista o Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAPE)”.
Recorda-se que os moradores entregaram no passado mês de Julho uma petição com 4.000 assinaturas na Assembleia da República mostrando o seu total desacordo relativamente ao projecto.
 
Ver Lusa doc. nº 8647568, 12/08/2008 - 19:22
publicado por Sobreda às 00:57
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Domingo, 16 de Março de 2008

Circular no Eixo do ruído

Telheiras e o Bairro Fonsecas e Calçada sofrem com o trânsito da 2ª Circular e do Eixo Norte-Sul. Por estas estradas há contrastes, com barreiras apenas na zona residencial conotada como mais abastada.
Há assim os que moram do lado errado da estrada. É como se a 2ª Circular fosse, naquele troço junto ao Eixo Norte-Sul, de apenas algumas dezenas de metros, a fronteira entre dois países distintos. Ou, por outras palavras, eis um péssimo exemplo das desigualdades sociais que colocam Portugal no topo do respectivo ‘ranking’ europeu.
As diferenças entre o bairro de realojamento Fonsecas e Calçada, em Telheiras Sul, e o bairro situado do outro lado daquela via, no lado Norte, não só dão nas vistas por alguma degradação e abandono do edificado e do espaço público, como nos ouvidos, graças à inexistência de barreiras acústicas para travar o barulho do tráfego à porta dos moradores que, há mais de 20 anos, para ali foram transferidos das barracas da antiga Quinta das Fonsecas e do Bairro da Calçada, na freguesia do Campo Grande.
“Não se percebe como é que daquele lado há barreiras e nós aqui temos de gramar com esta barulheira”, diz uma residente bem perto do ‘zumbido’ contínuo dos pneus no asfalto. Apesar de tudo, está conformada porque “já estou habituada”. Ainda assim, “incomoda ouvir barulho logo às cinco da manhã até às nove da noite, às vezes com as motas a piorar as coisas”.
A colocação de vidros duplos alivia o stress sonoro, mas “nem toda a gente tem dinheiro para isso”, como sublinha outra moradora que dispõe daquele sistema. “Mas no Verão, com o calor, não se pode ter a janela aberta por causa do barulho”, queixa-se. Problemas agravados no caso de quem tem bebés ou filhos de tenra idade, situação que esteve, aliás, na origem de um abaixo-assinado que uma mãe indignada fez circular pelo bairro, há cerca de um ano, em busca de uma solução que, pelos vistos, tarda em chegar.
O presidente da Junta de Freguesia diz que conhece o problema, do qual já deu conta ao vereador do pelouro do Ambiente. “Falámos do assunto no âmbito dos protocolos de descentralização de competências para as juntas e ele ficou de atender ao problema”.
O que significa que será preciso fazer bastante mais... barulho, para resolver os problemas de ruído.
 
Ver JRegião 2008-03-14, p. 8
publicado por Sobreda às 00:29
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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Street racing no Eixo Norte-Sul

Desde que, no dia 10 de Outubro, foi inaugurado o último troço do Eixo Norte-Sul, que liga o Lumiar à Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL), a via tem servido de pista para as corridas ilegais de automóveis ou ‘street racing’. Os moradores que vivem junto ao novo traçado queixam-se de que o barulho vai muito para além daquilo que as barreiras sonoras conseguem isolar.

“A Alta de Lisboa já é há muito tempo palco destas corridas, que acontecem principalmente na Rua Helena Vaz da Silva e na Avenida Krus Abecassis. Não é só no Eixo Norte-Sul”, como explica Tiago Figueiredo, professor e dinamizador do blogue “Viver na Alta de Lisboa”. “Estas ruas têm mais ou menos um quilómetro e chamam a atenção dos ‘street racers’, acrescentando que a situação “incomoda as pessoas e ninguém faz nada contra isso”.

Para o autor do blogue, “já foram enviados vários e-mails a pedir à CML que pressione a PSP”. Além disso este morador sugere que deve haver em toda aquela zona uma intervenção rodoviária “com pés e cabeça, para que ‘street racers’ e outros condutores não usem estas estradas como pistas de aceleração”.

Também segundo o presidente da ACA-M “houve inúmeras queixas dos moradores por causa do ruído no dia a seguir à inauguração do novo troço”. “Os moradores sentem-se lesados, não só pelo ruído provocado a horas tardias, mas também pela insegurança. Sentem-se ameaçados” 1.

Procurando soluções para o abrandamento do trânsito, o blogue propõe também um inquérito ‘em-linha’ aos moradores sobre a viabilidade da instalação de lombas 2.

Trata-se, aliás, de uma proposta há já algum apresentada por “Os Verdes” na Assembleia Municipal à então vereadora da mobilidade. O formato recomendado aponta para passadeiras elevadas para os peões, nas zonas de Lisboa com atravessamento pedonal mais complicado 3.

Daí que “Os Verdes” comentem a propósito da recente campanha da CML de rebaixamento dos lancis por ter apenas o objectivo de peões, deficientes, carrinhos, etc., descerem para a via rodoviária para procederem ao atravessamento para o outro lado da rua. Ou seja, é o peão que é convidado a ‘invadir’ o terreno (alcatroado) dos veículos automóveis. Caso as medidas da CML pretendessem salvaguardar a prioridade do peão, teria de ser sempre o carro a ‘pedir’ para atravessar o espaço urbano, que é por excelência dos cidadãos.

Donde, não deveria ser o passeio a ser rebaixado, mas sim a passadeira e a zebra a serem elevadas à altura do lancil e do passeio. Aqui sim, seria a viatura a ter de reduzir a velocidade para ultrapassar um obstáculo redutor dessa velocidade.

Só assim a circulação pedonal estaria mais protegida, cumprindo-se a promessa (afinal não cumprida) de presidente e vice-presidente da CML de “uma cidade mais amigável, onde o peão se sentisse mais seguro e onde se circulasse com melhores condições”.

Em resposta ao desafio de “Os Verdes” o presidente da ACA-M defende que “em ruas locais, pelo menos, faz todo o sentido, inclusive elevando todo o cruzamento” 4.

Também o blogue Menos1carro sugere lombas de forma sinusoidal 5.

 

1. Ver Metro 2007-10-31, p. 6

2. Ver http://viveraltadelisboa.blogspot.com

3. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/08/passadeiras-elevadas.html

4. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/09/o-passeio-do-equvoco.html

5. Ver http://menos1carro.blogs.sapo.pt/52911.html

publicado por Sobreda às 18:51
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Demasiados decibéis

Portugal é o terceiro país da União Europeia mais afectado pela poluição sonora, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Por isso, até Dezembro, as Câmaras Municipais de Lisboa e do Porto têm de apresentar em Bruxelas um “mapa de ruído”, com um levantamento pormenorizado dos níveis registados e ainda planos de redução da poluição sonora nos casos mais problemáticos.

Actualmente, existem zonas da cidade de Lisboa expostas a níveis de decibéis muito elevados, passíveis de causar problemas auditivos, segundo os especialistas.

A Ponte de Abril é um dos locais com mais ruído de Lisboa e, nos principais eixos rodoviários da cidade, os níveis chegam a ultrapassar os 60 decibéis. As queixas dos moradores verificam-se também, por exemplo, em zonas no centro, como perto do Bairro Alto, situação que se agrava nos bairros que se localizam na periferia do Aeroporto de Lisboa.

Com efeito, olhando para a “carta de ruído”, verifica-se que nos bairros à volta da Portela, os níveis chegam a ultrapassar os 60 decibéis (ponto a partir do qual o ruído pode causar problemas auditivos).

Segundo a OMS, o ruído provocado pelo trânsito automóvel causa mesmo mais mortes por ataques cardíacos e hipertensão, do que a poluição do ar 1.

Incómodo, distúrbios e sensação de desconforto na maioria das pessoas expostas, são os primeiros sintomas, que levam ao aumento da produção de hormonas reveladoras de stress. A conclusão é de um relatório da OMS que aponta um aumento de 40% deste factor sobre a poluição atmosférica.

De referir que os dados são relativos a 2000, o que faz prever que, sete anos depois, a situação esteja ainda pior 2.

 

1. Ver Metro 2007-10-26, p. 5

2. Ver http://q3.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ae.stories/6221

publicado por Sobreda às 01:47
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Monsanto sem chumbo e ruído

Por um Parque Florestal de Monsanto ‘sem chumbo’ e apto para o usufruto total dos cidadãos, foi o que fez com que 450 pessoas assinassem durante uma acção pública, na Serafina, uma petição que será enviada para a CML.

A iniciativa, da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB), decorreu domingo de manhã e contou “com cerca de 450 pessoas que, ao longo de várias horas, expressaram as suas opiniões, debateram o tema e assinaram a petição”, disse o presidente da FPCUB.

Monsanto “é o nosso Central Park, não pode ter chumbo”, frisa a FPCUB. A reunião informal pretendeu relançar a campanha de um parque “sem ruído, contaminação e ameaças”. O objectivo é o de “lutar pela saída do Clube de Tiro do coração de Monsanto”, garantindo a “segurança absoluta” de quem, cada vez mais, frequenta o parque “e o quer sem tiros, sem ruído, contaminação de solos e riscos” para a integridade física.

Da reunião informal foi redigida uma acta, que será entregue, com a petição, na CML, explicando “simplesmente que o Parque de Monsanto, a 28 de Outubro de 2007, não é o mesmo dos anos 60”, quando o clube foi instalado. “Hoje, há pessoas a correr, a andar de bicicleta, a passear, crianças, desporto. É o nosso pulmão, o nosso Central Park [Nova Iorque], não pode ter chumbo”. Os cicloturistas exigem por isso a revogação do contrato do Campo de Tiro pela autarquia.

A concessão terminou em Fevereiro e a CML suspendeu o tiro, mas permitiu a apresentação de projectos de minimização de impacte ambiental pelo clube. Segundo a FPCUB, mesmo com esta suspensão, ontem, foram encontrados chumbos. “Houve utentes que ouviram disparos. E outros que se queixaram de incidentes de segurança”, sublinhou 1.

A Plataforma por Monsanto vem também, desde há muito tempo, reivindicando a saída incondicional do campo de tiro daquele Parque Florestal 2.

 

1. Ver Destak 2007-10-29, p. 2

2. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/10/indeferimento-do-campo-de-tiro.html

publicado por Sobreda às 01:45
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