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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Novo ‘parque de estacionamento’ gratuito em Telheiras

Se existem bairros onde os pilaretes constituem uma inútil protecção dos cidadãos e um mero empecilho para os invasores do espaço público, Telheiras consegue, lamentavelmente, apresentar uma elevada taxa com inúmeros exemplos destes despropositados abusos 1.

Desta vez a ‘novidade’ situa-se junto aos recém-inaugurados (há exactamente dois meses) jardins Caldeira Cabral e Sousa Franco 2, no meio dos quais se situa uma nova unidade de restauração, rodeada pelas duas entradas do Metro de Telheiras.

Aquando as referidas inaugurações, foi colocada sinalização vertical de ‘trânsito proibido’, de ambos os lados da Estrada de Telheiras e da Rua prof. Francisco Gentil, negando o acesso a veículos nos acessos aqueles espaços ajardinados.

 

 

 

Considerando a ‘inoportunidade’ dessa sinalização, para um fácil acesso motorizado de proximidade à área de café e restaurante, alguém (utentes, clientes, funcionários do espaço comercial?!) não foi de meias-medidas: ‘se está a mais, bota-a-baixo’. E, num par de meses, logo se encontrou a solução ‘zero’: zero sinais de trânsito, zero pilaretes, zero segurança, mas…, muita acessibilidade automóvel.
Antevendo a habitual impunidade - leia-se ‘zero’ de fiscalização camarária ou de policiamento -, 'alguém' partiu os pilaretes suficientes para uma viatura ali passar a ter acesso e, não contentes com isso, rasgaram pela base e derrubaram o sinal de ‘trânsito proibido’.
Sendo, precisamente, um local de confluência das saídas pedonais do Metro, tal façanha aumentou a insegurança na circulação dos peões no passeio de ligação entre a paragem da Carris e a entrada do Metropolitano.

 

 

 

Na antevéspera do Ano Novo, esse ‘alguém’ começou por procurar disfarçar o derrubado sinal entre a vegetação. Mas, este fim-de-semana, o sinal havia já recuado uma vintena de metros, para cima de um coto de árvore, do outro lado da paragem de autocarros da Carris.

O resultado é óbvio: estacionamento grátis!
Aliás, à noite, horário de maior afluência do bar-snack-restaurante, contam-se, no mínimo, 10 carros ali estacionados. Para os moradores do local, é incompreensível que quem vai ali pagar uns ‘copos’ não tenha uns trocos para parquear no estacionamento subterrâneo da Praça Central de Telheiras.
Imagine-se, a partir de agora, o quanto não deverá crescer o trânsito nesse local quando, em dias de futebol, novos condutores descobrirem esse 'parque' gratuito. Ou quem for tomar o Metro e quiser levar o seu ‘carrinho’ para bem perto das escadas do Metropolitano.
Saberão a CML e a Junta de Freguesia agir, com urgência, em conformidade, repondo a legalidade?
 
1. Ver diversos exemplos em http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/177934.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/131230.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/113565.html ou http://carmoeatrindade.blogspot.com/2007/12/pilaretes.html
2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/330071.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/351252.html
publicado por Sobreda às 00:50
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

O caso das passadeiras desaparecidas

Ainda a propósito do caso “Inquérito aponta para descoordenação na CML no caso de atropelamento mortal” junto à Escola D. José I, no Lumiar, transcrito na comunicação social 1 e recentemente analisado neste blogue 2, cabe aqui produzir uma observação retrospectiva (com um agradecimento prévio aos seus autores), recuperando uma dúvida omissa no inquérito.

Em Janeiro de 2006, a Associação de Moradores do Alto do Lumiar escrevia o seguinte:
Como alguns moradores tem vido alertar, as passadeiras na Alta de Lisboa/Alto do Lumiar desapareceram em alguns locais. Este alerta não seria necessário se as entidades competentes procedessem a verificação periódica dos (sic) estado das passadeiras. Na realidade em alguns pontos encontramos sinalização vertical indicando a existência de passadeira mas infelizmente as mesmas já desapareceram.
O excesso de velocidade de alguns condutores, e a sua falta de civismo, coloca em perigo a vida de todos os residentes mas em especial dos idosos e das crianças e jovens que todos os dias têm necessidade de utilizar as passadeiras, em especial nas suas deslocações para as escolas locais.
(…) aqui fica o apelo para que as entidades competentes procedam à pintura das passadeiras3.
Dois meses e uma semana depois a Associação rejubilava ao fazer o ponto da situação:
Por vezes existe o péssimo hábito de mencionar só o que está mal, no entanto penso que se deve igualmente mencionar o que foi resolvido ou corrigido, por isso aqui fica uma nota positiva: a passadeira junto à Escola Secundária D. José I foi novamente pintada4.

 

 

É caso para perguntar: então se há dois anos havia (pelo menos) uma passadeira assinalada (e entretanto esbatida) em frente à Escola D. José I, e, em alguns locais, sinalização vertical, quem é responsável pela sua remoção após a conclusão das obras e reabertura da via (Av. Carlos Paredes) onde sucedeu o acidente mortal? Quem é (ou são) a(s) entidade(s) responsável(is) pelo empreendimento e infra-estruturas daquela zona da capital?
Quem afirmou, no dia 21 de Maio deste ano, escassos 15 dias antes do acidente, que “teve lugar a abertura ao trânsito da Avenida Carlos Paredes, passando a circulação a efectuar-se pelas faixas respectivas o que contribui para uma maior fluidez de trânsito e melhor ordenamento. Até ao final do mês estão previstas um conjunto de acções de dinamização do espaço público que incluem a pavimentação e sinalização horizontal e vertical, a pintura de passadeiras e a replantação dos separadores de Avenidas”? 5
E o instrutor do processo só conclui que houve “faltas de coordenação e de comunicação entre os serviços municipais e entre os serviços e a SGAL”? 1 Pois essas ‘faltas’ custaram a vida da jovem Joana.
 
1. Ver Público do dia 2008-08-24, p. 16
2. Reler http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/311915.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/263845.html
3. Ver http://associacao-moradores-alto-lumiar.blogspot.com/2006/01/passadeiras-urgente-resolver.html
4. Ler José Rodrigues e Carla IN http://associacao-moradores-alto-lumiar.blogspot.com/2006/03/passadeira-escola-d-jos-i.html
5. Ver www.altadelisboa.com/noticia/melhor-espaco-publico?from=noticias
publicado por Sobreda às 01:27
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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Descoordenação entre a CML e a SGAL foi causa de atropelamento mortal

 

Na sequência de um acidente no passado dia 4 de Junho em frente à Escola EB 2-3 D. José I, no Alto do Lumiar, a CML decidiu investigar o atropelamento da malograda jovem Joana Santos, de 12 anos 1.

 

 

A principal conclusão do inquérito interno da CML, que foi aberto para apurar eventuais falhas do município no acidente junto à escola, não poupa críticas ao desempenho dos serviços municipais e da Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL): houve falta de coordenação e de comunicação entre serviços da CML e a sociedade privada gestora da Alta de Lisboa na intervenção ao nível da segurança rodoviária junto à escola onde se verificou o atropelamento mortal de uma aluna.
Num extenso dossier de mais de 100 páginas, o instrutor conclui que houve “faltas de coordenação e de comunicação entre os serviços municipais e entre os serviços e a SGAL”, concluindo que “não existem indícios de infracção disciplinar na actuação dos serviços e funcionários”. Porém, o relatório não poupa críticas ao desempenho dos serviços da CML e da SGAL, promotora imobiliária privada que é a entidade responsável pelo empreendimento e infra-estruturas daquela zona da capital, à luz de um contrato celebrado com a autarquia.
Segundo o mesmo relatório, os departamentos em causa funcionaram como se fossem ilhas: “Cada serviço agia, apenas, de acordo com a sua óptica do problema, considerando que os aspectos que diziam respeito ao serviço do lado lhes era alheio”, lê-se no documento que indica também algum desconhecimento da realidade.
O Departamento de Segurança Rodoviária e Tráfego da CML, por exemplo, “não conhecia o projecto pormenorizado das vias para a área envolvente da Escola D. José I”. E a Unidade de Projecto do Alto do Lumiar (UPAL) - serviço da CML que tem por objectivo de assegurar a gestão e a reconversão urbanística da zona - “não conhecia a calendarização da abertura do lado sul da Avenida” onde se situa a escola (troço em obras antes do acidente) e que alterou as condições de circulação no local.
Foi também apurado que “a generalidade das infra-estruturas do Alto do Lumiar não estão a ser recebidas pela CML, apesar de estarem em funcionamento”, o que leva a uma “indefinição jurídica” sobre quem é responsável pela sua actual manutenção.
Os resultados do inquérito denotam também “falta de funcionários em quantidade ou qualificação suficientes para assegurarem algumas funções importantes”. No Departamento de Segurança Rodoviária e Tráfego, por exemplo, o técnico responsável pelo Lumiar e outras zonas próximas declarou ser um aprendiz e “nunca ter exercido” as funções !! [Este só pode ser o resultado das contratações na autarquia seguirem o critério da cor do cartão partidário].
A comunicação por parte dos serviços também é criticada: “Na generalidade, é pouco clara e, frequentemente, não indicativa do que se pretende”. Por último, o relatório conclui que a intervenção da UPAL é “essencialmente gestionária”, visto o director desta unidade reconhecer durante o inquérito que o acompanhamento à urbanização do Alto do Lumiar é feito numa “perspectiva de gestão e não de fiscalização, que seria impossível”.
Perante este relatório, o presidente da CML vem agora determinar que sejam executadas as obras propostas pelo autor do inquérito para melhorar a segurança rodoviária na zona envolvente da escola. Em despacho, de 22 de Julho, Costa determina que as intervenções devem estar concluídas até ao início deste ano lectivo, e avisa que “não devem ser adiadas por dúvidas quanto ao âmbito da responsabilidade entre município, SGAL e Estado” 2.
A SGAL ainda não se quis pronunciar sobre o relatório, embora, segundo a assessoria de imprensa da CML, as obras recomendadas estejam em andamento. E a culpa? Vai mais uma vez morrer solteira ou dará origem à inevitável substituição das chefias? 3 Afinal, quem ameaçou que “alguém vai pagar por não ter pintado as passadeiras”? 4
Os lisboetas é que não esquecem quem, entre as suas “dez medidas prioritárias do mandato”, lançou, há exactamente um ano, a promessa eleitoral de pintura das passadeiras em Lisboa 5. Os resultados têm, infelizmente, estado bem à vista 6.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/263845.html
2. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20080824%26page%3D16%26c%3DA
3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/270661.html
4. Ver http://diario.iol.pt/esta-e-boca/lisboa-passadeira-antonio-costa/963485-4087.html
5. Ver www.cm-lisboa.pt/?id_item=14581&id_categoria=11
6. Ver http://diario.iol.pt/sociedade/atropelamento-passadeira-peoes-transito-ultima-hora-portugal-diario/952877-4071.html
publicado por Sobreda às 00:15
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Vida roubada, pintura na estrada

A ACA-M tem, meritoriamente, promovido parcerias com escolas do ensino básico e secundário da região de Lisboa para lançar um programa de estudo multidisciplinar das envolventes rodoviárias dos estabelecimentos de ensino, com o objectivo de promover entre os jovens um melhor conhecimento do meio rodoviário e dos seus perigos, instrumentos de análise de infra-estruturas, sinalização e comportamento dos diferentes utentes, das vias e do espaço público em que as escolas se inserem 1.

A título de exemplo, em meados de Abril, e cerca de dois meses antes do acidente mortal de uma das suas alunas, o director da escola EB 2-3 D. José I enviou uma carta aos serviços da CML a “pedir encarecidamente” a colocação de uma passadeira em frente ao estabelecimento.
O alerta consta do relatório do inquérito interno da CML que apurou ter havido outras chamadas de atenção para os riscos que os peões corriam no troço junto à escola, nos seis meses que antecederam o atropelamento. Aliás, segundo o relatório, o troço da avenida Carlos Paredes, onde se situa a escola, “é perigosíssimo”.

 

 

Na carta dirigida ao director municipal de Segurança Rodoviária e Tráfego, o responsável da escola indignava-se com a falta de acessos para os alunos, queixando-se do problema se arrastar “há quatro anos sem resolução”.
Após a troca de dezenas de ofícios entre os vários serviços da CML, sobre a melhoria da sinalização e das condições de acesso dos alunos à escola, nenhuma das diligências resultou em acções concretas no terreno. Até chegou a ser marcada uma reunião entre a UPAL e o Departamento de Segurança Rodoviária da CML para tentar resolver este problema, mas o encontro viria apenas a realizar-se já na sequência do acidente.
Existe uma passadeira a 25-30 metros da escola, mas é pouco utilizada pelos alunos, que preferem atravessar em linha recta. Uma das hipóteses mais discutidas entre os serviços foi a colocação de outra passadeira mesmo em frente à escola, mas argumentou-se que era inviável, por ser impossível instalar um gradeamento, já que o portão do estabelecimento de ensino é utilizado por peões e por automóveis.
Agora, é parte dessa solução que vai ser adoptada por ordem do presidente da CML, o qual determinou ainda que seja estudada a colocação de uma passadeira onde haja melhor visibilidade e protegida por semáforos, tal como afinal já recomendava o relatório 2.
Por seu lado, os pais insistem numa maior protecção dos seus filhos: “Queremos uma vedação à frente da escola de forma a obrigar os miúdos a ir à passadeira” 3. E agora, em quantas mais escolas de Lisboa poderão repetir-se estas dramáticas situações? 4 Que manutenção têm e durante quanto tempo dura a tinta das passadeiras na capital? 5
 
1. Ver www.aca-m.org/ruasseguras/index.php5?title=Proposta_de_Programa
2. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20080824%26page%3D16%26c%3DA
3. Ver http://dn.sapo.pt/2008/06/06/cidades/colegas_joana_exigem_passadeira_junt.html
4. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/search?q=passadeiras
5. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2008/08/trgica-despintura-das-passadeiras.html
publicado por Sobreda às 00:08
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Acessos cortados ao Eixo Norte/Sul

Na sequência do Projecto de Beneficiação do IP17-Eixo Viário Norte/Sul e para além dos condicionamentos já a decorrer ao longo da via, vão ser efectuados cortes de trânsito nos ramos de entrada e saída no Eixo Viário Norte/Sul.

Os trabalhos irão desenvolver-se por fases no troço entre a Av. Padre Cruz e a A5, em período nocturno das 21h às 6h, sendo os cortes de trânsito, bem como os respectivos desvios, acompanhados por elementos policiais devidamente sinalizados 1.

 

Porém, para as obras, que têm uma duração prevista de cerca de dois meses, não é fornecida qualquer indicação das datas precisas para o início e conclusão dos trabalhos.
Mais grave é o facto de a sinalética rodoviária não apontar quais as alternativas viárias ao corte nocturno de trânsito (como se pode constatar na foto), por exemplo, em caso de trânsito de urgência em direcção ao Hospital de Santa Maria. Preocupante é ainda a obstrução que a placa produz sobre a movimentação em segurança dos peões e pessoas com mobilidade reduzida, que são obrigados a circular no asfalto.
 
1. Ver www.cm-lisboa.pt/?id_item=17166&id_categoria=11
publicado por Sobreda às 22:28
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Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Um ano de mandato adiado

Das principais promessas eleitorais do actual presidente da CML anunciadas como prioritárias, nem todas as medidas que o candidato socialista anunciou foram concretizadas 1:
- Acção de limpeza de emergência geral da cidade, centrada na recolha de detritos, lavagem de passeios e remoção de cartazes ilegalmente afixados. (Há uma opinião quase generalizada de que a cidade continua suja 2).
- Recuperação das passadeiras de peões, dando prioridade às situadas junto de estabelecimentos de ensino (Uma aluna do Lumiar morreu atropelada no mês passado. O presidente da CML mandou apurar responsabilidades por os serviços camarários não terem pintado a passadeira em causa. Até hoje, nada mais se soube).
- ‘Tolerância zero’ para o estacionamento em segunda fila ou em cima do passeio (Continuam a existir infracções deste tipo por toda a cidade).
- Assinatura de um contrato de saneamento financeiro com o Governo (O Tribunal de Contas considerou o plano de recuperação da autarquia pouco credível e pediu a sua reformulação).
- Iniciar o desvio do tráfego do Terreiro do Paço, começando por encerrar aos domingos as vias laterais do Terreiro do Paço e o troço da Ribeira das Naus entre o Largo do Corpo Santo e o Campo das Cebolas (A iniciativa tem-se revelado um fracasso, porque a população não tem acorrido aos eventos ali promovidos pela autarquia).
- Retomar obras paradas por falta de pagamento aos empreiteiros (Empreiteiros e outros credores da CML têm vindo a ser pagos pelo município).
- Reforço da Polícia Municipal em 150 efectivos (efectuado).
 
1. Ler artigo de Ana Henriques IN Público 2008-07-21
2. “As ruas de Lisboa estão cheias de cocó”. A crítica não partiu do vulgar cidadão, mas da mandatária para a juventude na campanha do presidente da CML, a actriz Margarida Vila-Nova.
Também o ex-vereador da CML Rui Godinho teceu também reparos ao actual sistema de recolha do lixo. As promessas do presidente da câmara de limpeza geral da cidade ficaram no tinteiro, e a sujidade das ruas tem sido tema recorrente de conversa nos últimos meses, quer entre as diferentes forças políticas representadas na autarquia, quer entre habitantes e turistas.
“Não notei muita diferença em relação ao Brasil”, observava um médico acabado de chegar de Mato Grosso, a quem a falta de limpeza dos espaços públicos saltou à vista logo que aterrou. No Largo do Camões, onde tinha ido às compras, o postal turístico dificilmente podia ser pior, com os degraus que servem de base ao monumento cobertos de escorrências já secas de bebidas de várias proveniências e a calçada portuguesa ali mostra um canto tão encardido que mal se notavam os desenhos. Quando o turista por ali passou, já a imundície se acumulava há muitos dias.
“A cidade continua suja e pouco amigável”, escreveu a presidente da AML, num artigo publicado num semanário deste fim-de-semana.
Já o arquitecto Manuel Graça Dias desvaloriza o problema. “Podemos ter uma cidade com imensa qualidade, apesar de as ruas estarem um pouco sujas e sarapintadas com graffiti”, contrapõe. “O que aqui vemos é uma cidade moderadamente suja. E é mais importante que não chova nas casas e que estas tenham casas de banho do que estar tudo muito asseado por fora, como no Portugal salazarista, e numa miséria por dentro”.
Ler entrevista ao arquitecto IN “Câmara parece estar no bom caminho, mas já podia ter feito algo pelos transportes”, Público 2008-07-21.
publicado por Sobreda às 01:30
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Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Alguém vai sair responsabilizado

O actual executivo camarário tinha feito, durante a campanha eleitoral, a promessa de pintar as passadeiras junto aos estabelecimentos de ensino da capital, que se traduziria na ‘Acção para as Escolas em Segurança 2007/2008’, cuja 2ª fase deveria ter ficado completa até 12 de Setembro do não passado 1.
Segundo esse programa de acção e declarações do próprio presidente da CML, a melhoria da sinalização e pintura de passadeiras, teria incluído, na 1ª fase, a escola 2+3 D. José I, na Azinhaga da Musgueira.
Interpolado por vários agrupamentos municipais, durante a reunião de ontem da Assembleia Municipal de Lisboa, o presidente da CML garantiu que “alguém vai pagar” a falta de cumprimento da instrução dada aos serviços camarários para a pintura de passadeiras junto às escolas, depois de uma criança ter morrido atropelada no Lumiar.
“Considero absolutamente intolerável que esta instrução do executivo não tenha sido cumprida. Alguém não cumpriu esta ordem [pintura da passadeira junto à escola] e alguém vai pagar por não a ter cumprido”. Por isso, agora, autarquia mandou abrir um inquérito urgente, que ainda não produziu conclusões 2.
Recorde-se que uma aluna de 12 anos daquela escola da Freguesia do Lumiar foi mortalmente atropela a 4 de Junho, por um autocarro da Carris, quando atravessava a Avenida Carlos Paredes, que liga o extremo do Bairro da Cruz Vermelha à Alta de Lisboa 3.
Estranha-se que só agora, nove meses depois dos prazos dados pelo município, os ‘serviços’ tenham dada conta que se terão (lamentavelmente) ‘esquecido’ desta passadeira em particular. Houve, de facto, uma passadeira (re)pintada naquela zona, mas cerca de 50 metros distante da saída da escola.
E quantas mais não faltam ainda pintar por toda a cidade? E quem sairá responsabilizada por essa incúria camarária?
 
1. Ver www.cm-lisboa.pt/index.php?id_item=14581&id_categoria=11
2. Ver http://diario.iol.pt/esta-e-boca/lisboa-passadeira-antonio-costa/963485-4087.html
3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/263845.html
publicado por Sobreda às 01:50
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

A ausência de passadeiras foi mortal

Joana Santos tinha 12 anos. Na 4ª fª, depois das aulas da manhã, almoçou na escola EB 2+3 D. José I e saiu a correr, ainda com comida na mão, para ir participar numa briga a decorrer entre colegas, do outro lado da estrada. Alguns amigos ainda lhe gritaram para a alertar para a aproximação do autocarro da carreira 108 da Carris que subia a rua, mas Joana foi apanhada a meio da via.
O embate custou-lhe a vida às 13h42, na Avenida Carlos Paredes, situada numa zona conhecida como a Azinhaga da Musgeira, tendo sido atropelada mortalmente por um autocarro, quase junto à casa onde morava com os pais e um irmão, no Bairro da Cruz Vermelha. A Secção de Investigação de Acidentes da PSP esteve no local e comunicou o caso ao Ministério Público. A Carris abriu um processo de averiguação. Para a vida da Joana estes actos administrativos à posteriori são já irrelevantes.
Os professores dizem que era uma morte anunciada, pois ali não há passadeiras nem sinalização de precaução para a saída de alunos. Os primeiros culpados pela insegurança pedonal que se repete na cidade? A vereação municipal, que se exime a agir com previdência.
Professores, alunos e pais vão reuniram-se ontem, pelas 10h, em frente aos portões da escola, que permaneceram fechados, para manifestarem a sua indignação. Uns e outros não querem que “esta tragédia caia em saco roto. Alguém vai ter que fazer alguma coisa”, já que a morte de Joana há muito parecia estar anunciada. “Se não fosse ela, seria um de nós ou qualquer outro aluno”, sublinhou uma professora. Tantas eram as situações de perigo vividas diariamente na via que passa em frente à D. José I, de quatro faixas, e que liga o centro do Lumiar à Alta de Lisboa. Isto porque, “não há passadeiras junto à área de saída dos alunos, nem tão pouco sinalização de precaução para a existência da escola”.
O Conselho Executivo já solicitou várias vezes à autarquia que a situação fosse resolvida, mas a última resposta que chegou, no dia 1 de Abril, referia que “tínhamos que aguardar até que as obras na zona terminassem”. A agravar a situação, da falta de passadeiras e de sinalização, que permite que a circulação se faça, por vezes, “com muita velocidade”, há a registar uma mudança de sentido na faixa em que Joana foi atropelada. “Até há uma semana, as quatro faixas tinham sentido descendente, agora a via da esquerda passou a ter sentido ascendente. Até nós, adultos, nos esquecemos que tudo mudou e continuamos a olhar para o sentido contrário, quanto mais uma criança”, argumentou outro professor.
Quem presenciou ficou em estado de choque. “A Joana vinha a correr. Estava acompanhada de duas colegas que lhe gritaram para não atravessar e que ficaram no separador central. Ela olhou, viu o autocarro, o condutor também a viu e tive a sensação de que um e outro pensaram que um e outro ia parar. Mas não. Ela foi apanhada, caiu com o embate e a segunda roda do veículo passou-lhe por cima”, contou uma das professoras que na altura aguardava também para atravessar a estrada.
O autocarro parou uns metros à frente com o jovem condutor em estado de choque e teve que lidar com a fúria dos populares, mas a situação acabaria por ser controlada.
Um ramo de flores no local assinala agora a tragédia. À porta da escola, professores, alunos e moradores não falavam de outra coisa. Os pais da aluna foram informados pela escola. A mãe, que costumava ir levá-la e buscá-la, chegou a correr, pois “não queria acreditar” na tragédia. Transportado para o Instituto de Medicina Legal, o corpo será agora autopsiado. Ao condutor foram feitos testes de álcool e de substâncias psicotrópicas, como manda a lei 1.
Em Lisboa os acidentes mortais em passagens de peões sucedem-se, sem fim. Neste caso, a investigação prosseguirá. Antevê-se que o município, mais uma vez, ficará incólume.
 
1. Ver http://dn.sapo.pt/2008/06/05/cidades/aluna_12_anos_morre_atropelada_autoc.html
publicado por Sobreda às 01:10
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

Os inadmissíveis estacionamentos abusivos em dias de futebol

Aqui se transcreve na íntegra uma desesperada carta de um morador de Telheiras. As suas queixas reproduzem na primeira pessoa outras denúncias já aqui publicadas neste blogue 1.
Na qualidade de residente de Telheiras, venho por este meio, manifestar a minha indignação pelo que se passa neste bairro sempre que se realiza um jogo de futebol no estádio de Alvalade.
É inadmissível que os moradores da Rua Prof. Manuel Cavaleiro de Ferreira tenham de passar por cima do passeio para conseguirem estacionar os seus veículos nas respectivas garagens.
É inadmissível que haja carros estacionados em cima de quase todos os passeios, danificando-os, e passadeiras, não permitindo a sua utilização pela parte dos peões, gerando-se situações de extrema insegurança.
É inadmissível que haja carros estacionados em cima de grande parte da ciclovia, nalguns casos cortando o acesso à mesma e não permitindo a sua utilização.
É inadmissível que haja carros estacionados em quase todos os espaços verdes desta zona, em cima de zonas de prado, que ficam obviamente danificadas.
É inadmissível que, apesar de tudo o já descrevi, haja parques, como o parque subterrâneo da Praça Central e o enorme parque, entre o Eixo N/S e a Rua Prof. Mark Athias, estejam quase vazios na altura em que se realizam os jogos, já para não falar do parque do próprio Estádio de Alvalade.
É inadmissível que as ruas circundantes ao estádio fiquem (depois dos jogos) num estado deplorável, cheias de lixo.
É inadmissível que se gerem situações como a que passo a descrever: Há uns tempos a minha mulher sentiu-se mal, metemo-nos no carro na garagem, demorámos quase 5 minutos, entre variadíssimas manobras, para conseguir sair da garagem. Seguimos até à Rua Prof. Francisco Lucas Pires e eis que nos deparamos com duas filas de trânsito paralelas, ambas no mesmo sentido embora a dita Rua tenha dois. Éramos três carros a ‘remar’ contra a maré de viaturas que tentava sair desta zona para a Segunda Circular. Fui agredido verbalmente por outros condutores, chamaram-me ‘Palhaço’ entre outras coisas que prefiro não repetir, tudo porque eu não estava a facilitar a circulação dos carros cujos condutores vinham do estádio. Estivemos quase 30 minutos nesta situação absurda.
Em resumo, quem reside nesta zona de Telheiras não tem literalmente forma de sair de carro daqui sempre que há um jogo, e pior que isso há pelos visto que fugir a conjugar a busca de tratamento para um qualquer mal estar físico com os início e final dos jogos em Alvalade.
É absurdo. Ou seja, quem aqui viva e que queira fazê-lo em segurança, precise ou busque apoio médico, queira utilizar a ciclovia ou simplesmente queira estacionar na sua propriedade ou junto da mesma, tem necessariamente que conhecer o calendário de jogos do Sporting, independentemente de se gostar ou não de futebol, ou do mesmo ter um nível de importância significativo na sua vida... Isto parece, no mínimo, absurdo, quase anedótico.
Ora, quem se dirigir a um hospital e deixar a viatura mal estacionada é multado e eventualmente vê a viatura rebocada. No entanto, quem se dirigir a um qualquer estádio de futebol (pois o que se descreve não se passa apenas junto ao estádio do Sporting) já não é multado. Será que o futebol justifica a falta de civismo? É inadmissível. Não estaremos perante uma nova forma de tirania?
Durante o Euro2004 o processo de entradas e saídas dos estádios correu bem, as pessoas deslocavam-se de transportes públicos para o estádio, e esta e outras zonas não ficavam entupidas de carros, agora voltou-se atrás? Na altura era literalmente para Inglês ver? Que se passa Srs. autarcas? 2 [sem mais palavras!]
 
Nota:
Com base nesta e noutras inúmeras denúncias anteriormente inseridas neste blogue, o Grupo Municipal de “Os Verdes” apresentou, na sessão da Assembleia Municipal de 22 de Janeiro, uma Recomendação sobre “Estacionamento em dias de futebol”, a qual foi aprovada por Unanimidade.
O texto pode ser consulado no URL http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=153&Itemid=36
 
1. Ver, por exemplo, http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/131230.html e seguir os links em rodapé.
2. Ver http://menos1carro.blogs.sapo.pt/85575.html
publicado por Sobreda às 02:43
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Limites de velocidade em zonas urbanas

A Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária (ENSR) propôs a redução dos limites máximos de circulação para 30 km/hora em centros urbanos, zonas residenciais e espaços com “forte presença de tráfego pedonal”. A proposta deverá agora ser estudada por um grupo de trabalho em que participam estruturas como a Estradas de Portugal, Governos civis e Associação Nacional de Municípios Portugueses.

 

 

Prevê-se que o documento enquadrador da ENSR, que define 28 objectivos operacionais, seja ao longo deste ano aprofundado sectorialmente, com a constituição de grupos de trabalho diferenciados. O documento inclui o objectivo de introduzir a carta por pontos. Até 2015, define como objectivo global reduzir os mortos a 30 dias para 62 por milhão de habitantes (foi de 91 em 2006).
Entre os 28 objectivos há dois que visam especificamente a segurança de peões. Promete-se a definição de um programa de requalificação de percursos pedonais e a fiscalização do estacionamento e do comportamento dos peões.
Já para este ano, é anunciada a criação do primeiro Plano Nacional de Fiscalização - algo que a Comissão Europeia recomendou em 2004, mas Portugal nunca cumpriu. Ou seja, um programa que defina estradas, horários e dias da semana em que deve ser intensificada a fiscalização de velocidades, consumo de álcool e uso de cinto.
Porém, para o porta-voz da Brigada de Trânsito da GNR, actualmente não existe uma estratégia, mas antes uma definição a curto prazo, “ou quando muito a médio”, das acções prioritárias, adequadas regionalmente por cada comando. “Articular a actuação das forças de segurança e definir um plano nacional é importantíssimo, desde que este seja permanentemente actualizado”.
A recomendação 345/2004 da Comissão Europeia apontava um formulário normalizado a seguir pelos Estados-Membros na elaboração dos seus planos de fiscalização, incluindo inventários das estradas em que são mais frequentes as infracções em cada uma das três áreas apontadas.
Só que, além de nunca ter elaborado um plano, Portugal também nunca cumpriu um segundo ponto da recomendação: a elaboração de relatórios de fiscalização a cada dois anos. Nestes documentos deveria constar, além de estatísticas de fiscalização, o circuito de aplicação de sanções, pagamento efectivo e decisões judiciais 1.
É a ordem para, em defesa das nossas vidas, se carregar no travão dentro das localidades. Nada para que desde há muito vários grupos não tenham já apelado para iniciativas similares 2.
 
1. Ver http://jn.sapo.pt/2008/01/09/nacional/zonas_urbanas_limite_30_quilometros_.html
2. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2008/01/zonas-urbanas-com-limite-de-30-km-hora.html
publicado por Sobreda às 07:21
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Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Inutilidades verticais

Existe uma praga deles pela freguesia, de cores e formatos diferentes. Em boa parte são ineficazes. Alguns são amovíveis, como no caso dos que viabilizam a subida das roulottes para cima dos passeios, em dia de futebol 1. Os deficientes ‘adoram-nos’ para neles tropeçarem. O caso agora fotografado e publicado 2 é por demais conhecido pelos moradores da Rua João Barreira. E tanto atrapalha os peões como o trânsito e, em particular, o cruzamento de dois autocarros da carreira 47 da Carris.

Há alternativas aos pilaretes? Claro que sim. Em zonas residenciais, subam-se os lancis e elevem-se as zebras para peões, obrigando as viaturas a circularem a velocidades reduzidas. Quem ainda duvida que a prioridade deve ser dada aos peões? Avisado é o provérbio que proclama “devagar se vai longe”. Neste caso, na segurança dos transeuntes.

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/131230.html

2. Ver http://carmoeatrindade.blogspot.com/2007/12/pilaretes.html

publicado por Sobreda às 00:31
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Domingo, 11 de Novembro de 2007

O peão e a Avenida Padre Cruz

Reduzir as barreiras causadas pelas grandes vias rodoviárias e pelo mau aproveitamento do espaço público, devolvendo a cidade aos cidadãos, foi o tema da intervenção de Daniel Melo, morador no Alto da Faia 3, na audição preparatória do orçamento participativo da CML, realizado na 6ª fª passada, na BMOR 1.

Foi usado o exemplo concreto das dificuldades de mobilidade provocadas pelo isolamento do bairro de Telheiras face ao Lumiar, com o fosso originado pelo Eixo Norte-Sul e a Avenida Padre Cruz, e que aqui se transcreve:

 

 

“Parto do pressuposto da necessidade de melhorar a ligação e circulação entre as partes contíguas nesta zona da cidade (Telheiras e Lumiar novo e antigo), para facilitar o usufruto (via acesso por marcha pedonal) de vários equipamentos colectivos aí existentes: a escola secundária, o mercado, a junta de freguesia e as finanças do Lumiar; o Parque do Monteiro-Mor, o cemitério e os museus do Traje e Teatro no Lumiar antigo; e a zona residencial e campo de jogos em Telheiras.

Assim, na Av. Pe. Cruz (e no desvio para esta que sai do Eixo N-S) deviam-se fazer várias passadeiras para cortar o efeito de grande via rápida com que hoje é encarada a Av. Pe. Cruz. Também pensei em passagens subterrâneas, e falei em passagens aéreas, mas estas não são boa ideia, sobretudo para quem tem bicicletas, compras e carrinhos para transporte de crianças.

Além destas passadeiras, devia-se ajardinar os espaços que funcionaram como estaleiro de obras do viaduto recém-inaugurado (frente ao mercado e do outro lado da Pe. Cruz) e criar ligações entre o Alto da Faia e o Lumiar antigo, ou seja, um corredor que permita às pessoas irem directamente para o Parque do Monteiro-Mor e o cemitério pela parte baixa do Alto da Faia ou pela zona do Lumiar defronte ao mercado (passando por debaixo do viaduto do Eixo N-S desde o baixo do Alto da Faia e acompanhando o muro do cemitério até à entrada do Monteiro-Mor).

Depois, a própria Av. Pe. Cruz devia ser desnivelada, ou seja, passar em túnel até próximo do Estádio de Alvalade, pois o ruído do trânsito é muito elevado e é a melhor solução para acabar com aquele fosso na malha urbana. Existe esse projecto na CML, devia ser pensado para o futuro, não chega pôr barreiras anti-ruído no Eixo Norte-Sul” 2.

Uma intervenção pertinente. Recorda-se que o boletim ART informação nº 23 trazia já este alerta dos moradores do Alto da Faia III como tema de capa 3. Assim a CML tenha a vontade e os recursos para implementar as medidas sugeridas.

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/157297.html

2. Ver http://avezdopeao.blogspot.com/2007/11/palavra-aos-muncipes-lisboa-tambm-j-tem.html

3. Ver ART Informação nº 23 (Junho 2006), p. 1 e 11 IN www.artelheiras.pt/files/boletins/informacao_23.pdf

publicado por Sobreda às 02:29
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Zonas 30 (parte 2)

Quais são hoje os principais problemas da sinistralidade urbana?

- Em Lisboa, o problema maior é a sinistralidade pedonal e a seguir a dos veículos de duas rodas. Lisboa é uma cidade cosmopolita. Há uma grande circulação de peões e, aliada a isso, a indisciplina destes, que atravessam em qualquer lado, com o vermelho e fora dos locais apropriados. Por outro lado, temos também a velocidade dos veículos dentro das localidades. E há que actuar nestes dois níveis.

Como?

- Sou defensor do limite de 30 km/h dentro da cidade e em zonas residenciais, naquelas vias que não são de circulação de tráfego. Isso permitiria reduzir drasticamente o risco. Mas tem de haver mais fiscalização. Porque uma coisa é haver um limite outra é respeitá-lo. A solução tem que ir pelas vias da penalização e da educação. Só uma não chega.

 

Ler entrevista a João Dias IN http://dn.sapo.pt/2007/11/10/cidades/6_perguntas_a__joao_dias_professor_i.html

publicado por Sobreda às 02:24
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Sábado, 10 de Novembro de 2007

Zonas 30

Na reunião da CML da próxima 4ª fª, o movimento Cidadãos por Lisboa vai propor a criação de ‘zonas 30’, limitando a velocidade dos automóveis junto de zonas com muitos peões, como escolas, para se aumentar a segurança rodoviária na cidade.

Assinalando o “estado calamitoso dos espaços públicos rodoviários” em várias zonas da cidade de Lisboa, o movimento lembra as vítimas do triplo atropelamento ocorrido a semana passada numa passadeira na Avenida Infante D. Henrique. A proposta defende ainda que sejam criadas “medidas correctivas” nas passadeiras do Terreiro do Paço e a “concretização urgente” de um plano iniciado no mandato anterior que limita a velocidade máxima a 30 quilómetros por hora junto de escolas, bairros residenciais e zonas com “elevada frequência de peões”.

Para além de uma proposta de requalificação da Segunda Circular, é referido no Alto do Lumiar um “cruzamento perigoso” na junção da avenida Helena Vaz da Silva com a Rua Arnaldo Ferreira onde se cruzam “dezoito faixas” que obrigam a “atravessamentos muito longos” e mais sujeitos a acidentes.

Tratando-se de “um dos locais de maior risco de acidente rodoviário de toda a zona do Lumiar”, invocam um estudo que “propõe a construção de uma rotunda como forma de resolução deste problema”, ressalvando que devem ser preservados os terrenos do Parque das Conchas, um espaço verde junto ao nó rodoviário. O movimento defende ainda a colocação de lombas junto das passadeiras nas Avenidas Krus Abecassis e Helena Vaz da Silva, propensas a “situações recorrentes de corridas ilegais” nocturnas.

 

Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1310219

Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Basta de tanto acidente

O atropelamento de avó e netos ontem em Tires e o grave acidente entre um ligeiro e um pesado próximo de Vila Velha de Ródão justificam que se volte ao tema dos acidentes [a que se deve juntar o acidente mortal da semana passada na Av. Infante D. Henrique, entre a Estação Fluvial e o Ministério das Finanças].

E que se volte com um apelo ao Governo, aos deputados, aos autarcas, aos responsáveis pelas estradas nacionais, enfim, a quem manda; a quem pode alterar leis, a quem pode zelar pelo bom estado das estradas, a quem, por força da posição que ocupa, por já ter dedicado muitas horas a pensar nisto, pode ter algo a dizer que contribua para inverter uma situação que parece indomável e que se traduz em números estupidamente elevados de mortos e feridos. Reforço estupidamente elevados.

É preciso inverter a situação!

Somos, seguramente, um país de maus condutores. Melhore-se o ensino da condução, exija-se mais às escolas. Somos de cometer excessos, desde logo de velocidade. Vigie-se a sério. Em vez da caça à multa fácil na auto-estrada, onde o limite até é capaz de ser baixo, vigie-se pedagogicamente. E puna-se com mais severidade as manobras perigosas. Nas povoações, como no interior das cidades, introduza-se semáforos dissuasores da velocidade. Arranje-se as estradas e as ruas das cidades bermas altas e buracos são ratoeiras perigosas. Vigie-se mais o parque automóvel e as empresas a quem compete certificar a segurança dos carros. E dos autocarros de passageiros. E dos carros das obras, uns e outros tantas vezes refugo de países mais desenvolvidos.

Como pode haver, por essas cidades, tanta passadeira por pintar? Como pode haver, por essas estradas, tanto risco contínuo por pintar e tantos que já foram nítidos e agora estão apagados apesar da sua importância? Quem assume tanta negligência? E os sinais de trânsito que faltam, os que estão escondidos por um arbusto ou os que não correspondem à realidade: quem se responsabiliza? E as obras mal planeadas, extensas e deficientemente sinalizadas: quem responde? E muito, muito mais.

E, na base de tudo, não esquecer: civismo. Lições de civismo desde cedo. Para que ninguém se sinta um herói superior ao volante, capaz de tudo levar à sua frente. Civismo. Para respeitarmos o outro e lhe darmos prioridade. Civismo. Para não apitarmos quando vemos alguém em dificuldade. Civismo. Para deixarmos de ser estúpidos e baixarmos o número de mortes e feridos na estrada 1.

Tudo o que se diz no artigo é verdade, mas ainda insuficiente. Pergunta-se: aqueles atropelamentos (em Lisboa e em Tires) não se deram exactamente em cima de passadeiras para peões? Então, não basta corrigir o posicionamento da sinalética e semafórica do trânsito citadino. Há que dar uma clara prioridade à circulação pedonal e introduzir medidas efectivas de acalmia do trânsito 2.

1. Ler José Leite Pereira IN http://jn.sapo.pt/2007/11/06/preto_no_branco/basta_tanto_acidente.html

2. Ver também os links dos artigos http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/11/acalmia-de-trnsito.html e http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/10/passadeiras-de-pees.html

Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

O semáforo passou a intermitente

O Ministério da Administração Interna está a analisar as medidas contidas no Programa Risco Zero, proposto por uma empresa privada de marketing e de inovação, o qual pretende assinalar os bons, médios e maus condutores com dísticos de cor verde, amarelo e vermelho.

Os primeiros têm direito a descontos, os últimos têm de fazer novo exame se querem voltar a usar o dístico verde. Os bons condutores teriam contrapartidas, nomeadamente, descontos na compra de automóveis, acessórios, combustível, etc., enquanto os perigosos, ou seja, os que provocaram mais de dois acidentes no último ano ou quatro nos últimos dez anos, terão de usar um dístico vermelho no canto inferior esquerdo do pára-brisas e de fazer um exame de condução se quiserem usar um verde. Aos que têm um dístico laranja - o que implica ser responsável por dois acidentes no último ano ou três nos últimos dez anos -, bastará, por exemplo, tirar algumas lições de condução.

A empresa diz que apresentaram o projecto ao Governo há um ano, para que indicassem peritos para trabalhar em equipa, sublinhando que não existe qualquer interesse comercial por detrás. O gabinete do secretário de Estado da Administração Interna, com a tutela da segurança rodoviária, refere que a empresa apresentou “várias propostas no âmbito da segurança rodoviária que tinham como objectivo a venda de serviços”, “uma das quais iria no sentido de classificarem os condutores de acordo com o seu comportamento”, e que seria avaliada aquando da revisão do Código da Estrada prevista para 2008. As ideias contidas no referido programa, teriam sempre de ser complementar ao sistema de Carta por Pontos.

Para o ACP, a identificação do condutor consoante a condução seria estigmatizante e não ajuda à prevenção dos acidentes. Um director de uma Escola de Condução entende que há inconvenientes e pergunta: “E se o carro tiver mais que um condutor, apenas o proprietário é obrigado a usar o dístico?” Por seu lado, o Governo reconhece que “todas as medidas penalizadoras não têm resolvido o problema (…) e o compromisso da UE é a redução dos acidentes em 50% até 2009”, argumenta 1.

Se assim é, porque não se aposta antes em medidas de acalmia de trânsito, como a correcção do “posicionamento da sinalética e semafórica do trânsito citadino, introdução de rotundas, lombas, passadeiras iluminadas, zebras elevadas, estreitamento de vias e alargamento dos passeios, tudo medidas simples que poderiam concorrer para a redução das velocidades excessivas, contribuindo para o atravessamento mais seguro de peões e, por consequência, para segurança rodoviária”? 2

Ou será que conceder a prioridade aos veículos tem em vista privilegiar a circulação automóvel e, por consequência, aumentar a cobrança de mais colectas redutoras do défice orçamental. É que, por enquanto, o peão não paga imposto. De que ninguém duvida é que, enquanto não se implementarem medidas que efectivamente devolvam a prioridade ao peão, qualquer outra solução mantém o semáforo da segurança intermitente.

 

1. Ver http://dn.sapo.pt/2007/11/03/sociedade/selo_vermelho_sai_aprovacao_novo_exa.html

2. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/11/acalmia-de-trnsito.html

publicado por Sobreda às 00:12
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Lisboa lidera atropelamentos

Lisboa é, de longe, o distrito onde os atropelamentos com vítimas são mais frequentes, com 1065 casos registados entre Janeiro e Agosto deste ano, bem à frente do Porto, onde aconteceram 681. Em terceiro lugar aparece o distrito de Setúbal, com 317 ocorrências de acidentes com vítimas. Entre 2005 e 2006, Lisboa foi, aliás, um dos cinco distritos do Continente em que os atropelamentos com vítimas aumentaram, passando de 1784 casos em 2005 para 1815 no ano seguinte 1.

O número de acidentes com vítimas não encontra correspondência directa com o número de mortes resultantes deste tipo de sinistros. Desde o início do ano até Agosto, o distrito do Porto estava à frente da pouco invejável lista das regiões com mais vítimas mortais resultantes de atropelamentos. Segundo os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), morreram 15 pessoas atropeladas nesse distrito, mais quatro do que em Lisboa e mais cinco do que em Aveiro, o terceiro distrito com pior registo deste tipo de mortalidade.

Lisboa é o distrito onde mais pessoas ficam feridas com gravidade na sequência de atropelamentos - 92 -, ao passo que o Porto regista 46 feridos graves e Setúbal 42. Analisando os totais nacionais, nota-se uma tendência de diminuição das vítimas de atropelamentos – em 2005 foram registadas 6675 vítimas, número que baixou para 6401 no ano passado.

Neste ano já foram contabilizadas 4003 vítimas deste tipo de acidentes até Agosto, menos 37 que em igual período do ano passado e menos 185 do que as que estavam contabilizadas em Agosto de 2005. Na última década tem-se registado uma descida constante do número de vítimas. Em 1998 havia registo de 6192 vítimas entre Janeiro e Agosto, um número que tem descido – sem excepções – de ano para ano. Os números da ANSR de 2007 mostram que a maioria dos acidentes – 3482 – acontece dentro das localidades, sendo os restantes 223 fora delas 2.

Em 2004, Portugal era o segundo da UE neste tipo de sinistralidade. O problema continua a ser grave e a marcar a vida nos centros urbanos. Especialistas defendem que faltam “mais campanhas de sensibilização” e mudanças na lei para reforçar as sanções para estes tipos de acidente 3.

Considerando que 1/4 das vítimas de acidentes de automóvel são peões, a ACA-M (Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados) tem mantido acções permanentes para a redução da sinistralidade. Ainda neste ano, numa acção conjunta com a CML, pintou, em quatro ruas de Lisboa, passadeiras de peões evocativas das vítimas de atropelamento. As passadeiras-memoriais estão instaladas na Praça dos Restauradores (frente ao Cinema Condes), Cais do Sodré (frente à estação), Avenida de Berna (frente à Universidade Nova) e Marquês de Pombal (frente à EDP) 4.

 

1. Ver dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária sobre sinistralidade em www.ansr.pt/Default.aspx?tabid=103

2. Ver www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=264282&idselect=9&idCanal=9&p=200

3. Ver http://dn.sapo.pt/2007/11/03/cidades/quatro_atropelados_dia.html

4. Ver imagens em www.aca-m.org/documentos/comunicados/campanha_passadeira_2007.html

publicado por Sobreda às 00:10
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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Street racing no Eixo Norte-Sul

Desde que, no dia 10 de Outubro, foi inaugurado o último troço do Eixo Norte-Sul, que liga o Lumiar à Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL), a via tem servido de pista para as corridas ilegais de automóveis ou ‘street racing’. Os moradores que vivem junto ao novo traçado queixam-se de que o barulho vai muito para além daquilo que as barreiras sonoras conseguem isolar.

“A Alta de Lisboa já é há muito tempo palco destas corridas, que acontecem principalmente na Rua Helena Vaz da Silva e na Avenida Krus Abecassis. Não é só no Eixo Norte-Sul”, como explica Tiago Figueiredo, professor e dinamizador do blogue “Viver na Alta de Lisboa”. “Estas ruas têm mais ou menos um quilómetro e chamam a atenção dos ‘street racers’, acrescentando que a situação “incomoda as pessoas e ninguém faz nada contra isso”.

Para o autor do blogue, “já foram enviados vários e-mails a pedir à CML que pressione a PSP”. Além disso este morador sugere que deve haver em toda aquela zona uma intervenção rodoviária “com pés e cabeça, para que ‘street racers’ e outros condutores não usem estas estradas como pistas de aceleração”.

Também segundo o presidente da ACA-M “houve inúmeras queixas dos moradores por causa do ruído no dia a seguir à inauguração do novo troço”. “Os moradores sentem-se lesados, não só pelo ruído provocado a horas tardias, mas também pela insegurança. Sentem-se ameaçados” 1.

Procurando soluções para o abrandamento do trânsito, o blogue propõe também um inquérito ‘em-linha’ aos moradores sobre a viabilidade da instalação de lombas 2.

Trata-se, aliás, de uma proposta há já algum apresentada por “Os Verdes” na Assembleia Municipal à então vereadora da mobilidade. O formato recomendado aponta para passadeiras elevadas para os peões, nas zonas de Lisboa com atravessamento pedonal mais complicado 3.

Daí que “Os Verdes” comentem a propósito da recente campanha da CML de rebaixamento dos lancis por ter apenas o objectivo de peões, deficientes, carrinhos, etc., descerem para a via rodoviária para procederem ao atravessamento para o outro lado da rua. Ou seja, é o peão que é convidado a ‘invadir’ o terreno (alcatroado) dos veículos automóveis. Caso as medidas da CML pretendessem salvaguardar a prioridade do peão, teria de ser sempre o carro a ‘pedir’ para atravessar o espaço urbano, que é por excelência dos cidadãos.

Donde, não deveria ser o passeio a ser rebaixado, mas sim a passadeira e a zebra a serem elevadas à altura do lancil e do passeio. Aqui sim, seria a viatura a ter de reduzir a velocidade para ultrapassar um obstáculo redutor dessa velocidade.

Só assim a circulação pedonal estaria mais protegida, cumprindo-se a promessa (afinal não cumprida) de presidente e vice-presidente da CML de “uma cidade mais amigável, onde o peão se sentisse mais seguro e onde se circulasse com melhores condições”.

Em resposta ao desafio de “Os Verdes” o presidente da ACA-M defende que “em ruas locais, pelo menos, faz todo o sentido, inclusive elevando todo o cruzamento” 4.

Também o blogue Menos1carro sugere lombas de forma sinusoidal 5.

 

1. Ver Metro 2007-10-31, p. 6

2. Ver http://viveraltadelisboa.blogspot.com

3. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/08/passadeiras-elevadas.html

4. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/09/o-passeio-do-equvoco.html

5. Ver http://menos1carro.blogs.sapo.pt/52911.html

publicado por Sobreda às 18:51
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Passagens superiores

... Sobre a existência de viadutos para acesso pedonal em vias rápidas a coisa fia mais fino.

A existência de passagens superiores deveria ser simplesmente combatida (pela inclusão de limites de velocidade mais reduzidos, de lombas, de semáforos, de rotundas...) e não ser utilizada como argumento para criar mais muros para os peões.

Quando uma passagem superior é pedonal, isso significa que, para atravessar uma estrada, o peão deverá percorrer uma distância quase sete vezes superior à da largura daquela.

A existência desse tipo de passagens significa que a Cidade entende que, entre um peão e um automóvel, o esforço de atravessamento deve ser maior do lado do peão. Para já não se argumentar com os óbvios obstáculos às acessibilidades dos deficientes.

Porque recai sobre o peão o ónus deste esforço suplementar?

 

Ver imagem do atravessamento da segunda circular na zona de Telheiras IN http://lxtelheiras.blogspot.com/2007/10/dos-limites-de-velocidade.html

publicado por Sobreda às 18:38
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Sábado, 6 de Outubro de 2007

Hoje há bifanas

Ao início da noite vai realizar-se mais um daqueles jogos de 11 contra 11 atrás duma bola, pois o SCP disputa no seu estádio nova partida para o campeonato nacional. Cá fora, a meio da tarde, a tenda já estava montada. Ou antes, as roulottes do costume, como prova a foto tirada há momentos 1.

Para abrir o apetite, uma das tendas já está aberta pronta a servir bifanas e ‘louras fresquinhas’. Mais logo, lá dentro haverá futebol, mas como de costume, antes do início do jogo, os passeios terão os habituais estacionamentos abusivos e as arcadas dos prédios vizinhos serão ofertados com os habituais dejectos fisiológicos.

O que significa que os órgãos autárquicos, mesmo depois de avisados, continuam a permitir estas ocorrências, Aliás, são bem visíveis na foto dois sinais de trânsito proibindo o estacionamento no local.

Ora, se já se sabe que os pilaretes são retirados dos seus orifícios no chão para as roulottes subirem os lancis e a polícia facilmente constata a existência de viaturas irregularmente arrumadas em cima dos passeios e de zonas ajardinadas, por exemplo, ruas F. Fonseca, V. Almeida, F. Gentil, F. Namora e P. Valente, porque será que ninguém actua? Porque espera o executivo da Junta para intervir perante estas repetidas denúncias?

E já agora registe-se uma nota positiva. O sinal de trânsito que estava derrubado no cruzamento central já se encontra finalmente reposto na vertical 2.

 

1. Reler http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/120534.html

2. Rever http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/115543.html

publicado por Sobreda às 19:43
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Caldeiras em banho-maria

A foto reporta-se de novo 1 ao cruzamento entre a Av. Maria Helena Vieira da Silva e a Rua António Lopes Ribeiro.

A obra terá terminado, as caldeiras lá estão, expectantes, mas continuam a faltar-lhes as árvores e, quiçá, um banco de jardim. Mas se tiverem de esperar tanto tempo como as duas caldeiras do ‘istmo’ central da Rua Professor Moisés Amzalak 2, bem podem os moradores esperar sentados em qualquer outro local.

Pilaretes é o que não falta, mas a nível das acessibilidades não se divisam zebras com lancis rebaixados. Como se constata, os estacionamentos podiam ser melhorados se lhes adicionassem pinturas longitudinais demarcando os lugares, como se fez, por exemplo, na Rua República do Paraguai. A falta de higiene pública continua patente ao redor dos contentores, o que denota a ausência de campanhas de sensibilização para os moradores não despejarem o lixo em seu redor.

São pequenas medidas que até parecem fáceis de implementar, assim haja uma intervenção decidida e atempada dos órgãos autárquicos.

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/104528.html

2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/113565.html

publicado por Sobreda às 00:38
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

Efeito zero

Na semana passada prevenimos num artigo para a ocorrência de dois factos, em Telheiras 1.

Primeiro, para o acidentado sinal vertical de sentido obrigatório junto à paragem da Carris do entroncamento da Rua Prof. Eduardo Araújo Coelho com a Rua Prof. Fernando da Fonseca.

Passadas todos estes dias, a sua posição é lamentavelmente a mesma, ou seja, na horizontal. Ora aí está o chamado ‘efeito zero’ do aviso.

Segundo, no mesmo artigo alertamos para as famosas ‘roulottes’ de vendedores ambulantes de ‘coiratos’ e ‘bejecas’ que se juntam nas esquinas daquele cruzamento em dias ou noites de futebol, o que, com jogos em várias ‘frentes’ (para a Champions, campeonato, taça e liga) agora, infelizmente, até têm sido pródigas. A dúvida é: como é possível terem sido plantados pilaretes como cogumelos e as carrinhas estarem em cima do passeio? Quanto à sua localização juntas às habitações até tem a vantagem de os vãos de escada servirem de urinol (foto censurada).

Ao fundo, à esquerda na imagem, por detrás da paragem, consegue-se divisar a montagem duma banquinha de venda de bandeiras e cachecóis, junto a outra viatura ‘bem’ estacionada. Repare-se ainda no pormenor da parabólica na roulotte da direita.

Ora, julgava-se que a CML tinha introduzido recentemente o princípio da tolerância zero aos estacionamentos em cima do passeio. Ou será que este estacionamento abusivo tem uma autorização especial de algum órgão autárquico?

Os residentes só podem aqui constatar o ‘efeito zero’, concluindo da total inépcia dos órgãos autárquicos. Zero de fiscalização, zero na intervenção do município, zero de alerta da Junta, zero para o poder dissuasor dos pilaretes. E a pergunta é: se foram colocados tantos pilaretes junto ao lancil, como é possível estarem quatro roulottes em cima do passeio?

Não sabe? É muito simples! Pergunte-nos como, que nós esclarecemos…

Nota final: já agora, no resultado dessa noite os visitados ficaram a zero. Falamos dos residentes de Telheiras, claro. Será que este ‘jogo’ tem prolongamento?

 

1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/115543.html

publicado por Sobreda às 00:54
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

Quinta de Sant'Ana

A manutenção de estaleiros na Quinta de Sant'Ana tornou-se um hábito. Com as obras na Estrada de Telheiras e arredores, e há falta de melhor (?!) local, a antiga horta, contígua à Quinta de S. Vicente, serve para guardar entulho. Mesmo em frente, do outro lado da rua, fica um parque infantil, que em dias mais ventosos é agraciado com uma suave brisa de areia.

 

Neste talhão de terreno a CML quer projectar mais um par de edifícios. Também aqui a A.R.T. tem proposto soluções alternativas.

É que este era o local projectado há mais de meia dúzia de anos para uma horta pedagógica ou para um ‘Garden Center’. “A quinta histórica está agora sem hortas e mesmo sem a terra fértil (…) Mas o entulho e a mudança radical da cor do terreno tornaram impossível ignorar a diferença. Novas terras profundas voltaram a ser depositadas na zona da Quinta ainda não urbanizada” 1. Desde então continua o abandono.

Quando vai o município perceber a urgência de uma profunda intervenção no local?

 

1. Ler ‘Um quadradinho de verde na Aldeia de Telheiras’ por Ana Contumélias. – Lisboa : Plátano Editora, 2006, p. 139

publicado por Sobreda às 00:02
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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Paragem do desassossego

Esta é a perspectiva de quem desce do autocarro da Carris (das carreiras 47, 67 ou 78) na paragem da Rua Prof. Francisco Gentil, para aceder à estação do Metropolitano de Telheiras.

 

No local, entre a referida rua e a Estrada de Telheiras, a EPUL tem vindo, desde há dois anos, a erigir e a proceder aos acabamentos do empreendimento ‘Aldeia de Telheiras’. Segundo a empresa pública, “concebida sob os conceitos de conforto e qualidade, a Aldeia de Telheiras é o espaço ideal para quem procura o melhor da vida - o sossego!” 1.

Acontece que, para contratempo dos peões e dos utentes dos transportes públicos, entre a paragem e as duas entradas do Metro, localiza-se, exactamente, a saída da rampa da obra e da futura garagem do empreendimento.

Em consequência, o lamaçal (no Inverno) ou a poeirada (no Verão) ficam espalhados no esburacado passeio e no asfalto. O resultado é os peões terem de se desviar e galgar chapas metálicas ou circularem perigosamente no próprio eixo rodoviário.

Quando vai o município perceber a urgência de uma profunda intervenção no local?

 

1. Ver www.epul.pt/?id_categoria=6&id_item=15

publicado por Sobreda às 00:05
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Domingo, 16 de Setembro de 2007

Para cá da fronteira

Costuma-se dizer que “para lá do Marão…”. Neste caso estamos na zona norte de Lisboa. Esta via - a Azinhaga da Torre do Fato - estabelece a fronteira entre duas Freguesias: Lumiar (à esquerda na foto) e Carnide.

 

Uma das características da zona norte é o aparente abandono do espaço público. Neste caso, um monte de terra (quase à altura de um primeiro andar), canaviais, lixo acumulado e, o mais grave, ausência de caminhos pedonais, passeio e passadeira pintada no asfalto, obrigando o peão a circular perigosamente na faixa de rodagem.

Quando vai o município perceber a urgência de uma profunda intervenção no local?

publicado por Sobreda às 18:10
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Caldeiras e pilaretes

Quando há alguns anos atrás foi calcetado o ‘ilhéu’ central da Rua Prof. Moisés Amzalak, foram mantidos nesse passeio duas caldeiras para árvores.

Os buracos das caldeiras lá continuam ‘adormecidos’, esperando pela prometida plantação de um par de árvores que ofereçam espaço verde e sombra ao caminho central da via.

 

Também alguns dos pilaretes foram entretanto ‘atropelados’ e removidos para o meio do matagal circundante. Há vários meses que a Junta, alertada para a situação, conhece o problema.

Quando vai o município perceber a urgência de uma profunda intervenção no local?

publicado por Sobreda às 17:39
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