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Sábado, 11 de Abril de 2009

Transformação de quarteirões em hotéis

A CML aprovou 4ª fª, na reunião do executivo camarário, o projecto de arquitectura que vai transformar o quarteirão onde se insere a pastelaria Suíça, na Rossio, num hotel de cinco estrelas. Para o presidente da autarquia, o argumento utilizado é o que a unidade hoteleira irá dar um “grande contributo à reabilitação e revitalização da zona central da cidade”.

É visível que o quarteirão se encontra “há muito abandonado”, sobretudo ao nível dos pisos superiores. Por isso o projecto foi sujeito a parecer do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, que observou que este é “um excelente projecto”, que “mantém as abóbodas do piso térreo e repõe a cobertura original”.
A hipótese apresentada é boa, mas o local levanta algumas reservas, por causa dos problemas de acesso ao estacionamento de largada e tomada de passageiros no Rossio ou na Praça da Figueira, situação que não foi entretanto assegurada pelo executivo. Outros vereadores criticaram também à transformação do quarteirão em hotel, por “não levar em conta a preservação da antiga manteigaria União”, uma ‘jóia’ de valor patrimonial.
Já o vereador comunista Ruben de Carvalho destacou a degradação em que os edifícios se encontram, considerando que a criação de um hotel assegura movimento na zona e poderá manter algum do comércio existente 1.
Ainda recentemente a CML aprovou, de uma lista de seis edifícios, a alienação de um Palácio municipal, ao Príncipe Real, para venda como ‘Hotel de charme’. Mas a perspectiva da CML é meramente economicista, pois apenas considera os edifícios que a autarquia vai alienar como uma vertente de “mais-valia” orçamental 2.
Bem perto, o primeiro hotel ‘low-cost’" no Bairro de Santa Catarina, dirigido a jovens e turistas que voam em companhias de baixo custo, vai também ser inaugurado até ao final do mês, nas instalações de uma antiga Pensão Residencial no Bairro Alto 3.
Constata-se que o turismo em Lisboa é uma prioridade para a CML, enquanto, em contrapartida, a reabilitação da habitação municipal e as condições de vida dos munícipes continuam a ‘marcar passo’.
 
1. Ver http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20090410%26page%3D18%26c%3DA
2. Ver http://tv1.rtp.pt/noticias/?article=68758&visual=3&layout=10
3. Ver http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Primeiro-hotel-low-cost-da-cidade-abre-em-finais-do-mes.rtp&article=213122&visual=3&layout=10&tm=6&rss=0
publicado por Sobreda às 00:43
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Animação sem pessoas no Terreiro do Paço

Há exactamente um ano, a autarquia estreou a iniciativa ‘Aos Domingos o Terreiro do Paço é das Pessoas’, com o encerramento ao tráfego automóvel das laterais do Terreiro do Paço e o troço da Ribeira das Naus entre o Largo do Corpo Santo e o Campo das Cebolas.

Todos os domingos, entre as 8h e as 20h há animação na praça, entre jogos de mesa, espaço de leitura, exposições fotográficas, grupos musicais, aluguer de bicicletas ou actividades circenses. Mas o encerramento do trânsito no Terreiro do Paço ainda não conseguiu o apoio dos moradores, de comerciantes e autarcas, que lamentam a falta de pessoas e reclamam melhor animação cultural.
Esta foi uma das dez medidas prioritárias anunciadas pelo presidente da CML para o início do mandato, visando revitalizar a zona e transformar o Terreiro do Paço numa alternativa para os passeios de domingo dos lisboetas. No entanto, o entusiasmo inicial que rodeou o projecto tem vindo a diminuir, como reconhecem moradores, comerciantes e autarcas locais, que apontam algumas insuficiências na animação e o excesso de trânsito nas ruas adjacentes.
O presidente da Associação de Moradores da Baixa Pombalina revelou que vários habitantes se têm mostrado insatisfeitos com a concentração de trânsito nas restantes ruas da zona, provocando uma intensificação da ‘confusão’ as domingos em zonas tradicionalmente calmas. A intenção do projecto de devolver o Terreiro do Paço às pessoas até poderá ser “louvável”, mas, critica, a falta de coerência da animação dominical, com actividades “um pouco desgarradas”, não possui uma organização definida.
A opinião é partilhada pelo presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina para quem as iniciativas são “muito aleatórias” e não são o motivo de visita ao Terreiro do Paço. A decisão de proibir o trânsito acabou por ser “uma medida avulsa” porque “não abriu mais comércio e a praça continua inóspita, árida”. No seu entender, “seria mais importante, por exemplo, tirar os tapumes das obras que ali estão há anos”.
Para os comerciantes no Terreiro do Paço, desde o vendedor de gelados à florista, no último ano, “foram mais os domingos maus que os bons”. “Estou aqui há anos e este foi o pior em termos de negócio”, acrescentam 1.

 

 

Também esta semana começaram a ser repostos os pilares do antigo Cais das Colunas no Terreiro do Paço, retirados há 12 anos para permitir ao Metropolitano estender a sua rede até Santa Apolónia, mas é difícil dar por eles, pois ainda estão ainda cobertos com telas brancas.
Passear junto ao Cais das Colunas era um hábito lisboeta, mas muita coisa mudou na Praça do Comércio. “Sentar naqueles bancos de pedra já não faz muito sentido”, desabafa uma moradora. É que a Avenida Ribeira de Naus ganhou mais movimento e hoje está transformada numa via rápida. Além disso, o Cais das Colunas já não é o único lugar onde as pessoas podem sentar-se junto ao rio Tejo: “Agora há as Docas de Alcântara, o Parque das Nações e um passeio ribeirinho entre o Cais do Sodré e o Terreiro do Paço” 2.
Resta saber se a débil animação da Baixa e o Cais das Colunas conseguirão competir com as novas e descentralizadas atracções da capital.
 
1. Ler Lusa doc. nº 8707379, 26/08/2008 - 12:00
2. Ver http://dn.sapo.pt/2008/08/25/cidades/cais_colunas_volta_tejo.html
publicado por Sobreda às 00:32
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Domingo, 17 de Agosto de 2008

Lisboa não é competitiva

O turismo tem uma voz mais activa desde que (a Confederação) está na concertação social?

- Sem dúvida. Tem a vantagem imediata de dar voz ao turismo na discussão dos problemas nacionais. Para ultrapassar os obstáculos, é preciso mudar o paradigma do turismo e da economia. E aumentar a competitividade dos destinos, sobretudo de Lisboa (…) Lisboa tem de se tornar competitiva enquanto capital de negócios. Pode vir a ser a 5ª ou 6ª cidade europeia nesta matéria (…)
A situação da TAP, com 136 milhões de euros de prejuízos no primeiro semestre, preocupa-o?
- Estivemos no mês passado com a administração da TAP e os dois pontos que nos preocupam (atrasos e perdas de bagagens) melhoraram espectacularmente. O problema não era das instalações da Portela. O pior é estarmos num extremo da Europa, dependentes da acessibilidade aeroportuária, sem alta velocidade. A partir de Outubro/Novembro vai haver grande redução de voos da TAP e de outras companhias para cá. Perder 136 milhões é muito, mas não quer dizer nada. Será muito pior a redução de voos. A TAP sabe muito melhor do que eu o que há a fazer.
A TAP já devia ter sido privatizada?
- Como as companhias estão, a tendência era quase a contrária: ser nacionalizada. Mas isso ela já é. Estamos sempre ao lado da consolidação. Há sempre a impressão de que há assuntos cruciais para o nosso desenvolvimento que são pensados em cima da crise, sem um estudo aprofundado, como os sectores estratégicos da nossa economia.
Sou claramente contra a privatização da CGD, fazem-nos falta alguns símbolos de independência nacional (…) Na capital, o investimento planeado para a Frente Ribeirinha precisa de consistência e viabilidade económica.
As intervenções na zona ribeirinha podem ajudar esse objectivo?
- Gosto dos projectos, mas falta o evidente para o empresário: a viabilidade económica. Não temos dinheiro para aquilo. Falta uma ideia económica forte, que dê a certeza de que se ganha valor com aquele projecto e se cria riqueza para toda a gente.
É um plano teoricamente bom, mas economicamente inviável?
- Como está apresentado, não há ninguém que ponha dinheiro naquilo. O mundo que eu conheço é a Câmara de Lisboa sem dinheiro, que vai ter eleições dentro de ano e meio. Se arrancar com uma ideia ‘Lisboa, capital de negócio’, agregada a este projecto, que faça empresas de fora (??) instalarem-se cá, com terrenos que passam a valer o dobro nesse caso, aí acredito que tudo aquilo é possível.
 

Extracto da entrevista ao presidente da Confederação do Turismo Português IN www.semanarioeconomico.com/entrevista/entrevista_index.html

publicado por Sobreda às 22:08
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Sábado, 16 de Agosto de 2008

Uma cidade de férias

«Lisboa está vazia, de manhã cedo quando vou para o atelier atravesso ruas desertas, como se vivesse numa cidade fantasma. Mas a sensação não é de todo desagradável. Não tanto nas ruas que gosto mais cheias de gente, mas no trabalho.

Agosto é para mim um dos meses mais proveitosos, porque, liberto de telefonemas e urgências, tenho quase todo o tempo para me dedicar a novos projectos. É também por esta altura que aproveito para tratar de coisas que durante o resto do ano encaro como arriscadas aventuras (…)
Há quem diga que temos luz a mais e por isso se venera tanto a obscuridade. Mas nada justifica esta proliferação de caves lúgubres, e tantas vezes imundas, que por essa cidade fora abrigam comércios, cafés, restaurantes e muitas empresas onde nunca entra o sol e ainda menos a felicidade. Não sei se isso tem alguma coisa a ver com o fado e a saudade, modo privado de melancolia nacional, mas que é muito triste é.
Mas não é só a luminosidade que falta. Lisboa tem muitos dos defeitos das velhas cidades e poucos dos seus atractivos. É uma cidade decadente, suja, com baixa qualidade de vida, fraca mobilidade, pouca diversidade.
Das grandes às pequenas coisas são muitas as carências. E as pequenas coisas são muitas das vezes aquelas que fazem a diferença entre o bem e o mal-estar. Cito uma. Já se sabe que os portugueses detestam árvores e que só as concebem como algo para cortar.
Mas não deixa de ser menos obnóxio este evidente desprezo pela fruta e em particular pelos sumos naturais. São raros os cafés que os fornecem e os que o fazem só conhecem as laranjas. Por cá ainda não se descobriu que se pode espremer praticamente qualquer fruto ou legume e com eles fazer múltiplas combinações. Sempre com um resultado muito agradável. Fenómeno de penúria que se repete nos restaurantes onde as saladas são invariavelmente de alface e tomate demasiado verde e o acompanhamento de tristes brócolos cozidos demais. Ou falta a matéria-prima ou falta a imaginação. Ou simplesmente é este deixa andar da preguiça e dos maus hábitos.
Mas se os lisboetas abandonam a sua cidade há quem a invada. Devido à estatística, Agosto é seguramente o mês em que Lisboa parece mais cosmopolita. A cada esquina, e em particular nos bairros ditos populares, cruzamo-nos com línguas diversas, umas conhecidas outras estranhas. Dá gosto. À noite os restaurantes enchem-se de gente que troca os nomes de todos os peixes. A maioria destes turistas vem certamente à procura da antiguidade que já lhes falta ou que conhecem por demais, mas também dessa degradação que tanto me arrelia.
As cidades velhas e sujas são sempre fascinantes para alguém. E hoje uma boa parte do turismo faz-se dessa transformação dos centros históricos, dos bairros decadentes e da miséria, em verdadeiros parques temáticas para os que habitam países mais modernos e civilizados. O sucesso de Lisboa nos circuitos internacionais deve-se em parte a essa procura. Peço desculpa, mas não me agrada uma tal distinção».
 

Ler Leonel Moura IN www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=327768

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publicado por Sobreda às 00:21
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