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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Túnel do Campo Pequeno condicionado

A circulação no túnel do Campo Pequeno encontrava-se condicionada esta 2ª fª, devido a uma inundação causada pela chuva que ontem caiu em Lisboa a meio da tarde, informaram os Sapadores Bombeiros, que têm uma equipa no local para escoar a água.
Segundo os Sapadores Bombeiros de Lisboa, a sua intervenção deve-se ao facto de as bombas do túnel terem parado de funcionar, permitindo o alagamento e dificultando o trânsito, “que no sentido Saldanha-Campo Pequeno se faz apenas por uma faixa”.
Segundo a mesma fonte, “a chuva que caiu intensamente entre as 16h30 e as 17h motivou cerca de 40 outras inundações, sobretudo de Chelas a Alcântara e com destaque para a zona das Avenidas Novas (Av. 5 de Outubro, Av. da República, Av. Miguel Bombarda)” 2.
 
Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=138600
publicado por Sobreda às 00:06
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Domingo, 2 de Novembro de 2008

Sobre um traçado da CRIL que não serve as populações

Com um agradecimento prévio, aqui se transcreve (com edição de texto) o comentário de um morador que vai ser afectado pela construção da CRIL:

 

 

«Em 2004 o projecto aprovado pelo Governo e pela população era um túnel 3+3vias ajardinado no topo. Mudaram para 4+4 em vala aberta e acrescentaram rotundas e nós de saída.
O Instituto do Ambiente e o Observatório da Segurança das Estradas e das Cidades reprovaram totalmente esta opção. Mesmo sem um projecto aprovado, logo ILEGAL, o Governo mandou avançar as obras e demolir casas. Sócrates disse este ser “ambientalmente pioneiro e traçado milimetricamente”. 5 dias depois de muita confusão as Estradas de Portugal disseram não haver nada de concreto.
Demoliram o meu quintal e parte da casa e ainda não recebi qualquer indemnização. Vou ficar com um muro de betão armado de 4 m de altura a 1,5 m da janela, e por onde vão sair todos os gases e ruídos de 120.000carros/dia. Uma vizinha chegou a acordo com as EP [Estradas de Portugal] para uma indemnização total da sua casa. As EP enviaram-lhe uma carta registada a confirmar o acordo entre as 2 partes. 1 semana depois chamaram-na, disseram-lhe que afinal davam-lhe menos 40.000€ e que não queriam saber do acordo anterior!
Existem terrenos desocupados por onde a CRIL poderia passar e poupavam-se várias curvas perigosas e 1 km de estrada! Mas para esses terrenos está prevista uma mega-urbanização às portas de Lisboa para mais de 30.000 habitantes com uma área similar a Bragança!
Esta vai render a um consórcio privado 2000 milhões €. Muito dinheiro capaz de comprar muita gente com muito poder. É devido a esta urbanização que se passou para as 4+4 vias e se acrescentou rotundas e nós que não cumprem um único critério de segurança.

 

 

O Ministro do Ambiente disse na Assembleia [da República] que este traçado não cumpre a DIA (logo ilegal) e o eng. responsável pela obra afirmou na Antena 1 que há zonas onde se não poderá circular a mais de 60 km/h! Tudo para evitar que se passe nos tais terrenos desocupados que vão render muito dinheiro!
O fim das obras estava previsto para Outubro mas foi agora antecipado para Setembro. O Governo aprovou também uma Portaria que permite ultrapassar todos os limites legais de ruído das 7 às 24h. Tudo para Sócrates ter tempo de fazer uma cerimónia e usar a CRIL na sua propaganda eleitoral.
Os moradores querem a CRIL mas queremos uma que sirva a população e não os interesses privados de alguns. Queremos o projecto aprovado em 2004 e não este sem qualquer aprovação, logo ILEGAL.»
 
Ler Comentário de ‘Um morador afectado’ IN http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/341269.html
publicado por Sobreda às 01:06
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Novo acidente corta circulação no Eixo Norte-Sul

O despiste de um veículo pesado, esta terça-feira, no Eixo Norte-sul obrigou ao corte do trânsito no mesmo sentido até ao nó Segunda Circular.

De acordo com informação da Brigada de Trânsito (BT) da PSP, o acidente, do qual resultou um ferido ligeiro, ocorreu cerca das 14h45 junto ao nó de Telheiras no sentido Norte-Sul do eixo Norte/Sul. Durante a tarde o trânsito foi desviado para a Avenida das Nações Unidas, no nó de Telheiras, podendo voltar ao eixo Norte/Sul no nó da Segunda Circular, acrescentou a mesma fonte.
Parte do separador central da via foi derrubando devido ao acidente, que também danificou um poste de energia eléctrica que teve que ser removido, motivos que levaram a que a circulação de trânsito se fizesse apenas nas faixas direita e central no sentido Sul/Norte.
Neste sentido, o trânsito foi desviado para a Avenida das Nações Unidas, podendo voltar a circular pela entrada da Avenida Padre Cruz ou no Lumiar 1.
Recorda-se a péssima iluminação existente, quer nos acessos de Telheiras ao e do Eixo Norte-Sul, quer em no troço da Segunda Circular ao longo de toda a zona do Campo Grande, o que, obviamente, dificulta uma circulação rodoviária em segurança.
 
1. Ver www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=043A5388-D09C-42E5-BFA1-3D95FF2B23D6
publicado por Sobreda às 00:47
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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Era uma vez uma rotunda incompetência

O movimento cívico Viver na Alta de Lisboa (VAL) 1 acusa a CML de “levar anos a decidir soluções para o espaço público, bastando-lhe meia manhã de expediente para mostrar autoridade e repor a incompetência anterior”. A história teve início “há mais de um ano” e respeita a um cruzamento em que confluem 18 vias de circulação, no Alto do Lumiar, no qual os moradores decidiram construir uma rotunda improvisada na madrugada do dia 4.

Após vários contactos infrutíferos com a Câmara, os moradores decidiram montar uma rotunda com separadores de plástico. Durou dois dias e depois… desapareceu.
“A Rua Helena Vaz da Silva vem de norte, a Avenida Vasco Gonçalves vem de noroeste, a Rua Arnaldo Ferreira vem de oeste, a Avenida Eugénio de Andrade vem de sul e, por fim, a Avenida Álvaro Cunhal vem de leste”. Assim se forma o cruzamento onde desembocam todas estas ruas e avenidas e onde a confusão no trânsito, nas horas de ponta, é total. De acordo com os moradores da zona, “não existe qualquer sinalização no local”, sendo que "o movimento é intenso no período da manhã e o perigo de colisão é constante".

 

 

Depois de passar “mais de um ano a fazer telefonemas, enviar e-mails e cartas para a câmara”, alertando para o perigo de um "cruzamento com 18 faixas”, o movimento VAL queixa-se de não ter recebido qualquer resposta. Os moradores acrescentam que durante todo esse tempo, em que "nada foi feito", muitos foram os acidentes que podiam ter sido evitados com uma simples rotunda.
Face ao silêncio da autarquia, a solução encontrada pelos queixosos foi a criação de uma rotunda improvisada com blocos de plástico brancos e encarnados, usados na sinalização de obras rodoviárias, e quatro sinais de rotunda. De acordo com os promotores da iniciativa, "a rotunda funcionava, o trânsito fluía e a segurança aumentou enormemente".
Dois dias e meio depois, porém, a rotunda foi retirada. O que não se sabe é quem o fez. Um assessor de imprensa da presidência da CML assegura que a autarquia “nada teve a ver com o assunto”, sugerindo um contacto com a UPAL (Unidade de Projecto do Alto Lumiar). O director deste departamento camarário garantiu igualmente que “não foi esta unidade a retirar a rotunda” e que não sabe quem terá sido.
A SGAL, Sociedade Gestora da Alta de Lisboa, empresa responsável pela urbanização da zona, afirma também que desconhece o caso. O presidente da Junta de Freguesia do Lumiar diz que “a junta não teve conhecimento de nada”, enquanto que a Direcção Municipal de Tráfego não respondeu às perguntas feitas. A Junta confirma, todavia, que a rotunda é “essencial para a segurança rodoviária no local”, não compreendendo porque é que ainda não foi construída. O presidente da Junta do Lumiar defende igualmente que “deve ser feito um projecto para resolver a questão rapidamente”.
O director da UPAL garante que o assunto está a ser estudado por forma a que seja possível avançar com “uma futura intervenção”. Para o caso, adiantou, “existem duas soluções: ou manter o cruzamento, ou fazer uma rotunda, mas ambas têm problemas” 2. E a solução tarda.
Toda esta situação foi denunciada pelo Grupo Municipal de “Os Verdes” na recente AML sobre o ‘Estado da Cidade’ de 7 de Outubro 3, de que aqui se transcreve parte:
«Já que falamos de circulação rodoviária, convém aqui recordar um facto assombroso. Há mais de um ano que os residentes no Alto do Lumiar vêm alertando para a extrema perigosidade de uma rotunda inexistente na zona.
Perante a repetida inacção da CML para uma solução que até não é difícil, os moradores, depois de mais de um ano a fazer telefonemas, enviar e-mails e cartas para a CML, alertando para o perigo de um cruzamento onde confluem uma dezena de faixas que provocou já vários acidentes, sem receber qualquer acção ou mínima demonstração de preocupação ou vontade em resolver o problema, um grupo de moradores ‘desenhou', na semana passada, uma rotunda pelas suas próprias mãos.
A CML, que nunca se esforçou para encontrar uma solução, foi suficientemente célere para em escassas 48 horas retirar os blocos de plástico em disposição circular. Por isso os moradores perguntam, quem anda a boicotar a implementação do PUAL? E aqui há também culpas do PSD em reunião de CML…»

Desalentados, os moradores só esperam que, “tal como se passou com a morte de uma aluna da escola D. José I, não seja necessário que alguém perca a vida para que as obras sejam efectuadas”.

 
1. Ver http://viveraltadelisboa.blogspot.com/search/label/rotunda%20no%20cruzamento%20de%2018%20faixas
2. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20081015%26page%3D26%26c%3DA
3. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=223&Itemid=33
publicado por Sobreda às 01:04
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Moradores junto à CRIL reforçam protesto com providência cautelar

Os moradores do bairro Santa Cruz (Benfica) anunciaram ontem que vão avançar com uma providência cautelar para suspender as obras da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL), alegando violação da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), pois segundo a advogada dos moradores, “a entidade independente contratada para aferir a conformidade da obra com a DIA não valida essa conformidade”.
Já em Maio, na Comissão de Poder Local, o ministro do Ambiente tinha admitido que o projecto da obra adjudicada não correspondia ao que tinha estado em discussão pública e que foi analisado na DIA. Na mesma ocasião, o ministro acrescentou que a Estradas de Portugal pediu uma revisão da DIA e que a Agência Portuguesa para o Ambiente terá igualmente pedido ao LNEC uma avaliação do actual troço.
Na avaliação feita pelo LNEC que no que se refere à primeira condicionante da DIA, designadamente a “implementação da solução túnel prevista no projecto de execução para o troço entre o quilómetro 0,675 e 1,700”, o laboratório remete para a Agência Portuguesa do Ambiente qualquer revisão.
Comparando as duas soluções de projecto, a de 2004 (túnel seguido de viaduto) com a de 2006 (túnel com aberturas intermédias), o LNEC considera que na primeira opção, na zona de viaduto, “permitiria uma dispersão mais fácil dos poluentes”.
Diz ainda o LNEC que se as aberturas forem “de tal forma que possibilite uma dispersão fácil dos poluentes, a solução de 2006 poderá ser mais vantajosa do que a de 2004, uma vez que reduzirá o nível de poluentes no exterior das zonas totalmente cobertas”. Contudo, “a inexistência de estudos incluindo previsões quantitativas relativamente à dispersão de poluentes não permite este tipo de apreciação”, garante o laboratório.
Para a Comissão de Moradores, as alterações feitas à DIA em Agosto “não mexem na questão fundamental que é a desconformidade do projecto que está a ser executado com o que foi a discussão pública”. “O projecto que está em obra continua ilegal”, afirma a comissão de moradores.
 
Lusa doc. nº 8871727, 09/10/2008 - 17:32
Domingo, 14 de Setembro de 2008

Segunda Circular com acidente de primeira gravidade

A viatura avariada no final da Segunda Circular, em frente à Escola Superior de Educação, no sentido Norte-Sul, encontrava-se devidamente pré-sinalizada pelo respectivo triângulo amarelo.

O local, caracterizado por uma curva acentuada, talvez não permita uma total visibilidade, motivo mais que suficiente para os condutores redobrarem a atenção e moderarem a velocidade. Mas uma segunda viatura acabaria por chocar violentamente com o veículo imobilizado.

 

 

Segundo fonte da Divisão de Trânsito da PSP, o evitável acidente entre duas viaturas ligeiras, registado ontem à noite cerca da 22h, acabou por provocar um morto e quatro feridos, com dois sinistrados encarcerados nas viaturas em estado grave, e o corte da via no sentido Norte-Sul.
O Regimento de Sapadores de Bombeiros fez deslocar para o local três viaturas de desencarceramento, uma ambulância e uma equipa de 15 elementos. No local estiveram também várias ambulâncias e viaturas de apoio do Instituto Nacional de Emergência Médica.
Durante várias horas, o trânsito na Segunda Circular no sentido Norte-Sul teve de ser desviado para a Estrada de Benfica e outras vias circundantes. Motivo imediato para todo este aparato: excesso de velocidade em zona de visibilidade reduzida. Tarda a implementação de medidas redutoras de velocidade, um pouco por toda a cidade.
 
Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1013045 e http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=363018&tema=27
publicado por Sobreda às 10:44
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Sábado, 30 de Agosto de 2008

Ora agora cavas tu, ora agora escavo eu

No princípio de Junho, a Lisboagas começou uma intervenção na via pública, tendo partido da Azinhaga da Torre do Fato na direcção sul, atravessado o cruzamento com a Av. das Nações Unidas, na fronteira entre as freguesias do Lumiar e de Carnide.

De início, com o acompanhamento local da polícia de trânsito, a breve trecho o policiamento desapareceu e o calendário de avanço do canal de escavação esmoreceu, já na esquina da Rua Luís da Cunha Gonçalves com a Rua prof. Moisés Amzalak.

 

 

 

 

Para trás ficaram os dejectos, as areias e, acima de tudo, a deficiente reposição da camada de alcatrão, que cedo ou tarde dará conta dos ‘chassis’. Com ‘sorte’, pode ser que outra empresa volte a esburacar passeio e asfalto, até as primeiras chuvas chegarem e o lamaçal começar a escorrer rua abaixo.
Trata-se de mais uma intervenção no espaço público bem à portuguesa, com certeza, cujo painel de obra nem sequer indica a data prevista de conclusão. Vistoria de Câmara ou de Junta, nem vê-las. Valha-nos ‘Santa Engrácia’.
publicado por Sobreda às 00:45
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Prazos para inspecções obrigatórias

Os novos prazos para as inspecções periódicas obrigatórias de veículos, cuja data limite passa a ser o dia da matrícula, entram hoje em vigor, anunciou ontem o Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT).

Com efeito, “com a entrada em vigor do Decreto-Lei nº 136/2008, de 21 de Julho, os veículos devem ser apresentados para inspecções periódicas obrigatórias, tanto à primeira como às subsequentes, durante os três meses que antecedem o dia em que o automóvel foi matriculado pela primeira vez”, refere o IMTT.
Até agora, era apenas referenciado o mês correspondente ao da matrícula inicial como data limite para apresentação dos veículos às inspecções periódicas obrigatórias e só podiam ser realizadas com dois meses de antecedência.
De acordo com o IMTT, a fixação do dia em que o veículo foi matriculado pela primeira vez como data limite para a inspecção visa “uma melhor distribuição das inspecções ao longo de cada mês, evitando o grande afluxo de veículos, que habitualmente se apresentam nos últimos dias do mês nos centros de inspecção”, bem como “assegurar a realização atempada das inspecções periódicas obrigatórias, contribuindo simultaneamente para a melhoria da sua qualidade técnica”.
A data da matrícula consta do Livrete do carro ou do Documento Único Automóvel.
 

Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=105961

publicado por Sobreda às 00:45
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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

CRIL não respeita critérios de segurança

O traçado do troço Buraca-Pontinha da CRIL não respeita um único critério técnico de segurança e a obra devia ser cancelada para que o projecto fosse refeito, conclui um relatório do Observatório de Segurança de Estradas e Cidades.
“O presente traçado do IC17 em construção não verifica um único critério técnico de segurança”, conclui o relatório ontem divulgado. Segundo os técnicos que elaboraram o documento, “impõe-se o cancelamento da execução da presente empreitada para que seja executado um projecto que garanta as condições obrigatórias de segurança para os utentes da estrada que se pretende construir”.
De acordo com o documento do OSEC, uma organização não-governamental, “na estrada em construção, a redução forçada de velocidade nas entradas (...) provocaria uma diferença de velocidades da ordem dos 50 a 65 quilómetros/hora, o que está associado a níveis inadmissíveis de sinistralidade”. O facto de as “violações graves” aos critérios de segurança se concentrarem nas zonas de curva “potencia níveis de risco proibido em que se colocam os utentes da estrada, sem que estes tenham noção do perigo”, lê-se no documento.
O OSEC considera que “para corrigir os defeitos do traçado” não basta afixar sinalização a limitar a velocidade de circulação naquela via, um acto que considera “nulo”, “sem valor jurídico” e que continua a ser susceptível de “responsabilização criminal por parte dos técnicos e políticos que promoveram a construção” desta via. Qualquer outra medida para reduzir a velocidade de circulação (colocação de radares ou semáforos com limite de velocidade, por exemplo), “irá sempre provocar uma grande redução de velocidade a montante e a jusante deste lanço do IC17 em construção”.
No documento, o Observatório defende o cancelamento da execução da presente empreitada para que seja elaborado “um projecto que garanta as condições obrigatórias de segurança para os utentes da estrada que se pretende construir”.
O troço final da Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL), que deverá ficar concluído até final de 2009, ligará o nó da Buraca ao da Pontinha e este à rotunda de Benfica, numa extensão aproximada de 4,5 quilómetros. A adjudicação da obra fixou-se em cerca de 110 milhões de euros e tem sido contestada pelos moradores da zona 1.
Ontem, os moradores do Bairro de Santa Cruz de Benfica entregaram no Parlamento mais de 4.000 assinaturas recolhidas na petição “Por uma CRIL Segura que respeite o Ambiente e as Populações”, em que mostram total desacordo com o projecto adjudicado para o troço final da CRIL 2.
 
1. Ver http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=968409
2. Ver www.cril-segura.com e www.cril-segura.com/peticao.html

 

publicado por Sobreda às 13:55
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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Eixo Norte-Sul a todo o gás

Um acidente rodoviário envolveu esta tarde duas viaturas no Eixo Norte-Sul, uma delas de transporte de gás, tendo as autoridades cortado a circulação no sentido Sul/Norte, disse a Divisão de Trânsito da polícia.
Uma viatura de transporte de botijas de gás capotou e bateu numa viatura ligeira, cerca das 15h17 no Eixo Norte-Sul, tendo originado dois feridos e o corte da via, com desvio do trânsito para a rotunda do Forte da Ameixoeira.
A carrinha de transporte de gás capotou e projectou a carga para a faixa de rodagem, o que, por medidas de segurança, levou as autoridades policiais e de socorro a desviarem o trânsito, explicou a Divisão de Trânsito.
No local estiveram efectivos da PSP e dos bombeiros, além de ambulâncias para o transporte dos dois feridos, de quem se desconhece o estado de gravidade. As causas do acidente ainda não foram avaliadas, estando uma equipa da esquadra de acidentes no local a efectuar as avaliações e relatórios preliminares.
Porventura acabarão por 'descobrir' que as viaturas costumam por ali passar 'a todo o gás'...
 
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1331803
publicado por Sobreda às 23:16
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Lisboa negociou mal

Numa sala ‘à pinha’ da Junta de Freguesia de Benfica, decorreu anteontem à noite mais uma reunião descentralizada da CML, numa sessão dominada pelo descontentamento e a revolta dos moradores do Bairro de Santa Cruz de Benfica. Em causa estava o projecto de conclusão da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL), mais concretamente, o troço entre a Buraca e a Pontinha 1.
Foram 150 moradores de Benfica que encheram o auditório Carlos Paredes até às 23h30 de quarta-feira, um dia, de resto, em que a autarquia esteve em reunião durante 14 horas. Contando com a assistência da sala contígua (onde as palavras do presidente chegam pelo vídeo), são mais de 250 pessoas, sentadas nas cadeiras, nos degraus, de pé, ao colo, espalmadas contra o palco e contra as portas 2.
Vestidos de negro em sinal de luto pela obra que dizem pôr em causa a sua qualidade de vida e a saúde pública na zona, os moradores apontaram vários defeitos ao projecto 3, que alegam violar a Declaração de Impacto Ambiental, emitida pelo Instituto do Ambiente em 2004.
Consideram que, em vez das três vias em cada sentido, em túnel fechado, que lhes prometeram, em 2005 o Governo decidiu alterar o projecto para quatro vias em cada sentido e, pior, num túnel a céu aberto que passa a poucos metros das suas casas e onde são esperados cerca de 120 mil veículos por dia. O Governo inseriu também um nó rodoviário na Damaia, que os residentes na zona dizem servir apenas os interesses imobiliários na Amadora.
Os moradores pediram então ao presidente da CML que interceda junto do Governo para que este ‘atentado’ não vá avante, mas António Costa alegou que já não vai a tempo de pedir alterações de fundo, tendo-se comprometido apenas a “trabalhar para mitigar os efeitos daquela solução”.
Perante a ‘agonia’ dos munícipes, o presidente da CML acabou por reconhecer que “esta não é a melhor solução possível”, tendo-se ‘apenas’ comprometido a “trabalhar para mitigar os efeitos daquela solução”, nas reuniões semanais que a CML tem tido com as Estradas de Portugal para resolver problemas práticos como os realojamentos e os arranjos de superfície.
No final, o autarca acabaria por reconhecer que “o concelho da Amadora negociou bem e o concelho de Lisboa negociou mal” 4.
Por resolver continuarão ainda os problemas de trânsito, a insegurança rodoviária junto à Estação de Benfica e os cruzamentos que são “autênticas ratoeiras”, a falta de passadeiras, os jardins que são “grandes WC caninos” (“sr. presidente, não queremos WC tão grandes para os fiéis amigos”), a insegurança e sobretudo a ausência de estacionamentos (“põem pilaretes de 35 euros por tudo quanto é sítio, até em frente a uma árvore, vá-se lá saber com medo que alguém ponha o carro lá em cima”) 2.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/161862.html
2. Ver “António Costa admite que Lisboa "negociou mal" a CRIL” IN Público 2008-04-04
3. Ver posição dos moradores IN www.cril-segura.com
4. Ver http://jn.sapo.pt/2008/04/04/pais/costa_se_compromete_a_mitigar_efeito.html
Domingo, 30 de Março de 2008

Radares em Lisboa mudam de local

A Divisão de Trânsito de Lisboa tem estado, desde 2006, a proceder a um estudo sobre os locais e causas dos acidentes na cidade. Em Setembro 2007, a CML criou uma Comissão 1 com o encargo de avaliar o desempenho dos 21 radares instalados em Lisboa e preparar recomendações quanto à sua futura localização e aos limites de velocidade por eles impostos 2.
Na sequência de várias reuniões dessa Comissão, e ao que parece em breve, todos os radares das Avenidas de Ceuta e Marechal Spínola (no prolongamento da Av. EUA) e um da Radial de Benfica vão ser retirados e transferidos para a 2ª Circular bem como para a Avenida Infante D. Henrique, reforçando a vigilância já existente nestas vias de grande circulação. Por seu turno, o Túnel do Marquês passará a ter lombas.
Esta recomendação apresentada pelos membros da Comissão de Avaliação dos Radares de Lisboa, foi aprovada na sua última reunião, realizada na passada 5ª fª. Caberá agora à CML executar a medida e avaliar os respectivos custos financeiros, já que a transição vai implicar, por exemplo, a abertura de valas e a instalação de novas cabinas.
Nesta reunião, a discussão não abrangeu algumas hipóteses que já tinham sido ponderadas em encontros anteriores. Para já, os técnicos não aprovaram, por exemplo, o aumento dos limites de velocidade em algumas artérias (caso das avenidas da Índia e de Brasília, onde não se pode exceder 50 km/h), nem a colocação de caixas para disfarçar a localização dos aparelhos.
Além disso, no documento oficial que a CML vai apresentar nos próximos dias também não deverá estar incluída a instalação de aparelhos no Eixo Norte-Sul, nem na Avenida Alfredo Bensaúde, como inicialmente estava previsto 3.
 
1. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/126694.html
2. Ver http://radares50-80.blogspot.com/2007/09/radares-em-avaliao.html

3. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=86689

publicado por Sobreda às 09:48
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

Imposto sobre veículos fantasma

O novo imposto automóvel, que substitui o antigo imposto de selo, baseia a cobrança na propriedade e não na circulação, pelo que o Fisco identifica o contribuinte e o valor a cobrar a partir dos registos das conservatórias do Registo Automóvel.
Porém, enquanto os registos dão conta da existência de cerca de 8,8 milhões de veículos, a circular estima-se que haja apenas cerca de seis milhões. Serão assim quase três milhões as matrículas das quais ninguém deu baixa. Ou, por outras palavras, relativas a veículos ‘fantasma’ que já foram desfeitos em sucatas ou abatidos.
Trata-se de uma situação que só agora se tornou pertinente para milhares de contribuintes, que em breve serão notificados pelo Fisco para pagar o Imposto Único de Circulação. Ou para quem transaccionou o veículo, entregando-o por troca nos stands ou vendendo para sucata ou abate, sem a devida comunicação, deverá agora contactar o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT) solicitando a baixa da matrícula.
Uma tarefa demorada mas possível para os veículos anteriores a 2000, porém, impossível sem o certificado de abate dos automóveis destruídos nos últimos sete anos.
Como regularizar?
O que se deve fazer no caso de se ter vendido um carro mas não se ter comunicado a sua transacção?
- A comunicação da transferência de propriedade deve ser feita ao IMTT no prazo de 60 dias. Se for ultrapassado o prazo fica-se sujeito ao pagamento de multa.
O que fazer quando o veículo antigo foi dado em troca por um novo num stand?
- No caso de desconhecer o novo proprietário do veículo - como é frequente nas transacções com stands - poderá pedir a apreensão do automóvel ao IMTT para regularização do registo.
O que se deve fazer caso o veículo tenha sido entregue num centro de abate?
- Caso o veículo tenha sido desmantelado num centro certificado de abate deverá requerer o comprovativo e regularizar a situação junto do Instituto da Mobilidade. Todavia, não é possível dar baixa de matrícula, a partir de 2000, sem este documento.
 
Ver www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=272547&idselect=181&idCanal=181&p=0
Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Limites de velocidade em zonas urbanas

A Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária (ENSR) propôs a redução dos limites máximos de circulação para 30 km/hora em centros urbanos, zonas residenciais e espaços com “forte presença de tráfego pedonal”. A proposta deverá agora ser estudada por um grupo de trabalho em que participam estruturas como a Estradas de Portugal, Governos civis e Associação Nacional de Municípios Portugueses.

 

 

Prevê-se que o documento enquadrador da ENSR, que define 28 objectivos operacionais, seja ao longo deste ano aprofundado sectorialmente, com a constituição de grupos de trabalho diferenciados. O documento inclui o objectivo de introduzir a carta por pontos. Até 2015, define como objectivo global reduzir os mortos a 30 dias para 62 por milhão de habitantes (foi de 91 em 2006).
Entre os 28 objectivos há dois que visam especificamente a segurança de peões. Promete-se a definição de um programa de requalificação de percursos pedonais e a fiscalização do estacionamento e do comportamento dos peões.
Já para este ano, é anunciada a criação do primeiro Plano Nacional de Fiscalização - algo que a Comissão Europeia recomendou em 2004, mas Portugal nunca cumpriu. Ou seja, um programa que defina estradas, horários e dias da semana em que deve ser intensificada a fiscalização de velocidades, consumo de álcool e uso de cinto.
Porém, para o porta-voz da Brigada de Trânsito da GNR, actualmente não existe uma estratégia, mas antes uma definição a curto prazo, “ou quando muito a médio”, das acções prioritárias, adequadas regionalmente por cada comando. “Articular a actuação das forças de segurança e definir um plano nacional é importantíssimo, desde que este seja permanentemente actualizado”.
A recomendação 345/2004 da Comissão Europeia apontava um formulário normalizado a seguir pelos Estados-Membros na elaboração dos seus planos de fiscalização, incluindo inventários das estradas em que são mais frequentes as infracções em cada uma das três áreas apontadas.
Só que, além de nunca ter elaborado um plano, Portugal também nunca cumpriu um segundo ponto da recomendação: a elaboração de relatórios de fiscalização a cada dois anos. Nestes documentos deveria constar, além de estatísticas de fiscalização, o circuito de aplicação de sanções, pagamento efectivo e decisões judiciais 1.
É a ordem para, em defesa das nossas vidas, se carregar no travão dentro das localidades. Nada para que desde há muito vários grupos não tenham já apelado para iniciativas similares 2.
 
1. Ver http://jn.sapo.pt/2008/01/09/nacional/zonas_urbanas_limite_30_quilometros_.html
2. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2008/01/zonas-urbanas-com-limite-de-30-km-hora.html
publicado por Sobreda às 07:21
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Terça-feira, 1 de Janeiro de 2008

Renovação das cartas de condução

Espera-se que os novos prazos de validade da carta de condução venham permitir uma avaliação mais atempada das capacidades dos condutores. O Estado espera também outra vantagem: um maior controlo sobre os títulos, reduzindo a possibilidade de fraudes e contribuindo para o aumento dos índices de uma condução em segurança, justifica o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), um dos vários organismos que herdaram competências da extinta Direcção-Geral de Viação (DGV).
Os condutores deverão entregar o pedido de revalidação nos serviços regionais do IMTT, que funcionam nas instalações da ex-DGV e nas Lojas do Cidadão. Para verem o seu título revalidado, os condutores precisam ainda de entregar um atestado médico, que pode ser emitido por qualquer médico no exercício da profissão nos casos de condutores das categorias A, B, B+E e da subcategoria A1 e B1. Os condutores de veículos das categorias C, C+E, das subcategorias C1 e C1+E; e das categorias D, D+E e das subcategorias D1 e D1+E necessitam de um atestado passado pelo delegado de saúde da área de residência.
A renovação da carta custa 24 euros para os condutores até aos 70 anos e 12 euros após esta idade. As novas regras estão todas explicadas no site do IMTT 1. O IMTT lembra que quem for apanhado a conduzir com uma carta caducada está a praticar uma infracção. Caso os condutores deixem passar o prazo previsto para a revalidação dos seus títulos, têm até dois anos para o fazer sem que necessitem de efectuar provas de exame. Esgotado esse prazo, podem autopropor-se e fazer a prova de aptidão e a prova prática, condição necessária para a revalidação da carta.
Por isso, um daqueles adágios que se usam até à exaustão serve muito bem para o caso e vale a pena recuperá-lo: ano novo, vida nova. Ou antes: ano novo, carta nova? É que é já hoje que entram em vigor as novas regras para a renovação das cartas de condução e nunca é de mais lembrar que há milhares de condutores que, ao contrário do que esperavam, vão ter mesmo de revalidar o seu título de condução 2.
 
1. Ver www.imtt.pt/espbl.htm
2. Ver Público 2007-12-31
Sábado, 24 de Novembro de 2007

Graves defeitos no último troço da CRIL

O Observatório de Segurança das Estradas aponta ‘graves defeitos’ no último troço da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL) 1, entre a Buraca e a Pontinha, obra adjudicada a semana passada por cerca de 110 milhões de euros.

Francisco Salpico, engenheiro civil responsável pelo estudo feito pelo Observatório, salienta que as deficiências são tais que “não será suficiente limitar a velocidade com sinalização vertical”. “É muito fácil construir estradas com total violação dos critérios de segurança e depois limitar a velocidade para passar a responsabilidade dos acidentes para os condutores”, afirma.

O especialista defende ainda que no último troço da CRIL, obra adjudicada a semana passada a uma construtora, a circulação só se fará em segurança se a velocidade de tráfego “não exceder os 60 km/hora”.

“A vigilância e a gestão desta velocidade é da responsabilidade da entidade que promove a construção e a manutenção da via” e para que os 60 km/h não sejam ultrapassados “não basta colocar sinalização vertical”, acrescentando que são necessárias outras “medidas especiais”. Por exemplo, “o mais indicado é a colocação de semáforos ligados aos limites de velocidade, como fizeram na marginal que liga Lisboa a Cascais, em que o sinal seguinte fica vermelho se o condutor ultrapassar determinada velocidade”, refere.

Questionado sobre a possibilidade de colocação de radares para limitar a velocidade, o especialista é peremptório: “isso iria acarretar um encargo brutal para a máquina judicial, entupindo os tribunais de multas, e não resolveria o problema, além de que é injusto cobrar ao automobilista toda a culpa”. “Quando o condutor excede a velocidade já tem parte da culpa, mas as deficiências na estrada não são culpa dele e é ele quem acaba por pagar a totalidade da multa”. “Se estas condições de segurança não forem garantidas, facilmente se demonstra o porquê do acidente e pode ser suscitada a responsabilização criminal das entidades públicas que aprovaram este projecto defeituoso”, explica.

Segundo o especialista do Observatório, a manutenção de estradas com graves defeitos é uma situação corrente “corrente em Portugal”, dando como exemplo a própria CRIL, no troço entre a 2ª Circular e Algés.

Aí, garante, “as condições de visibilidade e o pavimento são defeituosos”. “O pavimento é muito escorregadio quando molhado, retirando ao condutor a capacidade, que lhe deveria estar garantida, de efectuar travagens em condições de segurança”, denuncia.

“As condições deficientes desse traçado existente na CRIL, conjugadas com a má macrotextura desse pavimento, fazem com que, na ocorrência de chuvadas frequentes, a hidroplanagem ocorra para velocidades entre 80 e 90km/h, colocando em perigo concreto a vida dos utentes da estrada, uma vez que a segurança deveria estar garantida até à velocidade de tráfego que aí se pratica”, alerta.

O último troço da CRIL, que deverá ficar concluído até final de 2009, ligará o nó da Buraca ao da Pontinha e este à rotunda de Benfica, numa extensão aproximada de 4,5 quilómetros. Contra o traçado escolhido também se têm manifestado os moradores dos bairros de Alfornelos, Damaia e Santa Cruz e até chegaram a ser entregues em tribunal duas providências cautelares, que acabaram por ser rejeitadas.

A Associação de Moradores do Bairro de Santa Cruz promete não baixar os braços e já disse que vai apresentar uma queixa contra o Estado português e pedir a intervenção do Presidente da República nesta matéria, alegando que a atitude do Governo ao adjudicar a obra com um traçado diferente do que esteve em consulta pública é “prepotente” e “antidemocrática”.

Segundo a associação, o traçado escolhido está cheio de ‘pontos negros’ e é “irregular e ilegal” por não respeitar a norma da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), que obriga à construção de três vias em cada sentido, em túnel fechado.

“Ao contrário do que o Governo quer fazer querer, e temos documentos que provam isso, o traçado escolhido nunca esteve em consulta pública”. “Ao invés, avançam com um traçado que inclui quatro faixas em cada sentido, com um percurso a céu aberto, ocupando para isso propriedade privada", afirmou aquele membro, adiantando que os moradores já receberam as respectivas cartas de expropriação.

Com efeito, “a insistência e rapidez em avançar com esta obra revela que não houve qualquer preocupação em relação à estrada e às populações”. “Esta rapidez deve-se aos interesses das empresas que querem construir nos terrenos da Falagueira/Venda Nova” 2.

Convém não esquecer que o troço final da CRIL fará confluir mais trânsito, logo mais engarrafamentos, para as freguesias de Benfica e Carnide, à semelhança do que ocasionou o Eixo Norte-Sul na freguesia do Lumiar.

 

1. Ver www.cril-segura.com

2. Ver Lusa doc. nº 7724015, 21/11/2007 - 6:44

publicado por Sobreda às 01:51
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Domingo, 18 de Novembro de 2007

Radares em Lisboa

publicado por Sobreda às 00:31
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Sábado, 17 de Novembro de 2007

Traçado da CRIL gera queixa

O Governo adjudicou ontem a construção do último lanço dos 4,4 kms em falta para conclusão da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL) por 111,6 milhões de euros, tornando-se esta na “estrada mais cara de sempre, custando 25,3 milhões de euros por km”. A obra inclui a construção do lanço de 3,65 quilómetros do IC17 entre os nós da Buraca e da Pontinha e o lanço de 770 metros do IC16 entre o nó da Pontinha e a rotunda de Benfica. Integra também a reformulação do nó da Buraca, a conclusão do nó da Pontinha e ligações aos nós da Damaia e Portas de Benfica, Alfornelos, Pedralvas e Benfica 1.

O traçado aprovado, onde estão previstos circular mais de 120.000 veículos dia, atravessando zonas urbanas com elevada densidade de habitação obrigando à demolição de vários edifícios 2, deverá estar concluído no final de 2009. Os moradores nesses locais desde há muito vêm propondo um trajecto alternativo menos poluente, menos agressivo para a sua qualidade de vida e para o ambiente 3.

Perante a incapacidade de diálogo entre as partes, a Associação de Moradores do Bairro de Santa Cruz vai apresentar uma queixa contra o Estado português por “desrespeito” da Declaração de Impacto Ambiental do último troço da CRIL. A queixa será igualmente subscrita pelas Associações de Moradores de Alfornelos e da Damaia.

Segundo os moradores, a insistência do Governo em terminar o último troço da CRIL é “irregular e ilegal” por não respeitar a norma da Declaração de Impacto Ambiental (DIA) - do antigo Instituto de Ambiente - que obriga à implementação de três vias para cada sentido em túnel fechado entre os quilómetros 06.75 e o 1.700.

O traçado que o Governo impõe contempla a existência de quatro faixas em cada sentido com 310 metros a céu aberto, abrangendo toda a zona de Santa Cruz, Benfica e Damaia, que os moradores afirmam violar a lei portuguesa e uma decisão do Instituto do Ambiente.

Para o representante da comissão de moradores do bairro de Santa Cruz, é ainda “inadmissível” que o Governo insista num traçado “todo em curvas e perigoso, que obriga à colocação de radares e a um limite de velocidade de 50 quilómetros por hora” quando tinha “hipótese de optar por um traçado a direito”. Para os locais, o Governo está desde Julho estar a enviar cartas de expropriação “com carácter de urgência” aos moradores, classificando-o como um acto de “puro terrorismo do Estado”.

Na cerimónia de adjudicação da obra, o presidente da CML afirmou que a conclusão da CRIL vai permitir à cidade “recuperar de um atraso de décadas” e reinventar a Segunda Circular, para que se transforme “numa avenida urbana”, e que será uma obra que, servindo dois milhões de pessoas, será “uma peça fundamental nas melhorias da rede viária lisboeta” 4.

O que o Governo e a CML não explicam é o que acontecerá a todo o trânsito que será ‘despejado’ da Pontinha para Lisboa, invadindo e atravessando quer a Freguesia de Carnide, através da Avenida Marechal Teixeira Rebelo/Envolvente Carnide, e o próprio Lumiar, via Avenida das Nações Unidas/Telheiras/Eixo Norte-Sul. Os residentes nestes locais que se preparem para verem prolongados os engarrafamentos que o Eixo Norte-Sul veio trazer, pelo menos, ao troço Ameixoeira-Telheiras.

 

1. Ver http://dn.sapo.pt/2007/11/16/cidades/ultimo_lanco_cril_ser_a_estrada_mais.html

2. Ver http://jn.sapo.pt/2007/11/16/pais/fecho_cril_e_adjudicado_hoje.html

3. Ver www.cril-segura.com

4. Ver Lusa doc. nº 7709946, 16/11/2007 - 14:00

Foto: Público 2007-11-17

publicado por Sobreda às 00:52
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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Penso rápido contra o cancro

A CML vai avançar, até ao fim do ano, com um conjunto de “intervenções pontuais” procurando reduzir alguns dos maiores riscos que a Segunda Circular apresenta e que têm vindo a ser apontados por diversos estudos técnicos, designadamente do Observatório de Segurança de Estradas e Cidades (OSEC), que identificou vários “defeitos graves” na construção daquela via.

Essas intervenções ficar-se-ão ao nível do pavimento, escoamento e entradas e saídas da via, estando em estudo o recurso a pilaretes de borracha para delimitar as faixas de aceleração, bem como “algumas correcções de pavimento, fresagens, drenagens e algumas alterações nas saídas e entradas com a construção de faixas de aceleração e abrandamento”, afirmou o vice-presidente da CML 1.

Duas das que serão fechadas serão a saída para o Bairro da Encarnação, por ser considerada perigosa, estando igualmente a ser avaliado o encerramento de uma outra entrada na Segunda Circular dos automóveis que vêem da Avenida Padre Cruz.

Acontece que ter-se apostado em projectos megalómanos terá exaurido os cofres da Câmara, impedindo-a agora de “resolver um conjunto muito grande de problemas no espaço público (como) a beneficiação da Segunda Circular, que não se vai poder fazer porque não há verba. E não há verba porque o dinheiro foi gasto numa obra idiota”, como o túnel do Marquês, que beneficiou mais quem vive fora de Lisboa e prejudicou a fluidez do trânsito no centro da cidade, afirma o vereador dos ‘Cidadãos por Lisboa’, que teme que a intervenção da CML não passe de um “penso rápido” que não vai “curar o cancro que é a Segunda Circular”.

Também o presidente do OSEC não se mostra satisfeito com o facto de a beneficiação da Segunda Circular se ficar por intervenções pontuais. “É uma questão de segurança, de vida e de protecção dos utentes”, a CML tem de “definir uma escala de prioridades” e, caso seja necessário, “suspender outros gastos e canalizar os meios para esta obra” urgente. “É uma prioridade que está acima de todas as outras”, defende, lembrando que estão em causa erros de construção.

O relatório elaborado pelo OSEC recomendava alterações ao nível da rugosidade do pavimento e a introdução de semáforos de controlo de velocidade, como forma de baixar a velocidade média praticada para valores de acordo com as condições de segurança da via 2.

Ainda quanto aos recentes acidentes rodoviários na capital, o presidente do OSEC diz haver razões para apuramento de responsabilidades criminais no caso do atropelamento do Terreiro do Paço, sustentando ser “susceptível de se ponderar responsabilidade criminal” devido a “erros de má concessão e deficiente construção das passadeiras”, onde se verificaram atropelamentos.

Para o presidente do OSEC os visados não deverão ser quaisquer entidades, mas antes os “agentes administrativos do município ou da Estradas de Portugal” responsáveis pela concessão das passadeiras e das “ilhas” 3.

 

1. Ver http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=65381

2. Ver http://jn.sapo.pt/2007/11/08/pais/intervencoes_penso_rapido_contra_can.html

3. Ver www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=53&ContentId=225086

publicado por Sobreda às 02:11
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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007

Despiste no Eixo

O trânsito no Eixo Norte-Sul, no sentido Lisboa/Almada esteve na 3ª fª passada cortado devido a um acidente entre várias viaturas. O acidente envolveu dois camiões pesados e uma viatura ligeira, com derrame de óleos e mercadorias na faixa de rodagem.

De acordo com fonte da Brigada de Trânsito, o acidente ocorreu por volta das 9h10, a 200 metros do Aqueduto das Águas Livres, e levou ao corte total da circulação no sentido Norte/Sul com a consequente acumulação de trânsito, tendo apenas sido reaberto várias horas depois 1.

No acidente resultaram dois feridos ligeiros, que foram assistidos no local pelo INEM. No local estiveram duas gruas pesadas da PSP, para a remoção dos dois camiões envolvidos no acidente, bem como elementos da divisão de trânsito para orientar os automobilistas. O trânsito foi desviado para a radial de Benfica, para se proceder ao socorro e remoção das viaturas acidentadas 2.

Recorda-se que naquela acidentada via, há curvas com limites de velocidade desajustados e com inclinações ao contrário, facilitando o despiste das viaturas. Por isso o Observatório das Estradas e das Cidades (OSEC) vem desde há muito alertando as entidades oficiais competentes para estas situações.

O OSEC tem realizado estudos onde vem identificando “vias com curvas que violam as regras de segurança”, tendo por diversas vezes apresentado “participação criminal na Procuradoria-Geral da República relativa às situações encontradas. O objectivo da queixa é o apuramento de responsabilidades.” 3.

Para o presidente do OSEC, “se não tivesse o separador central, o Eixo Norte-Sul seria das estradas mais mortais do País” 4.

 

1. Ver www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=875640&div_id=291

2. Ver www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=875777&div_id=291

3. Ver www.antram.pt/history_details.aspx?ido=10631

4. Ver http://dn.sapo.pt/2007/02/08/cidades/eixo_nortesul_sob_vigilancia.html

publicado por Sobreda às 00:25
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Basta de tanto acidente

O atropelamento de avó e netos ontem em Tires e o grave acidente entre um ligeiro e um pesado próximo de Vila Velha de Ródão justificam que se volte ao tema dos acidentes [a que se deve juntar o acidente mortal da semana passada na Av. Infante D. Henrique, entre a Estação Fluvial e o Ministério das Finanças].

E que se volte com um apelo ao Governo, aos deputados, aos autarcas, aos responsáveis pelas estradas nacionais, enfim, a quem manda; a quem pode alterar leis, a quem pode zelar pelo bom estado das estradas, a quem, por força da posição que ocupa, por já ter dedicado muitas horas a pensar nisto, pode ter algo a dizer que contribua para inverter uma situação que parece indomável e que se traduz em números estupidamente elevados de mortos e feridos. Reforço estupidamente elevados.

É preciso inverter a situação!

Somos, seguramente, um país de maus condutores. Melhore-se o ensino da condução, exija-se mais às escolas. Somos de cometer excessos, desde logo de velocidade. Vigie-se a sério. Em vez da caça à multa fácil na auto-estrada, onde o limite até é capaz de ser baixo, vigie-se pedagogicamente. E puna-se com mais severidade as manobras perigosas. Nas povoações, como no interior das cidades, introduza-se semáforos dissuasores da velocidade. Arranje-se as estradas e as ruas das cidades bermas altas e buracos são ratoeiras perigosas. Vigie-se mais o parque automóvel e as empresas a quem compete certificar a segurança dos carros. E dos autocarros de passageiros. E dos carros das obras, uns e outros tantas vezes refugo de países mais desenvolvidos.

Como pode haver, por essas cidades, tanta passadeira por pintar? Como pode haver, por essas estradas, tanto risco contínuo por pintar e tantos que já foram nítidos e agora estão apagados apesar da sua importância? Quem assume tanta negligência? E os sinais de trânsito que faltam, os que estão escondidos por um arbusto ou os que não correspondem à realidade: quem se responsabiliza? E as obras mal planeadas, extensas e deficientemente sinalizadas: quem responde? E muito, muito mais.

E, na base de tudo, não esquecer: civismo. Lições de civismo desde cedo. Para que ninguém se sinta um herói superior ao volante, capaz de tudo levar à sua frente. Civismo. Para respeitarmos o outro e lhe darmos prioridade. Civismo. Para não apitarmos quando vemos alguém em dificuldade. Civismo. Para deixarmos de ser estúpidos e baixarmos o número de mortes e feridos na estrada 1.

Tudo o que se diz no artigo é verdade, mas ainda insuficiente. Pergunta-se: aqueles atropelamentos (em Lisboa e em Tires) não se deram exactamente em cima de passadeiras para peões? Então, não basta corrigir o posicionamento da sinalética e semafórica do trânsito citadino. Há que dar uma clara prioridade à circulação pedonal e introduzir medidas efectivas de acalmia do trânsito 2.

1. Ler José Leite Pereira IN http://jn.sapo.pt/2007/11/06/preto_no_branco/basta_tanto_acidente.html

2. Ver também os links dos artigos http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/11/acalmia-de-trnsito.html e http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/10/passadeiras-de-pees.html

Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

O semáforo passou a intermitente

O Ministério da Administração Interna está a analisar as medidas contidas no Programa Risco Zero, proposto por uma empresa privada de marketing e de inovação, o qual pretende assinalar os bons, médios e maus condutores com dísticos de cor verde, amarelo e vermelho.

Os primeiros têm direito a descontos, os últimos têm de fazer novo exame se querem voltar a usar o dístico verde. Os bons condutores teriam contrapartidas, nomeadamente, descontos na compra de automóveis, acessórios, combustível, etc., enquanto os perigosos, ou seja, os que provocaram mais de dois acidentes no último ano ou quatro nos últimos dez anos, terão de usar um dístico vermelho no canto inferior esquerdo do pára-brisas e de fazer um exame de condução se quiserem usar um verde. Aos que têm um dístico laranja - o que implica ser responsável por dois acidentes no último ano ou três nos últimos dez anos -, bastará, por exemplo, tirar algumas lições de condução.

A empresa diz que apresentaram o projecto ao Governo há um ano, para que indicassem peritos para trabalhar em equipa, sublinhando que não existe qualquer interesse comercial por detrás. O gabinete do secretário de Estado da Administração Interna, com a tutela da segurança rodoviária, refere que a empresa apresentou “várias propostas no âmbito da segurança rodoviária que tinham como objectivo a venda de serviços”, “uma das quais iria no sentido de classificarem os condutores de acordo com o seu comportamento”, e que seria avaliada aquando da revisão do Código da Estrada prevista para 2008. As ideias contidas no referido programa, teriam sempre de ser complementar ao sistema de Carta por Pontos.

Para o ACP, a identificação do condutor consoante a condução seria estigmatizante e não ajuda à prevenção dos acidentes. Um director de uma Escola de Condução entende que há inconvenientes e pergunta: “E se o carro tiver mais que um condutor, apenas o proprietário é obrigado a usar o dístico?” Por seu lado, o Governo reconhece que “todas as medidas penalizadoras não têm resolvido o problema (…) e o compromisso da UE é a redução dos acidentes em 50% até 2009”, argumenta 1.

Se assim é, porque não se aposta antes em medidas de acalmia de trânsito, como a correcção do “posicionamento da sinalética e semafórica do trânsito citadino, introdução de rotundas, lombas, passadeiras iluminadas, zebras elevadas, estreitamento de vias e alargamento dos passeios, tudo medidas simples que poderiam concorrer para a redução das velocidades excessivas, contribuindo para o atravessamento mais seguro de peões e, por consequência, para segurança rodoviária”? 2

Ou será que conceder a prioridade aos veículos tem em vista privilegiar a circulação automóvel e, por consequência, aumentar a cobrança de mais colectas redutoras do défice orçamental. É que, por enquanto, o peão não paga imposto. De que ninguém duvida é que, enquanto não se implementarem medidas que efectivamente devolvam a prioridade ao peão, qualquer outra solução mantém o semáforo da segurança intermitente.

 

1. Ver http://dn.sapo.pt/2007/11/03/sociedade/selo_vermelho_sai_aprovacao_novo_exa.html

2. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/11/acalmia-de-trnsito.html

publicado por Sobreda às 00:12
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Lisboa lidera atropelamentos

Lisboa é, de longe, o distrito onde os atropelamentos com vítimas são mais frequentes, com 1065 casos registados entre Janeiro e Agosto deste ano, bem à frente do Porto, onde aconteceram 681. Em terceiro lugar aparece o distrito de Setúbal, com 317 ocorrências de acidentes com vítimas. Entre 2005 e 2006, Lisboa foi, aliás, um dos cinco distritos do Continente em que os atropelamentos com vítimas aumentaram, passando de 1784 casos em 2005 para 1815 no ano seguinte 1.

O número de acidentes com vítimas não encontra correspondência directa com o número de mortes resultantes deste tipo de sinistros. Desde o início do ano até Agosto, o distrito do Porto estava à frente da pouco invejável lista das regiões com mais vítimas mortais resultantes de atropelamentos. Segundo os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), morreram 15 pessoas atropeladas nesse distrito, mais quatro do que em Lisboa e mais cinco do que em Aveiro, o terceiro distrito com pior registo deste tipo de mortalidade.

Lisboa é o distrito onde mais pessoas ficam feridas com gravidade na sequência de atropelamentos - 92 -, ao passo que o Porto regista 46 feridos graves e Setúbal 42. Analisando os totais nacionais, nota-se uma tendência de diminuição das vítimas de atropelamentos – em 2005 foram registadas 6675 vítimas, número que baixou para 6401 no ano passado.

Neste ano já foram contabilizadas 4003 vítimas deste tipo de acidentes até Agosto, menos 37 que em igual período do ano passado e menos 185 do que as que estavam contabilizadas em Agosto de 2005. Na última década tem-se registado uma descida constante do número de vítimas. Em 1998 havia registo de 6192 vítimas entre Janeiro e Agosto, um número que tem descido – sem excepções – de ano para ano. Os números da ANSR de 2007 mostram que a maioria dos acidentes – 3482 – acontece dentro das localidades, sendo os restantes 223 fora delas 2.

Em 2004, Portugal era o segundo da UE neste tipo de sinistralidade. O problema continua a ser grave e a marcar a vida nos centros urbanos. Especialistas defendem que faltam “mais campanhas de sensibilização” e mudanças na lei para reforçar as sanções para estes tipos de acidente 3.

Considerando que 1/4 das vítimas de acidentes de automóvel são peões, a ACA-M (Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados) tem mantido acções permanentes para a redução da sinistralidade. Ainda neste ano, numa acção conjunta com a CML, pintou, em quatro ruas de Lisboa, passadeiras de peões evocativas das vítimas de atropelamento. As passadeiras-memoriais estão instaladas na Praça dos Restauradores (frente ao Cinema Condes), Cais do Sodré (frente à estação), Avenida de Berna (frente à Universidade Nova) e Marquês de Pombal (frente à EDP) 4.

 

1. Ver dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária sobre sinistralidade em www.ansr.pt/Default.aspx?tabid=103

2. Ver www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=264282&idselect=9&idCanal=9&p=200

3. Ver http://dn.sapo.pt/2007/11/03/cidades/quatro_atropelados_dia.html

4. Ver imagens em www.aca-m.org/documentos/comunicados/campanha_passadeira_2007.html

publicado por Sobreda às 00:10
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Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

Via urbana sem distribuição de trânsito local

Transformar a 2ª Circular numa “via urbana de facto” parece ser o objectivo que preside à grande intervenção que a autarquia de Lisboa está a preparar para esta estrada. Desse conjunto de obras “a executar de imediato”, segundo um relatório a que o Expresso terá tido acesso, prevê-se o encerramento de alguns nós e ligações 1.

Algumas das situações consideradas pelos peritos camarários como de “conflito extremamente perigoso, quer para os utentes da 2ª Circular, quer para os habitantes do bairro”, e tidas em conta para sofrer modificações, incluem o acesso ao Bairro da Encarnação. Também em alternativa, vão ser inseridas vias de aceleração em locais como o acesso das Calvanas para quem segue para a A1, das entradas da Rotunda do Aeroporto, ou do Eixo Norte-Sul e da Estrada da Luz. Para além destas alterações nos acessos haverá também remodelações entre a Av. da Pontinha (Colombo) e a Av. Lusíada, bem como na saída para a Estrada da Luz, em direcção a Sete Rios.

Mas uma outra intervenção prevista é na saída da 2ª circular para Telheiras, localizada logo após o Colégio Alemão. Curiosamente, uma das entradas para a urbanização, via Bairro Jardim, com uma faixa de rodagem extra para desaceleração antes da saída, e com lombas - por sinal de fraca qualidade - redutoras de velocidade à entrada da zona habitacional e de atravessamento da pista ciclável entre Telheiras e Entrecampos.

Neste acesso, a supressão da saída da via constituirá uma situação verdadeiramente inexplicável. Mais. Metodologicamente costuma descrever-se e estudar-se um problema antes de se adoptar a melhor solução, porém, para já não aparece qualquer justificação baseada no número e tipo de acidentes registados no local, o que já por si não é um bom sinal. Diz a sabedoria popular que “cadelas apressadas têm crias cegas”.

Noutras entradas em Lisboa, como pela auto-estrada do Norte e pela Radial de Sintra, vão ser “marcadas” pela criação de ‘Portas da Cidade’ - uma forma “de garantir a transição entre ambientes rodoviários distintos, induzindo à redução da velocidade de circulação”. No nó do Ralis vão ser removidos todos os painéis publicitários e árvores e rectificadas as copas das árvores existentes junto ao viaduto do relógio. Fonte ligada ao processo disse estar ainda “a Câmara a fazer a avaliação dos custos da intervenção”, não estando por enquanto definido o calendário da sua execução 2.

A alternativa viária seria, bem pelo contrário, a transformação da 2ª circular em via de circulação local, permitindo um outro tipo de escoamento do trânsito. Espera-se também que o programa de obras tenha uma apresentação pública, seguida de debate pelas diversas associações de moradores das zonas afectadas.

 

1. Ver http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/151017

2. Ver http://radares50-80.blogspot.com/2007/10/cmara-de-lisboa-muda-acessos-segunda.html

3. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/149540.html

publicado por Sobreda às 03:38
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Barreiras e rotundas na 2ª circular

A estrutura viária é um dos elementos fundamentais da organização e forma de uma área urbana. A hierarquia da rede viária é função da sua qualidade - principal ou distribuidora, ou secundária ou local. Ressalta ainda, como qualidade de uma rede viária, a topografia, a exposição ao sol e aos ventos dominantes, a presença de indústria ou de habitação (tipo de ocupação do território), o fluxo previsto e as expansões.

Ao abordar-se a mobilidade, deve ser incluída a proposta de circulação pedonal, de ciclovias, de circulação automóvel e de transporte pesado. Estas últimas geram fluxos de poluições sonora e atmosférica, de tempo gasto em deslocações, stress, insegurança, incidentes, acidentes e conflitualidade social.

Na definição de uma nova via implica considerar focos de poluições, segurança e isolamento, cortando o território e gerando novos hábitos e necessidades que geram isolamento e até segregação social. Para se atravessar uma via rápida, é normalmente necessário percorrer distâncias quase sempre superiores.

No caso da 2ª circular, esta via funciona como um muro, não só de carácter físico ‘obstáculo’, efectivamente é intransponível na sua grande parte, mas também como barreira de poluição sonora e atmosférica. Basta observar a orientação dos edifícios - ou voltados de costas para a circular ou protegidos por barreiras acústicas que acentuam ainda mais o carácter de barreira.

A 2ª Circular tem génese no Plano Geral de Urbanização de Lisboa do arquitecto e urbanista Meyer-Heine de 1967 (publicado em 1977). As estatísticas mostram que ao longo do seu traçado a população residente decresceu cerca de 15% entre 1991 e 2001. As freguesias com aumento populacional são a Encarnação (3,8%), o Lumiar (6,5%), a Charneca (9,8%) e Carnide (28,6%).

Há quem proponha que a 2ª circular seja transformada em via de circulação local devido a três factos em prospectiva: a (eventual) saída do Aeroporto da Portela, a entrada em funcionamento do (deficiente) Eixo Norte/Sul, o (futuro) fecho da CRIL. Parte-se do pressuposto que a conclusão destas três obras viria reduzir o volume de circulação automóvel que hoje utiliza a 2ª circular para atravessamento da cidade e eliminar quase todo o tráfego com destino ao aeroporto 1. Actualmente não é essa a realidade 2.

Como alternativa viária, a transformação da 2ª circular em via de circulação local poderia vir a permitir um outro tipo de escoamento do trânsito local, conseguido através do nivelamento de alguns cruzamentos com, por exemplo, a criação de rotundas.

Nós continuamos a apostar na entrada em funcionamento de uma Autoridade Metropolitana que reorganize eficazmente a intermodalidade entre os transportes públicos.

 

1. Ver http://arquitecturacidade.blogspot.com/2007/10/2-circular-de-lisboa-mobilidade-e.html

2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/148675.html

publicado por Sobreda às 03:36
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Problemas de segurança mantêm-se no novo Eixo

O Eixo Norte/Sul, que ficou concluído há três semanas com a abertura do troço entre o Lumiar e a CRIL, demorou 20 anos a construir e envolveu queixas na Procuradoria-Geral da República por alegados problemas de segurança.

O primeiro troço, que começa após a Ponte 25 de Abril e termina na Avenida Padre Cruz, estava já concluído há mais de 10 anos. Com a inauguração deste último lanço, entre a Avenida Padre Cruz e a Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL), os automobilistas que se deslocam entre a Margem Sul e o Norte deixam de ter necessidade de entrar na 2ª circular para chegarem a Sacavém, onde começa a auto-estrada do Norte (A1).

Todavia, por resolver ficaram os alegados problemas de segurança do troço existente, desde 1997, entre a Ponte 25 de Abril e a Av. Padre Cruz, alvo de uma queixa-crime do Observatório de Segurança das Estradas e Cidades (OSEC) por alegadas deficiências no traçado.

O OSEC é uma organização não governamental - constituída por juízes, engenheiros e advogados -, que pretende provar que os erros cometidos na construção ou manutenção das estradas são causadores da grande maioria dos acidentes de viação.

O seu presidente explicou que o OSEC não teve ainda qualquer resposta quanto às queixas apresentadas. “Só lhe posso dizer que ainda não fui chamado para qualquer diligência, mas continuamos a reunir mais documentação para juntar ao processo”

Na origem da queixa está um estudo de 2005 que identificava várias vias com traçados perigosos, com curvas que violam regras de segurança, entre as quais o Eixo Norte/Sul. “Comunicámos os resultados às diversas entidades competentes e esperámos que alguma coisa fosse feita. O que é certo é que quanto ao Eixo Norte/Sul nada foi corrigido a estrada lá continua a provocar acidentes com os seus defeitos”, acrescentou.

O estudo elaborado por engenheiros membros do OSEC em 2005 referia que o Eixo Norte/Sul - entre a Calçada de Carriche e a Avenida da Ponte 25 de Abril - têm curvas que violam regras de segurança estabelecidas por normas de traçado e que são sinalizadas com limites de velocidade acima do que é seguro.

Um dos protestos que mais marcou este último lanço foi encabeçado pelos moradores da Freguesia da Ameixoeira, que alegam que a construção da via os isolava do resto da freguesia. Outro problema era o mercado municipal do Lumiar, já que estava previsto que a obra passasse por aquela zona. A solução passou pela construção de um viaduto com um dos pilares a assentar no interior do próprio mercado.

A conclusão do Eixo Norte/Sul permitiria criar um novo acesso à capital a partir do nó de ligação com CRIL e que a via serviria para descongestionar o trânsito actualmente existente nos acessos a Lisboa pelo Itinerário Complementar (IC) 22, a auto-estrada do Norte e, sobretudo, o fluxo de veículos resultantes da auto-estrada 8 e da Estrada Nacional 8, que chegam à cidade através da Calçada de Carriche.

Contudo, por dia entram em Lisboa cerca de 80 mil veículos através da A1, provenientes do Norte, mas também dos concelhos de Loures, Vila Franca de Xira e Alenquer. Pelo IC22 entram na capital 30 mil veículos por dia, com origem na Circular Regional Exterior de Lisboa (CREL), na sua maioria do concelho de Loures. Por seu lado, a A8 e a N8 deslocam para o centro de Lisboa 90 mil veículos originários do distrito de Leiria e dos concelhos mais a norte do distrito de Lisboa, sendo os mais representativos Torres Vedras, Mafra, Odivelas e Loures.

O Governo estimava que entre Camarate e o Marquês de Pombal o tempo de viagem fosse reduzido na ordem dos 30%, prevendo que o desvio para o Eixo Norte/Sul de cerca de 20% do tráfego, que hoje entra em Lisboa pela 2ª circular na zona Norte, iria ajudar a descongestionar o trânsito intenso daquela via 1. Ora, passadas duas semanas, constata-se que nada disso está a acontecer. Bem pelo contrário: o congestionamento de trânsito nas horas de ponta da manhã agravou-se, entupindo agora todas as vias 2.

 

1. Ver http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/137351

2. Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/148675.html

publicado por Sobreda às 03:35
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Código Penal já prevê o ‘street racing’ como crime

O comissário do comando da PSP de Lisboa diz ter conhecimento de que o novo troço do Eixo Norte-Sul tem servido de pista para ‘street racers’, ainda que a polícia não tenha sido oficialmente chamada para agir nesta zona. “O fenómeno é recente e não temos conhecimento oficial e visualizado de nenhuma corrida”. “No entanto, há uma semana e meia que temos tido carros-patrulha no local”, garante. “Até hoje não foi necessário intervir, ao contrário do que se verificou no mês passado, junto à Ponte Vasco da Gama, onde realizámos dez detenções”.

Assegurou também que a PSP tenciona intervir a longo prazo. “Temos estado atentos à situação do Eixo Norte-Sul. Este fim-de-semana estaremos no local outra vez e as operações não vão cessar até se verificar que o fenómeno foi extinto.”

Acontece que o novo Código Penal prevê o “street racing” como crime. O comissário do comando da PSP de Lisboa, explica quais as infracções que justificam a detenção dos ‘street racers’. “Por um lado, averiguamos se há alteração das características dos veículos que ponham em causa a segurança” e, por outro lado, “a PSP pode e deve punir qualquer indivíduo que conduza em excesso de velocidade”.

A polícia também pode agir se existir condução perigosa: “Verifica-se muito nestas corridas, já que estes indivíduos ocupam geralmente várias faixas de rodagem, a velocidades muito altas, o que põe em risco a circulação dos outros condutores”. O comissário acrescenta por fim que “a PSP pode fazer detenções se se provar que os condutores fizeram uma aposta”.

As corridas ilegais de automóveis põem em risco a segurança de outros veículos que estejam no momento em circulação e o novo Código Penal já prevê o ‘street racing’ como crime.

 

Ver http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/148810.html

publicado por Sobreda às 03:33
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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Street racing no Eixo Norte-Sul

Desde que, no dia 10 de Outubro, foi inaugurado o último troço do Eixo Norte-Sul, que liga o Lumiar à Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL), a via tem servido de pista para as corridas ilegais de automóveis ou ‘street racing’. Os moradores que vivem junto ao novo traçado queixam-se de que o barulho vai muito para além daquilo que as barreiras sonoras conseguem isolar.

“A Alta de Lisboa já é há muito tempo palco destas corridas, que acontecem principalmente na Rua Helena Vaz da Silva e na Avenida Krus Abecassis. Não é só no Eixo Norte-Sul”, como explica Tiago Figueiredo, professor e dinamizador do blogue “Viver na Alta de Lisboa”. “Estas ruas têm mais ou menos um quilómetro e chamam a atenção dos ‘street racers’, acrescentando que a situação “incomoda as pessoas e ninguém faz nada contra isso”.

Para o autor do blogue, “já foram enviados vários e-mails a pedir à CML que pressione a PSP”. Além disso este morador sugere que deve haver em toda aquela zona uma intervenção rodoviária “com pés e cabeça, para que ‘street racers’ e outros condutores não usem estas estradas como pistas de aceleração”.

Também segundo o presidente da ACA-M “houve inúmeras queixas dos moradores por causa do ruído no dia a seguir à inauguração do novo troço”. “Os moradores sentem-se lesados, não só pelo ruído provocado a horas tardias, mas também pela insegurança. Sentem-se ameaçados” 1.

Procurando soluções para o abrandamento do trânsito, o blogue propõe também um inquérito ‘em-linha’ aos moradores sobre a viabilidade da instalação de lombas 2.

Trata-se, aliás, de uma proposta há já algum apresentada por “Os Verdes” na Assembleia Municipal à então vereadora da mobilidade. O formato recomendado aponta para passadeiras elevadas para os peões, nas zonas de Lisboa com atravessamento pedonal mais complicado 3.

Daí que “Os Verdes” comentem a propósito da recente campanha da CML de rebaixamento dos lancis por ter apenas o objectivo de peões, deficientes, carrinhos, etc., descerem para a via rodoviária para procederem ao atravessamento para o outro lado da rua. Ou seja, é o peão que é convidado a ‘invadir’ o terreno (alcatroado) dos veículos automóveis. Caso as medidas da CML pretendessem salvaguardar a prioridade do peão, teria de ser sempre o carro a ‘pedir’ para atravessar o espaço urbano, que é por excelência dos cidadãos.

Donde, não deveria ser o passeio a ser rebaixado, mas sim a passadeira e a zebra a serem elevadas à altura do lancil e do passeio. Aqui sim, seria a viatura a ter de reduzir a velocidade para ultrapassar um obstáculo redutor dessa velocidade.

Só assim a circulação pedonal estaria mais protegida, cumprindo-se a promessa (afinal não cumprida) de presidente e vice-presidente da CML de “uma cidade mais amigável, onde o peão se sentisse mais seguro e onde se circulasse com melhores condições”.

Em resposta ao desafio de “Os Verdes” o presidente da ACA-M defende que “em ruas locais, pelo menos, faz todo o sentido, inclusive elevando todo o cruzamento” 4.

Também o blogue Menos1carro sugere lombas de forma sinusoidal 5.

 

1. Ver Metro 2007-10-31, p. 6

2. Ver http://viveraltadelisboa.blogspot.com

3. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/08/passadeiras-elevadas.html

4. Ver http://osverdesemlisboa.blogspot.com/2007/09/o-passeio-do-equvoco.html

5. Ver http://menos1carro.blogs.sapo.pt/52911.html

publicado por Sobreda às 18:51
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Um troço destroçado

O que poderia ter sido um acontecimento e uma satisfação para os lisboetas e para aqueles que nesta cidade trabalham, acabou por se tornar um pesadelo para as populações locais: o recentemente inaugurado último troço do Eixo N/S entre o Lumiar e a IC 17.

Concretizando uma velha aspiração de retirar trânsito de passagem do interior da cidade, esta via sofreu uma alteração entre esse conceito inicial (PDM de 1967) e o actual (PDM de 1994) no sentido de lhe atribuir também funções de trânsito local. Esta modificação implicou assim um aumento do número de nós e das respectivas saídas.

Esta opção justificar-se-ia por a zona a poente da via, que no primeiro PDM constituía o Parque Periférico, foi sendo entretanto preenchida com loteamentos, cujo peso do aumento populacional começa agora a manifestar-se.

Não foi sem algum espanto que a abertura ao público se realizou em condições deploráveis, mais próprias de um país do terceiro mundo do que de um Estado que se diz de direito e democrático. Das funções a que se propunha apenas o problema do trânsito de passagem ficou resolvido e mesmo este mal (vide, entre outros, os engarrafamentos no Nó do Grilo).

Dir-se-á que a situação é provisória e que vai ser resolvida. A experiência aconselha-nos a não alimentar grandes expectativas. Primeiro, porque nos locais problemáticos não se vê ninguém a trabalhar. Depois, porque é de duvidar que a obra final corresponda ao que foi aprovado pela Câmara, nomeadamente as saídas completas dos nós rodoviários. Finalmente porque não haverá alguém dentro ou fora da Câmara realmente preocupado com as questões referidas. Porque, se assim não fosse, estariam a ser realizadas algumas pequenas obras nestes acessos, mesmo precárias, que poderiam ter minimizado alguns dos problemas mencionados.

As inventariadas razões de crítica estão expressas num artigo do Fórum Cidadania 1. Concluindo: erros técnicos, negligência, desprezo pelas populações e demissionismo do Poder Central e da Câmara. Mais um mau serviço prestado à cidade e ao País.

O aparentemente inexplicável é que, de manhã, as três vias de entrada em Lisboa pelo Norte estão permanentemente engarrafadas: 2ª circular, Av. Padre Cruz e Eixo Norte-Sul. Aparentemente a CML terá entretanto mexido no sistema de semaforização das vias que circundam o Eixo Norte-Sul. Ou seja, sinais que estavam abertos com maior período de tempo em locais como Carnide, Lumiar, Telheiras, Laranjeiras, etc., demoram agora menos tempo. Por exemplo: utentes que, de Telheiras às Avenidas Novas demoravam 18 minutos, agora demoram 1 hora. E desta hora, 40 minutos são passados em Telheiras, junto à entrada/saída do referido Eixo, como na Avenida das Nações Unidas 2.

O problema real centra-se em que, sem investimento efectivo em transportes públicos de qualidade, o resultado é o de um novo caos diário na circulação rodoviária em Lisboa, num troço que deixa os munícipes verdadeiramente destroçados.

 

1. Ver artigo do arquitecto Guilherme Alves Coelho http://cidadanialx.blogspot.com/2007/10/algumas-crticas-acerca-do-ltimo-troo-do.html

2. Ler nota a http://lxtelheiras.blogspot.com/2007/10/impresso-minha.html

publicado por Sobreda às 01:48
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

Multas por estacionamento ilegal

Mais de 5.000 viaturas foram multadas por estacionamento ilegal em segunda fila em Lisboa durante o primeiro mês da operação de “tolerância zero” àquela infracção promovida pela autarquia da capital. Na operação, foram autuados 5.024 veículos, 1.534 foram bloqueados e 277 rebocados.

Os dados referem-se ao período entre 12 de Setembro e 12 de Outubro, o primeiro mês daquela operação que implicou o reforço do policiamento nas zonas abrangidas. O aumento da intensidade média do trânsito foi detectado pelos ‘contadores’ da autarquia instalados nas zonas do Marquês de Pombal, Saldanha e Campo Pequeno. As faixas “bus” foram onde se registou maior aumento da fluência do trânsito.

Na faixa “bus” da avenida Braancamp para o Marquês de Pombal registou-se um aumento de 22% de manhã e de 12% à tarde. Na faixa “bus” da Rua Alexandre Herculano para a Avenida da Liberdade o aumento foi de 20% de manhã e de 15% à tarde. No troço da rua Conde Redondo para a Avenida da Liberdade ganhou-se 1% de manhã e três% à tarde. Na Avenida Álvares Cabral para o Rato o ganho foi de 9% de manhã e 1% à tarde. Entre a rua Alexandre Herculano e a Avenida da Liberdade aumentou 13% de manhã e 6% à tarde. O troço da Avenida D. João V para o Rato aumentou a velocidade média em 16% de manhã e 2% à tarde. Na zona do Saldanha, na Avenida João Crisóstomo, o aumento foi de 16% de manhã e 14% à tarde. Na zona do Campo Pequeno, a Avenida 5 de Outubro, sentido Norte-Sul, houve um ganho de 7%, de manhã e à tarde. Na Avenida de Berna, no sentido Avenida de Roma, o aumento foi de 8% de manhã e de 3% à tarde.

A operação de ‘tolerância zero’ ao estacionamento ilegal incidiu sobre as vias: Avenida Júlio Dinis, Berna, Barbosa du Bocage, Elias Garcia, Visconde de Valmor, Miguel Bombarda, João Crisóstomo, Duque D´Ávila, 5 de Outubro, Defensores de Chaves, António Augusto de Aguiar, Marquês da Fronteira, Duque de Loulé, Álvares Cabral, Infante Santo, Rua Castilho, Alexandre Herculano, S. Bento, Praça Marquês de Pombal e Largo do Rato.

Na zona do Chiado, incluiu: largo Trindade Coelho, Rua Nova da Trindade, Largo da Trindade, Rua da Trindade, Serpa Pinto, Travessa e Largo do Carmo, Rua Anchieta, Garrett, Calçada do Sacramento, Rua do Carmo, 1º de Dezembro, Calçada do Carmo, Rua Condessa, Ivens, Largo da Academia das Belas Artes, Calçada de São Francisco, Rua Nova do Almada, S. Nicolau, do Crucifixo e da Vitória.

Como a “tolerância zero” ainda não chegou ao Lumiar, os estacionamentos abusivos mantém-se ‘impávidos e serenos’.

Ver Lusa doc. nº 7623336, 22/10/2007 - 17:53

publicado por Sobreda às 01:00
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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

Street racers no Eixo Norte-Sul

A CML aprovou, na 2ª fª e por unanimidade, uma moção proposta pelo movimento Cidadãos por Lisboa que defende “apertada fiscalização” da PSP para combater as corridas de automóvel ilegais (“street racing”) que começaram a realizar-se no novo troço do Eixo Norte-Sul.

Segundo os vereadores, desde que foi inaugurado o último troço do Eixo Norte-Sul, na semana passada, a via começou a “atrair os chamados ‘street racers’, especialmente na zona do viaduto sobre o Lumiar”, onde o som das viaturas transformadas consegue suplantar a eficácia das barreiras sonoras implantadas no viaduto, originando grande número de reclamações por parte dos moradores da zona.

Tendo por base as queixas dos munícipes, a moção estipula “não só uma apertada fiscalização desta via por parte da PSP, como a instalação urgente de medidas de controlo e abrandamento de velocidade em permanência”.

 

Ver Lusa doc. nº 7595793, 15/10/2007 - 16:08 e Destak 2007-10-16, p. 3

publicado por Sobreda às 00:51
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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

Inauguração da Calçada de Carriche

Ontem foi o dia perfeito para inaugurar um novo blogue sobre a Calçada de Carriche e o Lumiar.

Nomeadamente sobre o abandono crescente da Calçada e o olhar exacerbado sobre o Lumiar, tão acentuado que descer em direcção a Odivelas praticamente corresponde a descer de classe social e, por outro lado, corresponde a descer na ordem de prioridades da autarquia.

No dia em que foi inaugurado o troço final do Eixo Norte-Sul, um morador na Calçada de Carriche, espera “ver igual intervenção na Calçada e que seja intervenção urgente, caso contrário mantém-se este atentado à qualidade de vida e este promotor de degradação urbanística”.

 

Foto e texto de http://decarricheaolumiar.blogspot.com

publicado por Sobreda às 01:09
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Comissão (re)avalia radares

O aumento dos limites de velocidade nos troços “tipo via rápida” sujeitos a vigilância por radar vai ser discutido hoje na primeira reunião da Comissão para avaliação do sistema de radares de Lisboa. O aumento da velocidade máxima, de 50 para 80 quilómetros/hora, naqueles troços, com quatro faixas de rodagem e baixa frequência de atravessamentos, foi pedido numa petição que recolheu mais de 10 mil assinaturas.

A Comissão de avaliação do sistema de controlo de velocidade e vigilância de tráfego de Lisboa foi criada por despacho do presidente da CML, a 13 de Setembro. É coordenada pelo vice-presidente da CML e vereador da Mobilidade, e integram-na um vereador e dirigente da ACA-M, o director municipal de Segurança e Tráfego, a Polícia Municipal, a Divisão de Trânsito da PSP, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, o presidente do Automóvel Clube de Portugal, o Centro Rodoviário Português, e o promotor da petição, Fernando Penim Redondo.

Este afirmou que “cada caso é um caso e é, por isso, difícil, haver uma opinião generalizada” sobre as vias em que a velocidade máxima deve diminuir. “Queremos que se faça um estudo para que nas vias com duas faixas de rodagem de cada lado e separador central os limites sejam reavaliados”, sustentou.

Exemplificou ainda com o limite de 50 Km/h controlado por radar na Avenida Marechal Gomes da Costa, onde há um separador central e duas faixas de rodagem em ambos os sentidos e uma passagem superior de peões. Segundo o promotor da petição, “há pequenas obras que podiam eliminar factores de risco, como intervalos no separador central que permitem o atravessamento pelos peões”.

Entre o dia 16 de Julho, quando os 21 radares da capital entraram em funcionamento, e o dia 6 de Setembro, a Polícia Municipal de Lisboa registou em fotografia um total de 92.772 infracções, das quais 75.386 leves, 16.175 graves e 1.211 muito graves. A primeira reunião da comissão deverá apenas “discutir o método de trabalho a adoptar”.

 

Ver Lusa doc. nº 7551894, 02/10/2007 - 06:30

publicado por Sobreda às 12:55
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Domingo, 30 de Setembro de 2007

Eixo mantém condicionamentos ao trânsito

O restabelecimento da via e da sinalização na Avenida Padre Cruz vai condicionar o trânsito entre o cruzamento com o Eixo Norte/Sul e a Rua do Lumiar. As obras na via começam já amanhã, 2ª feira, e vão decorrer durante a primeira semana de Outubro 1.

A conclusão do Eixo Norte-Sul está na sua recta final, com a finalização dos trabalhos do viaduto sobre a Avenida Padre Cruz. Segundo a Estradas de Portugal, a obra, que promete retirar milhares de veículos dos engarrafamentos da Segunda Circular e da Calçada de Carriche, deverá ser inaugurada no próximo mês, não estando ainda agendada qualquer data.

O troço a abrir entre o Lumiar e o nó de ligação com a Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL) a Norte de Lisboa, numa extensão de 4,4 quilómetros, tem um custo de cerca de 25 milhões de euros, cabendo ao Estado o pagamento de 15 por cento, e sendo o restante assumido pela União Europeia.

Do lanço a inaugurar, com os trabalhos praticamente concluídos figuram quatro viadutos, oito passagens superiores, três inferiores, o pequeno túnel do Grilo junto ao Forte da Ameixoeira e quatro nós de ligação desnivelados: Ameixoeira, Alto do Lumiar, Camarate e CRIL.

A obra de maior complexidade, e cujos trabalhos estão mais atrasados, é o viaduto sobre a Avenida Padre Cruz e a Rua do Lumiar. O viaduto tem uma extensão de 773 metros e 32,4 metros de largura. Conta com três faixas em cada via e separador central.

Concluído há mais de dez anos está o primeiro lanço da obra, que nasce após a Ponte 25 de Abril e termina na Avenida Padre Cruz. A vantagem desta primeira fase foi retirar do centro da cidade o trânsito que estabelecia a ligação entre a Margem Sul e a Segunda Circular.

Com a inauguração, no próximo mês, do lanço entre o Lumiar e a CRIL as maiores vantagens são para os automobilistas que se deslocam entre a Margem Sul e o Norte, pois deixam de ter necessidade de efectuar o percurso pela muito congestionada Segunda Circular até atingirem Sacavém, onde começa a auto-estrada do Norte (A1).

Beneficiada sai também a ligação entre a Ponte 25 de Abril e a auto-estrada 8 (A8), com destino à região Oeste. Neste percurso deixará de ser necessário percorrer a Calçada de Carriche. Uma vantagem que também beneficia habitantes de Cascais, Sintra, Amadora e Oeiras nas ligações à parte leste da Grande Lisboa, enquanto não fica concluído o troço de três quilómetros da CRIL entre a Buraca e a Pontinha.

Ao nível da circulação interna da cidade de Lisboa, o troço a abrir facilitará a circulação entre a Alta de Lisboa e o Lumiar. A conclusão do Eixo Norte-Sul permitirá atravessar Lisboa de Norte a Sul ao limite legal de 80 quilómetros/hora sem necessidade de parar em semáforos. A via tem início na ligação com a CRIL e, dirigindo-se para sul, passa junto da Alta de Lisboa. Depois de efectuado o cruzamento desnivelado com a Avenida Padre Cruz, no Lumiar, segue para Telheiras, cruza a Segunda Circular, possibilitando depois o acesso a Sete Rios, Entrecampos e Praça de Espanha.

Pouco antes de entrar na Ponte 25 de Abril há ainda um acesso ao Marquês de Pombal. A conclusão do Eixo Norte-Sul termina também a construção do Itinerário Principal 7, que atravessa o País desde a fronteira entre Elvas e Badajoz até Lisboa. Um dos pontos mais marcantes da via rápida, pelo efeito paisagístico, é quando atravessa o Aqueduto das Águas Livres.

Segundo um comentário on-line, “cruzar Lisboa sem semáforos até dá vontade de rir. Resolveram o problema do Lumiar e arranjaram um ainda maior que é a entrada na A8 , que para quem vem do túnel para entrar junto a Frielas aquilo até parece a roleta russa”.

A obra que representa o maior empreendimento em fase de construção das Estradas de Portugal cumpre uma promessa que se arrasta há mais de duas décadas. Em Novembro de 2006, o ministro das Obras Públicas, previa a sua conclusão para Abril deste ano. Seis meses depois dessa meta, o Eixo Norte-Sul poderá finalmente ficar concluído.

A obra terá um impacto visual significativo, sobretudo devido à construção do viaduto junto a prédios da Avenida Padre Cruz e da Alameda das Linhas de Torres 2.

 

1. Ver Metro 2007-09-26, p. 6

2. Ver www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=259776&idselect=10&idCanal=10&p=200

publicado por Sobreda às 00:55
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Cruzamento ou rotunda?

Este entroncamento da Rua Prof. Eduardo Araújo Coelho com a Rua Prof. Fernando da Fonseca, constitui uma das entradas de Telheiras, para quem vem do estádio do Sporting, ou saída em viaduto para a Av. Padre Cruz, em direcção à 2ª circular e ao Campo Grande.

As travagens e os acidentes são comuns, como atesta a sinalética vertical ‘atropelada’ sobre o lancil. É óbvia a necessidade urgente da instalação de semáforos.

 

Em dias ou noites de futebol, as ‘roulottes’ de bifanas e os vendedores ambulantes juntam-se nas esquinas deste cruzamento e no da Rua Prof. Vieira de Almeida. O estacionamento em cima do passeio estende-se também numa zona circundante de 2 kms. Por isso assim se comenta num ‘post’ do blogue ‘O Carmo e a Trindade’:

“Telheiras em dia de futebol, é um caos. Que se estende até ao Alto da Faia e Paço do Lumiar. E Campo Grande... estacionamentos em plena via. Mas a PSP, como se trata de futebol, ‘esquece’ que o Código de Estrada não está a ser respeitado... As multas são para os outros... e para o dia seguinte...” 1.

Como diria a ‘vizinha’ Mª I. Goulão, sobre a recente campanha da CML para regularizar o trânsito, e a propósito dos estacionamentos em Telheiras em dia de jogo: “Tolerância zero, claro. Mas certamente não aplicável a dias de futebol, touradas e música. É passar hoje (se puderem) na zona de Telheiras e 2ª Circular, perto do estádio onde se joga futebol. É caso para uma t-shirt: ‘Eu atravessei Telheiras a pé em dia de futebol e sobrevivi!’” 2.

Factos para os quais a A.R.T. desde há muito vem alertando.

Quando vai o município perceber a urgência de uma profunda intervenção no local?

 

1. Ver http://carmoeatrindade.blogspot.com/2007/02/sem-regras-nem-apitos.html

2. Ver http://carmoeatrindade.blogspot.com/2007/09/tolerncia-zero-mas-nem-sempre.html

publicado por Sobreda às 01:14
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Estacionamentos encerrados

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) suspendeu na 4ª fª passada a actividade de um dos dois parques contíguos ao estádio do Sporting que, na próxima 4ª fª recebe o Manchester, numa noite em que se espera casa cheia. O parque de estacionamento foi fiscalizado e vai permanecer fechado, por causa de cobranças indevidas de tarifas.

O parque de estacionamento subterrâneo do Alvaláxia e um outro, localizado ao ar livre nos terrenos do antigo estádio José de Alvalade, foram inspeccionados pela ASAE, antes do jogo entre Portugal e a Sérvia, tendo sido detectadas irregularidades no processo de cobrança de tarifas em dias de jogo.

O encerramento de um dos parques vem complicar ainda mais o estacionamento nas imediações do estádio, já habitualmente caótico em dias de jogo. Mais ainda, prevê-se um aumento da confusão na próxima 4ª fª, 19 de Setembro, dia em que o Sporting espera casa cheia na recepção ao Manchester United, primeiro adversário dos leões na Liga dos Campeões.

“As tarifas estavam a ser cobradas de forma ilegal, ou seja, era utilizada uma taxa fixa independentemente do tempo de estacionamento”, explicou um porta-voz da ASAE. Há muito que se sabe que o parque subterrâneo do Alvaláxia cobra, em dias de jogo, uma tarifa única de 5 euros, sendo grátis nos restantes dias da semana. Já nos terrenos do antigo estádio, abertos apenas durante os jogos, estavam a ser cobrados 2 euros.

“Este era um sistema pouco justo para o consumidor e o operador fazia um aproveitamento indevido do espaço”, acrescentou, pelo que o parque que ocupa os terrenos do antigo estádio, para onde está previsto um polémico empreendimento a ser dirimido por um Tribunal Arbitral, foi encerrado “por falta de condições técnicas para cobrar tarifas ao minuto”, como é permitido por lei. Ambos os parques foram alvo de processos de contra-ordenação e obrigados ao pagamento de coimas.

Não se compreende, porém, toda esta ‘febre’ pelo uso do carro em dias de futebol, quando o preço do próprio bilhete do jogo poderia incluir o de uma ida e volta em transporte público, por exemplo, de Metro, visto o estádio ser servido pelas estações do Campo Grande e de Telheiras.

 

Ver http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/115880

publicado por Sobreda às 00:18
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Telheiras em dia de jogo

O tema vem a propósito do reinício de mais um campeonato de futebol e das noites europeias, e do caos no estacionamento que os dias de jogo provocam em Telheiras. Começa-se por transcrever um antigo alerta da autoria de uma ‘vizinha’, a quem desde já agradecemos 1.

“Sazonal e periodicamente, com maior ou menor intensidade, a cena repete-se. À hora a que escrevo este post, o bairro estará certamente vazio de carros, restando algumas dúzias de pneus pendurados nos passeios de calçada portuguesa, já de si bastante danificados de tanto peso.

Falo de futebol. Escrevo sobre Telheiras, como poderia porventura falar de outras zonas próximas de estádios. Cruzo o bairro por volta das 20 horas, transformado por algum tempo num gigante parque de estacionamento. Nada escapa: a 2ª circular, os passeios (não há pilaretes, não se salva um), zonas ajardinadas, passadeiras, curvas. Não me espantaria se um destes dias encontrasse algum carro pendurado numa árvore. (…) Tenho conhecimento de que, pelo menos, uma vez, uma ambulância teve que ficar afastada da porta de um doente que ia buscar por não ter conseguido passar.

E os carros a bloquear as bocas de incêndio? Porque estas também não escapam. Qualquer buraquinho serve, desde que a viatura se encaixe. E se não encaixar fica com as rodas na estrada que também não é problema nenhum. (…) Enquanto isso, a vida dos moradores está condicionada por jogos de futebol: chegar (bastante) cedo ou já depois do apito final. Quem precisa de circular a pé, sempre pode usar a estrada, que é larga”.

Para além dos casos reportados de ambulâncias que não conseguem chegar ao pé das casas, há moradores que não conseguem entrar ou sair das suas garagens. Será que isto só vai com mais pilaretes? Não poderá a Polícia Municipal ter um papel mais dissuasor sobre os prevaricadores ou o município perceber a urgência de uma profunda intervenção no local? Os moradores agradecem.

 

1. Ler “Sem regras nem apitos” Maria Isabel Goulão IN http://carmoeatrindade.blogspot.com/2007/02/sem-regras-nem-apitos.html

publicado por Sobreda às 00:17
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Sábado, 15 de Setembro de 2007

Radares põem contas em dia

Recentemente foram instalados pela CML radares que impõem limites de 50 km por hora em alguns locais da cidade. Entre o dia 16 de Julho, quando a medida entrou em vigor, e o dia 6 de Setembro, às 00h00, a Polícia Municipal de Lisboa registou em fotografia um total de 92.772 infracções, das quais 75.386 leves, 16.175 graves e 1.211 muito graves.

O maior número de infracções muito graves (250) foram registadas na Avenida da Índia, seguindo-se a Avenida Infante D. Henrique (em ambos os sentidos) com 248 e o Túnel do Campo Grande (igualmente nos dois sentidos), com 232. Também no que diz respeito às infracções graves, a liderança pertence à Avenida da Índia, com 4.193 registos, seguindo-se a Avenida de Brasília, com 3.276, e o Túnel do Campo Grande (nos dois sentidos), com 2.051.

Em relação às infracções leves, lidera o Túnel do Marquês que surge à cabeça com um total de 30.694 infracções, seguindo-se a Radial de Benfica (ambos os sentidos), com 14.636, e a Avenida da Índia, com 13.837, acrescenta a Lusa 1.

Os radares de Lisboa já terão entretanto rendido aos cofres da autarquia e do Estado 6,8 milhões de euros (considerando o valor mínimo da coima), de acordo com estatísticas da Polícia Municipal. Fica por se saber quantas multas deste total foram já efectivamente cobradas pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), ex-Direcção-Geral de Viação.

Apesar da quantidade de infracções detectadas, o comandante da Polícia Municipal assegura que “os condutores circulam, claramente, mais devagar”. Quanto a números redondos, a ANSR revela que desde 1 de Janeiro, até ao passado dia 9, morreram em Lisboa 66 pessoas vítimas de acidentes de viação 2.

Este sim, é um valor verdadeiramente escandaloso.

 

1. Ver Lusa doc. nº 7483303, 13/09/2007 - 07:35

2. Ver http://dn.sapo.pt/2007/09/12/cidades/radares_renderam_68_milhoes_cofres_c.html

Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

Segunda Circular é um perigo

Pelo menos um acidente por dia é o negro cenário que caracteriza a 2ª circular, a via que lidera a lista de sinistralidade em todo o país, fruto das altas velocidades praticadas, segundo o comandante dos Bombeiros Sapadores de Lisboa 1.

Falta de visibilidade em várias curvas, piso não aderente, acumulação de água, perigo de hidroplanagem, existência de sumidouros em vez de valas para escoar a água da chuva e inexistência de faixas de aceleração. Estas são algumas das falhas graves existentes na Segunda Circular (Avenida Norton de Matos), em Lisboa. Os problemas integram um extenso relatório do Observatório de Segurança das Estradas e Cidades (OSEC), no DN qual se pede à autarquia o fecho imediato, por perigo elevado, do acesso pela Rua Cidade do Porto. A CML está a estudar o dossier.

“Tendo-se verificado a existência de várias situações que atentam gravemente contra a segurança rodoviária na Segunda Circular, e põem em perigo a vida dos seus utentes, apresenta-se este relatório para despoletar as urgentes correcções que se impõem antes da ocorrência da próxima época das chuvas”, lê-se no documento. Mais: “Verifica-se que a velocidade de tráfego praticada na estrada está acima das condições de segurança que a estrada oferece”.

O valor da velocidade de tráfego, calculada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) num estudo datado de 2004, é de 107 quilómetros/hora. No entanto, “o pavimento defeituoso não é adequado para a prática da velocidade de tráfego”, denuncia o estudo, explicando que “o principal defeito deste pavimento prende-se com a sua má macrorrugosidade, que não consegue garantir níveis mínimos de atrito aos pneus dos veículos, o que está intimamente associado à génese das zonas de acumulação de acidentes”. Sobre a acumulação de água, o documento frisa o perigo de “formação de lençóis de água que potenciam o risco de ocorrência de fenómenos de hidroplanagem”.

O raio e a extensão de algumas curvas sujeitam “os condutores ao risco de despiste ou de perda de controlo de direcção do veículo. Em muitas zonas o próprio traçado constitui-se como um obstáculo à visibilidade fundamental”, denuncia o OSEC. O ambiente que envolve a Segunda Circular também não é o correcto: “As suas imediações retiram aos condutores, de forma muito grave, as necessárias condições de visibilidade para que estes possam executar manobras com a antecedência suficiente, aumentando o risco de ocorrência de travagens perigosas, embates com outros veículos ou com outros obstáculos”.

No que toca aos radares instalados pela autarquia lisboeta (dois, um em cada sentido), o OSEC é peremptório: “Note-se que a velocidade de tráfego praticada resulta das características da estrada e, como esta é defeituosa, por erro ou omissão do Estado, torna-se obrigatório que o número de radares tenha de ser aumentado por forma a garantir que a velocidade não coloque os condutores em perigo”. Isto porque os aparelhos instalados naquela via só controlam a velocidade nos poucos metros que antecedem e se seguem aos radares 2.

Recorda-se que o grupo municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” apresentou, na Assembleia Municipal de 27 de Fevereiro deste ano, uma Recomendação similar sobre as condições de segurança do eixo Norte/Sul, que, tendo sido aprovada por Unanimidade, propunha a correcção técnica das imprecisões e os impactos acústicos da referida via 3.

 

1. Ver “Perigo na Circular”, Sol 2006-09-30, p. 38

2. Ver http://dn.sapo.pt/2007/08/25/cidades/segunda_circular_e_perigo_para_condu.html

3. Ver http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=41&Itemid=36

Domingo, 2 de Setembro de 2007

Atrasos no Eixo Norte-Sul

Apesar de o Ministro das Obras Públicas ter marcado novo prazo e afirmado que tudo estaria concluído em Abril passado, o último troço do Eixo Norte-Sul deverá apenas abrir em Outubro, ou seja, com mais seis meses de atraso, pois falta acabar o viaduto sobre a Av. Padre Cruz e a Rua do Lumiar.

Prometido e adiado há mais de 20 anos, o Eixo Norte-Sul está agora a registar aquele que talvez seja o seu último atraso. A conclusão dos trabalhos do troço final, entre a Av. Padre Cruz e a CRIL, junto ao túnel do Grilo, foi anunciada pelo ministro das Obras Públicas em Novembro de 2006 para Abril deste ano.

Acabados há meses, com acessos, sinalização e vedações, estão os 3,7 km que ligam o termo do viaduto da Padre Cruz à CRIL, sendo visível do Alto da Ameixoeira, o tapete de três vias de circulação em cada sentido que se estende, pronto a ser utilizado, em direcção ao Lumiar e, para o lado contrário, a Camarate e ao túnel do Grilo, já no concelho de Loures.

No total, este lanço apresenta quatro viadutos, oito passagens superiores, três inferiores, um pequeno túnel junto ao Forte da Ameixoeira e quatro nós de ligação desnivelados: Ameixoeira, Alto do Lumiar, Camarate e CRIL. A parte respeitante à ligação da Ponte 25 de Abril à zona do Lumiar está aberta à circulação há vários anos, desembocando desde então, e quase sempre em longas filas de trânsito, na Av. Padre Cruz e, já agora acrescente-se, inacreditavelmente sem iluminação nocturna no acesso do Lumiar ao Eixo Norte-Sul em direcção a Telheiras.

Será que a Junta de Freguesia, decorridos tantos meses de obras, nunca se lembrou de alertar a CML para esta grave falha na segurança rodoviária?

 

 

Para que a ligação da Ponte à CRIL fique completa e, entre muitas outras melhorias no trânsito, permita retirar da Segunda Circular uma parcela significativa dos veículos que por ali se dirigem em direcção à A1, falta acabar uma extensão de 700 metros e 32,4 metros de largura, que obrigou à demolição de vários prédios e tem ainda uma zona central por betonar, para além de acabamentos específicos aprovados por unanimidade na Assembleia de Freguesia.

De acordo com a Estradas de Portugal, o consórcio Lena Construções/MSF deverá dar o trabalho por concluído “na primeira quinzena de Outubro”. Num discurso proferido em 27 de Fevereiro do ano passado, Mário Lino tinha afirmado que tudo ficaria pronto “até Abril de 2007”. Qual o porquê destes atrasos? O jornal Público quis saber as razões de mais este atraso e se o consórcio tinha sido penalizado pelo facto, mas não obteve resposta da Estradas de Portugal.

 

Ver “Último troço do Eixo Norte-Sul deverá abrir em Outubro com mais seis meses de atraso” IN Público 2007-08-28

Foto: URL http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/08/o-eixo-virio-que-divide-o-lumiar.html com agradecimentos a Mário Oliveira e Pedro Veiga

publicado por Sobreda às 10:12
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Lixo provoca acidente

 

No início da semana, um camião da CML que circulava na Avenida Cidade do Porto, junto à 2ª circular, começou a libertar lixo em plena via, tendo dado origem a um violento choque em cadeia. Estariam a ser cumpridas as distâncias regulamentares?

Os Sapadores receberam o alerta e, em cinco viaturas, 15 homens do regimento foram encontrar “três carros e um camião enfaixados, com muito lixo espalhado na estrada”.

O caso mais grave aconteceu “quando três carros se tentavam desviar dos sacos de plástico”, um dos automóveis ficou desfeito debaixo de um pesado, tendo o condutor sido desencarcerado e transportado ao Hospital de Santa Maria e ficado internado em estado grave, adiantou uma fonte dos Bombeiros.

Chamado o Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos a via foi limpa e a circulação ficou normalizada a meio da tarde.

 

Ver www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=255655&idselect=10&idCanal=10&p=200

publicado por Sobreda às 10:10
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Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Lumiar desprotegido - 11

As imagens falam por si. E estas são provenientes de uma denúncia de um morador da Rua António Lopes Ribeiro, nas imediações da Avenida Maria Helena Vieira da Silva. As fotos foram tiradas no passado sábado, dia 28.

Onde está a passadeira para os peões? Bem, a zebra (tal como a CML e a Junta) deve ter ido de férias para algum Zoológico, aliás como vem sendo habitual na Freguesia 1.

Mas faltava(m) a(s) cereja(s) em cima do bolo. Melhor explicando, as viaturas em cima dos passeios, mesmo na direcção da zona destinada a atravessamento da via. Fácil é imaginar a agilidade e as peripécias que uma cadeira de rodas ou um condutor de carrinho de bebé precisam para se exercitar.

Da situação foi de imediato dado conhecimento à CML, ao IGAI, à PSP, à Divisão de Trânsito, etc. Os moradores andaram um dia inteiro a ligar para a esquadra de trânsito, mas, até à data, ninguém veio tomar conta da ocorrência! Se calhar andam mais ocupados com a cobrança das multas provenientes dos radares...

 

1. Ver, por ex., http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/54649.html e http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/48667.html

publicado por Sobreda às 00:40
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Terça-feira, 10 de Julho de 2007

Radares de Lisboa em regime sancionatório

Após o aval da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) na passada 6ª fª, os 21 radares de velocidade colocados pela CML em várias vias da cidade foram reactivados ontem, mas só começam a funcionar em regime sancionatório a partir da próxima 2ª fª, dia 16.

A decisão foi porém tomada mediante algumas condições, nomeadamente que o tratamento dos dados resulte apenas de radares colocados em vias municipais, sobre as quais a Polícia Municipal (PM), através da CML, tem jurisdição. “As finalidades legítimas da Câmara Municipal de Lisboa, responsável pelo tratamento, decorrem (...) das funções prosseguidas pela Polícia Municipal no domínio da fiscalização do trânsito rodoviário na área de jurisdição municipal”, refere o documento, na explanação dos fundamentos da autorização.

De acordo com a mesma decisão, a PM fica autorizada a elaborar autos de notícia relativos a infracções de trânsito, mas apenas nas vias de jurisdição municipal. De acordo com aqueles fundamentos, o tratamento notificado, que venha a ocorrer, prevê que nos casos de infracção grave ou muito grave, a foto com a matrícula seja impressa e remetida com o auto à Direcção-Geral de Viação. Na decisão, a Comissão permite assim à PM o tratamento de dados como o local, data e hora da infracção, número de fotografia, velocidade detectada, velocidade relevante e fotograma do veículo com registo de matrícula.

Os radares estão colocados na Segunda Circular (três) nas avenidas das Descobertas, da Índia, Cidade do Porto, Brasília, de Ceuta (dois), Infante D. Henrique (dois), Estados Unidos da América, Marechal Gomes da Costa e Gago Coutinho e nos túneis do Campo Grande (dois), do Marquês de Pombal e da Avenida João XXI (dois) e na Radial de Benfica (dois). Os critérios que estiveram na base da escolha destas 14 vias foram o elevado índice de sinistralidade, a inexistência de semáforos e serem saídas de túneis.

Segundo o jornal, nas vias de Lisboa estão contabilizados mais de 455 mil condutores em excesso de velocidade, provocando acidentes em muitos dos casos mortais.

Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1298964&idCanal=59

Quinta-feira, 5 de Julho de 2007

Radares em velocidade zero

Há alguns meses foram instalados radares em algumas vias da capital com o objectivo de “prevenir e diminuir a sinistralidade na cidade de Lisboa, agindo sobre o excesso de velocidade”.

Dos 21 radares três estão colocados na Segunda Circular, avenidas das Descobertas, da Índia, Cidade do Porto, Brasília, de Ceuta (dois), Infante D. Henrique (dois), Estados Unidos da América, Marechal Gomes da Costa e Gago Coutinho e nos túneis do Campo Grande (dois), do Marquês de Pombal e da Avenida João XXI (dois) e na Radial de Benfica (dois). Os critérios que estiveram na base da escolha destas 14 vias foram o elevado índice de sinistralidade, a inexistência de semáforos e serem saídas de túneis. Só é pena terem-se esquecido da Av. Padre Cruz.

O limite de velocidade é de 50 quilómetros por hora, com excepção da Radial de Benfica, Segunda Circular e um troço da Avenida Estados Unidos da América, onde o limite é de 80 quilómetros/hora. Os automobilistas só serão autuados se não abrandarem a velocidade até à permitida, através de uma fotografia que é enviada em tempo real à Central de Controlo de Vigilância da Polícia Municipal de Lisboa.

A Comissão Administrativa da Câmara de Lisboa pondera colocar em funcionamento os 21 radares, que se encontram em fase experimental desde Janeiro e a aguardar o parecer da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) desde Fevereiro, pelo que deveriam ter entrado em funcionamento em Abril. Este sistema de detecção de excesso de velocidade está orçado em 2,5 milhões de euros e inclui também seis painéis de informação nas 13 vias da cidade com mais sinistralidade. A CNPD é uma entidade administrativa que funciona junto da Assembleia da República.

Em princípio “está tudo legal, certificado, a Polícia Municipal preparada, o equipamento informático a funcionar, só falta começar a multar os automobilistas”, sendo preocupante “o excesso de atraso dos procedimentos administrativos face aos valores que estão em causa”. “Entrámos no Verão, os jovens começam a andar com mais velocidade e é um crime não se poder evitar isso”, afirmou a presidente da Comissão Administrativa, apelando aos candidatos à CML para debaterem os problemas da sinistralidade rodoviária na cidade.

Embora a CML tenha pressa em acelerar as multas, o presidente da CNPD acrescentou que ainda está por esclarecer se esta entidade precisa de autorizar o funcionamento dos radares de velocidade em Lisboa. Pelo que a decisão sobre os radares permanece em velocidade zero.

 

Ver www.rtp.pt/index.php?article=288106&visual=16&rss=0 e http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1297760&idCanal=59

Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

Namora(r) as passadeiras

Ficcionista e poeta, Fernando Namora, licenciado em Medicina na Universidade de Coimbra em 1942, deu nome a uma via que liga as freguesias de Carnide e Lumiar, entre o Largo da Luz e Telheiras. A sua vida de estudante liceal e universitário foi marcada por vicissitudes que desde muito cedo o projectaram para uma invulgar carreira de ficcionista, especialmente prolífica no género do romance.

Pois parece que algo de semelhante acontece com a referida via: um romance cheio de vicissitudes. Trata-se de uma autêntica via rápida, com frequentes acidentes junto aos dois cruzamentos com a Alameda de Santo António. Via onde circula a carreira 767 da Carris. A situação torna-se mais grave por a Rua Fernando Namora ter início perto de uma escola, a EB1 (ex-nº 57) e Jardim Infantil e terminar perto de outra, a Secundária Vergílio Ferreira, no cruzamento com a Padre Américo. E a meio localiza-se ainda uma escola EB 2/3 nº 1, nas imediações do eixo Norte/Sul.

Avisada, a polícia costuma amiúde colocar uma câmara junto a esta escola, para captar imagens dos ‘aceleras’, travando-os depois uma brigada de trânsito no entroncamento da Rua Hermano Neves com a Rua Prof. Francisco Gentil. Mas há muito que a equipa de trânsito deixou de fiscalizar os excessos de velocidade. Trata-se de uma rua utilizada também aos fins-de-semana pelos cicloturistas.

São por isso necessárias outras medidas que obriguem os condutores a circularem a velocidades mais reduzidas nesta quase auto-estrada. As barreiras sonoras, o traço contínuo central e os locais de eventuais passadeiras ficaram gastas com o tempo. Tal como a tinta no asfalto ou os lancis rebaixados. Pior só mesmo junto aos semáforos 1 da Ruas Prof. Pulido Valente com a Vieira de Almeida, junto à EB 2/3 nº 1. Porém, há na Rua Fernando Namora dois pares de paragens de autocarro, sem zebras e iluminação de perigo que permitam alertar os condutores para a proximidade de zonas de atravessamento pedonal.

É caso para perguntar se a Junta há muito não deveria ter ‘namorado’ com as entidades responsáveis passadeiras devidamente pintadas com zebras, unindo os dois lados desta e de outras vias no bairro, avivando as já gastas pinturas, instalando sinalização que garanta redução eficaz da velocidade e uma passagem (mais) em segurança.

 

1. Ver o artigo http://cdulumiar.blogs.sapo.pt/9590.html

publicado por Sobreda às 01:49
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Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

Pista interrompida

Em Telheiras anda-se mesmo de bicicleta… quando se pode. E ao fim de semana é usual ver jovens casais com crianças fazerem percursos em família no bairro. Também o grupo de cicloturismo da A.R.T. usa os domingos de manhã para promover passeios mais extensos.

 

Ou melhor, anda-se quando a pista, como infelizmente é frequente, não está impedida por estacionamentos indevidos 1. Para além disso, a pista ciclável de Telheiras a Entrecampos continua interrompida, desde a construção do Alvaláxia XXI, o que faz que os ‘atrevidos’ ciclistas tenham de circular sem segurança.

A AML já aprovou por Unanimidade em 24 de Janeiro do ano passado, uma proposta de “Os Verdes” que pugnava pela “Reposição da pista ciclável Entrecampos-Telheiras”. Mas o (ir)responsável SCP nunca se dignou (re)arranjar a pista, nem respondeu aos repetidos apelos quer dos cicloturistas, quer da A.R.T., quer da Assembleia de Freguesia, pela sua correcta reposição.

 

1. Fotos www.voudebicicleta.eu/WordPress

publicado por Sobreda às 02:42
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Sexta-feira, 1 de Junho de 2007

Despiste na passadeira

Sabia que 1/4 das vítimas de acidentes de automóvel são peões? Não compreende porquê?

Hoje (quase) mais um infeliz exemplo em Telheiras, no cruzamento da auto-estrada, perdão, da Av. das Nações Unidas com a Azinhaga da Torre do Fato, em frente ao Carrefour. A hora (de ponta): pouco depois das 7h30.

Tinha uma paragem da carreira do 47 ‘despejado’ uma fila de utentes para dentro de um autocarro que partia em direcção ao Campo Grande, quando, para se desviar de um 'jeep' em excesso de velocidade na ânsia de passar o vermelho, ou por engano de pé entre a embraiagem e o acelerador, um pequeno Corsa branco cruza a passadeira de peões e se ‘decide’ despistar, voar e galgar o passeio e estrondosamente atingir em cheio a estrutura de metal e vidro da paragem de autocarro. Felizmente, já sem nenhum dos candidatos a passageiros no local, logo sem acidentados a lamentar, para além do condutor. O condutor do 'jeep' fugiu, incólume, do local. Os bombeiros tomaram conta da ocorrência e isolaram a paragem.

Eis um pequeno grande exemplo do incumprimento das normas mínimas de segurança rodoviária. Sim, porque a nível da segurança pedonal não há nestas situações quem valha ao peão. E os acidentes são, infelizmente, mais do que muitos.

Por isso a ACA-M, numa acção conjunta com a CML, pintou, em quatro ruas de Lisboa, passadeiras com o nome de peões evocativas das vítimas de atropelamento. As passadeiras-memoriais estão instaladas na Praça dos Restauradores (frente ao Cinema Condes), Cais do Sodré (frente à estação), Avenida de Berna (frente à Universidade Nova) e Marquês de Pombal (frente à EDP).

Um par de sugestões: espalhá-las em muito mais zonas da cidade, sinalizando-as com sinalética vertical e sinais luminosos. Mas muito mais importante ainda: alterar o conceito de passadeira.

A cidade é urbana por definição. Os intrusores são as viaturas motorizadas. Donde, o conceito deve ser o de ter o carro de atravessar zonas que pertencem ao comum dos cidadãos e aos peões em particular, e não o contrário. Logo, se a prioridade é do peão e das zonas por onde ele circula, o lógico é que passeio e zebra estejam ao mesmo nível !! E que sejam as viaturas a ter de abrandar para a atravessarem. Deverão, finalmente, ser garantidos os tempos de passagens em semáforos e zonas de atravessamento. Esta proposta foi já oportuna e pessoalmente apresentada em sede de Comissão da especialidade à, até há momentos, vereadora da mobilidade. Até hoje, nenhuma medida estruturante sobre segurança rodoviária foi assumida pela CML.

Análises estatísticas e ensaios sociológicos há muitos, porque a sinistralidade tem reconhecidos impactos económicos. Aliás, só por isso mesmo parece haver estudos. Ainda ontem foi apresentado um relatório encomendado pelo Ministério da Administração Interna ao ISCTE. Sabem a quem é dada prioridade de circulação?

 

Claro..., aos Ligeiros !! Então e os indefesos Peões? A esses é reservado... Acompanhamento. Perguntamos: aonde? Será de 112 à Unidade Hospitalar mais próxima?

A partir de que percentagem de acidentados é que o Governo e os serviços camarários vão intervir? Quantas mais passadeiras, com nomes dos malogrados acidentados, necessita a ACA-M de pintar no asfalto?

Adenda: Exactamente no mesmo local, no mesmo cruzamento, na mesma passadeira. Mais um ‘inferno’ de chapa amolgada e engarrafamentos. Duas horas depois, o mesmo ‘filme’, agora pelas 10h da manhã. Um ligeiro acabou por ficar em muito mau estado ‘entalado e enlatado’ entre um outro ligeiro de caixa fechada e um pesado de mercadorias, deixando apenas a faixa da esquerda para circular. Os polícias, que por acaso aquela hora vinham a sair do hipermercado, tomaram conta da nova (?!) ocorrência.

 

1. Foto www.aca-m.org

2. Ver “Estratégia nacional de segurança rodoviária”, MAI : ISCTE, 2007-05-31

publicado por Sobreda às 11:29
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Domingo, 27 de Maio de 2007

Zebras só no Jardim Zoológico

Os automobilistas que circulam pela Alameda das Linhas de Torres estão servidos por um novo tapete de alcatrão, após o fim dos trabalhos ali efectuados desde meados do ano passado. No entanto, se depois da tempestade das obras veio a bonança para os carros, para os peões houve passadeiras que tardaram a ser repostas e outras que ainda não regressaram ao seu local. É, por exemplo, o caso das duas ‘zebras’ que davam mais segurança a quem atravessava outras tantas vias, uma de entrada e outra de saída da Rua Leopoldo de Almeida, artéria que se alonga, em jeito de túnel, até à Alameda das Linhas de Torres perto do Centro Comercial do Lumiar.

Ironicamente, os sinais de travessia para peões estão lá, incluindo o lancil rebaixado dos passeios, mas faltam as listas no solo. Como denunciam os moradores da zona “tudo o que ajude a uma maior segurança dos peões deve ser tido em conta, porque esta é uma zona de muito tráfego e de intensa afluência de pessoas, muitas delas de idade”. A colocação das zebras é crucial para garantir acessibilidades e circulação em segurança, sobretudo a quem acede da Rua Leopoldo de Almeida para entrar na Alameda das Linhas de Torres, pois aí o raio de visão é “amputado pelos pilaretes do referido túnel” 1.

E este não é caso único nesta via. Na mesma Alameda há situações em que a ‘zebra’ está pintada numa das metades da via e do outro lado do tapete de alcatrão ter-se-á acabado a tinta. Poderá a Junta alegar que já terá ‘diligenciado’ algo. Mas o longo arrastar da situação é um infeliz sinónimo da incompetência e ineficácia de gestão e controlo das obras públicas pelos executivos de direita na cidade, incapazes de fiscalizarem e pagarem as obras que adjudicam.

Acontece que a empreitada de repavimentação, fora adjudicada pela CML por cerca de 650 mil euros à Pavia - Pavimentos e Vias S. A., tendo arrancado em Agosto do ano passado. A 4 de Dezembro terminava a primeira fase dos trabalhos, que correspondia à faixa descendente entre o Centro Comercial do Lumiar e a Avenida Rainha D. Amélia. No dia seguinte teve início a segunda fase, com obras na faixa ascendente, que se esperava tivesse terminado em meados de Fevereiro 2.

Até que o empreiteiro ameaçou rescindir o contrato, por dívidas acumuladas da autarquia, que só teria pago metade deste valor, suspendendo-as mesmo no início de Fevereiro. A terceira e quarta fases, que correspondiam à renovação do tapete entre a Rua Francisco Stromp e a Avenida Rainha D. Amélia, deveriam ficar concluídas em meados de Abril e Junho, respectivamente 3. Porém, apenas ficou concluída a primeira metade da repavimentação, mesmo com algumas falhas nos acabamentos.

Os moradores não pretenderão que se inaugure um Zoo na Freguesia, mas tão só que sejam garantidas as medidas mínimas para uma mobilidade em segurança na via pública, com a pintura das zebras em falta no pavimento. Para quando, não se sabe.

 1. “Esqueceram-se das zebras”, JRegião nº 82, 2007-05-22/28, p. 6

2. Ver http://jn.sapo.pt/2007/03/07/sul/falta_dinheiro_suspende_obras_lumiar.html

3. Ver Público de 2006-12-11, de 2007-03-06 e 2007-03-07

publicado por Sobreda às 00:28
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Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Viaduto do Lumiar

O centro histórico do Lumiar tem sido sacrificado pelas obras de prolongamento e ligação do Eixo Norte-Sul à A1. Nem para todos os que ali vivem ou trabalham as vantagens do viaduto valem o sacrifício.

O viaduto do Lumiar deveria estar concluído até ao final do ano, mas com as habituais derrapagens... Algumas casas do núcleo histórico do antigo Lumiar foram derrubadas para dar lugar aos pilares da estrutura, que vai passar mesmo por cima do mercado e cobrir parte de um edifício da Junta de Freguesia.

Com quase 800 metros de extensão e 14 metros no ponto mais alto, o viaduto do Lumiar será uma importante via de escoamento de trânsito na região de Lisboa. Se não houver atrasos, estará em funcionamento no final deste ano. Vai ligar o Eixo Norte-Sul às principais auto-estradas que ligam a capital ao resto do país 1.

A Assembleia de Freguesia atempadamente alertou para que sejam garantidas as acessibilidades locais, os necessários desnivelamentos com a Av. Padre Cruz, passagens pedonais e cicláveis, acabamentos alusivos à história da Freguesia, e equipamentos sociais e lúdicos que compensem os que foram entretanto desactivados.

 

1. Ver http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/20070523+Viaduto+do+Lumiar.htm

publicado por Sobreda às 01:51
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

Queda de plataforma no Eixo Norte-Sul

De acordo com fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), três operários da construção civil ficaram feridos com gravidade, na sequência de um acidente ocorrido esta manhã nas obras do Eixo Norte/Sul, ao caíram de uma altura de (cerca de) 15 metros, devido à queda de uma plataforma das obras do Eixo Norte-Sul “junto à Alameda das Linhas de Torres” e ao mercado do Lumiar. “A queda da plataforma arrastou consigo três operários, que caíram de uma altura de cerca de dez (a quinze) metros” 1.

Tudo aconteceu há momentos, por volta das 10h45. O ferido mais grave, de 46 anos, politraumatizado, foi transportado para o Hospital de Santa Maria, depois de ter sido entubado e ventilado. Encontrava-se inconsciente no momento em que foi assistido no local. O segundo ferido, um homem com cerca de 30 anos, queixava-se de intensas dores nas costas, suspeitando-se de um traumatismo na coluna vertebral. Foi transportado para o Hospital de São José. O terceiro ferido, cuja idade a fonte do INEM desconhece, é um politraumatizado ligeiro que também foi transportado para o hospital. No local esteve uma viatura médica e três ambulâncias 2.

Segundo se conseguiu apurar, os três operários são estrangeiros, dois ucranianos e um guineense. Foram internados com politraumatismos, duvidando-se da legalidade das estadias dos trabalhadores em Portugal. A Inspecção-Geral do Trabalho tem estado no local da obra, tendo-a entretanto suspenso, pelo menos durante o dia de hoje 3.

Fica também o aviso (que não é novidade) de que, para circular na zona, todo o cuidado é pouco.

 

1. Ver www.rtp.pt/index.php?article=282854&visual=16 e http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=277268

2. Ver www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=811686&div_id=291

3. Ver http://videos.sapo.pt/zULkrtO3DvnP2Bo5vca0

publicado por Sobreda às 13:39
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