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Domingo, 20 de Setembro de 2009

Na ex-Musgueira, jovem de 16 dispara sobre ‘amigo’ de 19 anos

A Polícia Judiciária deteve um jovem de 16 anos que deu um tiro de pistola a um ‘amigo’, de 19, por suspeitar que este tinha roubado duas peças em ouro de sua casa, porém, mais tarde esta suspeita veio a verificar-se ser falsa.

Assim, de acordo com fonte da PJ de Lisboa, os dois jovens eram amigos (de armas?) e moradores no Bairro da Musgueira (? de facto, as Musgueiras Norte e Sul já não existem), costumando frequentar a casa um do outro.
Manifestando a convicção de que o ‘amigo’ era efectivamente culpado, combinou um encontro e, de surpresa e à queima-roupa, alvejou-o na cara, acabando a bala por alojar-se na coluna vertebral, junto à cervical, num local onde não é medicamente aconselhável a sua remoção. A vítima encontra-se em estado grave.
Apesar do estado do ‘amigo’, o agressor retirou-lhe 150 euros que tinha no bolso das calças e roubou-lhe um telemóvel e um computador portátil, relatou a fonte da PJ, acrescentando que as peças em ouro acabariam por ser encontradas mais tarde e nunca tinham sido furtadas.
O detido, que está indiciado pelos crimes de homicídio qualificado na forma tentada e roubo qualificado, vai agora ser ouvido em interrogatório judicial, para aplicação de medidas de coacção, que podem ir até à prisão preventiva.
[Com ‘amigos’ destes, quem precisa de inimigos?]
 
Ver www.tvi24.iol.pt/sociedade-regioes/tiros-roubo-jovens-queima-roupa-crime-tvi24/1089801-4556.html
publicado por Sobreda às 00:22
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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

(Apesar de tudo) Telheiras é a paixão dos seus moradores

 

A ervanária ainda não abriu a porta, apesar de serem cinco da tarde. A loja das camisas tem o letreiro a dizer ‘aberto’, luzes acesas e trancas na porta. O restaurante está sempre de cortinas corridas, com ar de fechado para balanço. Estes estabelecimentos estão abertos, mas à porta fechada. É preciso bater à porta ou tocar à campainha para entrar.

Num beco da zona nova de Telheiras, junto ao hipermercado (da Av. das Nações Unidas), a papelaria foi assaltada duas vezes e o dono teve uma arma apontada às costas. No restaurante Lizárran, da esquina, já entraram de caçadeiras 1. A loja das camisas foi assaltada num dia de Julho e, três dias depois, foi a vez da loja de brinquedos.
As clientes do cabeleireiro foram trancadas no gabinete de estética. Uma família foi assaltada num 6º andar mas só deu por isso quando o filho não encontrou os 600 euros que estavam no mealheiro em forma de porco. O arrendamento de uma loja de 30 metros quadrados custa perto de 1500 euros. E se uns acham que não vale o preço, outros dizem que Telheiras é um bairro tão bom para se viver que merece o risco.
“Nem que me oferecessem uma casa eu vivia aqui. Isto é um bairro de casas modernas num cenário que parece de há 50 anos”, diz a dona de um café.

 

 

A empregada da engomadoria Joaninha, próxima do prédio onde, recentemente, uma adolescente de 17 anos foi violada na semana passada 2, pelo contrário, lamenta que “não dá para viver aqui. As casas são lindas, mas são mesmo para os ricos”.

O dono da loja de camisas, a quem já roubaram várias vezes camisas pela caixa de correio com um gancho comprido e que planeia pôr grades, ainda não encontrou motivos para mudar de zona: “Estou neste ramo há 20 anos e em Telheiras há cinco. A verdade é que aqui há bons clientes”.
Telheiras, com amor Quem mais morre de amores por Telheiras são os primeiros, os que foram viver para um bairro recém-nascido colado ao Estádio de Alvalade, quando Telheiras deixou de ser uma aldeia e passou a ser um bairro urbano, planeado pela EPUL nos anos 70.
O bairro urbano de Telheiras nasceu nos anos 1970 e já foi candidato a melhor bairro da Europa
O charme do bairro “Telheiras tem um carisma muito especial. Gosto muito de viver aqui”, diz uma empregada bancária de 51 anos. Desvaloriza as conversas de café sobre o violador: “Tenho a sensação de que as coisas às vezes são um bocadinho empoladas. É evidente que não há nenhum sítio que seja 100% seguro. Mas Telheiras é um bairro pacato. Os meus filhos, quando saem à noite, vêm de metro para casa sem qualquer problema. Faço parte do grupo de teatro, venho para casa sozinha à meia-noite e tal tranquilamente”.

 

 

O crime diminuiu? A verdade é que naquela noite houve cinco violações na Grande Lisboa, só uma delas em Telheiras. E o chefe da PSP da 19ª esquadra de Telheiras garante: “Estou aqui desde 1991 e nunca houve tão pouca criminalidade como agora. Os casos de criminalidade mais badalados foram facilmente resolvidos com brigadas à civil”.
A EPUL escolheu Telheiras para se candidatar ao ‘Prix Rotthier 2008 - O Melhor Bairro da Europa’ 3. O que tem Telheiras para ambicionar ser o melhor da Europa?
Os moradores respondem sem esforço. O mesmo que tem para lhes ser tão querido. Ruas - quase todas - impecavelmente limpas e ‘sem cocós’, parques infantis, espaços verdes, escolas bem cotadas nos rankings, prédios com isolamento e pintados como novos, garagens, comércio tradicional, uma associação de residentes activa, bons acessos, proximidade do centro de Lisboa, tranquilidade de aldeia, zona de bares e esplanadas “simpáticas e concorridas”.
Na classe média alta “é um bairro muito bem frequentado, com médicos, políticos, procuradores, professores universitários. Costumo dizer que sou o único não doutor do meu prédio”, diz um reformado de cabelos brancos que segura os óculos no nariz. E há mais: “É um bairro jovem, com gente bonita”.
Confirma-se: a freguesia do Lumiar é uma das mais populosas de Lisboa e também uma das mais jovens. Porque o bairro renova-se.
“A minha filha também vive aqui", continua o reformado, que comprou um T3 em 1980 por 8 mil contos (hoje um T3 custa entre os 200 e os 350 mil euros). “Nós somos a primeira geração de Telheiras. Mas já há uma segunda geração que escolhe aqui viver”, diz um casal que há 15 anos vê em Telheiras “o local ideal para viver em Lisboa” - apesar de a filha ter sido assaltada no elevador sob a ameaça de um x-acto.
Depois há a tal segunda geração de telheirenses. Vive há quatro anos numa Telheiras renovada que se estendeu para Carnide e para o Paço do Lumiar e só tem razões para dizer bem. “Está dentro de Lisboa mas é sossegado. Tem metro e transportes, mercearias de bairro faseadas com hipermercados, bares à noite e uma óptima biblioteca municipal com internet grátis”, enumera um jovem técnico de gestão de projectos de 25 anos.

 

 

Moradores e comerciantes disparam mil justificações para que o bairro - que ficou conhecido como o “bairro dos doutores” e onde o mais fácil é encontrar prédios iguais cor-de-rosa barbie - tenha episódios pontuais de criminalidade.
“Se fosse um bairro pobre, os ladrões não vinham para aqui, não é?”, questiona a dona do Claket Café, forrado a posters de cinema. E assume entre dentes que, apesar de nunca ter tido problemas, no Inverno fecha a porta às 18h30 e só atende quando vê que a pessoa a espreitar pelo vidro “é conhecida”.
Falam da concentração de riqueza, da proximidade do bairro da Horta Nova, das casas vazias durante o dia “num bairro cada vez mais dormitório”, dos riscos de ter uma estação de metro fim de linha e “ponto de paragem de autocarros vindos da Damaia e da Pontinha”, da arquitectura do bairro com becos e arcadas, onde “é fácil esconder e fugir”.
O chefe da esquadra não duvida que o chavão de bairro de classe média/média-alta é o melhor íman para os assaltantes: “Sabe-se que Telheiras é uma zona de bons carros e como as pessoas têm um melhor nível de vida é mais provável que tenham ouro e outros bens valiosos em casa”.
O futebol tem as costas largas e chega ao pódio no vox-pop. Todos os moradores, sem excepção, dizem que os maiores problemas de Telheiras chegam nos dias de jogo. Males de um bairro plantado entre os dois estádios dos grandes e colado a Alvalade quase como um pega-monstro.
“Já me chegaram a estacionar na rampa de acesso à garagem”, afirma uma moradora que da janela avista os azulejos coloridos do estádio de Tomás Taveira. O residente ‘não doutor’ do “bairro dos doutores”, fala antes de um “aproveitamento do futebol” com convicção: “Vêm pessoas de todo o sítio ao futebol. Não digo os adeptos, mas os que vêm com eles. Há mais gente no bairro, passam mais despercebidos. Veja, a violação foi num dia de futebol” 4.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/54900.html
2. Ver www.ionline.pt/conteudo/19149-violacao-homem-30-anos-identificado-crimes-sexuais-
3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/154911.html
4. Ver também o vídeo IN www.ionline.pt/conteudo/20139-telheiras-crimes-nao-matam-paixao-dos-moradores---video
publicado por Sobreda às 00:52
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Bombinha estraga festa na Charneca

A PSP foi obrigada a evacuar o recinto onde decorriam as festas da Freguesia da Charneca, depois de dois cidadãos brasileiros terem lançado ‘uma bomba’ de gás-pimenta.
O caso aconteceu já na madrugada de domingo, pela 01h30 e só não causou consequências maiores porque já estavam “poucas pessoas na festa”, segundo esclareceu fonte da Junta de Freguesia.
A PSP esclareceu que os dois suspeitos actuaram depois de desavenças com um outro grupo. A PSP foi chamada ao local e surpreendeu um dos suspeitos a lançar um objecto para o recinto. “Foi apreendido o spray gás-pimenta e uma navalha e os dois suspeitos, de 19 e 35 anos, acabaram detidos”.
Algumas pessoas que se encontravam no recinto sentiram irritação nos olhos, consequência do spray gás-pimenta, mas não necessitaram de ser transportadas ao hospital para serem assistidas por um médico.
A PSP evacuou o recinto, no Campo das Amoreiras, e pôs um ponto final na festa, na qual “o baile já tinha terminado, estavam poucas pessoas”.
Segundo a PSP, todos os anos há desacatos naquela festa. “Ainda assim este foi o único incidente registado este ano”. A festa continuou na noite de domingo. No próximo ano, prevê-se que a festa continue, com ou sem bombinha.
 
Ver http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1349568&seccao=Sul
publicado por Sobreda às 13:03
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Sábado, 11 de Abril de 2009

E se o sismo tivesse ocorrido em Portugal?

Um sismo de magnitude 2,5 na escala Richter foi ontem sentido em Portugal, com o epicentro localizado próximo do Montijo, informou o Instituto de Meteorologia.

O sismo, que foi registado às 8h30 nas estações da Rede Sísmica do Continente, não causou danos pessoais ou materiais. Segundo o Instituto de Meteorologia, o abalo foi sentido com intensidade máxima II (escala de Mercalli modificada) na Moita, tendo sido igualmente sentido nas freguesias ribeirinhas de Lisboa 1.
Mas, se porventura tivesse ocorrido um sismo semelhante ao de Itália na zona de Lisboa, que consequências teria? Parece uma pergunta de retórica mas não é. O Simulador de Cenários Sísmicos do LNEC (LNECloss) permite dar-lhe resposta.
Por encomenda de um semanário, o LNEC imaginou um cenário em que um sismo de origem local e de intensidade semelhante ocorria em Lisboa. O epicentro arbitrado foi Sacavém e o sistema adaptou a ocorrência à realidade portuguesa, desde os solos ao tipo de povoamento, características das construções, etc.
O resultado seria 3.598 edifícios destruídos, mais 11.680 gravemente danificados, correspondendo a 1.160 mortos e 168.467 desalojados. Ou seja, um balanço muito mais negro que o do sismo de L'Aquila, basicamente por ocorrer numa região muito mais densamente povoada. Ainda assim, o número de mortos representaria 0,038% dos habitantes da Grande Lisboa e o número de casas destruídas ou muito danificadas 3,2% do parque edificado.
Os gráficos (que acompanham o texto on-line) ilustram a forma como esta situação se sentiria no terreno, sendo patentes duas observações: à medida que nos afastamos para longe do epicentro os efeitos diminuem, com algumas anomalias explicáveis devido à constituição do subsolo e a diferentes condições de propagação das ondas sísmicas.
Um investigador do LNEC sublinha tratar-se de “um mero cenário para estudo” e não de algo “que seja provável acontecer”. Outra das simulações já feitas diz respeito à ocorrência de um terramoto com a magnitude e o epicentro do de 1755, com os piores valores a ocorrerem no Algarve. Esta simulação não teve em conta os efeitos de um eventual tsunami na costa portuguesa, situação ocorrida no séc. XVIII.
O LNECloss integra dados sobre a sismicidade passada, as características dos solos, o tipo de construções e a distribuição da população. Um sistema de informação geográfica permite implantar com rigor os diversos dados no mapa. Introduzindo os dados de um sismo podem simular-se os efeitos até à escala de freguesia.
O simulador permite traçar planos para minimizar os efeitos de um futuro tremor de terra (licenciamento, construção, recuperação, protecção civil, etc.) e, a ocorrer uma catástrofe, acompanhá-la em tempo real, ajudando a organizar a resposta e gerir mais eficazmente os meios de socorro.
O simulador, já plenamente operacional, nasceu de um projecto financiado pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil em 2002 para a Grande Lisboa mas continuou a ser desenvolvido desde então. Futuramente já integrará o factor tsunami (pelo menos para o Algarve) e poderá ser consultado ‘on-line’ por utilizadores profissionais (Câmaras, Protecção Civil, projectistas, etc.) 2.
 
1. Ver http://aeiou.expresso.pt/sismo-em-portugal-com-epicentro-proximo-do-montijo-sem-danos-pessoais-ou-materiais=f508226
2. Ver infogramas e plantas IN http://aeiou.expresso.pt/sismo-e-se-tivesse-sido-em-portugal--=f508163
publicado por Sobreda às 00:14
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Comandantes da PSP declaram guerra a Costa

Quando a paz parecia reinar na capital entre a Câmara e a PSP, os oficiais desta polícia vêm agora lançar um feroz ataque ao presidente da CML, considerando ‘inaceitável’ que interfira na estratégia de segurança da cidade.

O director nacional da PSP vai confrontar-se com ter de se confrontar com o município, para cumprir o ‘acordo de paz’ que fizera com o presidente da CML, na sequência das críticas deste ao policiamento da cidade. António Costa queria o reforço da Polícia Municipal com elementos da Divisão de Trânsito da PSP, pretensão que está a ser alvo de negociações com o Governo. Mas os comandantes desta polícia não admitem sequer essa possibilidade.
Pela voz do presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP), a organização que os representa, avisam desde já o presidente da CML que vão estar ‘atentos’ a qualquer movimentação nesse sentido.
“Esperamos que não se ponha sequer a hipótese de transferir gente da PSP para a polícia municipal”, afirma o dirigente máximo dos oficiais da polícia. Este comandante operacional (da Divisão de Loures), lembra que “numa altura em que há evidente escassez de meios humanos na PSP, agravado pelo aumento da área territorial e populacional, é inconcebível que se transfiram elementos para outras entidades. Se não fazem falta na Divisão de Trânsito podem ser colocados noutros departamentos operacionais da polícia, incluindo o policiamento de proximidade”.
O desagrado dos oficiais da PSP com o actual presidente da CML e ex-ministro da Administração Interna é latente. “É inaceitável para nós que tenha usado a PSP para o confronto político”, devido a António Costa ter criticado o policiamento em Lisboa e acusado a PSP e o Ministério da Administração Interna (MAI) de falta de estratégia para a cidade, tendo revelado “uma grande incoerência, porque, quando foi titular do MAI, fez um estudo para fechar esquadras em Lisboa”.
O presidente do SNOP sublinha que a situação na polícia é “neste momento muito grave” com as “condições de trabalho cada vez mais precárias para fazer face à criminalidade crescente”. A tal ponto que “há cada vez mais pessoal, incluindo oficiais, a pedir para sair da PSP” e entrar noutras forças de segurança ou para o sector privado, por exemplo, “ainda hoje assinei um pedido de um operacional meu, em cuja formação a PSP investiu, que quis sair para se candidatar ao curso de praças da GNR”, destacando que os novos agentes “são os que mais têm sofrido com as condições com que são obrigados a desempenhar as suas funções” e ele há “situações dramáticas”, garante.
A maior parte dos recém-formados são colocados em Lisboa, Porto ou Setúbal, áreas onde os preços são mais altos, e “estão por sua conta para alugar casa e comprar comida, enquanto na GNR isso é assegurado pelo comandos, onde o regime de aquartelamento permite que os novos soldados ali fiquem instalados e libertá-los desta despesa”. Com os agentes da PSP a passar por “grandes dificuldades económicas”, os oficiais exigem um mínimo de “dignidade” para os homens que comandam.
No caso de Lisboa, é também a segurança dos munícipes que está em causa.
 
Ver http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1194569#Post171699
publicado por Sobreda às 02:26
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Assaltantes de ‘confiança’

Segundo fonte da Polícia Judiciária (PJ), os assaltos à mão armada a residências particulares estão a ocorrer com maior incidência, devido ao aumento da criminalidade associada a factores de violência, tratando-se de “uma forma que não estava tão explorada e que tem vindo a sê-lo, fruto do aumento da criminalidade e da crise social e económica”.

Nos últimos seis meses, a directoria de Lisboa da PJ registou 58 assaltos à mão armada a residências particulares, o que segundo a mesma fonte “não é nada de alarmante”. Na maioria deles, os assaltantes surgem encapuzados e “actuam de surpresa”.
Segundo a PJ, por estranho que pareça, é frequente haver uma “relação entre os assaltantes e as vítimas”, pois os suspeitos “sabem o que vão encontrar” no interior das residências ou procuram muitas vezes “fazer justiça com as próprias mãos para reaver dívidas”, de negócios ilícitos associados, por exemplo, ao tráfico de droga.
Há mesmo situações em que os assaltantes planeiam ao pormenor o assalto, procurando vigiar as habitações e “estudar os hábitos de vida dos moradores”, até mesmo em habitações com sistema de videovigilância. Muitas vezes, fazem-se passar por “funcionários de empresas como a TV Cabo, EDP, dos CTT e (até) falsos polícias”.
Foi o que aconteceu há uma semana na Grande Lisboa. Os assaltantes “tocaram à porta, identificaram-se como sendo funcionários da TV Cabo e levaram bens”. Os alvos são normalmente “computadores (portáteis), telemóveis, jóias, dinheiro e tudo o que seja fácil de transportar” 1.
Para evitar que mais assaltos desta natureza ocorram, a PJ alerta os cidadãos para a necessidade de “não abrir as portas ao primeiro impulso e ter sistemas de segurança”, usar uma simples corrente na fechadura que impeça a abertura total da porta.
Da mesma forma, quando alguma pessoa disser que é funcionário do Estado ou de uma empresa privada, deve ser exigida a apresentação das respectivas credenciais por debaixo da porta e, em caso de dúvida, não hesitar em contactar a polícia. A PJ alerta ainda para quando se aperceber de estranhos a entrar no prédio em que habita, “não entre. Volte para trás e espere”. Por último, pessoas que vivam sozinhas não devem relatar essa situação a pessoas que não conheçam.
Segundo os dados da secção de roubos da Directoria de Lisboa da PJ havia, no final do ano passado, 800 processos por resolver relativos a assaltos com recurso a violência. Os casos de carjacking e homejacking - roubos de carros e casas com violência sobre os ocupantes ou moradores - contribuem para o elevado número de processos actualmente sob investigação: 58 só nos últimos seis meses 2.
 
1. Ver http://diario.iol.pt/sociedade/assaltos-lisboa-crimes-pj-criminalidade-residencias/1030918-4071.html
2. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=CE7CE0C1-7470-4361-AFD1-809ED1AD2B21&channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181
publicado por Sobreda às 02:11
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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Cadastrado reincidente volta a ficar em liberdade

As zonas do Lumiar e Odivelas foram, no domingo à noite, palco de uma perseguição policial digna de um filme de acção. Em 15 minutos, um homem roubou um carro, tentou atropelar um polícia, chocou com cinco viaturas e fez vários quilómetros em contramão. Foi presente a tribunal e saiu em liberdade, apesar de ter cadastro.

O insólito episódio, narrado pelo Comando Metropolitano de Lisboa da PSP ao DN, começou por volta das 22.15. Um homem de 43 anos estacionou uma carrinha na Rua Luís de Freitas Branco, no Lumiar, deixou as chaves em cima do banco do condutor e o vidro aberto e, quando se afastava, reparou num sujeito que se aproximava da viatura em passo acelerado. Voltou para trás, mas foi ameaçado pelo suspeito, que deu a entender ter uma arma no bolso e fugiu com a carrinha.
Contactada pela vítima, a polícia reconheceu o ladrão: um homem, de 28 anos, toxicodependente, residente em Odivelas. É conhecido pela prática de furtos do interior de viatura naquela zona - o seu modo de vida -, e estava sujeito a apresentações periódicas na área de residência, que não cumpria desde Agosto.
Dois agentes da PSP de Benfica, à paisana, localizaram o suspeito, pelas 22.20, junto ao interface do Campo Grande, mas quando este se apercebeu da presença dos polícias, iniciou uma fuga a alta velocidade, tentando, sem sucesso, atropelar o agente que estava apeado.
Seguiu em sentido proibido, desrespeitando semáforos e passadeiras, e dirigiu-se para a Calçada de Carriche, que desceu em contramão, quase colidindo com um autocarro. Entrou em contramão na rotunda do Senhor Roubado, saiu num sentido proibido em direcção a Odivelas, e aí percorreu várias artérias sempre em contramão. Na Rua José Gomes Ferreira, um carro da PSP tentou parar a carrinha em fuga mas, ao desviar-se, acabou por embater num passeio. O fugitivo continuou e, no cruzamento com a Rua Cândido dos Reis, chocou com três viaturas que estavam estacionadas.
O Opel Muvano ‘foi abaixo’ e os polícias tentaram, mais uma vez, abordar o suspeito, que conseguiu voltar a ligar o carro e seguiu. Atravessou um jardim e embateu em mais um carro, mas continuou, e colidiu com um reboque da PSP.
Voltou à rotunda do Senhor Roubado, onde o esperava uma barreira policial, que conseguiu travar o homem. Eram 22h35. Foi reconhecido, detido e revistado, tendo-lhe sido apreendida uma navalha.
O detido foi presente ao DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) de Lisboa na manhã do dia seguinte (2ª fª) mas voltou a ficar em liberdade, sujeito a apresentações periódicas na sua área de residência 1.
A mesma medida de coacção que já lhe tinha sido aplicada e que não cumpria há quatro meses. Situação aliás recorrente na justiça portuguesa 2.
 
1. Ver http://dn.sapo.pt/2008/12/31/cidades/cadastrado_fugiu_a_policia_circuland.html
2. Ler entre outros http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/374882.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/366173.html
publicado por Sobreda às 00:30
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PSP alarga policiamento de proximidade

Segundo a Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública, a PSP vai alargar o Programa Integrado de Policiamento de Proximidade (PIPP) a 60% do seu dispositivo territorial até ao final do ano, os principais objectivos são promover uma maior proximidade entre a PSP e os cidadãos e reforçar o sentimento de segurança entre a população são os do PIPP.

Criado em 2006, o policiamento de proximidade abrangeu inicialmente as 20 freguesias da 1ª divisão do Comando Metropolitano de Lisboa. Actualmente, já se encontra junto das populações da divisão de Vila Franca de Xira e de Sintra.
Além da região de Lisboa, o PIPP está também a funcionar junto de duas esquadras do Porto, três dos Açores e em bairros do Funchal, São João da Madeira, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Peniche, Portalegre, Abrantes, Montijo, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.
Segundo a Direcção Nacional da PSP, os elementos policiais que constituem estas equipas, designados por agentes de proximidade, têm como missão a prevenção e a vigilância em áreas comerciais e residenciais maioritariamente habitadas por idosos, prevenção da violência doméstica, apoio às vítimas de crime e acompanhamento pós-vitimação, além da identificação de problemas que possam interferir na segurança dos cidadãos e detecção de “cifras negras”.
Este trabalho dos agentes de proximidade “é mais do que o tradicional policiamento”, passando também pelo “apoio social e acompanhamento”, com os agentes no local a detectarem e sinalizarem os problemas e a fazerem a ponte com as entidades para que estes sejam solucionados, só descansando “quando vêem a solução totalmente resolvida”.
O PIPP é constituído por Equipas de Proximidade e de Apoio à Vítima (EPAV), Equipas do Programa Escola Segura (EPES) e Equipas de Proximidade de Ciclo Patrulhas (EPCP). Enquanto as EPES são responsáveis pela segurança e vigilância nas áreas escolares, as EPCP apenas se encontram implementadas em certas zonas e só actuam durante o Verão.
Segundo a Direcção Nacional da PSP, até ao momento já foram formados 1.272 elementos para estas equipas especiais. Este policiamento de proximidade destina-se também ao combate do “furto de rua”, como carteiristas, furto a residências e a interior de automóveis.
 
Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=379483&visual=26&rss=0
publicado por Sobreda às 00:29
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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

A pulseira dos bons costumes

Há três meses que o medo se instalou nas zonas da Cidade Universitária, Campo Grande, Alvalade e Entrecampos. Os responsáveis por este sentimento de insegurança, vivido sobretudo no seio da comunidade estudantil, são dois homens de 24 e 27 anos que desde o início de Setembro roubavam pessoas sob ameaça de uma faca.

Agora, “os indivíduos foram apanhados na sequência de um mandado de detenção emitido pelo Ministério Público. A análise das denúncias feitas e os testemunhos das vítimas conduziram aos sujeitos já conhecidos da polícia”, tendo sido identificados mais três indivíduos, também suspeitos da prática de roubos, mas que ainda estão por localizar.
Os dois indivíduos seguiam as potenciais vítimas, abordavam-nas em locais isolados com o auxílio de uma faca com a qual as ameaçavam e coagiam de forma violenta de modo a impedir que resistissem. Em seguida, segundo a polícia, retiravam os haveres às pessoas, coagindo-as a dizer o código dos cartões de débito. “Enquanto um dos suspeitos vigiava as vítimas, o outro deslocava-se a uma caixa multibanco e efectuava diversos levantamentos”, informou a PSP, sublinhando que com esta actividade os dois homens obtiveram lucros superiores a dez mil euros.
Face a esta onda de criminalidade, terá sido “incrementado um reforço da vigilância policial, através de elementos à civil” junto aos locais onde os crimes foram assinalados. O objectivo do aumento do número de efectivos foi “terminar com este flagelo” caracterizado pela “violência com que [os dois sujeitos] actuavam”.
A dupla, autora de pelo menos 22 roubos e suspeita de ter cometido mais onze, foi detida na passada 3ª fª pela PSP em Chelas, bairro onde residem. Presentes a tribunal, ambos os sujeitos ficaram em prisão preventiva 1.
Possivelmente, em breve terão direito à pulseira do costume 2 e ao regresso às actividades do costume no espaço público do costume.
 
1. Ver http://dn.sapo.pt/2008/12/05/cidades/dupla_rouba_estudantes_tres_meses.html
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/366173.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/20704.html
publicado por Sobreda às 00:19
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Domingo, 23 de Novembro de 2008

Pulseiras electrónicas para controlo de agressores

O Governo aprovou uma proposta para reforçar o combate à violência doméstica, prevendo a possibilidade de o agressor ser detido fora de flagrante delito e a utilização de meios electrónicos para controlo à distância dos arguidos.

E o Ministério da Justiça vai adquirir 50 pulseiras para controlar à distância os agressores e evitar que se aproximem das vítimas, estando o equipamento disponível a partir do primeiro trimestre de 2009.
O equipamento, com um custo previsto de 300 mil euros, é composto por dois dispositivos, um deles instalado no agressor (pulseira) e outro na vítima (pager) e uma caixa centralizadora de informação que fica colocada nos serviços de Reinserção Social.
“É uma forma electrónica de controlar os agressores. O equipamento já foi adquirido, vamos entrar numa fase de testes e depois será utilizado em 50 casos em todo o país”, explicou o secretário de Estado adjunto e da Justiça. O objectivo é utilizar o equipamento como medida cautelar “para evitar que as agressões continuem”.
A função do equipamento, “é a de impedir que aquele que é indiciado com agressor se possa aproximar da vítima”. Contudo, para que este equipamento possa ser utilizado, a vítima tem de dar o seu consentimento ao juiz 1.
O consecutivo adiamento destas soluções acabam por, frequentemente, originar situações de insegurança pública que colocam em risco a própria vida dos cidadãos 2.
 
1. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=117767
2. Ler, por ex., http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/366173.html
publicado por Sobreda às 00:10
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

Em prisão domiciliária à espera de pulseira electrónica

O jovem criminoso tem apenas 16 anos, mas é suspeito de dez roubos violentos. E, na última semana, praticou mais um, apesar de estar obrigado a ficar em casa, na Ameixoeira, Lisboa, com pulseira electrónica a controlar os movimentos.

Apontou uma navalha ao pescoço de um professor, sequestrando-o quando este estacionava o carro na zona de Telheiras - e, depois de se sentar ao volante, forçou-o a levantar dinheiro em várias caixas. Mais de 500 euros. Levou-o para a Cova da Moura, onde foi comprar droga, mas também acabou assaltado. Ficaram sem nada.
Depois de fazer os vários levantamentos em diferentes caixas ATM e de comprar os primeiros cem euros em cocaína nas Galinheiras, o jovem assaltante, sempre com a vítima sequestrada no banco ao lado, decidiu ir reforçar a sua dose diária de droga ao bairro da Cova da Moura, na Amadora.
Mal saiu do carro do professor já tinha dois homens com navalhas apontadas ao corpo. O ladrão de 16 anos acabou desarmado por dois mais velhos, que levaram o dinheiro levantado da conta do professor e seguiram viagem no carro da vítima. O automóvel foi abandonado e acabou recuperado pela PSP.
O jovem assaltante e o professor sequestrado ficaram apeados numa das zonas mais perigosas da área metropolitana de Lisboa, onde a navalha com 15 centímetros de lâmina já não servia de nada ao jovem de 16 anos. Separaram-se, com a vítima em pânico, mas a identificação do assaltante à PJ foi fácil.
Inspectores da secção de roubos foram buscá-lo anteontem e ainda tinha ainda o leitor de MP3 roubado ao professor. Faltava o telemóvel 1. Só ontem seria presente ao tribunal, à espera da pulseirinha... 2
Quando sequestrou na última semana o professor em Telheiras, encontrava-se no cumprimento de uma medida de coacção de obrigação de permanência na habitação por outros crimes cometidos recentemente. No entanto, a pulseira electrónica que deveria garantir a sua permanência em casa ainda não tinha sido colocada.
A medida tinha sido decretada pelo tribunal no final de Outubro, mas duas semanas depois ainda não tinha sido aplicada pela Direcção-Geral de Reinserção Social, tutelada pelo Ministério da Justiça.
A situação não é inédita e repete-se com frequência. Isto porque, quando o tribunal decreta a obrigação de permanência na habitação de um arguido com aplicação de pulseira electrónica, é necessário que os técnicos da Direcção-Geral para a Reinserção Social verifiquem a adequabilidade e exequabilidade da medida de coacção 1.
 
1. Ler João C. Rodrigues e Henrique Machado IN www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=DBEEBBD2-696A-426A-9268-FA44D1330155&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010
2. Ler o que se previa para estes casos já há mais de um ano e meio IN http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/20704.html
publicado por Sobreda às 02:43
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Sábado, 8 de Novembro de 2008

Conceito de policiamento de proximidade anda ferido de morte

Uma investigadora em antropologia considerou esta semana que a “enorme mobilidade” do pessoal da PSP em Lisboa afecta sobretudo o policiamento de proximidade, tendo defendido novas formas de recrutamento de agentes a nível regional.

Para esta especialista em estudos policiais e segurança pública, que 5ª fª lançou o livro “Patrulha e Proximidade, uma Etnografia da Polícia em Lisboa” no Instituto Superior da Polícia em Lisboa, o recrutamento deveria ser feito, numa primeira fase, com pessoas da região de Lisboa, e só depois alargá-lo a nível nacional, uma vez que a base de policiamento é o contacto com a realidade urbana.

 

 

No seu livro procura traçar um retrato dos polícias, ajudar a compreender os problemas e “as alegrias” que enfrentam na actividade e os caminhos que os agentes percorrem ao longo da sua carreira. Segundo a autora, Lisboa tem sido a “escola da profissão” na polícia portuguesa, onde a maioria dos agentes inicia a sua trajectória e “fixa muitos dos seus saberes operacionais”.
A investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa constatou ainda que esta “enorme mobilidade” é um erro, dificultando mesmo o conhecimento dos problemas a nível local, e levando “a um distanciamento entre as esquadras e os bairros das zonas que policiam”, pois “o desenvolvimento de mais relações entre os polícias e a cidade que policiam e de mais comunicação com os cidadãos só se obtêm com algum tempo de permanência nas esquadras”.
Os próprios agentes “defendem que quando os comandantes se começam a integrar, a conhecer bem a área de uma esquadra, a familiarizar-se com as características do seu pessoal, a ter um plano para a esquadra, a produzir realmente serviço, estão de partida... Torna-se assim muito difícil a uma unidade de esquadra trabalhar nestas condições”, lê-se no livro, que resultou de um trabalho da autora junto de agentes em esquadras da região de Lisboa.
Esta mobilidade dos agentes afecta o policiamento de proximidade, sobretudo nos chamados “bairros problemáticos”, tendo em conta que “muitos polícias de esquadra manifestam não desejar trabalhar nessas zonas”. “Isto deve-se sobretudo ao facto de desconhecerem tal realidade urbana, uma metrópole que cresceu muito e que se tornou multicultural”, afirmou, sublinhando que este desconhecimento está relacionado com o facto de a maioria dos polícias ser originária essencialmente do Norte e interior do país e vir iniciar a carreira profissional em Lisboa.
A investigadora manifestou concordância com as políticas de policiamento de proximidade, mas considerou que “na prática é necessário mais investimento a vários níveis”. “O policiamento de proximidade está ainda aquém daquilo que poderia ser. É preciso ter mais criatividade institucional”.
Para que os polícias permaneçam mais tempo nas esquadras de Lisboa, defendeu novas formas de recrutamento de polícias, nomeadamente pela contratação regional, visto ser altamente vantajoso “um recrutamento mais próximo das regiões e das culturas onde trabalham”, adiantando que se poderia mesmo contratar agentes oriundos de bairros das periferias, o que é feito noutros países do mundo há muitas décadas.
No seu livro, fala igualmente da importância do chamado patrulhamento, “serviço policial que tem vindo a ser desvalorizado em detrimento de outras funções, como a investigação criminal”. É que “o polícia do carro patrulha ou o polícia a pé são importantes para desmotivar os pequenos crimes, como os furtos”, defendendo que “a patrulha apeada precisa rapidamente de ser reinventada na organização policial”.
Com efeito, o comando da capital pode concentrar 35% do efectivo policial, entre os mais de 22 mil polícias, mas a maioria dos agentes em Lisboa encontra-se em situação de deslocação.
Destacou também que os agentes são “quem produz a maior parte do trabalho efectuado numa esquadra”, uma vez que são eles que estão na rua, os chefes e sub-chefes dedicam-se mais ao trabalho administrativo e os comandantes são meros “oficiais com formação superior” 1.
Porém, quem não se lembra das rondas de proximidade feita pelos guardas-nocturnos e das óbvias vantagens em segurança que daí advinham para residentes e comerciantes de bairro? A quem pode interessar as remotas super-esquadras? Talvez, às empresas de segurança privadas dos condomínios, mas não, na sua generalidade, ao pequeno comércio e aos bairros municipais.
 
1. Lusa doc. nº 8971737, 05/11/2008 - 11:20
Sábado, 11 de Outubro de 2008

Casal aterrorizava utentes no Metro

Trocavam longos beijos pelos bancos da estação enquanto traçavam a próxima vítima, logo à saída das carruagens, e atacavam de faca em punho. Ele, 29 anos e 17 roubos no Metro de Lisboa como única ocupação desde Maio; ela, aos 25 anos, para além dos assaltos ao lado do namorado, é também prostituta. O alvo de eleição eram raparigas e a excepção foi o ataque a um homem cego.

Foram 17 roubos no espaço de dois meses, de Maio a Junho, só na Linha Amarela do Metro de Lisboa, entre carruagens e as estações do Sr. Roubado, Ameixoeira, do Lumiar e Quinta das Conchas. Ele esteve em todas, ela acompanhou-o cinco vezes. Às vezes seguia-o para assaltos à tarde, depois ele voltava a atacar sozinho durante a noite. Por essa altura já ela se prostituía no Lumiar - a zona onde dormiam juntos e onde os operacionais da Divisão de Segurança a Transportes Públicos da PSP, as equipas da CP/Metro, os foram buscar nos últimos dias. Uma rapariga resistiu a dar o telemóvel e foi arrastada pelo chão, de dentro para fora da carruagem.

 

 

Umas vezes com ameaça de faca, outras por esticão. Sempre violentos. Quando atacavam juntos, normalmente ele encostava as vítimas à parede, ela passava revista às roupas. Queriam relógios, telemóveis, leitores de MP3. O Ministério Público passou mandados, a PSP deteve-os e o juiz colocou-os aos dois em prisão preventiva.
As primeiras queixas de vítimas chegaram às equipas CP/Metro da PSP em Maio. Foram recolhidas imagens de videovigilância das estações e carruagens, e lá estavam os dois - o casal de namorados que, momentos antes de atacar, aparecia muitas vezes na imagem a namorar sentado nos bancos. Pela descrição física dos agressores e pela forma de atacarem, sempre na Linha Amarela, não restavam dúvidas de que se tratava da mesma dupla.
A dupla foi identificada, localizada na zona da Alta de Lisboa, e depois de o Ministério Público emitir os dois mandados de detenção acabou detida nos últimos dias. Chamadas as vítimas à PSP, fizeram o reconhecimento positivo dos assaltantes. Estes foram levados ao Tribunal de Instrução Criminal e já recolheram à cadeia.
Enquanto a namorada se estreia numa cadeia feminina, o assaltante, aos 29 anos, já é um veterano: nascido e criado no antigo bairro da Musgueira, cumpriu pena em Leiria por roubos anteriores. A assaltante, que dormia com o namorado em barracões no Lumiar, prostituía-se na zona 1. Ficaram a aguardar julgamento em prisão preventiva 2.
 
1. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010&contentid=3A708F3F-636A-4839-A231-FA26FDA7DB1E
2. Ver http://dn.sapo.pt/2008/10/10/cidades/beijos_namorados_disfarcavam_assalto.html
publicado por Sobreda às 01:55
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

Agentes pedem para sair da Polícia Municipal

O descontentamento com os horários de trabalho, agravado com processos disciplinares, está na origem dos pedidos, que têm sido fundamentados por várias dezenas de agentes da Polícia Municipal de Lisboa (PML) que pediram, em Agosto, o regresso à PSP, alegando a lei da mobilidade da Administração Pública.
A PML é composta, na totalidade, por pessoal vinculado à PSP. Com funções específicas, este corpo de polícia está na dependência directa da CML. O seu quadro orgânico diz que deveria estar dotada com 857 efectivos. No entanto, a realidade é bem diferente e, actualmente, conta apenas com 497 pessoas. Número insuficiente para quem tem a atribuição de fiscalizar o urbanismo e as construções e o trânsito, passando pela protecção do património municipal, defesa e protecção da natureza e ambiente, entre outros.
Todos os polícias que solicitaram a saída chegaram à PML em Outubro do ano passado, integrados num contingente de voluntários de 150 efectivos. Dizem-se descontentes com a gestão do horário de trabalho e com algumas chefias e invocam a lei da mobilidade da administração pública para poderem sair. No comando deste corpo policial, na dependência da CML, não foi confirmado o número de pedidos de saída, mas os processos já foram enviados, para apreciação, para o director nacional da PSP.
O número de pedidos de saída deverá ronda os 50. E, a confirmar-se esse número, o mesmo corresponde a cerca de um oitavo do total da instituição. Dizem os agentes em causa que estão a cumprir mais tempo de trabalho do que o estipulado, ao ponto de muitas vezes serem rendidos pelos colegas no próprio local de trabalho. Alegam ainda que, quando protestam devido ao excesso de trabalho, são alvo de pressões e até de processos disciplinares mandados instaurar pelos superiores hierárquicos.
Em Outubro do ano passado, a PML fora reforçada com 150 agentes e chefes, recebendo estes polícias um suplemento extra que, no caso dos agentes, é de 218 euros mensais. É uma quantia significativa, atendendo a que cada polícia recebe por mês cerca de mil euros, mas que mesmo assim não demove os descontentes da ideia de regressarem às esquadras. “Não são 200 euros a mais por mês que pagam todos os sacrifícios pessoais e familiares e, ainda por cima, os processos disciplinares, que podem pôr uma carreira em causa”, explicou um dos agentes.
 

Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20080903%26page%3D16%26c%3DA

publicado por Sobreda às 22:46
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Segurança apeada

 

A esquadra da PSP da Musgueira (aliás, do Bairro da Cruz Vermelha) está de novo sem carro patrulha. Em apenas 48 horas avariaram-se 3 viaturas e, agora, é a viatura da esquadra da Alta de Lisboa, inaugurada em Julho, que tem de fazer o patrulhamento de toda a zona.
Fonte policial explicou que o veículo que estava distribuído à esquadra da Musgueira, um Volkswagen Vento, avariou na 6ª fª passada, tendo sido substituído por um Volkswgen Polo dado como inoperacional… há 2 semanas.
As fugas de gases de escape para o interior do habitáculo obrigaram o comando da esquadra a decidir encostar ‘às boxes’ mais este veículo. Seguiu-se um Citröen que também avariou.
Agora, e por tempo indeterminado, bairros populosos como o das Galinheiras e o da Cruz Vermelha talvez venham a ser patrulhados por uma viatura da esquadra da Alta da Lisboa. Isto se, entretanto, também não avariar 1.
Mas onde está a novidade desta notícia? Há exactamente um mês, situação idêntica era reportada pelos polícias de serviço, que alertavam que os veículos da PSP “estão parados por falta de revisão, manutenção ou à espera de reparação e encontram-se no parque do Restelo”.
“Por isso, faltam viaturas para o serviço. Devia haver pelo menos três carros em cada esquadra, mas muitas vezes só há um, que tem de rolar 24 horas por dia e depois não aguenta. Até chega a haver só um carro para duas esquadras”, referem.
Faltam condições. Lembram que “na esquadra da Musgueira, em quatro dias foram encostadas três viaturas por falta de condições para circular. E isto sucede habitualmente”. Relatam casos de “carros que chegaram a estar parados dois e três meses, porque não havia dinheiro para mandar reparar furos nos pneus. Os carros andam sem condições. Alguns já sem suspensão nem aderem ao piso. Temos de conduzir devagar e com muito cuidado” 2.
Sá falta, qualquer dia, o comando sugerir aos polícias para andarem de patins, caso não queriam andar apeados…
Mas os problemas não se ficam por aqui. Muitos têm sido os edifícios que a PSP tem abandonado por acção dos respectivos proprietários. As rendas pagas são elevadas mas, na maior parte dos casos, as condições de habitabilidade são muito deficientes. “Não há condições para ninguém trabalhar, com os tectos e as paredes a cair, sem espaço para estacionar os carros e, em alguns sítios, até com ratos”, adiantou um oficial da 3ª Divisão da PSP 3.
 
1. Ver CManhã, 2008-09-02
2. Ver http://dn.sapo.pt/2008/08/09/cidades/viaturas_psp_levam_meses_a_reparadas.html
3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/287780.html
publicado por Sobreda às 02:02
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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

PCP - Sobre a situação da segurança no País

policia.jpgO PCP considera o aumento da criminalidade violenta consequência da degradação da situação social e económica do País. José Neto (Comissão Política) sublinhou, em conferência de imprensa, a necessidade de se alterarem profundamente orientações fundamentais da política de segurança interna nomeadamente no policiamento de proximidade e na criação de mais e melhores esquadras de bairro.

 

 

http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=32430&Itemid=195
publicado por teresa roque às 18:07
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Fogo entre a Estrada Militar e o Paço do Lumiar

Um incêndio deflagrou hoje à tarde no Lumiar, junto ao Museu do Traje e “junto à Estrada Militar, perto das instalações da empresa Valorsul”, no Paço do Lumiar.
Segundo fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) avançaram para o local 12 viaturas de várias corporações no combate ao “fogo que já está controlado”, “não estando quaisquer instalações em risco”.
“O que está a arder é mato e nenhuma habitação ou mesmo as instalações do Museu do Traje estão em risco”, e o fogo “está controlado mas ainda não está circunscrito”, explicou a fonte dos bombeiros.
O RSB disse ainda que o alerta do incêndio foi dado às 17h52, tendo sido enviadas para o local 8 viaturas apoiadas por mais de 20 homens, além de três carros dos Bombeiros Lisbonenses e uma viatura de Campo de Ourique 1.
Começa a ser recorrente neste blogue 2 os alertas para a necessidade de corte de mato, porque os resultados, infelizmente, estão de novo à vista.
 
1. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1340095
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/306504.html e respectivos links
publicado por Sobreda às 23:09
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Tráfico de armas na Alta de Lisboa

A PSP de Lisboa anunciou em conferência de imprensa que deteve, ontem de manhã, um homem de 49 anos suspeito de ameaça com arma de fogo e tráfico de armas na Alta de Lisboa.
O Comando Metropolitano da PSP explicou que esta detenção surge na sequência de uma investigação que teve início em Maio, tendo sido ordenada uma busca domiciliária onde foram apreendidas duas armas de fogo, duas armas de pressão de ar, 337 invólucros de calibre 12, mais 23 cartuxos de calibre de 12 milímetros e outros tantos de calibre de 9 milímetros.
Foi ainda apreendido material utilizado para o fabrico de munições e alteração de armas, várias varetas de limpeza, um mecanismo destinado à extracção de fulminantes de cartuxo, 268,12 gramas de pólvora, 4,935 quilos de chumbos, 178 fulminantes, três armas brancas e umas matracas.
O homem será hoje presente ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa para ser submetido a um primeiro interrogatório, para ser determinada a medida de coacção a aplicar 1.
Será que também “vai ser libertado sob Termo de Identidade e Residência?”
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1339930
publicado por Sobreda às 00:22
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Para que serve a Polícia Municipal

As polícias municipais (PM) são serviços vocacionados para o exercício de funções de polícia administrativa no espaço territorial do respectivo município. Cabe-lhes fiscalizar o cumprimento das normas regulamentares municipais ou de âmbito nacional que devam ser cumpridas pelos municípios e ainda a aplicação das decisões das autoridades municipais. As polícias municipais cooperam na manutenção da tranquilidade pública e na protecção das comunidades locais, em articulação com outras forças de segurança.

Não são, por isso, forças de segurança e não podem substituir a PSP. Podem apenas complementá-la no âmbito da prevenção de comportamentos ilícitos. Esta foi a resposta da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Ministro da Administração Interna (MAI), num parecer que pretende pôr fim às dúvidas quanto aos poderes da PM, bem como quanto à sua interacção com as forças de segurança. 

 

 

As conclusões deste parecer, publicado na semana passada no Diário da República, passam assim a constituir interpretação vinculativa para todas as entidades sob tutela do MAI, ficando deste modo estabelecido - por jurisprudência - que estão vedadas às PM, existentes em 33 municípios do país, as competências próprias de órgãos de polícia criminal. Ou seja, não podem constituir arguidos nem fazer investigação criminal.
Existem, contudo, algumas excepções. Podem, por exemplo, identificar e revistar suspeitos em situação de flagrante delito “desde que existam razões para crer que as pessoas visadas ocultam armas ou outros objectos com os quais possam praticar actos de violência”. Nessas situações, poderão deter os suspeitos, mas apenas nos casos dos crimes públicos (que não necessitam de queixa para que se proceda criminalmente) ou semi-públicos, devendo entregá-los de imediato à autoridade competente. A sua acção permanece assim limitada.
Ao terem conhecimento da prática de qualquer crime, compete-lhes também “proceder à apreensão dos objectos” que tenham servido ou estivessem destinados à prática de um crime, que constituam seu produto, lucro, preço ou recompensa, bem como todos os objectos que tenham sido deixados no local do crime e possam servir como prova, segundo o Código do Processo Penal.
Ainda segundo o mesmo parecer, os agentes da PM podem ainda “exigir a identificação dos infractores quando necessário ao exercício das suas funções de fiscalização ou para a elaboração de autos para que são competentes”.
Quem não acatar essa ordem, pode incorrer num crime de desobediência. “O infractor que tenha recusado identificar-se pode ser detido em caso de flagrante delito pelo agente de polícia municipal para ser apresentado ao Ministério Público e, eventualmente, ser submetido a julgamento sob a forma de processo sumário”, como estabelece a lei e defende este recente parecer da PGR.
 

Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20080819%26page%3D7%26c%3DA

publicado por Sobreda às 00:13
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Pedra e cal a mais e planeamento social a menos

Os sucessivos casos de criminalidade violenta são potenciados pela construção massiva de bairros sociais, uma opção diacrónica e, por isso, ultrapassada, defendeu ontem uma das autoras do Plano Estratégico de Habitação e especialista em Sociologia Urbana, investigadora no Centro de Estudos Territoriais do ISCTE. “Essa é uma solução do ponto de vista arquitectónico e urbanístico que já provou que não é a mais adequada, mas em Portugal continua a ser uma opção. É uma solução que no contexto europeu já não é utilizada desde os anos 70”.
Segundo a autora, os estudos indicam que a concentração de população socialmente homogénea, mesmo quando é culturalmente heterogénea, traz problemas de socialização negativa, sobretudo entre os mais novos, gerando abandono escolar precoce e predominância de comportamentos menos disciplinados, entre outras atitudes. Por isso, a solução deveria passar pelo “apoio à família e não pelo apoio à pedra”, de forma a que as famílias possam ser alojadas de forma dispersa.
O Estado, acrescentou, deveria apoiar no arrendamento, cobrindo o valor que o agregado familiar não conseguisse suportar. “Os estudos dizem que as pessoas têm um grande prazer pela casa, mas um grande desgosto pelo bairro. A passagem de barracas a alojamento em altura, em bairros sociais, permite melhores condições de habitação, mas muito piores condições de sociabilidade, vizinhança e integração”, reforçou.
Outra das soluções seria a miscigenação deste tipo de bairros: por exemplo, 20% dos fogos deveriam ser disponibilizados para o arrendamento jovem ou para casais em início de vida. Porém, as Câmaras Municipais não dispõem praticamente de terrenos que permitam construir pequenas unidades integradas no tecido urbano e, por outro lado, hoje não existem políticas públicas integradas, como o antigo ‘Plano de Erradicação de Barracas’ que contemplava um programa em que as famílias iam ao mercado escolher uma habitação com um determinado 'plafond' definido pelo Estado.
Para um outro professor universitário, e especialista em psicologia criminal, as autarquias devem criar equipas multidisciplinares de apoio para intervir rapidamente no terreno, de forma a conter o aumento de criminalidade, a qual atribui à falta de planeamento urbanístico. “Esta criminalidade cada vez mais violenta não se resolve apenas com a polícia de proximidade, mas passa por as Câmaras terem primeiro a coragem e a ousadia de disponibilizarem verbas para contratarem equipas multidisciplinares, suficientemente apetrechadas e capazes de trabalhar em bairros da cintura de Lisboa” e esta intervenção tem de ser feita no terreno e “rapidamente”.
Estas equipas devem ser constituídas por “especialistas em comportamentos que sejam capazes de trabalhar ao nível da inclusão e exclusão social, psicólogos clínicos e outro pessoal especializado”, e não apenas por “meros assistentes sociais, como é habitual em Portugal”. “Tem de haver um trabalho programado, com verbas cedidas pelas Câmaras e poder político”, sublinhou.
“Em Portugal temo-nos esquecido, regra geral, de resolver os problemas dos realojamentos antes de os fazermos. Imaginamos que as pessoas querem todas ir para bairros de pedra e cal, com mais cimento e betão armado, e esquecemo-nos que muitas dessas pessoas são integradas em espaços urbanos sem serem incluídas. Há uma integração forçosa, exógena e não há uma inclusão”.
Daí que sejam as próprias autarquias que, não verificando “quem se vai incluir, se não haverá eventualmente problemas e conflitualidade mais ou menos violenta entre as comunidades” a agregar, contribuem para o desencadear de problemas de violência.
 
Ver http://aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200808198676731
publicado por Sobreda às 00:52
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Os canaviais das Avenidas também ardem

Um incêndio deflagrou hoje, ao início da tarde, num terreno baldio com canaviais na Avenida Marechal Teixeira Rebelo, junto ao Hospital da Luz, entre as Freguesias de Benfica e Carnide. Uma das duas frentes do incêndio já foi extinta, enquanto uma outra está circunscrita.
De acordo com uma fonte dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, o alerta foi dado pelas 14h54, sendo que as chamas tiveram início num descampado entre o cemitério e o Hospital da Luz, situado junto ao Centro Comercial Colombo.
No combate às chamas estão 15 bombeiros, apoiados por seis viaturas. Até ao momento, não há registo de feridos ou outros danos. Devido ao muito fumo na zona, os automobilistas têm visibilidade reduzida 1.
O vento que se faz sentir chegou mesmo a empurrar as chamas para o perímetro do cemitério (de Benfica), mas a situação já está controlada pelos bombeiros 2.
Mais do que nunca fica (infelizmente) provado que os canaviais, e outros arbustos em zonas expectantes, quando não são periodicamente cortados pela CML, para além dos animais rastejantes que neles nidificam e do lixo que esvoaça e nele se junta, podem tornar-se num perigoso combustível em zonas urbanas.
A pergunta para a CML é apenas: porque não são cortados e o espaço limpo com regularidade? Aliás, nada de novo, que por aqui não costumemos recordar… 3
 
1. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=A97D10F7-80E0-42EF-84DC-F0F8EB13218B&channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021
2. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1339592
3. Ler, por ex., http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/114114.html ou http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/113820.html ou http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/114313.html
publicado por Sobreda às 19:58
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Há reclusos evadidos que continuam a monte

Pelo menos 51 reclusos continuam evadidos das prisões há vários anos, sem deixar o mínimo rasto. Um deles, foragido há oito anos, é um dos assaltantes a um estaleiro de construção civil em Santo António do Tojal, Loures, arredores de Lisboa.

De acordo com os números da Direcção Geral dos Serviços Prisionais (DGSP), entre 2000 e 2007 fugiram da prisão 502 reclusos, tendo sido capturados 455, o que representa uma taxa de sucesso de 90,6%. Este ano já escaparam mais 10, dos quais 6 foram entretanto recapturados. Feitas as contas, mantêm-se 51 a monte com mandado de recaptura.
Em termos percentuais, nos últimos oito anos a média anual de evasões foi de 0,4% da população média dos estabelecimentos prisionais. Os últimos dados estatísticos referem que o universo prisional em Portugal é de 11.152 pessoas, dos quais 10.427 homens e 725 mulheres.
A maior parte dos reclusos evadem-se das prisões durante as saídas precárias. Vão a casa das famílias passar uns dias e aproveitam para escapar. Foi o caso, por exemplo, do padre Frederico, que desapareceu de Vale dos Judeus em 1998. Os reclusos com problemas de toxicodependência são igualmente uma população muito vulnerável a fugas. Basta “um encontro com alguém que lhe forneça droga”, disse uma fonte dos serviços prisionais.
A percentagem de recapturas tem sido à volta dos 90%. Para este saldo positivo tem valido a rápida comunicação da DGSP para todas as polícias, na expectativa de que o recluso seja interceptado numa operação stop ou em qualquer outra operação policial. Um fax, com a fotografia do evadido, é enviado para os departamentos policiais de todo o País e, a partir desse momento, todas as forças de segurança têm competência para proceder à detenção e entregar o foragido à DGSP.
O sistema informático das polícias regista o nome, e a captura pode acontecer a qualquer momento e numa qualquer circunstância. Ao deparar-se com o suspeito, o agente insere a identificação no computador e logo surge a palavra: “procurado”.
Na esquadra ou no posto, os agentes apenas sabem que se trata de um indivíduo evadido. Para saber mais pormenores, que podem ser úteis para cruzar com outros dados, a informação tem de ser pedida a um nível superior, do comando ou da unidade territorial, por exemplo. Mas, se se tratar de um sujeito ligado à criminalidade altamente organizada, poderão, eventualmente, nunca saber o que está por detrás da detenção 1.
Apesar deste bom trabalho policial, os ladrões arrecadaram, em média, nos primeiros seis meses, quatro mil euros por cada ataque. Estão até agora pelo menos contabilizados 100 assaltos a bancos que renderam 439 mil euros 2.
 
1. Ver http://dn.sapo.pt/2008/08/15/sociedade/andam_a_monte_evadidos_prisoes.html

2. Uma estatística com as várias ocorrências pode ser lida no final do artigo com o URL www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=DDEF9A6E-67B5-486F-9324-2726EF6FF49B&channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009

publicado por Sobreda às 20:14
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Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Suspeitas de fogo posto

 

Os moradores do prédio contíguo ao edifício devoluto que, antes de ontem de madrugada, foi devorado pelas chamas na Avenida da Liberdade, em Lisboa, apontam o dedo à CML e ao proprietário do prédio, pois suspeitam de fogo posto, com interesses imobiliários.

 

Um dos moradores assegura que o fogo começou ao nível do 2º andar e que não foi provocado por toxicodependentes. Passavam pouco minutos das 23 horas quando lhe cheirou a borracha queimada, foi à janela traseira e, olhando para o prédio ao lado, viu “um novelo muito grande de fumo preto”.
Chamou os bombeiros e tratou de tirar a mãe de casa. Quando chegaram à rua, as chamas já devoravam o edifício contíguo. “Foi tudo muito rápido”. “Provas não tenho, mas não duvido que este incêndio tem mão criminosa e intencional. Depois de ardido, é fácil deitar abaixo para construir de novo”, acusava o morador no 3º esquerdo do número 21 da Avenida.
Os moradores do prédio, ao todo 15 pessoas, atiradas para fora de casa e sem saber quando poderão regressar, asseguram que o edifício vizinho, devoluto há cerca de oito anos, pertence a uma sociedade anónima espanhola, dona de mais dois imóveis na zona, que os pretendem transformar num hotel, num processo que alegadamente esbarrou na burocracia municipal.
Por tudo, isto o morador no 5º dtº aponta o dedo à “ineficácia da CML que permite que a cidade de Lisboa esteja a ser destruída” e admite que a “desgraça” da madrugada de ontem estava há muito “prevista”. “Este prédio ou caía ou era incendiado”, dizia o morador, empenhado em responsabilizar criminalmente a autarquia e o proprietário do edifício por não terem acautelado este cenário. Diz que o prédio vizinho acumulava “entulho” e que aparecia frequentemente de porta escancarada, razão por que, durante a tarde de domingo, um outro sue vizinho foi de novo à esquadra apresentar a denúncia da incúria.
“Ao longo dos últimos seis meses, informámos várias vezes a PSP da Praça da Alegria e a Polícia Municipal de que o prédio de vez em quando era aberto e entrava gente. [Na véspera], cerca das 16 horas, dei por alguém estar no interior e voltei a informar a polícia. A resposta foi sempre a mesma, ou seja, nada”, queixou-se o jovem morador do 5º esquerdo, que ficou sem casa, pois as chamas destruíram totalmente o telhado do prédio que abateu, ameaçando os andares restantes.
Numa visita ao local, na 2ª fª à tarde, o presidente da CML garantiu que já está em curso um inquérito ao incêndio e que a PJ está a investigar. Por seu turno, o vereador do Urbanismo confirma que há dois processos pendentes na CML há vários anos em nome da empresa “Libertas”: um deu entrada em 1995, visando uma operação de emparcelamento de edifícios, e, no ano seguinte, um projecto de arquitectura para um hotel de quatro estrelas com 96 quartos, que estão “em fase muito adiantada de apreciação”.
Ambos os processos dependem da apresentação de um documento de registo de propriedade que a empresa aguarda há um ano. Segundo o vereador, o IPPAR deu parecer favorável ao projecto, desde que mantenha a fachada. O fogo acabou de escancará-la. Aos residentes cheira a fogo posto.
 
Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=965780

 

publicado por Sobreda às 00:24
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Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Vizinhos admitem processar donos do prédio e CML

O edifício que ardeu no nº 23 da Avenida da Liberdade, ficando apenas com a fachada de pé, estava devoluto e pertencia a uma sociedade imobiliária espanhola. O fogo eclodiu domingo à noite e foi dado como dominado às 3h30 desta madrugada. Os trabalhos de rescaldo devem prolongar-se até ao final do dia, mas as queixas dos residentes vão agora agudizar-se.
Com efeito, os moradores do prédio ao lado do que ardeu esta madrugada na Avenida de Liberdade admitem processar os proprietários do edifício onde começou o incêndio e a CML. O morador do quinto andar do nº 21 da Avenida da Liberdade, disse que durante falou já com vários inquilinos do seu prédio e que pelo menos três concordaram em avançar para tribunal.
Apesar de não ter ainda contactado a totalidade dos vizinhos, acredita que será possível uma acção conjunta de todos contra a empresa proprietária e a autarquia de Lisboa. “Vamos accionar a empresa proprietária do edifício porque foi no prédio deles e por incúria que isto aconteceu. Desde hoje o meu advogado vai começar a tratar das coisas não só relativamente à empresa, mas também à CML, já que é seu dever proteger os cidadãos e o património da cidade e mais uma vez não o fez. Alguém há-de ser responsabilizado”.
O morador, que se encontra alojado num hotel de Lisboa, desconhece ainda até que ponto a sua casa foi afectada, mas acredita que estará totalmente destruída pelo fogo e pela água. Acrescentou que apenas ao final da tarde, quando acabarem as operações de rescaldo, será possível ter informação mais detalhada sobre as condições de segurança da estrutura do prédio. Aguarda agora uma resposta das autoridades relativamente à recuperação do edifício, uma vez que “nada fizeram” para evitar o incêndio.
E passa a explicar: “Às quatro da tarde de domingo o meu vizinho foi à esquadra da Praça da Alegria dizer que as portas estavam abertas e os moradores tinham receio de que as casas fossem assaltadas, mas não aconteceu”, disse. Lembrou que há um mês tinha já havido uma “estranha tentativa de assalto”, que acredita ter servido para “fazer prospecção”.
Os moradores estão mesmo convencidos que o incêndio foi intencional e teve como objectivo resolver a morosidade da CML. “Foi intencional. Há duas formas de resolver os problemas da morosidade e da burocracia em Lisboa: os prédios devolutos ou caem ou são incendiados. Assim resolve-se a morosidade da CML. Isto é recorrente. Não é a primeira vez, nem há-de ser a última”, acusou.
Considerou que o mais fácil e politicamente correcto quando há um incêndio, é dizer que foram os toxicodependentes. “A especulação imobiliária em Lisboa é assim. No prédio do lado aconteceu o mesmo há alguns anos. A fachada tinha que ser protegida, esteve ali anos a fio sem ninguém lhe ligar nenhuma até que um dia caiu”, afirmou.
 
Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=965599
publicado por Sobreda às 00:27
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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Fogo na Avenida da Liberdade

Um incêndio deflagrou esta noite, cerca das 22h30, num prédio da Avenida da Liberdade, adiantou à Lusa fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros.
A mesma fonte disse que o incêndio está neste momento a atingir um prédio antigo de 5 andares, semi-abandonado, frequentado por toxicodependentes, com comércio e restauração, sito no número 23 da Avenida da Liberdade, próximo do elevador da Glória e da Praça da Alegria.
O risco imediato é o da rápida propagação das fortes chamas aos prédios vizinhos.
Os bombeiros de 13 corporações, incluindo Lisboa, Algés, Odivelas e Pontinha já estão no local. O trânsito encontra-se cortado entre o Marquês de Pombal e os Restauradores.
 
Ver Lusa 2008-07-06 - 23:50 IN http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/cea1de2cb337cd00d13476.html e http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=353742&visual=26&rss=0
publicado por Sobreda às 00:09
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Vítimas nem sempre se queixam à polícia

De acordo com as conclusões do Inquérito Nacional sobre Violência de Género, encomendada pelo Governo a uma equipa de cientistas sociais da Universidade Nova de Lisboa, apenas 21% das vítimas de ameaças com aquelas armas participa o crime. Os restantes 79% não o fazem.
No inquérito, que se refere a dados de 2007 e foi feito com base numa amostra de 2.000 pessoas (mulheres e homens), oito em cada dez pessoas vítimas de ameaça com facas ou armas de fogo não apresenta queixa às autoridades policiais.
Apesar do baixo número de queixas apresentado, aquele tipo de violência é que o provoca o maior número de participações policiais, que atinge o valor mínimo nas situações de “controlo social com o objectivo de isolar a vítima” - apenas 2%.
As queixas por ameaças com armas brancas e de fogo aumentam, contudo, de forma clara, já que os últimos dados conhecidos, com 12 anos, indicam que em 1995 se ficavam pelos 12 a 13%.
Enquanto o número de casos de violência perece ter diminuído, o seu nível de gravidade terá aumentado. O estudo revela ainda que quatro em cada dez portugueses foram vítimas de violência física, psicológica ou sexual no último ano 1.
Vários casos de violência gratuita têm sido denunciados neste blogue. Recorde-se que há quase um ano (15 de Julho de 2007), aqui se relatava mais um caso violento com eventuais motivações raciais. Pois ontem foi finalmente lida a sentença: “16 anos de prisão e € 131.000 a entregar aos familiares da vítima.” 2. Alguma vez substituirá o dinheiro qualquer vida humana?
 
1. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=98343
2. Ver comentário IN http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/75722.html
publicado por Sobreda às 00:02
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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

‘To be or not to be’ uma esquadra

Com um agradecimento prévio ao J. C. Mendes, aqui se transcreve o seu ‘post’ de hoje comentando um requerimento de um deputado, a propósito da Esquadra/Divisão de Trânsito no Lumiar 1.

O deputado terá solicitado a 6 de Junho ao MAI que informasse que critérios levaram a Direcção Nacional da PSP a alterar unilateralmente o uso das instalações cedidas pela CML e se era intenção da Direcção Nacional da PSP cumprir o espírito do Protocolo estabelecido, instalando uma esquadra policial que sirva com eficácia o conjunto das populações residentes nas freguesias que integram o Alto do Lumiar.

 

«O modelo de pergunta sugere já duas respostas anunciadas: ‘Eficácia’ para a primeira e ‘Sim’ para a segunda. E pronto: fica o calendário cumprido, como se diz na gíria da actividade política. Aliás, na introdução às perguntas, o sr. deputado não mostra grande fé na concretização da tal ‘esquadra policial’ para ‘o Alto do Lumiar’, já que diz, a páginas tantas: ‘Acontece que esta esquadra policial iria servir uma das zonas de maior expansão da cidade de Lisboa, a qual abrange uma camada significativa de populações e apresenta alguns problemas complexos em matéria de segurança pública’.

Repare. ‘iria servir’. Não escreveu ‘vai servir’ nem ‘deve servir’». Escreveu ‘iria’, no condicional - uma forma verbal que, usada nestes contextos, significa rigorosamente (‘iria’, mas) já não vai servir. O senhor lá saberá. O senhor certamente sabe que já não vai haver ali esquadra nenhuma de policiamento de proximidade. O seu instinto traiu-o? O senhor sabe mais do que nos diz?

A coisa está decidida? (E o senhor parece sabê-lo muito bem). Ou seja, resumindo e concluindo: eu leio que ‘esquadra’ para policiamento já era. E leio isso porque suponho que o senhor está mais informado do que eu e fala no condicional e faz aquelas perguntas meio escapatórias.

Porque saberá que não vai haver policiamento. Mas tem de fazer o requerimento porque os militantes e as populações (eleitores) do Alto do Lumiar o desejam. Mas não haverá esquadra de policiamento de proximidade naquela zona, suponho. Lamentavelmente, é isso que leio no seu requerimento: bye-bye, esquadra de policiamento do Lumiar.

Mas o senhor fez aquelas perguntas. Note: aquelas e não outras. Porque já saberá, deduzo, que elas não vão alterar nada daquilo que o MAI (o MAI, sr.deputado, e não a PSP) já decidiu. Como é evidente para qualquer cidadão com dois olhos na testa.

Mas se o senhor, como deputado do PS, com o poder de encosto que isso lhe confere, perguntasse ao MAI quando e onde é que... isso, sim, podia ajudar à segurança do Lumiar. E se perguntasse se ‘estas instalações actualmente já disponíveis vão ser usadas para o fim com que foram cedidas, polícia de policiamento e não polícia de outra coisa, como o trânsito, por exemplo’, então, ainda melhor» 2.

 

Foram afinal perguntas para cumprir calendário pseudo-político, mas com muitos ‘pontos de fuga’. Lá diria o dramaturgo: ‘to be or not to be, that is the question’.

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/217912.html

2. Ver http://lisboalisboa.blogspot.com/2008/06/esquadra-da-psp-do-alto-do-lumiar.html

3. ‘Hamlet, Prince of Denmark’ de William Shakespeare, escrito cerca de 1600.

publicado por Sobreda às 14:52
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

Esquadra entre a SGAL e o MAI

O projecto da Alta de Lisboa, onde actualmente vivem 30.000 pessoas, prevê que em 2015 possam ali viver cerca 65 mil pessoas. Para este empreendimento, que ocupa uma área de 300 hectares a Norte da Segunda Circular e a poente do Aeroporto da Portela, estava prevista uma esquadra de polícia para aumentar a segurança de uma zona em crescimento e que a autarquia considerava uma eixo prioritário ao desenvolvimento da cidade.
Em Setembro de 2005, quando foi lançada a primeira pedra, estava previsto que o edifício, com quatro pisos, albergasse uma esquadra (ou não) 1, uma zona para a Brigada de Acidentes, além de áreas para operações de segurança, logística e apoio geral, quartos de detenção, administração e finanças, ginásio, carreira de tiro, garagem e zona de parada.
O edifício foi construído pela SGAL, ao abrigo do contrato que envolve o Plano de Urbanização da Alta de Lisboa, mas ficou, depois de pronta, cerca de um ano fechada, sem utilização, por morosidade burocrática.
Por isso, o presidente da Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL) que falava durante uma conferência de imprensa para fazer o balanço e apresentar a nova imagem do projecto ‘Alta de Lisboa’, considerou ontem lamentável que o edifício construído pela empresa, no cruzamento da Av. Maria Helena Vieira da Silva com a Travessa da Mata, e que deveria acolher uma esquadra policial, venha a receber a Divisão de Trânsito da PSP.
“É um desperdício do investimento público ali feito, mas esta é uma opinião pessoal e a decisão é do Ministério da Administração Interna. A esquadra tem uma área total de construção que ronda os 3.500 metros quadrados e não me parece adequada a instalação da Divisão de Trânsito”, afirmou.
Aquele responsável corroborou as críticas feitas em Maio pelo ex-presidente da CML, que em Maio se mostrou contra a ocupação da nova esquadra pela Divisão de Trânsito da PSP, tendo em conta a previsão de crescimento urbanístico e demográfico daquela zona da capital. Os moradores também já se mostraram contra esta alteração, tendo sido promovida uma petição on-line a lembrar a urgência de instalar a divisão policial do Alto do Lumiar, que abrange as freguesias da Ameixoeira, Charneca e Lumiar 2
Perante estes protestos e estas declarações, o MAI garantiu antes de ontem que o edifício onde está instalada a Divisão de Trânsito da PSP, na Alta de Lisboa, vai ter também uma esquadra para policiamento da zona, há muito reivindicada pelos habitantes daquelas freguesias 3
No que respeita à instalação da esquadra de polícia, de 3.900 m2 de construção e 2.800 m2 de arranjos exteriores, que acolhe a Divisão de Trânsito da PSP, o presidente da SGAL diz-se ‘esperançado’ em que a direcção nacional da polícia reveja a escolha. “Divisão? Estão lá duas pessoas do trânsito quando gastámos 3,5 milhões de euros para a pôr de pé. Entregámo-la em Outubro ao Ministério da Administração Interna e não está a ser devidamente utilizada, o que vai fazer com que se degrade. Não acredito que a PSP vá continuar a desperdiçar uma esquadra assim. O policiamento é essencial para a Alta e para a zona contígua, onde vive parte substancial dos habitantes da cidade” 4
Parece que a tomada de decisão vai andando de Pôncio para Pilatos, ou vice-versa?
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/23536.htm
2. Ver http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=953571
3. Ver JNotícias 2008-06-04, p. 24
4. Ler artigo de Catarina Prelhaz IN Público 2008-06-04
publicado por Sobreda às 00:54
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Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

A hora fatídica

O jovem que foi baleado de madrugada no Bairro Alto, em Lisboa, morreu esta manhã no bloco operatório do Hospital de São José, disse fonte do comando metropolitano da PSP.

O indivíduo, entre os 20 e 25 anos, não resistiu ao ferimento da bala na zona lombar, na sequência de um desacato no Bairro Alto, ocorrido cerca das 3h00, próximo do cruzamento entre a Rua do Diário de Notícias e a Travessa da Cara.

Segundo a mesma fonte policial, o autor do disparo pôs-se em fuga, desconhecendo-se a sua identidade. A PSP isolou o local onde se deu o crime, entregando a investigação à Polícia Judiciária.

Que (infeliz) premonição a do senhor procurador. Até acertou na hora fatídica. (Ler o artigo anterior).

 

Ver Público 2008-05-22 - 10h25

publicado por Sobreda às 10:57
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O medo da noite

Em declarações proferidas durante um jantar organizado por uma associação de antigos alunos de uma Universidade privada em Lisboa, o procurador-geral da República, afirmou que, apesar de o número de “homicídios ter descido”, “há um sentimento de insegurança em Portugal”.
Num surpreendente discurso de improviso, esclareceu que “antigamente roubavam carros que nós deixávamos nos parques. Agora, roubam-nos com as pessoas lá dentro”, esclarecendo que para esse medo contribuiu também o exemplo dos “crimes (organizados) da noite do Porto”.
E, já perto do final da sua dissertação, decidiu comparar a sua terra natal (no concelho de Almeida) com Lisboa: “Lá posso andar à vontade. Hoje tenho perfeita noção de que há sítios em Lisboa onde não posso ir à noite. Às três da manhã não me vou arriscar a ir passear para o Cais do Sodré”.
De certeza que não era propriamente esta a prédica que os ouvintes estariam à espera de ouvir, mas sim, que medidas planeiam os poderes públicos implementar para inverter aquelas situações de insegurança.
Bem prega Frei Tomás…
 
Ver DEconómico 2008-05-21, 41
publicado por Sobreda às 10:50
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Domingo, 4 de Maio de 2008

Petição pela segurança

A Associação de Residentes do Alto do Lumiar (ARAL) já recolheu, desde 2ª fª, 223 assinaturas numa petição on-line 1, para a instalação da 6ª divisão da PSP, no Alto do Lumiar, prometida pela autarquia de Lisboa.
Para o porta-voz dos moradores da zona do Alto do Lumiar, esta petição da ARAL surge como uma “forma de protesto à ocupação das instalações por parte da Divisão de Trânsito, quando estas seriam destinadas para uma nova divisão da PSP”.
As instalações municipais na Av. Maria Helena Vieira da Silva, no Alto do Lumiar, estão a ser preparadas para receber a Divisão de Trânsito. Porém, os moradores defendem um “maior policiamento em toda a Zona Norte de Lisboa, adequado à população residente nas áreas geográficas” das freguesias adjacentes.
Denunciam ainda que apenas existe uma esquadra de polícia, no bairro da Cruz Vermelha, com um único carro de patrulhamento, e recursos insuficientes para uma população que engloba as freguesias da Ameixoeira, da Charneca e do Lumiar.
A instalação de uma Divisão Policial no Alto do Lumiar, mais concretamente, nas instalações recentemente criadas na Av. Helena Vaz da Silva, está prevista no Plano de Urbanização do Alto do Lumiar (PUAL) 2.
Recorda-se que foi a CDU quem, na recente Assembleia de Freguesia do dia 21 de Fevereiro, apresentou documentos que denunciam o ‘acordo’ entre o Governo e o MAI para instalar a Divisão de Trânsito nas instalações inicialmente previstas para a PSP na Av. Helena Vaz da Silva, de modo a desactivar o ‘valioso’ edifício de Santa Marta “que será assim libertado e pode ser utilizado numa permuta entre a Câmara e o MAI, com as justas compensações resultantes da avaliação do valor dos imóveis” 3.
É evidente que quem ficará a perder com a ‘justa’ valorização dos imóveis de Santa Marta é a segurança dos moradores da Ameixoeira, Charneca e Lumiar.
 
1. Ver www.petitiononline.com/polic001/petition.html
2. Ver http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=343424&visual=26&rss=0
3. Ver www.jf-lumiar.pt/anexo1assembleia21-02-2008.pdf
publicado por Sobreda às 08:39
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Cheiros suspeitos

O Metropolitano de Lisboa encerrou ontem à tarde duas estações da Linha amarela - a da Cidade Universitária e a de Entrecampos - por ter sido detectado “um cheiro intenso a gás”. A empresa transportadora entendeu encerrar as duas estações, às 14h39, por “motivos de segurança”, após ter sido detectado cheiro a gás nos espaços de acesso ao metro e corredores adjacentes.
Os responsáveis daquele transporte público entenderam “accionar os mecanismos normais para situações deste género”. Enquanto as duas estações se mantiveram encerradas, as autoridades permaneceram até à noite nos locais a averiguar as causas e a origem do gás, que a Protecção Civil já garantiu não ser gás natural 1.
Como o forte odor se espalhava gradualmente, os Bombeiros Sapadores de Lisboa evacuaram vários locais de trabalho e habitações, tendo definido, pelas 15:30, um perímetro das averiguações desde o Campo Grande, Saldanha e Praça de Espanha até à Avenida João XXI.
Os edifícios junto às Avenidas das Forças Armadas e de 5 de Outubro foram entretanto evacuados, mesmo depois de a normalidade ter sido reposta nos edifícios do ISCTE e nalguns departamentos da Faculdade de Farmácia, que tinham sido evacuados pela hora de almoço. As estações de Metro de Entrecampos e Cidade Universitária foram também encerradas, mas por decisão da própria empresa.
Também os hospitais e o Aeroporto de Lisboa foram contactados, para confirmar que nada havia sido despejado nos esgotos que pudesse provocar o cheiro semelhante a gás. A Protecção Civil garantiu já que a origem está no exterior e não no interior dos edifícios 2.
Até à noite passada, os Bombeiros não haviam ainda conseguido apurar a origem do cheiro a gás, tudo indicando “que terá sido uma substância (química) lançada nos esgotos”. Os resultados das análises às amostras recolhidas pelos técnicos do Ministério do Ambiente só serão conhecidos durante o dia de hoje 3.
 
1. Ler http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/95cb2dd59c22c099810aea.html
2. Ler http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/947aa438b1fafe913491c0.html e http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=75837
3. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=273934&idselect=10&idCanal=10&p=200
publicado por Sobreda às 03:42
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Domingo, 30 de Dezembro de 2007

Aparato policial

Na passada 5ª fª, durante a manhã, houve um grande aparato policial na Rua Leopoldo de Almeida, motivado por um assalto a um carro blindado de valores que vinha buscar valores em dinheiro proveniente de um supermercado no Lumiar.
Segundo consta, o assalto terá ocorrido em plena luz do dia. Mas, para os moradores, é inadmissível que situações como esta aconteçam junto a escolas e a zonas movimentadas que, por isso mesmo, deveriam ter polícias fardados na rua.
Curiosamente, o Presidente da Assembleia da República, que reside a escassos 100 metros do local do crime, na Rua Virgínia Vitorino no outro lado da Alameda da Alameda das Linhas de Torres, tem segurança da PSP 24 horas por dia.
Afinal, quais as prioridades do policiamento público de proximidade?
publicado por Sobreda às 00:54
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Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Policiamento de proximidade versus Orwell

Em época de compras, a PSP reforça os meios humanos em circulação nas ruas É uma tendência há muito diagnosticada: os amigos do alheio arriscam algo mais nas alturas festivas, em que as bolsas andam mais recheadas para compras e os fluxos de consumidores nos transportes públicos ou junto a zonas comerciais aumentam de tal forma que, no meio da confusão, facilmente se constata, quase sempre tarde demais, a perda de uma carteira, do telemóvel, óculos, ou o que mais calhe a jeito.
Para contrariar a situação, na quadra natalícia e de fim de ano, a PSP lançou a ‘Operação Presente II’. Um verdadeiro ‘presente’ para a segurança dos cidadãos, que se prolonga apenas até à próxima 2ª fª. Nesta época, todos os meios daquela força policial são canalizados para esta área, incluindo as patrulhas do programa Escola Segura, uma vez que já terminou o período lectivo. A PSP já tem, habitualmente, a sua Divisão de Transportes Públicos em vigilância junto dos passageiros. Mas por estes dias todas as divisões contribuem como podem para a mesma causa, seja através de agentes fardados ou à civil.
Quem acompanhar estas equipas confirma a satisfação estampada na cara dos passageiros pela presença dos agentes. Infelizmente, também recebemos o testemunho de quem se viu espoliado de economias que faziam muita falta.
Os conselhos da PSP apontam para o bom-senso de se ‘andar com poucas quantias de dinheiro, e se não for esse o caso ter o cuidado de o dividir por vários bolsos. Sobretudo ter em atenção que as entradas e saídas dos transportes são as alturas em que os larápios aproveitam para actuar, beneficiando dos empurrões e encostos’. Porque uma vez o mal feito já não é fácil haver remédio.
Os larápios profissionais “são extremamente rápidos a desfazerem-se dos objectos furtados, passam-nos de uns para os outros com grande velocidade e mesmo quando se apanha um ou dois elementos, o produto do furto já está longe”, especifica um dos subchefes da PSP. A operação em curso aposta na prevenção. “Os larápios já nos conhecem e 'convidamo-los' a sair mesmo que não estejam a fazer nada, pelo menos nestas áreas vigiadas”.
São autênticos ‘empresários’ nesta actividade, à qual, frequentemente, se dedicam famílias inteiras. Personagens como um cidadão de leste que terá confessado já ter 90 mil euros no seu país de origem, amealhados em apenas sete anos de ‘profissão’, ou aquele veterano nestas andanças que um dia se queixou às autoridades por lhe terem assaltado o carro topo de gama! Mas a “grande maioria são cidadãos portugueses” e, dado a reter, “são pessoas de aparência normalíssima, bem vestidos, muitas vezes com sacos de compras ou jornais e casacos nas mãos para melhor camuflarem as suas acções”.
Em geral, não há uso de violência e a moldura penal aplicável não facilita a sua prisão preventiva. O máximo que as forças policiais conseguem, na esmagadora maioria dos casos, é estragar o dia de trabalho dos infractores, levando-os para a esquadra. Até já aconteceu prenderem um carteirista que, passadas apenas algumas horas, já estava a ser apanhado de novo em acção, após ter sido solto.
Apesar de tudo, a PSP apela a que, mesmo assim, as vítimas façam a respectiva queixa. Em conclusão, que ninguém duvide que para os utentes e os transeuntes em geral, a presença de agentes policiais nas ruas e nos transportes públicos é um garante de maior tranquilidade e segurança 1.
Não há qualquer olho electrónico de Orwell que substitua com eficácia a sua actuação atenta. Por uma razão muito simples: A acção dos agentes da PSP é preventiva, enquanto, na melhor das hipóteses e se conseguirem captar imagens com nitidez, as câmaras de videovigilância apenas poderão servir de prova a posteriori. Quanto aos danos do furto, esses já aconteceram e estragaram a vida do cidadão assaltado.
 
Ver Jornal da Região nº 109 de 2007-12-21, p. 6
publicado por Sobreda às 00:04
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Domingo, 23 de Dezembro de 2007

Orwell e a ética do ‘Big Brother’

Discutir a segurança do nosso quotidiano e, em particular, a instalação de câmaras de vigilância não pode esgotar-se num labirinto de normas sobre o que ‘deve’ ou ‘não deve’ ser observado. Para além das dúvidas legais, importa perguntar como é que a questão do controlo visual dos cidadãos encontra eco na cultura televisiva dominante.
De facto, a generalização dos mecanismos de vigilância é inseparável (no sentido em que é contemporânea) do triunfo de um novo enquadramento mediático das relações humanas. O padrão mais ‘frívolo’ dessa conjuntura está no programa televisivo ‘Big Brother’, o qual não se pode confundir com um sistema armado de repressão nem com uma ditadura política. Mas há nele um inquietante efeito de habituação: no fundo, os patéticos protagonistas do ‘Big Brother’ confessam-nos que abdicaram da sua identidade para se transformarem em cobaias públicas de todas as misérias do género humano.
O problema não se esgota, por isso, no maior ou menor número de câmaras nas nossas ruas. É preciso interrogar também o que as televisões nos mostram, até porque a estética e a ética do ‘Big Brother’ já invadiram muitos telejornais.
 
Ler João Lopes IN http://dn.sapo.pt/2007/12/22/cidades/a_estetica_etica_big_brother.html
publicado por Sobreda às 01:01
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Orwell nos postos de combustíveis

A Anarec (Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis) tem estado a negociar com o Ministério da Administração Interna a colocação do sistema de geolocalização nos postos de revenda de combustíveis considerados mais perigosos. Desde Agosto, dez postos já estão dotados com esse sistema.
Por seu turno, a videovigilância já existe há mais tempo, mas nem sempre é eficaz. As câmaras gravam os abastecimentos com fuga e registam as matrículas na perfeição. Nos monitores até por vezes se consegue divisar o selo da inspecção. Mas, quando as matrículas são tapadas, não há câmara que lhes valha.
 
Ver http://dn.sapo.pt/2007/12/22/cidades/5_perguntas_a_augusto_cymbron_pres_a.html
publicado por Sobreda às 01:00
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O olho electrónico de Orwell

Londres é hoje das cidades mais vigiadas do mundo. Na capital do país do autor do romance ‘1984’, George Orwell, desde que se nasce até que se morre, desde que se entra no território até que se abandona as terras de Sua Majestade, tudo e todos são muito vigiados.
Num estudo realizado pela Universidade de Hull (RU) em 2002 e que se debruçava sobre o uso da videovigilância nas cidades europeias, Londres e alguns dos seus bairros foram objecto de análise. Na cidade, além das câmaras nos estabelecimentos comerciais, da responsabilidade dos seus proprietários, existem câmaras em diversos locais públicos desde o metropolitano, autocarros, comboios, aeroportos e auto-estradas, locais turísticos, monumentos.
Na pesquisa, um dos seus capítulos é dedicado a um caso de estudo, o do quotidiano vigiado de um casal estrangeiro acabado de chegar ao Aeroporto de Heathrow. A primeira aparição ‘televisiva’ do casal em solo britânico é registada logo na área da passadeira das bagagens e visionada pelo guarda na central de controlo. Esta não será a última vez que serão filmados. Câmaras hão-de vigiá-los no metro, na plataforma de embarque da estação de comboios. O transbordo entre composições é filmado por seis câmaras diferentes. Apenas a caminhada da estação até à entrada do hotel não é filmada. Mas por pouco tempo. Há câmaras no átrio e no parque de estacionamento.
Apesar de toda a sofisticação e tecnologia, o sistema britânico tem, contudo, falhas. Um relatório oficial da Administração Interna britânica revela que 80% das imagens captadas “está longe do ideal, se for usada para identificação”, devido à sua má qualidade ou ao deficiente posicionamento das câmaras.
Falhas extensíveis aos direitos de privacidade inalienáveis dos transeuntes. Como se interrogaria Lasswell, quem observa quem, fazendo o quê, onde, e com que finalidade, com o mórbido prazer de ‘Big Brother’ Orwelliano?
 
Ver http://dn.sapo.pt/2007/12/22/cidades/londres_debaixo_olho.html
publicado por Sobreda às 00:58
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Sábado, 22 de Dezembro de 2007

Orwell ao virar da esquina

A Baixa de Lisboa, por onde passam todos os dias 200 mil pessoas, é considerada um centro comercial a céu aberto. Alguns residentes e clientes das lojas desta zona histórica da cidade dizem conhecer casos de assaltos na área e receiam ser vítimas. Como a Baixa tem grande concorrência dos centros comercias, e do Chiado, argumentam que a zona não pode ser revitalizada sem mais segurança.

Por isso surgiu a ideia para serem instaladas câmaras em quase todas as artérias, apontadas a Norte e Sul, a maioria a partir da Rua da Vitória, e cobrindo as artérias principais, como as ruas Augusta, do Ouro e da Prata, assim como as Nova do Almada, Fanqueiros, e da Madalena 1.

Este projecto de videovigilância proposto pela Junta de São Nicolau para as ruas da Baixa foi esta semana entregue ao Ministério da Administração Interna. As câmaras deverão ficar sob o controlo do comando de Lisboa da Policia de Segurança Pública. No total são 32 câmaras de alta definição que vão implicar um investimento superior a 130 mil euros e que poderá ser suportado por fundos comunitários.
A justificação apresentada para a medida é porque “a Baixa é um centro comercial a céu aberto onde passam cerca de 200 mil pessoas por dia. O objectivo deste projecto é fazer da Baixa o local mais seguro de Lisboa, pois não há dia em que não haja pessoas assaltadas ou que façam queixa na polícia” 2.
Porém, a Associação de Moradores da Baixa Pombalina (AMBP) está convencida de que este projecto de videovigilância que a Junta quer instalar naquela zona de Lisboa será ineficaz no combate à criminalidade. “Os estudos feitos nas capitais europeias, nomeadamente em Inglaterra, demonstram que este modelo de segurança só funciona no início”, defende a porta-voz da AMBP.
“O efeito dissuasor do crime acaba quando os criminosos percebem que não há mais detenções por causa das câmaras de videovigilância”, esclarece a responsável. Tudo isto porque os estudos feitos em Londres concluíram que o sistema tinha várias debilidades, designadamente “a captação de imagens para identificar os suspeitos não ser clara”.
Outro dirigente da Associação de Comerciantes da Baixa Pombalina diz, por seu turno, só ver vantagens na utilização de videovigilância para dissuadir o crime em Lisboa: “A polícia não tem meios para garantir a segurança e este sistema vai facilitar o seu trabalho, não só na prevenção de assaltos como de actos vandalismo no mobiliário urbano e no património arquitectónico da cidade” 3.
Porém, teme-se também que uma medida deste tipo conduza a breve trecho à redução do número de efectivos policiais com tarefas de segurança de proximidade.
 
1. Ver http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/20071220+Videovigilancia+na+baixa+de+Lisboa.htm
2. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=270605&idCanal=10
3. Ver http://dn.sapo.pt/2007/12/21/cidades/moradores_contra_videovigilancia_rua.html
publicado por Sobreda às 00:10
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Carjacking em Telheiras

Um conhecido futebolista foi esta 4ª fª vítima de ‘carjaking’ (roubo de carro sob ameaça), em Telheiras.
O jogador foi interceptado num parque de estacionamento de um hipermercado em Telheiras por três homens encapuzados que se puseram em fuga depois de terem roubado a viatura em que se deslocava.
 
Ver http://jn.sapo.pt/2007/12/20/ultimas/Nuno_Assis_foi_v_tima_de_carja.html
publicado por Sobreda às 00:09
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Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

Barricado na Horta Nova

O desespero de ser encarcerado levou um jovem de 22 anos a procurar o derradeiro refúgio na casa de uma vizinha. O facto de estar armado e na companhia de um Pitbull está a atrasar uma detenção quase inevitável.  

O homem encontra-se há várias horas barricado numa habitação no Bairro da Horta Nova, entre Telheiras e Carnide, para tentar evitar a detenção policial em cumprimento de um mandado judicial de captura.

Segundo a subcomissária e relações públicas do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, o homem barricou-se na casa de uma vizinha no prédio onde habita, quando, cerca das 10h50, uma patrulha policial o avistou na rua e pretendeu detê-lo 1.

A operação de tentativa de detenção do suspeito originou altercações entre agentes policiais e conhecidos do barricado, tendo a PSP detido outras três pessoas, todas com cadastro, uma delas familiar do jovem alvo de mandado de captura.

No local, para além dos elementos da Polícia de Segurança Pública, estão várias ambulâncias. O jovem já terá ameaçado várias pessoas com a arma 2.

Actualização:
O jovem que estava barricado há várias horas num apartamento da rua Vítor Silva, no bairro da Horta Nova, e que era procurado por furto de automóveis, por fugir de bombas de gasolina sem pagar o combustível, bem como por roubos e agressões a polícias e civis, foi detido hoje a meio da tarde, cerca das 16h30, pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), informou a PSP.
A detenção ocorreu sem incidentes e o detido não ofereceu resistência, apesar de o suspeito se ter colocado “à janela com uma arma de fogo e um pit bull” ameaçando os agentes que o pretendiam deter. Na altura alguns agentes foram então abordados e agredidos por outros três jovens, um deles familiar do barricado, que também têm contra si mandados de captura, tendo dois agentes sofrido ferimentos ligeiros.
No local, muitos populares, que relatavam que o jovem era conhecido por efectuar disparos quando estava embriagado, começaram a juntar-se e a comentar o caso. Para outros jovens o suspeito era “um herói”, enquanto por sua vez um idoso confessava que estava “envergonhado” com o que estava a acontecer e que “qualquer dia quero chamar um táxi e nenhum entra cá no bairro”. Como ao longo do dia os moradores foram impedidos de entrar no prédio, tal facto provocou protestos, uma vez que várias crianças regressavam da escola e ficavam impedidas de entrar em casa e almoçar.

 

1. Ver http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/181320

2. Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1312385&idCanal=59

3. Ver www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=886837&div_id=291
publicado por Sobreda às 15:48
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

Insegurança nocturna em Lisboa

Lisboa nove horas da manhã. Primeiro dia da semana. Um pai na companhia de dois dos seus filhos sai de casa para os levar ao colégio e iniciar dentro da normalidade possível o seu dia de trabalho. Tudo aparentemente se passa como habitualmente todos os dias e todas as semanas com esta família.

O cenário é as traseiras da Avenida João XXI, mais concretamente no logradouro da Avenida de Paris em Lisboa. Pai e filhos chegam junto dos dois carros da família. O filho mais velho chama a atenção do pai para um dos carros ter as rodas diferentes. O pai diz-lhe que deve estar enganado. O menino insiste enquanto seu pai abre o carro e põe o irmão na cadeirinha de bebé.

Um papel no vidro da frente do carro chama a atenção. É lido com um misto de curiosidade e de revolta - é um papel escrito por um agente da PSP de Arroios a alertar para a tentativa de roubo do seu carro, concretamente das suas quatro rodas, sugerindo para levar a viatura a uma oficina porque foi a PSP que em flagrante teve de apertar sobretudo as rodas traseiras. Estupefacto o pai, olha em redor e vê vários carros sem rodas e sem jantes. (...)

Mais tarde telefona para a oficina, pedindo que lhe venham buscar o carro para verem se está ou não tudo bem. Assim acontece. Três horas depois é informado que os quatro pneus que o carro tem são pneus velhos, desconformes com a normalidade e sem segurança (...)

Conclusão: os larápios trocaram os pneus do carro por outros velhos! E a despesa são algumas boas dezenas de contos. Este exemplo que aqui relato por escrito é um exemplo claro da insegurança que perpassa neste momento pela cidade de Lisboa. Por razões mais do que óbvias.

Que causas estão na origem de tudo isto? Várias. De entre as quais a falta de motivação dos agentes da autoridade devido a má orientação aliado à crise económica que se faz sentir em vários dos sectores da sociedade portuguesa. Ao Governo e à CML exige-se que as coisas mudem neste capítulo porque, goste-se ou não, a insegurança em Lisboa é cada vez maior. (...) Mais palavras para quê?

 

Ler artigo de F. B. Duarte na íntegra IN http://jn.sapo.pt/2007/10/29/pais/inseguranca_lisboa.html

publicado por Sobreda às 01:33
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Periferias periféricas

Apresentando-se como um homem que ninguém controla, o Procurador-geral da República diz que a impunidade nas escolas tem de acabar, que a violência sobre os idosos é a que mais o preocupa, que é preciso agir nos bairros periféricos para não acontecer o mesmo que em Paris.

Qual é a criminalidade que mais o preocupa hoje?

O mais preocupante nas grandes cidades vai ser a criminalidade violenta e grupal e a delinquência juvenil. Tenho muito receio dos bairros periféricos de Lisboa. Ou se começa já a tomar medidas ou ainda acontece o que aconteceu em Paris.

Vou fazer uma directiva aos magistrados para darem prioridade aos inquéritos relativos a agressões a médicos e pessoal hospitalar, por um lado, e, por outro, a professores e demais funcionários das escolas. A sensação de impunidade nestas situações tem de acabar. Um miúdo de 15 ou 16 anos que exerce violência sobre o colega ou o professor, e que a directora, porque tem medo, não participa às autoridades, é uma situação tremenda.

Cria-se um sentimento de impunidade e o miúdo pensa que é ‘o maior’. Depois contagia outro colega, que também quer ser ‘chefe’ e faz igual. Finalmente, gera-se uma desconfiança no Estado, pois os pais interrogam-se: ‘Então, até na escola?’ Isto parece uma coisa pequenina, mas é muito importante (…) 1

Contudo, nesta perspectiva de carácter social, talvez não fosse nada despiciente começar por se determinar porque cada vez mais as ‘periferias’ se tornam - também economicamente - periféricas, e como inverter esta progressiva tendência. Classificar freguesias de padecerem da ‘doença do periferismo’ serve normalmente de desculpa para se imobilizar na expectativa de intervenções alheias, abstraindo-se de acudir com soluções inadiáveis 2.

 

1. Ler entrevista a Pinto Monteiro IN http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=61970

2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/129290.html

publicado por Sobreda às 01:12
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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2007

Experiência amarela

O encerramento do troço Cidade Universitária-Rato, da Linha Amarela do Metro de Lisboa, devido a obras - entre as 22h50 e a 1 hora da madrugada - que começou a vigorar há uma semana e que se deve prolongar por um período de seis meses não deverá afectar, para já, os estudantes das Faculdades ali localizadas. Os problemas começarão em Setembro, com o (re)início das aulas, lembrou um membro da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências.

“Há muitas pessoas que utilizam a Linha Amarela, mas agora não deverá haver muitos problemas. Quando o ano lectivo recomeçar as aulas terminam às 20 horas, e há muitos alunos que ficam a trabalhar nos laboratórios e que utilizam a Linha Amarela, que serão afectados”, sublinhou.

Esta semana, o PCP tem realizado jornadas de contactos com os utentes do Metro da Cidade Universitária, para alertar para a falta de alternativas 1.

Por seu turno, o Metro garante que o Verão será um período de experiência para eventuais acertos nos alternativos. Para minimizar o encerramento, será disponibilizada uma carreira especial, ML 01, que fará o percurso Campo Grande/Rato/Campo Grande. Nos percursos e horários desta carreira serão aceites todos os títulos válidos para o Metropolitano de Lisboa.

Refere ainda que a zona é servida por autocarros da Carris e que os alternativos fornecidos pelo Metro passam no final da Alameda da Universidade, na zona do Jardim do Campo Grande 2. O problema surgirá com o reinício dos exames e das aulas os jovens estudantes terem de fazer todo o percurso, com muito pouca segurança em horário já nocturno, pelos acessos semi-abandonados da Cidade Universitária.

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/87276.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/77911.html

2. Ver http://jn.sapo.pt/2007/07/31/pais/fecho_linha_amarela_preocupa_estudan.html

publicado por Sobreda às 01:39
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